O Menino da Mala

O Menino da Mala Lene Kaaberbøl
Agnete Friis




Resenhas - O Menino da Mala


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Rafa 06/09/2013

Resenha - O Menino da Mala - Lene Kaaberbøl e Agnete Friis
Imagina você encontrar um menino de 3 anos, vivo, nu e dopado em uma mala de certa ferroviária... imaginou? Pois bem, Nina Borg presenciou isso e conviveu com isso.

Sigita é daquelas mães que adoram proteger suas crias, mesmo solteira ela dá seu tudo para criar Mikas, até mesmo nas dificuldades da vida. Tudo ia bem, até que certo dia ela se encontra no hospital, totalmente perdida na cama e sem saber o paradeiro de seu filho, segundo as enfermeiras ele estaria com a vizinha, depois da alta foi procurá-lo toda preocupada, mas não o achou, ligou para o pai da criança e também não o achou.

Nina é uma enfermeira de primeira, tem dois filhos e um esposo a aguardando em casa... Vida totalmente normal... Até certo momento... Certa feita, quando sua amiga Karin lhe pede para buscar uma mala na ferroviária, ela não pensa duas vezes em atender ao pedido da amiga, só que ao se deparar com um brutamontes tentando saquear a mala, ela foge e acaba descobrindo que o conteúdo da mala é um menino totalmente dopado, nu e sem nenhuma identificação que fizesse descobrir quem era ele. Que diabos Karin tinha se metido, ou melhor, que confusão Nina foi se envolver?

Em seguida a história se dissolve com a corrida incansável do brutamontes em colocar as mãos na criança. Nina não sabia que estava sendo perseguida, mas deveria, Nina consegue escapar por um tempo e nesse ínterim ela tenta investigar o paradeiro da criança antes que seja tarde demais.

Quando peguei O Menino da Mala para ler nem tinha conhecimento da sinopse, só fiquei intrigado por causa do título, e diga-se de passagem que causa muito espanto a primeira vista. No começo da leitura não me senti nem um pouco perdido, as autoras conseguiram fazer a apresentação dos personagens com maestria porque sempre ao começar os capítulos dava-se para perceber quem estava tomando a narrativa e a expectativa sobretudo não deixou a desejar.

Aos poucos o leitor vai juntando as peças e dá até pra perder o fôlego com algumas cenas, confesso que no começo tudo pareceu óbvio pra mim, não demorei muito para me contextualizar com a história. Por outro lado quando sei quem é quem, os personagens tão bem moldados e articulados a história fica bem ditada e não há como o leitor não gostar, é um thriller gostoso de se ler, saber que certa coisa que eu previa desde o começo irá acontecer no final pra mim é satisfatório. As duas autoras conseguiram fisgar minha atenção desde o começo, é emoção na certa.

O livro faz parte de uma série que tem tudo para agradar o seu público-alvo. Eu adorei a história, adorei, adorei, adorei também os personagens, as cenas hollywoodianas a lá Dinamarca, os temas tratados no livro como: "drogas, tráfico de crianças, prostitutas, mães descabeladas, desaparecimentos, máfia..." e por aí vai. É muito interessante.

A narrativa é maravilhosa, como eu já disse, o leitor não vai querer dosar só ler um pouco, vai querer tudo de uma vez, porque é como se você estivesse numa cena muito boa de um filme de suspense e não quisesse de jeito nenhum dar uma pausa.

Recomendo o livro para todos os leitores, não só para você que adora policiais, ou um bom suspense, thrillers e afins, acho que esse livro engloba tantas coisas legais que acho mais fácil indicar pra todos os leitores.
Beth 18/09/2013minha estante
Já estava pensando em ler este livro, mas estava com um pouco de receio. Agora depois de ler sua resenha, já fico mais tranquila pois sei que vou gostar da história.


DomDom 20/09/2013minha estante
Quando li o título do livro, também imaginei uma coisa completamente diferente do que realmente é. Pensei que se tratava de um drama, ou coisa parecida, mas eis que me surpreendo ao saber que é um thriler super legal. E o bom é que ele engloba um leque grande de sensações. Estou bem curioso pra ler.


Carol 17/10/2013minha estante
Estou pensando em ler esse livro, fiquei bastante curiosa, li a resenha e gostei mas ainda estou com medo de comprar porque não sei se realmente gosto desse tipo de livro, tem outros livros para me indicar??


Rafa 17/10/2013minha estante
Carol, esse é um policial super bacana. Leia, eu acho que você irá gostar. Recomendo a série Alex Cross do James Patterson, eu adorei.


Bia Galoni 26/12/2013minha estante
eu comecei a ler o livro e estava quase na metade, mas é uma leitura cansativa, não é o tipo de livro que ao ler uma pagina, sente vontade de ler mais. a história é otima, porém a escrita não é insentivadora.


Fabiana 10/02/2015minha estante
Gostei muito da resenha e observações. Será minha próxima leitura! ;)


Jeh 03/08/2019minha estante
Por ser uma serie, tem continuação ou as historias são interligadas?




Jo 25/07/2013

Nem tudo que reluz é ouro ou nem todo dinamarquês pode ser comparado a um sueco
Os fãs de Stieg Larsson irão adorar O menino da mala. Nina Borg é uma versão ainda mais atraente de Lisbeth Salander e agradará especialmente ao público feminino. - Publishers Weekly

Foi exatamente a primeira frase que me fez comprar o livro sem pestanejar: se a crítica comparou ao Stieg Larsson, não tem como ser ruim. Uma comparação com Agatha Christie me fez comprar o primeiro livro da Camilla Lackberg e eu me apaixonei.

Infelizmente não posso dizer o mesmo quanto às autoras de O menino da mala. E compará-las ao Larsson foi demais, puro marketing. Nina Borg não chega aos pés de Lisbeth, nunca.

A história em si não é inusitada (ainda mais nos dias de hoje, em que a violência já nos fez ver crianças em caixas de sapato, latas de lixo e coisas muito piores)e a narrativa um pouco cansativa do início ao meio do livro. O final deslancha rapidamente e você consegue descobrir a razão do menino ter ido pra dentro da mala e quem é o cérebro mal intencionado por trás da idéia.

Nina Borg está mais para as personagens do Clube de Mulheres contra o crime, de James Patterson ou Myron Bolitar, do Harlan Coben, que para Salander. Tem um certo carismo, mas jamais aquele charme desconcertante.

Sinceramente, no quesito autores policiais, os suecos (Larsson e Lackberg)e o norueguês (Jo Nesbo) dão de 10 nas dinamarquesas do Menino da Mala.

Ah! Já ia me esquecendo de comentar o livro. Apesar das críticas quanto ao exagero nas comparações, O menino da mala não é um "livro mala".

Não será um dos meus favoritos mas não decepciona. Talvez tivesse gostado mais se minhas expectativas (em razão da comparação) não fossem altas.

Acredito que para aqueles que ainda não leram tantos policiais como eu, e principalmente, para quem ainda não leu Larsson, o livro poderá agradar.

Além do mais, por ser uma série, quem sabe o próximo título me faça mudar de opinião.
Gabi 20/08/2013minha estante
Seu comentário foi inteligente. Colocou sua opinião sem tirar o tesão de que o livro pode ser bom para outras pessoas. Eu ainda não o li, mas como devoradora dos romances policiais, fiquei com vontade de adicioná-lo ao meu cérebro. :)


sonia 24/09/2013minha estante
Fiquei bem curiosa para ler o livro, gosto do autor.




Telma 05/08/2013

A dicícil vida do Altruísmo
Como falar de um livro MARAVILHOSO, sem recorrer aos clichês de “Ótimo!”, “Excelente!”, “Amei!”... etc?

Cara... num dá!

O livro é Ótimo, Excelente, Maravilhoso, eu Amei, Do cara....mba!

Vamos nos colocar no lugar das duas personagens centrais?

Imagine sua vida como ela é agora... e imagine a pessoa que você mais ama nesse mundo (filho, pai, mãe, amigo, marido, namorado, cachorro, etc).... Agora imagine que essa pessoa é roubada de você! Sequestrada! Você vai à polícia que não lhe dá crédito. Você sequer tem pistas de onde começar a procurar. O relógio vai passando e suas chances diminuindo. Nenhum sequestrador lhe contata. A polícia passa a acreditar em você e lhe pinta todos os cenários possíveis (cada um mais macabro que o outro). Você não pode sucumbir ao desespero. Você tem que encontrar seu amor... que está desprotegido e quem sabe, já morto.

É muita agonia, né?

Bem, essa é Sigita. Uma das personagens que mais amei! Uma mulher forte que quando percebe que seu filho foi roubado dia a si mesma que vai matar quem fez isso (como você ou eu diria e pensaria). Mas, por onde começar? Matar a quem?

Imaginou?

Agora vamos mudar o rumo do seu imaginário:

Pense agora, na sua vida normalmente. Você é um adolescente, adulto, idoso... não importa. Pense na sua vida normalmente. Pense que uma amiga lhe pede para retirar uma bagagem da rodoviária e lhe dá a chave.
Quando você chega lá, encontra uma mala, a carrega e quando a abre, dá de cara com um menino de uns 3 ou 4 anos, drogado, nu, quase morto e que não fala sua língua. Você presta os primeiros socorros e pensa: “se eu entregar pra polícia vai ser melhor pra todo mundo, né?”... mas, afeiçoa-se ao menino e resolve descobrir sua mãe, numa fração de momento, por conta própria e, se não conseguir chamará ajuda da polícia. Você teme pela integridade física do menino. Você teme que o alguém num abrigo e ele fique ainda mais traumatizado do que você sabe que ele já está. Num ato impensado (ou talvez maternal demais) você começa a investigar de onde surgiu o menino e vê sua vida cabeça de cabeça para baixo. Começa a ser perseguida e vê que é a única a se importar de verdade com a segurança daquela criança.

Essa é minha outra heroína: Nina! Mulher de princípios! Forte (apesar da fragilidade física) e decidida, mas humana: com todos os conflitos internos que nós temos.

A vida dessas duas mulheres se esbarra durante todo o livro. O desespero de ambas, por motivos diferentes, mas girando em torno do “menino da mala” é sensível, angustiante, crível!

Esse livro trata, de uma maneira cheia de credibilidade, narrativa de primeira, Português irretocável (tradução nota 10), os sequestros que tanto ocorrer e a sensação de que tudo isso está longe de nós, quando na verdade, pode acontecer conosco a qualquer momento.

Até onde você iria para proteger uma criança que nunca viu?

Até onde você iria para recuperar seu amado filho?

Entendo toda a comoção em torno desse livro que está na lista de mais vendidos, de acordo com o New York Times. Dessa vez, não me decepcionei. Amei cada momento do livro. Cada página (pra não dizer parágrafo), repleto de ação, beleza descritiva e de “quero mais”.

Sabe aquele livro que você bebe até a última letra e já sente saudade? Esse é o livro!

Há possibilidade de arrependimento com a compra? A menos que você não goste de intensidade, complexidade e histórias bem diferenciadas das que estão na moda.

Se você procura algo diferente do modismo, inteligente, pulsante, pungente. Esse é o seu livro!
Altamente recomendado!

Quote do sentimento da mãe ao perceber que seu filho havia sido levado: (página 56)

“Não estava mais à beira do abismo. Já havia sido inteiramente engolida por ele. Porque, se Mikas não estava com Darius, com quem poderia estar?”


Quote de Nina, após encontrar e resgatar o menino: (página 172)

“Quem seria aquele menino? Nina observou pacientemente enquanto ele insistia em vestir sozinho a camiseta. Talvez tivesse sido sequestrado e trazido para a Dinamarca para ser explorado em algum esquema de prostituição ou abuso, mas por que diabos teria sido colocado dentro de uma mala e abandonado num guarda-volumes?”


Vontade de lhes dar muito mais “quotes”.

Mas vou dar-lhe um abraço carinhoso e um conselho valioso: LEIA! ;)

Obs.: Essa resenha por conter erros gramaticais e/ou ortográficos, que serão corrigidos à medida que o tempo me for permitindo.


site: http://livrocomdieta.blogspot.com.br/2013/08/resenha-o-menino-da-mala-editora.html
Erika 26/04/2016minha estante
Resenha animadora a sua. Fiquei ansiosa. rs... Comprei o livro e vou lê-lo assim que chegar.




Cris Paiva 09/02/2015

Precisei de um pouco de persistência para passar das primeiras paginas do livro. No começo não fez muito sentido aquelas historias de um monte de gente desconexas, mas depois quando o caso do menino da mala é apresentado as coisas começam a encaixar, mas não faz sentido tudo de uma vez, mas aos poucos...
Digamos que o livro é um suspense policial, mas sem a policia. Nina é um enfermeira que resgata um menino de 3 anos de dentro de uma mala, e como ele não fala a sua lingua ela tem de ir juntando fatos para conseguir descobrir quem ele é, e como e porque foi parar naquela mala. Mas não pode contar com a ajuda de ninguém para isso, pois tem um matador em sua cola, querendo recuperar a criança de qualquer modo.
O caso do menino é intrigante, e conseguir descobrir os porques e comos do caso é o que movimenta historia. Mas não diria que os aplausos devem ir para a Nina, personagem principal do livro, mas para Sigita, mãe do menininho. Ela é quem demonstrou coragem verdadeira e uma determinação de pedra a historia inteira. É ela quem descobre tudo e desvenda o caso. A Nina atuou mais com uma babá período integral.

Acho que as autoras pecaram um pouco nesse caso, se a enfermeira era a personagem principal, deveria ser um pouco mais ativa no desenrolar da historia.
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amanda.gimenes.54 25/01/2015

Péssimo
Livro totalmente previsível. Forçou a amizade, em um final sem pé nem cabeça, para que uma das personagens virasse a grande heroína da história. Subestimou demais a inteligência do leitor.
Cristina 30/01/2015minha estante
Achei umas das histórias mais sem pé nem cabeça que li. Você acha uma criança e ao invés de levá-la às autoridades competentes decide resolver o mistério sozinha? Só se ela morasse na Síria isso faria sentido!


Beth 02/10/2015minha estante
Concordo plenamente com a Amanda e com a Cristina!




Ju Oliveira 02/08/2013

Assim que bati os olhos nessa capa, com esse título tão sugestivo, fiquei imediatamente interessada nesse livro. Como fã de thrillers policiais, não poderia de jeito nenhum deixar passar esse super lançamento da Editora Arqueiro.

A enfermeira Nina Borg é uma daquelas pessoas que só pensa em fazer o bem, ajudar o próximo e luta arduamente contra as injustiças desse mundo. Faz o que estiver ao seu alcance para ajudar quem quer que precise dela. Estranha o fato de Karin, que durante muitos anos foi sua melhor amiga e companheira de baladas marcar um encontro urgente em um café próximo de consultório em que trabalha.

Muito assustada, Karin não explica direito o que está acontecendo e lhe diz: “Você adora salvar as pessoas, não é? Bem, aqui está a sua chance.” Diz que que precisa de uma imenso favor de Nina; ela precisa ir até a Estação Central de Copenhaguem buscar uma mala que está em um guarda volume. E lhe explica que tem que fazer isso imediatamente e que a mala não pode ser aberta em público, mas sim o quanto antes. Karin sai correndo em seguida.

Mesmo sem entender nada, Nina faz o que sua amiga lhe pediu e ao chegar lá, encontra a tal mala. Dentro da mala ela encontra um menino, nu, dopado, mas ainda vivo. Apavorada ela não sabe o que fazer, mas ao perceber que um homem furioso está atrás dessa mesma mala, ela só pensa em fugir dali.

Assustada demais com essa situação, Nina não sabe o que fazer. Ela não sabe nada sobre o menino, quem é, de onde veio? Ela teme que ao procurar a polícia, possa estar colocando a vida do menino em risco. Para piorar a situação, quando o menino acorda, muito fragilizado, Nina percebe que ele não fala a sua língua.

Não posso dizer que me decepcionei com esse livro, mas está longe de entrar para os meus Favoritos. Achei a história bastante confusa no começo, com muitos personagens, aparentemente sem função na história. Mas no decorrer da trama, eles vão se encaixando perfeitamente. Os nomes de pessoas e lugares também são bem confusos, pois a trama se passa na Dinamarca.

A enfermeira Nina não conseguiu me cativar. Discordei de várias atitudes suas, achei ela muito avoada e meio sem noção. Na minha opinião ela não foi heroína nessa história. Foi somente a “babá” do menino durante a trama toda. Não vi nela inteligência ou astúcia para se tornar uma nova heroína de thrillers policiais. Ela é uma pessoa do bem que está sempre pronta a ajudar o próximo, nada mais.

A questão do tráfico de crianças e adultos é sutilmente inserida na trama nos mostrando um pouco desse lado sórdido da humanidade. Apesar de esperar mais ação, a trama em si é boa, depois de uma certa altura a leitura prende bastante e o desfecho é ótimo, eu gostei bastante.

Esse é o primeiro livro da série da enfermeira Nina Borg. Pelo que deu para entender, as histórias são independentes, todas com começo, meio e fim, sem depender de continuação. Somente a enfermeira é que será a protagonista de todas as tramas. Não estou muito animada a ler outros livros da enfermeira, mas se esse é o primeiro, de repente ela pode evoluir como pessoa/heroína e se tornar tipo um Miron Bolitar de saias, por que não?

site: http://juoliveira.com/cantinho/o-menino-da-mala-resenha-sorteio/
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Ju 09/04/2014

O Menino da Mala
Desde que vi essa capa pela primeira vez, quis ler esse livro. Ela é linda e a frase que está estampada nela, "O que você faria se encontrasse dentro de uma mala um menino de 3 anos nu e dopado, mas vivo?", me atraiu de um jeito absurdo.

É um livro policial, mas na verdade a participação da polícia é mínima. Um garotinho de 3 anos, Mikas, desaparece na Lituânia. Duas mulheres, sem nenhuma ligação uma com a outra, se tornam as investigadoras dessa história.

Uma delas é Sigita, a mãe do garoto. Tem certeza de que alguém sequestrou seu filho, embora não consiga lembrar como isso aconteceu. Acordou no hospital enquanto lhe faziam uma lavagem estomacal pois, aparentemente, levou um tombo e encontraram um índice altíssimo de álcool em seu sangue - o que ela realmente não consegue entender, pois não tem o hábito de se embriagar. Vai à polícia e percebe que não acreditam muito nela. Decide investigar por conta própria.

A outra mulher é Nina Borg. Uma enfermeira que está acostumada a lidar com imigrantes ilegais - junto com um médico, os ajuda a sobreviver quando entram na Dinamarca. Recebe uma ligação de uma grande amiga, com quem não fala há certo tempo. A mulher parece desesperada e dá instruções para que Nina busque uma mala, com um conteúdo misterioso, em um guarda-volumes. Quando Nina a abre, encontra uma criança que, incrivelmente, ainda está viva. Pouco tempo depois vê um tumulto: um homem grita enlouquecido em frente a um armário, o mesmo armário em que ela encontrou o garoto. Não pensa duas vezes, embarca numa jornada com o objetivo de salvar aquela criança. Um ser indefeso que fala outra língua e não pode lhe dar nenhuma pista sobre quem é ou de onde veio.

Achei a história fantástica. No início, acreditei que encontraria algo bem diferente. Não esperava ficar sem fôlego durante toda a leitura; não imaginei que não conseguiria me separar do livro nem por um minuto. Mas foi o que aconteceu. A narrativa me envolveu tanto que não consegui selecionar nem um único quote para colocar na resenha. Quanto mais eu lia, mais curiosa ficava.

No início, as autoras nos apresentam a várias histórias paralelas, que com o tempo se interligam de forma perfeita. Descobri um pouco antes dos envolvidos o que estava acontecendo, e isso só me fez ficar mais chocada. É impressionante como existem pessoas no mundo que não parecem ter um resquício de humanidade dentro delas. Pessoas que só enxergam o dinheiro e tudo o que ele pode oferecer. Felizmente, o livro também mostra o outro lado. Algumas personagens arriscam a própria vida e a vida das pessoas que amam apenas para fazer o bem.

Tudo é bem amarrado na narrativa, as autoras não deixam pontas soltas. No final, encontramos um gancho perfeito para o próximo volume. A história contada em O Menino da Mala tem uma conclusão; o livro seguinte contará a história de outra pessoa que conhecemos apenas superficialmente nesse. Espero que o segundo volume seja publicado logo, porque a Nina é realmente uma mulher extraordinária. Torço para que ela também consiga ter o seu final feliz.

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2014/03/resenha-arqueiro-o-menino-da-mala.html
Dani 11/04/2014minha estante
Que legal a resenha, ainda não conhecia esse livro e achei bem interessante. Adoro estórias com investigações e mistérios e este me deixou muito curiosa, fiquei com vontade de acompanhar como será desvendado. Gostei de saber que a autora soube trabalhar para não deixar pontas soltas, parece ser uma ótima leitura! :)




Mariana 05/08/2015

Recomendo, mas não como suspense!
Deixando de lado a sinopse do livro que já deve ser do conhecimento de todos que já ouviram falar dele, quero dizer que não há um grande suspense por trás do menino encontrado na mala, nada que te leve a formular teorias ou seguir por um caminho que, no fim, o autor vai te mostrar que vc estava enganado. O mistério é bem claro: a criança sumiu e o objetivo do livro é revelar como e por quê. De um lado, vc acompanha o desespero da mãe em saber do paradeiro do menino e de outro vc lê sobre as "aventuras" dele ao lado de sua salvadora, a enfermeira Nina Borg. Ao longo da trama, já dá para imaginar o porquê de tudo e então vc só passa a desejar que a criança volte para a mãe e tudo termine bem. Ou seja, não há um grande mistério a ser revelado, o que tira um pouco a graça para os leitores que estavam em busca de suspense. Fora isso, o livro começa apresentando vários núcleos de personagens -todos com nomes lituanos ou dinamarqueses, de difícil memorização - ao longo da história, vc enfim absorve quem é quem, mas no início é meio confuso. Acho também que as autoras aprofundaram demais na caracterização de todos os personagens, contando muitos detalhes sobre a vida e personalidade de cada um deles, ao mesmo tempo em que não deram nenhuma ênfase extra à protagonista Nina Borg, que vem a ser a heroína de uma série de livros que as autoras pretendem lançar. Durante todo o livro, Nina não recebeu mais destaque do que qualquer outro personagem que certamente não estará nos próximos livros da série. Para ser sincera, diria que Sigita (a mãe do menino) roubou a cena e merecia ser a protagonista do livro (depois do menino da mala, é claro).
Sobre o final, acho que ficarei com a eterna sensação de não ter lido todas as páginas. As autoras nos fazem acompanhar desde a primeira página um extenso número de personagens, mas esquecem de nos contar no final o que aconteceu com eles, limitando-se a falar de Nina Borg, num claro intuito de nos lembrar quem é a heroína de sua série.
Como pontos positivos, eu diria que o livro tem uma leitura fácil, dá vontade de ler e ver que tudo ficará bem. De uma maneira geral, é um bom livro. Como suspense, no entanto, é um livro fraco. A capa instiga e as frases de efeito na contracapa atraem os leitores amantes de um bom suspense, mas como tal ele decepciona. Não leia esperando virar a noite devorando o livro para saber o final. Leia porque é um livro que possui uma história interessante, em um cenário novo (Dinamarca) e que vai abordar assuntos que não são de conhecimento geral do público brasileiro, tais como a prostituição de europeus do leste na Dinamarca, vida de ilegais no país e tráfico de crianças.

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naniedias 30/08/2013

O Menino da Mala, de Lene Kaaberbol e Agnete Friss
Arqueiro - 251 páginas
Um quebra-cabeças que o leitor vai montando aos pouquinhos.


Título: O Menino da Mala
Título Original: Drengen I Kufferten
Autoras: Lene Kaaberbol e Agnete Friss
Tradutor: Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-8041-183-6
Ano da Edição: 2013
Ano Original de Lançamento: 2008
Nº de Páginas: 251
Série: Nina Borg - Vol. 1


Sinopse:
Uma ligação desesperada.
Uma amiga que precisa de ajuda.

Há muitos anos, Nina Borg não vê aquela colega dos tempos de faculdade, Karin. Mas ainda são amigas e ela não pôde negar a ajuda que a amiga pediu.
Mas quando pegou a mala naquela estação e levou para o seu carro, ela nunca poderia adivinhar o que se encontrava lá dentro. Seu sexto sentido já dizia que era alguma coisa preocupante e, por isso mesmo, ela se escondeu para abrir. Mas um menino nu? Quem poderia imaginar encontrar uma coisa dessas dentro de uma mala em um guarda-volumes?
Felizmente, o menino está vivo e Nina fará de tudo para salvá-lo.


O que eu achei do livro:
Legalzinho.

O Menino da Mala é o primeiro livro de uma série protagonizada pela enfermeira Nina Borg. Não é incrível, mas é uma leitura bacana, principalmente para quem gosta de policiais.

O livro me remeteu a um quebra-cabeças, daqueles com mais de mil peças.
Primeiro, você já encontra a peça-chave do quebra-cabeça! O menino da mala já aparece logo no prólogo e não há segredo sobre quem o colocou lá. Isso é algo que me agradou bastante.
Claro que há vários mistérios e o principal deles é a motivação para que o garoto tenha sido sequestrado e abandonado nu dentro da mala. E isso o leitor vai descobrindo durante a trama, quando conseguir ir conectando as peças do quebra-cabeças.

Logo no início da história já é possível montar quatro quadros que aos poucos irão se conectar para formar a trama completa.
Primeiro quadro: Nina Borg e o menino da mala.
Segundo quadro: Um grande empresário dinamarquês que está conectado a tal mala.
Terceiro quadro: Uma lituana cujo filho foi sequestrado.
Quarto quadro: Um lituano que colocou a tal mala na estação e cobra um pagamento do empresário dinamarquês.

O leitor logo vê as conexões entre os quatro quadros, mas peças fundamentais estão faltando para que seja possível entender claramente o que está acontecendo.
E é justamente isso que instiga o leitor a ler avidamente as páginas desse livro.

Os capítulos são todos narrados em terceira pessoa, mas vão intercalando esses quatro quadros durante toda a trama. Foi realmente muito gostoso ir amarrando todos os detalhes aos pouquinhos e descobrindo as informações durante a leitura.
Como todo bom policial, os grandes mistérios serão revelados apenas no final do livro, mas as autores não guardam todos os segredos, elas realmente vão soltando algumas pecinhas e possibilitando ao leitor criar teorias.
Amei esse estilo de narrativa.

Aliás, a narrativa das duas autores é bem gostosa!
Simples e fluída, faz com que a leitura dessa obra seja dinâmica e bastante prazerosa.

Os personagens do livro são bastante interessantes! Muito bem delineados, suas complexas características pessoais me deixaram bastante intrigada.
Eles estão envolvidos na trama do garoto da mala, mas tem todo um passado que justifica quem são. E isso é incrível.
Adoro quando os autores deixam transparecer em seus livros as marcas que o passado deixou em seus personagens. Porque é isso que nós - pessoas do mundo real - somos: um amontado de experiências do passado.

Apesar disso tudo, entretanto, o livro deixou a desejar em alguns pontos.

Primeiramente, no caso da própria Nina.
A série é da Nina Borg, mas ela não é a protagonista desse livro. As autoras que me desculpem, mas ela é meramente uma personagem secundária.
As autoras até falam um pouco de Nina, seus problemas familiares, sua profissão. Dão uma visão geral da personagem e imagino que irão aprofundar ainda mais nos problemas dela nos livros futuros.
Nesse, entretanto, ela é bastante apagada. Ela não age em momento algum. Tudo acontece ao redor dela, mas não por causa dela. Para começar, ela já encontra o garoto porque a amiga ligou. E ela até tenta ajudar o menino, mas não é ela de fato que carrega a trama.

Senti falta de um maior protagonismo daquela que é a dona da série. Confesso que ficaria mais intrigada caso a série fosse "Sigita Ramoskiene". Sigita toma para si a trama inteira e é simplesmente brilhante! Uma mulher forte, decidida, dona da própria vida. Vários detalhes sobre a vida dela, entretanto, ficaram de fora do livro (e, imagino, ela não vai mais aparecer... o que é simplesmente muito triste!). Já deixo aqui os meus votos para uma spinoff da série que seja protagonizada pela Sigita!
(Quem é Sigita? Oras... leia o livro e descubra!)

Em segundo, o final do livro.
Eu gosto de livros que têm finais bem definidos. Não é o caso desse, infelizmente.
Você chega ao final da trama, consegue conectar aqueles quadros que são o esqueleto, mas infelizmente ficam faltando algumas peças no quebra-cabeças. Não as essenciais - você consegue entender o que está vendo -, ainda assim elas fazem falta.
As autoras revelam todos os fatos principais, mas não vão além disso. Fica para o leitor imaginar todo o depois! E levando em conta o que é revelado, eu realmente acho que seria bacana um epílogo (o livro tem uma espécie de epílogo, mas é com a Nina, como uma base para o próximo livro da série) com os personagens fundamentais dessa trama.
Além disso, algumas questões não ligadas ao final do livro também não foram respondidas e ficaram bastante no ar. Um exemplo disso é a relação da lituana com o pai de seu filho. Não há grandes explicações (eu senti falta porque as autoras mencionam como eles se conheceram e tal).

O Garoto da Mala é uma história bacana e uma leitura bastante agradável.
Além de personagens interessantes e de uma trama que vai se encaixando aos pouquinhos (o que é uma delícia!), a história ainda conta com vários debates sobre a sociedade dinamarquesa, principalmente no que diz respeito à imigração ilegal, e também sobre a instituição familiar.
Vale a pena ler esse livro.


Nota: 6


Leia mais resenhas no blog Nanie's World!


site: http://www.naniesworld.com/2013/08/o-menino-da-mala-nina-borg-lene-kaaberbol-agnete-friis-arqueiro.html
Samara 09/06/2015minha estante
"Confesso que ficaria mais intrigada caso a série fosse "Sigita Ramoskiene" "
Adorei a sua idéia de uma séria protagonizada pela Sigita.




Bruna 24/02/2014

O tipo de livro que seria perfeito como um roteiro de filme! ;)
Eu quase ñ consigo largar quando comecei! É o tipo de livro com a narrativa que segue desvendando os mistérios que explode no final! Mas ñ daquela forma... Suspense, suspense, suspense, maaaais suspense e aí Bummm! Fato Surpreendente!
Nada disso! Seguem acontecimentos, ações e cada capítulo algo vai sendo revelado e vai encaixando e fazendo com que personagens totalmentes desconectos se conectem de uma forma extremamente intrigante!
Eu super indico! Para quem gosta de suspense e uma história realmente bem elaborada... Tá aí a dica!
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Escritora por um Acaso 25/02/2016

O menino da mala é um livro cheio de surpresas e emoções.
Nina, uma enfermeira muito gentil recebe um recado de sua amiga Karin: "Você adora salvar as pessoas, não é? Bem, aqui está a sua chance."
Mesmo sem saber do que se tratava, Nina deixou suas tarefas e foi até a estação ferroviária de Copenhague para buscar uma mala dentro do guarda volumes. Ao abrir a mala, ficou chocada ao perceber que se tratava de uma criança. Um menino nú e fraco.


"Mais uma vez olhou para a mala. Uma mala tão comum, tão ordinária,"

Ela ficou chocada e ao notar que um homem furioso estava atrás do menino, logo saiu dali, sem destino e pensando no que faria para ajudá-lo.
Decide ir até sua amiga Karin para que ela esclareça a situação, mas, assim que a encontra, nota que ela foi brutalmente assassinada.

"Ela estava morta.
A morte tem lá os seus sinais, detalhes insignificantes quando vistos de maneira isolada, mas inconfundíveis quando somados. Conhecendo-os, Nina não teve dúvida."

Sem saber o que fazer e para onde ir, Nina se sente perdida e confusa. Ela não sabe nada sobre o menino e como fará para ajudá-lo. Ela precisava descobrir logo quem ele era, de onde veio e porque estava ali.
A história vai ficando ainda mais interessante ao longo dos capítulos e das descobertas. Ela é intercalada e a cada capítulo, é narrada na visão de um dos personagens da história. O interessante é que, no começo, os personagens não possuem nenhuma ligação física ou emocional, e ao longo da história, eles vão ficando cada vez mais ligados.
Esse livro é daqueles que te fazem sentir todas as emoções das situações em que os personagens estão vivendo. Faz com que fiquemos sem fôlego, assustados e curiosos.
Achei magnífica a forma como tudo se encaixa no final e todas as perguntas são respondidas.
Fui atraída pela capa e pela sinopse do livro e não me arrependi da leitura. Tudo foi contado da melhor forma possível e a história daria um excelente filme.
Peguei esse livro para ler, pois estava muito curiosa em relação a história e o devorei em um dia.
Recomendo esse livro à todos e digo com convicção que ele me surpreendeu muito.

site: http://escritoraporumacaso.blogspot.com.br/2016/01/resenha-o-menino-da-mala.html
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Léia Viana 14/04/2014

Previsível
Foi uma grande sacada, a premissa de se encontrar uma criança em uma mala num guarda-volumes de uma estação, gera curiosidade para o início da leitura de como será o desenrolar da história, de como será o suspense em si. No entanto, não foi o que aconteceu. Acreditei que tráfico de crianças e prostituição teria uma abordagem maior, mas na verdade esses temas são bem superficiais no enredo, pouco explorados. A previsibilidade da trama tirou o brilho de qualquer reviravolta que pudesse acontecer, a simplicidade nos fatos narrados acabou com a grande sacada da idéia original do livro, se fosse bem elaborada, com situações e personagens mais profundos poderia ter virado um bom livro de suspense.

O Menino da Mala é a primeira aventura de Nina Borg, uma enfermeira da Cruz Vermelha que vive na Dinamarca e que está sempre se arriscando para salvar a vida de alguém, muitas vezes indo além do que seria sua verdadeira obrigação e deixando sua família de lado. Entretanto, quero deixar muito bem registrado aqui que Nina Borg não tem como se comparar a personagem Lisbeth Salander, a protagonista da Trilogia Millennium. Não sei como surgiu esta comparação.
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Lucas 25/07/2013

Após um pedido de Karin, Nina vai até uma estação pegar uma mala em um determinado armário indicado por sua amiga. O que ela não imaginava é que dentro da tal mala encontraria um menino com cerca de três anos, dopado e nu, mas vivo. Sem saber o que fazer, a enfermeira o carrega consigo. Mesmo desnorteada, Nina vai começar a obter respostas inimagináveis para origem do menino. sem a ajuda de Karin, já que ela está morta.

O Menino da Mala é o um livro policial com muitos personagens, enigmas e um enredo denso. O ritmo da leitura é bem frenético, e já no começo somos fisgados por um mistério que ronda um menino dentro de uma mala e uma mulher que o socorre. Por ser um livro relativamente curto, a narrativa é bem acelerada, com capítulos bem objetivos. As autoras se preocuparam em dar dinâmica aos fatos, sem se prender em mínimos detalhes, o que é muito positivo.

Por ter muitos personagens envolvidos, os capítulos, narrados em terceira pessoa, têm focos diferentes. Dessa forma, além de toda a trama estar envolta num enigma do desaparecimento, existe um certo aprofundamento em alguns personagens importantes. Não foi possível me afeiçoar a eles, exceto Nina e Sigita, mas a história de cada um é tratada de maneira particular, mostrando suas inseguranças e medos. Cada indivíduo tem sua importância e as autoras mostraram isso de forma perfeita, sem perder o foco.

O mais interessante é a questão do tráfico de crianças, tema central, ser abordado de maneira bem sutil. No decorrer da história foram inseridos alguns esclarecimentos sobre esse mundo obscuro e sórdido. E além disso, o desfecho surpreende, porque quando imaginei que o desaparecimento do garoto tinha um motivo, o rumo foi totalmente mudado, me pegando totalmente desprevenido. A única falta existente foi o que aconteceu com Sigita. Ela teve uma participação tão importante e seu final foi simplesmente ocultado.

Para uma estreia das duas autoras aqui no Brasil, O Menino da Mala é satisfatório. Reúne um mistério, críticas à sociedade negligente em relação ao tráfico de pessoas e uma narrativa que instiga o leitor a chegar logo no final. Por ser uma série, o último capítulo já deixa em aberto qual será a próxima aventura de Nina. A personagem principal é uma verdadeira heroína dos tempos modernos que conquistará muitos fãs, assim como Myron Bolitar, personagem de Harlan Coben. Portanto, se você adora um bom enredo policial, vai apreciar esse livro.

site: http://descobrindolivros.blogspot.com.br/2013/07/o-menino-da-mala-lene-k-e-agnete-f.html?showComment=1374772163594#c5649165603907805513
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Gabrielle | @gabrielleverni 22/05/2016

Extasiante. Não consegui encontrar palavra melhor para descrever o que é ler um livro como O Menino da Mala. Sinceramente, eu esperava algo completamente diferente e não um romance policial tão bem arquitetado e escrito. Os fatos e os porquês chegam ao leitor de maneira tão bem pensada que entramos em choque. "Ai meu Deus, então era isso! Nossa, era por causa disso!"

É impossível não sofrer junto com os personagens, torcer contra ou a favor. Mais ainda: não dá para não sentir vontade de roer as unhas.

A narrativa é dividida entre quatro personagens, cada um deles detalhadamente envolvido na trama - Nina, uma enfermeira de grande coração; Sigita, uma mãe desesperada em busca do filho perdido; Jucas, um assassino de aluguel; e Jan, um milionário de intenções misteriosas. Os capítulos vão se alternando de modo que, no início, tudo é tão distante que não conseguimos fazer qualquer ligação. Mas então os fatos começam a tomar sentido e é a partir deste momento que sentimos aquela necessidade de devorar o livro de uma vez só.

Nina sempre quis salvar o mundo. Ter uma família com marido e dois filhos, além de um emprego na Cruz Vermelha nunca fora suficiente para ela. Por mais que tentasse avidamente ela era incapaz de permanecer sentada enquanto via outras pessoas sofrerem. Sendo assim, quando sua amiga Karin liga para ela em desespero pedindo ajuda, Nina não pensa duas vezes. Ela só não sabia que dentro da misteriosa mala, para a qual fora designada buscar, havia um menino. Uma criança de 3 anos dopada, mas ainda viva.

"O susto foi tão grande que ela caiu para trás. (...) Dentro da mala havia um menino nu. Cabelos claros e finos, mais ou menos 3 anos de idade. Os joelhos se flexionavam contra o peito, como se alguém tivesse dobrado à maneira de uma camisa. Os olhos estavam fechados e a pele parecia mais pálida sob a luz azulada das lâmpadas fluorescentes do teto. Foi preciso que o menino entreabrisse os lábios para que ela se desse conta de que ele ainda estava vivo."

Ao contrário do que diz o bom senso Nina decide tentar resolver as coisas por conta própria. Sua intuição dizia que neste caso ela não poderia confiar em ninguém além de si mesma. Ela então passa o dia a esmo pela Dinamarca sendo perseguida por um assassino e tentando descobrir onde estava a mãe daquele doce menino e por que ele estaria dentro daquela mala.

O Menino da Mala traz o que há de mais inusitado pela Europa e pelo leste europeu, quebrando muitos paradigmas de quem vê as coisas de fora.

Apenas algumas coisas ficaram a desejar no final no quesito "destino dos personagens". Embora eu saiba que a intenção das autoras era dar um fim apenas para a personagem principal, senti falta de saber sobre os demais. De qualquer maneira minha nota é máxima. Vale a pena roer as unhas.
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Luana_Corazza 28/02/2014

O livro é bom. Demorei para me acostumar com taaaantos personagens, mas, depois, nos lembramos de quem é quem.
O fim, é bom... Um personagem reaparece (exatamente quando me lembrei da existência dele e pensei, "bom, ele não apareceu mais.")
A história chega a ser tocante, não é excelente, mas recomendo! 3 estrelas e meia.
No fim do livro, pensamos "quero ler o 2". São livros avulsos, mas possuem uma "continuação".
A resenha ficou meio confusa, o começo do livro também é, na verdade em várias partes. A diagramação é ótima. E o livro te prende, dá vontade de não parar de ler! Recomendo para quem gosta do gênero ^^
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