O Poder da Espada

O Poder da Espada Joe Abercrombie




Resenhas - O Poder da Espada


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@aprendilendo_ 04/06/2020

Resenha de O Poder da Espada
...Sem dúvidas, se você gosta do tema, o resumo e sinopse o lembraram de Game Of Thrones de George R.R Martin. Apesar de tal semelhança ser justificável, ela não serve para explanar todo o livro, pois ele é bem mais que isso. Com personagens extremamente carismáticos e um bom humor ácido, a obra nos prende do inicio ao fim e encanta quando começa a ligar as histórias e juntar os sujeitos com personalidades tão diferentes. Desde os diálogos entre Bayas, o sábio mago, com Logen, um bárbaro cuja vida resume-se em matar, até as alfinetadas sarcásticas nas conversas entre Jezal e Glokta, nós nos apegamos à vivacidade de como cada vida é tão diferente uma da outra e facilmente poderiam ser escritos livros individuais sobre cada um.


Outro ponto positivo na narrativa é a ordem direta dos fatores, sem “fillers” para travar os acontecimentos, tudo acontece no tempo certo, sem atrasar nem acelerar demais. Essa característica gera uma sensação de urgência e imprevisibilidade a qual imerge o leitor no livro de modo a querer ler toda a trilogia de uma vez. Como consequência dessa escolha, o escritor, de certa forma, abdica da contextualização e caracterização do mundo do livro. Nesse contexto, surgem os maiores problemas da obra. Com uma ambientação não tão vívida e pouca explanação histórica, ficamos um pouco a mercê de incertezas quanto ao mapa de A Primeira Lei e isso facilmente pode confundir um pouco o leitor e tirar a noção de profundidade no aspecto da realidade da obra, o que gera um infeliz contraponto com os tão bem desenvolvidos heróis.


Com uma diversidade de personagens os quais chamam a atenção e predem, somos expostos a um começo de trilogia instigante que nos prepara para uma narrativa digna dos clássicos épicos. Infelizmente, pelo menos no primeiro da trilogia, não somos apresentados muito bem ao mundo o qual estamos acompanhando e isso pode trazer um pouco de confusão ou sensação de inocuidade. Entretanto, essas sensações são facilmente deixadas de lado quando os rumos de cada personagem se encontram, gerando uma tensão e sensação de aventura incrível até o final do livro. O Poder da Espada é um livro memorável e um dos melhores convites possíveis para ler os outros dois pedaços da saga.

Para mais comentários sobre o livro e outras resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

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Wiulayne 16/06/2020minha estante
Está na minha lista de compras e leituras ?


@aprendilendo_ 16/06/2020minha estante
É um ótimo livro. Espero que goste!




Jéssica | @jehbreda 23/06/2020

Uma fantasia diferente e densa
Se você gosta do gênero, vale a pena investir nessa trilogia diferente do comum.

Este é um mundo duro, com guerras, traições, magia e um pouco de loucura.

Os capítulos intercalam a história de personagens e aos poucos você vai conhecendo um por um.

A única coisa que senti falta foi mais mulheres fortes nestas páginas.
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Micaela | @ninfadomar 14/07/2020

A própria espada instiga atos de violência
▪ Fantasia
▪ ⚠ Alert: Contém cenas de violência e tortura.
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❝ A própria espada instiga atos de violência. ❞ - Homero
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San Dan Glokta já foi um admirável soldado, cheio de coragem e vigor. Após ter virado prisioneiro de guerra e sofrido todo tipo de tortura, Glokta tornou-se um homem quebrado e sem piedade. Hoje, Glokta é um carrasco que trabalha para coroa, colocando medo naqueles que não respeitam as leis.
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Enquanto isso, rumores de uma guerra no Norte começam a ganhar forças. Guerras, política, traições e vingança parecem ser sinônimos de o poder da espada.
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Além de Glokta, somos apresentados a outros pontos de vista. Logen, nove dedos; Jezal, jovem espadachim burguês safado (insuportável) e Ferro Maljinn, jovem guerreira que só crê em um único caminho: a vingança. Todos acabam convergindo um de encontro aos outros.
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O livro é um prato cheio para os amantes de a guerra dos tronos, porém com uma linguagem bem menos densa do que a do Martin.
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💬 Joe Ambercrombie tem uma escrita maravilhosa, o livro todo tem uma narração frenética. Desde a primeira página a última ocorrem diversos acontecimentos sendo difícil largar em um só momento.
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💬 Outro ponto positivo do livro são os personagens, vejam bem, não existem mocinhos aqui. Cada um faz o que melhor os beneficiam, são personagens com seus próprios traumas, medos e receios.
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❝ Sou conhecido por Nove sangrento por meus inimigos, e eles são muitos. Sempre há mais inimigos e menos amigos. O sangue não traz nada além de mais sangue. Agora ele me segue, sempre, como minha sombra. E como acontece com minha sombra, nunca posso me livrar dele. Eu o ganhei. Mereci. Busquei-o. Esse é meu castigo. ❞

site: https://www.instagram.com/p/CCn33B-BDK5/
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Yasmin 18/09/2013

Fantasia diferente, mais limpa e madura, personagens complexos e trama em camadas.

Conheci a trilogia pouco meses antes de saber que a Arqueiro a lançaria por aqui e desde então estava curiosíssima para ler. Mais do que uma fantasia, a proposta de Joe Abercrombie envereda por um lado que cada vez mais aparece na fantasia, mudando o significado da expressão fantasia de capa e espada. A escrita tem um toque requintado inquestionável e a capacidade de desenrolar uma trama de intrigas e guerras pincelada por personagens complexos e fascinantes é o que vai conquistar não só o fã do gênero como qualquer leitor.

Três personagens centrais, três histórias paralelas e um desfecho promissor. A sinopse fala bem de todos os personagens portanto falarei a trama. A história começa com Glokta investigando a Guilda dos Mercadores de Tecido. O caso que era apenas mais um de sonegação de impostos ganha novos contornos quando o Arquileitor Sult visando os próprios interesses começa agir através das investigações para acabar com o poder da Guilda. Sult faz parte do Conselho Fechado e Glokta sabe nitidamente que todos são peças no jogo do Arquileitor. No mesmo lugar temos Jezal, um jovem capitão nobre treinando para o campeonato de esgrima, sempre jogando com seus amigos, não levando o treino a série para o desgosto de seu treinador. As coisas começam a ficar confusas quando Jezal conhece Ardee, irmã do major West, amigo próximo de Jezal. Ardee é plebeia e até conhecê-la a opinião de Jezal sobre o lugar de nobres e plebeus era uma só, mas desde então vem achando as jovens nobres pálidas, azedas e sem graça. Por último Logen, que acaba de perder uma batalha feia, seguindo em frente sem nada achando que todos seus companheiros estão mortos. Através dos espíritos da floresta descobre que tem um mago o procurando. Sem mais nada no norte a não ser inimigos Logen ruma para o sul onde encontrará Bayaz, o Primeiro dos Magos. Quando Bayaz, seu aprendiz e Logen seguem para Agrionte, esses três personagens com tramas paralelas se verão ligados no mesmo jogo de intrigas, sangue, traição, mentiras e poder.

A história é contada em um primeiro momento a partir de três pontos de vista centrais, com histórias individuais em diferentes lugares, que com o evoluir da trama nos apresenta pontos de vistas adicionais que englobam todas as pontas amarrando desenvolvimento da história de forma sutil, já que as histórias de Glokta, Jezal e Logen não cruzam de forma tradicional. Com personagens improváveis o autor surpreende com uma fantasia limpa, focada em intrigas, manipulações e guerras. Abercrombie fez um belo trabalho ao desconstruir seus personagens para o leitor, camada a camada os tormentos destes três homens, que levados pela vida acabam em lugares onde jamais esperavam estar, não totalmente confortáveis em ser e fazer o que fazem.

Ao contrário das longas e minuciosas descrições comuns nas fantasias Abercrombie opta por uma narrativa fluida, com detalhes precisos que tornam o ambiente instigante, alternado com momentos vívidos e claros. A formação do mundo é outro ponto curioso, com uma riqueza complexa e expansiva. Apesar de não ter um mapa no livro foi possível visualizar com clareza o formato desse mundo tão intrigante, sendo uma das construções mais coerentes e bem esquematizadas que conheci na fantasia desde muito tempo. Não é só na geografia, em tudo, desde as cidades até as hierarquias políticas e militares. Sem contar com a magia, que se revela complexa e com mais importância do que é aparentado, com suas leis e mais. O autor ainda consegue nos mostrar entremeado a trama um pouco da organização das outras partes envolvidas, os nórdicos e o Império Ghurkul.

Com cenas de lutas muito bem narradas e de ritmo rápido o autor capta mais do que o derramamento de sangue, a ambiguidade do momento, passando do medo, da confusão a raiva, aos instintos viscerais que ecoam na hora da luta e depois da luta, a alegria de dominar um adversário. Sendo esse um dos pontos fortes do autor, a capacidade de construir personagens tão densos, cheios de extremos, onde toda a violência tem um peso emocional. Glokta é mais do que torturado que virou torturador, Jezal é mais do que um nobre riquinho, vaidoso e arrogante, Logen é mais do que um nórdico bárbaro e sanguinário. São esses detalhes da personalidade de cada um que fazem toda diferença.

Os personagens secundários são de uma riqueza a parte, com personalidades tão complicadas quanto e papéis importantes no jogo que é a trama, sempre revelando uma nova faceta e deixando o leitor curioso por mais detalhes. Aliás, falar de detalhes é complicado, afinal Abercrombie criou uma trama complexa, que toda a política está nas mãos de outra pessoa. Um jogo pelo poder que se olharmos mais a fundo tem outro personagem no controle. O desfecho do livro é a prova de essas foram as primeiras de muitas camadas, tanto em relação à trama quanto aos personagens. É quase certo que teremos mais pontos de vistas à medida que a trilogia evolui e mal posso esperar por isso.

Leitura deliciosa, que em um primeiro momento pode enganar aqueles que esperam violência e sangue sem justificativa, extremamente bem construída e narrada, com personagens tão complexos como a trama, sempre ácidos, com uma ironia a parte que nos permite conhecê-los melhor além de um mundo fascinante e revelador, que capítulo a capítulo emerge o leitor na história. Muitas perguntas surgem a partir do final e Joe Abercrombie se prova um ótimo escritor e um excelente contador de histórias nesse que é sua estreia. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:

site: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/09/resenha-o-poder-da-espada.html

Lélio Pendragon 29/11/2015minha estante
Gostei muito do livro, só que a leitura dele não é fácil e é lenta. Mas, compensa muito pelos trabalho que está sendo desenvolvido na excelente construção dos personagens. Espero que seja mais fácil ler os dois próximos volumes.




neo 20/10/2014

Esse livro estava acumulando pó aqui em casa há quase um ano. Lembro de tê-lo comprado porque falavam muito bem dele e do escritor, o Abercrombie. Aliás, eu via "Abercrombie" sendo citado a torto e a direito como praticamente um gênero novo: uma fantasia mais realista, sombria e tão crua que fazia alguns leitores se sentirem até desconfortáveis. Quando o comecei a ler, porém, há alguns meses atrás, não passei da página 150 e o coloquei de lado por outro livro qualquer. Não foi exatamente porque o achei ruim (lembro-me de ter até mencionado para vocês aqui [do tumblr, já que o blog foi criado bem depois dessa época] que não o tinha achado ruim, mas que também não tinha me sentido muito disposta a continuar), então resolvi dar a Abercrombie uma nova chance de me mostrar essa fantasia sombria e, segundo muitos, maravilhosa.

Dessa vez não precisei nem chegar à página 100 para perceber que meu santo provavelmente não bate com o do Abercrombie.

Livro, me peguei dizendo para o dito cujo. Livro, você vai me fazer parecer a leitora chata mais uma vez. Você é supostamente um novo clássico da literatura fantástica, o debut de uma nova voz do gênero. Por que você não é bom? Tinha esperança de que as coisas iriam melhorar, então continuei, mas lá pela página 250 eu já estava prestes a arrancar meus olhos. Por sua culpa, livro, pensei, vou acabar sendo a do contra de novo. De novo!

Dito e feito. Aqui estou eu, sendo a do contra de novo. A essa altura do campeonato eu nem me sinto mais culpada em não gostar de algo tão bem falado, mas não gostar tantas vezes de livros considerados tão bons vai acabar me rendendo fama de megera. Well.

¯_()_/¯

Enfim, tive tantos problemas com esse livro que nem sei por onde começar, tantos que acho que essa vai ser uma das resenhas mais longas que já fiz, então vamos por partes.

Primeiro, a escrita. Nas descrições e nas cenas de ação (Abercrombie é tão bem falado para cenas de ação que se elas não fossem boas eu perderia minha fé no GoodReads) ela era até mesmo ótima, e é exatamente por isso que não dei apenas uma estrela para esse livro. A segunda está aí apenas por esses poucos momentos em que pude ler sem revirar os olhos. Mas os diálogos... Gente, os diálogos foram horríveis. Eu nunca vou entender porque usar tantas exclamações o tempo todo (na verdade eu entendo. Acho que já comentei isso em uma resenha de O Espadachim de Carvão, mas exclamações em excesso, itálicos em demasia e caps lock a todo momento são atalhos, sinais de que o autor não quis gastar tempo ou esforço caracterizando o personagem e/ou descrevendo a cena, então né, lazy writing oops), porque o Abercrombie não passa uma fala sem usar pelo menos três. Passei o livro todo imaginando personagens se esgoelando uns pros outros em situações em que isso não fazia o menor sentido. E isso irrita demais! Olha só! Como parece que estou desesperada te gritando! Quando na verdade não há motivo algum para isso! Uma exclamação de vez em quando é suficiente! Alguém por favor diga isso ao Abercrombie!

Segundo, esse livro não tem propósito nenhum. Nenhum mesmo.

Acho que já mencionei aqui no tumblr [no blog não falei nada], mas logo quando comecei a procurar dicas de escrita, isso há uns dois anos atrás, uma que eu vi sendo repetida a todo momento foi a que dizia que o plot de um livro é feito, entre outras coisas, pelos objetivos dos personagens principais, e que fazer personagens que são apenas guiados pelo plot de um lado para o outro é receita para o fracasso. O Poder da Espada, no entanto, é uma obra cheia desses personagens passivos (e faz sucesso, né), e por isso mesmo tem um dos plots mais vagos e soltos que eu já vi na vida. Os personagens não querem nada e quando querem não é mais do que por dois capítulos, que é basicamente o tempo que eles levam para alcançar esse objetivo. Vejamos: Jezal quer, supostamente, vencer o campeonato lá, certo? Mas ele não quer de verdade. Quem quer é o pai dele, quem exige é a sociedade em que ele vive, e não ele. E quando ele passa a querer (graças a um plot device pra lá de ridículo, vale frisar), é por apenas um ou dois capítulos e acabou. O Glokta só faz alguma coisa porque seus superiores o mandam (salvo uma única ocasião, que é logo deixada de lado depois), ele literalmente não quer nada e só responde as ordens de Glokta, faça isso, Glokta, faça aquilo lá, etc, etc, etc. O Logen então é ainda pior; ele escapa dos shankas e encontra o Primeiro dos Magos, que estava procurando por ele, e depois passa a segui-lo por aí sem sequer perguntar o porquê do Primeiro dos Magos querer levar ele para sei lá onde. Joe Abercrombie, isso é conveniente demais, pelo amor de Deus.

Esse livro só serviu para colocar os personagens no lugar certo para o volume dois, onde a história aparentemente começa de verdade, e é por isso que O Poder da Espada não passa de um grande prólogo. Um grande, tedioso e irritante prólogo. Teria sido muito mais fácil resumir o pseudo-enredo todo em dois parágrafos e lançar o volume 2 como 1. Garanto que teria me poupado muita coisa.

Terceiro, o livro tem uma plotline de romance que é basicamente um YA desses que todo mundo odeia, só que para garotos.

Conheçamos nosso casal: Jezal, um nobre arrogante, mimado e um babaca de marca maior que se acha a última bolacha do pacote, popular com as garotas, mas que é um espadachim habilidoso e por isso todo mundo meio que tolera ele, já que se espera que ele vença o tal campeonato e consiga uma grande promoção depois. Isso é literalmente tudo que se pode dizer sobre ele (cadê os personagens complexos do Abercrombie, hm?). Deixa eu YAzificar (?) ele para você: Jezal, um garoto rico arrogante, mimado e um babaca de marca maior que se acha a última bolacha do pacote, popular com as garotas, mas que é um ótimo jogador de futebol/baseball/whatever e por isso todo mundo meio que tolera ele, já que se espera que ele ganhe o campeonato de futebol/baseball/whatever e ganhe uma bolsa para alguma faculdade famosa por aí.

O que o Jezal é em ambos universos? O garanhão popular com uma personalidade horrível que dorme com muitas garotas e acha que amor é uma besteira, certo?

Agora a outra metade: Ardee, uma plebeia do norte distante, que ao contrário de todas as damas da capital, fala o que pensa e é inteligente. Além disso, obviamente não é um palito como as já citadas damas da capital, mas tem um corpo lindo e é, no geral, estonteante. YAzificando: Ardee, uma garota do interior, que ao contrário das meninas populares não é "fútil" e nem burra. Além disso, obviamente não é uma loira oxigenada e nem passa dez horas por dia em uma academia e nem se esforça o máximo para pegar aquele bronzeado, mas tem um corpo lindo e é, no geral, estonteante.

O que Ardee é em ambos universos? A famosa Garota Que Não é Como Todas As Outras e Que Por Isso Vale a Pena, oras. Para aqueles que não leem YA, isso é basicamente toda protagonista do gênero. Tada.

E o que acontece quando você junta o Garoto Garanhão Rico com a Garota Que Não É Como Todas As Outras?

Ele muda!

De uma hora para outra, todas aquelas garotas com quem ele fazia a farra antes não têm mais graça. Agora elas são pálidas se em comparação com a Garota Que Não é Como Todas as Outras, fúteis e sem sal, sem brilho. O amor passa a existir! ((. .)) O Garoto Garanhão Rico se apaixona tanto por ela que até mesmo ouvir outros caras falarem coisas indecentes sobre ela, como ele fez sua vida toda sobre outras garotas, o irrita a ponto de fazê-lo explodir de raiva! Ele se torna basicamente um cachorro babão atrás dela, porque é isso que o amor faz!

Romântico, não é?

Ora, faça-me o favor. (;¬_¬)

Enfim, terceiro, O Poder da Espada é cheio de clichés. Sim, clichés. Por favor espere um minuto antes de me jogar pedra, certo? Certo.

Antigamente, clichés no gênero de fantasia eram bem simples: O mestre, geralmente um mago, sábio e velho. O guerreiro nobre e honrado. A donzela em perigo. Os elfos como seres superiores. Todos os nobres sendo cavaleiros incríveis e bons, ajudando assim os pobres. O escolhido, geralmente um garoto pobre e/ou de fazenda. A profecia. O Lorde das Trevas/Escuridão. Blá blá blá.

Mas, surpresa, isso mudou. E acho que podemos culpar o Martin por essa mudança; ele tem algum crédito, ao menos.

Agora os clichés são outros: a nobreza toda não presta. O mundo é ruim, muito ruim, e usar pseudo-violência o tempo todo é o jeito mais fail eficiente de mostrar isso. A guria agora pode até ser uma donzela, mas tem pseudo-personalidade (lê-se: não é completamente dócil). Quando não é uma donzela, ela é completamente experiente e controla o herói facilmente, transformando-o no famoso cachorro babão. Quase nunca há mestre mais; os personagens já são todos bem crescidinhos e são guerreiros/mercenários formidáveis com um passado negro e sombrio. Bonus point se eles já tiverem matado muita gente. Bonus point em dobro se agora eles se arrependem por isso. Os pobres, quando não mercenários/ladrões, são gente decente e honesta castigada pelos maus tratos da nobreza. Agora todo mundo tem falhas (yay!), mas infelizmente muitos autores frequentemente se esquecem de que falha =/= personagem complexo.

Tada.

O Poder da Espada tem muitos desses clichés, mas o que mais me irritou foi o da nobreza toda não prestar. Principalmente se tratando das mulheres. Aqui, mais uma vez, Abercrombie deu uma de escritor de YA para garotas, só que como é fantasia a gente diz que é para garotos, certo? Todas as damas apresentadas no livro (não foram muitas, mas né) são colocadas pra baixo por usarem roubas bonitas e maquiagem, e todas são consideradas cabeças ocas que não pensam e só se viram com a ajuda de a) um homem b) uma governanta (que obviamente pensa, já que não é rica e nem uma dama). YAzificando: todas as garotas do colégio são patricinhas que só querem saber das fofocas e de roubas de marca, e que vivem se arrumando ao máximo para ir para as aulas. Porque é um crime se maquiar. E gostar de fofoca. Ou de roupa de marca. Sentença de morte se você ousar acompanhar revistas para garotas, porque estas são obviamente fúteis e você consequentemente se torna fútil. Boa mesmo é a Garota Que Não É Como Todas As Outras, que não usa maquiagem e gosta de roupas largas (ela não seria que nem essas garotas que mostram o corpo por aí!), joga video game e lê HQs ou mangás. Lembre-se: ser feminina é um crime e a punição é ser chutada para sempre para o canto das Garotas Fúteis. Cuidado!

Homens também não escapam. Todos da nobreza são egoístas que só pensam em si mesmo (e em dinheiro) e que não fariam nada pelo reino nem em mil anos. O único a ocupar um cargo de importância que é bom e honesto, surpresa!, é de nascimento plebeu! Ha!

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(Uma petição para o Abercrombie escrever """"YA para garotas"""", que tal? Ele com certeza tem talento.)

Quarto, não há personagens femininas dignas (na verdade não há personagens dignos, mas duas mulheres apenas, então prossigamos). A Ardee só serve para (tentar) desenvolver o Jezal. A Ferro quer vingança e está com raiva. E só.

Quinto, que diabos foi aquilo no fim do livro? Era literalmente três parágrafos para um personagem e puf!, mudança de POV, mais três parágrafos para outro personagem e puf!, mudança de POV, e assim por diante. Irritante demais e sem propósito demais. E o clímax do livro foi uma piada, até porque o livro não tinha plot pra ter clímax. Triste.

Concluindo, O Poder da Espada foi um livro arrastado, sem personagens bons, com uma escrita razoável se você ignorar os diálogos, cheio de clichés e com um dos romances mais mimizentos que já li (e eu pensando que isso era exclusividade de YAs). Nada acontece nunca, o plot é inexistente, o clímax é inexistente, a mudança de POVs em vários momentos quebra o ritmo, e enfim, a coisa não presta, na minha opinião. Se quer ler uma ~fantasia realista~, recomendo qualquer outro livro, menos esse.

E depois dessa Bíblia percebi que duas estrelas é demais para O Poder da Espada. 1.5 então. E que venham as pedras (ou não).

site: http://lynxvlaurent.blogspot.com.br/
Rodolfo 19/12/2014minha estante
Concordo com muita coisa que vc falou. Não desgostei do livro mas o objetivo principal da trama fica pouco claro nesse primeiro volume.


Dezzinha 06/01/2015minha estante
Pensei que só eu pensava assim. Desisti do livro porque ele é muito lento e incerto. Fla-se de lugares que fazem parte do "país" ou "continente" (nem isso ele explica direito) mas não se sabe o que encaixa onde. Sem falar que essa da mulher que não se encaixa nos padrões é tão velha quanto a noviça rebelde.
Pra mim, um livro tem que convencer o leitor de que aquilo é possível de acontecer, que o personagem é "real". Esse autor não consegue nos envolver.
Não perco mais meu tempo com Abercrombie.


Joaquim 21/01/2015minha estante
Na moral, achei sua resenha cheia de criticas sem fundamento. Primeiro o lance do itálico e exclamação, primeiramente acho coisas bem pequenas para reclamar. Mas vamos falar a respeito delas, sobre a exclamação eu não percebi este numero enorme que você disse, pode ser que esteja certa, pode ser que exista no livro este exagero mas sinceramente eu tava tão dentro desta obra de arte que nem notei. Sobre o itálico, ele foi essencial para a obra, principalmente para o querido personagem Inquisitor Glokta, o autor mostra muitos os pensamentos dele de forma direta, acho um dos melhores pontos do livro, o cara é um torturador sádico e sarcástico mas a maioria dos leitores entende e ama o personagem. E simplesmente é hilário você ver a resposta mental e real do personagem perante a uma situação.

Agora sobre os cliches... serio, que livro ou filme ou hq que não existe cliche? Se isto for usado como critica apenas os livros primordiais seriam livros bons. Seu livro pode tá cheio de cliches mas o que vai fazer que ele seja bom ou ruim é a forma como você mostra estes cliches, como você escreve, a forma como você toca na emoção das pessoas com seus personagens. Estes cliches podem ser trocados de nome para classicos. E no caso deste livro muita gente gostou da forma como os "cliches" foram escritos. Hoje em dia é praticamente impossivel fazer uma boa obra de arte da literatura sem ter que colocar um "cliche".

Sobre a Ferro, a única coisa q falou dela foi que ela tem sede de vingança, como se fosse algo tosco, algo como cliche. Porra, quantas e quantas excelentes histórias existem personagens com sede de vingança? E meu deus, sem falar que ela está bem longe de todos os seus cliches, uma personagem extremamente original e ela é feita de uma forma bem realista.

Sobre as mocinhas, tu não gostou que as 2 mulheres principais são o tipo de mulher mais aventureira, esta é uma história cheia de aventuras, de lutas e etc, a única parte que tem politica no livro é a parte do Glokta, o resto é aventura, para esta história não caberia uma personagem principal mulher toda arrumadinha, fresca, toda donzela, não caberia. Personagem femininas cabem em histórias repletas de politica, como nos livros do George R. R. Martin. Mas deixa eu lhe falar uma coisa, no segundo volume de A Primeira Lei, no arco do Glokta tu vai encontrar uma personagem bem feminina. Mas continuando, nós leitores temos que nos colocar no lugar do autor, as vezes o autor até que quer colocar uma personagem que quebre os padrões, que não seja cliche, mas a história muitas vezes não aceita isto. Ae se o cara forçar fica uma bosta. Um exemplo disso é o livro O Trono do Sol, um livro que o autor coloca um monte de personagem que seriam "originais", mas eles não cabem na história, são personagens rasos, dois exemplos de personagens são um mendigo e um anão, ambos extremamente mal trabalhados. No caso do mendigo não se explica sua história, por que ele se veste como mendigo, ele para falar verdade tá mais para um mago do que para um mendigo. E sobre o anão, o fato dele ser anão não muda em quase nada na sua personalidade, pareceu uma tentativa falha de copiar o Tyrion de ASOIAF.

O que eu quero dizer é que tem histórias que simplesmente não cabem certos tipos de personagens, é muito melhor não ter eles do que simplesmente colocar personagens rasos na obra.

Agora tu falou e falou dos cliches mas nem sequer citou o fato de Glokta ser um dos personagens mais originais de todos os livros de fantasia, na minha opinião este livro nem precisa do Jezal, do Logen, da Ferro, ele consegue brilhar somente com o Glokta. Eu até tenho inveja deste autor por ter pensando na ideia de um torturador com o corpo todo destruído que gosta de fazer piadinhas sarcásticas para tornar sua vida mais prazerosa.

Logen também é um personagem bem diferente do que eu vejo por ai, quando eu vejo um barbaro penso em um cara orgulhoso que adora batalhas e sangue. O Logen é assim, quer dizer, era assim, quando mais jovem. Agora mostra um homem mais maduro que plantou muita violência na vida e agora quer seguir um rumo diferente, um barbaro que invés de procurar batalhas foge delas. Mostra a realidade de alguem que viveu cercado de sangue e mortos.

Jezal é meio cliche mesmo, confesso que ele poderia ter sido melhor desenvolvido, é um personagem que deixa a desejar em alguns momentos mas ele não tira o brilho da obra de forma alguma.

E quando tu falou que os personagens não tem uma determinação por si só, que não querem nada, que são guiados ou manipulados. O Bayaz não é ponto de vista, mas ainda assim é um dos personagens principais e tem uma grande determinação. Qualquer um que entenda alguma coisa de livros de histórias deveria saber que só por que o personagem não é ponto de vista não quer dizer que ele não seja um dos principais.

Por ultimo, vendo sua resenha percebo que este livro simplesmente não é do seu gosto, mas sinceramente as suas criticas não foram bem fundamentas. Principalmente sobre os cliches, vc fez questão de mostrar os personagens que são cliches mas esquece de citar os extremamente originais.


Jhionan 20/02/2015minha estante
Eu queria poder ler um livro seu e conhecer o que você idealiza como perfeição....


Janaina Beserra 05/03/2015minha estante
hummm agora que eu fiquei com mais vontade de ler! gosto quando há opiniões diferentes sobre os livros :D


Domino 26/03/2015minha estante
Nossa que resenha... adorei, eu tbm não gostei só fui ate o fim pq apesar de chato fiquei curiosa!


Thatha 16/06/2015minha estante
Pensei que eu tinha sido a única que não engoliu esse negócio do "última bolacha do pacote" do nada virar babão de "garota que não é como todas as outras" rsrs

Não é apenas neste livro, a verdade é que nunca vou achar interessante um personagem de características fortes que muda quase completamente de personalidade e ações para se tornar um babão que quer impressionar "a escolhida". Sem contar o fato de ele passar a ter que lidar com o ciúmes do irmão dela! Eu não gostaria de vê-lo sendo um canalha com ela, mas o comportamento do Jezal desde quando a Ardee apareceu está bem chatinho. É apenas minha opinião, mas da mesma forma que acho irritante uma personagem mulher vazia, uma cuja conversa parece se resumir em tiradas espertinhas ou irônicas para nós vermos que ela é 'inteligente e de personalidade' mas que está apaixonada por ele e só se fazendo de difícil é igualmente irritante, mesmo ela vivendo em um ambiente que meio que a obriga a ser assim. Não me incomodei tanto com as vestimentas diferentes, a verdade é que achei a personalidade dela um saco mesmo. Não queria que ela fosse uma das donzelas fúteis, mas assim ela está uma chatice.

Para mim, o que está segurando é o Glokta junto com os Práticos, principalmente o Frost, que aí sim achei diferente e original, até onde eu já li de livros de fantasia, pelo menos. Talvez ele seja apenas um personagem sem importância, mas acabo querendo saber mais sobre ele. Me animo quando chega a parte deles e estou achando legal as partes do Logen com o mago também, mas quando chega a parte do Jezal com a Ardee dá vontade de pular para a próxima. Ô romancezinho chato!


Edmundo 09/08/2016minha estante
Sempre que eu vejo alguém lendo livros sem vontade de ler, sai justamente esse tipo de resenha. A pessoa não gostou do livro e por isso vai colocando o que não gosta como defeito. Você deve ter uma ideia bem definida do que é uma trama boa, e como o livro não bateu com sua definição você não gostou. Acho isso completamente normal. Mas daí a dizer que o autor não sabe escrever, que a obra não vale nada porque não está do jeitinho que você gosta é simplesmente infantilidade.




Lucas 03/06/2020

Interessante, mas não empolgou
O livro tem personagens muito bem desenvolvidos e com personalidades distintas, porém, na maior parte do livro a história deles são bem desconexos entre si e poucas são as situações em que um influencia na narrativa do outro.

Apesar de começar com uma cena de ação, o restante da história tem um ritmo bastante lento até chegar nas últimas páginas onde novamente a ação volta a empolgar.

Reconheço que a escrita é boa e talvez esses problemas se justifiquem por ser o primeiro livro de uma triologia, onde o universo ainda precisa ser construído.

Outros dois livros dessa história já foram lançados, mas não estou empolgado pra continuar a leitura. O livro tem quase 500 páginas e pra mim foi difícil chegar até o final.
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Biel 10/04/2021

"A inquisição demandará aquilo que ela necessitar"
Gostei muito ,a história tem vibes do Grrm ,cada um com suas ambições no contexto em que cada um está inserido . Incrível
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Guilherme 30/05/2020

Resenha O Poder da Espada (livro um da série primeira lei)

O Poder da Espada é o primeiro livro da trilogia A Primeira Lei, escrita por Joe Abercrombie lançado no Brasil em 2013, pela Editora Arqueiro. Trata-se de um livro do gênero ficção fantástica que conta com 683 paginas.

Livros de fantasia não representam nenhum período histórico da nossa realidade e isso permite aos autores criar a evolução tecnológica e social de seu mundo. Apesar disso poucos autores aproveitam essa liberdade com medo de cair no exagero e ficam presos a um período. Joe Abercrombie fugiu desta regra e como resultado podemos visualizar um mundo onde Juízes, Inquisidores, Acadêmicos, Magos, Feiticeiros, existem simultaneamente.

Outra diferença é que o autor não utiliza da jornada do herói para contar sua história, preferindo focar na complexidade de suas personagens.

Este livro não estabelece regras complexas para o funcionamento da magia, o autor apenas nos dá uma noção geral de como as coisas funcionam e é o suficiente para a compreensão da obra.

Personagens

O Poder da Espada conta com 6 personagens com ponto de vista, Logen Nove Dedos e Cachorrão, (ambos guerreiros nórdicos), Glokta um inquisidor a serviço do rei, Jezal, um esgrimista de sangue nobre em ascensão, Collen West, um oficial de origem plebeia, Ferro, uma ex-escrava guerreira, fugitiva do Império do sul.

A maioria destes personagens possui bastante bagagem, já tendo realizado grandes feitos. Isso afeta o modo de pensar, tornando cada ponto de vista bastante único. Jezal é a única exceção, pois o seu evento excitante é a busca por reconhecimento, o qual ele espera obter através de um campeonato de esgrima. Como consequência, ele se mostra bastante arrogante e inexperiente.

Minha opinião

O autor é bastante competente, tendo criado bons personagens em um mundo bastante completo e diverso. Ele foge das soluções simplistas para a resolução de conflitos. É um livro onde o passado afeta diretamente na progressão da história, fato que dá profundidade ao livro.

Particularmente gostei muito do personagem Glokta, ele possui um modo de pensar bastante agradável, por ser um inquisidor ele questiona tudo o que vê e como reflexo ele se questiona, suas motivações, seus objetivo, suas ações como um todo.

Fiquei incomodado com os títulos dados aos capítulos. Eles são bastante expositivos (v.g. como os cães são treinados, o trajeto do amor verdadeiro e um bom homem) nomes que por vezes me desinteressam. Acredito que esse tipo de abordagem tem melhores efeitos em livros de contos do que em romances.

Existe sim ótimos capítulos finais, em especial o que leva o nome de nove sangrento, mas mesmo este sendo cheio de ação não substituiu o que tradicionalmente é uma batalha ou uma reviravolta.

A pluralidade de pontos de vista é uma faca de dois gumes, por um lado é boa para a história, possibilita nos apegarmos de diferentes maneiras as personagens e ter uma visão mais completa dos eventos. Por outro lado, acabou por muitas vezes me obrigando a dar um tempo com a leitura, para absorver os acontecimentos.

Obras semelhantes

Primeiramente quero esclarecer que não busco desmerecer ou engrandecer um livro em razão de outro. Apenas apontar algumas semelhanças entre essas obras.

Dito isso fico tranquilo em afirmar que para mim, o poder da espada é como a junção de As Crônicas de Gelo e Fogo( de George R.R. Martin), O Nome do Vento (Patrick Rothfuss) e Trono do Sol (S.L Farrell).

A trama politica me lembra a de trono do sol, contudo a questão da magia é deixada como plano de fundo, fato semelhante ocorre em as crônicas de gelo e fogo. O livro possui momentos chave sem nesse primeiro volume precisar se valer de uma grande batalha, assim como em nome do vento.

Conclusão

O poder da espada é um ótimo livro para os amantes de fantasia, não acho a melhor porta de entrada para o gênero, mas sem duvida é um ótimo representante.
BibliodaArte 30/05/2020minha estante
Adoro esse gênero...mas ainda não conhecia essa trilogia
Já vai direto pra minha lista




João Vitor Gallo 04/06/2014

Nunca julgue um livro pela sua capa
O primeiro volume da trilogia “A Primeira Lei” realmente me surpreendeu positivamente, primeiro por me fazer acreditar naquela velha frase “Não julgue um livro pela sua capa”, se eu não tivesse ouvido boas coisas a respeito dele eu não o teria comprado, a capa é muito fraca, especialmente pelo conteúdo que encerra. O nome aqui no Brasil também é meio clichê (Originalmente se chama The blade itself), mas o conteúdo é o que conta e nisso ele se sai muito bem.

São histórias paralelas na perspectiva principalmente dos 3 personagens que podemos considerar os principais dessa história (Jezal, Glokta e Logen), mas que eventualmente aparece um ou outro capítulo na visão de um outro personagem secundário. Essas histórias e os personagens acabam por se juntar no final, o porquê disso obviamente não irei contar para não tirar a graça da história, mas tudo tem envolvimento com Bayaz, o primeiro dos magos, que foge muito daquele estereótipo do mago sábio e tranquilo, o que realmente coloca ele como uma das figuras mais misteriosas do livro e um dos melhores personagens, na minha humilde opinião.

Bem, aqui cabe uma pequena descrição desses 3 personagens, que são um tanto quanto “cinzas”, não sendo aqueles heróis nobres, nem vilões malignos, aproximando-se mais dessa tendência que tem sido apresentado nas obras de fantasia moderna, com um tom mais sombrio e ao mesmo tempo personagens mais reais, acho que assim tem-se uma melhor ideia do que a história pode oferecer. Bem, vamos a eles então:

Jezal dan Luthar- Jovem esgrimista de sangue nobre, hedonista, egoísta, narcisista, arrogante, esnobe e capitão do “Próprio do rei”. Tem uma vida fácil e busca uma vida mais fácil ainda se vencer o torneio de esgrima do reino, que lhe garantiria um título confortável, embora faça isso mais pela aprovação do pai e para dar um pouco de inveja aos seus irmãos.

Sand dan Glokta- Inquisidor amargo, um torturador que conhece bem os caminhos da dor, já que passou 2 anos preso sendo torturado após ser capturado em uma guerra. De volta ao seu lar ele ainda continua sofrendo pelas sequelas desses anos de tortura, fazendo que sua vida seja uma agonia sem fim, até mesmo nos menores atos como subir escadas. Na juventude ele era um dos melhores esgrimistas do reino e tinha um futuro promissor, mas essa vida foi roubada dele e agora junto com os práticos Frost e Severard obtém as respostas e confissões que deseja de seus prisioneiros.

Logen Nove Dedos, conhecido como Nove Sangrento- Um “bárbaro” do Norte, marcado por uma vida de lutas e batalhas sangrentas, estampadas no seu corpo pelas inúmeras cicatrizes que cobrem seu corpo. Com sua família morta, presumindo que seus amigos também estariam “de volta à lama” e com inúmeros inimigos no Norte ele decide abandonar essa vida de matanças. Possuí a rara habilidade de se comunicar os espíritos e é por eles que fica sabendo que um misterioso e famoso mago está a sua procura, e acaba se juntando com o tal mago, Bayaz, achando que seria interessante encontrar com tal homem, e que isso lhe daria pelo menos algum objetivo, já que tudo o que ele conhecia estava destruído.

O livro em si é muito bem escrito, realmente faz com que você queira descobrir o que vai acontecer na próxima página, ponto positivo para essa imersão que é muito importante nos livros, sobretudo dos de fantasia. Os personagens e suas motivações são bem construídos, você os acaba conhecendo em poucas linhas e vai entendendo-os melhor a cada capítulo, o que torna mais fácil a empatia pelos personagens. O clima de aventura e mistério (principalmente em relação ao Mestre Artífice) é bem passado nas linhas que compõem essa história, assim como os cenários criados. Outro ponto posito são as cenas de luta, bem feitas e trabalhadas na medida certa, com a brutalidade que as lutas devem ter e que se espera dos personagens, nesse ponto o autor realmente se sobressai.

Apenas como um aviso e acho que se faz relevante nessa análise é um fato que tem se tornado bem comum em livros de fantasia no Brasil, o nome de George R.R. Martin que tentam de alguma forma ligar a obra. Não gosto da maneira como os editores dos livros atuais fazem ao tentar associar qualquer livro de fantasia com o George R.R. Martin, seja colocando opiniões dele sobre o livro, sobre que determinado livro geralmente é muito bem visto pelos fãs das Crônicas de gelo e fogo, ou qualquer outra forma de associação, claro que entendo o marketing por trás disso, mas isso pode prejudicar a obra por fazer dela algo que ela de fato não é, mudando a percepção do conteúdo e criando uma expectativa que pode cegar para uma boa história que é contada de forma bem diferente, mas igualmente divertida. Não leiam com esses olhos e certamente vão gostar desse livro.


site: https://focoderesistencia.wordpress.com/2015/06/03/resenha-o-poder-da-espada-joe-abercrombie/
Rafahh 31/07/2014minha estante
Realmente, usar o nome de Martin para vender livros de gênero igual ou parecido influencia na compra, mas é horrível você pegar algo para ler criando a expectativa de que seja tão bom quanto, e acabar não sendo. Ainda não li o livro, e mesmo que ele seja bom, não dá para comparar um com o outro devido à complexidade das obras de Martin.


João Vitor Gallo 04/08/2014minha estante
É de praxe no mercado pra atrair, principalmente aqueles que não estão acostumados a ler esse tipo de estilo, colocando um autor famoso ou que esteja fazendo sucesso atualmente. Isso pode ser um tiro no pé da própria editora, fomentando uma imagem desnecessária e podendo estragar a história com essa expectativa, onde se não houvesse o mesmo poderia ser melhor aproveitado. Em resumo, cria-se uma imagem de um livro na cabeça do leitor que pode decepcioná-lo, e se este mesmo leitor lesse o livro sem essa imagem poderia gostar dele. O ruim é que agora todo livro de fantasia tem o nome do Martin em algum canto para atrair essa galera.

PS: Pode ler que o livro é bom mesmo.




Raniere 25/08/2013

Joe Abercrombie - Uma das minhas melhores descobertas de 2013!
Tensão, Inquietação, náuseas (pois as cenas de tortura doíam em mim, de tão vívidas e bem descritas) e agonia, tanto pelo enredo intrigante quanto pelo fato de que só poderei ler a continuação dessa história em 2014, foram alguns dos muitos sentimentos que a leitura de "A Primeira Lei, livro 1 - O Poder da Espada", de Joe Abercrombie, me trouxe.
Em um enredo repleto de intrigas e reviravoltas, Joe Abercrombie nos apresenta quatro protagonistas que não são lá o que estamos acostumados a ver nos "mocinhos" em histórias medievais. Vamos a uma breve descrição deles (sem spoilers, usando apenas o que nos é apresentado na sinopse):
- Jezal: um jovem de família nobre, mimado, ingênuo, egocêntrico, mesquinho, orgulhoso, prepotente e que se acha acima de quase todas as pessoas do mundo.
- Logen "Nove Dedos": Um nórdico com um passado brutal, no qual ele era um assassino impiedoso (e no qual ganhou o apelido de "Nove Sangrento"), que deseja mudar essa sua fama sanguinária.
- Glokta: Um ex-soldado e atual inquisidor da Coroa que, devido a uma longa sessão de tortura (muito longa mesmo), perdeu a maior parte dos dentes e ficou aleijado de uma perna. Sofre constantes dores, não confia em ninguém (sente desprezo pelas outras pessoas) e seu prazer é ver a derrota dos outros, pois ele quer ver mais alguém sofrer, além dele. Porém, é honesto.
- Bayaz: Um mago poderoso, o Primeiro dos Magos, porém orgulhoso e, ao meu ver, um pouco manipulador. Ao meu ver uma ova, ele É manipulador!
Sim, esses são os personagens. Você,que esta lendo esta resenha, deve pensar "esses são os protagonistas? Nunca irei gostar deles!". Acredite, eu aprendi a gostar dos quatro, e a torcer por eles. E o fato dos protagonistas serem tão cheios de defeitos, tão HUMANOS, me fez gostar ainda mais desse livro.
E as cenas de luta? Aaaaahhhh, as cenas de luta!!! São poucos, muito poucos os escritores que as descrevem tão bem quanto Abercrombie faz! Assim como as cenas de tortura (que são agoniantes), as cenas de luta são absurdamente vívidas e detalhadas.
Nessa resenha, em especial, eu estou tomando o cuidado de não falar absolutamente nada sobre o enredo em si, pois o risco de acabar soltando um spoiler é enorme. São muitos detalhes! Pra quem gosta de uma história inteligente, "O Poder da Espada" é um banquete!
Para as pessoas que estão lendo "Crônicas de Gelo e fogo", ou vendo a adaptação da HBO, "Game of Thrones", de George R. R. Martin, digo-lhes uma coisa: vocês irão adorar essa história! E mais um aviso: o final eletrizante do livro deixará o leitor desesperado por ler a continuação! Acredite, eu estou assim, nesse exato momento!
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Jessy 21/06/2020

Fantasia com mais profundidade
Não é o 1° livro que leio do Joe, logo esperava uma leitura com um personagem principal e a história se desenvolvendo ao redor. Não poderia estar mais enganada, em O Poder da Espada, Joe nos apresenta diversos personagens, os quais possuem capítulos distintos.

Jezal, um espadachim da guarda do Rei, com um ego gigante, cabeça oca, egoísta e canalha, mas, acredito que ele irá aprender com a "vida", devido aos acontecimentos no decorrer da leitura.

Logen ou Nove Dedos Sangrentos, um nórdico brutal, no entanto, mostra estar cansado de tanto derramar sangue, de tanto lutar, possui uma reputação a qual a mera menção de seu nome, causa medo.

Glokta, um inquisidor aleijado (ex espadachim do Rei), sofreu torturas horrendas e se tornou um ser frio, calculista e manipulador. É o personagem mais sincero e profundo do livro.

West, oficial do Rei e um tremendo escroto enganador. Sinceramente nem sei o motivo de ter capítulos para ele, não merece, não vejo relevância para a história. Fui tapeada pensando que ele era bom.

Ardee, irmã do West, sincera, a frente do que a sociedade impõe para as mulheres, inteligente e extremamente ardilosa.

Ainda tem o grupo, o qual Logen pertence, que pensam que ele está morto e estão numa jornada para sobreviver, pois estão sendo caçados. São denominados Os Nomeados - os melhores e mais ferozes lutadores.

Joe possui uma escrita poderosa, profundidade de personagens, descrição de lutas impecável e rápida, te faz segurar o fôlego de tantos golpes e surpresas durante as lutas. Indico para quem curte a temática de guerras, manipulações e magia.
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stchnard 18/03/2021

Me apeguei
Livro de alta fantasia, com muitas classes políticas e guerra, bastante guerra, e luta, e guerra também kkkk. Recomendo esse livro intensamente! Os acontecimentos são descritos de forma tão genial que eu ficava contemplando a criatividade do autor. Aqui temos alguns protagonista e todos eles são muito bem construídos, tão bem construídos que você não consegue imaginar o que eles farão, porque o autor escreveu personagens tão reais que... Enfim. Vale muito a leitura, sério.
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Alessandro 09/04/2021

Personagens marcantes
Comecei a ler pela sinopse no Kindle e empolguei e foi amor a primeira lida vamos dizer assim.
O ponto extremamente forte desse livro são os personagens muito bem trabalhados e realistas nunca sendo preto no branco. O carisma dos personagens e sua construção é espetacular além da peculiaridades e distinções de cada um. As descrições de batalhas e cenas de ação são muito dinâmicas e empolgantes além de temeis muitas partes com diálogos muito bem construídos e profundos. Curti muito o livro e devo engatar logo o segundo. Único ponto um pouco negativo é que demora um pouco pra esquentar história em geral mais depois que vai é praticamente impecável. Recomendo muito a leitura, principalmente as que buscam algo mais adulto e realista em termos de personagens.
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Carolina DC 16/07/2014

"O poder da espada" é o primeiro livro de uma trilogia incrível, onde Joe Abercrombie conseguiu criar um universo repleto de personagens irresistíveis.
O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos alternam entre os protagonistas, que se encontram em locais diferentes e situações diversas.
Começamos acompanhando Logen Nove Dedos, o líder de um grupo de caráter questionável que está no Norte, lutando contra um grupo de Shankas (que eles carinhosamente chamam de cabeça achatada). Logen é um homem que tem muitas perdas em sua vida. Sua família, amigos, bando. A vida inteira foi um guerreiro e tem tanto sangue nas mãos que até perdeu as contas. Agora ele se encontra extremamente ferido e sua jornada tem início.

"Apenas um instante atrás, não parecia possível que a situação piorasse, mas o destino dera um jeito de isso acontecer. Logen duvidava que Quai fosse de muita utilidade numa luta. Isso o deixava sozinho contra três ou mais, e tendo apenas uma faca. Se não fizesse nada, Malacus e ele seriam roubados e, mais do que provavelmente, mortos. É preciso ser realista com essas coisas". (p. 57)

Sand Dan Glokta é um homem de 35 anos castigado pela vida. Foi um soldado de grande destaque da União até ser capturado e torturado pelos inimigos. Voltou um homem quebrado não apenas emocionalmente, mas fisicamente também. Arrancaram-lhe os dentes, teve diversos ossos triturados e sua vida consiste em sentir dor o tempo inteiro. Não consegue fazer mais nada sozinho, e seu único prazer (se é que podemos classificar dessa maneira) é o seu trabalho como Inquisidor ao lado de seus dois práticos Frost e Severard.
Glokta começa a interrogar um acusado envolvido com A Guilda de Mercadores de Tecidos, um homem chamado Salem Rews. O que Glokta começa a perceber, é que ele é um mero peão em um jogo que envolve pessoas muito poderosas. Mas para quem já perdeu tudo o que importava, qual seria o problema em jogar um pouco e se divertir?
Em Adua, conhecemos o capitão Jezal dan Luthar, um jovem que é o estereotipo de filhinho de papai. Jezal está em busca de títulos, dinheiro e fama, mas sem esforço. Inicialmente demonstra ser uma pessoa fútil, sem aspirações ou objetivos. Mas ele é alvo do lorde Marechal Varuz para representar a União em um torneio, então ele precisa treinar, treinar e treinar para manter a sua reputação. De todos os personagens apresentados no primeiro livro, Jezal é aquele que passa a impressão de que será o mais enfadonho. Seus capítulos iniciais consistem em reclamações e reclamações, divagações sobre o nome de família e seu status social e da futilidade extrema que ele expressa. Bom, mas esse é apenas o começo....
Do outro lado, temos Bethod, o autoproclamado rei dos Nórdicos e seus filhos Scale (mais velho) e Calder (o mais novo) que exige que a União entregue Angland para o Norte ou então a guerra irá recomeçar. O interessante é que eles estão acompanhados de Caruib, uma feiticeira do extremo norte.
E é claro, temos os magos, representados nesse primeiro livro por Bayaz e seu aprendiz Malacus Quai.
Existem muitos outros personagens principais como Collem West, um soldado que tem seu cargo por mérito e não por causa do nome de família, Yoru Sulfur, o emissário da Grande Ordem dos Magos, Cachorrão, Tul Duru, Barca Negra, Sinistro, Três Árvores, Forley, Uthman-ul-Dosht (ou Uthman, o Implacável - que é o novo imperador de Dagoska), Ladilsa, o príncipe herdeiro, que tornam impossível a missão de escrever uma resenha curta e concisa rs.
Apesar de tantos personagens, existem mais dois que merecem destaque pela força e sutileza. Em um mundo repleto de violência e lutas, duas mulheres irão ganhar espaço na história, mas de maneiras completamente diferentes. Ardee, a irmã de West, que é uma brisa de ar puro em meio a uma sociedade artificial, e Ferro Maljinn, uma escrava fugida que quer vingança contra a nação de Gurkhul e não mede esforços para conseguir (ela luta muito!)
A construção de cada um dos personagens do livro é inacreditável. Eu sei que parece exagero, mas acreditem, não é! As respostas e pensamentos sarcásticos de Glokta, por exemplo, conseguem surpreender e ao mesmo tempo divertir o leitor, mesmo em uma cena com alto teor de tensão.
O primeiro livro é repleto de descrições sobre os locais e as pessoas, sobre o funcionamento político e social e também apresenta as histórias de todos esses personagens.
É uma história complexa, bem elaborada e viciante. A cada capítulo avançado, tudo o que queremos é descobrir o que mais vai acontecer. Temos conspirações, traições, lutas, magia, histórias centenárias, personagens ambíguos, drama. Um livro irresistível!
Para aqueles que estão curiosos em relação ao nome da trilogia (A Primeira Lei) posso adiantar que está relacionado com a história dos Magos!! E nem queiram saber sobre a Segunda Lei, porque essa realmente assustou!


"- Enquanto isso a União é sitiada por inimigos, perigos externos e internos. Gurkhul tem um imperador novo e vigoroso, que está preparando o país para outra guerra. Os nórdicos também estão fortemente armados, à espreita nas fronteiras de Angland. No Conselho Aberto, os nobres clamam por direitos antigos, ao passo que nas aldeias, os camponeses clamam por novos - disse, para então dar um suspiro profundo e concluir: - Sim, a velha ordem está desmoronando e ninguém mais tem força ou estômago para sustentá-la". (p. 79)
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Rafael 20/03/2021

Um mundo perto da realidade
Os personagens do livro são bem construídos, podendo facilmente serem comparados com pessoas do mundo real e não com personagens de ficção.
Não existe herói, apenas pessoas em busca de seus desejos. Mas é impossível não formar algum tipo de conexão ou empatia com eles, por serem tão bem construídos.
O mundo também merece destaque, pois cada região possui seu próprio clima e cultura. Uma leitura que vale a pena.
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