Hemlock Grove

Hemlock Grove Brian Mcgreevy




Resenhas - Hemlock Grove


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Suttão 12/09/2013

Muito ruim
Simplesmente o livro é muito ruim, não tem nada de terror, é desconexo,
Totalmente sem sentido. Com certeza o pior que li esse ano.
Não recomendo. Não perca tempo. Não sei o que o autor pretendia. Se era fazer um livro de terror, ou algo softporno.
Mas o resultado foi péssimo.
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Cássia 20/05/2014

Passe longe
Fui atrás do livro porque vi o primeiro episódio da série da Netflix e curti. Esse é um exemplo de que adaptação pode sim ser melhor que livro. Depois fiquei sabendo que o autor quis dar uma espécie de resposta à série Crepúsculo que é muito romântica. Aí, deixa eu ver, ele cria uma história de um lobisomem que se apaixona por uma garota e quase morre num ato de heroísmo. Um lobisomem que apesar de ser marrento, no fundo, é bonzinho. Pfv.

Não sei se é culpa da tradução, mas poucas vezes na minha vida peguei um texto tão confuso de ler. Períodos gigantescos, elementos de coesão... Ops, será que eles existem? Boa parte do texto é incompreensível e incoerente. Tanto em sentido como em forma. Uma tentativa frustrada de alguém querendo escrever algo diferente, mas tudo o que consegue é derrapar.

Os personagens, Deus, é impossível ter empatia ou torcer por eles. Eles carecem de "cor". O que os define? Sinceramente, não sei. Isso prejudica as relações criadas também. A amizade entre Peter e Roman, o romance entre Peter e Letha... Parece tudo jogado muito ao léu, sem elementos que justifiquem ou sequer indiquem isso. Digamos que não é crível.

Para não dizer que não gostei de nada, curti a personagem da Shelley.
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Ana Luiza 02/08/2013

Resenha do blog Mademoiselle Love Books - http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/2013/08/resenha-hemlock-grove-brian-mcgreevy.html#more
A pequena cidade de Hemlock Grove é abalada quando o corpo de uma jovem da cidade vizinha é encontrado no dia seguinte a uma noite de lua cheia. Tudo indica que o brutal assassinato foi cometido por um animal, mas, a falta de pistas deixadas por ele faz com que as suspeitas caiam sobre Peter Rumancek e Roman Godfrey, os jovens mais excêntricos da cidade. Peter é um cigano arredio, sem muitos amigos, e Roman um riquinho popular, mas cheio de manias estranhas.

“- Como é que foi? – falou Roman.
- Como é que foi o quê? – falou Peter.
Roman hesitou, com as mãos juntas, irrequieto. Assustado?
- Ter matado aquela garota.
- Eu não a matei. – disse Peter. – Achei que tinha sido você.
(...) Roman encarou-o.
- Tem certeza de que não foi você?
- Você podia conter seu desapontamento. – falou Peter.
- Estava só perguntando – disse Roman como que repreendido. (...) – Então quem foi? – falou.
- Urso. – disse Peter – Puma. Suicídio criativo.” (Pág. 33/34)

Para tirar as suspeitas de seus ombros, Peter e Roman se unem para resolver esse mistério. Essa união entre os dois acaba se transformando em uma amizade estranha, onde os segredos de ambos acabaram sendo revelados. Por causa de uma brincadeira com Christina Wendall, Peter acabou espalhando a mais pura verdade, mas a qual ninguém acredita: ele é um lobisomem. O garoto cigano desconfia de que Roman seja um upir, uma espécie de vampiro, mas diferente do qual estamos acostumados. Essa amizade entre lobisomem e upir levanta a desconfiança de todos, ainda mais quando outras mortes começam a acontecer em noites de lua cheia.

“Agora de pé diante deles no crepúsculo estava um lobo. Roman encostou-se a Lynda; perdera o senso de gravidade. Não sabia na verdade o que mais esperar daquela noite, menos ainda que duas verdades essenciais da vida lhe fossem reveladas: que os homens realmente se transformam em lobos e que se você tem o privilégio de testemunhar tal transformação, isso é a coisa mais natural e correta que você jamais viu.” (Pág. 62)

A caçada de Roman e Peter pode exigir que eles percorram caminhos obscuros, mas não mais obscuros que os do seu dia a dia. Hemlock Grove não é uma cidade comum, assim como seus habitantes. O antigo império siderúrgico dos Godfrey transformou-se em um centro médico avançado, cujas atividades sediadas na enorme e brilhante Torre Branca são conduzidas pelo misterioso Dr. Johann Pryce. Ninguém sabe exatamente no que Pryce está trabalhando, o que levanta suspeitas em todos, até mesmo em Norman Godfrey, um dos donos da empresa Godfrey e tio de Roman. Norman fica cada vez mais desconfiado sobre Pryce e seus mistérios quando sua filha, Letha Godfrey, aparece grávida, afirmando que o bebê é de um anjo. A garota, muito amiga de Roman, acaba também ficando amiga de Peter por causa do primo, o que causa muito ciúme no mesmo e a raiva de seus pais por verem sua garotinha envolvida com um cigano.

“As camadas mais externas da afetação eram retiradas revelando as necessidades internas do outro rapaz. Necessidades que achou que Peter poderia de alguma forma suprir. A única coisa que assustava Peter mais do que as necessidades das pessoas era uma jaula, embora no fim das contas, qual era a diferença?” (Pág. 75/76)

A amizade com Peter também provoca a mãe de Roman, Olivia Godfrey, uma bela e misteriosa mulher inglesa, cuja romance no passado com seu cunhado, Norman, pode ser reacendido, assim como os motivos para o suicídio de seu marido JR Godfrey. Mistérios também envolvem Shelley Godfrey, a filha mais nova de Olivia e estranha irmã de Roman. A jovem de corpo imenso, que, em certas situações, brilha, e aparência não muito agradável, é temida e ridicularizada por todos, exceto seus familiares, Peter e Pryce, o que lança ainda mais mistérios sobre o médico. Os Rumancek podem não ser ricos como os Godfrey, mas guardam histórias tão bizarras e sangrentas quanto os novos amigos. A família é excluída até mesmo no mundo dos ciganos por causa de um erro de uma familiar já morto e seus membros não deixam de ser estranhos. Peter é um lobisomem; sua mãe, Lynda, uma mulher bem carinhosa, mas bem liberal, e sua prima Destiny uma espécie de vidente/bruxa meio charlatã, que não usa seus reais poderes com os clientes.

“- Às vezes um lobo enlouquece e não come o que mata.
O primeiro impulso de Godfrey foi considerar isso uma resposta evasiva, mas algo mais antigo e profundo o convenceu do contrário.
- Quando você diz lobo, o que exatamente está querendo dizer?
- Quero dizer um lobisomem.” (Pág. 268)

É nesse cenário sombrio de cidade pequena que Peter e Roman vivem e, agora, caçam o vargulf, espécie de lobisomem doente que seria o responsável pelas mortes. O vargulf está à espreita, a cada lua cheia, e não será parado enquanto estiver vivo. E ele está mais perto do que os dois amigos imaginam. Mas será que eles conseguirão ir até o final e matar o vargulf? Quando as pessoas que amam começam a ficar na mira da besta, Peter e Roman sabem que não há caminho de volta e que, agora, precisam terminar o que começaram. Mesmo que para isso precisem sacrificar sua vida ou sua amizade.

“‘Não sei dizer como ele se eleva sobre os ventos através das nuvens e voa pelo céu. Hoje eu vi o Dragão.’” (Pág. 97)

Conheci “Hemlock Grove” através da série de mesmo nome do Netflix, portanto, quando comecei a ler o livro já sabia da maioria das coisas que iam acontecer. Entretanto, ao contrário do que eu esperava, saber grande parte da história não atrapalhou minha leitura, na verdade, apenas me incentivou a continuar em frente e descobrir as coisas que eu ainda não sabia. A narrativa em terceira pessoa do autor é cativante e um pouco diferente das quais estou acostumada. Direto e sem papas na língua, o autor é irônico e por muitas vezes conversa com o leitor. No início estranhei o estilo de escrita de McGreevy, mas ele logo me conquistou e viramos melhores amigos. Estou, ainda mais do que quando comecei a ver a série, apaixonada por “Hemlock Grove”, seus personagens e tramas. McGreevy foi um gênio ao criar sua história, conquistando-me logo no início e guiando-me de forma maravilhosa pelos seus acontecimentos bem planejados e final completamente inesperável. O autor me surpreendeu a cada palavra, tanto com o rumo de sua história quanto com sua narrativa e personagens. Não preciso nem dizer que amei os mistérios que ele criou, mesmo os que não têm resposta, como o porquê de Shelley brilhar e, aparentemente ter poderes, e o porquê do cabelo de Christina ficar branco.

Algo que também estranhei quando comecei a ler o livro foram as divergências entre ele e a série. Quanto à trama, a série é um pouco mais completa, preenchendo não buracos, mas espaços da história do livro que, apesar de não fazerem falta, poderiam ter sido completados. Entretanto, essa trama um pouco mais completa deixou a série mais lenta e, em alguns momentos, cansativa, algo que o livro não é. A trama do livro, diferente da série, é mais focada mesmo em Peter e Roman e os acontecimentos são explorados mais objetivamente, o que deixou a história mais emocionante e gostosa de ler e o livro mais rápido, o que achei, em alguns momentos, um ponto negativo. Penso que McGreevy poderia ter explorado melhor aqui alguns acontecimentos, personagens e diálogos, como foi feito na série. Nesse embate de série versus livro, pelo menos para mim, não existem ganhadores. “Hemlock Grove” livro e série se completam e não consigo pensar em um sem pensar no outro, o que não foi explorado em um foi explorado no outro, criando assim uma história completa e lindamente explorada em duas dimensões diferentes, a do papel e das telas, que se completam mutuamente, sem se excluir.

Agora falando de personagens, preciso dizer que estou completamente apaixonada. Os personagens de “Hemlock Grove” são divinos, seres de outro mundo no universo de personagens fictícios. Bem feitos, os personagens são tão reais ao mesmo tempo em que são irreais. É difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que são completamente humanos, com falhas de caráter e comportamento, como qualquer um de nós, os personagens também tem uma beleza (em todos os sentidos da palavra e não apenas fisicamente) fictícia que não existe na vida real, mas que me fez amá-los profundamente. Peter, nosso lobisomem, é simplesmente encantador. Sua falta de preocupação e desapego com certas coisas e excesso de preocupação e apego com aquelas que ama é de derreter qualquer coração, assim como sua aparência bela e peluda de cigano. Ele foi o primeiro personagem cigano que conheci e amei profundamente a categoria.

Peter mexeu com meu coração, mas foi Roman quem o conquistou. Tudo bem que sou apaixonada por 99,9% de todos os vampiros fictícios e personagens de personalidade anti-herói, mas não foi apenas isso que me fez amar Roman. Ficando atrás apenas de Kevin de “Precisamos Falar Sobre o Kevin” (resenha aqui), Roman se tornou meu segundo personagem masculino favorito de todos os tempos. Esse belo e rico upir é um verdadeiro filho das sombras psicótico, bizarro, viciado, com tendências homossexuais e completamente apaixonante. A tensão sexual entre ele e Peter presente do início ao fim da história de alguma forma se torna atraente, assim como sua fragilidade escondida por trás de seus olhos verdes de Godfrey e cabelos pintados de loiro. Roman é aquele tipo de personagem que, estranhamente, parece o tempo todo provocar o leitor. Enquanto você sabe que Peter, no final, tomará a decisão certa, você fica o tempo todo esperando que Roman tome uma atitude errada, bizarra e egoísta, mesmo que tudo aponte que ele fará o contrário, como tascar um beijo em Peter ou estuprar sua prima inocente. Mas algo encantador em Roman é que ele não é bom nem ruim, não é herói nem vilão, ele é apenas... Roman. Roman é único e, confesso, tudo que sempre busquei em um personagem. O personagem caminha de forma cambaleante entre a linha do certo e errado, pisando ao mesmo tempo dos dois lados e quebrando qualquer tipo de clichê que sua personalidade poderia lembrar. Mesmo que fugir ou quebrar clichês seja algo presente em grande parte dos personagens de “Hemlock Grove”, apenas nosso jovem upir consegue verdadeiramente o fazer.

Deixando minha paixão da vez de lado, também fui conquistada pelos outros personagens. Christina Wendall me chamou bastante atenção, talvez porque me identifiquei bastante com ela. Uma garota mais nova que os demais personagens, Christina é uma aspirante a escritora inocente que apenas busca experiências que sirvam de material para torná-la a próxima revelação literária jovem. É essa sua sede por viver aventuras que a faz traçar uma amizade com Peter, o cigano arredio que conquistará seu coração. Mas, essa sua busca por aventuras acabará por colocá-la no centro do mistério dos assassinatos em Hemlock Grove, o que obviamente mexerá profundamente com sua cabeça. Trauma não chega perto do que Christina passou, mas, direi apenas que ela ganhou o que procurou.

Falando rapidamente dos outros personagens, para que eu não fique o resto da minha vida dissecando sobre eles nessa resenha, gostei bastante de Shelley Godfrey e de seu coração amoroso por trás da aparência de monstro. Ela não merecia a vida que teve. Olivia Godfrey despertou intriga e ódio em mim durante a maioria do livro, mas, como seu filho, ela é uma personagem singular e não pude deixar de adorá-la no final. Sua história de vida é triste e nos faz pensar se ela é ou não uma maldita víbora ou apenas uma mulher que aprendeu a se proteger. Norman Godfrey é talvez o personagem mais comum dessa história, perdendo apenas para sua mulher Marie. Um homem apaixonado pela bela cunhada, ele foi completamente ofuscado pelos outros personagens, por isso não há muito a dizer sobre ele. Sua filha, Letha Godfrey, exerceu um papel importante como o pai e me conquistou, apesar de também ser ofuscada pelos outros. Apesar de que seu apetite sexual e fé cega quanto ao seu bebê realmente me intrigaram. Já na família Rumancek, gostei bastante de Lynda e Destiny, essas duas devem ter boas histórias para contar. Os poderes de Destiny me intrigaram e o carinho maternal de Lynda a tornam um amor de mãe. Na verdade, toda a família de ciganos é uma grande interrogação e seria legal ver um livro apenas deles.

“Ajoelhada de perfil, contra o crepúsculo, sua irmã com o peito levantado e carregando nos braços o corpo nu de mais uma garota morta com as costas arqueadas e um fragmento da espinha saliente. Shelley olhava para o irmão. Seus olhos inexpressivos diante da magnitude daquilo. Aquela fora a primeira vez em sua vida que ela teve de decidir machucar outro ser vivo.” (Pág. 315/316)

Se pudesse descrever “Hemlock Grove” com duas palavras, seguiria o exemplo da Estela Gois do blog Estante de Cristal e o chamaria de “bizarro”, acrescentando a palavra “divino”. Bizarramente divino ou divinamente bizarro, “Hemlock Grove” conquistou um lugar no meu coração e na minha lista de favoritos. Esse livro é tudo o que eu procurava em outros livros. Para um amante, como eu, de histórias bem feitas, elementos sobrenaturais, de terror e de horror, esse livro é um prato cheio. Amei cada detalhe dele. Mas recomendo-o apenas para os que gostam do estilo. Ele pode chocar em alguns momentos, como no uso exagerado e livre de drogas dos personagens, assim como a má conduta da maioria deles. Foi por isso que “Hemlock Grove” me lembrou bastante “O Pacto” (resenha aqui), Joe Hill e Brian McGreevy devem ser almas gêmeas. Uma leitura surpreendente, deliciosa e inesquecível, não acho que vou, e nem quero, esquecer esse livro e seus personagens tão cedo. Roman, seu upir lindo, venha povoar os meus sonhos sempre que quiser! ;D


Quanto à edição, a editora fez um ótimo trabalho. A diagramação e tradução estavam bem feitas, apesar de que encontrei alguns errinhos e trechos confusos. O tamanho e tipo da fonte estavam bons, apesar de que achei as letras um pouco pequenas, e as páginas cor de creme são sempre uma benção para mim. Apesar de que gostava da capa original do livro (imagem ao lado) a capa igual a do pôster da série é maravilhosa e combina perfeitamente com a história. O focinho do lobo, com a mão saindo de dentro, sempre me lembra da frase “The Monster Is Within” (O monstro está dentro) que aparece no trailer da série e que pode, basicamente, descrever esse livro. Enfim, essa é uma imagem belíssima, pelo menos para mim, o que torna essa capa uma das minhas favoritas. Sério, tem como não amar “Hemlock Grove” por completo?

“- Por que não? – disse ele.
Ela olhou com uma compaixão melancólica para seus olhos molhados. (...)
- Deus não quer que você seja feliz. Ele quer que você seja forte – disse ela.” (Pág. 209) - Essa última frase foi uma das mais marcantes de toda a história, ela me dá arrepios.

Autora da resenha: Ana Luiza Ferreira (La Mademoiselle)

site: http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/
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César L. Gomes 29/11/2013

[RESENHA] HEMLOCK GROVE - BRIAN MCGREEVY
Inicialmente é bom ressaltar que ao contrario das obras que tenho resenhando, ou apenas lido, Hemlock Grove se mostrou uma leitura diferente. Ela, se por assim dizer, foi o meu primeiro livro do gênero thriller que li, creio que por isso a leitura foi um pouco densa (mas não improdutiva). O fato de eu ter assistindo a série antes de lê-lo não foi em modo nenhum uma desvantagem, por outro lado me ajudou muito. O segundo ponto que achei interessante na obra é que ela não tem muito haver com as inúmeras obras recentes que abordam a temática de vampiros e lobisomens. De certa forma, ausência desses clichês foi o que, a meu ver, torno o livro tão fascinante.

O Enredo escrito por McGreevy gira em torno de uma série assassinatos, ocorrido sob circunstâncias misteriosas, em uma pequena cidade fictícia do interior dos EUA, chamada de Hemlock Grove. Os corpos são encontramos parcialmente estraçalhados, o que se leva a crer inicialmente na hipótese de um ataque de animal selvagem. Vemos como os protagonistas, Peter Rumancek, um jovem cigano de 17 anos - e lobisomem que tinha se mudado para cidade junto com sua mãe, Lynda. E Roman Godfrey, Jovem egocêntrico, herdeiro de um dos Institutos de Biomedicina mais famosos do país, e membro de uma conceituada e misteriosa família, ironicamente se unem para tentar ao fim ao ator desses crimes hediondos, o Vargulf, um lobo que enlouqueceu e não come o que mata. O que acarretará verdadeiros conflitos sobre o que é certo ou errado, e o descobrimento de fatos imprevistos.

Ao terminar de assistir a série Hemlock Grove em meados de junho - fui tomado por uma vontade avassaladora de ler livro. E qual foi a minha surpresa a ver a noticia de que o livro série lançado no Brasil no final desse mês. Minha outra surpresa pós leitura é que a série não alterou muito o enredo do livro não, até algumas falas estava super fiel. Bom, a narrativa do autor não tem do que reclamar. Brian McGreevy escreve simplesmente muito bem. Não só a estória, recheada de suspense e mistério, que prendem o leitor a cada página, mas também os próprios personagens.

Peter é um personagem forte, sabe lidar com preconceito e a reação das pessoas pelo simples fato de ser diferente (no caso dele Cigano). Descrito como um indivíduo com muitos pelos pelo corpo e cabelos longos, é totalmente cativante. Ele e sua mãe têm um bom relacionamento, e vivem de pequenos furtos. Ele se tornou um dos meus personagens favoritos durante a leitura. Por outro lado, Roman Godfrey é um personagem totalmente o oposto de Peter, ele tem todos os atributos requeridos de um anti-herói: é egocêntrico, misterioso e atormentado pelos seus próprios demônios interiores. Roman também nutre uma estranha fixação por sangue e automutilação. Apesar disso ele é uma pessoa que protege aqueles que ama. Ele é super protetor com sua irmã Shelley. E parece não ter um relacionamento com sua mãe, Olivia. Logo no começo do livro Peter afirma, em uma conversa com sua mãe, que desconfia que Roman possa ser um Upir, e que nem o próprio saberia disso, e algo que só será mais explicado mais pra frente no livro.

Observa-se que o autor fez uma longa pesquisa para compor o enredo do livro. Isso fica evidente por causa da forte presença de lendas do folclore russo na história, principalmente no que se diz aos lobisomens e aos Upirs. O livro também de uma boa pegada psicológica e filosófica por trás, se o leitor não tiver isso em mente alguns fatos na história podem passar batido. Sobre as questões técnicas: A capa é bem chamativa, apesar de editora ter usado um dos posters da serie. Algo que não chega a ser tão ruim, já que chama a atenção do leitor para a estória. A diagramação e a revisão não deixam muito a desejar, estão muito boas.

Por tanto, Hemlock Grove é um livro simplesmente fantástico, misterioso e excitante. Eu gostei muito de lê-lo, por isso lhe dei quatro estrelas. Recomendaria o livro para aqueles que assistiram a Série, e para os leitores que são fãs de um bom thriller psicológico, suspense e mistério que exercitam o raciocínio. E para aqueles não assistiram a série mas ficaram muito interessados pela a temática abordada nele. Vale ressaltar, que o Netflix renovou a série para uma possível segunda temporada e o próprio autor dos livros afirmou recentemente que já tem em mente a possibilidade de escrever mais dois livros. Se os boatos se confirmarem eu mesmo já estou super ansioso por eles!!!!

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Elis Campos 05/04/2015

Nunca vi uma sinopse tão falsa
Eu estava animada em relação ao livro, por conta da série. Agora eu sei porque a segunda temporada é a melhor (até agora).

É difícil crer que os protagonistas realmente se sentem forçados à desvendar o crime, pelo fato de serem suspeitos,principalmente Roman. Acredito que curiosidade e senso de justiça adolescente convenceria mais.
O lado monstro dos personagens é pouco explorado, muito menos de uma maneira inovadora e eletrizante. O fato de Roman ser um upir (vampiro) praticamente não faz diferença na estória.
Se tem um gênero ao qual o livro não pertence é horror. Passa muito longe. Sim, é indicado para pessoas de estômago forte, assim como também pode ser indicado para pessoas de estômago fraco. Mesmo para quem está apenas atrás de um mistério envolvente ele não funciona.
A impressão que eu tive foi que o autor tentou fazer algo muito grandioso e subjetivo, sem capacidade para tal. Por conta disso, alguns diálogos e parte da narrativa ficaram um tanto confusos. Sem contar as "pontas soltas" na estória.
Não me arrependo de ler, mas com certeza não indicaria para ninguém.
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Léo 25/03/2014

Eu fiquei tão animado para ler esse livro após eu descobrir que a série do livro tinha livro também, só que eu fiquei um pouco triste que ainda não havia saído aqui no Brasil, mas iria sair pela Leya, uma das editoras que eu acho que faz um dos melhores trabalhos.

O livro se passa numa cidadezinha da Pensilvânia(SIIIIM, O LAR DO DRÁCULA, MAS NÃO VEMOS VAMPIROS NESSE LIVRO) chamada Hemlock Grove. A estória é contada por dois núcleos de famílias; os Rumancek, onde temos apenas dois personagens e um que apenas vive em memória; e os Godfrey, onde temos em média 5, ou 6 personagens.

O livro se passa sobre um assassinato de uma menina sem porquê, onde há apenas dois suspeitos do crime, o Peter Rumancek, um rapaz cigano que é acusado de ser lobisomem só por ter o dedo polegar e o anelar do mesmo tamanho, e Roman Godfrey, um upir(também conhecido como bruxo) filho da mulher mais rica da cidade, a Olivia Godfrey, a antiga dona da fábrica Godfrey que está fechada onde o corpo da menina assassinada foi encontrado.

No passar do livro, nós vemos a amizade de Peter e Roman crescer e isso faz que Roman seja o seu único amigo, porque a cada lua nova, Peter é acusado cada vez mais das mortes que está havendo nessa pequena cidadezinha em cada noite de lua cheia.

Há uma personagem encantadora, a Shelley Godfrey, irmã do Roman, filha da Olivia, onde ela é uma criança reanimada(ou seja, ela morreu e ressucitou) com mais de dois metros, e se você a tocar, no lugar onde você a encostou fica azul, o que eu achei bem interessante e se ela fica feliz fica toda azulzinha, ela é apenas descrito como um gigante gentil e sem poderes aparentes.

A diagramação do livro foi muito bem feita, onde também a página é muito boa ao toque. Estou muito feliz por a Leya ter trazido essa obra para o Brasil. Estou aguardando a continuação. E também do seriado da Netflix, onde haverá a segunda temporada. Já virei fã da série.

site: http://estanteeletrica.blogspot.com.br/
dkmartins 12/03/2016minha estante
O "lar do Drácula", onde seus mitos se iniciaram fica na TRANSILVÂNIA , que é uma região histórica da Europa Central que constitui a zona centro-ocidental da Romênia.
Pensilvânia é um dos 50 estados dos Estados Unidos.




Diogo 28/01/2014

Péssimo livro, diálogos confusos(culpa da tradução?),sem mistério, sem terror, sem suspense.
03/11/2015minha estante
Será que é culpa da tradução mesmo? Eu li o original em inglês e achei de boa...




KK 09/04/2015

Decepcionante
Quando vi Hemlock Grove na prateleira da livraria, achei que meu coração saltaria pela boca. Assisti às duas temporadas já produzidas da série e achei que, como de praxe, o livro seria infinitamente melhor que sua adaptação.

Qual não foi então minha decepção ao me deparar com uma narrativa pobre, desconexa e repetitiva? Não sei até que parte é falha do autor ou da tradução. Mas mesmo em seu original, muitas coisas deixariam a desejar.

A história se arrasta muito para depois correr ao final. Peter e Roman são dois personagens completamente desinteressantes. Palavrões e diálogos desnecessários recheiam todo o livro. Muitas partes só consegui entender porque assisti à série. E sou leitora há muitos anos. Foi um choque para mim.

Como roteirista e escritora, jamais pensaria em dar a Hemlock Grove uma adaptação. A história do livro é pobre, com narrativa chula, não prende o leitor e deixa muitas coisas em aberto.

Sorte dos amantes de histórias de mistério e terror que o roteirista e produtor Lee Shipman deu um rumo muito melhor à narrativa adaptada do que seu original escrito por Brian Mcgreevy.

Mcgreevy é um autor que, sem dúvidas, ainda precisa amadurecer muito. Mas infelizmente isso é um pouco improvável, já que seu romance de estreia, embora pobre, tenha caído nas graças do Netflix.

Mais uma vez, obrigada Lee Shipman, por ter salvo essa história.
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lelecaetano 07/03/2014

Muito bom!!!
kk, uma história onde o Lobo se apaixona, mata e vive! Não estava acostuma com o tipo da história, totalmente distante do romance, mas o livro é muito bom e te prende!!! Enfim, ele é bem confuso no inicio, e você fica perdido; quase desisti, mas o final é incrivel!!!
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Cristina 03/04/2016

Chega! Ela perguntou a Peter o quanto daquilo tudo era real.
Ele deu de ombros.
Digamos que é um monte de abobrinhas disse ele. É um monte de abobrinhas que tem garantido a noite das pessoas desde que transávamos em cavernas. Agora olhe à sua volta. Você diria que essa merda toda de mundo ficaria melhor sem elas?
Ela não tinha pensado nisso desse modo.

Os rastros contam a história. Contam a história de quem é o animal e o que quer e como isso se entrelaça com o tecido do seu ecossistema. Um animal daquele tamanho deixa rastros, que contam sua história, ele não tem escolha. Mas a natureza abomina o vácuo, e línguas foram soltas, mais uma vez, prontas a preenchê-lo. O medo é uma doença contagiosa; surge no suor e passa de hospedeiro para hospedeiro. O medo é um agente incendiário; alastra-se com a estupidez.

Pronto, era isso. Por trás daquela fachada reservada e imprevisível havia uma batalha, e tinha de decidir o resultado: ele era o herói ou o vilão? E então o que poderia ser mais preto no branco do que a busca para matar o monstro que estava aterrorizando aquela cidade do interior?

Embora lamentasse a dor que esse vargulf estava causando, e tinha todas as probabilidades de continuar a causar até a sua auto extinção inevitável, a dor era tanto parte da vida quanto o verão e o inverno e a chuva, e não havia ninguém mais otário do que quem acreditava que alguém pudesse curá-la. Que esse alguém era você. Peter não se considerava um derrotista, mas Nicolae tinha ensinado a ele a não coçar onde não estava coçando, e ele tinha uma noção altamente desenvolvida do que era e do que não era problema seu.

Achei que isso fosse um fato científico, senhora.
Provar uma negação é fazer um uso errado dos termos ciência e fato, Peter.

Um tipo de hieróglifo respondeu Pryce, antecipando por uma fração de segundo a pergunta que ela na certa iria fazer. Adaptado do código do samurai: não importa o tamanho da jornada, ela deve ser feita centímetro por centímetro, como o caminhar de uma lagarta.
Ela olhou mais uma vez e viu que de fato ele era a visualização literal daquele processo. ______

Era subentendido pelos possuidores de poderes mágicos que esses são irrevogavelmente corrompidos quando empregados nas pobres almas que tentam comprá-los; da mesma forma com o amor, seu sucesso no mercado foi baseado na necessidade de o consumidor acreditar em sua autenticidade.

Com certeza vírgula disse Pryce se ele tivesse aprendido uma lição em seus anos no Gulag da academia vírgula seria aquela que diz que quem toma decisões baseado na premissa de que outros seres humanos são agentes racionais agindo de acordo com o que seria mais benéfico para cada um e para seu meio ambiente não passa de um completo babaca ponto e parágrafo.

Desintegração: literalmente, perda de integridade. Mas se a mente pode ser descrita como a experiência subjetiva do cérebro de alguém, então o que é o eu senão uma fluorescência errante de constelações neurais, estados individuais de consciência determinados por configurações imprevisíveis de amplitude e a finidade? Ainda assim: não estava convencido, nada capaz de abalar a convicção de que havia muito mais a perder

Ela o olhou. E se momentos antes o vácuo da vitalidade humana básica em seu rosto tinha desaparecido momentaneamente, agora estava estrategicamente alerta: ele tinha ficado tão vazio que podia estar cochilando de olhos abertos, ou até mesmo em estado cataléptico. Ela jamais havia olhado para os olhos de uma pessoa viva sem encontrar uma evidência incontestável da alma humana. Jamais vira algo tão horripilante.

Se um problema não pode ser resolvido com a estrutura com a qual foi concebido, a solução está em reestruturá-lo disse ele.

O microcosmo espelha o macrocosmo, de partículas de átomos nos confins do universo abarcando a trigésima potência de dez no espaço, todo ele contido no aparelho da mente: o firmamento exterior e o firmamento interior apenas em lados opostos do espelho. E naquela solidão tranquila, cheio de medo e terror: eu o vi. O destino não é mais do que o preenchimento de nossas potencialidades intencionais. O córtex cerebral humano é uma folha simples composta de mais neurônios do que as estrelas do universo conhecido, como um origami com o papel dobrado em forma de garça para caber na quarta parte de um cubículo; em uma única pessoa há energia potencial suficiente que, se liberada, poderia se igualar a trinta bombas de hidrogênio. O destino não é uma coisa que se deva rejeitar sem mais nem menos!

Acima de tudo o amor de Peter por ser Peter era tão grande que, como um balde de tinta cheio até a borda, transbordava mesmo nos menores momentos de seu dia. Não, Peter não desejava nada disso. Embora pudesse ser dito que a culpa era dele.

Quão derrotado por esse inimigo o rapaz estava se sentindo! A morte era uma coisa, completamente involuntária na maioria das vezes. Mas o abandono. Não havia um destruidor de mundos comparável.
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Stephanie 15/09/2017

Exatamente o que diz no rótulo, só que ninguém disse que o cara não sabia escrever
Eu devo gostar de sofrer, porque eu me obriguei a ler essa desgraça até o final, esperando por um milagre literário que eu sabia que não ia acontecer.
Eu costumava acreditar que você precisava saber escrever para poder ser publicado, mas agora eu estou quase convencida de que saber escrever bem é opcional. Esta é uma das histórias mais mal escritas que eu já li. As pessoas reclamam da Meyer, mas ela escrevia de forma inteligível. A mulher de 50 tons de cinza e esse cara quase empatam em termos de escrita ruim! Eu não consigo imaginar o motivo de ninguém reclamar desse cara... Hm... Bom, esta tia que vos fala não vai mais chegar perto de nada desse sujeito.
A única coisa boa que ele escreveu foi a cena da transformação e eu não me surpreenderia se alguém entrasse com uma ação de plágio contra ele, porque a coisa é tão destoante do resto que chega a ser estranho.
Outra coisa, quantas vezes mais eu precisaria ler o autor falar das bolas do protagonista? Não é por nada, eu simplesmente achei infantilíssimo ao invés de achar algum tipo de característica marcante diferentona e engraçada ou sei lá. Essa fixação é uma coisa que Freud certamente explica.
Agora, vamos ao ponto principal, aquele que fala do rótulo. Mas o que era mesmo que estava escrito na sinopse?
Coleguinhas meus, contem pra tia: o que vocês esperavam deste livro? Porque eu mesma não sei o que eu estava esperando de algo que, já na primeira linha da bendita sinopse, me dizia exatamente o que vinha por aí - e, ainda assim, eu me decepcionei muito.
Vamos contextualizar: no final dos anos 2000 e começo dos anos 2010, os vampiros e lobisomens estavam em alta na literatura, com os filmes de Crepúsculo ainda sendo lançados, The Vampire Diaries ainda a todo vapor, várias séries e livros menores saindo. Este livro chega em 2013, o que seguramente o torna só mais um dentre os muitos filhotes de Crepúsculo (várias coisas, tanto contra, quanto a favor, são filhotes da onda que a saga começou).
Agora, nesse contexto de mercado, um resumo que vende um livro como "algo para quem está cansado de vampiros e lobisomens sensíveis e inofensivos" quer duas coisas: se afastar do Top of Mind da categoria, na época Crepúsculo, e jogar areia naquela literatura que é considerada "literatura de mulherzinha". O que é que essa proposta quer vender?
Muito simples, Watsons de plantão: "vampiros e lobisomens sensíveis e inofensivos" são aqueles de chick lit, aqueles que, em tese, se apaixonam, que não atacam as pessoas que amam, que protegem, que demonstram sentimentos, choram, se importam... Essas características mais associadas ao feminino, essas coisas que não são másculas, que ~mulher~ gosta. (Claro que, na prática, vemos muito chick lit com mocinhos super-abusivos e violentos, como também há chick lits com plots violentos e que também têm personagens de arrepiar a espinha, bem longe do rótulo "inofensivo")
Agora, se essas coisas são um território confortável para mulheres, um livro que é o oposto disso, também é uma área "Garotas não permitidas", certo? Bem Clube do Bolinha mesmo.
Todo o tempo, a editora estava vendendo uma história abertamente machista, mesmo que não soubesse. E, meu Deus, essa história é misógina além dos limites.
Não existe problema não gostar de Crepúsculo ou de histórias românticas envolvendo criaturas sobrenaturais. Crepúsculo em si não é nem de perto uma história sobre um romance saudável ou igualitário ou qualquer coisa assim. Mas Hemlock Grove traz uma violência contra as mulheres muito aberta - e orgulhosa.
O que mais me incomodou durante o livro todo foi que não se passava muito sem um comentário sexual sobre alguma mulher... Digo, às vezes o comentário era sobre uma mulher, mas, em geral, os comentários sexuais eram sobre meninas adolescentes. Meninas adolescentes. Menores de idade. O livro não é contado em primeira pessoa. O target do livro... acho que também não eram adolescentes (continuaria sendo péssimo mesmo que fosse).
Além disso, a alta contagem de corpos, resultante de mortes violentas, é basicamente formada por mulheres... Bom, garotas de colegial. Hipersexualizadas, mas ainda garotas. Até então, isso não seria bem um problema, mas a forma como elas são descartáveis à trama, somado à forma como elas são expostas enquanto itens sexuais (itens, sim; não pessoas) é o que faz a coisa ficar feia.
As garotas são itens decorativos. Estão ali para servir de belas figuras decorativas, depois serem descartas. As personagens femininas de mais destaque são rasas, mal conseguem enganar, previsíveis e ridiculamente dicotômicas.
E eu sinto que tudo isso é uma forma de o autor dizer "Olhem para mim, como eu sou diferentão, ousado!", mas eu sinto como se estivesse lendo um garoto de 13 anos, que enche a história de palavrões e cenas de sexo mal escritas e sem graça (e, cereja do bolo, meu povo, uma cena de estupro super sexualizada) como que para dizer "Nossa, como eu sou maduro, à frente da minha turma! Já posso sentar com os adultos!", quando o cara não sabe nem usar as vírgulas direito.
Eu poderia ficar uma semana dissecando essas coisas, mas eu quero seguir com a vida depois de mais uma decepção. Bom, resumo da ópera?
A editora anunciou o livro direitinho. Este livro é exatamente para quem não quer ler nada que deixe qualquer mulher confortável. É um livro para quem está cansado de narrativas de fantasia urbana com vampiros e lobisomens que tragam criaturas e, acima de tudo, autores com qualquer respeito pelas mulheres ou pela boa escrita. Talvez Hemlock Grove não seja tão diferente das séries das quais quer se afastar, afinal.
Jossi 17/09/2018minha estante
Bom, isso porque você talvez não conheça os livros de bolso ou a pulp-fiction dos anos 30, 40, 50, 60, hahaha! Se visse as capas dos livros de mistério, ação, suspense, detetives... o.O Você acharia esse romancinho água-com-açúcar! :D
Eu não livro pra isso, uma vez que a violência hoje é generalizada -- vai homem, mulher, criança, velhos, novos, etc. Não dá pra ficar batendo o pezinho e reclamando de 'misoginia' num mundo onde todo mundo quer ser uma espécie de "supra-cidadão": sou mulher, sou negro, sou índio, sou gay, sou trans, sou isso, sou aquilo, tenho mais direitos que vocês...

Não mais. Mulheres de má índole existem tanto quanto homens de má índole. Se vamos reclamar de um livro que "hipersexualiza" as mulheres, então temos que queimar bibliotecas inteiras. Aliás, queimar todos os livros escritos do mundo, pois tem muitos livros onde os HOMENS também são violentados, não só fisicamente, mas psicologicamente.


Danicidreira 04/12/2018minha estante
Acredito que a forma de descrição sexualizada das personagem (principalmente das vítimas) tem tudo a ver com o motivo e maneira pela qual foram mortas se você considerar quem é o Vargulf - sem spoilers aqui rs.
Quanto as demais personagens femininas, considero Olívia Godffrey maravilhosa em todos os sentidos, com certeza a melhor personagem do livro.


Stephanie 10/01/2019minha estante
Aqui não dá pra marcar as pessoas e puxar treta com elas. Mas eu preciso defender a minha marca, amores. Ou eu não seria marketeira formada.

Danicidreira tem um bom ponto sobre a hipersexualização, mas isso ainda me incomoda na narrativa porque ela continua sendo em terceira pessoa, portanto, não necessariamente é o culpado quem narra. Mas bom ponto, caiu a maior ficha na minha cabeça agora. (E eu queria ter curtido a Olivia, cara, eu queria tanto. Mas realmente acho que eu e esse autor não damos liga)
Agora, queria saber o que Jossi andou lendo no lugar dessa resenha. Porque nada do que ela disse faz sentido com o que eu disse e eu estou até meio perdida. Eu chego a desconfiar que ela não chegou nem a ler o livro, porque eu não li um A sobre o livro em si no comentário. É o comentário mais "SJWs ate my cereal" que eu já li. É ridículo, flor.
É a coisa mais vazia e sem utilidade que eu já recebi, florzinha (e eu não tô aqui pra alisar gente passiva agressiva)! Perdi 5 minutos com alguém que quer me dizer que 1) não há propósito em apontar um problema específico quando o mundo está ~tão cheio de problemas~ (spoiler alert: isso não resolve problema nenhum) e 2) que comunidades historicamente despidas de direitos querem ser um tipo de "Supra-cidadão" só porque uma mulher achou um livro machista. Meu cérebro chegou a se retorcer aqui... Acho que isso é um sintoma dos tempos.
Que salada, essa bosta. Foda-se o pulp fiction, o livro não foi escrito há 80 anos, foi escrito em 2013 ou qualquer coisa assim. Apesar de não parecer, o mundo mudou. A gente até concordou que vacinar as pessoas era importante, que fumar faz mal e que escravizar pessoas é ruim (bom, mais ou menos. Com resultados variados), os parâmetros mudaram um pouco. Não vou avaliar livro de 2013 tendo em mente livro do século passado, como não posso avaliar livros considerados progressistas em 1930 com os olhos de hoje. Não é assim que funciona.
Se a questão fosse HOMENS SENDO VIOLENTADOS, eu teria falado, porque eu também me encho o saco de trama "Nossa, como eu sou radical" que ridiculariza abuso e violência contra homens. Romances que colocam como bonitinho mulheres que ameaçam e batem nos parceiros e por aí vai.
E, pelo amor de Deus, parem de falar em queimar coisas quando alguém reclama de algo! Vocês sabem muito bem que quem vem num pobre site latino-americano de livros pra reclamar não é o tipo de pessoa que pensa em queimar livros, bibliotecas... Para, vai. Tá feio.




Lais 02/08/2013

Foi bom enquanto durou...
O meu interesse por Hemlock Grove começou após ter assistido o trailer da série do Netflix baseada no livro. Não cheguei a assistir nenhum episódio, mas adorei o enredo da história e decidi me arriscar em um novo gênero.
Sendo divido em três partes, o livro nos monstra Hemlock Grove uma pequena cidade que é abalada após uma adolescente ser morta. Conforme os acontecimentos, Peter e Roman são apontados como suspeitos do crime. Depois de outra morte, juntos decidem ir à procura do verdadeiro assassino.

Com uma narrativa confusa e um começo lento, Hemlock Grove não me conquistou tão fácil quanto eu gostaria. Foram sete dias de leitura e protelação, até finalmente conseguir me concentrar e ler. Sendo esse o ponto negativo principal do livro, tendo em vista que o meu interesse pela história diminuiu drasticamente.
A história em si é ótima junto com o seu desenvolvimento, a curiosidade para saber quem está por trás de todas aquelas mortes não cessa e Brian McGreevy fez um bom trabalho em esconder.
Tive um interesse maior no livro nas últimas oitenta páginas, onde a leitura passa a ser mais dinâmica e as coisas começam a realmente acontecer. A diferença de páginas lidas nos primeiros dias de leitura e as lidas nos últimos dias é grande.
Outro aspecto que não me agradou foi o excesso de personagens, chega um momento em que você não se lembra mais quem é quem e isso prejudica o andamento da leitura.

Apesar de muitas características que não agradam, Hemlock Grove é envolvente e misterioso, com tendências macabras que vai te deixar louco para saber o final – mesmo que demore anos para você finalizar a leitura.
Recomendo o livro para os fãs desse tipo de gênero, talvez vocês cheguem a aproveita a leitura melhor do que eu.


site: http://nofimdapagina.blogspot.com
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AllanATS 31/07/2015

Vampiro e Lobisomem SQN
A primeira coisa que se deve ressaltar quando se fala de Hemlock Grove é: “NÃO se deixem levar pela sinopse!”. O livro de fato é sobre dois jovens adolescentes que tentam resolver os assassinatos que acontecem na cidade, contudo a proposta de que vai recuperar os antigos estereótipos de Vampiros é Lobisomens é, da forma mais gentil possível, a maior mentira descarada, cuspida na cara de quem quer que se disponha a ler essa obra. Porque isso? Você leitor se pergunta agora. Simples! Durante todo o livro o suposto ‘Vampiro’ não bebe uma única gota de sangue e o suposto ‘Lobisomem’ não ataca nem mata nada (isso mesmo, eu não estou falando que ele ataca animais, estou dizendo que ele não ataca, literalmente, NADA).

Então é com essa premissa de enganar completamente o leitor pela sinopse que Hemlock Grove se propõe a contar sua história.

Outra coisa que chama a atenção do leitor quando se começa a ler esse livro (pelo menos chamou a minha atenção de forma berrante) é a forma de escrita do autor (não sei se por problemas de tradução ou não) que é completamente estranha, com trechos que precisam ser relidos diversas e diversas vezes para que se possa construir razoavelmente uma ideia do que o livro quer dizer. Os pensamentos são dispostos de forma confusa o que dificulta que o leitor consiga “imergir” no livro e em seus acontecimentos.

O livro também oferece uma incrível variedade de personagens mal desenvolvidos e com características concretamente forçadas e impelidas ‘goela a baixo’, chegando ao ponto de muitas vezes se tornar impossível acreditar nas posturas de tais personagens, como se eles estivessem sendo obrigados a agir daquela forma mecânica e sem personalidade.

A quantidade de mistérios no livro é grande, além dos recorrentes assassinatos ainda é possível fazer os pensamentos vagarem pelos mistérios de uma garota que “brilha” e do caso da mãe de um dos protagonistas e sua conexão com as mortes na cidade, contudo, ao contrário do que se espera, essa quantidade de mistérios não faz bem ao livro, elas impedem que o leitor consiga se concentrar em resolver os pontos que realmente importam, além de deixar o livro com um abarrotado de outras informações (que quem leu sabe que não são tão interessantes).

– É caros leitores uma laranja podre no cesto consegue apodrecer todas as demais.

Ok! Mais uma frase sem sentido que deveria vir para abrir (apesar do teor negativo da frase) as supostas partes positivas do livro, mas infelizmente elas são tão poucas e raras que ficam até difíceis de serem percebidas e evidenciadas.

Assim como a frase sugere, o incomodo permanente causado pelas presenças negativas durante todo o livro faz com que as partes “positivas” passem despercebidas. E eu poderia até ignorar as tendências estranhas dos protagonistas como o vampiro que adora mutilar-se e cortar mulheres, além de ter uma inclinação um tanto… “Estranha” em relação ao lobisomem (pois é… Realmente quebrando estereótipos de “vampiro”), mas entre essas coisas e todos os diálogos toscos e mal formulados uma coisa positiva pode ser ressaltada. A nova forma de “mitologia” exposta no livro é interessante e tem um suporte firme nas crenças já concretizadas até hoje, mas ela consegue apresentar de forma curiosa uma interpretação diferente da que estamos acostumados a ver sobre a “criação” do “vampiro”.

Outro ponto positivo é a capa, que é muito bonita.
O veredito final

Manter-se a mais de 10km de distância desse livro pode ainda não ser o suficiente. Para os fãs de terror e suspense o livro vai gerar apenas decepção por oferecer muito pouco, ou quase nada, dos dois elementos. Para os fãs de romance o livro segue a mesma linha, oferecendo pouco romance, e quando este aparece já é muito perto do fim do livro. O único gênero que se pode dizer que predomina no livro é o mistério, mas, ainda assim, não é um mistério bem firmado, sendo lotado de histórias paralelas que dificultam um enquadramento preciso do livro.

Simplesmente não recomendo esse livro para qualquer pessoa que tenha a intenção de ter uma leitura agradável. Contudo, se o objetivo é um livro com uma capa bonita para enfeitar a estante esse livro atende a essa função.

Confira resenhas de outros livros no meu Blog ;)

site: https://livrorando.wordpress.com/
dkmartins 07/03/2016minha estante
Pelo visto é tão ruim quanto a série, rs.




Carla 18/04/2014

Assassinatos Brutais na "pacata" Hemlock Grove
"Curiosidade mórbida,
Detalhes do dia seguinte. Brooke Bluebell, uma garota de Penrose, a cidade próxima, havia sido encontrada. Quer dizer, a maior parte da garota chamada Brooke Bluebell. Ferimentos subcutâneos e marcas de mordida em consequência do ataque de algum animal selvagem, mas o legista não pôde determinar de que tipo – coiote, urso, puma. Não havia suspeita de assassinato, mas o boato era que não se podia confiar nisso. Estupro, seita satânica ou outra coisa parecida etc."

Como sou fã de carteirinha das histórias de terror, eu não poderia deixar de ler este livro que deu origem ao seriado, também titulado de Hemlock Grove. Confesso que fiquei louca quando este exemplar chegou às minhas mãos, pois eu já havia me "encantado" ao assistir 7 episódios da primeira temporada. A história é fascinante e cada personagem ricamente construído, com personalidades fortes e marcantes. O ambiente narrado condiz com o ar de suspense e mistério que envolve a cidade de Hemlock Grove e sem dúvida Brian McGreevy - na minha opinião - chegou bem perto da "perfeição".

Hemlock Grove...

Em uma noite de lua cheia, uma estudante é brutalmente assassinada por algo que não parece ser um humano, e a pequena e pacata cidade de Hemlock Grove - situada na Pensilvânia - passa a investigar o que seria o início de uma série de mortes violentas e sem nenhuma ligação aparente... A história gira em torno da poderosa família Godfrey (Roman (Upir (Vampiro)), Shelley (Irmã de Roman, ela é totalmente diferente dos seres humanos), Sra. Godfrey (viúva e tem um caso com o cunhado) e de Peter (lobisomem cigano)... O autor apresenta ao leitor, um ambiente cheio de mistérios, intrigas familiares, traições, criaturas surreais e muito mais... Pra quem gosta do tema, vale a pena conferir e em seguida assista o seriado que levou o mesmo nome do livro e que é bem fiel ao texto narrado.

Apenas... 3 Estrelas!

Bom, eu só consegui chegar em três estrelas por alguns motivos, entre eles: em vários momentos do livro eu achei que alguns trechos ficaram confusos e eu só não me perdi, porque eu havia visto alguns episódios do seriado antes de dar início a leitura. Mas você vai me perguntar se esse foi o único motivo, e eu responderei: "Não, a pior parte ficou para o desfecho, que achei totalmente ridículo (não consegui digerir direito) e muita coisa deixou de ser revelada". Foi aí que o autor pecou, e feio!... Pra mim foi uma decepção, porque a história tinha tudo pra ser algo grandioso, e que acabou se perdendo... Espero que isso seja resolvido no seriado, mas do jeito que a "carruagem" anda, duvido muito, até porque ela está sendo bem fiel ao livro.

Conclusão...

Vale a pena ler, com certeza! E não perca a oportunidade de conhecer o seriado, este ano será lançada a segunda temporada.... Apesar dos pesares, é uma grande obra, mesmo com suas falhas.
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Otávio 10/09/2014

RESENHA HEMLOCK GROVE - 2 ESTRELAS
“Hemlock Grove” começa com a trágica morte de Brooke Blueball, que havia sido estraçalhado por algum tipo de animal, e com a chegada de Peter Rumaneck à cidade (que após confessar à Christina Wendall que era um lobisomem, torna-se suspeito número um não só do assassinato da Brooke, como de todos os outros que viriam a seguir).
Toda a história do livro gira em torno de tentar descobrir o que, ou melhor, quem estaria cometendo estes assassinatos (não, não é o Peter), mas entre o primeiro assassinato e a descoberta, acontece muita coisa mesmo, algumas que permanecem estão confusas em minha cabeça.
Vamos por partes.
Após a chegada de Peter (e sua mãe Lynda) à cidade, a primeira pessoa que este tem contato é a supracitada Christina, uma garota super-curiosa que almeja ser uma grande escritora um dia e sai espalhando na cidade inteira que Peter era o assassino (uma tremenda de uma mentira, mas me deixem continuar).
Quem vem se tornar o primeiro “amigo” de Peter é o hipnotizante Roman Godfrey, que é filho de Olivia Godfrey e são da família mais influente de toda Hemlock Grove, onde possuem um instituto de pesquisas biomédicas (a majestosa “Torre Branca”) que trabalham com experiências a la Frankenstein. É o Roman que ajudará Peter a encontrar o verdadeiro assassino. Ah, quase ia me esquecendo, o Roman é um upir que seria uma espécie dracônica do vampiro e tem a capacidade de hipnotizar as pessoas.
Nesse meio-tempo aparecem também: Shelley Godfrey, a misteriosa irmã de Roman (vai levar um tempo até que você entenda por completo o que é ela); Letha Godfrey, prima de Roman (ela vai engravidar “misteriosamente”, é o que eu posso dizer); Dra. Chasseur, (uma especialista em vida selvagem (#sqn) que vai investigar o que está causando as mortes); Enfim, é MUITA gente, o que me faz questionar: Pra quê personagens que não foram aproveitados? Alguém pode me explicar?
Eu li o livro em pouco tempo, porém foi bem difícil. A leitura não é muito agradável, a narrativa é bem lenta e quase que incompreensível (sim, eu verifiquei se era somente eu que pensava desta forma, mas muita gente achou isso também), tive que reler o mesmo trecho várias vezes para poder compreender melhor.
Dá para perceber que o autor fez muitas pesquisas e embasou muito seu texto, para dar todo um conteúdo à sua mitologia, o que está de parabéns, mas em vários momentos do livros (principalmente nos últimos capítulos) você fica meio WTF? Com tudo, não só são os personagens que sobram nesse livro, muita estória está sobrando aí também, viu?
Eu conheci Hemlock Grove através da série homônima da Netflix, que embora possuísse um ótimo elenco e um tom de mistério na medida certa, tem um “quê” de tédio muito grande.
Meu comentário final para este livro vai ser: “Tanto eu gostei, como também odiei este livro. Não posso negar este fato”.


site: http://www.bookolicos.com/2014/09/hemlock-grove.html
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