Antes da Forca

Antes da Forca Joe Abercrombie




Resenhas - Antes da Forca


24 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Amanda 19/02/2018

“Isso é guerra. A única honra é vencer”.
É muito difícil para um autor, especialmente para um autor tão novo, conseguir manter o padrão elevado em uma continuação. O que geralmente acontece é uma introdução grandiosa que não se sustenta ou uma introdução rasa que se salva por uma evolução de escrita. Bom, nenhum dos dois casos se aplica a Joe Abercrombie e, após um primeiro livro audacioso, ele nos entrega uma sequência ainda melhor para a trilogia A Primeira Lei.

Após os eventos de O Poder da Espada em que acreditávamos que os três personagens principais da trama, Jezal dan Luthar, Sand dan Glokta e Logen Nove Dedos, acabaram conectados na mesma história (eu esperava, pelo menos), eis que os caminhos tomam rumos bem diferentes e Luthar se vê arrastado em uma jornada épica com o mago Bayaz e seu aprendiz Quai, Ferro e o nórdico Logen, nenhum deles com muita vontade de ir ou certeza do que está fazendo. Enquanto isso, Glokta é enviado a Dagoska para uma investigação complicada.

Novamente devo dizer que Glokta rouba a cena do livro com seu humor ácido e instinto aguçado para mentiras. O superior da Inquisição em Dagoska desapareceu, levando Glokta a assumir o posto e investigar o que aconteceu com seu predecessor. Porém os problemas da cidade parecem infinitos e os gurkenses (inimigos de Ferro lá no primeiro livro) estão ameaçando tomar a cidade.

Os pontos de vista que envolvem a situação de Dagoska são os mais movimentados e interessantes não só pelo charme do inquisidor (risos), mas pela própria tensão que o autor soube criar e explorar. Guerras são sempre empolgantes, não é? A forma engenhosa e realista com que os acontecimentos são descritos é impecável.

Por outro lado, temos o estranho bando de Bayaz em busca da Semente. Paira a dúvida do quê exatamente é isso que estão procurando por um bom trecho do livro e toda a viagem até a borda do mundo é bem arrastada, com um ou outro ponto de conflito e nada mais. A típica jornada, amadurecimento dos personagens, dúvidas etc. Nada muito novo aqui, mas esse plot ainda rende alguns bons momentos, especialmente com Logen.

Bayaz, inclusive, me parece um tipo de mago bem diferente dos que encontramos na fantasia clássica. Nada de chapéu pontudo e ar paternal, mas sim um tipo muito mais humano e real. O Primeiro dos Magos ganha muito mais destaque neste segundo livro, bem como Ferro que rende boas risadas com seu jeito selvagem. Aliás, e que participação. É delicioso acompanhar a trajetória dela, que passou de alguns breves trechos no primeiro livro para uma enorme participação. Se antes ela já roubava a cena, agora ela praticamente pula do livro a cada menção. Excelente personagem feminina.

Todos os pontos da narrativa evoluem. Escrita, ritmo, construção dos personagens, diálogos, ação, tudo foi muito bem pensado e feito. Digno de um livro de desenvolvimento, tudo é caótico. Para todos os lados onde se olha há problemas e a situação é no mínimo irônica. Catastrófica. É aquele rir para não chorar.

Tudo indica um final magistral para a trilogia, se o autor conseguir resolver todos os problemas propostos e seguir costurando sua história como vem fazendo.

"As melhores lições nós mesmos nos damos."
comentários(0)comente



Thi_Rock 02/03/2017

Grandes homens tem grandes defeitos
"Alguns ferimentos demoram a se curar, outros jamais se curam. Eu sei."
Acabei o segundo livro da Trilogia a segunda lei, depois de 496 páginas estou aqui, de volta a lama... Todos um dia irão retornar a ela e como eu queria que esse dia fosse lutando ao lado de grande guerreiros do norte mais distante como Rud três árvores, Cachorrão, Barca negra e Hardling o sinistro.
Em antes da forca vemos a antiga trupe de Logen nove dedos em busca de vingança contra Bethod, que está em guerra contra a união.
West se dá mal com o príncipe Ladisla e vê toda uma tropa ser massacrada por conta do ego de um homem mimado.
Enquanto isso o primeiro dos magos está em uma incursão em busca dá semente, estão indo busca-la lá na borda do mundo, mas seu grupo não é nada unido composto por Logen o nove sangrento, Ferro que é a mulher mais introspectiva do mundo, Quai o jovem aprendiz, Jezal um a mofadinha dá união que se tornou na jornada um homem e o navegador.
Um dos capítulos mais fodas do livro se chama CICATRIZES, onde os personagens citados estão em uma roda no fim do mundo e começam falar sobre suas cicatrizes, é doentio, é emocionante e quase tangível se não áspero o que eles já passaram.
Mas por último e não menos importante o Imperador Sand don Glockta, puta que pariu como eu o desprezo e mesmo assim como eu o admiro um ser tão doentio e sagaz como ele.
Defendendo Dagoska dos gurkenses Glockta segurou o cerco por meses matando e empilhando centenas nórdicos.
Esse segundo livro dá trilogia a primeira lei foi muito bom, gostei como os personagens se desenvolveram, e estou ansioso para ver o desfecho no terceiro e último livro.
"Grandes homens tem grandes defeitos."

site: https://desacocheioemauhumor.blog/
comentários(0)comente



GETTUB 19/10/2016

Emocionante
ANTES DA FORCA é o segundo livro da trilogia A PRIMEIRA LEI, sequência de O PODER DA ESPADA, que resenhei há algum tempo aqui no blog. Gostei tanto do primeiro que resolvi ler o segundo (quem não leu a resenha do primeiro pode ler clicando aqui).

Uma das interrogações sobre essa continuação era se o autor iria conseguir manter os personagens que, para mim, ainda não tinham como ser classificados entre vilões e mocinhos. E o ABERCROMBIE conseguiu fazer isso com alguns deles, sim. Já outros, tiveram seus lados definidos e você vai ter a quem amar e odiar.

Alguns personagens passam por mudanças, graças às experiências vividas nas tramas que se desenvolvem ao decorrer desse segundo livro, como o arrogante Jezal, que, ao sair em viagem com companhias que ele detesta, terá que se adaptar, ou tentar, até chegar ao seu destino final: a borda do Mundo. Nessa jornada por terras estranhas e isoladas, muitos segredos vão sendo revelados a cada dia, principalmente sobre Bayas, o Primeiro dos Magos, o que acaba deixando várias dúvidas sobre ele e sobre acontecimentos passados no Tempo Antigo.

O humor ácido do autor virou sua marca registrada, ao menos nessa trilogia, o que torna a leitura agradável. Eu me peguei dando boas risadas enquanto os homens nomeados do norte e antigos companheiros de Logen se irritavam e ''soltavam o verbo'', o que pra eles é normal e rotineiro, já que vivem como selvagens e não ligam muito para os bons modos.

Preciso dizer que, sim, tem partes do livro que são arrastadas, o que me fez demorar um pouco mais em alguns capítulos, e isso pode ser relevante para algumas pessoas que não tenham muita paciência, mas compensa continuar e esperar pelos próximos. As partes das batalhas são eletrizantes demais, e quando começam, você não quer mais parar de ler, ainda mais que são muitas batalhas acontecendo ao mesmo tempo.

Seguindo a linha do primeiro livro, as intrigas, traições e assassinatos por interesses maiores continuam, e para isso contamos com nosso inquisidor, Glokta, que vai até outra cidade para investigar o assassinato de um outro inquisidor e, de quebra, enfrentar inimigos, que estão prestes a atacar e tomar a cidade. Nesse segundo livro, Glokta tem até momentos de bondade, o que não o torna melhor em nada, já que continua torturando e tramando contra quem ousar cruzar seu caminho. Ainda assim, ele consegue ser um dos meu personagens favoritos.

O fracasso de algo grandioso nunca é uma questão simples, mas onde há o sucesso e a glória também deve haver o infortúnio e a vergonha. A inveja chega sorrateira onde há o triunfo. A cobiça e o orgulho levam pouco a pouco a disputas, depois a rixas, e em seguida a guerras.

O final me surpreendeu. O autor vai e faz tudo ao contrário do que você fica esperando no decorrer do livro. Se você quer um livro com desfechos óbvios, este não será ele. JOE ABERCROMBIE é ótimo em surpreender. O livro tá super recomendado.

Preciso dizer que estou amando, amando acompanhar esta trilogia e, mais uma vez, não vejo a hora de ler o próximo e último livro.

RESENHA ESCRITA PELA GABRIELLA, DO GETTUB

site: http://www.gettub.com.br/2016/09/antes-da-forca.html
Kevenon 07/02/2017minha estante
undefined




Jean 11/07/2016

Ainda estou vivo, e estou melhor.
O livro as vezes é "enrolado", há a impressão da história não andar, mas os personagens carismáticos compensam este fator, momentos "ri alto" eram frequentes.
A evolução de todos os personagens que são narrados é clara.
É muito melhor ler os capítulos de Glokta neste livro, Jesal melhora muito e 9 dedos continua sendo o personagem mais legal, junto com Cachorrão.
Quem gostou do 1º vai gostar do 2º, apesar de ter o mesmo defeito que é o inicio lento.
comentários(0)comente



Phelipe.Pompilio 14/06/2016

Resenha feita para o blog Bravura Literária.
Na sequência de O Poder da Espada, somos presenteados com uma história muito mais envolvente que a anterior.

Sand dan Glokta é enviado para Dagoska como o novo Superior da Inquisição, com a missão de descobrir o que aconteceu com seu antecessor, que desapareceu sem deixar nenhum vestígio. Além disso, Glokta ainda precisa enfrentar o conselho de Dagoska e impedir que os gurkenses tomem a cidade. Lembrando que tudo o que ele fizer terá que ser comunicado por escrito ao Arquileitor Sult.

Um pouco mais acima no mapa, lá no norte, o major West tem a difícil tarefa de proteger o príncipe Ladisla, que marchou junto do exército da União para impedir os avanços de Bethod e retomar o norte. Em sua jornada, West esbarra com um grupo de nórdicos que serão de extrema ajuda no decorrer da trama.

Enquanto isso, Bayaz e seu estranho grupo viajam para a Borda do Mundo em busca da Semente.

O Conselho Fechado de Dagoska: Haddish Kahdia, Carlot dan Eider, Sand dan Vurms, Korsten dan Vurms, General Vissbruck.
Um dos pontos mais fortes do segundo volume da trilogia é o desenvolvimento dos personagens e a introdução e maior participação de alguns que não foram muito explorados no primeiro livro, que é o caso de Collem West, Cachorrão, Rudd Três Árvores, Sinistro, Tul Duru e Barca Negra. A introdução e maior participação desses personagens dá uma bela guinada na trama. Fiquem atentos em Collem West!

O grupo de Bayaz, que possui uma gama diferenciada de personagens, é onde podemos notar um maior desenvolvimento. Jezal, após um acontecimento, começa a enxergar as coisas com outros olhos e muda (muito) a sua personalidade, o que o ajuda a criar uma conexão com os outros membros do grupo. Ferro também vai se desenvolvendo no decorrer da trama, mostrando um lado seu que não é muito comum. Malacus Quai se torna um personagem muito enigmático e curioso. Já o irmão Pé Comprido... Esse cara é um pé no saco! O grupo vai criando uma conexão mais forte e afetiva aos poucos. Os capítulos da viagem até a Borda do Mundo me renderam boas risadas, principalmente por conta de Nove Dedos.

"— Chega uma hora em que a gente precisa se prender a alguma coisa, não é? A confiança é assim, cedo ou tarde você simplesmente precisa confiar, sem ter motivos."
Nove Dedos é o personagem mais intrigante de todos, e fica mais ainda depois que descobrimos coisas do seu passado. É meu personagem favorito, mas não por causa das aparições repentinas do Nove Sangrento. Gosto muito da personalidade do Nove Dedos e das "experiências" que ele compartilha com Jezal.

Glokta continua implacável com seu humor negro. Irônico que só ele, Glokta faz piadas com sua deficiência e esbanja uma excelente maestria na hora de cumprir seus deveres. Seus práticos, Frost e Severard, aparecem pouco, dando mais espaço para as conversações entre Glokta e a prática Vitari, que guarda um belo segredo.

Em dado momento, coisas do passado começam a surgir em forma de histórias, muitas vezes contadas por Bayaz, mas também por outros personagens. Nesse segundo volume, nós descobrimos mais sobre a Primeira e Segunda Leis, sobre as guerras antigas que são citadas a todo o momento no primeiro volume e sobre a história dos antigos magos: Kanedias, Juvens, Glustrod, Khalul e alguns outros.

Como já foi dito na resenha de O Poder da Espada, Abercrombie consegue nos transportar para o mundo que criou. As descrições de construções, paisagens e até ruínas são muito bem elaboradas. Nesse livro podemos ter uma ideia de como o autor descreve as batalhas, e olha, o cara é bom! As lutas são descritas bem detalhadas e a estratégia de guerra é muito bem elaborada. Mais um dos pontos fortes.


site: www.bravuraliterariablog.blogspot.com.br
comentários(0)comente



Sofia Trindade - Fórmula do Amor 19/01/2016

Ao me deparar com "Antes da Forca" de Joe Abercrombie, segundo livro da trilogia A Primeira Lei, respirei fundo e pensei: Vamos ver o que temos aqui. O resultado foi impressionante e a leitura foi surpreendentemente agradável.
Quem acompanha o blog ou leu minha resenha sobre o primeiro livro sabe o quanto me senti incomodada com a leitura por diversos motivos. Com o segundo livro foi algo totalmente diferente e mesmo não dando cinco estrelas gostei muito do livro.

No segundo volume da trilogia vemos cenários de guerra para todos os lados. Continuamos acompanhando a vida dos três personagens principais: Glokta, Jezal e Logen, os dois últimos juntos em uma nova aventura. Podemos acompanhar também a vida de outros personagens, como: West, Ferro e os nórdicos, e amigos de Logen, Cachorrão, Três Árvores e Sinistro.

O primeiro livro da trilogia é a preparação e o anuncio de que muita coisa esta por vir. Já o segundo nos mostra o anunciado e surpreende quem não curtiu muito o primeiro volume da trama.
A escrita do autor ainda me incomoda em algumas partes, como nos detalhes e o desenvolvimento um pouco sobrecarregado, porém a adaptação com a mesma foi bem melhor e pude compreender que esse é o estilo do autor e que não é um sacrifício seguir sua forma de escrever.

O que mais me chamou a atenção na obra foi como o autor conseguiu se aprofundar mais no sentimentos dos personagens. Jezal sofreu uma transformação incrível ao ponto de deixar qualquer um em transe com aquele novo homem.
Nada é concreto nesse livro, ou seja, não podemos esperar soluções para guerras e aventuras pois somos introduzidos para mais guerras, aventuras e o pior: mistérios.

"Antes da Forca" foi realmente uma leitura agradável. Não esperava muito da obra, mas lê-la foi divertido e pude aproveitar melhor a trilogia,
Se eu tinha dúvidas de que Abercrombie poderia me conquistar agora eu tenho certeza de que ele pode, mesmo que nossa "relação" no começo não tenha dado muito certo.

site: http://formula-amor.blogspot.com.br/2016/01/resenha-antes-da-forca.html
comentários(0)comente



Will 01/01/2016

Como se fazer uma sequência
Abercrombie conseguiu. Conseguiu facilmente fazer uma sequência tão interessante e até mais que o primeiro livro. Nesta sequência ele conseguiu trabalhar muito melhor alguns personagens e evoluir a história de uma forma surpreendente.
Alguns personagens mostraram porque estão na história, como Ferro e West. Além deles, a evolução de Jezal é surpreendente, e além deles não precisa falar muito de Logen, Glokta ou Bayaz. as descrições de batalhas e o temor da guerra realmente afligem o leitor e o deixa apreensivo. Eu estou muito surpreso pela experiência dessa excelente obra que eu nem mesmo conhecia. Espero que a conclusão seja do mesmo nível deste segundo livro.
comentários(0)comente



Luiza 29/10/2015

Antes da Forca
Quando você termina de ler O Poder da Espada, você sabe que, no segundo livro, conheceremos a guerra e alguns dos mistérios que envolvem a trama criada por Abercrombie. Pois bem, Antes da Forca te surpreende, e não só nesses dois aspectos.

Há duas guerras rolando na parada: uma ao Sul e outra ao Norte, e enquanto o massacre corre solto nas duas pontas do mundo, três dos personagens que conhecemos no primeiro livro da trilogia estão em viagem com o Mago Bayaz para um lugar conhecido somente como "A Borda do Mundo", onde pegarão alguma coisa que, de alguma maneira, acabará com essa guerra (de uma maneira não muito bonita imagino eu).

A narração é feita pelo ponto de vista dos personagens que conhecemos no primeiro livro, sendo que, em alguns momentos, os capítulos trazem mais de um ponto de vista da mesma jornada.

Jezal dan Luthar (que melhorou absurdos nessa parte da história), Loguen Nove Dedos (ainda disparando como meu personagem favorito) e Ferro Malijin (que, por mais incrível que pareça, está mais simpática), estão acompanhando o Mago Bayaz em uma jornada estranha, em uma terra mais estranha ainda, a caminho de algo que nenhum dos três sabe exatamente o que é. O que eles sabem, até agora, é que, por algum motivo, ele precisa de Ferro e de Logen... E que Luthar, de alguma maneira, também é necessário.

Sand da Gloka foi mandado pelo arquileitor Sult ao Norte do Mundo, para Dagoska, com a missão (desde o início fracassada) de impedir que a cidade caia nas mãos dos Gurkenses (povo que, por sinal, foi o que transformou Glokta no aleijado que ele é hoje).

West (amigo de Glokta e treinador de Luthar), foi mandado para o Norte, para lutar na guerra contra o rei nórdico Bethold. Para seu azar, ele ficou responsável pelo regimento comandado pelo mimado e sem um pingo de tutano na cabeça príncipe herdeiro Ladisla.

site: http://www.oslivrosdebela.com/2015/06/antes-da-forca-joe-abercrombie.html
comentários(0)comente



Laís Helena 03/08/2015

Resenha do blog Sonhos, Imaginação & Fantasia
A União enfrenta a guerra em duas frentes: ao sul, Glokta deve fazer o possível e o impossível para proteger Dagoska dos gurkenses e investigar a morte de um membro da Inquisição, e ao norte, West fica encarregado de proteger o príncipe Ladisla e suas tropas de um possível ataque de Bethod. Enquanto isso, Bayaz viaja à Borda do Mundo junto de seu grupo improvável (Ferro, Jezal, Logen, Pé Comprido e Quai) a fim de conseguir a Semente, a única arma que, de acordo com ele, será capaz de vencer Khalul e seus comedores.

Com essa premissa, Antes da Forca se mostrou um livro muito melhor que seu antecessor. A trama, cheia de mistérios, intrigas, traições e perigos, está muito interessante e faz as páginas se virarem sozinhas. A narrativa está ainda melhor que a do primeiro livro, mais dinâmica mas ao mesmo tempo presenteando o leitor com todos aqueles detalhes que enchem as cenas (especialmente as de luta) de tensão.

Quanto aos personagens, estão melhor caracterizados que no livro anterior. Ferro foi melhor trabalhada, tendo um pouco de seu passado revelado, assim como Bayaz, um personagem tão importante na história cuja caracterização foi deixada em segundo plano no volume anterior; neste, conhecemos um pouco sobre o passado e as motivações do Primeiro dos Magos. Gostei bastante também do desenvolvimento de West. Glokta é um excelente personagem também, mas nenhum deles superou Logen, que foi o mais bem explorado durante todo o livro.

Entretanto, alguns personagens, como Jezal e, principalmente, Ladisla, são um tanto estereotipados. No caso de Jezal, há um desenvolvimento no personagem (o que não acontece com Ladisla), mas devido ao fato de ele ser o típico nobre jovem e mimado, ficou claro como ele seria explorado a partir de determinado momento. Quanto ao Ladisla, apesar de ele ter proporcionado uma das maiores surpresas do livro, sua caracterização deixou muito a desejar.

A caracterização do mundo onde a história se passa, porém, melhorou muito. A viagem de Bayaz nos leva a conhecer muito mais desse mundo e sua história, enquanto a magia foi melhor explicada, ainda que permaneça aquela sensação de que pouco se sabe sobre ela. Como no primeiro livro, não há um mapa, mas é possível se localizar por meio do contexto apresentado na trama.

O final, a exemplo do que ocorreu com o primeiro livro, não fecha a trama, reforçando a sensação que tive de que A Primeira Lei é na verdade um único volume dividido em três. Ainda assim, os mistérios e o dinamismo da trama compensam os pontos fracos, deixando um enorme gancho para o terceiro e último volume.

site: http://contosdemisterioeterror.blogspot.com.br/2015/08/resenha52.html
comentários(0)comente



Guto 09/07/2015

A jornada continua
Não tão boa quanto a do primeiro livro, mas longe de ser ruim, gostei bastante. Tive a impressão da tradução ser pior, o que talvez tenha deixado o livro a desejar com relação as minhas expectativas. Recomendo! que venha o próximo!
comentários(0)comente



Ju Zanotti 28/04/2015

Denso, ágil e brutal!
Para que um livro de Aventura/Fantasia seja considerado excelente ele precisa conduzir o leitor e informá-lo coerentemente sobre o universo a cerca do qual a história está inserida. No primeiro livro da trilogia "A Primeira Lei" fomos apresentados e perfeitamente inseridos neste universo. Em O Poder da Espada compreendemos as nuances dos jogos de poder, a política e todo o contexto da história. Já em "Antes da Forca" a história se torna mais ágil e o verdadeiro objetivo da narrativa começa a se tornar claro. Neste segundo volume acompanhamos a inteligência e as estratégias dos personagens, a narrativa nos apresenta o início da jornada dos heróis e em momento algum somos deixados à deriva, isso faz brotar aquele sorriso de esperteza que é tão característico na fantasia, principalmente quando nos identificamos com cada um dos personagens. Antes da Forca é brilhante sem a pretensão de ser.

Apesar disso a história é bastante cansativa no início, ganhando fôlego e propósito lá pela página 160. Acredito que esse foi um dos fatores que mais me fizeram enrolar, além do fato de que eu ainda não me livrei do meu bloqueio para histórias do gênero. O que me fez persistir na leitura foi o visível talento do autor em desenvolver seus personagens. O crescimento de cada um deles é visível a cada passagem e isso é de longe a melhor parte do livro mesmo levando em consideração a alta qualidade desta história. Esta narrativa não refere-se apenas a guerra, mas também aborda algumas mudanças que as relações humanas e as adversidades causam na vida de cada um. Me sinto na obrigação de aplaudir Abercrombie de pé diante de sua incrível capacidade de criar personagens tão humanos.

"Devemos perdoar nossos inimigos, mas não antes de serem enforcados."

A narrativa em terceira pessoa acompanha vários pontos de vistas e diferentes frentes de "batalha". Isso nos ajuda a ter uma maior percepção do que acontece em todo o entorno do universo criado pelo autor. A grande variedade de personagens e suas diversificadas personalidades torna a narrativa abrangente, faz com que compreendamos diferentes olhares para as mesma situações. E o mais interessante é que Abercrombie não se perde, sua narrativa linear conduz o leitor, e como já disse não nos deixa a deriva. A lógica contida na história é perceptível e clara, o autor não utiliza de um vocabulário rebuscado, o que ajuda ainda mais na absorção de todo o contexto. E mesmo ressaltando a densidade e parcimônia da narrativa ainda assim é uma história que não deve ser abandonada ou relegada.

Como é comum ao gênero o autor é bastante descritivo, o que não é ruim já que este recurso se torna necessário para a melhor compreensão e absorção do leitor quanto ao universo da narrativa. Porém, notei que este é um ponto falho do autor, ele se delonga demais e muitas vezes me dispersei de suas descrições durante a leitura. Isso não chega a prejudicar a história, mas poderia ser melhor trabalhado futuramente. Na verdade diante do brilhantismo desta obra isto se torna uma agulha no palheiro.

A a diagramação foi bem trabalhada e apesar da fonte pequena e da simplicidade da edição eu gostei bastante do meu exemplar. A capa é uma das mais bonitas que já vi e representa a história perfeitamente. Enfim, Antes da Forca foi uma leitura, densa, difícil mas bastante interessante. Apesar de se estender no início ela acaba por se tornar ágil e prender o leitor em alguma parte de toda a jornada. A Editora Arqueiro está de parabéns e precisa continuar a publicar mais e mais livros do gênero.

Melhores Quotes:

" - Eu imaginaria que sua dor lhe desse empatia.- Empatia? O que é isso? - questionou Glokta e estremeceu ao coçar a perna dolorida. - É um fato lamentável, mas a dor só nos faz sentir pena de nós mesmos."

" - Para mim, não ter medo é ostentação de idiotas. Os únicos homens sem medo são os mortos, ou talvez os que vão morrer. O medo ensina a ter cautela e respeitar o inimigo e a evitar se exceder por raiva. Todas essas coisas tem seu uso, acredite. Todo homem que vale alguma coisa tem medo. O que importa é o uso que você faz dele."

" - Qualquer um pode enfrentar a facilidade e o sucesso com confiança. É o modo como enfrentamos os problemas e os infortúnios que nos define. A autopiedade anda junto com o egoísmo, e não há nada mais deplorável num líder. O egoísmo pertence às crianças e aos idiotas."
comentários(0)comente



ricardo_22 04/04/2015

Resenha para o blog Over Shock
Antes da Forca, Joe Abercrombie, tradução de Alves Calado, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2014, 496 páginas.

Apesar de O Poder da Espada não ser um livro ruim, algumas situações que incomodaram anteriormente me obrigaram a postergar a leitura de sua continuação, Antes da Forca. Algumas vezes por ter outras prioridades, outras apenas por receio de encontrar uma leitura cansativa. Hoje, mais de nove meses depois de ter o livro em mãos, posso dizer que não deveria ter enrolado por tanto tempo.

É bem verdade que o segundo livro de Joe Abercrombie não foi a leitura mais rápida dos últimos tempos, contudo foi possível se surpreender com um enredo mais convincente, cenas memoráveis e algumas explicações fundamentais para o entendimento deste universo. Ainda que também demore a mostrar ao que veio, quando isso acontece o envolvimento é quase imediato.

Dividido em duas partes, Antes da Forca começa já mostrando como os diversos núcleos narrativos estão formados e se preparando para as novas aventuras. Se em alguns núcleos o início chega a ser monótono, em outros isso definitivamente não acontece, como no caso de Sand dan Glokta.

Ao deixar claro desde o início o que esperar dessa personagem, o autor instiga uma relação mais próxima e por isso passei a contar as páginas para que Glokta voltasse a ser o centro das atenções. A certeza de que seus capítulos reservam sempre algo que ressalta a qualidade dessa personagem era apenas mais um motivo para considerá-lo excepcional. Uma personagem como poucas.

Enquanto isso, nos demais núcleos, são apresentadas batalhas sangrentas, elaboração de planos e revelações que começam a dar uma característica própria à trilogia A Primeira Lei. A união de personagens como Logen, Jezal, Ferro e Bayaz apenas engrandece as cenas protagonizadas por eles, afinal são fundamentais para o já citado entendimento. Sendo Bayaz, o Primeiro dos Magos, o grande responsável pelas explicações, fica fácil se sentir parte do grupo e ter o desejo de ir além das páginas do livro.

site: http://www.overshockblog.com.br/2015/04/resenha-318-antes-da-forca.html
Isa Gama 24/07/2016minha estante
Eu comecei o segundo livro hoje, e o Glokta era o meu personagem mais querido no primeiro, e acredito que continuará assim neste segundo. Adoro o jeito irônico dele, se não fosse por ele, não sei se teria terminado o primeiro livro...




Lucas 18/03/2015

Se tem uma coisa que amo numa série é a oportunidade de reencontrar seus personagens favoritos e ver o quanto agora eles parecem familiares, amigos de longa data. Pois é...Este é o meu sentimento ao rever o grupo amistoso formado por Cachorrão, Três Árvores e cia, de longe para mim o melhor núcleo do livro.

Dando continuidade ao épico “O Poder da Espada”, “Antes da Forca” vem com força total e supera o seu antecessor. Aqui encontramos um livro muito mais dinâmico e ardiloso, o autor se encontra bem mais sagaz e é preciso de um coração de ferro para aguentar todas as cenas e um bom estômago também.

Já tinha este livro aqui guardado algum tempo, porém resolvi aguardar o lançamento do último livro da trilogia para então dar continuidade a instigante história criada por Abercrombie. Bayaz, O Primeiro dos Magos, continua liderando um desconfiado grupo em busca de encontrar a Semente, mas a desconfiança dos integrantes não é à toa, Bayaz é um homem soturno que sempre sabe mais do que fala. Você confiaria a sua vida a um homem assim?

No norte, vemos como está saindo o major West na missão de liderar uma luta contra os soldados de Bethod, além de ter que proteger a vida do mimado Príncipe Lasdila. No ponto oposto, acompanhamos o cruel Glokta que foi mandado para comandar Dagoska e descobrir o que aconteceu com o último inquisidor da cidade. Glokta é o personagem mais repugnante da trama, mas suas cenas, sem dúvida, são as mais carregadas de drama.

Eu me pego pensando na genialidade do autor em ter conseguido criar uma obra tão densa, mas tão bem minuciosamente detalhada e fiquem calmos: não é um detalhado que cansa, parece que tudo que ele escreve é importante para o entendimento da história. E acredito que seja, ao menos, é impossível não se sentir parte integrante em um desses grupos ou de todos eles.

A Editora Arqueiro resolveu mudar as capas dos livros. É bem verdade que o meu primeiro está com a antiga capa, mas não posso negar que as novas são muito mais bonitas e mais atraentes e ponto para a revisão que continua brilhante.

Antes de finalizar a resenha, gostaria de ressaltar algo que me chamou atenção logo no primeiro capítulo do livro: a forma como o autor retratou a morte. Uma bela lição de moral para quem se acha superior aos demais seres humanos.

site: http://livrosecontos.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Vagner 09/03/2015

Desbravando Antes da Forca
Dando continuação à trilogia escrita por Joe Abercrombie, dessa vez fui presenteado com um livro bem mais dinâmico, repleto (!) de referências ao passado e com um excelente desenvolvimento de grande parte dos personagens principais. Antes da Forca é muito melhor que O Poder da Espada, só para antecipar a vocês.

West encontra-se no Norte, protegendo o príncipe Ladisla de uma iminente batalha com os nórdicos de Bethod. Glokta foi para Dagoska investigar o desaparecimento do antigo superior e tentará segurar o avanço inevitável dos gurkhenses, loucos para retomar a sua cidade. Já Bayaz está viajando para a Borda do Mundo com o seu grupo (Logen, Ferro, Pé Comprido, Quai e Jezal). Isso é o que dá para resumir do final do livro anterior, como apresentado na sinopse.

Como de praxe, o humor de Glokta está presente novamente. Os capítulos dele são terrivelmente hilários, sempre com aquela reclamação constante da dor nas pernas enquanto tortura implacavelmente os inimigos da Inquisição. Só que dessa vez Glokta está em perigo constante, já que Dagoska não é uma cidade conhecida por manter seus superiores com cabeça.

"Já deveria saber. Só os amigos ficam para trás. Os inimigos estão sempre nos calcanhares da gente."

O mais interessante desse livro é que as menções ao passado são bem constantes, não só por parte de Bayaz, mas também por vários dos outros personagens da trama. Conhecemos mais sobre as Primeira e Segunda Leis (Jamais tocar o outro lado e jamais comer a carne de um humano, respectivamente), as guerras de antigamente são explicadas, principalmente aquelas entre os magos Juvens, Kanedias, Gustrod, Khalul e cia. É legal saber dessas coisas, faz diferença num livro, já que todo o aspecto histórico sempre é importante para dar uma boa sustentação à narrativa, até mesmo a certas atitudes de alguns personagens.

Mas nada supera Logen Nove Dedos. Ou poderíamos simplesmente fazer referência ao Nove Sangrento? Para mim é o melhor personagem dessa trilogia até agora, um homem simples e nascido para lutar, ainda mais por contar com as suas "habilidades especiais", digamos assim. Saber como tudo começou para O Nove Sangrento é intrigante, as bobagens que ele fez e também o seu modo de tentar reparar as coisas. Somente uma coisa ficou em aberto e eu quero muito descobrir no próximo livro: o porquê de sua rixa com Bethod.

"– Para mim, não ter medo é ostentação de idiotas. Os únicos homens sem medo são os mortos, ou talvez os que vão morrer logo. O medo ensina a ter cautela e respeitar o inimigo e a evitar se exceder por raiva. Todas essas coisas têm seu uso, acredite. O medo pode mantê-lo vivo, e isso é o melhor que qualquer um pode esperar numa luta. Todo homem que vale alguma coisa tem medo. O que importa é o uso que você faz dele."

Vale ressaltar também que o grupo de Bayaz começa a criar uma conexão mais forte, já que viajar para o outro lado do mundo e simplesmente não dar bola para os outros seria algo meio difícil. Até Ferro, com todo o seu palavrado e aversão aos outros, parece estar mudando (um pouco) o seu temperamento e passa a interagir com os demais. Às vezes de um modo diferente. rsrs

E ainda por cima até o Jezal passa a ser menos mala (por incrível que pareça), mas isso só depois de um acontecimento bem impactante para a sua vida... Leia e descubra. ;)

Mas a melhor coisa nas obras de Joe Abercrombie é a semelhança que podemos traçar com a realidade. Parece que está tudo ali, acontecendo na sua frente. Se alguém tiver que ter um membro amputado, assim o terá. Se você precisar de uma descrição de alguém agonizando, pedindo para morrer o quanto antes, assim você terá. É tudo próximo da realidade, e não sei vocês, mas para mim é isso que eu procuro em uma obra. Quero me sentir no meio da narrativa, sofrendo com os personagens, vibrando com suas vitórias, lutando ao lado dos guerreiros!!

"Nossa perdição se aproxima e todo mundo percebe isso. Coisa estranha, a morte. De longe você pode rir dela, mas, à medida que chega perto, ela parece cada vez pior. Quando está suficientemente perto para ser tocada, ninguém ri."

Por fim, tudo parece estar convergindo para um final bem épico, digno daquelas grandes trilogias. Antes da Forca, assim como seu antecessor, O Poder da Espada, é uma "preparação" para o volume seguinte, deixando o terreno pronto para que algo maior aconteça. Estou com ótimas expectativas para O Duelo dos Reis e espero que elas se confirmem muito em breve.

site: http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2015/03/resenha-antes-da-forca-joe-abercrombie.html
comentários(0)comente



Marlei 26/01/2015

Resenha: "Antes da forca" (Joe Abercrombie)
Por Sheila: Olá pessoas como vocês estão? Eu estava muito ansiosa pela chegada deste livro, que faz parte da série "A Primeira Lei". O primeiro livro, intitulado "O poder da espada" já foi resenhado - por mim! - no blog, e você pode acessar a resenha aqui.

Esse foi um livro que, a princípio, não havia atraído minha atenção; inclusive, havia passado outras leituras na frente, já que a sinopse não havia me atraído. Bárbaros? Lutas épicas? Torturadores? Sangue (muito sangue)? Eu estava passando.

Logo, foi uma agradável surpresa ver que Joe Abercrombie conseguia juntar todos estes elementos com uma maestria tal, que não desgrudei os olhos das páginas do livro até terminá-lo. E é aí que começa o sofrimento: quando virá a continuação? Será que continuará tão envolvente quanto o primeiro livro?

Nem sempre estas respostas são afirmativas, principalmente pela ansiedade pela qual esperamos a continuação. Ok, vocês querem saber se a continuação ficou dentro das minhas expectativas ou não? Vão ter que ler toda a resenha ...

Fazendo então um breve retrospecto sobre como acabou "O poder da espada" (spoilers!). Deixamos um grupo improvável de viajantes - O Primeiro dos magos, uma lenda entre os povos que habitavam aquela parte do mundo, seu aprendiz que tem amplos conhecimentos de história antiga, Logen Nove Dedos, um bárbaro das terras do Norte, Ferro, uma ex escrava com uma raiva demoníaca de tudo e todos, e Jezal dan Luthar, um jovem mulherengo e mimado da União que foi praticamente arrastado para esta aventura.

O que este conjunto tão díspar de personagens faz viajando juntos, é o mistério que nos é deixado ao fim de "O Poder da espada", assim como o destino do inquisidor Sand dan Glokta e a guerra contra os Gurkenses, e o coronel West na guerra contra os bárbaros do Norte.

No presente livro, vamos acompanhar essas três diferentes frentes de batalha: primeiro nosso estranho grupo em viajem para a borda do mundo, numa busca que o Primeiro dos Magos, Bayaz, resolveu empreender atrás de um artefato malígno, mas que pode ajudar na luta contra Kenedias, outro mago que tem apoiado os selvagens Gurkenses.

Ficamos sabendo mais a respeito da criação do mundo, e dos primeiros conflitos entre Juvens, mestre de Bayaz, e os irmãos, que de certa forma preciptaram os acontecimentos recentes. Acontece que há uma forma de comunicar-se com o mundo inferior, e há coisas tão diabólicas que se pode aprender com os seres do outro lado, que Juvens viu-se obrigado a criar algumas Leis.

A Primeira Lei - que foi quebrada pelo irmão mais novo de Juvens, sedento de poder, e agora por Khalul, um de seus doze Magos aprendizes - diz que proibi-se aos homens tocar o outro lado. Já a Segunda Lei, proíbe que se coma carne humana. Quando isso se da, estranhas transformações acontecem com os chamados "comedores". É isso que acompanharemos com Glokta no cerco Gurkense à Dagoska, onde ele se deparará com esse grande mal que ronda as portas da União.

- Você é uma comedora?
- Temos outros nomes, mas sim. - Ela inclinou a cabeça suavemente, o olhar jamais se afastando dos olhos dele. - Os sacerdotes me fizeram comer minha mãe primeiro (...)
- Por que vocês comem?
- Porque o passaro come o verme. Porque a arana come a mosca. Porque Khalul deseja e nós somos os filhos do Profeta. Juvens foi traíd e Khalul jurou vingança, mas estava sozinho contra muitos. Por isso fez seu grande sacriício e violou a Segunda Lei, e os justos se juntaram a ele, mais e mais com o passar dos anos. Alguns se juntaram por livre vontade. Outros não. Mas nenhum o rejeitou. Agora meus irmãs são muitos, e cada um de nós deve fazer o sacrifício.

Ao mesmo tempo, seremos informados em outros capítulos - as três histórias centrais são narradas em capítulos paralelos - como a União vem se saindo no enfrentamento aos bárbaros do Norte. Apesar de uma recente e inesperada adição aos homens do Rei, quando Três árvores, chefe do antigo bando de Logen Nove Dedos, decide se unir aos soldados da União, não está fácil ao coronel West manter a ordem de seu pelotão e a segurança do Príncipe, que insiste em ignorar seus conselhos.

Acontece que a ele coube ficar junto ao príncipe Ladisla, mandado ao campo de batalha como uma forma de ganhar algum status com o povo, não para que verdadeiramente lutasse, dado seu despreparo e sua imaturidade para assumir tal posição. Mas a sorte não estava ao seu lado, e é justamente o pelotão de Ladisla que é primeiramente atacado.

Ou seja os inimigos são muitos: ao grupo que viaja, a própria estrada por onde caminham guarda armadilhas mortais, e inimigos impiedosos. Ao sul, há os Gurkenses, comedores de carne humana que vem se multiplicando e espalhando com velocidade espantosa. Ao Norte, os bárbaros, que parecem também ter forjado alianças escusas com seres com poderes sobrenaturais.

Apesar disso já podemos entender um pouco mais sobre a escolha de Bayaz por seus acompanhantes na longa jornada que empreende até a borda do mundo - apesar de que a escolha por Luthar ainda permanece um mistério não explorado.

O livro segue o mesmo ritmo intenso do primeiro, onde as páginas praticamente se viram sozinhas. O mundo criado por Joe Abercombrie é tão complexo e rico, que é quase impossível sintetizar todas as minucías das historias que culminaram nos atuais conflitos entre os diferentes reinos. Fora que ainda há muitos mistérios sem solução, palavras não ditas, traições e alianças não desvendadas.

Além disso, todos os personagens são muito bem elaborados, profundos, e parece que nenhuma das palavras do autor é desnecessária, mas que todas terão um sentido para a trama posteriormente. Ou seja, eu AMEI o livro, estou super empolgada com a história, e muito mais ansiosa pela continuação.
Vale também destacar a capa e o trabalho muito bem feito pela Editora Arqueiro, o papel é daquele amarelinho, que deixa a leitura muito mais agradável.
Recomendadíssimo! Abraços e até a proxima!


site: http://www.dear-book.net/2015/01/resenha-antes-da-forca-joe-abercrombie.html
comentários(0)comente



24 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2