Cidades de Papel

Cidades de Papel John Green




Resenhas - Cidades de Papel


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Raquel Moritz 04/08/2013

Um livro sensível e divertido de John Green
Em Cidades de Papel (Paper Towns, no original) conhecemos Quentin Jacobsen (também chamado de Q.), um nerd com N maiúsculo que tem amigos bem divertidos e está prestes a se formar no colégio.

Quando era pequeno, ele passava a maior parte do tempo com sua vizinha maluquinha Margo Roth Spiegelman. Quando tinham 9 anos, os dois encontraram um corpo num parque, e a curiosidade de Margo fez com que ela descobrisse quem o cara era e o que ocasionou sua morte.

Quando chegaram à adolescência, Margo virou uma garota popular e divertida no colégio, enquanto Quentin ficou totalmente na dele, com poucos amigos e nunca em evidência. Isso não o impediu de se apaixonar pela garota, e a imagem que ele tem de Margo é de uma deusa perfeita e adorável.

Até que em um cinco de maio qualquer, Margo invade o quarto dele pela janela, vestida de ninja (a cena é muito divertida) e o convoca para ajudá-la num plano de vingança contra o namorado dela. Apesar de resistir um pouco, ele se junta a Margo no meio da madrugada e cumpre uma lista de coisas que ela planejou (a garota é criativa e engraçada, não tem como não rir) e em poucas horas algo dentro de Quentin muda.

Tudo vai às mil maravilhas, a noite termina, o sol nasce e ao chegar na escola, Quentin acha que as coisas vão mudar, que ele e Margo serão melhores amigos e que ele terá como provar como ele é um cara legal, mas o que acontece é que Margo desaparece. Pelo que consta, essa já é a quarta ou quinta vez que a garota faz isso, e como agora ela já tem 18 anos, seus pais de saco cheio nem ligam mais.

Quentin não desiste de Margo tão fácil. Ele sente que ela pode ter deixado pistas e vai fuçar o quarto dela com os amigos para achar algo que diga onde ela está. O que ele encontra, no entanto, é um livro de poemas de Walt Whitman, com algumas frases de Canção de Mim Mesmo destacadas. E as frases parecem dizer algo a ele.

Quentin parte em busca de Margo e começa a descobrir coisas sobre ela, sobre ele próprio e sobre os dois, que ele nem imaginava. É uma jornada repleta de descobertas que pode ou não levá-lo até ela. Com a ajuda de seus dois amigos e da melhor amiga de Margo, Lacey, eles tentam desvendar o mistério-Margo. A imagem de deusa que ele tinha dela aos poucos se desfaz.

Cidades de Papel é bem profundo e muito sensível. Fala sobre tantas coisas e tem metáforas tão aplicáveis que a gente se pega refletindo toda vez que fecha o livro. As diferenças entre o que nós achamos das pessoas e o que elas realmente são, reflexões sobre a vida e os valores que a gente tem. Como romantizamos algumas pessoas, algumas coisas. E como elas tomam caminhos inimagináveis. A frase lá do começo do post As I took those two steps back, Margo took two equally small and quiet steps forward diz muito sobre os dois personagens, ainda que tenha sido inserida no primeiro capítulo de forma literal (é quando eles encontram o corpo).

Gostei muito da inserção do poema de Walt Whitman na história. Quem gosta de ler e adora interpretar texto vai se deliciar com a luta de Quentin em decifrar Margo através do poema.

E cara, como eu dei risada com essa história. John Green sabe escrever. Ele sempre te surpreende. Você sempre termina as leituras um pouco diferente. Assim como Quentin mudou um pouco ao ter suas cordas cruzadas com as de Margo, essas mudanças também nos atingem.

Eu adoraria explicar a razão do título ser Cidades de Papel, mas é algo que você precisa ler para entender. É tão importante ou carregado de significado quanto a culpa é das estrelas ou looking for alaska. Compreender o termo é uma coisa que faz parte da experiência de leitura.

Aliás, aqui vai uma curiosidade bacana sobre Margo. O nome Margo Roth Spiegelman foi escolhido por John Green porque 1. Contém a palavra Go no primeiro nome (e ela desaparece da cidade). 2. Roth significa vermelho (tem algumas referências a cores nessa história). 3. Spiegelman significa pessoa que faz espelhos em alemão (isso faz sentido pra quem lê, posso garantir).

Se recomendo que você leia? Claro que sim. John Green é espetacular. Se está desfrutando de tanto sucesso, é porque mereceu cada elogio.

Gostaram da resenha? Alguém aí já leu? O que achou? Comente! :)

site: http://pipocamusical.com.br/2013/07/28/resenha-livro-paper-towns-cidades-de-papel-john-green/
Ana Ira! 19/08/2013minha estante
Ameei sua resenha!
Parabéns, agora, estou mais louca para lê-lo!!!! kkkk'

bjss


Raquel Moritz 22/08/2013minha estante
Que bom que gostasse da resenha :D
Amei esse livro, Ana!
Beijinhos!


Ednan 24/08/2013minha estante
Muito boa sua resenha!
Amei muito esse livro! :D
Bjos


Hugo 07/09/2013minha estante
Quero muito ler este livro! Gostei muito da sua resenha :)


Elaine 14/09/2013minha estante
juro que não qria ler esse livro com medo de ser chato igual ana e o beijo frances. mas, vi hj, que ele está entre os mais vendidos da semana. resolvi estrar aqui e procurar uma resenha e eis que me deparo com a sua. me apaixonei pelo livro só de lê-la kkkkkkk. claro que vou comprar.


Pamella 27/09/2013minha estante
Adorei sua resenha! Realmente, o livro nos faz refletir muito sobre nós mesmos e sobre as pessoas ao nosso redor. Não sabia essa curiosidade sobre o nome da Margo. John Green pensa em tudo! Um grande escritor.


Adrieli 20/12/2013minha estante
Amei a resenha. Já estava louca pra ler esse livro, agora estou desesperada :)...


Nil 31/01/2014minha estante
Sua resenha está maravilhosa e faz jus ao livro, que é maravilhoso. Estou cada dia mais encantada com o John Green! Todos os livros que li desse autor são incríveis e diferentes uns dos outros, apesar de todos falarem sobre algum aspecto da vida dos adolescentes americanos. Nesse o aspecto destacado é a diferença entre a imagem que projetamos e quem realmente somos. Eu só não gostei muito da Margo, mas nada que comprometa o livro. Mas eu amei o trio: Q, Radar e Ben!


Ana Claudia Car 06/03/2014minha estante
cidades de papel, um livro chato, arrastado e vazio.
personagens irritantes beirando a idiotice.
eu torci, mas muito mesmo para o quentin levar um belo de um pé na bunda, por ser tão tonto, e entrar no joguinho da desequilibrada da Margot, mas eu tive o meu final feliz...
ps.jonh green, não subestime a inteligencia, do leitor, para quê tanta enrolação, para dizer algo, que pelo menos para mim, já estava claro.


Carla 09/07/2014minha estante
Eu adoro os livros do John, mas esse deixa um pouco a desejar. O tema do livro é incrível! Mas o livro poderia ser muito melhor. Achei bom, mas um tanto cansativo.


Duda 17/11/2014minha estante
Muito boa a resenha! Estou com uma vontade imensa de le-lô.


palomapsn 16/02/2015minha estante
boa resenha, acabei de ler o livro.


Lysa.Rodrigues 04/04/2015minha estante
Amei sua resenha.Adorei,sei que estou um pouco atrasada em questão do lançamento do livro,mas não vejo a hora de lê-lo e provavelmente entrar na história assim como você entrou. :)


Gabi 21/06/2015minha estante
agora mesmo eu queria ter esse livro em mãos!!a curisidade só aumentou:-)


Kesia 18/09/2015minha estante
Comecei a ler o livro ontem (e não, eu não assisti ao filme ... ainda), eu de cara já gostei da história, achei interessante e percebi já essa profundidade no primeiro capítulo, lendo sua resenha fiquei ainda mais empolgada com a leitura ! Excelente resenha, parabéns ! E vamos a leitura.
Ps. Eu espero do fundo do meu coração que ninguém morra rs


Denis Norberto 21/10/2015minha estante
Amei seu ponto de vista sobre o livro, totalmente igual ao meu, amei ler a sua resenha.


Karen.Ferreira 20/03/2017minha estante
Ameeei sua resenha!! estou começando hoje a ler o livro,é vejo que vou amaaa!!!




Kath 15/09/2013

Tomar um tiro doeria menos do que ter que ler um final tão ridículo
John Green perdeu a sensibilidade, John Green errou na mão para fazer esse livro, assim como errou em "Quem é você, Alasca?", ambos estão equiparados, de tão ruins que são. Mas antes de mais críticas, colocarei a resenha e depois discutirei.

A história: (tem spoiler, mas tanto faz, o livro é ruim e não recomendo. Vá até o final que tem considerações finais.)

A história é sobre Quentin, um garoto do terceiro ano do ensino médio que tem uma paixão por Margo, que conhece desde os 2 anos de idade. Certa vez, no parque aos 9 anos, eles se deparam com um cara morto. No mesmo dia, Margo disse para Q que "os fios do cara se arrebentaram." bah, não tem importância. Quando a história muda pro colegial, que é uma mudança repentina e nem avisa, tipo, eu ainda estava achando que ele tinha 9 anos, depois que vi que ele estava no terceiro ano, tá tudo bem, naquela mesma noite, Margo entra no quarto de Q, pela janela, (eles são vizinhos) e ela o chama para uma noite de 11 missões secretas, as missões eram vinganças com os amigos dela, já que o namorado dela, Jase, a traiu com a sua melhor amiga, e ela faz a vingança e tal, e no final da noite, ela diz pra Q "sentirei sua falta", no outro dia ela some. Q fica confuso e começa a procurá-la e tal, entra no quarto dela e vê que ela deixou uma pista de onde está ou esteve, ele descobre várias coisas a partir daí. E maior parte da história, tipo da página 50 até a página 340 ele ainda está procurando por ela, finalmente consegue encontrar o paradeiro dela, acaba não indo à colação de grau e ele e seus amigos Radar (que eu descobri que era moreno no final do livro) Ben e Lace fazem uma viagem até NY, numa cidade de papel, que não existia, era o tipo de cidade que os mapeadores colocavam no mapa para ver se estavam sendo plagiados. Ok, eles quase morrem na viagem e tal, mas quando chegam na tal cidade, que na verdade é uma estrada com um prédio decadente, lá está Margo. Ela se mostra fria e indiferente com a chegada deles, xinga a amiga dela e os três amigos de Q vão embora, e Q fica lá e ela é grossa com ele, resumindo a história, ela conta que não queria ser achada, que queria sumir pra sempre porque estava cansada de ser uma menina de papel, frágil e sendo sempre o que os outros querem que ela seja. Eles conversam, ela conta do seu caderno preto que escreveu uma história sobre eles e tal, eles se beijam, ela o convida pra continuar a viagem com ela e ele não aceita, ele pede pra ela voltar pra casa, ela diz que é impossível, aí ela diz adeus, diz que manterá contato e tal e começa a chorar e se beijam, encostam as testas e se olham, e mesmo estando escuro, eles se enxergam além das rachaduras, além daquela imagem. FIM, ACABOU A PORRA DO LIVRO.



Ok, agora as considerações finais:

Quentin e um garoto como eu, só faz as coisas certas, é um menino de ouro, nunca deu problema para os pais.

Margo é uma menina frívola, popular, que liga para as aparências, egoísta e acha que todos são de papel, ou seja, frágeis e dobráveis. Ela não gosta de ser o que todos querem e gostam de que ela seja.

Os diálogos do livro são incrivelmente engraçados, mas o John se perde demais ao escrever a história, ele prolonga demais e a história passa a ser massante, cansativa, REPETITIVA.

Essa é uma história imatura, o suspense, se é que posso chamar isso de suspense, é tão raso e cheio de falhas que dá dor no coração. Sinceramente é um livro de PÉSSIMA qualidade. Eu não pagaria um real por ele. Parece que foi uma história escrita por adolescentes superficiais.

O final do livro é tão decepcionante que se antes eu falava que leria até a lista do supermercado do John Green, hoje eu digo que por mim, ele poderia parar de escrever agora, porque ele realmente está se saindo um péssimo escritor.


Aos fãs do John Green, só lamento.

Nekita 08/10/2013minha estante
Resenha resumindo meus sentimentos.. Chato e muito cansativo! Odiei Margo egocêntrica e acha que é "especial" demais pro resto do mundo. Se não fosse pelo Radar e Ben nem teria terminado a historia, eles são ótimos amigos pra aturar o Q e a sua chatice "Onde esta Margo?"


Leeh 02/11/2013minha estante
Não li, mas se é igual "Quem é você, Alasca?" deve ser péssimo!! Até agora John Green só se salva por "A Culpa É Das Estrelas" e "O Teorema Katherine"


Bruna 03/12/2013minha estante
Eu própria não gostei muito de A Culpa é das Estrelas. Achei bem previsível, mas comprei outro livro do autor porque amei a escrita dele. E estou muito assustada com essas críticas negativas, porque Cidades de Papel me prendeu muito. E não dou 10 pro final, mas mesmo assim amei o livro por completo. Cada um com sua opinião, e eu vou procurar outros livros do Green e ver se mantenho o interesse.


Poli 07/12/2013minha estante
Kath, você disse que só descobriu que o Radar era negro no fim do livro, mas bem no início, mas precisamente na página 18, diz que ele era.


Léo 09/12/2013minha estante
A frustração de vocês é querer que todo livro do John seja massivamente meloso e com finais trágicos e lindos como em "ACEDE", que na minha opinião, é o pior e mais forçado livro dele.


Léo 09/12/2013minha estante
"ACEDE" tem diálogos muito ensaiados e previsíveis. TODOS os outros livros do John tem personagens mais reais, que poderiam ser quaisquer pessoas que nos rodeiam. Quem critica "Quem É Você, Alasca?" é o TÍPICO LEITOR que só leu ACEDE por ser modinha.


Eduarda 23/12/2013minha estante
Léo, VC disse completamente tudo!!! ACDEC foi o pior livro do John, me da raiva ver pessoas dizendo que o Teorema, Cidades de Papel e etc foram péssimos comparados com ACEDC, pra mim, alem de provavelmente eles só terem lido A Culpa por ser modinha, n tem experiencia nenhuma com leitura :p Será q vcs n entendem a mensagem q a Margo quer passar? E o significado de cidade de papel, pessoa de papel?
Pura ignorância!!!


Eduarda 23/12/2013minha estante
Claro que cada um tem sua opinião...


Vinicius 07/01/2014minha estante
Léo e Eduarda, vocês estão totalmente certos, ACEDE, sim é o pior livro do John, e vendo as outras "resenhas" por assim dizer aqui, da para ver que 90% do pessoal que está criticando PT é o povo que só leu A Culpa.
PT não é um livro ruim, ele nos mostra um lado mais filosófico, e como a Carol disse umas resenhas a baixo "É um livro para pensar nas possibilidades e estradas que uma vida é capaz de nos levar. ". Teve um final mais ou menos que nos da a entender que Margo era egoísta, sim, mas todos somos, a questão por trás de toda a história é outra, nos mostra que não devemos colocar as pessoas em um pedestal, e que elas são humanos como qualquer um, e que temos que olhar para elas como um espelho e não como uma janela, o que nos leva a refletir sobre a vida e nos significados que as pessoas tem.


Lana 13/01/2014minha estante
Você disse tudo. Esse é o tipo de livro que as pessoas dizem que é bom apenas para "Ficar na moda" o primeiro livro de John Green que li, achei decepcionante, o nome nos leva a infinitas teorias sobre como será o livro e no fim, é uma grande merda.


Brenda 24/01/2014minha estante
Gostei um pouco mais do livro do que você, mas continuo concordando com a sua resenha. Sem contar o Q, reclamando dos amigos o tempo inteiro sem ver que o egoísta é ele.


Camila 17/04/2014minha estante
Poxa vida:/ Achei o trabalho do John em "Quem é você, Alasca ?" e "A Culpa é das Estrelas" brilhante, e queria ler esse...mas , pelo que disse na resenha, ele é tão ruim quanto "O Teorema Katherine" ... que coisa :/


Shey 23/04/2014minha estante
Já li "A Culpa É Das Estrelas" e "O Teorema Katherine"..Mas não gostei muito do Teorema, se esse for igual, socorro!!


Bibis 14/07/2014minha estante
Não achei o livro mais perfeito do mundo, nem o melhor de John Green (até pq esse é o segundo que leio), porém acho que todo livro tem um lado bom, onde cada um absorve as coisas boas do inicio ao fim.
E bom garota, alguns detalhes da sua resenha me irritaram, acho que as pessoas precisam ler com atenção, mastigar as palavras e digeri-las conforme o autor imaginou (ou não). Tipo o lance que você descobriu que "Radar era moreno, só no final do livro", porra se os pais dele tinha a maior coleção de papais noéis negros do mundo, ele é o que? Amerelo Simpson? rsrs, mais atenção por favor. De qualquer forma gostei da sua critica!


Renata 24/10/2014minha estante
Eu fiquei muito frustrada com o fim do livro, mas na verdade eu tava tão cansada da história que tava até pulando partes, então de repente eu deixei alguma coisa passar... Q é legal, gostei dele, Radar é o CARA! e Ben... Ben é a graça do livro, fofíssimo, mas creio eu que o Green tá com a bola toda só por causa dA Culpa É das Estrelas, que foi clichê demais, mas têm horas que eu gosto de clichês, às vezes, raramente... então, MAS o Teorema foi massa! Hahaha, pitoresco. Collin boboca é legal demais e eu gosto da simplicidade das cidades pequenas... ai falei muito....


Amizade 01/12/2014minha estante
Não poderia ter um desfecho melhor para a História.
Posso dizer-lhes , que Cidades de Papel é de longe o meu livro preferido, vocês (e eu também) achei que eles fossem ficar juntos no final,todos queriam que eles ficassem juntos, mas o problema é se eles tivessem ficado juntos o final iria ser chamado de um final previsível, UM FINAL DE PAPEL( trocadilho meio bosta mas que eu precisava fazer!) , então não quero que fiquem aborrecidos comigo, mas eu peço pra quem não gostou do livro releia !!! Não há romance, livro mais perfeito que o de Cidades de Papel (espero que o filme seja bom também)... Como iniciei o comentário : NÃO PODERIA TER TIDO UM MELHOR DESFECHO!


Marina 23/12/2014minha estante
Resenha que traduziu muito bem os meus sentimentos por Cidades de Papel. Livro cansativo, repetitivo, e que por mais que tenha sido escrito por John Green não me conquistou nem um pouco. Muita gente se espanta quando eu digo que não gostei, mas simplesmente não consigo engolir essa história, os personagens, realmente eu achava que o Green se sairia melhor...


Luana C. 17/02/2015minha estante
Eu não sei se gostei taaaanto assim do livro porque foi muita enrolação pra um final sem graça. Nisso eu até concordo. Mas isso do Radar ser negro, cara, ele fala disso o tempo todo '-' É até por isso a coleção de papais noéis e tal...


Liz 19/05/2015minha estante
Comentarei só porque esta foi a única resenha que reflete o que penso sobre este livro e sobre todos os livros do autor. Já estava me sentindo uma ET por achar que sim, ele é mera modinha supervalorizada. Eu já li 4 e tenho que dizer que a minha péssima impressão por todos, foi a mesma. Com exceção de A Culpa é das Estrelas, que eu gostei um pouco (não que seja magnífico) e porque antes de lê-lo li o livro da Esther, menina que inspirou o autor, os demais foram iguais. Personagens diferentes, histórias diferentes (mais ou menos), mas o modo como o JG conduz o livro me cansa. Tem a primeira parte que é sempre animadinha, acontecem várias coisas e você já consegue perceber ali, inclusive, o que o autor quer passar enquanto mensagem. Mas aí, parece que ele tem que cumprir páginas e começa a arrastar a história. Que sempre fica massante e repetitiva. E o final, ele gosta de surpreender no final, mas para mim, sempre me parecem finais muito forçados, algo do tipo: "Veja minha genialidade de fazer o inesperado, está surpreso leitor?" rs Acho que ele tenta tanto ser filosófico, passar mensagens sem ser de maneira óbvia com finais que "representem a realidade", nada de felizes para sempre, porque mundo real não rola (?) que acaba se tornando uma escrita um tanto quanto medíocre :T O autor constantemente se perde durante a história com passagens desnecessárias, diálogos vazios que não levam ninguém a lugar nenhum.
Olha, eu gosto de livros diferentes, com finais tristes, gosto de livros clichês com finais óbvios, gosto de finais que não são nem tristes e nem felizes. Não tenho restrições quanto a desfechos, desde que o final faça sentido com todo o conjunto da história. Eu ainda não terminei de ler Cidades de Papel, na verdade estava a ponto de desistir, mas não gosto de desistir das leituras. Porém, já vi que o final é ruim como dos outros que li. Esse com certeza será o meu último livro do autor.


Marcelle.Lima 29/07/2015minha estante
Kath, se VC ainda não percebeu o John green não escreve finais felizes pois pelo q percebi ele não gosta de gosta de clichê. Ele apresenta o outro lado da história!! E é bem chato ver ou ler as coisas sabendo que no fim vai dar tudo certo, aí sim que não da vontade ler. Aliás se você acha as histórias dele cansativas e repetitivas então não leia as histórias dele em pronto.


Patricia 13/08/2015minha estante
Concordo 100% com a sua resenha. Livro chato, chato, chato! Fui me arrastando para chegar ao final. E essa Margo, gente? A menina se acha a última bolacha do pacote, pelo amor de Deus! Não recomendo, mesmo.


Nunes 20/05/2016minha estante
Concordo Geral com tudo o que disse. Acrescentaria o seguinte: O filme tenta criar um suspense, os amigos fazem comédia, as músicas são românticas e acaba terminando tudo num drama...kkk John Green simplesmente viaja e pira na batatinha... Para mim o resumo da história é o seguinte: Jamais se apaixone por uma maluca que ainda não descobriu sua própria identidade, ela pode te levar para o Paraíso e quando chegar lá ela vai te dizer que está no Inferno. Os amigos dele eram muito mais adultos do que ela e salvaram alguma coisa da história. Acho que no fundo a maioria odeia o filme porque ele leva a história para um final romântico e decepciona todo mundo quando ela diz que nem ela sabe quem é direito kkkk Enfim. eu daria outro título, ao Livro: Um cego guiando outro kkkkkkk pensa no quanto o moleque gastou com a viagem pra nada, quando poderia ter viajado com uma outra gata e ter curtido muito mais... tem gente que não vale a pena perder muito tempo... faltou no final os amigos deles dizerem: E ai trouxa quanto gastou na viagem a toa ?? kkkkkkkkkk pra ver se aprende e nunca mais faz uma idiotice dessas kkkkk


Rafaela.Melo 04/01/2017minha estante
na verdade acho que tudo depende do ponto de vista.John Green tentou entrar na mente de adolescentes se passando por um , ao escrever Quentin como aquele garoto que faz de tudo,tudo mesmo pela garota que gosta. Acho que define muitas pessoas a flor da adolescência. A questão de fugir para uma cidade de papel pode ser definida pela literalidade ou não.




Jéssica 26/08/2013

Fraco
Nem parece que esse livro é do John Green. Achei que ele enrolou muito.
Kath 15/09/2013minha estante
Achei o mesmo, acabei de fazer uma resenha detonando, porque não vim ao mundo para agradar a massa adolescente que se leva por qualquer um famosinho. John Green se perdeu. Acho que na verdade, ele nem ao mesmo escreveu A culpa é das estrelas, que é um livro fascinante. O universo dos outros livros dele é totalmente diferente e as histórias são ridiculamente idiotas.


Nívia 06/10/2013minha estante
Sem dúvidas, comparado ao "A Culpa é das Estrelas", esse livro é muito fraco.


Tchamilla 10/03/2014minha estante
Concorco plenamente com você, Kath!
Já li "A culpa é das estrelas", "Teorema Katherine", "Quem é você, Alasca?" e "Cidades de papel". Somente "A culpa das estrelas" me fascinou.
É exatamente o que a Kath falou... o universo dos outros livros é totalmente diferente e as histórias são bem mais ou menos. Não consegui me apegar a nenhuma outra.


Alessandra Regi 25/05/2015minha estante
Concordo. Dos livros do John Green é que gostei menos. Achei-o sem esperança, que é uma característica de seus livros. O personagem não sofre nenhuma transformação importante. Não gostei. Não entendi ainda porque justo ele será transformado em filme.


Nathyy.Oliveira 20/10/2015minha estante
Nao posso fazer criticas pois eu amo os livros dele




Carol 22/08/2013

Muita risada, muita emoção!
Eu nem sei como começar a escrever essa resenha, e pode apostar, essa vai ser uma das mais difíceis para mim. Me senti próxima da história como há muito tempo não me sentia. Me conectei com Quentin como quase nunca me conecto com um personagem. Enfim, visitei diversas Cidades de Papel e me senti exatamente como elas: Extremamente misteriosas e completamente vulneráveis ao esquecimento.

Quentin é um garoto controlado. Filho de psicólogos, o menino quase nunca teve comportamentos loucos de criança e muito menos rebeldes de adolescente. Ao contrário de Margo, sua vizinha. A garota sempre teve umas rebeldias muito loucas. Desde criança era impulsiva e despreocupada com coisas que deveria preocupa-la.

Eles se conhecem a vida inteira, mas se afastaram depois da adolescência. Quando já estão quase acabando o ensino médio, Margo invade o quarto de Quentin toda vestida de preto e de maquiagem ninja. Ela precisa da ajuda dele durante aquela noite, e Quentin, que nunca deixou de pensar nela, aceita ir ao desconhecido com Margo, a louca, linda e maravilhosa vizinha.

No outro dia Quentin descobre que Margo desapareceu. Movido a pistas deixadas por ela, ele e um grupo de amigos entram em uma caçada à procura da garota desaparecida. Quentin acaba descobrindo que não conhecia Margo como queria e como achava que conhecia. Então a caçada passou a ser pela descoberta de quem era aquela garota popular que todos achavam que amavam, mas que na verdade ninguém sabia quem era.

Ai, gente, como descrever esse livro?????

O livro é dividido em três partes. A primeira é o dia ninja de Quentin com Margo, a segunda é o tempo em que ela está desaparecida e que Quentin está tentando desvendar as pistas, a terceira é quando ele próprio entra na loucura de procura-la.

A primeira parte do livro é uma comédia espetacular! Me peguei rindo de madrugada com as loucuras de Margo e com os medos de Quentin. Ela é muito doida! Vocês não tem noção do que é uma personagem tão maluca quanto Margo. Chega a ser contagiante essa loucura dela, tanto que Quentin deixa de ser aquele menino controlado que os pais criaram e se tornou um louco de uma noite, exatamente como Margo.


A segunda parte é a parte mais reflexiva do livro. É quando Quentin vê que Margo não era exatamente como ele pensava que ela fosse. Que talvez a garota estivesse tão perdida e se sentindo sozinha que cometia loucuras para abafar esse sentimento. Ele fica obsessivo pela ideia de encontra-la, levando os amigos a mesma obsessão que ele. Mas até o leitor vai querer entender por um momento as ideias de Margo. O motivo dela ter sumido e de ter deixado pistas.

Margo é uma garota interpretada de forma diferente por cada personagem do livro. Isso é magico enquanto você lê. Se para os pais Margo é uma menina que dá muito trabalho e precisa de pulso firme, para Quentin, por exemplo, ela só precisa de ajuda.

Essa segunda parte acabou com minha sanidade.
Em todos os momentos eu ficava pensando que Margo tinha cometido alguma loucura com ela mesma, e ficaria extremamente decepcionada por isso. Era uma personagem divina e a qual eu tinha me apaixonado. Isso, claro, até a terceira parte do livro.

A terceira parte é quando a turma entra na caçada por Margo. A comédia volta nessa parte e volta duplicadamente. Os amigos de Quentin são invejáveis! Queria eu ter a metade dos amigos que esse garoto tem. Sério, se vocês lerem irão concordar comigo quanto a isso.

Não dá para dizer mais do que já disse senão acabarei soltando alguma coisa que não devo. Mas uma coisa é certa, terminei o livro com sentimentos ambíguos acerca de Margo. Comecei amando a garota, depois eu a achei uma egoísta e no final das contas percebi que eu mesma poderia ter feita a mesma coisa que ela. Apesar de ter ficado meio desesperada, eu concordo com os motivos e as atitudes dela. Queria ter metade da sua coragem.

Quentin é uma personagem porreta de bom! Entrou fácil na minha lista de personagens masculinos amados.
A agonia que ele fica em encontrar a garota é poético e muito surreal, mas ainda assim, crível a beça!

Green tem essa facilidade de nos presentear com personagens que não conseguiremos esquecer jamais. E digo com segurança que jamais esquecerei esses. A verdade empregada nas conversas deles e na forma como eles se comportam uns com os outros é tão doce que sinto que só existe em livros mesmo. A poesia nos pensamentos de Quentin não são forçadas para um menino de dezoito anos, são só pensamentos de alguém da idade dele que está num momento de descoberta. Divino!

As referências às Cidades de Papel são inigualáveis! As referências ao Urbex (exploração urbana) são perfeitas! Sou apaixonada por esse negócio de exploração urbana!
Que negócio bem escrito da poxa!
Que livro cheio de quotes divinos!
Que livro da PORRA! (Desculpe o palavrão, mas eu tinha que me expressar)

Apesar do final do livro ter me destruído um pouquinho, achei que não poderia ter sido mais verossímil. Não poderia ter sido melhor.
É daqueles finais que abre a nossa cabeça para propostas diversas e pensamentos que nem cabem na gente.
Terminei me sentindo de papel e achando que preciso fazer alguma coisa na minha vida que ainda não descobri o que era.
Terminei me sentindo acabada e renovada.

É um livro para se apaixonar e para rir e para chorar. É um livro para pensar nas possibilidades e estradas que uma vida é capaz de nos levar.

Parabéns ao Green e essa capacidade de nos tirar do real nos colocando exatamente nele!

site: http://terradecarol.blogspot.com.br/2013/08/resenha-de-cidades-de-papel-john-green.html
Carol 06/12/2013minha estante
Amei sua resenha, estar de Parabens !


Gabyy 05/01/2014minha estante
Parabéns pela resenha, descreve exatamente o que eu senti ao ler o livro. "É um livro para pensar nas possibilidades e estradas que uma vida é capaz de nos levar" - frase perfeita.




Janayna 21/09/2013

Enfadonho
Comecei a ler o livro por influência do A Culpa é das Estrelas. Gostei tanto do estilo do autor que resolvi apostar neste livro. Que decepção! A narrativa é bem morosa e muito, mas muito voltada para o universo juvenil. Sei que o autor tem esse público, mas acho que exagerou na dose. Enfim, o tema do livro é bem interessante, mas em algum momento o protagonista parece andar em círculos: a estória se torna tão cansativa que faltou pouco para eu desistir da empreitada. Mas o final salvou a bobeira presente em toda a narrativa. Não recomendo!
Prof. Angélica Zanin 22/09/2013minha estante
Concordo plenamente!


Rosana 23/10/2013minha estante
Voces estão me desanimando, ganhei esse livro de cortesia, vou começar a ler amanhã ou tentar é claro porque se for do jeito que a maioria está falando não sei não hei...mas depois volto para contar o que achei...abraços.


Juliane Pereira 25/10/2013minha estante
Estou lutando para não abandonar esse livro.


IsabelaSlv 05/12/2013minha estante
Concordo! Foi exatamente assim que eu me senti ainda na metade do livro


Mell Bento 28/01/2014minha estante
Não curti a culpa é das estrelas, mas esse chega a ser muito pior... mas vou ler para ver qual é a moral do livro ...


Luana C. 17/02/2015minha estante
Eu senti que Q era um menino de 10 anos. E ficava me perguntando como ele podia dirigir sendo tão novo.... .-.




Carol 20/03/2015

Mais um livro do John Green que sofri pra ler até o final, talvez o fato seja que eu não sou o tipo de leitora para as obras dele.

Uma história sem pé nem cabeça com uma protagonista egoísta e mimada, amada pelo mocinho apenas porque é muito bonita e "cool", visto que ele não a conhece de fato pra justificar seus sentimentos desesperados por ela.

Sofri a leitura toda esperando um final que valesse tudo e francamente... que final péssimo, faz parecer que faltou vontade ou criatividade para algo melhor.

Não entendo o sucesso desse livro e muito menos porque virou filme.
Kah Cruz 03/06/2015minha estante
Não achei tããão ruim assim, mas também fiquei me perguntando por que virou filme?
Quem é você, Alasca? é bem melhor, sem sombra de dúvidas!
Mas acho que esse tem mais ação e é mais "comerciável".


Carol 03/06/2015minha estante
Sim, apesar dos pesares tem a parte da "aventura", acho que eles vão alterar algo no enredo porque aquele final pra filme ou pra livro não desce.




Mell Bento 31/01/2014

Pura Enrolação
Já tinha lido " a culpa é das estrelas" e embora tenha achado meio água com açúcar, Cidades de Papel consegue ser pior.
Quentim , um menino bom, nerd que é apaixonado por Margo, uma garota egoncentrica, que resolve fazer 11 tarefas e depois desaparece.
O pobre do Quentim começa a uma saga em descobrir onde foi parar a maluca da Margo, junto com seus amigos Ben, Lacey e Radar.
O livro todo é uma enrolação danada, demorei para terminar de ler, e queria saber até a onde essa estória iria dar.
A história é chata, como é que alguém sai a procura de outra pessoa através de pistas, sem ajuda policial, nem os pais estavam aí para ela... Como é que ela se mantinha neste período de ausência?
E aí ela troca o conforto da casa dela para fazer o que? Ahhh , não vou falar porque se não vira spoiler, mas francamente que história sem pé sem cabeça, Quentim foi um verdadeiro iludido neste livro, em idealizar uma pessoa que não existe, que na verdade só existia na cabeça dele. Margo é uma pessoa totalmente egocêntrica e mimada.
Não gostei do livro, pensei que fosse bom pela pontuação que vi aqui... Não recomendo a leitura!
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Ana 08/12/2013

Não passou de um passatempo...
Antes de começar Cidades de Papel, já havia lido O Teorema Katherine, do mesmo autor. Confesso que a história deste último foi monótona no começo, mas tornou-se interessante no final (ainda assim a melhor parte do livro foi a matemática contida nele).
Tendo gostado do Teorema, resolvi ler Cidades de Papel, livro que muitos declaram ser seu preferido de John Green. Pois bem, comecei a obra cheia de expectativas, justamente pelo fato de eu amar romances e a contracapa do livro fazê-lo parecer um. Se eu achava que o livro seria uma bomba que a qualquer momento explodiria, estava errada!
Não posso afirmar que o livro foi uma total perda de tempo, todavia, foi mais um passatempo. Vou fazer uma resenha um pouco diferente, listando os pontos positivos e negativos de Cidades de Papel.

•PONTOS NEGATIVOS:
- Em minha opinião, John Green não soube dar o ênfase necessário ao mistério contido na história. Já me peguei pensando se não achei isso porque estava muito acostumada com livros do estilo de Harlan Coben, mas depois concluí que não. Realmente faltou mais história, mas técnica, não sei descrever exatamente. Os artifícios que um personagem deixou como pistas foram infantis e a solução do mistério ficou tão óbvia que cheguei a pensar em desistir do livro;
- Ao acabar o livro, parei para refletir se algum dos dois personagens principais (Quentin e Margo) tinha problemas mentais. Margo é uma garota mimada, super idiota, que foge de casa frequentemente por motivos fúteis que não seriam capazes nem de serem justificativa de choro de uma criança de 5 anos. Ela me lembrou aquelas garotinhas de Tumblr (sem ofensas a quem gosta da rede social; estou me referindo a algumas, somente) que postam textos e mais textos dizendo sobre como suas vidinhas são medíocres e tristes, quando na verdade têm um estoque de iPhones e computadores em casa e bastante amigos. Já Quentin é um garoto que não curte muito a farra, mas está sempre metido nas confusões de seus amigos e faz tudo que tiver ao seu alcance para tirá-los de enrascadas. Margo era sua melhor amiga aos 9 anos, mas depois disso nunca mais trocou nenhuma palavra com ele até a noite anterior à fuga. Mesmo assim, após o sumiço de Margo, ele perde até sua formatura do Ensino Médio para ir atrás dela em uma viagem de 19 horas, e consegue convencer seus amigos (que, por sinal, são ainda mais idiotas do que ele) a fazerem o mesmo;
- O livro não tem um tema definido. Não é romance, nem mistério, nem comédia. É simplesmente uma fusão de todos esses estilos literários, fazendo com que a leitura fique sem objetivo muitas vezes;
- Já falei que esperava um romance meloso no livro. Digo que há, sim, uma parte mais ou menos romântica. Às vezes me perguntei se a parte romântica teria sido o fato de Quentin ter ido atrás de Margo sendo que ela havia o ignorado pelos últimos 7 anos. Ainda assim fico com Nicholas Sparks, que tem muito mais habilidade com isso;
- Não são do meu agrado livros que contém mais partes com o objetivo de entreter o leitor do que de ensinar alguma lição, e foi justamente o que ocorreu em Cidades de Papel. No começo até é admissível, mas se isso se prolonga por toda a obra, faz com que ela se torne tediosa;
- O "mistério" (aspas porque foi fraco) me fez esperar um final espetacular para compensar a falta de enfoque nele durante o livro. Entretanto, perder um dedo doeria menos do que ler um final tão idiota.

•PONTOS POSITIVOS:
- Margo, ao fugir de casa, deixa como pista um poema extenso, de 70 e poucas páginas (não se preocupe pois são mostrados apenas alguns trechos dele no livro), que, à primeira lida, parece incompreensível. Cheguei a pensar muitas vezes "como isso pode justificar a fuga de uma garota?". Todavia, este foi o motivo que me fez seguir com a leitura da obra, pois durante o desenrolar da história é desvendado, verso por verso, todo o poema. Quentin, ao investigar o sumiço, vai relacionando partes do poema com as pistas deixadas por Margo, e se após ler o livro você der uma olhada no poema novamente, vai entendê-lo todo, e ele passará a fazer sentido;
- O livro mencionou uma questão que me faz refletir há muito tempo: qual o propósito do que fazemos na vida? Quero dizer, nós nascemos, crescemos, estudamos muito para irmos à uma boa faculdade, então estudamos mais ainda para nos destacarmos e conseguirmos um bom emprego. Após isso, arranjamos um(a) esposo(a) e temos filhos, e, para finalizar, nos aposentamos e vivemos o resto de nossas vidas apreciando o progresso de nossas crianças até morrermos. Mas... Para quê isso, sendo que vamos morrer no final? Enfim, Margo aborda esse pensamento de forma boa no livro;
- A relação entre o título e a solução do mistério foi interessante;
- Não posso mentir: ri em muitas partes com Quentin e seus amigos Radar e Ben.

Concluindo então: é uma leitura divertida, mas, como disse no título, para mim não passou de um passatempo. As partes engraçadas prolongaram-se por um tempo demasiado grande, o que fez com que a obra ficasse um pouco cansativa.
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Rodrigo Soares 12/11/2013

Cidade de Papel
A cada livro que leio do John Green só me confirma. Ele é o meu segundo autor preferido. Fica atras apenas de Nicholas Sparks.
Livro maravilhoso assim como os anteriores; A Culpa É das Estrelas, O Teorema Katherine. E que venha os próximos!!
Poxa adorei toda a aventura de "Q" e seus amigos Ben, Radar, Lancey. E é claro não podia faltar nossa adorável garota de papel "Margo Roth Spiegelman".
Leitura deliciosa. Super recomendo esse livro!
julianamc 11/12/2013minha estante
concordo com todas as palavras que você escreveu!


Rodrigo Soares 12/12/2013minha estante
Hehe John Green é foda!


Gabi M. 06/11/2014minha estante
Muito boa a história.
Adoro a definição de uma "pessoa de papel".Uma pessoa de duas dimensões na vida real,mas mesmo assim sem profundidade.




Thay Freitas - Sankas Books 03/11/2013

Fazer as coisas nunca é tão bom quanto imaginá-las.
-
Cidades de Papel se enquadra na categoria daqueles livros que nos prende da primeira linha do primeiro parágrafo ao último. Eu já havia sido instigada a ler as obras do John Green há muito tempo, apenas por comentários sempre positivos a seu respeito. Mas depois que tive a felicidade de mergulhar no primeiro acredito que muito bem escolhido só tenho uma coisa a dizer: Não paro mais, quero mergulhar de cabeça em todas as suas obras.

O livro é jovem, de fácil leitura, empolgante, engraçado, descontraído. Tão quanto cheio de vivências, ensinamentos, filosofia e comparações minuciosas que nos ensinam sobre a dureza que é a vida mas, da forma mais leve. Nos desperta um lado observador, intuitivo. Um quebra-cabeça constante de vai e não vai, é e não é que te prende absurdamente.
No começo nos remete a ideia de que vai ser mais uma daquelas histórias bobas e com finais felizes e melodramáticos. Engano! John Green conseguiu através de uma história comum, nos fazer refletir sobre coisas que parecem tão complicadas de longe, mas que na verdade são tão simples se observadas de perto e com outros olhos.

A forma como ele pegou as situações e associou a coisas tão naturais do dia-a-dia para explicar que as respostas para todas as nossas dúvidas estão bem a nossa frente. Os ingredientes que ele depositou em Quentin, são de um perfil invejável. A naturalidade das ideias, a força em querer chegar a seu objetivo, a sua autodescoberta com pitadas de aventura. Princípios de como fazer coisas que você achou que jamais faria, chegar aonde você achou que jamais chegaria. Se doar, ir em busca, correr riscos, mudar por amor, amar... E sem esperar nada em troca.

Quanto ensinamento em situações tão simples. O autor é de uma astúcia assombrosa. Fico me perguntando como ele conseguiu fazer com que uma personagem tão serelepe quanto Margo, conseguisse por tanto tempo esconder uma faceta tão séria e madura, que nos 45 do segundo tempo jogou tanta coisa em nossa cara ao nos mostrar que a graça da vida está mesmo em atrever-se sem medo, de se fazer o que gosta... E que o passado e a ideia que a gente cria acerca das pessoas, nem sempre é o que ela é de verdade, como assumir o que sentimos nos faz melhores do que realmente somos.

A forma como o autor mostra que nem tudo que parece é, soou da forma mais excitante que eu já vi. Todo o percurso que Quentin faz em busca do paradeiro de Margo, o faz conhecê-la melhor. E todas as descobertas que vão surgindo nos faz refletir muito sobre como a gente acredita que a vida que as pessoas levam, são de fato condizentes com sua paz interior, quando na verdade, o sorriso que a gente leva no rosto nem sempre é o que o coração carrega. Mostra o quando somos tal como cidades de papel. Frágeis, vulneráveis, com aquela velha e deselegante fachada de entusiasmo.

É uma obra fantástica, muito divertida e a meu ver livro de autoajuda disfarçado de aventura jovem. E que belo lugar foi escolhido para a trama. Tenho uma paixão arrebatadora por Orlando, então qualquer coisa a respeito deste portento de lugar - sou suspeita pra falar. Parabéns, John Green!
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Caroline 16/09/2013

Pessoas de papel em cidades de papel...
Falar do John Green é difícil, especialmente quando você se tornou uma fã de seus livros. Ele escreve com uma habilidade maestral sobre os jovens comumente chamados de nerds, que geralmente sofrem nas mãos dos populares do colégio. Ele nos faz ver que nem sempre são os populares que excluem os nerds, e sim os nerds que não aguentam a superficialidade e futilidade dos que se acham donos da escola, e simplesmente não querem participar de suas festas sem nexo ou sem propósito.

Cidades de Papel conta a história de Q, ou Quentin, um garoto que tem uma paixão de infância pela vizinha, Margo Roth Spiegelman, mas que não se falam desde que tinham nove anos e se depararam com um morto em um parque. O livro é dividido em três partes que mais parecem três diferentes histórias e trazem diferentes sensações.

Na primeira parte vemos uma Margo voltando a falar com o Q e o levando para uma aventura na qual o faz passar por situações que ele jamais imaginou viver. Naquela noite Margo faz Quentin suar de ansiedade, respirar de alívio e sorrir de felicidade. Esse começo foi tudo o que esperamos de John Green: perfeito!

Eis que surge a segunda parte e meus olhos começam a pesar. A história se arrasta em uma busca estranha e muito lenta, ainda que inteligente, pelo paradeiro da Margo. Pensei que não acabaria nunca e só a esperança de que tudo melhoraria e a escrita deliciosa do autor me fez querer passar por todos aqueles capítulos rastejantes.

Finalmente na terceira parte voltei a reconhecer o autor que me encanta, me faz refletir e traz o mais deleitável dos humores nas entrelinhas de uma road trip ininterrupta dentro de uma minivan.

O que mais gosto desse autor, além da sutileza do humor, é que ele não supõe que seu público, por ser majoritariamente juvenil, seja estúpido ou alienado e nem se preocupa com o politicamente correto que tanto nos irrita nos dias de hoje. Cidades de Papel nos traz um John Green mais crítico do que nunca, que nos faz refletir sobre quem as pessoas realmente são e se aquela imagem que projetamos de quem amamos condiz com o que, de fato, a pessoa é. Faz-nos refletir sobre pessoas de papel, superficiais e descartáveis, em suas casas de papel, nas cidades igualmente de papel.

John Green vale sempre a pena, mas confesso que, para mim, esse não foi o melhor de seus livros.
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marcelgianni 08/12/2014

Engraçado, mas sem graça.
Não se trata de um resumo ou sinopse do livro, mas sim de um relato do que me chamou a atenção no livro, e que pode influenciar outras pessoas na sua decisão de lê-lo ou não. Sem o uso de spoilers, faço uma análise sucinta da obra, justificando minha nota atribuída.
*Para ver minhas resenhas das obras de John Green, acesse: https://idaselidas.wordpress.com/2016/10/14/breves-analises-john-green/

Mais um romance de John Green voltado para o público adolescente. E mais um protagonizado por um nerd. O livro envolve uma paixão platônica do protagonista por uma garota popular do colégio, com uma aventura um tanto quanto inesperada e um fim vazio. O objetivo do autor é tentar mostrar a diferença entre o que somos e o que as pessoas acreditam que somos, e revela que muitas vezes não sabemos em qual desses lados estamos, se somos nós mesmos ou aquela imagem que os outros projetam de nós. Entendidos esse questionamento e reflexão centrais, o livro se torna bem vago, com aventuras um pouco surreais (como a vingança e a viagem alucinada), e com um final meio sem sentido. Os diálogos engraçados salvam a leitura, mas esta em muitos pontos torna-se enfadonha, e o autor tenta colocar alguma ação inesperada para tentar salvar o momento, mas que algumas vezes fica muito forçado, como no caso da história da vaca, por exemplo. Um livro em que o que salva não são os protagonistas, mas sim os coadjuvantes.
felipe.mulho 17/12/2014minha estante
Melhor resenha que li a respeito desse livro! O livro prende pelo mistério e a leitura fácil, mas compartilho da mesma sensação que você teve ao ler: vazio!

Muito boa sua resenha, muitos confundem resenha com resumo da obra, cheias de spoilers!
:)




tiagoodesouza 07/10/2013

Okay, eu sou muito lerdo e demorei para entender o que são cidades de papel. Para vocês não ficarem muito perdidos igual a mim, aqui vai uma pequena história para vocês entenderem. Não é spoiler, fiquem tranquilos. Imagina que vocês estão de boa viajando por aí e, de repente, se deparam com uma cidade com um nome curioso no mapa e querem visitá-la. Vocês andam para tudo o que é canto e simplesmente não conseguem encontrá-la até que perguntam a alguém onde é que ela fica. Então, descobrem que de fato ela não existe - ela é uma cidade que existe somente no papel. Isso quer dizer que os cartógrafos - pessoas que produzem mapas - criaram uma cidade imaginária para proteger seus mapas de serem copiados por outros.

Bem que a gente podia inventar um jeito de criar resenhas de papel, certo? Mas esse é um outro assunto. Vamos ao livro!

"- Hoje, meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas que não estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra. Mas, antes de redefinir completamente o mundo, precisamos fazer compras."
Página 38.

Mais uma vez, somos apresentados a um garoto prodígio. Quentin Jacobsen gosta de Margo Roth Spielgmann, sua vizinha, desde que eram pequenos. Praticamente, sempre que mencionam a garota, seu nome aparece completo. Certa noite, Margo aparece na janela da casa de Q. e o convida para uma jornada no meio da noite afim de realizar 11 tarefas, que envolvem vingança e até mesmo a compra de 3 bagres inteiros. Essa jornada toma praticamente toda a primeira parte do livro e é bem divertida e dinâmica.

Mas o que move a leitura é o que vem depois. Eu gostei bastante do mistério e expectativa criado para descobrir o que houve após aquela madrugada em que Q. e Margo passaram juntos. Sabe aquele sentido de descoberta que uma jornada revela a quem a realiza? É esse sentido que a segunda parte do livro tem. É Q. e seus amigos redescobrindo a misteriosa Margo. Ou mesmo a desconstrução da imagem que Q. tinha dela.

Eu gostei bastante de como a amizade entre Q. e seus dois melhores amigos foi mostrada. Os garotos não medem palavra se precisam dar um choque de realidade ao menino prodígio. Eles falam aquilo que ele precisa ouvir e não o que gostaria. E sempre estão dispostos e prontos para ajudar um ao outro quando precisam. E, afinal, amizade de verdade deve ser baseada nisso, certo? Confiança de que os amigos vão nos brecar quando acelerarmos e que sempre nos darão a mão quando estivermos caindo. Não que Q. esteja caindo em algum lugar.

Algumas pessoas que leram Cidades de papel chegaram a compará-lo com outro livro do autor, Quem é você, Alasca?. E isso fez com que elas se frustrassem um pouco, chegando a afirmar que são os mesmos personagens com nomes diferentes. Como eu não li esse outro livro, Cidades de papel foi uma leitura agradável e bem divertida. Eu não sou muito de rir enquanto leio, apesar de ver graça. E o João Verde conseguiu arrancar alguns risos da minha boca.

E então fica o recado: se vocês leram Alasca, talvez não vão curtir tanto. Se vocês não leram nada do autor, é uma ótima pedida para começar.

"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um."
Página 16.

site: http://www.ocapitulodolivro.blogspot.com.br/2013/10/resenha-cidades-de-papel.html
Beth 21/10/2013minha estante
Bem interessante como você falou do livro e o porque do cidade de papel. Não sabia e gostei desse detalhe. Estava mesmo pensando em ler e agora tenho certeza que vou. Adorei.


Adriana 21/10/2013minha estante
Ainda não li nada de John Green , queria comprar este na bienal mas estava muito caro, não tenho coragem de ler A Culpa é das estrelas ainda(quem sabe no futuro), Mas Cidade de Papel eu quero muito ler , quem sabe eu ganhe né, e gostando da experiência com John Green. Já que você deu 4 estrelinhas para ela e que gostei da resenha.


Jess 30/10/2013minha estante
Como 80% da população literaria ainda nao li nenhum livro do John, porem o que nao me falta é vontade, a cada resenha que leio com mais vontade de ler algum livro dele. Espero poder fazer isso em breve!


xx


Mell Bento 28/01/2014minha estante
Estou lendo, e estou achando a leitura um porre. Já tinha lido a culpa é das estrelas, bem água com açúcar, mas este... sei nem o que dizer....




Ana Valentina 04/03/2014

Cidades de Papel
Como todos sabemos, John Green está em alta e eu já estava ansiosa para ler algum livro dele. Então quando ganhei Cidades de Papel logo comecei a lê-lo :-)
O ritmo do livro é muito bom, você começa a ler e não quer mais parar. Tanto que terminei a leitura em dois dias, não que ele seja tão grande assim (risos). Bem, não vamos adiar o inevitável: Apesar de ter boa escrita, o livro apresenta gírias e palavrões em excesso e totalmente ridículos e desnecessários. Aliás, tenho certeza que Green poderia ter escrito a mesma coisa sem usar certos ‘termos’. Entretanto, isso não foi o único problema que eu encontrei.

O livro é dividido em três partes. Na primeira, Os fios, temos a introdução dos personagens e a inesperada proposta que Margo faz a seu vizinho Q (após invadir sua janela no meio da noite). Essa parte foca na longa aventura noturna dos adolescentes, mas não é de todo ruim, apesar de ter tido a sensação de que o livro inteiro seria muito banal.

A segunda parte, A relva, narra a vida de Q após o término da noite de zoeiras, quando se nota o desaparecimento de Margo. No princípio achei super interessante ver Q tentando encontrar pistas que levavam à ela (Margo costumava fugir e deixar pistas para ser encontrada) , mas depois a leitura deixou de ser atraente e começou a ficar muuuuuuuuuuuito entediante, com a busca compulsiva e desenfreada do garoto. Entretanto, eu ficava pensando: Aonde a doida foi parar? Também me atrevo a dizer que essa obsessão de Q pela Margo é muito doentia e enjoativa.

Depois de ter que engolir todo esse tédio, enfim Q encontrou uma pista válida que pode levar à Margo e assim iniciamos nossa parte 3, O navio, a parte mais interessante na minha opinião; e JURO que achei que eles iam morrer (risos). Não vou dizer como acaba essa saga, mas achei o fim muito sem graça e com certeza não gostaria de ver uma continuação (risos)

Cidades de Papel está saturado de filosofia, metafísica e blá-blá-blá, mas achei tudo muito forçado, muito raso e superficial, apesar de ter partes muito bonitas. A ideia foi realmente muito boa (trabalhar com o conceito de imagem que temos das pessoas e do quanto essa ideia é tola e ineficaz), mas acho que Green não soube organizar suas ideias e o resultado foi um livro com muitas páginas entediantes.

Eu não vou dizer que odiei o livro, nem que amei, na verdade ele simplesmente foi apenas mais um livro que li. Espero que os próximos livros de John Green me surpreenda e que dê jus a tanta fama que ele tem :-)

site: http://garotasdejales.wordpress.com/
Luana C. 17/02/2015minha estante
É bem isso mesmo. Não sei dizer se gostei ou não. e.e




Izabela 07/11/2014

Vocês sabem (eu acho) que quando eu gosto muito de um livro consigo lê-lo em um tempo recorde, seja menos de um dia ou até mesmo menos de meio dia, mas o que acontece quando o livro não consegue me prender? Bom, eu demoro uns quinze dias para lê-lo. Infelizmente é o que aconteceu com esse. Não significa que minha leitura piorou ou algo do gênero, apenas significa que toda vez que eu pegava o livro para ler eu tinha preguiça, preguiça da história, do livro e até da cara dele. Foi mais ou menos o que aconteceu quando li Looking For Alaska, mas (acreditem ou não) eu ainda gostei mais da história da Alaska do que da história (maluca) da Margo. Ah, para os que gostam de contar estrelas, esse livro recebeu três, mas cheguei a cogitar apenas duas. No final lucrou três porque, assim como os outros livros que li do autor, consegui encontrar frases muito boas. Frases. Bom, vamos focar na resenha, né? Depois eu me explico melhor, afinal sei que muita gente, mesmo, gostou desse livro.

O livro conta a história de Q(uentin), um menino relativamente normal com uma vida mais normal ainda. Ele sempre chega bem cedo ao colégio está em seu último ano assim consegue conversar com seus melhores amigos e consegue também pensar sobre um amor nada correspondido que sente por uma ex-melhor-amiga. Falando assim parece que a vida dele é um tédio e, bom, é isso mesmo, mas nem sempre foi assim. Quando era pequeno ele tinha uma melhor amiga inseparável, a Margo. Sim, o amor não correspondido. Eles faziam tudo junto quando eram mais novos, brincavam, andavam de bicicleta e tudo mais que se pode imaginar, mas tudo mudou quando, aos dez anos, eles acharam um homem morto. Por mais chocante que isso seja só Q. parecia entender a gravidade, enquanto que Margo se mostrava muito curisosa com a vida e com a falta da mesma. Aquilo fica para sempre na cabeça dos dois, mas mesmo com essa ligação cada um segue um caminho diferente.

"Lembre-me de nunca despertar a fúria de Margo Roth Spiegelma." - Página 56

E é aí que voltamos para o último de colégio, tudo estava normal até que, em uma noite, Margo aparece toda disfarçada na janela de Q., ela precisava de ajuda e ele era a pessoa certa. Eles saem por Orlando a, segundo Margo, cidade de papel em que vivem de madrugada para se vingarem de algumas pessoas e tudo já estava milimetricamente orquestrado por Margo. Eles fazem coisas inacreditáveis naquela noite, invadem lugares e pregam peças nas pessoas que pela visão da garota mereciam. Quando eles voltam para casa Q. fica um gigante ponto de interrogação na cabeça, afinal aquele tinha sido o melhor momento da vida dele e, finalmente, ele estava com a amiga de novo, mas algo lhe dizia que aquilo não ia durar, ele estava certo. No dia seguinte Margo é dada como desaparecida, ela tinha fugido e aquela não era a primeira vez. Ela sempre deixava pistas sobre onde estava, mas daquela vez os pais já estavam cansados demais para ligar, então Q. resolve que precisa achá-la. Ele ligaria as pistas e a acharia.

"O para sempre é composto de agoras." - Página 351

Margo Roth Spiegelman me irritou muito, o livro inteiro, para falar a verdade. A revolta que ela sente da vida de papel que leva não justifica nada que ela faz, a vi como uma menina mimada que não liga para mais ninguém. Q. é um personagem mais legal, mas ao mesmo tempo ele muda a vida inteira dele e faz coisas que nunca faria só para achar a amiga, sendo que nem tem certeza de que ainda são mesmo amigos. Como comentei, no começo, o livro tem frases muito boas, mas nem isso ajudou (dessa vez). Preciso contar que pulei algumas (muitas) páginas enquato lia e olha que nem assim minha leitura rendeu. Eu esperava mais, bem mais, mas preciso dar muitos créditos para o autor, porque escrever esse livro deve ter dado muito trabalho, são muitos detalhes e coisas que realmente devem ter pe pedido uma pesquisa mais detalhada de várias coisas.

Entendo o motivo que levou muita gente (mesmo) a gostar desse livro, dependendo da forma que você lê ele te faz pensar sobre muitas coisas, como todos os outros livros do autor, mas esse livro não é para mim. Outra coisa que me irritou um pouco muito é o fato de que os livro fala muito mal de Orlando e fala muita besteira sobre a Disney (virou pessoal). Algumas das coisas narradas e outras que falam que já aconteceram são verdadeiramente impossíveis e eu estou falando isso porque sei e porque conversei com pessoas que trabalharam por muito tempo nos parques em questão. Se você leu o livro provavelmente sabe do que estou falando. Bom, do autor ainda tenho um livro (na minha estante) para ler, mas agora desanimei e não sei mesmo quando vou ler.



site: http://www.brincandodeescritora.com/
judeaquino 18/12/2014minha estante
disse tudo que eu penso (inclusive sobre a parte dos parques), mas ao contrário de você tive que dar duas estrelas


Izabela 02/02/2015minha estante
Se eu der menos de três estrelas é que que foi tenso mesmo, haha acho que isso nunca aconteceu D:
Mas livros que ganham '3' comigo não estão bem na fita não haha




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