As Crônicas de Nárnia

As Crônicas de Nárnia C. S. Lewis




Resenhas - As Crônicas de Nárnia


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Marlon Teske 26/08/2010

Nunca Entre num Guarda Roupa Sozinho.
Antes que me apedrejem, vou avisar de antemão que gosto de histórias de fantasia. Não sou do tipo que se esquiva de uma boa história apenas por ela tratar de fatos que estão além do que é possível ou verossímil. Então, desde o momento em que um poste de luz brotou e cresceu em Nárnia, eu marquei esta como sendo uma das minhas histórias favoritas, independente do que pudesse vir dali em diante.

As Crônicas de Nárnia - escritas por C.S.Lewis - tratam-se na verdade de seis histórias que se complementam, com um enfoque claro para ser lida por crianças, não apenas por seu tom leve mas principalmente pelos comentários engraçados e "conselhos" para os pequenos leitores do autor (como as várias vezes em que ele deixa absolutamente claro que é uma péssima idéia trancar-se dentro de um armário).

Narrando o desenvolvimento do mundo de Nárnia desde o primeiro dia, quando foi cantado por Aslan até sua derrocada final com o apocalipse e o renascimento das almas no paraíso. Se em algum lugar ali na sua mente você teve a impressão de já ter ouvido algo assim antes, não alimente mais nenhuma dúvida: sim, são histórias bíblicas, adaptações dos mitos da criação de nosso mundo ao ambiente de Nárnia. Com direito, inclusive, a árvore do fruto proibido.

Isto não desmerece a obra como um todo, ao contrário. Conhecer as lendas que serviram de base para a obra de Lewis apenas melhoram o sabor de se atravessar as impressionantes setecentas páginas do volume único seguindo de certa maneira a mesma fórmula de Tolkien - o mundo de Nárnia é o personagem principal dos livros. Com um claro diferencial; o texto prima pela agilidade da história, e não a riqueza de detalhes do mundo.

Os personagens mudam constantemente conforme a obra avança, apesar de sempre terem alguma ligação entre um livro e outro, seja sendo lembrados através das lendas antigas deste mundo, seja por visitarem lugares que existiram em outras eras (ainda que um pouco mudados). Aparentemente, Nárnia é constantemente visitada e salva por um grupo de crianças londrinas, mas como lá o tempo corre de forma diferente, as vezes, um ano aqui pode significar milênios lá, ou apenas alguns poucos anos.

Se você assistiu a algum dos (até agora) dois filmes Disney e gostou da magia que se esconde por detrás deste mundo onde animais falam e lutam e crianças reinam, não perca mais tempo e procure ler o quanto antes. E se você não curtiu, igualmente procure dar uma chance ao livro. Talvez sobre um espacinho de seu tempo para aventurar-se em Nárnia.

Lido em Setembro/2009
Feline 14/10/2009minha estante
Vale dizer que Lewis e Tolkien eram amigos e suas obras refletem suas concepções religiosas. Lewis também é autor de vários livros evangélicos.


Rebeca 25/09/2010minha estante
Depois de ler tantas resenhas dizendo só que o livro é cansativo, foi bom ler sua resenha.


Ana 18/11/2010minha estante
Ótima resenha! :D


Lu 25/02/2011minha estante
Voce realmente é um bom leitor, e entende o que lê.Aliás, consegue sentir a leitura...
Parabéns!


Gesi 15/04/2011minha estante
Fiquei impressionada como você conseguiu expressar exatamente o que a gente sente ao ler As Crônicas de Nárnia. Parabéns!


Trinity 27/04/2011minha estante
Acho que seu comentário sobre o livro foi ótimo, estou lendo o livro e é justamente isso que estou sentindo.


Bianca 29/05/2011minha estante
sou apaixonada por Narnia desde quando eu li a primeira Crônica, e gostei do que você disse, e o mais legal, é você pegar pra ler ele com uma bíblia do lado, você vai ver como as histórias se encaixam perfeitamente !
C.S.Lewis é, ou foi, o cara !


Pris Vieira 01/10/2011minha estante
Amo a Bíblia e acredito nela e em Jesus como Salvador. Não acredito em espiritismo, logo não leio os livros do Chico Xavier. Não leio os livros do Harry Potter pois desprezo alusões à bruxaria como força do bem, etc...
Mas, se os pegasse para ler, saberia que, pelas crenças dos autores, os livros obviamente estariam cheios de suas impressões, e visões, ainda que muito sutis. Mas isso não torna os livros ruins e nem é motivo para criticar os que os escreveram por disseminar suas crenças. Do mesmo modo, é uma escolha ler ou não ler Nárnia. E Lewis era totalmente livre para criar alegorias bíblicas. Criticar isso, acredito que é tentar mudar as feições do autor. Ainda estou com o livro na minha fila de leituras, mas estou louca pra começar!E os comentários aqui postados me deixaram ainda mais ansiosa pra ler! ;)


Bárbara Matos 29/11/2011minha estante
Lewis e Tolkien além de amigos, faziam parte do Inklings, um clube informal de escritores que se reuniam num pub local para discutir ideias para as histórias. Como o próprio volume único de As Crônicas de Nárnia explica. Acho incrível como dois mundos tão incríveis surgiram de pessoas tão próximas. Vai saber quantas outras ótimas histórias menos conhecidas existem por aí geradas desse grupo de escritores.


Aline 19/12/2011minha estante
Adorei o texto,tudo que vc escreveu é verdade,amo demais esse livro,fez parte da minha infancia,me lembro que quando criança queria ir para Narnia,este livro faz vc entrar em um mundo magico.Perfeito *-*


duda 07/02/2012minha estante
A forma como Lewis e Tolkien escrevem e dão vida às suas histórias é o que mais me impressiona. Todos os detalhes e descrições, me fizeram ficar completamente apaixonada por Nárnia. Muitas vezes, quando era menor, cheguei a sonhar em realmente ir pra lá hhahah coisa de criança..


Filipe Nabarret 16/02/2012minha estante
apaixonado pelos contos.... e o que mais me chamou atenção quando começei a ler também foi o fato de uma barra de ferro se transformar em um poste de luz... amei


Naná 23/02/2012minha estante
Desde pequena sempre fui apaixonada pela leitura!E o mundo dos contos,sempre mexeu com minha imaginação.As crônicas de Nárnia é excelente eu me apaixoneiiiii!!!!


Ervelyn 25/02/2012minha estante
Falando em conselhos para crianças me faz lembrar de algo que Aslam diz algumas vezes para Lúcia, que o que aconteceria se nós ou outras pessoas fizéssemos ou não as coisas não importa. Isso me faz não me arrepender de meus atos, e pensar bastante antes de fazer algo.


sueli peitl 25/03/2012minha estante
contei essa linda mensagem para as crianças de uma ong, antes mesmo do filme chegar ao brasil, começa com o garoto Digori.a arvore da maciera a fruta que cura,a arvore que cai e ai é fabricado o guarda roupa desta arvora de maçieira por isso ela é magica, linda historia,lendo o começo do livro a gente fica maravilhada com tantas marasvilhas, depois vem os demais, como principe caspian, lindo livro esse é um dos que nao pode faltar na minha estante bjs atodos leitores


Mandy 14/04/2012minha estante
Realmente, estou na dúvida se leio, ou não este livro, alguém pode me ajudar, me esclarecendo mais sobre "As Crônicas de Nárnia", pois ouvi falar por um amigo meu q já leu o livro, q ele é infantil!Mas não quero me prender a uma única opinião, pois gosto de boas leituras, mas não muito infantilizadas. Quem puder me ajudar, mande um e-mail para: trindadeamanda@yahoo.com.br. Obrigada,
Amanda


Nayara 30/04/2012minha estante
Achei muitíssimo interessante a sua resenha, principalmente a sua comparação à Bíblia. Nunca havia pensado deste jeito e achei bacana a sua comparação.


Lucia 29/05/2012minha estante
Gostei da resenha, deu vontade de reler o livro. Confesso que as histórias de fantasia não são as minhas preferidas, mas As cônicas de Nárnia são uma exceção.


Matt 28/06/2012minha estante
100% de classificações positivas à sua resenha. 100% merecidas.


Breno Fernandes 01/08/2012minha estante
Parabéns pela resenha! Eu sou um Fã de C.S Lewis!!


Lennon 21/08/2012minha estante
Você falou muito bem sobre o livro, assisti o filme primeiro, queria ter lido o livro antes, mas minha ansiedade foi maior... Livros foram feitos para serem lidos com o coração aberto, sem preconceitos.


Annyara 27/09/2012minha estante
Estou lendo o livro e realmente me encantei com as belas histórias de Nárnia, as aventuras são tão divertidas e interessantes que me deu vontade de tentar entrar em um guarda-roupas. Parabéns pela resenha!


Jéss 03/12/2012minha estante
Acabei de receber o livro em casa. Resolvi comprar no Black Friday e não vejo a hora de começar a ler. Sua resenha despertou ainda mais a minha curiosidade e acho peculiar o fato da história conter passagens bíblicas. Sou apaixonada pela Bíblia e adorarei ler algumas histórias de formas diferentes. Obrigada pela resenha :D


Raíssa 02/01/2013minha estante
Adorei sua resenha, eu já li os livros em pdf e agora finalmente, consegui comprar o volume único, ele era muito caro e eu estava doida pra ter ele na minha estante e agora finalmente eu posso tê-lo. Eu totalmente indico para as outras pessoas que ainda n conhece as Crônicas de Nárnia, ou só conhecem através dos filmes


Luciana 21/02/2013minha estante
me interessei a partir do filme e comprei o volume único para ler desde o começo.Adorei


Gabriel 01/01/2014minha estante
Amei sua resenha, Crônicas de Nárnia é uma história envolvente e encantadora. Apenas uma observação que não são seis histórias o livro e sim sete sendo eles: (O sobrinho do Mago; O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa; O cavalo e seu menino; Príncipe Caspian; A viagem do Peregrino da Alvorada; Cadeira de Prata e A última batalha. Apenas se atente a esses detalhes, que para fãs fazem grande diferenças


Vera 05/04/2014minha estante
Esse sem dúvida é o livro de literatura fantástica mais perfeito que eu já li; e eu já li todas as histórias dos Irmãos Grimm, a saga do Harry Potter, O Pequeno Príncipe, etc, etc, etc. Mas em nenhum outro senti tanta vontade de ir para lá e ficar para sempre como em As Crônicas de Nárnia.


Ingrid 07/05/2015minha estante
Parabéns pela resenha! Você fez uma ótima análise. Uma das coisas mais legais a respeito do Skoob é o fato de podermos trocar nossas experiências literárias uns com os outros. Mais bacana ainda é quando encontramos na interpretação de outra pessoa muito da nossa própria visão a respeito do livro.


Renan 19/06/2015minha estante
Sua resenha me fez ficar mais ainda com vontade de ler. :)


Amanda 15/12/2015minha estante
Adorei a resenha! É exatamente assim!




Fê Gaia 18/09/2010

Bíblico e infantil
Esse livro é um prato cheio para os cristãos de todo o mundo; agora para os que possuem outra visão de mundo, assim como eu... a leitura torna-se bem enfadonha e por vezes até revoltante. Tantas lições bíblicas são passadas que quase se tem a impressão de se estar assistindo a uma missa. Sem contar toda essa visão antropocêntrica cristã, onde o mundo funciona como se fosse um presente dado por Deus (ou Aslam) para os humanos, para q nós o governemos e a todos os seres q nele moram, de uma forma bem hierárquica (Aslam - pessoas - animais e demais seres falantes - animais comuns e "inferiores").

Além disso, as crônicas possuem trechos muito bobos e alguns até mesmo sem sentido. Sei que elas foram escritas para as crianças, mas isso não significa q é preciso dar informações erradas e colocar passagens sem pé nem cabeça.

A melhor crônica e a única das sete que realmente me interessou foi A Viagem do Peregrino da Alvorada, pois não possui tantos ditos bíblicos, cria um certa expectativa do que vai acontecer e não é tão previsivel quanto às outras.

Enfim, classifiquei esse livro como bom pq ele tem seu valor apesar de não fazer meu estilo. E, por incrível que pareça, concordei com quase tudo que o Lewis escreveu no seu ensaio ao final do livro sobre as várias maneiras de se escrever para crianças. Seria ótimo se ele as tivesse aplicado melhor em seu livro.
Cássia 25/02/2010minha estante
Excelentes considerações a suas. =]


May Silvério 28/03/2011minha estante
O engraçado é que "A Viagem do Peregrino da Alvorada" é uma das crônicas que mais fala de Deus. Ela foi a primeira a deixar claro a intenção de Lewis: evangelizar crianças.


Fê Gaia 28/03/2011minha estante
May, na verdade todas as crônicas tentam evangelizar os leitores, e não concordo que "A Viagem do Peregrino da Alvorada" se destaque mais nesse aspecto. Apesar de todas as referências cristãs, ela me agradou por ser doce, mágica e mais coesa que as demais.


Maysa 07/04/2011minha estante
acho que não é exatamente envangelizar, Lewis quis apenas colocar de modo diferente como as pessoas vêem Deus ou Jesus, ele quis resguardar que Deus/Aslam nos dá a chance de escolher tanto como de ajudar-nos, e fez muito bem no livro. Sim, cada um tem sua opinião, mas seja mais coerente ao dar a sua.


Fê Gaia 07/04/2011minha estante
Maysa, fui muito coerente nas minhas afirmações, onde vc viu o contrário? Acho q o seu problema não é entender meu ponto de vista e sim respeitá-lo. Não sei pq algumas pessoas encararam a minha resenha como um ataque aos cristãos, isso é ridículo. Tenho vários amigos religiosos e os respeito muito, assim como eles respeitam minha visão de mundo. Seria interessante se vc seguisse esse exemplo. Abraços.


rafaelverolla 08/04/2011minha estante
Concordo totalmente com você. O que impede este livro de ser universal como SdA, Duna, As 1001 noites e tantos outros clássicos é o excesso de alegorias.
Tolkien mesmo teve grandes rusgas com Lewis devido a isso. Tolkien, apesar de ser extremamente religioso, odiava alegorias e livros feitos com intenções obscuras.
Sobre ser livro para criança, isso não é desculpa. Compare com O Hobbit.
Concordo totalmente como você, menos com seu ultimo paragráfo. Este livro é tão conhecido por ser usado como ferramenta de evangelização pelos pastores estadunidenses e pela amizade dele com Tolkien.
Não é um livro que se sustenta, pelo menos, não no nível em que o põem.


Anna Medeiros 21/04/2011minha estante
Estou começando ainda e já dá pra ver a quantidade de lições bíblicas. Isso me encomoda um pouco, porque sou ateísta, mas tento encarar como mais uma história ficcional =]


Bianca 29/05/2011minha estante
eu concordo com a May, se você se incomodou um pouco com o fato de ter tantas passagens bíblicas, poxa, A viagem do Peregrino a Alvorada foi o que mais deixa claro o motivo de todas as crônicas: Evangelizar! De uma forma diferente, que encanta, envolve, assim como o evangelho é pra quem o conhece!


Tsevergnini 31/05/2011minha estante
Não comecei a ler ainda, mas quanto a "passagens bíblicas", mesmo eu sendo um "ateu" (não ateu, pois é exagero ser tão cético. Acho que a melhor definição é a que o Orkut me deu: "Tenho um lado espiritual independente de religiões".), não acho que isso vá ser um problema, pois encaro a Bíblia como um livro literário que conta a história do personagem Jesus e não um livro sagrado que conta história do salvador.

Quando lemos outras literaturas, sempre há personagens ligados às religiões, independente de qual seja, faz parte dos personagens!

Mas terei uma opinião melhor quando eu lê-lo. Chegou hoje o meu livro! :D
espero que ele não seja tãão infantil como tu falaste! Se bem que Percy é infantil e achei legal. ^^


Nanii 21/07/2011minha estante
Eu nem me importo com essas passagens, aliás, nem percebo. Leio por diversão e por gostar da história.
Mas é uma boa observação.


Neto Marcel 09/08/2011minha estante
Como anayala eu naum me importava com essas passagens, e realmente nem as percebia direito, pois pra mim isso nunca foi muito evidente, pelo menos não como está sendo dito aqui, e eu nunca relacionei a crônica "A viagem do peregrino da alvorada" com evangelização! rsrs Só que tive de mudar todas essas considerações depois de ler "A última batalha", crônica que gostei muito, mas que teve partes que realmente me incomodei com as alusões de Lewis, como o deus ruim, Tash, que faz parte da crença de um outro povo que não os narnianos, onde me ficou muita clara a mensagem de que uma fé é a "correta" e a outra a "errada", coisa absurda. Fora que achei de muito mau gosto o fato de o povo da fé "errada" e que era um povo cruel, sujo, "moreno" e outras coisas é muito semelhante em aspectos descritivos da cultura, roupas, etc., com os povos do Oriente médio, muçulmanos e talz...sei lá, posso estar sendo paranóico quanto a isso, rsrs, mas quanto a mensagem de existir um culto e uma crença "certa" isso ninguém me tira da cabeça que foi a mensagem ali passada... Enquanto o autor só fizesse alusões a religião cristã tudo bem, nada contra, mas pra mim ele foi infeliz em outras que vão além disso...


Juh_Oliveira 15/08/2011minha estante
Po fala sério vc achou o livro ruim só pq tem conteúdo cristão?? Tantos livros por aí falam sobre religião msmo que não explicitamente. Não entendi o pq da sua indignação!


Isaque 14/10/2011minha estante
Sou cristão e os cristoes q ja leram devem saber que aslan é simbolicamente Deus.


Isaque 14/10/2011minha estante
Vc não gostou do livro so pq tem um pouco de cristianismo???
Eu li pq acho interresante.
Mas eu sou cristão.


Viviane Raposo 18/11/2011minha estante
É completamente impossível escrever sem algo sem influências. E isso se deve ao fato de que todos nós somos cheios opiniões a respeito das mais diversas coisas, e essas opiniões também foram influenciadas, seja por opiniões alheias, seja por experiências vividas.
Na literatura não é diferente, e levando em conta o fato de que as escrituras mais antigas eram sempre relacionadas à religião, dos hieróglifos egípcios aos papiros da bíblia hebraica. Ou seja, isto significa que escrita era, de uma maneira geral, uma forma de guardar os preceitos, feitos e todo o resto relacionado à religião.
O que eu quero dizer com isso é que um autor também sofre influências, e de certa forma, numa linha mesmo que muito tênue do passado, ela terá ligação com a religião, pois ele foi influenciado por outros autores, que foram influenciados por outros e assim por diante, até que esta linha tangencie autores religiosos também influenciados, independente de sua religião.
Sendo isso perceptível ou não, seus conceitos, mesmo que você seja ateu, são influenciados de alguma forma pela religião, não só a cristã. O que não te torna mais ou menos ateu, pois conceitos como "deve-se respeitar os mais velhos" e "obedeça seus pais" não valores adotados apenas pelos religiosos, mas sim pela sociedade em geral, apesar de estarem contidos em livros sagrados de diversas religiões.


Viviane Raposo 18/11/2011minha estante
Não nego as intenções de Lewis, mas o que eu quis dizer é que não há como fugir de influências religiosas.


Morini 12/02/2012minha estante
Eu sou ateu, e mesmo diante da clara influencia cristã na criação do livro, isso não prejudica em nada a obra. É excelente. Aslam pode até ter sido criado com base na figura de Jesus, no entanto, Aslam é infinetamente melhor que Jesus. É impossível para um escritor escrever uma história sem colocar um pouco de sí e do seu próprio mundo nela. Enfim, acho que você leu o livro já com olhos críticos à religião.


João L. 26/08/2012minha estante
Todo escritor coloca algo de si nas suas obras. Lewis foi ateu e protestante. Também sou ateu e não vejo problema na relação que o livro tem com a bíblia.
Na verdade, se nós repararmos, vemos que muitas histórias de livros ou filmes tem bases bíblicas. Não exatamente "bases". Mas o motivo da semelhança, é que, querendo ou não, os textos são textos (inventados ou não, são histórias contadas) e por isso têm certa semelhança! Quem é ou já foi cristão pode entender.


João L. 26/08/2012minha estante
Todo escritor coloca algo de si nas suas obras. Lewis foi ateu e protestante. Também sou ateu e não vejo problema na relação que o livro tem com a bíblia.
Na verdade, se nós repararmos, vemos que muitas histórias de livros ou filmes tem bases bíblicas. Não exatamente "bases". Mas o motivo da semelhança, é que, querendo ou não, os textos são textos (inventados ou não, são histórias contadas) e por isso têm certa semelhança! Quem é ou já foi cristão pode entender.

Um bom exemplo do propósito evangelístico do livro é quando Aslam diz para os "filhos de eva" que eles terão que aprender a reconhecê-lo no mundo deles, mas de um jeito um pouco diferente.


Bianca 14/11/2012minha estante
Eu sempre achei que quem não gostaria do livros seriam os cristãos fanáticos, se assim posso dizer. Sou cristã e não vi problema nessas relações bíblicas, mas tem pessoas que fazem todo o caso porque Aslan é comparado a Deus, ou pelo menos foi o que vi em algumas críticas. E como alguns disseram, é estranho você não gostar somente por esse motivo.


Mário 20/01/2013minha estante
Olha, eu acho que o fato em si de o livro ter uma influência cristã foi aparentemente o único motivo pelo qual você acho a leitura '' enfadonha e por vezes até revoltante'' mas acho que você leu o livro já com olhos críticos à religião cristã, pois pessoas de todas as religiões amaram o livro por sua história. Entenda, não estou questionando a sua opinião ou religião. Apenas estou dando um comentário meu sobre a sua resenha.


Fê Gaia 20/01/2013minha estante
"... é estranho você não gostar somente por ter influência cristã". Gente, será que vocês estão lendo outra resenha? O que me incomoda não é a influência cristã, e sim a doutrinação que EU enxerguei no texto, além de todos os OUTROS motivos que eu citei na resenha, caso alguém tenha se dado ao trabalho de ler com atenção. Respeito todas as opiniões, só lamento que as pessoas distorçam o que eu disse de modo tão absurdo. Sem mais.


Larissa 04/01/2015minha estante
Bom, como cristã não me incomodei mas não posso negar que isso me influênciou a procurar o livro, lia por entretenimento e não posso dizer que gostei muito do livro devido à linguagem infantil, se tivesse lido na minha infância...
As crônicas que mais gostei mais: ''O sobrinho do mago'', ''A viagem do Peregrino da alvorada'' e ''A cadeira de prata.




Vinícius 30/10/2010

" [...] Inclino-me a quase afirmar como regra que uma história para crianças de que só as crianças gostam é uma história ruim. As boas permanecem. Uma valsa da qual você só gosta enquanto está dançando não é uma boa valsa." (Três maneiras de escrever para crianças, Lewis)

Que fantástica obra escrita por C.S. Lewis, direcionada para crianças com um toque religioso, principalmente na criação e no fim do mundo, é apreciada pelo mundo todo não só por crianças, e também por adultos e até senhores de cinquenta e três anos.

O livro é bem extenso e as letras são pequenas nesse volume único, e a cada capítulo ou história você encontra desenhos muito bem ilustrados por Pauline Baynes. São sete histórias (agrupadas nesse livro por ordem de preferência do autor) que narram as mais diversas aventuras nas terras de Nárnia, um fantástico mundo repleto de animais falantes, faunos, dríades, anões, centauros, gigantes, dragões, paulamas e muito mais.

Nárnia recebe visita de crianças londrinas em tempos difíceis, chamadas por Aslam, onde se aventuram mundo a fora, salvando o reino muitas vezes.

" [...] Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que eu prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. [...]" (A cadeira de prata, Brejeiro)

Recomendo a todos os amantes da fantasia, e até aos que não gostam, com certeza vão se apaixonar por essa história da mesma forma que eu me apaixonei.
Raquel T Moura 31/10/2010minha estante
Ótima resenha! Espero encontrar logo um tempinho pra ler essa história. Boa recomendação =)


Mateus 01/01/2011minha estante
Cara, vc resenha super bem sim! Concordo plenamente com vc, Nárnia é incrível *-* (agora tem 5 "joinhas" na sua resenha HUSAHUSAUH)


anaruths 02/02/2011minha estante
Muito boa sua resenha! Eu nao lembrava de como essa citação do brejeiro era tocante.




Thiago Henrik 15/09/2009

Ótimo para crianças, se você quer que elas aprendam que:
- Pessoas de pele escura são más.
- Povos com deuses e costumes diferentes do seu são cruéis.
- Só existe um Deus certo. Pessoas que cultuam outros deuses estão erradas.
- - Se os colegas de escola a atormentam, Deus não se importa que você resolva com violência.
- Deus não gosta de garotas que crescem...

. . .

Depois de assistir o primeiro filme, fiquei curioso sobre o livro. Achei que seria um grande conto de fadas, com um bom toque de Terra Média, já que Lewis é famoso por ter sido amigo de Tolkien. Mas minhas espectativas foram por água a baixo. Nem a genialidade de Tolkien, nem a magia non-sense presente nos contos de fadas estava nesse livro.

Toda a trama e todos os conceitos do livro são trabalhados para se encaixarem numa ideologia Cristã ultra-conservadora. Aslam é uma exageradamente clara referência a Jesus Cristo, O Leão de Judá, ou o Cordeiro (formas com que Aslam se apresenta às crianças). "O bom leão, que deu seu próprio sangue para salvar Nárnia inteira." Isso fica mais claro quando você descobre que o país de Aslam é para onde se vai quando morre, e que ele também existe no 'nosso mundo' mas com outro nome.
Não acharia mal nenhum nisso (também sou cristão), mas o autor faz isso tantas vezes, e de forma tão abusiva que incomoda. O Macaco, vilão do último livro pode ser tomado por um homem que acredita na lógica e na ciência (teoria da evolução), portanto, é mau. O autor coloca em sua boca palavras que, para mim, são corretas, mas que no contexto são mostradas como erradas e enganadoras, como: "Toda aquela velha história de que nós estamos certos e os calormanos errados é pura bobagem. (...) Tash e Aslam são apenas dois nomes diferentes, vocês sabem de quem..."

Mas o pior é a óbvia discriminação racial presente no livro. Só alguem muito alienado(a) não perceberia as claras afirmações Anti-Árabe ou Anti-Otomanas. O mais cruel, mais vil e ganancioso povo de todos é descrito como um povo de pele escura, de turbante, com palácios atapetados, e que envergam Cimitarras em batalha. É terrível quando você vê um personagem se sentir feliz ao perceber que não é 'moreno' e sim da 'gente loura de Nárnia', como no livro O cavalo e seu menino: Eram todos com a pele branca, e a maioria deles tinha cabelos louros.. Até mesmo os personagens brancos são diferenciados pela cor do cabelo, quanto mais louros, mais virtuosos, como Pedro, Lúcia e Caspian. Os de cabelos negros apresentam quase sempre algum desvio de caráter como a inveja ou a vaidade.

Susana sequer aparece no último livro. Segundo Pedro, ela "já não é mais amiga de Nárnia". Jill explica que é porque "agora ela só pensa em lingeries, maquilagens e comprimissos sociais.". Pelo visto, Lewis não gostava de mulheres se não fossem mais criancinhas, ou ainda não fossem inofensivas velhas senhoras.

Resumindo, Lewis e sua Nárnia tem o cristianismo de J. R. R. Tolkien e a ginecofobia de T. H. White, mas sem a genialidade e a habilidade desses dois autores. Dos sete livros se extraem algumas boas estórias, mas é um livro que eu não aconselho para crianças, que são extremamente influenciáveis.
Marcos Queiroz 12/10/2009minha estante
Excelente resenha. Pensei o mesmo que você nestes pontos sobre a influência cristã que o Lewis possuía e expressou em sua obra.

Além do mais, o livro não me atraiu por suas estórias... são contos de fadas que cansam, que não cativam, que não atraem o leitor...


Feline 14/10/2009minha estante
C. S. Lewis é autor de livros evangélicos. Assim como a obra do Tolkien, reflete os valores WASP (Branco, Anglo-saxão e Protestante). De qualquer forma, o racismo, a religião ou qualquer posicionamento moral dos autores é sempre irrelevante diante de suas obras.

Tolkien e Lewis, apesar de tudo, influenciaram definitivamente toda a literatura de fantasia que veio a seguir. Potter é WASP.


Rosanateca 11/12/2011minha estante
Não se trata de gonecofobia, mas de algo mais simles. As pessoas crescem e precisam viver no seu mundo, como diz Aslam em A Viagem do Pregrino da Alvorada. Suzana cresceu e não vê mais graça em um mundo de fantasia.


Rosanateca 11/12/2011minha estante
Não se trata de gonecofobia, mas de algo mais simles. As pessoas crescem e precisam viver no seu mundo, como diz Aslam em A Viagem do Pregrino da Alvorada. Suzana cresceu e não vê mais graça em um mundo de fantasia.


raphael 27/12/2013minha estante
Concordo totalmente com a resenha, que vale, especialmente, para o último livro. Onde o autor esquece a inventividade e parte para uma aparente nova versão da bíblia. O volume único começa interessante, com claras referências à bíblia, todavia criativo, bastante atrativo, todavia após o "Peregrino da Alvorada" a trama cai em qualidade, chegando em seu pior momento no desfecho, um verdadeiro desastre.


Cami505 30/09/2015minha estante
Também discordo do parágrafo sobre Susana. As outras garotas cresceram e nem por isso deixaram de visitar Nárnia. Susana cresceu no que se refere a se tornar uma pessoa fútil, pois nem toda mulher "só pensa em lingeries, maquilagens e compromissos sociais", saiba você. Poderia ser um exemplo masculino, mas ele escolheu Susana pra mostrar que pessoas escolhem outros caminhos.


Cláudia 20/01/2018minha estante
Concordo forte com o que escreveu. Não entendo como esse livro é até hoje vendido com infanto-juvenil.




Victor 02/01/2010

Nota-se pelo apêndice desta edição que C. S. Lewis foi um homem inteligente, e com uma mentalidade ideal para que fosse um ótimo escritor. Mas, por algum motivo estranho, esse potencial pode ser reconhecido apenas em algumas partes do livro, especialmente na última crônica. De resto, as histórias são exageradamente oníricas - o que deixa a sensação de que o autor as escreveu em estados alterados de consciência, o que, por sua vez, sendo verdade ou não, deixa a sensação de que o autor não tem muita criatividade (é como se precisasse sonhar, ou se drogar, para ter idéias) -, exageradamente moralistas, exageradamente maniqueístas, exageradamente anti-árabes e exageradamente cristãs (chega a ser ridículo quando se sabe que a religiosidade de Lewis era indefinida, ao contrário da de Tolkien, que, mesmo sendo cristão fervoroso, não deixou que isso sujasse tanto seus livros).

Meus filhos, quando eu os tiver, não lerão As Crônicas de Nárnia, ao menos não até que estejam maduros o suficiente para saber que não é preciso ser branco para ser bonito, nem ser bonito para ser bondoso. Maduros o suficiente para saber que não há bem ou mal, e muito menos que o mal deve necessariamente ser representado por criaturas feias e/ou burras ou por humanos de características fisionômicas e culturais árabes. Isto é tolice do tempo das cruzadas! Sem falar na pregação religiosa insuportavelmente tosca representada pela figura do leão Aslam, "alter-ego" do Deus bíblico em Nárnia. É uma associação muito forçada a feita entre o tal leão e "todas as coisas boas", é como propaganda de cigarro mostrando pessoas legais fazendo coisas legais: "cigarro tem a ver com tudo que é legal, se você gosta de coisas legais e de ser legal, fume". O mesmo acontece aqui, o autor usa de todos os seus poderes criadores para afirmar e demonstrar que tudo o que é bom e belo tem a ver com Aslam, se você gosta das coisas boas e belas, então goste de Aslam, siga Aslam, ame Aslam (e, claro, querida criança manipulável, não esqueça que Aslam é Deus). Uma lógica duvidosa, mas que é a base de muitas religiões, as quais não quero que meus filhos sigam, e, caso eu não consiga os impedir, pelo menos não quero que sigam com base nesse tipo de argumento pega-trouxa (e qual argumento religioso não é pega-trouxa?).
Lucas de Castro 04/01/2010minha estante
Ótima observação!



Risoflora 05/01/2010minha estante
tirou palavras da minha boca, em especial o 2º parágrafo.


raphael 27/12/2013minha estante
Bela resenha.

Triste como um livro que começa tão bem, mesmo com as influências religiosas que não concordo, pode terminar de maneira tão absurda. Preconceito, maniqueísmo bobo, racismo escancarado. Triste.


Coruja 27/01/2016minha estante
É importante lembrar que um calormano foi aceito por Aslam no "paraíso", entretanto, percebi também um determinado racismo nas referências aos povos comandados por Tisroc, sendo analogamente islamofobicas.




Léo 12/12/2009

Incrivel
O livro é simplesmente incrível,um dos melhores que já li.
A capacidade do autor de criar um livro assim é fascinante. Sua criatividade não tem limites,e o livro é muito bom.Uma história leve,poética e muito legal,principalmente o sexto e penúltimo livro,A Cadeira de Prata.
Recomendo á todos,vale mesmo a pena ler.

www.sagasmarcantes.blogspot.com
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Mandark 31/05/2010

Mágico!
Esse livro tem gostinho de infância, tem cheiro de terra molhada em fim tarde, quando a chuva passou e os últimos raios de sol saem para aquecer a terra com candura. Tem o encanto das brincadeiras de pique, a magia das histórias contadas pela avó quando falta luz em casa e a luz da vela ilumina os rostos ansiosos daqueles que param para ouví-la. Esse livro é realmente um livro para crianças, e principalmente para a criança que eu jamais deixarei de ser, que terminou de ler suas últimas páginas com lágrimas nos olhos e um brilho no olhar que ninguém podia apagar...
Um livro de sonhos, um livro para fazer acreditar... Para acreditar que a vida é bem mais do que nossos olhos podem ver... Ela é a intensidade com que a nossoa imaginação pode viajar pelo céu...
Um livro que precisa ser lido e relido com a pureza dos primeiros anos...
Uma oportunidade única para se reencontrar...
BáCamargo 03/06/2010minha estante
Que resenha linda!

Sem dúvidas Nárnia é tudo isso sim, estou lendo a quinta crônica e já pensando o quanto será maravilhoso voltar a lê-las, daqui a uns anos, para meus filhos.


24/07/2010minha estante
Que resenha mais linda! Fiquei ainda mais com vontade de ler o livro...


Gabi 07/02/2011minha estante
Amei a sua resenha, é maravilhosa *-*
E você tem razão, As Crônicas de Nárnia são tudo isso, e muito mais!




andré lady gaga 02/02/2014

Deu a Louca na Lady Gaga
Quero ir pra Narnia!
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Morfindel 27/10/2010

Infantil?
Um livro que te leva a viver Nárnia. Um livro que te faz querer viver Nárnia. Certamente não um livro infantil, mas um livro para todas as idades, principalmente para os que não deixaram de ser criança quando cresceram.
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Angélica 05/12/2010

As Crônicas de Nárnia
Vou ser sincera: eu não estava nem um pouco empolgada para ler "As Crônicas de Nárnia". Comprei o livro pois sabia de sua grande influência na literatura fantástica (principalmente na infanto-juvenil) atual, e decidi que seria interessante lê-lo, nem que fosse só para conhecer. Na minha mente, um livro voltado essencialmente para crianças - e que, ao contrário de romances como Harry Potter, não se preocupava nem um pouquinho em agradar ao público adulto - teria histórias diretas e simples e personagens planas, sem o menor desenvolvimento psicológico. Ou seja, seria um puro bolo de tédio. Mal sabia eu o quanto estava enganada.
O mundo criado por Lewis é realmente fantástico, em todos os sentidos. No meio de tantas obras sobre criaturas fantásticas e sobrenaturais, tão comuns hoje em dia, sua mitologia consegue se manter fresca e única, e completamente fascinante. Apesar de várias criaturas conviverem em sociedade juntamente com os humanos (os anões e alguns animais falantes, por exemplo), o espírito de mistério, que anda sempre lado-a-lado com a magia, se mantém durante toda a obra, seja através de criaturas fugidias, como os sátiros, (que fazem suas festas na noite da floresta, mas fogem ao menor sinal de presença humana), seja através da própria Nárnia, que muitas vezes quase perde sua magia por falta de quem acredite nela (como acontece em “O Príncipe Caspian”, por exemplo, em que Lúcia e seus irmãos encontram as árvores, antes falantes e até mesmo capazes de se mover, completamente mudas).
As personagens de Lewis são encantadoras. Suas crianças podem ser realmente vistas como personagens planas, que não refletem muito antes de tomarem uma decisão, sempre baseada em seus firmes valores. E isso me faz pensar: nosso mundo não seria melhor se todos nós fôssemos assim? Se ao invés de desconfiar de tudo e de todos, e de tentar sempre puxar a sardinha para o nosso lado, nós de fato acreditássemos em valores como lealdade e amizade, e agíssemos sem hesitar, sempre de acordo com esses valores? Em Nárnia todas as dificuldades e inimigos são vencidos não só graças à força e à inteligência, mas também à confiança, à lealdade e à amizade. Suas histórias servem tanto para incutir valores nos pequenos quanto para fazer os adultos refletirem.
Mas, dentre todas as personagens de Nárnia, Aslam é certamente a mais fascinante. Uma provável tentativa de Lewis para repensar Deus, Aslam é uma força maior, sempre cheia de bondade e justiça. Assim como o todo-poderoso das grandes religiões, ele também vem de uma espécie de paraíso, mas não se deixa ficar lá, apenas observando o nosso mundo se esfalfelar sozinho: ele luta ao lado dos Narnianos, brinca, chora e ri com as crianças. É um deus poderoso,mas também acessível e afável,e principalmente amigo; não se esconde atrás de incenso e altares, e faz tudo ao seu alcance para defender o seu mundo.
Com uma narrativa ágil (sempre que começava um novo livro, eu não conseguia parar de ler até chegar ao fim!), uma mitologia capaz de fazer frente à Tolkien e personagens cativantes, Nárnia é um must-read para todos os fãs de fantasia, crianças ou adultos. Quando pegar este livro nas mãos, tente esquecer por um instante do trabalho, das responsabilidades e das preocupações do nosso (caótico) mundo moderno. Deixe-se encantar por Nárnia. Pode ter certeza: vale a pena.
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Ju 09/10/2012

As Crônicas de Nárnia
Eu amo essa capa! Sou apaixonada pelo Aslam (para quem não o conhece, é o leão que vocês estão vendo aí em cima) e acho que não existe ninguém melhor que ele para ilustrar o espírito de Nárnia. Falemos um pouquinho de cada um dos livros contidos neste volume único.


O sobrinho do mago


"As novas estrelas e as novas vozes surgiram exatamente ao mesmo tempo. Se você tivesse visto e ouvido aquilo, tal como Digory, teria tido a certeza de que eram as estrelas que estavam cantando e que fora a Primeira Voz, a voz profunda, que as fizera aparecer e cantar."

Foi muito bom ler essa história!! Ela é o começo de tudo. Quando eu digo tudo, incluo aí o nascimento de Nárnia. Acompanhamos a criação desse mundo mágico e ficamos sabendo porque os homens foram escolhidos para serem reis e rainhas de Nárnia. Descobrimos também porque aquele único guarda-roupa, entre todos os existentes no nosso mundo, é capaz de permitir a entrada nesse lugar fascinante.

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa


"Só então viu que havia uma luz em frente, não a dois palmos do nariz, onde deveria estar o fundo do guarda-roupa, mas lá longe. Caía-lhe em cima uma coisa leve e macia. Um minuto depois, percebeu que estava num bosque, à noite, e que havia neve sob os seus pés, enquanto outros flocos tombavam do ar."


Acredito que esta seja a história mais conhecida do livro, pois foi a primeira a ser transformada em filme. Quatro irmãos, duas meninas e dois meninos (Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro), precisam deixar Londres devido aos ataques aéreos durante a guerra e são levados para a casa de um velho professor no campo. Lá, descobrem que um guarda-roupa é a porta de passagem para Nárnia, e é aí que começam suas aventuras.


O cavalo e seu menino


"- Queira desculpar, tarcaína - respondeu Bri, com um ligeiríssimo tremor de orelha -, mas isso é conversa de calormanos. Somos narnianos livres, Huin e eu; e acho que, se você está fugindo para Nárnia, também desejará o mesmo. Neste caso, Huin não é mais a sua montaria. Podemos até dizer que você é a humana de Huin."


Um menino e um cavalo se unem para alcançar a liberdade. Tiveram uma vida de escravos, mas acreditam que, juntos, podem chegar a Nárnia, onde este tipo de vida não existe. Uma aventura em que descobrem muito sobre o mundo e sobre si mesmos.


Príncipe Caspian


"- Titio não sabe? Dos tempos em que tudo era diferente. Em que os animais falavam, em que as fontes e as árvores eram habitadas por bonitas criaturas, chamadas náiades e dríades. E havia também anões, e os bosques estavam povoados de pequeninos faunos, que tinham patas iguais às dos bodes, e..."


Uma história que acontece muitos e muitos séculos depois do reinado de Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia. Depois da tirania de alguns regentes, a maior parte dos animais perderam a fala e as árvores adormeceram. O Príncipe Caspian restaura a esperança de alguns seres remanescentes de voltarem a habitar Nárnia livremente. Mas isso não será uma tarefa nada fácil.


A viagem do Peregrino da Alvorada


"Quase todos nós já sabemos o que se pode encontrar numa toca de dragão, mas, como eu já disse, Eustáquio só lera livros que não servem para nada. Falavam de exportações e importações, de governos e de canos de esgoto, mas eram muito fracos em questão de dragões."


O Príncipe Caspian, após promover a paz em Nárnia, resolve fazer uma viagem por mar muito além do mundo conhecido por ele, para procurar por sete senhores (amigos de seu pai) que seu tio, que havia se feito rei de forma desonesta, enviou para explorar o mar, torcendo para que nunca mais voltassem. Caspian e seus companheiros estão dispostos a enfrentar perigos e aventuras até que consigam encontrar os lordes e também o Fim do Mundo.


A Cadeira de Prata


"Longe daqui é o reino de Nárnia. Ali vive um velho rei, que anda em aflição por não deixar um filho, um príncipe de seu próprio sangue, que venha a ser rei depois dele. Não tem herdeiro, pois seu único filho foi sequestrado há muitos anos. Ninguém em Nárnia sabe onde está esse príncipe ou mesmo se continua vivo. Mas está vivo. Ordeno que vocês procurem o príncipe até encontrá-lo, para trazê-lo de volta, ou até morrerem, ou até voltarem a seu próprio mundo."

Caspian X reinou em paz por muitos anos, ao lado de sua rainha e seu filho. Mas foi abruptamente separado dos dois, na mesma época. Humanos são levados a Nárnia por Aslam, e têm a tarefa de encontrar o herdeiro, uma vez que o rei já atingiu a velhice e em breve o mundo mágico precisará de um novo regente. Terão que desvendar uma longa trama para realizar sua missão, e não deixar de confiar nunca no Grande Leão.


A última batalha

"Imediatamente o céu ficou cheio de estrelas cadentes. Uma única estrela cadente já é algo lindo de se ver. Desta vez, porém, eram dúzias delas, e depois um monte, e depois centenas, até que mais parecia uma chuva de prata - e assim continuou, aumentando cada vez mais."


Um macaco muito metido a esperto convence um jumento, que confia totalmente nele, a usar uma pele de leão que encontraram descendo a cachoeira. O macaco espalha a história de que Aslam voltou e se diz representante dele. Usa o poder de forma odiosa, destruindo a Nárnia que todos conhecemos. Será esse o fim do mundo?


Minha história preferida foi a primeira, O sobrinho do mago. Mas todas são fantásticas! Eu realmente gostaria de conhecer Nárnia! rs... tenho duas personagens preferidas, Lúcia e Aslam. Cada um deles é maravilhoso à sua própria maneira.

O livro é imenso e achei que não iria terminá-lo a tempo de postar a resenha para o desafio literário desse mês. Mas no fim deu tudo certo, e consegui ler as 751 páginas em 4 dias! =)

É bem legal o encontro das personagens de livros anteriores com as novas personagens que surgem à medida que os séculos avançam em Nárnia.

No final do livro, tem uma ótima reflexão do autor sobre a maneira de escrever para crianças, que desvia-se para muitos outros assuntos. Gostei bastante dessa parte:

"Somos acusados de retardamento porque não perdemos um gosto que tínhamos na infância. Mas, na verdade, o retardamento consiste não em recusar-se a perder as coisas antigas, mas sim em não aceitar coisas novas."

É isso aí. Eu sempre vou gostar de algodão doce, batata frita e contos de fadas; e acrescento a eles o vinho do porto, todo tipo de salada e a leitura dos clássicos mais complexos, sem o menor problema. Ser menina e mulher ao mesmo tempo me faz feliz, e nunca abrirei mão disso.
NESSA 08/11/2012minha estante
Nossa, As Crônicas de Nárnia foi um livro que definitivamente me conquistou. Não apena pela história,personagens,autor... Mas a possibilidade de dar asas à imaginação e pensar em um Reino como Nárnia diferente de tudo o que já conhecíamos. Foi redescoberto,principalmente depois de ter sido adaptado dos livros para os Cinemas.Conquistou mais ainda milhares de fãs.E o que falar da capa: Aslam é o espírito de Nárnia, sua presença sempre invocanso sabedoria e respeito. C.S Lewis definitivamente estava inspirado quando escreveu esta verdadeira obra-prima.


Maristela 08/11/2012minha estante
Das Crônicas de Nárnia eu só assisti aos filmes, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e O Príncipe Caspian. O resto eu não conheço. Gostei da resenha, pois obtive mais informações sobre a série


Aline Cristina 10/11/2012minha estante
só assisti os filmes das cronicas de Narnia, , mas quero muito ler o livro...


RUDY 13/11/2012minha estante
Ju!
Livro é fantástico! Tive oportunidade de ler e me tornei fã. Literatura fantástica é sempre bem criativa.
cheirinhos
Rudy


Driele Moreira 18/11/2012minha estante
Eu já li toda a coleção das crônicas de nárnia e são simplesmente maravilhosas. São histórias mais pra crianças/adolescentes. Mas eu ameii.. devorei todos em menos de 1 mês. #vicio!


Driele Moreira 18/11/2012minha estante
Eu já li toda a coleção das crônicas de nárnia e são simplesmente maravilhosas. São histórias mais pra crianças/adolescentes. Mas eu ameii.. devorei todos em menos de 1 mês. #vicio!


Renata Lopes 20/11/2012minha estante
Eu tambem só assitir aos filmes das cronicas de Narnia e gostava, se for como o filme esse livro deve ser bom.


Gabi l Vai um spoiler aí? 26/11/2012minha estante
Não gostei muito desse livro não. Li a versão completa com todas as crônicas e odiei o final. O filme está bem melhor.


AndressaPalmaS 27/11/2012minha estante
Os livros são fantásticos, e o filme melhor ainda. Eu amo as As Crônicas de Nárnia. Também sou apaixonada pelo Aslam rs.


AndressaPalmaS 27/11/2012minha estante
Os livros são fantásticos, e o filme melhor ainda. Eu amo as As Crônicas de Nárnia. Também sou apaixonada pelo Aslam rs.


Leilane 14/02/2013minha estante
Também tenho o volume único e o devorei quando li em 2010. Fiquei em um contetamento descontente ao final do livro, principalmente por causa da Susana, mas o livro é lindo e acho que é uma leitura obrigatória para todo bom leitor.
Beijos


Lua 26/02/2013minha estante
Indignada comigo mesma por não ter lido, tenho que comprar urgentemente está na minha lista a século, creio que é tão bom quanto falam e tão bom ou até melhor que o filme. *-*


Adriane Rod 30/03/2013minha estante
Eu tbm sou apaixonada por Aslam.
Eu AMO esses livros e são os meus favoritos. Sempre releio uma vez por ano.

;)

http://pseudonimoliterario.blogspot.com.br/


Thaís 11/04/2013minha estante
Aeee finalmente li a resenha de um livro que eu tenho kkkk ainda estou lendo mas estou amando de paixão


Baah 14/04/2013minha estante
ah eu amei demais esse livro, a capa dele é forte e incrivel, me gritou assim que entrei na livraria! lindissima, e sua resenha fico otima


Dani 15/04/2013minha estante
Eu não sei... milhares de pessoas falam bem mas não tenho vontade de ler, é como roupa, fica lindo nos outros rsrs Faz sentido? xD




Léo 07/06/2012

Creio que Nárnia foi o principal motivo pelo qual eu me interessei por literatura, antes de conhecer-ló, lia poesia, contos breves, livros de no máximo 100 páginas, sempre gostei de ler, mas não tinha muita paciência para livros grandes, gostava de histórias curtas. Até que um belo dia, num passeio pela biblioteca da escola, vi um livro que mais parecia uma Bíblia, se me permite comparações físicas, e pensei, jamais teria coragem de ler um livro desses... Ah, se eu soubesse...



Algum tempo depois, não me lembro quanto exatamente, por um ''acaso'', vi que iria passar na tv o filme : As Crônicas de Nárnia, o Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa. " Olha, é o filme daquele livro enorme da escola ", pensei comigo, e acabei assistindo. Não sei explicar, mais me senti profundamente arrependido de nunca ter conhecido aquela história. Na mesma semana, disso me lembro muito bem, peguei o livro emprestado, e a bibliotecária, como era minha amiga, já que apesar de gostar apenas de livros ''pequenos', ia sempre até lá, permitiu que eu ficasse com ele durante as férias, já que o semestre estava chegando ao fim. Que férias foram aquelas. Na minha cabeça existia apenas uma "história'' naquele livro enorme, percebi então, ao abri-lo, que eram sete, sete fantásticos livros.

O Sobrinho do Mago; O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa; O Cavalo e seu Menino; Príncipe Caspian; A Viagem do Peregrino da Alvorada; A Cadeira de Prata e A Última Batalha.

Nessa ultima semana, reli os livros (como eu desejava isso) e vou compartilhar minhas opiniões.

Os sete livros formam uma série, onde não há ''personagem principal'', e sim, a meu ver, '' local principal '', já que todas as histórias acontecem em Nárnia. Trata-se desde a criação de Nárnia ( em O Sobrinho do Mago) ao fim da mesma ( em A Última Batalha.).

Vários personagens humanos vão a esse outro 'mundo', que é formado especialmente por animais falantes e mudos, e seres da mitologia grega. Os humanos, que estão presentes na Criação, acabam meio que sem querer trazendo o mal à terra de Nárnia, são destinados ao cuidado desse mundo, sendo então seus reis. Porém, em alguns momentos em que Nárnia passa por dificuldades, crianças - mais perfeito exemplo de bons corações - são chamadas a Nárnia, para acabar com os problemas causados pelo mal. Algumas vão apenas uma vez, outras mais, mas toda vez que ao sair de Nárnia são informadas de que não mais voltarão para lá, a não ser no dia em que Nárnia for recriada, expulsando todo o mal existente, aguardam ansiosamente esse momento, e jamais se esquecem das aventuras vividas. É válido lembrar que o tempo de Nárnia e o tempo do nosso mundo são diferentes, o que permite aos que estavam presentes na ''criação'' possam estar presentes também na ''recriação''.
Tudo isso é possível graças a Aslam, o Grande Leão, Criador de Nárnia.

Claro que como todo grande autor, C.S. Lewis recebeu grandes críticas. A principal se deve ao fato de Aslam ser uma apologia a Cristo, Criador, Redentor e Salvador do mundo. Ao ler o livro é perceptível algumas características que nos levam a imaginar Aslam como tal. Porém, como Cristão Católico não vejo problema algum nisso, já que a comparação em momento algum é feita de modo desrespeitoso. Pessoas de outras religiões podem sim, ver em Aslam referência seus deuses. Caso contrário, em momento algum Lewis impõe a ideia de que existe um " Deus Criador" como seu Aslam.

Sinceramente, " As Crônicas de Nárnia " foi o que me incentivou a ler mais !
Quer uma dica de viajem para as férias ? Vá para Nárnia !!!

"Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam.
Quero viver como um Narniano, mesmo que Nárnia não exista ! "
Gabriel Sonievski 19/12/2012minha estante
Uma das melhores resenhas que li, perfeito!!




Marina 30/08/2012

Lindo!
É difícil falar sobre esse livro, afinal, não é só um livro, são sete. Os sete livros são um melhor que o outro. Toda vez que eu terminava de ler uma crônica, pensava "essa sem dúvida é a melhor", e me surpreendia ao ver que a próxima era tão boa quanto a anterior.

A primeira crônica, chamada O Sobrinho do Mago, é a mais simples de todas elas, e até um pouco curta. Digory e Polly acabam indo para Nárnia por meio de alguns anéis mágicos. Quando eles chegam lá, Nárnia ainda não existe, e eles veem ela ser criada pelo próprio Aslam, o leão, rei dos reis de Nárnia.
Me surpreendi quando li essa crônica, pois no filme (o leão, a feiticeira e o guarda-roupa), eles não explicam como Nárnia foi criada, e muita coisa é deixada para trás (um verdadeiro problema das adaptações).

"- Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas!
O sobrinho do mago pág. 64"

A segunda crônica é a mais famosa, e a primeira a ser escrita. O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Uma das minhas crônicas favoritas. Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia vão para Nárnia através de um guarda-roupa. Chegando lá, eles descobrem que uma tirana feiticeira está governando Nárnia, fazendo com que seja sempre inverno, e nunca chegue o Natal.

Nessa crônica, achei o personagem Edmundo muito legal, apesar dele ficar caçoando da irmã mais nova (Lúcia). É impossível não deixar de comparar com o filme, e confesso que quando li a crônica, passei a gostar mais da adaptação, apesar de deixar a desejar em algumas partes.

"(...) Não tentem ir para Nárnia. Nárnia acontece.
O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. pág 186"

A terceira crônica não foi tão interessante quanto as outras. Ela chama O cavalo e seu menino, e conta a história de Aravis e Shasta, duas crianças que querem fugir do país onde moram, (país vizinho de Nárnia - Nárnia não é um planeta como muita gente pensa, Nárnia é um país e tem vários outros países vizinhos), os dois querem fugir e ir para Nárnia.
De todos os personagens, gostei mais do cavalo Bri, que é como o "dono" de Shasta. Em Nárnia, não são os humanos que tem cavalos, e sim os cavalos que tem humanos, daí o nome, o cavalo e seu menino.

"Mas os mortos são iguais a todos os mortos.
O cavalo e seu menino pág 209"

A quarta crônica recebeu o título de Príncipe Caspian, também adaptada para o cinema. No início estava odiando a crônica, por causa do Caspian. Ele era muito irritante, mas depois no meio da história, Caspian ficou legalzinho e eu fiz as pazes com ele. rs'

"Mas as coisas nunca acontecem duas vezes da mesma maneira.
Príncipe Caspian pág 359"

A quinta crônica é A viagem do Peregrino da Alvorada, ouvi dizer que também ganhou uma adaptação, mas ainda não pude vê-la. Nessa crônica, somente Lúcia, Edmundo e Caspian reaparecem, alguns novos personagens são apresentados, entre eles, Eustáquio, um menino irritante que teima em não acreditar que está fora da Terra. Os três (Lúcia, Edmundo e Eustáquio) vão para Nárnia pela magia de um quadro.
Cheguei a pensar que essa crônica era a melhor, mas me enganei, a cada livro as histórias ficam mais interessante. A narrativa segue em ritmo acelerado, as páginas estão cheia de suspense e você não consegue largar o livro antes de descobrir o que vai acontecer. A viagem do Peregrino da Alvorada pode não ser a melhor crônica, mas de todas elas, essa eu queria ter vivido.

"- Aslam, o que chama de breve? - indagou Lúcia.
- Para mim, todo tempo é breve - respondeu Aslam.
A viagem do peregrino da alvorada pág 476"

A sexta crônica é A cadeira de prata. Eustáquio está de volta, junto com uma garota chamada Jill. Um príncipe chamado Rilian está desaparecido há dez anos, ninguém sabe o que aconteceu com ele.
A missão dessas duas crianças é achar Rilian e levá-lo de volta para Nárnia, a fim de se tornar rei.
Essa foi a crônica que mais me agradou. Jill é uma garota muito corajosa - aliás, a exceção de Susana, todas as outras são - e ajuda quase sem por cento do tempo. Uma das minhas personagens preferidas do livro. O3utro personagem que gostei, que faz parte dessa crônica, é o Brejeiro. Ele é um homem-sapo, ou alguma coisa parecida, e as crianças o apelidaram de "Pé-frio". Brejeiro é muito pessimista, e a todo momento ele fala que as coisas vão dar errado. Apesar de pé-frio, ele ajuda as crianças e ainda faz a crônica ficar muito mais engraçada.

"Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um Narniano, mesmo que Nárnia não exista.
A cadeira de prata pág 599"

A sétima e última crônica, chama A última batalha. Nessa crônica, todos os humanos que vieram da Terra para Nárnia reaparecem, menos um, que não vou falar quem é.
Acontece que, nessa crônica, um macaco disfarça um jumento com uma pele de leão e diz que ele é o próprio Aslam. Como Aslam não aparecia há tempos, e ninguém conhecia um leão, os Narnianos acreditaram na mentira do macaco. O macaco começa, então, a escravizar os animais de Nárnia e desmatar as florestas, matando as Dríades e as Naíades.
Essa é a crônica mais emocionante. Foi muito divertido ver todos os amigos de Nárnia (os humanos que foram para lá eram chamados assim) reunidos. Eu ficava imaginando como seria todos eles juntos, e tive a surpresa de descobrir que no fim eles se encontravam.

"- Quer dizer, então - disse o rei, após um longo silêncio -, que Nárnia já não existe.
A última batalha"

O autor soube dar um final digno do livro, fechando com chave de ouro. Fiquei emocionada quando terminei de ler, e ainda presa ao livro, de um modo que só os livros realmente bons conseguem fazer. Alguns dias depois de terminar de ler, sonhei com Nárnia (segunda vez que sonho com livros), mas meu sonho não vem ao caso.

Por fim, C. S. Lewis fala de três maneiras de escrever para crianças, que depois que li, percebi que o texto não é o que o título sugere. Lewis fala um pouco dos contos de fadas, das histórias infantis e outros assuntos, mas não é muito interessante.

As crônicas de Nárnia é um livro maravilhoso, desses que faz a gente viajar para dentro da história. É infantil, eu sei, mas para mim, não há nada mais gostoso que ler um livro infantil. E tenho certeza que, depois de ler esse livro, você também ficaria com vontade de entrar no guarda-roupa ou atravessar um espelho, e por pura magia, acabar parando em Nárnia.

Esta resenha é do blog: http://lerimaginarcriar.blogspot.com.br/
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Rique e Polly 15/08/2009

C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien ("As Crônicas de Nárnia" e "O Senhor dos Anéis", respectivamente), foram contemporâneos, e mais que isso, foram amigos. Se reuniam com outros jovens escritores em pubs ingleses para discutirem literaruta, tramas, personagens... e influenciaram-se mutuamente.

Em "Nárnia", temos um mundo fantástico repleto de aventuras. Bem menos "denso" que o Senhor dos Anéis (de Tolkien), As Crônicas de Nárnia são verdadeiros "contos de fada", entretendo de crianças a adultos.

Como católico, Lewis escrveu Nárnia cheio de alusões ao Novo Testamento (principalmente a criação e o "fim" de Nárnia).
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Alan Meireles 03/09/2009minha estante
Ótima resenha. C.S. Lewis foi um cristão brilhante. Só gostaria de esclarecer, Lewis não era católico, era anglicano. Abraço.


Re 17/03/2010minha estante
Falou e disse =)




clandestini 19/03/2010

As polêmicas Crônicas de Nárnia
São sete livros infantis, que em sua narrativa de fantasia escondem uma série de polêmicas relacionadas à religião. Lewis se converteu ao cristianismo e recebeu muitas críticas em relação a essa obra. Uns dizem que ela incita ao paganismo, outros que ela é evangelizadora, outros ainda dizem que os não iniciados ao cristianismo (oi?) nem perceberam as várias e várias referências ao longos dos livros.

Buenas, falar isso no Brasil é quase como falar em em religiões afros para um nórdico. Eu não conheço ninguém que, mesmo sendo ateu, judeu, ou seguidor de qualquer religião que não esteja minimamente familiarizado com a mitologia do cristianismo. Mas deixemos de lado essa questão e vamos ao que interessa.

Eu, leitora desde muito pequena, percebi algumas das referências, achei-as desinteressantes e não pude deixar de notar que elas deixam no ar uma semente de evangelização sim. Imagine um pequeno leitor, iniciando suas aventuras no mundo das letras, se deparando com referências aos filhos de Adão e as filhas de Eva. E mesmo que o mundo fosse extremamente conservador na época, esse discurso criacionista me pareceu um pouco estranho (convenhamos, Darwin já aprontava das suas no século XIX).

Outro incômodo que senti ao ler os livros foi a sensação de que a qualquer momento um discurso machista poderia ser desferido. Claro que eles foram escritos por um homem nascido antes da tal liberação feminina e cristão (que me desculpem os fiéis, mas muitos continuam machistas até hoje), mas mesmo assim fiquei com uma sensação estranha.

O sexismo é recorrente na obra, as mulheres/meninas Suzana e Lúcia são sempre tratadas como frágeis. Suzana esquece de Nárnia por estar muito preocupada com coisas de meninas (batons e roupas). Mas o papel feminino não resume a apenas isso, enquanto elas são crianças inocentes, são dignas de expressão, a mulher madura (mulher moderna?) que não acredita mais em histórias de príncipes encantados e cavalo branco não pertencem ao mundo idealizado por Lewis.

Um personagem que resume bem uma questão interessante é Eustáquio. Ele é republicano, filho de pais modernos, vegetarianos e ao meu ver, um símbolo dos novos ares que a sociedade vem adquirindo. Eles são pessoas idesejáveis.

Entretanto, incômodo maior eu senti com as manifestações de racismo e eurocentrismo em muitas passagens da obra. O racismo é quase descarado, principalmente em O Cavalo e seu Menino, onde a diferença entre os homens de Nárnia e os Calormânios são evidenciadas pela cor e pelo temperamento (os últimos são pessoas de péssimo caráter e de pele mais escura). Os narnianos representam claramente os europeus, mas não qualquer tipo de europeu. O europeu cristão, os homens de bem da sociedade – óbviamente a juventude transviada que começa a pipocar, mesmo que de maneira incipiente, por todo o mundo ocidental não faz parte dessa Europa de que Lewis faz referência.

Além de todas essas polêmicas que citei (e mais algumas), o autor se valeu de influências mitológicas para compor seu mundo (inclusive a sua amizade com o mestre Tolkien – também cristão, mas muito mais sofisticado ao escrever - foi de grande valia para que Nárnia viesse a existir.

Mesmo com todas essas questões, são livros que valem a pena serem lidos, com um olhar bastante atento e crítico. São histórias infantis, problemáticas – de alto cunho ideológico – como as são várias das narratias infantis produzidas no Brasil, vide Monteiro Lobato, que, entretanto, cumprem seu propósito: entretêem e divertem e mantém acesa a chama da fantasia e da criatividade.

[Postado originalmente em: http://trecosetrapos.org/weblog/2010/02/26/as-cronicas-de-narnia-volume-unico-c-s-lewis/ ]
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