As Luzes de Setembro

As Luzes de Setembro Zafón




Resenhas - As Luzes de Setembro


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Caroline 19/10/2013

Zafón nos traz à memória lembranças de fatos que nunca nem aconteceram...
Zafón diz que seus quatro primeiros livros foram escritos pensando nas estórias que ele gostaria de ter lido aos treze anos e, apesar de concordar que são enredos juvenis, penso que são mais do que isso, são estórias que queremos ler na idade adulta de maneira nostálgica pensando que seria o que gostaríamos de ler na adolescência. São estórias que nos transportam aos treze ou quinze anos e, mesmo que não tenhamos vivido nada parecido com aquilo, facilmente nos identificamos com as sensações, os sabores e os medos. Dizer que as descrições de Zafón são perfeitas é quase um pleonasmo, pois, mesmo que o enredo não te convença ou te encante, não há como não delirar com suas minuciosas e poéticas palavras ou se imaginar em seus cenários ricamente detalhados.

As Luzes de Setembro se passa em 1937 na Normandia, para onde Irene, sua mãe e irmão se mudam após uma proposta de trabalho de Lazarus, um magnífico engenheiro dono de uma enorme - mágica e macabra - fábrica de brinquedos. Irene, perto dos 15 anos, conhece Ismael, por quem se apaixona e com quem vai viver a estória mais tenebrosa e assustadora de sua vida ao tentar desvendar os mistérios que envolvem a magnânima mansão do fabricante de brinquedos.

Já nas primeiras páginas Irene me ganhou. Mais do que isso, comecei a entendê-la e a sentir tudo que sentia. Nessas mesmas primeiras páginas, o engenheiro Lazarus também mereceu um cantinho no peito e nem sei explicar o porquê. Talvez a magia que envolva brinquedos - brinquedos de verdade, sem botões ou manual de instrução - tenha me feito confiar nesse personagem e torcer para que sua intenções fossem as melhores. Porém, às vezes, quando as estórias envolvem brinquedos trazem com elas, além de seu lado mágico e fantástico, o lado macabro, melancólico e pavoroso. Quem nunca sonhou que os brinquedos falam - e festejam e brigam e lutam - enquanto você dorme? Quem nunca ouviu uma fábula sinistra sobre um anjo de madeira ou uma boneca de porcelana? E são essas lembranças de fatos que nunca nem aconteceram que Zafón nos traz à memória.

Devo lembrar, esses quatro livros juvenis não devem - nem haveria como - ser comparados com seus livros adultos. Leiam-nos, mas leiam para sentir a magia de anos que não voltam, leiam para se deleitar com a incrível evolução do autor, leiam para deixar a nostalgia em primeiro plano, leiam para sentir a época em que ter quinze anos e ser inocente podiam estar juntos na mesma frase, leiam para salivar com as maravilhosas descrições e vivenciar deliciosos e fantasmagóricos lugares, mas jamais leiam esperando A Sombra do Vento, pois ela não virá.

Se eu tentar classificá-los em ordem de preferência teria Marina no topo, seguido de As Luzes de Setembro e depois, empatados, O Príncipe da Névoa e O Palácio da Meia-Noite. Mais que recomendo esse autor que tanto me encantou em A Sombra do Vento e que continua a me encantar, mesmo em livros mais simples.
Thalita 21/10/2013minha estante
Caroline, você já leu "O Jogo do Anjo"? Pois creio quem um dos personagens que aparece em "As Luzes de Setembro", aparece nele. Só queria tirar essa dúvida! rs'


Caroline 21/10/2013minha estante
Thaa, estou lendo O Jogo do Anjo, estou pela pg. 80 aproximadamente, mas ainda não apareceu nenhum personagem dos livros juvenis não. :)


Carolina 21/10/2013minha estante
Caroline, muito boa a resenha, mas queria saber se dos juvenis da pra começar por esse ou tem que seguir a ordem?


Thay 21/10/2013minha estante
Em O jogo do anjo há um personagem de As Luzes de setembro sim, mas não tem relação. E A trilogia, Carolina, é: O Príncipe da Névoa, O Palácio da Meia-Noite e As luzes de setembro, mas dá para ler na ordem que você preferir.


Caroline 21/10/2013minha estante
Exatamente como a Thay falou, Carolina. Os três livros da trilogia da Névoa podem ser lidos aleatoriamente, pois nem os personagens nem as épocas ou lugares são os mesmos. Obrigada pela resposta, Thay :)


Thalita 21/10/2013minha estante
Obrigada, Thay! Na hora, eu logo percebi que era o mesmo personagem, mas fiquei um pouco na dúvida, já que li "O Jogo do Anjo", há algum tempo.


Thay 21/10/2013minha estante
Imagina (;


Paula 22/10/2013minha estante
Por enquanto eu só li Marina , O palácio da Meia Noite e O Principe da Névoa . As luzes de Setembro eu ainda estou lendo. Por enquanto Marina está em primeiro lugar dos meus favoritos , seguido por O Principe da névoa e o Palácio da meia Noite . Assumo que não gostei muito do livro O Palácio da Meia Noite , porém todos são ótimas obras .


Caroline 22/10/2013minha estante
Paula, Marina também é meu xodó entre esses 4 primeiros livros. É muito bom, não é? Concordo contigo sobre O Palácio da Meia-Noite, eu deixei ele "empatado" com O Príncipe da Névoa por ter achado a escrita já mais a cara do Zafón de hoje, mas realmente a estória de O Príncipe é bem melhor.
:)


Vê Tezoni 21/04/2015minha estante
Gostaria de saber se é obrigatória a leitura dos outros dois livros da série para complementar ou posso ler este separadamente? comprei apenas este sem saber que era uma trilogia e agora quero ler mas não sei se começo a ler ou compro os outros dois pra ler antes...


Rafaela 22/04/2015minha estante
Pode ler separadamente ;)




Soraya Felix 05/10/2013

Uma metáfora
- O que faz um autor grandioso?
Tenho certeza que esta pergunta permanecerá sem resposta por muitos séculos, por que escrever é um ato tão interior, tão único, que qualquer tentativa de pontuá-lo com teorias seria frágil e injusto. No entanto, ao me deparar com o texto de Carlos Ruiz Zafón, fica muito difícil não defini-lo como o tal “autor grandioso”.
O nome de Zafón me chegava aos ouvidos através do livro A Sombra do Vento, que nunca li, e não havia me interessado. Algo nele me lembrava do desastrado “A menina que roubava livros”, uma das leituras que classifiquei como péssima, e isso me afastou de A Sombra. Só que nos últimos tempos uma amiga vem falando constantemente dele e decidi dar um crédito ao autor. Quem bom! Pois a leitura de Zafón me levou a terras da linguagem que eu sequer havia imaginado. E não é só isso, tomei consciência da injustiça em compará-lo com o terrível A Menina que roubava livros.
Comecei a ler Zafón por seus livros mais antigos, e As Luzes de Setembro, escrito em 1995. É o terceiro da Trilogia da Névoa, que na verdade pode ser lida em qualquer ordem pois cada livro aborda uma história diferente.
No verão de 1937, a viúva Simone Sauvelle, atolada em dividas feita pelo falecido marido, decide abandonar Paris e mudar-se com seus filhos Irene e Dorian para uma cidade no litoral da Normandia. Lá, ela começa a trabalhar como governanta de Lazarus Jann, uma fabricante de brinquedos que mora em uma mansão com a esposa doente. Apesar de tratar a viúva e seus filhos de uma forma Cortez, Lazarus esconde um segredo, que começa a vir à tona com a morte de Hannah, que trabalhava na casa, e com a investigação que seu primo e pescador Ismael começa a empreender.
Ismael e Irene se apaixonam, e aquele verão na Baia Azul e suas aventuras os acompanharão pelo resto de suas vidas.
Pela sinopse já dá para perceber que o livro é diferente. Não é tão juvenil quanto sua classificação tenta pregar, mas tem “um quê” de juventude, mesclada ao mistério e terror, com um fundo se surrealidade.
Na trama há uma sombra, um ser maligno que persegue e mata. Ao final da obra você percebe que o autor apresentou de uma forma metafórica a maldade que rondava o mundo naquela ocasião, as vésperas da II Guerra Mundial.
O livro é fascinante, profundo, cativante, envolvente. Você quer chegar ao final para saber o que vai acontecer. É impossível largá-lo.
Carlos Ruiz Zafón escreve as cenas de maneira fílmica, com um ritmo ascendente nas cenas de ações que de uma forma comparativa, poderíamos associar aos filmes de Indiana Jones. Veja bem, estou falando em ritmo, cadência e não conteúdo.
Também há um referencia forte do Fausto de Marlowe, só que neste caso o homem foi substituído por uma criança indefesa, maltratada e faminta que ingenuamente promete seu coração em troca de proteção. Só que esta pessoa, apesar de ajudá-la rouba sua sombra, que passará a persegui-lo quando Lazarus se apaixona e entrega seu coração a uma mulher.
O que é incrível em Zafón é a forma como descreve as cenas, na maioria das vezes com uma intensidade poética e metafórica tão grande, que causa estranheza diante das cena de terror.
O autor nasceu em 1964, o que me espanta. A forma como ele introduz a sombra que correu o mundo no pré-guerra, a sombra de um Hitler assassino, que em um primeiro momento se fez de salvador e depois colocou suas garras a mostra (no livro representado, a meu ver, por Daniel Hoffmann), é de quem viveu na época do ocorrido.
Mas, é como disse, Zafón é um gênio nas metáforas, e pode ser que esta tenha sido a minha interpretação da trama e que você, leitor, encontre outras facetas que não consegui enxergar.
Eu recomendo a leitura deste livro, para jovens de 15 a 100 anos. Em cada fase da vida recairá um presente: - Aos adolescentes e jovens, a aventura e romance, para os adultos, as recordações e as metáforas. Se ele é um gênio? Só a história da literatura dirá, mas o que é um rótulo diante da grandeza deste texto?


site: http://prosamagica.blogspot.com.br/2013/10/as-luzes-de-setembro.html
A Caixa Lilás 14/10/2013minha estante
Ao ler sua resenha, não consegui acreditar que você AINDA não leu A Sombra do Vento. Já li quase todos os livros do Zafón, só falta As Luzes De Setembro que acabei de comprar, sou completamente apaixonada por ele desde A Sombra e quase tive um colapso em O Jogo Do Anjo. Entreguei tudo de mim a sua escrita assim que descobri sua forma única de criar histórias com total maestria. Na época que li A Sombra, os outros livros dele ainda não tinham sido lançados no Brasil, e eu enlouquecida por seu conteúdo, não resisti e li O Palácio, O Príncipe da Névoa e Marina em espanhol mesmo.
Ele é incrível, um lorde, e um dos meus maiores sonhos é conhece-lo pessoalmente para dar-lhe um abraço apertado e agradecer pelo Cemitério Dos Livros Esquecidos; o melhor lugar para se refugiar desse mundo.
Parabéns pela resenha, amei.


Luiz Otávio 15/10/2013minha estante
Posso fazer uma pergunta "boba"? Existe alguma ligação entre os livros da "trilogia"?


Soraya Felix 15/10/2013minha estante
Luiz Otávio, a ligação entre os três livros é apenas a temática. Fora isso, eles são completamente independentes.


Pam 16/10/2013minha estante
Resenha MARAVILHOSA! Acabei de comprar o livro!
Záfon sempre me encanta!




Luan 04/10/2017

Mais fraco dos três, a Trilogia da Névoa ainda é uma boa pedida para entrar no mundo complexo e genial de Zafón
Último livro da Trilogia da Névoa, a primeira escrita por Carlos Ruiz Zafón, Luzes de Setembro é um livro que surgiu da necessidade de o autor em completar a história do livro O príncipe da névoa, cobrindo buracos ou incoerência outrora presentes nas obras. As características de Zafón, tão famosas especialmente na série O cemitério dos livros esquecidos, se mostram cada vez mais presentes. Mas a pergunta que fica para o leitor, e que eu mesmo me fiz, é: o terceiro livro necessitava mesmo ser uma "correção" do primeiro livro da trilogia ou não era necessário?

Luzes de setembro, que se passa em 1937, conta a história de uma família que precisa tomar decisões sobre o futuro depois o patriarca morre. Simone Sauvelle e seus dois filhos, Irene e Dorian, se veem envoltos em dívidas e problemas, até que uma nova chance de emprego aparece para a matriarca. Ela aceita o desafio e se muda com os filhos de Paris para Normandia, onde certamente vai viver um dos anos mais inesquecíveis - pro lado bom e ruim – de sua vida, assim como as crianças.

O livro traz os elementos mais marcantes de Zafón, aqueles que se tornaram mundialmente conhecidos principalmente a partir de A sombra do vento: tramas que envolvem problemas familiares misturado a acontecimentos misteriosos e sobrenaturais, além de uma escrita quase poética e pontual. No entanto, ele apresentou alguns problemas na narrativa e no desenvolvimento que o fizeram desequilibrar a balança da qualidade em sua primeira trilogia escrita, no meu ponto de vista. O que também estragou minha experiência é que ao ler uma das sinopses disponíveis sobre a história li um spoiler - sobre uma morte na metade do livro. Isso mesmo, uma parte importante da obra está em uma das sinopses e isso me frustrou muito.

O livro, de poucas páginas - 232 – pode ser dividido em duas partes. A construção e a ação. Ou simplesmente a parte ruim e a boa. Até próximo da página 100, o autor gasta o tempo contando um pouco a história da família Sauvelle e narra a chegada deles até a Normandia, onde o mistério vai se desencadear. No entanto, apesar de a trama em si ser interessante, Zafón foca principalmente num romance jovem entre Irene e Ismael, personagem importante para o desenvolvimento da história. Juntando essas duas situações - a demora para chegar na apresentação do mistério e o foco no romance e em acontecimentos banais – fizeram com que o início não me conectasse à história, como ocorreu nos outros livros, nem a maior parte dos personagens.

Outra situação que incomodou um pouco foi a rapidez com que a porção do mistério do livro se desenvolveu, aconteceu e terminou. Na realidade, esta parte do livro aconteceu em praticamente 130 páginas. Começa e não termina mais. O ritmo fica ótimo - a se falar mais nas próximas linhas – mas tudo aconteceu em um dia apenas. Deu uma sensação de construção que deixou a desejar. Houve alguns furos no desenvolvimento da história, também, mas que não chegaram a comprometer. O que incomodou de fato, também, foi como parte da história era previsível. Não sei se com o intuito do autor, ou não, mas alguns acontecimentos não foram surpresa.

Mas, é óbvio, o livro não é ruim. Estamos falando de Zafón, que mesmo errando, acerta. A qualidade da escrita e dos diálogos são enormes. Houve, perceptivelmente, uma melhora do primeiro para o terceiro livro na qualidade da escrita, nas descrições e, especialmente, nas falas dos personagens. A narrativa do mistério e seu ápice são de grande agilidade que chega a faltar o fôlego ao leitor. Os detalhes na construção da história também chamam a atenção e continuam sendo os pontos altos do autor, que tenta sempre não deixar pontas soltas.

Respondendo à pergunta do primeiro parágrafo, sinceramente não vi tão relevante a necessidade de o autor criar a história para resolver problemas "técnico" que ele próprio observou em O príncipe da névoa, que, além de parecidos, óbvio, achei mais interessante do que esse. São várias as semelhanças, mas não é isso que afeta. Acredito que tenha faltado uma personalidade maior à história e também uma profundidade. Por fim, de qualquer forma, indico o livro para qualquer leitor, e começar Zafón pela trilogia da Névoa é uma boa pedida, pois, além de um ritmo ótimo - e isso os três livros têm, inclusive Luzes de setembro - é uma história mais simples e jovem para adentrar no complexo e genial mundo do autor. Infelizmente, para este livro, uma nota que nunca pensei dar, mas é preciso comparar os outros dois livros dele, e esse não se igualou, para mim.
Dri 05/10/2017minha estante
Adoro o Zafón! :)


Luan 05/10/2017minha estante
Também, um dos meus autores favoritos




Joane 10/02/2015

Linda história
O livro Luzes de Setembro conta a história de uma família que se muda de Paris para uma cidade costeira da Normandia após o falecimento do patriarca da família, essa família é composta pela mãe Simone e pelos filhos Irene e Dorian.
Simone foi contratada para trabalhar como governanta na mansão de um milionário excêntrico fabricante de brinquedos, Lazarus.
Lazarus mora com a esposa que sempre esta reclusa devido a uma doença, seu leito fica na ala oeste da mansão, onde é proibida a entrada dos funcionários, o único que tem acesso ao local é o próprio Lazarus, a esposa nunca foi vista pelos moradores da cidade. A mansão possui uma decoração exótica, com muitos brinquedos, robôs e autômatos.
Além de Simone, também trabalha na mansão a jovem Hannah que é cozinheira na casa, filha de um pescador e da dona da padaria. Hannah tem idade próxima a de Irene e as duas se tornarão amigas, Hanna também é prima de Ismael, que ajuda o tio na pesca e construiu seu próprio veleiro e que irá se envolver em um romance com Irene.
A família esta se adaptando bem a nova vida na cidadezinha costeira, até o momento que Hannah aparece morta e uma sombra começa a ameaçar a paz, Irene e Ismael irão tentar desvendar o mistério de uma luz que aparece no antigo farol durante o nevoeiro, Lazarus começa a se aproximar de Simone e coisas sinistras irão acontecer.
O livro já cativa na primeira página, começa a leitura com uma carta enviada por Ismael para Irene, uma de muitas outras que ele enviou no decorrer de 10 anos, depois inicia a história com a situação da família em Paris e sua mudança à cidade costeira. Depois a adaptação da família e as novas amizades.
No decorrer da história começam a aparecer algumas tramas que irão desenrolar a busca pela misteriosa luz do farol pelo jovem casal, a ação da sombra, a invasão do jovem casal a mansão e seus misteriosos brinquedos e autômatos (essa parte me lembrou um pouco a história das estufas do livro Marina, também do mesmo autor).
Lógico que não vou contar o que vai acontecer que irá perder a graça, mas para quem gosta de uma história de mistério, essa vai lhe prender do começo ao final.
A história termina com uma carta de Irene para Ismael, informando que só depois de 10 anos ela recebeu as correspondências devido ao período de guerra e que ela estará retornando a cidade costeira da Normandia para se reencontrarem.
Li em alguma página na internet que esse livro é o terceiro de uma trilogia, chamada trilogia da névoa composto pelos livros: O príncipe da Névoa, O Palácio da Meia-Noite e As luzes de Setembro. Mas vocês podem ficar tranquilos, eu li o livro de forma independente e acredito que a história possa ser lida de forma individual ou na sequencia, eu ainda não li os outros dois, mas o mesmo aconteceu com outros livros do mesmo autor (A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo), que era sequencia, mas podiam ser lidos individualmente também.

site: paginaembranco-sonho.blogspot.com
Sol 11/02/2015minha estante
Eu já li A Sombra do Vento e adorei, gostei muito da sua resenha :)


Joane 11/02/2015minha estante
Eu sou apaixonada por esse autor :D




Thiago 08/09/2016

Ao mestre Zafon meus parabéns!
Finalmente terminei a trilogia da névoa...aplausos ao mestre Zafon por mais uma fantástica obra. Como sempre cheia dos mistérios e com poucos clichés...genial como sempre nos arrebatada para uma viagem sem escalas ao magnífico e surreal....Obrigado ao mestre pela oportunidade de ler seu terceiro livro.
socorroduarte.d 24/11/2016minha estante
Ja li . Bom




Aline Teodosio @leituras.da.aline 15/01/2019

Um casal de adolescentes, uma bela praia, uma mansão antiga repleta de autômatos, um anfitrião elegante e reservado, presença do sobrenatural e lendas macabras. Essa é a atmosfera dessa narrativa, que faz parte de uma trilogia de histórias independentes.

A linguagem empregada na trama é poética, apesar do clima sombrio que a envolve. O casal de adolescentes encaram juntos vários perigos ligados ao mistério daquele lugar mágico. Há ação o tempo todo. Há uma luta para acabar com um mal iminente. É mesmo deveras instigante para o leitor infanto-juvenil a quem a obra é realmente destinada.

Para mim, entretanto, soou como um clichezinho com uma pegada meio gótica/fantástica (e eu até gosto de clichês e amo góticos), mas foi previsível demais para que fizesse meu coração vibrar de emoção. Tudo muito dentro do script, nada de novo no front. Desde o início do livro é perceptível a estranheza do ambiente, a explicação dos fatos e a culminância do enredo. Bobinho (não ruim), eu diria.
Anafrancavet 20/01/2019minha estante
Eu gostei até os 80%. Depois disso ficou muito chato a perseguição da sombra e tudo mais.




Maria Inês 12/09/2014

o segredo de um fabricante de brinquedos
Adorei cada página que li, é uma aventura romântica que cativa do começo ao fim. Zafon possui um jeito especial de relatar suas histórias, li todos os seus livros.
Maria Inês 12/09/2014minha estante
Adorei!




Malu 15/01/2017

Fácil como uma manhã de domingo.
Záfon afirma que escreveu esse livro pensando no que gostaria de ler quando adolescente. Apesar de ser um livro infanto-juvenil, sempre é bom ler Záfon. Suspense, tramas e muito mistério.
Escolhi essa leitura para esse momento pela história se passar na Normandia e parte em Paris e por gostar muito de Záfon. Acabamos de voltar de uma viagem fantástica que fizemos para o interior da França, incluindo a Normandia como também Paris.
Quando li a Sombra do Vendo sonhei e imaginei cada detalhe da bela e intrigante Barcelona. E sonho em conhecer pessoalmente e reconhecer os lugares que visitei.
Nesse livro a viagem foi ao contrário. Revisitei Normandia, Saint Michel ... Paris através da Literatura.
Ler é conhecer pessoas e lugares... histórias... é viver aventuras... é viajar!
E com Záfon e as Luzes de Setembro viajamos num mundo de fantasias e mistérios. Não sou mais uma adolescente. Mas gostei de ler essa obra. Foi divertido, fácil como uma manhã de domingo.
Max 25/03/2017minha estante
Uma historia maravilhosa,facil,criativa e fabulosa,comecei a ler sem grandes expectativas e se tornou pra mim o melhor livro do ano




Fabrina 22/11/2015

Envolvente.
As Luzes de Setembro foi um dos poucos livros que ao mesmo tempo tem uma escrita simples e uma história envolvente. Percebi que nesse livro o autor narrou a história de forma mais objetiva e clara, proporcionando assim, maior curiosidade com o desfecho. Uma curiosidade com os livros de Zafón, é que todos tem como foco a inocência e a transformação do ser no desenrolar da trama. Só fiquei com uma dúvida, o que aconteceu com o anjo que Dorian havia recebido de Lazarus, tinha algum objetivo? Mas no todo, gostei muito do desfecho, ficou de acordo com toda a narrativa, porém, poderia ter um epílogo de Irene e Ismael...
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Erika 08/05/2017

romance sombrio, obscuro e sensível!
"Num mundo de luzes e sombras, todos nós, cada um de nós, deve encontrar o seu próprio caminho".
Sem palavras para descrever esse livro tão incrível. Com uma narrativa envolvente e intrigante, Zafón, nos leva à uma atmosfera cheia de romance, luzes e sombras. E nos impressiona com o clima sombrio, obscuro e ao mesmo tempo sensível.
Simone Sauvelle Vê o declínio em sua família assim que se torna viúva. Com muitas dívidas e dois filhos (Irene e Doriam) ela se vê afogada em problemas financeiros e tem seu padrão de vida diminuído. Ajudada por um amigo, ela se muda com os filhos para a Normandia, e se torna governanta da mansão de um simpático fabricante de brinquedos, Lazarus.
O casarão Cravenmoore parece repleto de magia. Habitada Por vários brinquedos e criações excêntricas de seu proprietário. Tudo parece ter vida própria. o que, à princípio, parece ser divertido aos olhos dos jovens irmãos recém chegados. Mas algo mais curioso parece habitar em Cravenmoore. Uma misteriosa sombra, faminta por vingança e recheada de ódio e amargura, começa a apavorar e ameaçar a família Sauvelle. Lazarus guarda um segredo do passado, o qual pode ser sua fuga ou sua desgraça.
Valeu a pena cada página. A leitura se mantém intrigante e envolvente . E envolve o leitor numa teia de curiosidade e assombro.
Indico com louvor!
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Juliana 09/09/2015

Sempre Apaixonada pelos livros do Zafon
O que dizer de mais um livro incrível do Zafón, sempre estou apaixonada por eles e com este não foi diferente.
Claro para quem leu a trilogia de A Sombra do Vento antes deste vamos dizer que é mais água com açúcar, mas não deixa de ser interessantíssimo.
Esta estória é infanto-juvenil e eu adoraria ter lido esse tipo de livro na minha adolescência, Izabel e sua família se muda para a Normandia depois de passarem pela perda de seu pai em Paris e passar muito aperto por lá... a Baía Azul é um lugar encantador e cheio de mistérios não desvendados, como todos os livros deste autor, ele te prende para querer acabar com o livro em uma tarde.
Izabel, sua família e seu namorado (esqueci o nome dele) vão passar por mals bocados em Cravenmoore onde sua mãe trabalha.
Leia, e não irá se arrepender. O livro fala e você se sentirá dentro da estória.
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Pedro 26/01/2015

Voltar a sonhar, porque não?
Novamente estou aqui para fazer mais uma resenha de um livro do Záfon.
Tecnicamente ele foi escrito para ser um livro lido por jovens. Contudo, qualquer um pode se aventurar a ler seu livro (ou qualquer um do autor.).
Ele consegue fazer o leitor ficar lendo a noite inteira para saber o que são os e mistérios quais são suas origens, independente do livro, independente da cidade.
Como falei numa outra resenha de Zafón (o Palácio da Meia Noite), ele faz com que o leitor volte à juventude e veja o que ‘perdeu’ nela. Particularmente é trise, porque vejo o quanto eu não desfrutei da minha infância. Viagens, enigmas, mistérios não solucionados, desafios radicais, é tudo tão emocionante, tão bem escrito que ao mesmo tempo me deixa feliz e em contraponto fico triste.
Com certeza este é mais um livro para ler. Ele não serve como um objeto para embelezar a sua estante, e sim para você viajar, sentir esperança de que ainda não é tarde para fazer coisas que sempre teve vontade. Por que não?

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Mai_peereira 25/05/2020

que autor
nunca tinha lido nada desse autor, esse livro em específico me trouxe muita angústia e ansiedade para saber sobre o final até me deu sentimento de medo. Consegui entrar na trama.
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Gleyse 14/07/2014

As luzes de setembro
Só pra variar, vou falar sobre mais um livro de Carlos Ruiz Zafón. Agora foi a vez de “As luzes de setembro”, um dos primeiros livros juvenis do escritor, que nas palavras do próprio, começou a escrever histórias que ele gostaria de ter lido quando era adolescente... e eu concordo!

Fazendo a mesma linha do seu primeiro livro “O príncipe da névoa”, As luzes de setembro é recheado de aventura, romance e suspense, assim como todo bom livro de ficção juvenil. E Zafón consegue nos manter presos ao enredo muito bem escrito, cheio de descrições poéticas e metafóricas. Seu vocabulário rico faz nossa imaginação viajar para o cenário onde a história se desenrola.
Os personagens, aparentemente simples e sem profundidade, crescem no decorrer da história, demonstrando que sempre podemos nos surpreender com eles, até mesmo com os vilões imaginários. Você não esperaria muito de uma família que perdeu seu patriarca, muda de cidade buscando uma nova vida, até que essa família descobre que seu benfeitor é um excêntrico fabricante de brinquedos que vive numa obscura mansão cheia de personagens sombrios.
Eu não sou muito fã de histórias de fantasia, gosto mais das histórias que, mesmo sendo ficção, parecem reais, ainda assim, me fascina a forma como o Zafón escreve cada uma de suas histórias, misturando personagens e contos dentro de um mesmo enredo, isso é um diferencial que poucos escritores possuem.
Mas há algo que me incomodou um pouco nesse livro. A sinopse e o próprio título do livro, dão ênfase “as luzes de setembro”, mas esse fato que parece ser tão importante para o enredo, se perde no decorrer da leitura, e ao final, não esclarece o que elas significavam de fato. Enfim, caso alguém já tenha lido, possa me esclarecer, por que eu voei nesse ponto.

Como sempre, eu pesco algumas frases do livro que leio e aqui vou deixar pra vocês sentirem um pouquinho:

“A solidão traça estranhos labirintos.”

“Num mundo de luzes e sombras, todos nós, cada um de nós precisa encontrar seu próprio caminho.”


site: http://territorio6.blogspot.com.br/
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Regiane 29/03/2020

Trilogia juvenil de Zafón
Este foi o último livro do Carlos Zafón que li.
Me apaixonei pelos seus livros depois de O jogo do Anjo.
Este livro faz parte da trilogia chamada juvenil, seguida por O Príncipe da Névoa e O Palácio da Meia Noite.
Os livros de Zafón sempre trazem suspense e personagens apaixonantes.
Não deixem de ler....
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