O Lobo do Mar

O Lobo do Mar Jack London




Resenhas - O Lobo do Mar


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22/08/2010


Exemplificar o ser humano perfeito segundo Nietsche, creio que foi isso que o autor quis ao criar Lobo Larsen. O encontro acidental do gentleman Humphrey Van Weyden e Lobo Larsen, capitão da escuna Ghost,mostra de forma simbólica, através das relações que ocorrem na escuna em busca da caça de focas, as idéias de Nietsche sobre poder e caridade e tem como plano de fundo o materialismo histórico de Marx. Tudo isso é escrito de forma leve, sem peso didático, pois a tensão e as situações novas que surgiam a todo o momento fazem o leitor ter vontade de avançar rapidamente pela história e ver os fermentos, palavras de Lobo Larsen, lutarem para continuarem vivos.


Andréa 12/07/2010

A vida na sua realidade mais bruta
Uma aventura no mar onde a luta pela sobrevienvia física é travada junto à luta pela sobreviência moral. Quando duas pessoas tão diferentes como Humper e o Capitão Lobo Larsen, têm que conviver em um pequeno mundo cercado pelos mistérios e perigos do mar, a vida ensina a cada um deles o quão cruel ela pode ser. Humphrey, um homem habituado aos livros que nunca precisou se preocupar em ganhar a vida, após o naufrágio do navio em que viajava, é resgatado, mas se vê obrigado a trabalhar em uma escuda habitada por caçadores de foca e um capitão auto-ditada apaixonado por literatura, mas que despresa a vida como se cada ser humano fosse apenas mais uma gota no oceano. Além de se habituar ao trabalho físico, Hump precisa ignorar preceitos morais de uma vida civilizada que não encontra espaço junto ao cruel Capitão Lobo Larsen. A vida na sua realidade mais bruta é o que Humphrey tem que enfrentar, mesmo quando consegue escapar das mãos de Lobo, porém, a vontade de viver transforma o homem das palavras em homem de ação que não mede esforços para lutar pela sua vida e daquela que assim como ele, se vê presa nas mãos de um homem capaz de matar por simples prazer ou desprezo. Sem dúvida o forte do livro são os diálogos sobre a vida travados entre esses dois personagens tão diversos. A natureza humana nos é apresentada por London com uma realidade que chega a chocar e que nos faz refletir se somos ou não moldados pelo meio em que nascemos e vivemos.
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Gabriel Oliveira 25/01/2010

Dois livros em um
A história é boa, brutal, filosófica, aventureira, onde ñ há espaço para coisas previsíveis e morais; porém do nada Jack London, pra mim, erra a mão e começa a narrar uma tosca história de amor com final feliz...onde a refutada e simplória questão do "bem e mal" é levada a cabo.
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GustoPratt 21/09/2009

Jack London
Um ótimo livro de aventura de um dos nossos maiores escritores da literatura universal.
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Dani Tiemi 11/06/2009

Muitas aventuras e reflexões...
Toda vez que leio um clássico que me impressiona, vou buscar informações sobre a vida de seu criador: John Griffith Chaney (pseudônimo Jack London), nasceu em São Francisco (EUA), em 12 de janeiro de 1876 e faleceu em 22 de novembro de 1916, aos 40 anos. Alguns acreditam que sua morte foi acidental, outros acreditam que Jack suicidou-se ao ingerir uma overdose de morfina, que costumava tomar para aliviar a dor causada pela uremia. Além disso, Jack tinha problemas com a bebida mais ao fim de sua vida, principalmente após alguns desastres financeiros. Quando mais novo, teve que abandonar a escola para trabalhar, tornando-se um "autodidata", Jack foi jornalista e escreveu diversos livros.
Um escritor com uma vida cheia de aventuras e desafios, só poderia escrever histórias igualmente impressionantes ao que viveu.
London era apaixonado por navegação, e essa paixão se revela em cada detalhe da narrativa sobre essa história de aventura em alto-mar.

Humphrey Van Weyden, acredita estar a salvo ao ser resgatado pela escuna Ghost após o náufrago. Entretanto, ao conhecer o capitão, o brutal Lobo Larsen, ele começa a temer por sua vida. Logo percebe que não será deixado no porto mais próximo, e sim, deverá integrar à tribulação de caçadores de focas e seguir viagem sob o comando de um homem violento e intolerante, mas que também gosta de ler e filosofar.
Lobo Larsen tem uma visão muito peculiar sobre o valor da vida e da condição humana, e se agarra até seu último suspiro em suas convicções, mostrando que mesmo em um corpo debilitado há nele uma alma que não desisti de lutar para impor suas ordens, tentando mostrar-se capitão mesmo quando há mais ninguém para obedecê-lo e não há mais forças em suas mãos para brutalidades.
Já Humphrey, o intelectual civilizado e moralista, forçadamente aprenderá a caminhar com suas próprias pernas, lutando pela sua sobrevivência e mais tarde pela sobrevivência de outra vida, que tanto aprenderá amar.

Adorei os diálogos entre Humphrey e Lobo Larsen durante o livro, mostrando diferentes formas de ver o mundo e a vida; mostrando como de certa forma somos impregnados pelas ideologias que nos são impostas pelo meio em que vivemos, e o quanto isso é bom, ou não, para cada individuo e toda uma sociedade. O que seria do mundo se todos pensassem como Lobo Larsen?!
Este é um livro que, como dizem, dá "muito pano pra manga" quando se trata de questionar e refletir... E eu adorooo!
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Inlectus 16/04/2009

É bom.
Uma estória passada em alto mar, em um pequeno mundo com homens bons e maus, onde se entrar fraco, terá duas opções, ficar forte, ou morrer. Uma personalidade difícil, e tempestuosa, como o velho capitão Lobo Larsen, e o final triste de um homem, que embora embora duro e irracível manteve acesa sua chama de vida, mesmo quando as forças começam a lhe deixar, tem também um bonito final.
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Claire Scorzi 24/03/2009

Aventura dramática em alto-mar
Outra novela que leio e releio desde a adolescência.

Humphrey Van Weyden é um milionário americano, diletante das artes e crítico de literatura ocasional. Após o naufrágio do navio em que viajava, é resgatado por uma escuna, a Ghost, que viaja para o Japão em caça às focas. Logo Humphrey descobre que não apenas foi resgatado, mas também aprisionado na embarcação - por ordem e capricho do feroz Lobo Larsen, o capitão da Ghost, que o obriga a trabalhar como novo tripulante. Humilhações, perigos no mar, discussões sobre literatura e filosofia, violências e horrores se sucedem nessa viagem que é, para Humphrey, uma mistura de pesadelo e iniciação: a iniciação numa vida anos luz distante da sua...

Jack London (1876-1916) sempre gostou do tema da criatura capaz de adaptar-se às intempéries. Seus personagens, sejam homens ou animais, parecem demonstrar a mesma tese: que os seres vivos conseguem sobreviver, e até triunfar, malgrado os sofrimentos, sob as mais extraordinárias condições. Pode-se ver isso em O Lobo do Mar como em O Apelo da Selva e Caninos Brancos. O escritor foi exímio criador de personagens : o desfile de figuras marcantes, bem delineadas, é amplo - Lobo Larsen, o "Lúcifer, espírito do orgulho" como é chamado por um dos personagens, tipo que atrai e repele, repugna e fascina (como o próprio London parece, a certa altura, enfeitiçado por seu protagonista); Humphrey, o homem bom e inexperiente que começa a mudar, a amadurecer, perdendo a inocência enquanto teme transformar-se em mais um dos marinheiros embrutecidos que habitam a escuna; Johnson e George Leach, criaturas de coragem moral, e trágicas, pois não se curvam a Larsen ("O senhor não gosta de mim porque sou homem demais" diz Johnson a Larsen em um dos momentos que antecedem extrema violência); o abjeto Mugridge, inspirador a um só tempo de asco e piedade; Maud Brewster, a poetisa que, pelo meio do romance, também vem parar por acidente a bordo da Ghost...

Uma obra deliciosa de ler, empolgante, eterno entre os favoritos - é O Lobo do Mar.



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