O Lobo do Mar

O Lobo do Mar Jack London




Resenhas - O Lobo do Mar


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Nathalie.Murcia 19/04/2021

Sensacional
Leitura excelente. Clássico é clássico. Wolf Larsen é o capitão do navio Ghost. Um homem temido por seus marujos e caçadores de focas, que faz jus ao epíteto "lobo do mar". Um vilão com uma retórica e sabedoria acima da média, mas despedido de qualquer sentimento de bondade para com os semelhantes. No contraponto, temos o protagonista, Humphrey van Weyden, um homem letrado, da alta sociedade, imbuído de bons sentimentos e ética, mas que nunca trabalhou arduamente (o famigerado "almofadinha").

Eis que, por circunstâncias do destino, ele acaba a bordo do Ghost. Sem embargo de ter sido a experiência mais aterradora por ele vivenciada, haja vista que o protagonista passou por maus bocados, evoluiu muito e criou "uma casca" ao lidar com homens que tinham códigos próprios de sobrevivência, e beiravam à selvageria. Os diversos diálogos entre Wolf Larsen, travados ao longo de toda a narrativa, são o ponto alto do livro. Ao mesmo tempo que o protagonista temia e tinha ojeriza do capitão, o admirava com sinceridade. Um paradoxo muito interessante e bem explorado. A complexidade psicológica do vilão é abissal. Não é à toa que adquiriu notoriedade no meio literário.

A meu ver, em se tratando de romances marítimos, este sobrepujou até mesmo "Robson Crusoé" e "O Velho e o Mar", outros dois clássicos de renome. Pretendo ler os demais livros de Jack London. Paguei a língua, pois sempre achei a literatura norteamericana mais superficial quando comparada com as demais.
Alê | @alexandrejjr 19/04/2021minha estante
Sempre é bom sermos surpreendidos, né, Nathalie?


Nathalie.Murcia 19/04/2021minha estante
Com certeza! E foi uma.bema surpresa.


Nathalie.Murcia 19/04/2021minha estante
Com certeza! E foi uma bela surpresa.




Irla 17/04/2021

O livro é bem viciante. Apesar de eu não entender nada de navios, ele é claro o suficiente pra dar uma ideia geral do q está acontecendo sem q eu entenda realmente os detalhes de como acontece. Os personagens são bastante interessantes, especialmente Maud, q vai e volta numa linha tênue entre receber um tratamento machista ou não.
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Taitasiq 21/03/2021

O lobo do mar
Essa é a história de Humphrey Van Weyden, um gentleman, homem de rendas garantidas, que tem o azar de naufragar e ficar à deriva até ser encontrado pelos marinheiros do Ghost, um navio comandado pelo nada simpático Lobo Larsen.

O comandante desde o início se mostra grosseiro e rude. Ao se deparar com um náufrago de mãos delicadas, um dos primeiros questionamentos que Larsen faz a Humphrey é: quem o sustenta?

"Quem conquistou essa renda? Seu pai, com certeza, e você vive sobre as pernas de um homem já falecido. Nunca obteve nada pelo esforço próprio. Não sabe cavar a vida, se o largarem só."

Então, Lobo Larsen oferece um emprego a ele no navio, quando tudo o que ele quer é desembarcar em qualquer porto. Esse é só o começo dessa indesejável aventura. Com o passar dos dias, Humphrey vai conhecendo mais a fundo aqueles homens "impermeáveis", como disse o protagonista. Impermeáveis aos sentimentos, às dores, ao cansaço e aos medos mundanos.

Contraditoriamente, Lobo Larsen era um admirador de literatura e questionador do sistema de privilégios que sustenta a sociedade: "Você usa roupas agradáveis. Outros teceram e coseram essas roupas - mas lá estão andrajosos, a tiritar de frio, implorando de você, ou do seu advogado, ou do seu procurador, um miserável emprego". Por aí já se vê o quanto esse personagem é peculiar e vai provocar muitas reviravoltas na vida do nosso protagonista.

A narrativa é em primeira pessoa, contada por Humphrey, o que facilita um pouco a fluidez do texto. Por outro lado, também incorre em mostrar uma visão limitada de tudo o que acontece no navio. Passamos grande parte do texto achando que há apenas personagens masculinos - muitos dos quais, detestáveis -, mas nos deparamos com algumas surpresas no caminho.

Para quem gosta de "literatura marítima", esse livro tem o poder de nos transportar direto para essa ambientação. Mas, antes que eu me esqueça: há gatilhos de violência, tanto entre os homens quanto deles para com uma espécie animal específica.

De qualquer forma, recomendo a leitura.
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Isabel G. 21/02/2021

O livro tem uma narrativa muito rápida e envolvente, até o momento em que temos a introdução de uma personagem feminina. Na minha opinião, a partir desse momento, a narrativa se torna um pouco mais cansativa e perde um pouco da velocidade, porém a história é muito boa.
No início dessa edição temos uma apresentação sobre o autor, ali ficamos sabendo de algumas ideias dele completamente erradas, e percebemos que ele coloca todas as ideias que ele tem no discurso de seu personagem.
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Silvana (@delivroemlivro) 19/01/2021

Morrer de verdade
Aqui nos deparamos com um dos personagens mais impressionantes da literatura e, surpreendentemente, tão pouco mencionado nos meios literários: Wolf Larsen.

Larsen é feito da mesma matéria que moldou o capitão Ahab de "Moby Dick", o comerciante de marfim Kurtz de "Coração das Trevas" e o patriarca dos Karamázov.

Esse homem "sem ficções" é um monstro, é um sábio, é solidão, é ninguém, é todos nós, é Prometeu, é Lúcifer. Acima de tudo, lúcido, terrivelmente lúcido!

Por acaso me deparei com esses trechos de "Livro do Desassossego" do Fernando Pessoa que me parecem perfeitamente adequados para definir tão extraordinário personagem:

"Quem cruzou todos os mares, cruzou somente a monotonia de si mesmo."

"Passar dos fantasmas da fé para os espectros da razão é somente ser mudado de cela. (...) Para compreender, destruí-me. Compreender é esquecer de amar. (...) A solidão desola-me; a companhia oprime-me. A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos; sonho a sua presença com uma distração especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir. (...) Tudo em nós é acidente e malícia (...)."


Personagem dos mais complexos, capaz de atos repugnantes, raciocínios de uma coerência absoluta, desprezo pela vida alheia, tortura, perfeita compreensão da natureza humana e da lógica perversa do trabalho e da estrutura social.

Ao longo da leitura, Wolf Larsen será odiado, admirado, odiado novamente e, ao final, possivelmente, parcialmente compreendido: deixará um vazio na mente (e no coração?) do leitor: esse ser pensante, autodidata, com tanto potencial... que lástima, que desperdício! Eis a grandiosidade (para o bem e para o mal) desse personagem, eis a genialidade de Jack London!
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JOY 30/12/2020

O mar é metáfora para a vida
"Você vai mancar um pouco, mas ao mesmo tempo vai aprender a andar."

Wolf Larsen é mais que um personagem complexo, machucado pela vida: é um professor. Se apresenta sensato, mas também se mostra bruto. É mais que um "vilão", é um homem que não aprendeu a amar.

O Lobo do Mar é uma reflexão sobre a vida, sobre os obstáculos, sobre os desafios que nos são impostos. Os personagens secundários são ricos, todos encaram a sobrevivência de uma maneira diferente.
O mar se apresentar como uma metáfora para a vida. Jack London é um poeta, observa diferentes maneiras de viver e obriga o leitor a refletir. As pessoas são muito mais do que meros bonzinhos ou demônios.

Recomendo ler o glossário de termos marítimos previamente a leitura.

"O que pode ser pior do que cortar nossas gargantas? (...) - Cortar nossos bolsos - ele respondeu - chegamos a um ponto em que a capacidade de um homem para viver é determinada pela quantidade de dinheiro que ele possui."
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mpin 17/11/2020

Pisa fundo no começo, breca no final
Romance envolvente de London que só melhora conforme lemos o prefácio desta edição da Zahar e percebemos o debate filosófico subjacente entre os dois protagonistas. A condição humana dissecada entre um náufrago, Humphrey Van Weiden, prisioneiro da escuna que o resgata, e seu capitão, Wolf Larsen, revelam uma história de amadurecimento de um jovem fútil que se refugiava até então no mundo intelectual. A história funciona muito bem na primeira metade, mas fica forçosa e autobiográfica demais lá pela segunda metade, quando London inclui uma personagem feminina, Maud Bewster, para fazer esse contraponto entre as duas formas de masculinidade expressas pelos dois protagonistas. As referências literárias funcionam bem nos diálogos, embora o excesso de palavras do vocabulário náutico deixe a narrativa truncada para o leitor leigo. Outro ponto fraco da segunda metade é que os personagens alertam Humphrey sobre a índole de Death Larsen, que seria ainda mais impiedosa do que a de Wolf, mas Death Larsen sequer aparece nas cenas. Uma falha considerável, levando em conta que Death é responsável por uma reviravolta relevante para a história. O desfecho arrastado pode irritar muitos leitores, já que Hump precisa basicamente apenas esperar para a conclusão chegar. Soou um pouco anticlímax para mim. Basicamente, o romance é um ensaio da razão diante da selvageria, e a linha tênue que geralmente se posiciona entre ambos, com uma análise de personagens masculinos que poucos autores fazem como London. Recomendado.
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Luiz Gustavo 14/11/2020

Publicado em 1904, "O lobo do mar" acompanha os diversos conflitos entre dois homens: Humphrey van Weyden, um jovem intelectual de família burguesa, e Wolf Larsen, capitão pragmático e materialista do navio "Ghost". Após ser vítima de um naufrágio em um acidente de balsa, Weyden é resgatado por Larsen, que então o obriga a integrar a tripulação de seu navio. O jovem intelectual é forçado a encarar uma realidade muito diferente da sua e entra em confronto com a visão de mundo darwinista do capitão. O embate de ideias entre os dois protagonistas é realizado em diálogos excepcionais que, além de apresentarem o conflito de classes gritante entre o burguês "civilizado" e o marinheiro "primitivo", refletem sobre o bem e o mal, sobre o que é a moral, entre muitos outros aspectos da condição humana. O choque de realidade que Humphrey enfrenta ao ser inserido em um novo ambiente também é muito interessante de se observar. Ao contrário de sua anterior vida pacata e sedentária, no navio de Larsen ele é obrigado a lidar com a violência do capitão e dos demais tripulantes, a desenvolver seus músculos fazendo trabalhos manuais pesados, a ajudar com a preparação dos alimentos; e, em suma, a enfrentar a vida dura em alto mar, muito diferente de sua anterior vida estudiosa e diletante. Infelizmente, da metade para o fim, a narrativa perde completamente o seu rumo, pois Jack London, preocupado com a recepção do público e com as vendas do livro, decide dar uma guinada romântica à história, que nada tem a ver com os embates filosófico-sociais dos protagonistas. Uma nova personagem é inserida na metade do livro e, daí em diante, temos uma história romântica clichê, digna de Hollywood. O desfecho do romance chega a ser ridículo, mas não invalida toda a primeira parte da narrativa, responsável por tornar "O lobo do mar" em um dos mais violentos romances de navegação e um clássico da literatura dos Estados Unidos.
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GHyun 01/11/2020

Dualidade humana
Apesar de eu sentir que o enredo desandou na segunda metade por causa da chegada da personagem Maud, foi o livro (e leitura obrigatória) que mais me agradou e me entreteve durante os 4 anos de faculdade.
Recheado de aventuras e ação em alto mar, o livro nos apresenta um personagem Apolíneo e um Dionisíaco. De um lado, a razão e o raciocínio lógico; do outro, o caos e o instinto.

Espero que minhas próximas leituras do autor sejam agradável como foi com "Acender um fogo" e "O lobo do mar".
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Alyne.Queiroz 22/10/2020

De tirar o fôlego
O livro tem uma mistura perfeita de ação e discussões puramente filosóficas, é muito interessante ver o fascínio e o terror que o Lobo Larsen desperta no Weyden, o que acabou transmitido pra mim a ponto de eu não querer ver o Lobo morrer apesar de ele ser tão cruel, a inteligência das conversas entre eles e depois com a Maud era tão grande que eu ansiava que aquilo não acabasse, o livro é muito empolgante, os últimos 50% li numa tirada só
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Fabricio.Fracaro 06/10/2020

O Lobo do Mar
Um livro com cara de Jack London.
Este é meu terceiro livro do autor, e a formal como ele nos leva nos primórdios dos tempos com suas história é algo único, neste livro ver o crescimento de uma personagem, saindo de sua inercia e conquistando tantas coisas que nem mesmo ele pensou um dia que conseguiria.
Além de ter esse apelo selvagem tem também a luta de pensamentos sobre a vida, a forma como Wolf Larsen pensa sobre a vida faz com que os diálogos com Van Weyden seja um dos melhores diálogos filosóficos sobre a vida que já vi.
É um livro que ficara na memória por um longo tempo, vale muito a leitura.
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Leonardo.Tadeu 19/09/2020

Uma grande experiência!
Minha avó era professora de português e uma boa leitora.
Sempre me disse que ler um Victor Hugo ou um Jorge Amado é uma grande experiência e ela estava completamente certa.Não
Que coisa linda esse livro.
Jack London não é descritivo , é pura ação, é puro movimento.
Leitura gostosa.
Recomendadíssimo!
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