Linhagens

Linhagens Eleonor Hertzog




Resenhas - Linhagens


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Ju 04/09/2013

Linhagens
Reli Cisne, o primeiro volume da série Uma Geração. Todas as Decisões., antes de começar a leitura de Linhagens. E, apesar de estar super enrolada com leituras e atrasada com prazos, e do Cisne ter singelas 832 páginas, não me arrependi nem por um momento. É claro que eu me lembrava do geral da história. Mas, como eu disse na resenha dele, é um livro com muita informação. E nada do que é falado nele é desnecessário.

Linhagens ainda não foi publicado (será lançado na Bienal) e, na versão que eu li, o que vou citar não está presente; mas haverá um resumo do Cisne antes de começar a parte da história a que eu tive acesso. Acho que foi uma ótima ideia, porque não dá para aproveitar completamente Linhagens sem lembrar de alguns fatos principais do Cisne. Quem leu o resumo, já testemunhou que ficou ótimo. Mas, mesmo que eu tivesse tido acesso a ele, não abriria mão de embarcar na história completa mais uma vez. Espero que isso convença vocês do meu amor por essa série. Os "monstrinhos" da Eleonor (Eleonor, acho que eu gostei do apelido carinhoso que você deu pra eles... rs...) se tornaram essenciais na minha vida de leitora! E uma última coisa antes de começar a resenha de verdade... Eu achei Cisne mais perfeito ainda na releitura!!! *-*

Linhagens começa exatamente na parte em que o Cisne termina. E é ação desde a primeira página! O primeiro volume da série funcionou como uma apresentação de várias personagens. Não é que não tivesse ação, mas era bem mais descritivo. No início de Linhagens, uma coisa que Henry Melbourne leva o Cisne inteiro pra revelar, é dita logo no começo. Mas não acho que isso prejudique a leitura de ninguém.

Não vou falar nada da história pra vocês, se quiserem saber do que se trata a série, deem uma olhada na resenha do Cisne, aqui (Na verdade, eu realmente preciso que vocês leiam a resenha. Por favor. Preciso que vocês saibam do que eu estou falando). Assim ninguém corre o risco de ficar sabendo de algo antes da hora.

Sempre que um acontecimento do Cisne é importante para o completo entendimento de uma cena, ele é relembrado. Eu, que li os livros em seguida, percebia junto com as personagens o que quem não leu ou leu há mais tempo só vai entender depois que for explicado. Mas todo mundo vai entender, é o que importa. A série toda é imperdível, e está muito bem amarrada. Algumas vezes, uma única frase dita no volume anterior ganha sentido e se encaixa perfeitamente quando descobertas acontecem neste segundo volume. Eu me enchia de satisfação a cada vez que isso acontecia.


"Se alguém DIZ que não acredita numa coisa, pode ter acreditado ou não. Mas, quando alguém GRITA que não acredita numa coisa, é porque já acreditou pelo menos um pouquinho!"

É super gratificante ler uma história que a gente sabe que foi muito bem pensada e repensada, planejada por um longo tempo e agora dividida com os leitores.


"- As pessoas precisam sonhar, ainda que os sonhos sejam loucos."

Graças ao sonho de muito tempo da autora esses livros estão sendo publicados. Obrigada por sonhar, Eleonor. =)

Acho que preciso explicar o nome do livro para vocês. É uma tarefa difícil, mas preciso fazer uma tentativa... rs... Na história existem vários povos, de todas as partes do universo. E esses povos se organizam em Casas, que têm as suas Linhagens. É como se fossem "reinos", em que existem Senhores das Casas (que seriam os "reis"). Uma Casa, além de simbolizar um "reino" como um todo, também é um espaço físico no qual vivem as pessoas responsáveis pela Linhagem. Ela tem inteligência, e capacidade para meio que "administrar" o espaço, pode se responsabilizar por quase todos os assuntos. Exceto pelas questões de responsabilidade exclusiva da Linhagem, que devem ser resolvidas apenas pelos Senhores. Assuntos muito importantes e tratados como extremamente secretos em que só os diretamente envolvidos podem se meter. Acredito que dizer mais do que isso me faria entregar spoilers.

Claro que a Eleonor, que está muito mais acostumada com esses mundos maravilhosos que ela criou, colocou uma explicação muito mais simples no apêndice... rs...

"Linhagens: dinastias de governantes; via de regra, possuem habilidades mentais superiores à média de sua raça. O título dos integrantes de uma Linhagem varia conforme o local. Podem ser chamados de Senhores, Reis ou Lordes, ou Mentores."
(alterei um pouquinho a última frase)

Linhagens tem cenas bem tensas. É impressionante o poder da Eleonor de deixar o leitor com o coração na mão. E mais impressionante ainda é que, quando a gente começa a pensar que não vai mais conseguir suportar tanta aflição, ela faz alguma personagem dizer algo que nos faz rir, e assim podemos respirar e continuar a leitura. A aflição volta logo depois, rs, mas esse pequeno momento de descontração faz toda a diferença.

É claro que não é só de tensão com pequenas pausas que essa história vive. O livro tem partes muito descontraídas também. Todo mundo apronta, jovens e adultos. Eu confesso que o que mais me divertia era saber que alguém estava aprontando com Paul. Paul é alguém muito poderoso, e com muita responsabilidade. Ainda não entendi bem qual é a dele.

"Nem tudo que você não entende deixa de ter sentido por isso."

Ok, Peggy. Sei que existem motivos fortes pra ele ser seu tio preferido. Sim, eu converso com as personagens.

O que mais vocês vão encontrar? Confesso que me emocionei em algumas partes também. Os livros dessa série parece que têm vários gêneros dentro de uma mesma história. Viajar pelos vários mundos criados é mais que maravilhoso. E olha que falta muita coisa para ser apresentada aos leitores ainda.

"(...) se pode construir mais com harmonia do que com rivalidade e desentendimento."

E sobre as personagens... Bom, a gente faz várias descobertas sobre elas em Linhagens. Personagens que parecem completamente odiosas à primeira vista, no Cisne, revelam que não são bem o que pensamos que elas são. Algumas das pessoas mais insuportáveis tornam-se muito queridas. Sabem aquilo de não julgar sem saber a história completa? Pois é. Confesso que eu julguei e quebrei a cara.

"- Tem prisões que são invisíveis aos olhos, mas prendem mesmo assim."

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a capacidade de renúncia que as personagens apresentam. É de deixar a gente de boca aberta as coisas que elas se dispõem a fazer pelos outros. Abrem mão do amor (em todos os sentidos que essa palavra pode ter) para fazer o que precisa ser feito, e não o que querem fazer (essa frase está sempre presente na história).

"- A vida é feita de escolhas.
- E de consequências dessas escolhas."

Em Linhagens, a razão do nome da série - Uma Geração. Todas as Decisões. - fica bem mais claro. O papel de alguns dos jovens começa a se revelar e posso dizer que eles precisam abraçar uma responsabilidade muito maior do que teria passado pela minha cabeça. É de espantar.

E gente, o final do livro é de deixar qualquer pessoa enlouquecida!!!! Socorro, Eleonor, cadê o resto??? Por favor, eu sei que demora um pouquinho pra escrever um livro, mas dá pra acelerar o processo?

Eu amei Linhagens, tanto quanto amei o Cisne. Não dá pra gostar mais de um deles. Essa série é muito especial na minha vida. Além de ser absurdamente gostosa de ler, o que me faz devorar livros gigantes em tempo recorde, ela ensina muito, faz a gente crescer como pessoa observando as atitudes das personagens. Isso não tem preço e, sinceramente, espero que um dia vocês tenham a felicidade de ler esses livros também.

"Confie além dos olhos. Confie no que sente, não apenas no que vê."

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2013/08/resenha-linhagens.html
Juh 05/09/2013minha estante
Nossa Ju vc parece realmente amar essa serie, rrs, mas ela tbm parece ser ótima, eu li a resenha de cisne e nossa perfeito, eles são bem grossos, mas acredito que vale a pena cada minutinho dedicado, gostei dos trechos que vc retirou do livro, principalmente o último: Confie além dos olhos. Confie no que sente, não apenas no que vê. Sabe eu acho que vou fazer igual a Leiliane, esperar todos os livros serem publicados, porque eu me tremendamente torturada, quando tenho que esperar o próximo livro de uma serie, ansiosa para conhecer esse mundo fantástico!!!


Michelli Prado 05/09/2013minha estante
Oi Ju!!
Não conhecia esta série, mas me empolguei bastante com sua resenha!! Vou dar uma pesquisada em Cisne e me informar melhor.


; Gii 05/09/2013minha estante
A cada resenha que leio, cresce minha vontade de ler essa série!! Quero muito saber como a autora prende tanto os leitores em mais de 800 páginas, acho que até agora não vi ninguém dizendo que os livros são cansativos.
O mundo criado pela Eleonor parece ser incrível e preciso conhecê-lo, não importa quando!
Vi uma foto de vários exemplares dos dois na bienal e também os bottons que a autora vai dar aos leitores que compareceram e me deu um desejo de ter um daqueles monstrinhos pra chamar de meu!
Os quotes são incríveis, cada um melhor do que o outro.
Conversar com personagens, quem nunca?!


Narinha 06/09/2013minha estante
Como ainda vou ler o primeiro livro da série, 'Cisne', não vou ler a resenha do segundo livro para não ter spoilers, espero que entenda o motivo.
Já li a sinopse do primeiro livro e estou doida para ver quais são os segredos de Doris e Henry Melbourn e o qual será o papel tão decisivo de seus filhos na história! Já esta na minha lista de leitura a um tempinho, mas eu pretendo ler em breve \0/ !!!


Adriane Rod 06/09/2013minha estante
Que resenha enorme e completa!!!! rsrs.

Que inveja de você por ter lido o livro antes mesmo do lançamento. Esse aí eu quero muuito. Estou lendo Cisnei e amandoooo. A Eleonor é muito querida e talentosa, merece muito sucesso.

;)
A-M-E-I a história, principalmente por se passar próximo à minha querida cidade natal - Joinville.

A história é mesmo completamente diferente. AMEI, AMEI e AMEI. Quero muito ler o livro que vai, com certeza, para os meus desejados.

Fico imaginando se a história tem que ver com Joinville. Lá chove muito e se a história passasse lá teria muitoooos seres surgindo já que gostas por lá não faltam.

Adoro quando uma história me deixa com o coração na mão. Ansiosa para ler.

;)

http://pseudonimoliterario.blogspot.com.br/


Lore 06/09/2013minha estante
Então Ju, não li cisne, li apenas sua resenha dele para ter um embasamento para ler a resenha de linhagens, e cara, a forma como você é apaixonada por essa série me deixa super curiosa para lê-la, e esses quotes que você deixou só aguçam a minha vontade, são realmente lindos! Super concordo com esses quotes, e eles também me fizeram parar e pensar um pouco, mais um fator pelo qual anseio ler o livro. Achei a capa do livro muito legal, mais um ponto positivo :) adorei a resenha Ju! claro que já adicionei aos desejados!


Estela | @euviestrelas 07/09/2013minha estante
Ainda não li Cisne mas todos falam tão bem dele que tenho muita vontade de ler. Beijos


Thaís 07/09/2013minha estante
Ju, vou ser sincera, não li totalmente a resenha (pulando algumas partes) por que fiquei com medo de ter um pouco de spoiler, você lembra de eu te contar que havia ganhado o livro Cisne? Poisé eu comecei a leitura dele agora, e pretendo ler Linhagens se tudo der certo..
Beijos


Leilane 10/09/2013minha estante
Ai amiga, como você tem coragem hehe Por mais que muda a experiência, acho injusto com meu livros (os assuntos pendentes kkkk) reler outro, além de me sentir culpada, entro meio que em desespero pq minha fila só aumenta. =/
Amei a resenha, vou dar uma chance para a série no futuro, quando tiver sido totalmente publicada, pois sei que quando você ama demais um livro, vale super a pena ler.
Beijos




Rebeca 04/08/2013

Resenha Original do Blog Leitura ao cubo http://www.leituraaocubo.com.br/2013/08/resenha-57-linhagens-parte1.html
[RESENHA #57°] LINHAGENS #PARTE1

Essa é a primeira resenha que o Leitura ao cubo faz, antes de um lançamento do livro.
Então vamos a uma nova regra:


Recebi da Eleonor Hertzog, a 'prova' do livro, para resenhar antes de lançar na Bienal em Agosto.
Nesta resenha, estarei avaliando apenas a história e narração, quando eu receber ele diagramado, com a capa pronta, etc... Falo da parte mais detalhada do livro. Completando assim, a pontuação!
A pontuação será da seguinte maneira: Dois cubos para a história, e um Cubo para a narração, totalizando 3 cubos como nota máxima para esta resenha.

Meus deuses, é uma extrema responsabilidade falar de um livro tão bom assim.
Apesar de não ter '' recebido'' junto com Linhagens, a Eleonor está preparando uma introdução de Cisne, para por em Linhagens *o*

Bem, como esse livro ele é a continuação de Cisne(Clique aqui para ler a resenha anterior), poderá conter Spoillers do PRIMEIRO LIVRO.


Imagem que pode lembrar um pouco de Krillin

Após o término de Cisne, que deixa um gancho enorme para Linhagens, continua da mesma forma que o livro anterior termina. Temos o Giles, emburrado em seu quarto, já que Henry falou que no próximo porto ele descia. A história começa com Peggy e sua sensibilidade de perigo ativada, indo em direção a uma ilha, bem perto de Senira ( o que é um grande risco para a Peg) até chegar nessa ilha tanto o senso dela como o de Giles de perigo estão em alta, cada vez se ativado mais e mais, porém Giles continua trancafiando na sua, e Peg, alarmando a Doris e Henry sobre ela. Ao chegar na ilha se deparam com +/- mil focas mortas. Então eles começam a procurar indícios do que aconteceu ali. Após alguns capítulos de mistério descobrimos o motivo, e coisas fantásticas das quais não imaginávamos que poderia ocorrer em Cisne acontece. A magia rola solta, e deixa toda Familia Melbourne e leitores de queixo no chão.
A maioria do livro inteiro só da Peg, e o perigo que a sensibilidade dela pode trazer a todos, principalmente os herdeiros de Merine. Muita coisa muda, e muita coisa acontece. Exemplo disso é Giles, que se mostrará um ser tão dócil. Henry, cada vez se tornando para mim um herói. E sabe o que mais? O danado do Pete, que passa Cisne todinho sumido, aparece nesse com muiiiiita intensidade. E vai fazer você se apaixonar por ele (acho que aceito ele de orelhas pontudas e tudo, e cabeça de criança num corpo de adulto em troca do Tim, já que a Eleonor abandonou o Tim nessa jornada) em todos os momentos do livro. Ele o SENHOR de Merine, agora tem mais do que nunca uma missão: SALVAR SEU IRMÃO. Neste livro também entra uma nova casa, uma nova linhagem chamada : Krillin, composta inteiramente por ela. (ela?) Krillin é uma planta verde-dourada, que tem vida própria, e está prestes a escolher seu novo Senhor, e fazer com que ele tome sua Senhora.


O livro é completamente fantástico, porque tudo que você NÃO espera acontece. Todos os personagens chatos, metidos e etc, se mostram muito mais do que são. E ainda mais, aqueles que eram apenas uma ponta no meio de tudo, se desenvolvem fantasticamente. Moriser de Merine, para mim era um pouco chato, mas o livro trás uma revira-volta enorme. Já o Paul, ainda estou meio confusa sobre meus sentimentos para com ele. A Doris ganhou mais meu respeito. Robert e Diure, ainda acho eles mimados demais.

Mas toda a construção dos personagens são incriveís, como um balé, onde o ritmo flui com leveza, classe, atitude. Tudo se encaixa e se torna perfeito, Posso dizer que Linhagens supera Cisne, e com isso A Eleonor se supera. Cada um dos personagens tem aquela mentalidade/construção marcante.
Só tenho uma reclamação: Tá faltando capítulo nesse livro Eleonor u.u (kkkkk') A Eleonor, termina o livro de uma forma que te deixa sem ar. TIPO: COMO ACABOU, MAS AGORA QUE TAVA FICANDO BOM DEMAIS! Deixando um GANCHO GIGANTESCO para o próximo livro, que ela afirma ter 80% escrito. Espero que no Natal eu saiba de algo do livro, esperar até lá será um grande sacrifício. Mas o livro ganha ainda mais o meu conceito. Se tornando mais um e O um favorito do ano de 2013.

Espero que vocês ainda não me perguntem a pontuação né? duaiouda' 3 CUBOS.

Na próxima resenha de Linhagens, farei um Dream Cast parte dois, com os Personagens que eu não coloquei na resenha de Cisne.

Sobre Krillin, devo dizer que eu queria fazer parte dessa linhagem.
A casa é coberta de Krillin, é feita de Krillin, e a cor verde-dourada, deve ser lindo estar lá, na minha mente era fantástica!. Mas sobre o fim do livro, que ocorreu em Krillin, eu já não sei bem ao certo o que esperar dessa casa.


Beijos, e até a próxima.

Quando a próxima resenha estiver disponível, irei atualizar esse post, com o link da próxima. Vou deixar em Caps Lock para vocês saberem que ainda não está no ar, mas quando estiver, estará escrito normal. CLIQUE AQUI PARA LER A SEQUÊNCIA!
Thaís 04/08/2013minha estante
Amooooooooooooooo!

?

Olá Becky,

Linhagens é muito melhor que Cisne (nunca imaginei que diria isso ^^), e a narrativa em torno de Krilin é minha predileta! Você usou a imagem que escolhi a oficial para Peggy e Peter ?
Acho que no próximo volume chegaremos em Champ-Bleux e quem sabe fica ainda melhor (a Eleonor sempre supera minhas expectativas!), enfim, amei sua análise! Agora fiquemos no aguardo em receber nosso fofíssimo Linhagens perfeitinho e finalizado e viva a Eleonor \o/




Isabel 05/08/2013

De forma geral, eu começo as resenhas com alguma reflexão que a obra em questão (seja livro ou filme) me trouxe.

Alguns, porém, não trazem reflexão nenhuma – o que é ruim – ou são tão completos em si próprios que não conseguem me fazer escrever mais nada do que o referente ao seu enredo, diálogos e narrativa – o que é bom, e é o caso de Linhagens, de Eleonor Hertzog. [Pode conter spoilers de Cisne a partir daqui.]

Linhagens é a continuação do ótimo Cisne, que já mexeu um pouquinho com a minha cabeça quando o li no ano passado. Antes de publicar a resenha, fiz uma pequena consulta com a autora no Facebook para saber o que seria considerado spoiler ou não. Segundo a mesma, falar sobre o fascinante universo do livro, que envolve casas mentais e linhagens, não configuraria como spoiler. Estava apenas de fora da sinopse porque era complexo demais, e podia assustar os leitores.

Pois bem. Me senti assustada, nos primeiros capítulos de Linhagens. Mas não durou muito.

A tripulação do Cisne é deixada por nós no primeiro livro sem grandes problemas. É claro que nunca é agradável ter um possível problema diplomático – os dois estagiários tarilianos do Intercâmbio – a bordo, mas os doutores Melbourne estão conseguindo lidar com tudo.

A numerosa filharada, porém, tem que enfrentar problemas que os conectam cada vez mais com a segunda vida de sua irmã adotiva e de seus pais extraterrestres: como uma boa sensitiva, Peggy sente perigo em uma das ilhas que é rota do Cisne, alarmando a todos no barco e colocando-os em situações que desafiam a lógica.

Peggy, aliás, é o eixo central de Linhagens: depois de resolvido o problema na ilha, é a sua mente “mutante” que toma a cena. É estranho que um livro cujas maiores batalhas são travadas no âmbito mental possa ter tanta ação, mas até os numerosos diálogos de Eleonor Hertzog conseguem deixar o leitor louco por mais.

Aliás, falando em narrativa, não consegui encontrar nenhum erro em Linhagens, assim como em Cisne – a revisão é impecável, algo louvável para um livro tão longo. O que incomodou um pouquinho (embora isso se relacione mais ao meu eu escritora do que ao meu eu leitora) é o tamanho dos diálogos,gigantescos! Não é cansativo, mas a ausência de pausa é algo a se observar para futuros livros.


A personalidade de cada um dos Melbourne e dos seus futuros colegas na Champ-Bleux fica cada vez mais clara. Falando em Champ-Bleux, a escola citada na sinopse do primeiro livro não dá as caras ainda – a impressão que dá é, na verdade, que ainda demoraremos um pouco para que os Melbourne ponham seus numerosos pezinhos nela. O desenvolvimento da história é sim lento, mas de novo, não é algo ruim, pelos inúmeros núcleos e subtramas da série Uma geração, todas as decisões. Com esses finais bombásticos e caminho a percorrer, eu quero o próximo – o mais rápido possível.


site: http://distopicamente.blogspot.com.br/
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Priscila Yume 14/08/2013

Minhas impressões...
Olá tripulantes,

Hoje eu trago para vocês uma resenha bem legal de um livro que será publicado em breve.

Linhagens é o segundo livro da série Uma geração. Todas as decisões da Eleonor Hertzog que inicia com o livro Cisne (v. resenha aqui).

Tenho que começar com minhas impressões, porque a Eleonor é uma das minhas autoras preferidas na atualidade, não porque ela é parceira do blog, mas eu simplesmente estou ADORANDO a série. Quem vê Cisne pela primeira vez, se assusta com o tamanho do livro e, quem recebeu a brochura de Linhagens sabe que a Eleonor adora escrever, hehehehe, mas ela consegue prender o leitor de um jeito tão fantástico que ele acaba esquecendo a quantidade de páginas do livro e até o mundo ao redor quando começa a leitura, estou falando por experiência própria.

Eu disse uma vez que a Eleonor cria um mundo mágico nos seus livros que envolve o leitor na trama e este acaba por ser mais um dos personagens do livro, vivendo as alegrias, tristezas, aventuras que ocorrem. E com Linhagens não é diferente, repleto de aventura, fantasia e uma pitada de romance (para quem, como eu, estou adorando os encontros e desencontros desses adolescentes, hehehehehehe) em um romance indicado para o público juvenil e adulto.

Estou como vários personagens da trama, cheia de "coisas" na cabeça. Essas "coisas" são as impressões, conjecturas e ansiedade pelo que vai acontecer daí para frente. Tenho que admitir que há muito tempo não acompanho uma série com tamanha apreensão.

A Terra estava com pressa.

Chances demais haviam sido perdidas, erros demais haviam sido cometidos. O tempo estava acabando.

Eles seriam reunidos agora: jovens cheios de criatividade, planos e sonhos, com o coração generoso que apenas os jovens sabiam ter. Eles eram os melhores. Neles, toda esperança estava depositada. Se eles falhassem, seria o fim.

Que os sonhos fossem grandes o bastante.

Que os corações fossem realmente generosos.

que pensassem, enquanto fosse possível, que estavam somente vivendo suas vidas... Porque um dia descobririam que estavam vivendo a vida de todo aquele mundo!

Um dia, eles saberiam:

"A esta geração, todas as decisões." (p. 05)

Nesse segundo livro a Eleonor inicia a narrativa com a tripulação do Cisne e a sensibilidade de Peggy avisando sobre a presença de morte na ilha que faz parte da rota do navio, nas proximidades do Mar Negro. Após vários questionamentos à Peggy por parte do Doutor Henry sobre a existência de perigo, eles resolvem ir, conferir e realizar a contagem de focas, como fazem normalmente, mas ao chegar na parte mais central da ilha descobrem quase mil focas mortas sem uma causa aparente.

Após a coleta de material para análise no barco o senso se perigo ainda não dá sinais, mas Giles, que está trancado em sua cabine, começa a se sentir em perigo constante e não entende, sobretudo à medida que a noite se aproxima. Enquanto isso, Teo e Tim, haviam permanecido na ilha para realizar medições mais precisas sobre a ilha.

O Palácio de Senira, percebendo a presença das mortes das focas identifica seus inimigos, Strils, criaturas milenares e noturnas que se alimentam da vida e, qualquer embate com esses causa grande destruição, então, para que os Senhores do Palácio não interfiram, Senira os colocou para dormir em um sono profundo e se preparou para o ataque.

O primeiro sinal de que algo estava ocorrendo foi o pressentimento imediato de Peggy alertando para que fosse embora imediatamente do lugar, essa sesnsação se amplia quando percebe que todas as focas da ilha começam a fujir desesperadas para alto mar.

Peggy correu para a janela, soltando em rápida sucessão os três foguetes sinalizadores vermelhos que informariam a Tim e a Teo, na ilha, para largarem tudo, inclusive os equipamentos, e salvarem suas vidas. O alarme não funcionou, mas os motores do Cisne rugiram, começando a virar o barco para o mar aberto. (p. 23)

Então começa uma das passagens mais agitadas e interessantes do livro, o embate entre o Palácio de Senira e os Strils (que estão perseguindo Teo e Tim para se alimetarem de sua força vital) e o Cisne, no meio disso tudo sem nenhum equipamento funcionando e o barco sendo empurrado para a ilha por Senira. Como Tim e Teo conseguirão escapar dos strils e como a tripulação do Cisne ficará?

Adianto que o Giles vai será aquele que descidirá entre a vida ou morte de todos, qual será a decisão do nosso nada simpático repórter?

E adianto ainda que Peggy terá sua cota mais do que ampla de participação quando despertar o seu coração de Senira for despertado (mas só váo saber como com a leitura, hehehehehe).

O fato de Peggy ter despertado o coração de Senira, levantou suspeitas sobre o rompimento ou não dos seus bloqueios mentais, o que colocaria em risco a vida de vários herdeiros, sopretudo seu dirlon (irmãozinho mais que querido) Peter.

Assim, começa uma briga entre Henry e Doris contra Paul, Robert Diure e os demais Senhores pela vida de Peggy, com muita aventura e descobertas surpreendentes sobre o passado e o presente de alguns Senhores e qual será o futuro de Peggy. E como se não bastasse, o Henry descobre que o elo que liga Peggy a Peter é um elo de compromisso e, que Loon, irmão de Peter também se apaixonou por Peggy, mas apenas um poderá seguir o compromisso.

- Esses dois fedelhos se apaixonaram pela mesma garota - disse Henry para o mapa. - A camuflagem e as mentiras foram para se defender de pais, avô e Casa! Aos quatorze anos, já sabiam muito bem o que era estar apaixonado e, por tudo que fizeram, é óbvio que sabiam também o que acontece quando um par de gêmeos de Linhagem quer a mesma companheira: quem ficar sem a garota, morre! Onde está o mapa mental daquela tranqueira de elo?! (p. 238)

Saindo do núcleo central e indo para os secundários, estou adorando o desenrolar do quase-que-romance de Michele e Anton, que está descobrindo aos poucos os costumes terráqueos. E o grupo de Treinamento, cujos integrantes estão sipostos a tudo para salvar sua amiga Peggy.

Gente o livro é muito bom e tanta coisa acontecendo e eles ainda nem entraram na Escola Avançada de Champ-Bleux.

Espectativas? Todas, com certeza ainda vem muita coisa boa por aí, a esperança é que a Eleonor disse que assim que terminar a revisão de Cisne para sua segunda edição, ela vai se dedicar com tudo ao terceiro livro, então vou ficar aguardando!!!

Boa Leitura!
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Literatura 15/08/2013

Melbourdianas
Era uma vez um garoto órfão... órfão de aventuras. Sua vida, que antes era a de viver em viagens pelo mundo, seja duelando ou travando guerras na companhia de vários amigos, acabara como a certeza de que vem o sol após uma tempestade. Ele, assim como todo mundo, tentara aceitar a situação e viver no mundo que corria com pressa e disfarçava que tudo que existia era perfeito.

Não conseguira. Por mais que ele quisesse se estabelecer no mundo real, não conseguia. Seus esforços eram em vão. Seus dias como herói haviam acabado, mas assim como a certeza de que a lua chega quando o sol se deita pra descansar, a esperança – de que tudo voltaria a ser como antes –, ainda pulsava em seu coração incessante e sedento de aventura.

Foi então que ele aceitou um convite. Vindo de uma família numerosa e com um nome estranho, onde todos transpiravam magia e aventura. Apesar de serem muitos, lhe disseram que em seu barco sempre cabia mais um, e o acolheram como um filho. Não era mais órfão de aventuras, pelo contrário, pois agora tinha muitas.

Já cheguei a mencionar numa resenha qual seria o segredo para o sucesso. Na verdade fiquei indagando se algumas coisinhas de marketing seriam o responsável pela fama de alguns autores, mas hoje, digo com a pura certeza que nada de marketing torna um escritor famoso. O que torna um autor reconhecido é seu total talento por escrever histórias originais e criar do nada, tudo. Hoje trago para vocês as novidades do meu novo mundo e o que anda acontecendo com a minha nova família. Sim, sim e sim, o garoto órfão lá em cima era eu.

Quer saber mais? Acessa o site:

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/2013/08/resenha-linhagens-melbourdianas.html
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Refúgio Literário 25/08/2013

Olá amados, é com muito prazer que trago a primeira resenha do blog para o livro “Linhagens”, segundo volume da série “Uma Geração, Todas as Decisões” de Eleonor Hertzog, que será lançado no dia 1º de setembro, da qual já trouxe para vocês a resenha do livro 1 “Cisne” (confira Aqui). Agora vocês devem estar se perguntando, porque primeira resenha de Linhagens? Bem, como achei o livro grandioso tanto em conteúdo como em qualidade resolvi então fazer mais de uma resenha para o mesmo.

Para quem conhece “Cisne” sabe que a historia se passa principalmente no meio de uma família nada comum. Os Melbourne são uma família de cientistas que vivem em um super barco, que dá o nome ao primeiro livro da série, e que vivem grandes aventuras sempre pensando no seu próprio futuro e no da humanidade.

“Linhagens” nos mostra que a família terá que se mostrar cada vez mais unida para enfrentar os novos problemas que irão surgir a medida que mais uma vez adentramos o barco “Cisne”.

Nessa resenha quero destacar as características do livro, principalmente os detalhes da escrita da autora. Mais uma vez pude perceber que Eleonor, preocupa-se muito em ser detalhista, sem deixar a historia arrastada e cansativa. Apesar de também ser um grande livro como seu antecessor, Linhagens é uma leitura dinâmica e ativa que faz com que leiamos cada pagina sem nos deter ao tamanho do historia.
Recebi o manuscrito do livro com bastante alegria e entusiasmo, pois não via a hora de saber como continuaria a grande aventura de “Cisne”, e a cada momento que eu o lia, percebia que surpresas me esperavam e me certificava disso a cada pagina cada capitulo e até mesmo cada dialogo dos personagens. Eleonor Hertzog conseguiu reunir aventura e emoção em apenas uma estória, que nos faz perceber o quanto muitas vezes não valorizamos nosso autores. Eleonor não perde em nada para grande autores, até mesmo de J.K Rowling, grande autora de “Harry Potter”.

Fiquei pensando como Eleonor consegue reunir aventura, ação, problemas familiares e muita emoção em uma única saga, e cheguei a uma conclusão. Querem saber qual foi? Então aguardem a segunda parte da Resenha de “Linhagens”, mas antes para deixa-los com água na boca, deixo um trecho da nova aventura da família Melbourne.


“A água estava repleta do brilho vermelho dos globos, mas, apesar da violência do mar, nenhuma criatura havia se aproximado deles. Estavam protegidos por uma luz branca que falava o que era tão sem sentido quanto as gelatinas vermelhas que matavam...”.

site: http://saotantas.blogspot.com.br/2013/08/resenha-linhagens-de-eleonor-hertzog-1.html
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Michelle Ladisl 26/08/2013

Antes de começar a resenha, tenho que confessar que fiquei meia perdida no que dizer, pois o livro foi tão bom,mais tão bom que tive que me controlar para não dar muito spoiler!

Eu recebi o manuscrito do livro, por isso não posso avaliar a gramatura do livro!

Linhagens, é muito focado em Peggy, assim conhecemos melhor a queridinha dos Melbourne!


Logo no prólogo, ficamos sabendo como várias Linhagens, vieram parar na Terra.


“ O ecossistema da Terra jamais havia recebido tantas Linhagens de uma só vez. No entanto, se recusasse, mil raças estariam irremediavelmente extintas. Não era possível permitir uma perda tão grande. Apesar do perigo, eles precisavam vir. “


Quando o Cisne, estava no Mar Morto, Peggy sentiu uma situação estranha e avisou a todos, se espantaram com o que viram na ilha e resolveram fazer a pesquisa para saber o que tinha acontecido. Depois de um certo tempo a sensação de Peggy aumenta e Giles também acaba sentido o perigo, quando se veem em uma situação desesperadora, desperta algo em Peggy e Giles ajuda, arriscando sua própria vida!

Passado esse episódio, todos procuravam por respostas, pois esse fato aconteceu dentro do perímetro de Senira e queriam descobrir até onde poderia ter afetado Peggy.

Tiveram que explicar aos irmãos Melbourne como Peggy era especial, depois do que viram e Tim de alguma forma não se conformava de Peggy ter escondido isso deles.

Com o perigo ainda rondando, todos que tem ligação com Peggy são obrigados a se isolarem totalmente , pois se o pior acontecesse estariam a salvos. Seus amigos sabendo que algo estava errado, resolveram se juntar para ajudar a amiga, mas ninguém esperava por isso.

Em Linhagens, através de Henry, após um exame e com o auxílio de Doris e seu irmãos, eles finalmente descobrem que tipo de elo existe entre Peggy e Peter.

Após conseguir fugir, Peter finalmente consegue rever Peggy. Os dois acabam indo parar em Krilin, onde descobre um fato inusitado sobre aquele lugar, do qual Peter não gostou nadinha.

Com o passar da história conhecemos como funciona Krilin e o aquele lugar espera que aconteça. No mínimo é um lugar bem pitoresco( amei conhecer, parece ser fabuloso ).

Não irei me estender muito para não contar tudo...hehehehehe

Quando Eleonor disse que Linhagens seria melhor que Cisne, eu não acreditei, mas podem ter certeza é muitoooooooo melhor, estou fascinada com a história.

Minha opinião:

Finalmente foi revelado o motivo de Giles ser totalmente insuportável, mas pode ter certeza eu odiei ele em Cisne, agora to In love com ele.

Outro fato que me surpreendeu muito, foi ver Moriser de uma outra forma, fiquei espantada e adorei conhecer esse lado dele.

Em Linhagens, descobrimos várias respostas que tivemos em Cisne, mas na mesma proporção que tivemos de resposta, temos de perguntas para o próximo livro...hehehehehe

Só quero fazer uma observação super importante. COMO A ELEONOR ACABA COM O LIVRO DESSA FORMA?

Terei que esperar a continuação que ainda nem tem previsão para o lançamento! Só rindo para não chorar...hehehehehe


site: www.sanguecomamor.com.br
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Fala Urupês? 09/09/2013

Linhagens - Eleonor Hertzog
Linhagens extrapolou todas as minhas expectativas. Eu acabei esse livro e tive vontade ou de morrer, ou de matar Eleonor! O primeiro ponto que tenho que avisar é que Eleonor tem um coração maldoso, adora maltratar seus leitores, e por causa disso terminou esse livro da forma mais cruel possível!

Outro ponto que precisa ser dito: desista de achar que você sabe qual tema Eleonor vai abordar, ou que você já tem alguma ideia do que pode acontecer à frente. Ela cria, adiciona, transforma informações, com uma facilidade tão grande que aquela certeza sobre tal fato ou personagem é totalmente derrubada! Eleonor tem total conhecimento de seu mundo e seus personagens, e total controle sobre a mente de seus ávidos leitores, que leem quase mil páginas em apenas uma sentada!

Muitos personagens secundários do primeiro livro aparecem com maior frequência no segundo, o que facilita na identificação de todos (muitos) eles, e também nas reviravoltas! Também somos surpreendidos por situações completamente adversas, que são enfrentadas com maestria pelo nosso querido Henry, pai-capitão de Cisne, que tem como habilidade maior conquistar seus leitores pelas verdades que não tem medo de dizer, e pelos ideais - e filhotes - que não tem medo de defender!

E, assim como no primeiro livro, o narrador onisciente é a maior manipulador de toda essa história! É como se o contador da história soubesse de tudo, todas as tramas e fatos importantes, tudo o que aconteceu e está para acontecer, mas essas coisas estão tão óbvias para ele que parece desnecessário contar! E por conta disso, pequenos detalhes dados de forma sutil colocam o leitor para rever todos seus conceitos!

Não quero falar muito da história, já que qualquer coisa poderia ser um spoiler do primeiro livro, mas posso dizer que estou ansiosa pelo terceiro livro! E pelo quarto, pelo quinto... Não sei quantos livros essa série terá, mas se Eleonor continuar escrevendo com tanta habilidade, pode confiar que ao menos uma venda já está garantida! Haha!

site: http://falaurupes.blogspot.com.br/2013/08/linhagens-eleonor-hertzog.html
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Geeh 13/09/2013

http://livrosdeelite.blogspot.com.br/
"A esta geração, todas as decisões."

Mas vamos falar de Linhagens agora. Este livro é a continuação do "Cisne" e começa exatamente onde o livro anterior parou. Como eu falei para vcs na resenha do Cisne, toda a historia desenvolvida me pareceu uma introdução para algo que estava por vir. Linhagens foi a constatação de que eu estava certa nas minhas teorias.
Este livro já começa em um ritmo acelerado,não só porque o Cisne continua em sua rota, mesmo depois de todo o alarde do pessoal do Intercâmbio Tariliano, mas também porque Peggy, a filha adotiva dos Melbourne e a sensitiva abordo, detecta morte irradiando da ilha onde os biólogos marinhos devem catalogar as focas que lá vivem.
Estar nas proximidades do Mar negro já é suficientemente perigoso para a menina Peggy, que com sua mente bloqueada, não pode e nem deve se lembrar que é uma Princesa de Senira, uma das Casas existentes e que se encontra exatamente ali, no centro do Mar Negro.
Ao chegar a ilha, eles constatam que Peggy estava certa. O sinal de "morte", vinha de milhares de focas mortas. Mas o mais intrigante é a forma como estas focas foram mortas, sem nenhum indicio de como isso aconteceu, apenas ali, paradas e definitivamente mortas.
Os exames não conseguem definir a causa da morte, e nem o porque de apenas as focas que estavam em determinada parte da ilha terem morrido.
A noite chega e com ela o caos. Por a ilha fazer parte dos domínios do Palácio de Senira, ele toma para sí a incumbência de eliminar o que está causando a morte dos animais. Só que os responsáveis são os Strils, criaturas lendárias que se alimentam de qualquer tipo de vida existente durante o período da noite.
Senira, uma força da natureza, logo cria uma imensa tempestade para acabar com os invasores. Peggy, assim que pressente o que esta acontecendo avisa a todos e começa os preparativos para o barco zarpar. Mas como ir embora se Tim e Teo estão na ilha observando as focas e suas atividades noturnas?
Um Palácio descontrolado, uma tempestade de proporções inacreditáveis, Strils e um barco a deriva.
Estes são os capítulos mais tensos deste livro,juro que eu fiquei roendo as unhas. A única coisa que eu conseguia pensar era , "O Tim, Eleonor?? Logo o meu Tim." hahahah
Durante esses momentos de angustia, tanta coisa acontece, que eu reli os capítulos, só para ter certeza que não perdi nada.
Posso dar uma spoiler, bem pequenininho!? Nosso insuportável repórter Tariliano Giles, tem um papel decisivo em todo esse enrosco. Só não conto se é para ajudar ou prejudicar!! (MUAHAHAHA~ sou mal)
O que eu adorei também, é que a Eleonor nos explica bastante sobre a Linhagem de cada Casa. Sim, eu devia ter previsto isso, considerando o título, mas foi tãoooo legal conhecer as Casas e seus costumes, principalmente Merine.

(...) - Aceite e respeite nossos costumes também,Senhora de Merine.Se um Kreganiano for comprar a pior briga de sua vida, vai ser por causa de um filho. Peggy chama você de mãe e Robert de pai, mas Doris e eu a chamamos de filha, o que é suficiente para nós.Vocês não vão tocar na nossa filha.Esse (o olhar de Henry abrangeu todos eles) é o nosso costume, Senhores.(...)

Bem, vou confessar: acho que gostei mais disso pois o foco passou a ser Peter, o Senhor de Merine rebelde, completamente encantador e apaixonante.
Para quem não lembra do Peter, ele é o filho de Robert e Diure,os Senhores de Merine,e o "irmão" adotivo de Peggy com quem ela possui um elo. Este personagem não foi muito desenvolvido no livro passado, mas neste, metade do livro é voltado para ele.
Outra coisa que eu gostei bastante é que a autora deu uma reduzida na quantidade de personagem ativos, deixando apenas alguns como centrais e fazendo pequenas passagens sobre os demais. Facilitou bastante a leitura e compreensão. O que ainda me incomoda um pouco é os diálogos, que são bastante extensos e minuciosos, o que torna a leitura cansativa em certos momentos.Acho que isso é uma característica da escrita da autora, que é ótimo quando se trata de descrições de lugares e ambientes, com uma riqueza de detalhes que faz o leitor realmente imaginar a cena, mas que não se encaixa tão bem nos diálogos, que acabam ficando gigantescos e se arrastando por varias paginas.
Da metade para o fim, os filhotes Melbourne ficam mais em segundo plano, senti falta do Tim, lindo e brincalhão, que deu lugar a um Tim serio e meio rabugento. Mas fui recompensada com um novo amor. Siim, fiquei completamente apaixonada pelo Peter... ai,ai,ai. Ele é uma personagem completo, lindo,inteligente e o melhor de tudo : Super engraçado. Os diálogos envolvendo o Pete é certeza de uma boa dose de sarcasmo, misturado a um humor meio negro, o que resulta em o leitor rindo horrores.

(...)Peggy armou um arzinho que era pura provocação.
- Bom, e o que você fazia se fosse ao contrario? Se fosse eu que estivesse semidestruida, com as roupas em frangalhos,cheia de terra, pó e sangue? Ia ficar pensando em todos esses escrúpulos ou ia simplesmente cuida de mim?
- Ao que me consta, não aconteceu NADA! E não fique me provocando!
- Mas não aconteceu nada mesmo - retrucou Peggy, já sorrindo. - Foi o mestre e só o mestre que deu banho em você.Também foi ele que tratou dos ferimentos que tinha no seu traseiro.
Peter espremeu um "QUÊ!!" esganiçado.
- Pediu para avisar que é para ter cautela quando sentar.E não sei por que você esta tão vermelho.Não tem nada em você que seja motivo para encabular.O mestre disse isso, é claro.Eu não vi nada.Não sei de nada.(...)

Uma coisa que se perdeu neste livro é a famosa escola Champ-Bleux, que é aguardada por todos, mas que neste segundo volume nem foi citada.
Em resumo, só posso dizer que Linhagens é muito mais "agitado" que o Cisne, a leitura também flui bem mais fácil, já que é neste livro que os problemas estão realmente aparecendo, tornando assim a leitura mais instigante.
Como eu falei lá em cima, o livro ainda não foi publicado, chegou para nos "encadernado" e sem diagramação, então não posso avaliar como ficará a obra final, mas levando em consideração o livro anterior, tenho certeza que vai ser ótimo, já que no Cisne não é possível encontrar erros de revisão.
Pessoal que já leu o Cisne, corre e leia Linhagens, vc vai adorar!! Para quem ainda não conhece a serie, de uma olhada na resenha do primeiro livro clicando aqui, e suba abordo também, nesta família numerosa sempre cabe mais um, e não estou falando dos Melbourne, mas sim da família de fãs da Eleonor.

Para conferir a resenha completa é só clicar no link abaixo.

site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2013/08/resenha-linhagens-eleonor-hertzog.html
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Neri 16/09/2013

#Resenha: Linhagens - Eleonor Hertzog
"Sinônimo de Surpreendente: admirável, assombroso, espantoso, estupendo, excelente, excelso, formidável, inaudito, magnificente, magnífico, maravilhoso, portentoso e sublime."

E foi utilizando de todos esses sinônimos que "Linhagens" iniciou e me prendeu de uma forma extraordinária do início ao fim. Quando eu pensei que já teria lido uma história incrível em "Cisne", a Eleonor me envia o manuscrito de Linhagens e me mostra o quanto ainda tenho para me impressionar lendo essa série maravilhosa que me ganhou de uma vez por todas.

Cheio de aventuras, acabamos por desvendar respostas de perguntas que foram lançadas na leitura do primeiro livro, descobrimos o motivo de alguns mistérios, e percebemos alguns dos pontos de ligação entre os personagens.

Já estamos bem familiarizados com nossos queridos amigos Melbourne, com alguns terráqueos, com o outro mundo Tarilian, com os treinamentos e os "poderes especiais" que encontramos nos nativos das Casas e das Linhagens mais antigas. Percebemos que cada personagem foi e é fundamental.

Focado na incrível Peggy, a melhor sensitiva que todos conheceram, a que mais pode ajudar e a que mais precisou de ajuda, descobrimos muito sobre o seu passado e ficamos boa parte da leitura na dúvida sobre o seu futuro. Acabamos por conhecer mais intimamente seus amigos de treinamento com os quais ela convivia antes de ir morar a bordo do Cisne. E descobrimos o quanto eles a amam. Alguns de uma maneira e outros de outra.

Precisamos pensar e agir rápido para evitarmos erros irreparáveis. O que devemos arriscar? O que devemos preservar? O quanto as Casas e seus Palácios vão proteger seus Senhores? Como eles vão proteger? Como resolver os conflitos que aparecem? Será a morte a solução? Como evitar a morte? As coisas começam a fugir do controle e nada mais é o que aparentava ser. Merine e Senira revelam grandes segredos. Pessoas de algumas Linhagens apresentam grandes conhecimentos em outras Linhagens. Os Melbourne, Henry, Doris e os filhos, são de grande ajuda para tentar resolver todos os problemas que se acumulam.

E quando pensávamos que a Krilin, nova casa que surge nesse livro, seria uma ótima solução para todos os questionamentos, eis que ela revela sua face violenta...

Toda a história é descrita perfeitamente pela Eleonor, com todos os detalhes possíveis. Nos leva a um mundo, ou a vários mundos, que você imagina perfeitamente real. Uma série viciante. Uma série que faz você não querer outra coisa da vida. Uma série que te impossibilita de parar de ler ou ler outras coisas até finalizar. Uma série que me faz querer sempre mais. Uma série que se tornou uma das minhas preferidas para sempre. Uma série que me mata de orgulho por ter sido escrita por uma brasileira.

Mais uma vez, Eleonor, gostaria de parabenizar pelo livro e dizer que vou continuar rezando para Deus continuar abençoando essa sua santa criatividade e originalidade. Linhagens é de tirar o fôlego e já estou imaginando o que está por vir nos próximos livros escritos, até porque...

..."Uma Geração. Todas as Decisões"

Definitivamente, esse era um mundo no qual eu gostaria muito de viver.

site: http://cafecomleiturasneriana.blogspot.com.br/2013/08/resenha-linhagens-eleonor-hertzog.html
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Rafa 03/10/2013

Linhagens - Eleonor Hertzog
Livros nacionais superando os estrangeiros...

**Enredo e Estrutura**

Linhagens, como seu antecessor Cisne, pode ser dividido em duas partes: a primeira, com o foco mantido no veleiro dos Melbourne; e a segunda, com a atenção voltada para um cenário mais amplo.

Os personagens e ambientes nesta primeira fase continuam os mesmos, tornando-a uma clara extensão dos últimos momentos do primeiro livro – o primeiro capítulo de Linhagens, por exemplo, se encaixa perfeitamente com o último capítulo de Cisne. O dia-a-dia no barco também permanece como de costume, ainda com a presença do repórter terráqueo Jean Rieve e dos três tariliano do Intercâmbio. As situações “constrangedoras” que se deram no fim do volume anterior são apenas pequenos detalhes, que só tomaram atenção novamente mais adiante, com a saída de Giles de seu auto confinamento.

Já no princípio do livro começam a surgir os esperados obstáculos na rota da família Melbourne, mas desta vez não se trata de nenhum pequeno impedimento. Peggy, a Sensitiva, sente Morte, mas não consegue identificar perigo, o que deixa toda a tripulação assustada. Quando finalmente a contradição se explica, tem início uma das partes mais movimentadas de Linhagens. Momentos de tirar o fôlego com a dose perfeita de ação, que nos acompanham por cerca de cinco capítulos – que são um pouco mais curtos que em Cisne. Nas cenas em questão a reação que se dá não é a de uma leitura, existe uma forte sensação cinematográfica nas descrições precisas e bem elaboradas que, mesmo com o grande desenvolvimento de aventuras na literatura atual, não são algo fácil de se encontrar. Nestes mesmos picos da história, a ficção científica/fantasiosa de Uma Geração. Todas as Decisões. harmoniza-se criando uma atmosfera impecável, que não envolve apenas instantes de adrenalina, mas também revelações inesperadas e transformações admiráveis, e que não apenas concluirá, mas também guiará a transição para o segundo estágio da narrativa.

São como dois livros diferentes que detém uma forte interdependência. A segunda parte de Linhagens não se passará no Cisne, pois o ponto central agora é a capacidade de Alteração mental de Peggy, que pode ter sido liberada com os acontecimentos previamente mencionados. A Casa de Merine, que já tinha um papel importante na obra, será o cenário principal dos próximos acontecimentos, e reservará muitas surpresas que, mesmo depois da grande movimentação nos primeiros capítulos, levarão às principais conclusões da obra.

Eleonor Hertzog, com espantosa maestria, vai acrescentando detalhes ao decorrer do enredo de Linhagens que aos poucos, e individualmente, vão tomando amplitude até se tornarem grandes êxitos. Intrigas, desconfianças, obrigações, interferências, mistérios, artimanhas... Mais uma vez sua obra consegue uma união equilibrada e simétrica entre os inúmeros estilos de literatura.



**O Exemplar**

Contando nos dedos consigo fazer o levantamento dos livros que foram tão bem elaborados quanto Linhagens. Não me refiro à história em si (mas sim, muuito bem elaborada), mas ao exemplar, ao objeto livro, à coisa física. Pois bem, começamos com as apresentações normais e com um Prefácio escrito por Keila Gon (autora de Cores de Outono), e logo nos deparamos com algo bem incomum: uma mensagem diretamente da autora para os leitores. Uma mensagem coloquial e deliciosa de ser lida, que precede algo ainda mais incomum em séries... Um resumo do livro anterior. Sim, um resumo! Para quem leu Cisne há muito tempo e quer refrescar a memória, temos 16 páginas escritas por Henry Melbourne relatando os fatos acontecidos até então.

E chegamos ao Era Uma Vez, também presente em Cisne, que introduz maravilhosamente Linhagens. E agora, em fontes maiores para chamar mais a atenção, uma outra mensagem - que fica de surpresa para quem for ler. Temos a história... E depois dos agradecimentos, um Apêndice! Exatamente, no fim do livro existe uma espécie de Dicionário contendo nomes de personagens, lugares, títulos de Linhagens... E suas respectivas explicações. Fabuloso, não?

Sobre a capa.
Em vários momentos parei de ler uma descrição para olhar a imagem e confirmar se aquele era o local que estava sendo descrito. Na maioria das vezes não era, mas quando chegou o momento, aí sim confirmei minhas suspeitas de que a capa é simplesmente perfeita.

site: http://temporaldesonhos.blogspot.com.br/2013/10/linhagens-eleonor-hertzog.html
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Ronaldo 04/10/2013

Resenha encontrada em livrosobrelivro.blogspot.com

Diferentemente de Cisne - Linhagens - segundo volume da série, não têm momentos descontraídos - ao menos, não para a família Melbourne. A leitura arrebata o leitor do começo ao fim, com o clima tenso que está presente ao longo de toda a história. É simplesmente incrível o modo como a autora sabe conduzir o leitor por entre as páginas; ‘Linhagens’ vai além de toda e qualquer expectativa. A evolução dos personagens, a grandiosidade dos acontecimentos, a profundidade dos cenários, e a incrível saga da família Melbourne é notável e indiscutivelmente real.

Sempre que eu recomendava Cisne para amigos leitores, falava: É uma história complexa, grandiosa e cheia de teorias. Sabe aqueles livros que quanto mais você lê, mais história e perguntas surgem?! É exatamente assim, quase impossível de largar e ansiar por uma continuação. Esse segundo volume só serviu para reforçar minha teoria. Carregado de sentimentalismo e decisões arriscadas, somos convidados a embarcar no famoso barco e acompanhar a longa e fantástica aventura de Peggy, seus irmãos, e de mundos onde a concepção de certo e errado traçam uma linha tênue, levando você a rir, chorar e se emocionar com uma história notoriamente única.

O Cisne está navegando próximo ao Mar Negro. Os já conhecidos personagens parecem não se importar muito... A rota segue normal. Até Peggy começar a pressentir morte em uma ilhazinha para onde o barco está se dirigindo. Morte, mas não perigo, o que é estranho já que ambos costumavam sempre vir juntos. Um ataque... Algo desconhecido que atacou e matou centenas de focas sem deixar nenhum rastro. Henry e Doris, junto com a tripulação, e os repórteres tarilianos e terráqueo, colhem amostras para tentar desvendar esse mistério. Alguma coisa sombria desperta o senso de perigo de Giles e Peggy. Algo que pode mudar o rumo dos tripulantes.

O livro dá destaque às diversas Linhagens características da história. Conhecemos o passado da Peggy, sua antiga família, o porquê de ela ter ido parar com os Melbourne, o elo que a liga a Peter, enfim, tudo que está relacionado a essa personagem, que sem sombra de dúvidas – e pessoalmente – é a mais incrível e intrigante. Poderes que não imaginava são despertados e vemos o quanto ela é realmente importante para o rumo que a autora pretende dar/deu para a história.

Somos apresentados às diversas Casas, outros mundos, seus governantes e a coisa que os une. E essa coisa parece resumir-se em uma única garotinha: Peggy. Ela é a válvula de escape para tudo que acontece no livro.
Acho incrível o modo como a autora introduz coisas inesperadas na história; tudo é imprevisível e faz o leitor ter vontade de descobrir o que virá pela frente – que eu garanto, você nunca esperará. É isso que torna o livro tão incrível e elogiado: o inesperado e o fantástico mesclados de uma forma quase impensada e impecável. É mágico.

Quem imaginaria que aquilo aconteceria na ilha?! Que por um segundo seu coração pararia de tanta tensão no momento em que dois personagens – que sim, são muito queridos – se encontraria com a morte na forma de Strills? (seres gelatinosos que sugam a vida das pessoas).
O livro gira em torno de uma única questão: Seria prudente manter Peggy viva? Mesmo depois de ela ter despertado o coração de Senira?! Isso implicaria na morte dos jovens que já passaram pelo treinamento junto com ela, assim como dos que tem ligação com sua mente. Seria prudente arriscar tantas vidas por aquela garota?

Há quem diga que não; Mas há também os Melbourne – e repito: como não amar a dignidade e integridade dessa família? – que nunca permitirão que algum membro da família seja morto por suposições ou qualquer outra coisa – porque sim, Peggy já era uma Melbourne.

Gostei da evolução de alguns personagens e morri de raiva de outros. Acho que é uma leitura que traz ensinamentos inestimáveis sobre como todos somos capazes de mostrar nossa humanidade diante de algumas situações... E de como o fato de se dá a oportunidade de conhecer antes de julgar, aprender antes de criticar, é uma coisa que deve ser vivida e encarada. Como vocês evoluíram e aprenderam hein, Tian e Turon? Giles então... Foi incrível como tudo aconteceu da forma como deveria. A autora soube compor e modificar seus personagens – e agora me refiro a todos – de uma forma que não pareceu artificial ou forçado.
Eu realmente sinto dificuldades em saber quem são os vilões e quem são os mocinhos – se é que podemos classifica-los assim. Todos são muito bons e característicos – mesmo os que podem não agradar o leitor.
Me encantei ainda mais com as partes da Michele e do Anton, o desenvolvimento de um quase romance... um quase triângulo amoroso... Enfim, eles são uns lindos.

É um livro inesperadamente incrível e fantasticamente único. O ritmo é lento, todos os detalhes nos são relatados e todos os acontecimentos são detalhadamente contados através de uma escrita fluída e aventureira. Sempre achei que ‘Cisne’ era uma obra prima, mas vejo que podemos esperar grandes coisas da Eleonor; ‘Linhagens’ é a prova disso: de que temos uma mente magnífica, com uma imaginação pra lá de fértil, e que trará coisas muito mais legais nos próximos volumes.

E acreditem – e pasmem – eles ainda não conseguiram chegar à escola. Pois é, imaginem o tanto de história que ainda tem para ser contada.
Bem... Eu simplesmente amei Linhagens!

Boa Leitura!!!
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Carolina DC 18/10/2013

"Linhagens" é um livro tão complexo e encantador quanto o seu antecessor "Cisne". Iniciamos a leitura com um resumo dos acontecimentos do primeiro livro narrados por Henry. O fato da escritora Eleonor Hertzog ter realizado esse resumo, utilizando o patriarca dos Melbourne foi fantástico, por dois motivos: o primeiro é o fato de que várias situações ocorreram em "Cisne" e com isso o leitor pode ter esquecido um ou outro detalhe, então ter um resumo ajuda bastante e o segundo foi a capacidade da escritora ao tornar o resumo divertido, usando o Henry e seu agudo senso de humor na narração:
"Acha estranho, terráqueo? Bem, costumamos usar palavras muito mais fortes do que estranho quando nos referimos aos belicosos e sangrentos costumes da Terra..." (p.11)
O início do livro descreve um evento que envolve a tripulação do Cisne (a prole do Melbourne, os cientistas do intercâmbio e os dois jornalistas). É graças a esse evento que o leitor descobre um pouco mais sobre Senira.
Nesse primeiro momento do livro alguns temas merecem destaque: o amor pelo próximo independente dos laços familiares e a importância de não se julgar alguém pelas primeiras impressões. Giles, o jornalista encrenqueiro do primeiro livro reaparece e tem papel fundamental em alguns momentos. Amei o fato de que a escritora conta a história por trás dos personagens. Conhecer melhor Giles, Peggy e começar a ver Senira e o seu funcionamento, suas regras e seus regentes deixa o leitor abismado com a grandiosidade e complexidade da trama. Personagens misteriosos, como um pescador que aparece de repente no Cisne são integrados à trama, aumentando o mistério.
No segundo momento do livro, a trama foca-se mais em Merine, principalmente em Peter e Loom. Para aqueles que tiveram a oportunidade de ler Cisne, observaram que existe um elo entre Peter e Peggy. Para a alegria do leitor, em "Linhagens" temos a explicação completa para esse elo, assim como para algumas atitudes de Peter (não é a toa que o garoto é chamado de Apocalipse). Nesse livro o leitor também se aproxima mais de Peter, conhece seus pensamentos e sentimentos e fica encantado com o jovem, que precisa tomar decisões importantes com tão pouca idade. É claro que quando se trata de elos, Henry Melbourne é o especialista, mas infelizmente algumas pessoas teimosas insistem em tirá-lo do sério.
"Em momentos como aquele, Henry realmente adoraria pegar uma cabeça dura daquelas, abrir com uma machadinha (terráquea ou kreganiana, não fazia diferença) e enfiar para dentro, em letras garrafais, que kreganianos NÃO se voltavam contra a família". (p.210)
Envolvendo o grupo de treinamento, os jovens amigos de Peggy, a autora aproveita para discutir a situação: será que é melhor manter os jovens alheios aos acontecimentos ou deixá-los saber o que está acontecendo para tentarem encontrar soluções junto com os seus pais, já que esses jovens são herdeiros e logo terão que decidir por si próprio?
A autora ainda inclui criaturas novas no livro, como os irrilas, que são felinos tarilianos que protegem Merine e também faz o leitor questionar o que conhecia até agora desse mundo fantástico, colocando Eris e Moriser em destaque em situações que deixarão sem dúvida o leitor de boca aberta. Assuntos como o Mal de Diran, o elo dos gêmeos, a habilidade de alteração, a Síndrome de Tisoni e muito mais são discutidos nessa incrível aventura.
Para aqueles que estão com saudades dos demais jovens que apareceram no primeiro livro, aqueles que irão para a Escola Avançada de Champ-Bleaux, não se preocupem: a autora ainda nos atualiza de suas situações e como sempre (aqui admito a minha imparcialidade rs), o Anton e a Cheli roubam a cena, ainda mais agora que o Piperion juntou-se a eles.
A cena final do livro é alucinante: em momento algum foi possível desconfiar do que iria acontecer e só aumentou a necessidade de ler o terceiro livro da série.
No início do livro nós temos o resumo já mencionado e no final, temos um apêndice muito bem feito que auxilia ainda mais o leitor a se situar. São esses e muitos outros detalhes que foram incluídos na obra que deixam transparecer o cuidado e o carinho que a escritora tem com os leitores e com a série Uma Geração. Todas as Decisões.
Em relação a revisão, diagramação e layout foi realizado um excelente trabalho. Apesar do livro ter quase 700 páginas, o leitor não fica cansado ou entediado durante a leitura. A capa é bem diferente do primeiro livro da série, mas está totalmente relacionada com a trama de "Linhagens", uma trama que é muito bem delineada, desenvolvida com maestria e coesão, não deixando "pontas soltas" e deixando o leitor com gostinho de quero mais. A aventura descrita em "Linhagens" é complexa, densa e totalmente de tirar o fôlego. É um livro irresistível, indicado para os leitores de todas as idades fãs de aventuras fantásticas.
"A Terra é um refúgio para todos aqueles que perderam seus mundos - é o lugar para onde vão raças, Linhagens e Casas que não têm mais para onde ir, Um paraíso é lindo; um refúgio é insubstituível e precisa a todo custo, ser protegido". (p. 24)
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Marina 07/11/2013

— As pessoas precisam sonhar, ainda que os sonhos sejam loucos.
Precisei de muitos minutos de silêncio e uma releitura do último capítulo para absorver tudo o que aconteceu em Linhagens, principalmente no final do livro, que me deixou boquiaberta. Precisei pegar meu queixo lá no chão quando terminei de ler, não esperava um impacto tão grande, e muito menos o que aconteceu no fim do livro. A autora foi cruel com nós, leitores, fazendo o que fez no fim do livro. Não posso entrar em detalhes, não quero dar spoilers.

Aconteceu tanta coisa em Linhagens que tudo que vou dizer parece que é um grande spoiler. Em Cisne, Henry, Doris e seus filhos (que são a tripulação do Cisne) aceitaram em seu barco-casa dois estagiários tarilianos e dois repórteres, um terráqueo e um tariliano. Esses novos tripulantes arrumaram muita confusão no barco dos Melbourne, e agora, em Linhagens, esse estágio está chegando ao fim, e junto com seu fim, virão muitos problemas, conflitos e situações que deixam o leitor completamente sem fôlego. O perigo está por toda parte, decisões devem ser tomadas e suas consequências colocarão o futuro de Linhagens, Casas e pessoas em jogo. Todos vão precisar ter muita confiança uns nos outros, e mais que tudo, vão precisar de muita calma e paciência para resolverem tantos problemas que apareceram.

Quem aprecia fantasia deve ler a série Uma geração, todas as decisões. Os livros assustam por sua quantidade de páginas, mas garanto que vão parecer poucas quando chegar ao fim. Foi assim que eu me senti lendo Linhagens. Fora a inevitável vontade de estrangular a autora (risos), as 700 páginas de Linhagens pareceram poucas diante da vontade de ler mais da história. Pode parecer que estou falando isso só por causa da parceria, mas não é isso, eu realmente me apaixonei pela história, personagens e todo o universo da série Uma geração, todas as decisões. A história é incrível, tudo vai se encaixando e acontecendo de uma forma tão rápida e intensa que dá vontade de ler o livro todo de uma vez só! Não fossem os vários compromissos que tive mês passado teria lido o livro em menos de uma semana. Agora que terminei estou muito ansiosa pela continuação.

Os personagens da série continuam apaixonantes como sempre. Tio Henry impressionou muito com seu vasto conhecimento sobre tudo, e tia Doris também se mostrou tão entendida como o marido; fiquei impressionada com a facilidade que resolveram problemas — que eu pensei — que complicariam o livro todo. A tripulação do Cisne continua barulhenta e engraçada, sem se deixar abalar por toda a magia e loucura que aconteceu a bordo do barco. Merine ganhou mais espaço no livro, junto com Moriser e Eris, os Patriarcas da Casa, outros personagens que antes eram secundários agora são parte fundamental na história. Muitos detalhes sobre as casas e as Linhagens foram revelados, e todo o universo da série ficou bem mais simples de entender. Me identifiquei muito com a Peggy, porque ela sempre acaba gostando das pessoas mais problemáticas.

A escrita da autora continua muito leve e agradável em Linhagens, os capítulos estão menores e os diálogos tem travessões quando são seguidos da narrativa. Os personagens continuam engraçados, sempre me arrancando uma risada. O cachorro de Anton foi o que mais me fez rir, porque eu também tenho uma amostra de catástrofe sísmica em casa, mas em miniatura. Basta virar as costas para deixar o cachorro derrubar a casa.

A diagramação é simples, mas bonita. Encontrei um ou dois erros de revisão, mas que não atrapalham em nada a leitura. A capa é linda e tem tudo a ver com a história. Somente lendo o livro para entender a referência. Nas últimas páginas de Linhagens tem um apêndice, com nomes de personagens e termos do livro, tudo muito detalhado e que ajuda bastante a não se perder na leitura. No início tem um pequeno resumo de Cisne, para quem quer começar a série por Linhagens ou para refrescar a memória de quem já leu Cisne. Linhagens foi minha primeira experiência com a editora Letra Impressa, e só posso dizer que ela fez um ótimo trabalho!

Envolvente, engraçado, misterioso e cheio de reviravoltas, Linhagens tem magia do início ao fim. Perfeito para quem gosta de literatura fantástica, histórias surpreendentes e bem elaboradas. O nacional que todo leitor deve ter na estante.


site: http://www.31demarco.com/
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Andrea 10/02/2014

Continuação de tirar o fôlego
Esse livro é o segundo volume da coleção Uma geração. Todas as decisões. A resenha contém spoilers de Cisne.


A Terra não é o que parece. Na verdade, nosso planeta é habitado por diversas casas, diversas linhagens, que perderam seu planeta natal e encontraram aqui uma nova esperança. Um dos muitos mundos que veio parar aqui foi Atlantis, aquele reino perdido que para nós, superficianos, não passa de uma lenda. O Império Atlante é grandioso, e dividido em vários palácios, todos debaixo da água. Um desses palácios é, justamente, Senira, que se localiza no Mar Negro, e tem como uma de suas princesas a querida Peggy, filha adotiva dos Melbourne.

Linhagens começa exatamente no momento em que Cisne terminou. Peggy, que é uma ótima sensitiva, passa a pressentir morte na ilha em que os biólogos devem parar para catalogar focas. E a garota está certa: ao desembargar, mais de mil focas são encontradas mortas - sem nenhum motivo aparente. Por conta disso, a tripulação do Cisne já se prepara para virar a noite pesquisando.

O que ninguém imaginava é que a ilha abrigava Strils, uma criatura lendária que se alimenta de vida e não deixa rastros de sua presença. E que Senira estava se preparando para uma guerra contra essas criaturas - usando o Cisne e sua tripulação como isca. Isolados física e mentalmente, a tripulação do Cisne deve se unir para conseguirem se salvar - e para isso, devem contar até com o mal-humorado Giles, o jornalista tariliano.

Também passamos a conhecer melhor os jovens que participam do treinamento de luta que Peggy fazia parte. Eles podem ser atingidos pela habilidade de alteração da filha adotiva dos Melbourne e, por isso, devem ficar dentro de um forte bloqueio em Merine. Essa habilidade de Peggy faz com que todos fiquem atentos - e também faz com que Doris e Henry façam de tudo para que o elo entre a garota e Peter, o herdeiro de Merine, não tenha que ser cortado da pior maneira: matando Peg. Para isso, eles convencem Robert, pai de Peter, e Paul, tio de Peggy, que por conhecerem a Metálica de gêmeos de Kreganian (planeta do qual Henry é mentor), conseguiriam arranjar um novo meio de acabar com o elo - mesmo que isso implique deixar alguém de fora interferir nos assuntos de Linhagem.



O livro já começa com muita ação. Passei vários capítulos aflita querendo saber se o pessoal que estava no Cisne conseguiria escapar da fúria de Senira. Gostei muito de conhecer ainda mais sobre a Peggy, minha personagem favorita. Também adorei saber a história de Giles - e o motivo dele agir do jeito que agia, mesmo sendo treinado em Luta - um tipo de artes maciais tariliana que une mente e corpo.

Adorei ter um gostinho a mais de Anton, o alienígena esquisito que encontrou em Michelle a resposta para sua solidão (mal espero para vê-los todos juntos em Champ-Bleux!) e de outros futuros membros da escola; saber um pouco mais sobre as muitas Linhagens; ir para Merine e conhecer melhor Peter, o irmão tariliano de Peggy (foi mais um personagem que me conquistou!); ficar ainda mais impressionada com a sabedoria do casal Melbourne, e também adquirir mais conhecimentos sobre esse universo de Cisne!

Linhagens é uma continuação de tirar o fôlego. Os capítulos terminavam e eu já estava lendo o próximo, super curiosa para saber o que iria acontecer. O livro tem muita fantasia, ficção científica, ação e tem até romance! E, para aqueles que ainda não leram Cisne, ou não lembram direito da história, podem ficar tranquilos! Henry Melboune vai resumir o que aconteceu antes para vocês! Super recomendo o livro! Vale muito a pena ler a série! Estou super curiosa para saber o que vai acontecer em Talismãs, que será o terceiro livro de Uma geração. Todas as decisões!

*Resenha do blog Own mine - http://deia-galvao.blogspot.com

site: http://deia-galvao.blogspot.com
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