Fábulas Selecionadas de La Fontaine

Fábulas Selecionadas de La Fontaine Jean de La Fontaine




Resenhas - Fábulas Selecionadas de La Fontaine


6 encontrados | exibindo 1 a 6


Eloiza Cirne 06/02/2020

Fábulas para adultos
As Fábulas de La Fontaine com ilustrações de Calder dessa edição destinam-se ao público adulto. Preservadas a linguagem rebuscada e antiga na tradução primorosa, o leitor precisa estar atento para compreender o texto e suas nuances.
comentários(0)comente



Emme, o Fernando 20/02/2015

Interessante....
O livro da Cosac & Naify é capa dura azul texturizada e traz uma seleção de fábulas: o original em francês e a tradução de Leonardo Fróes do outro. O papel é branco e as ilustrações são de traço.

A tradução segue rima, mas... para ser sincero, acho que gostei mais da edição da Martin Claret, mesmo sendo menos luxuosa..... As ilustrações me agradaram mais, as traduções também.... vem muito mais fábulas....

Tinha tudo para gostar dessa edição da Cosac & Naify, mas não gostei tanto não!!!
comentários(0)comente



Lidi Cirilo 15/11/2016

Impressões
Edição bilíngue e linda. Fábulas em verso e ilustradas. Textos do século 17, mas que ilustram muito do nosso comportamento atual, ainda. D'accord? "Amor é um mestre que amedronta. Feliz quem o conhece e afronta"

site: https://www.instagram.com/lidicirilo/
comentários(0)comente



Catarina 21/01/2017

Gostei mais ou menos
Algumas fábulas gostei, outras não. Algumas tive que ler mais de uma vez para entender, outras mesmo relendo continuei sem entender. Umas pareciam não ter lição, já que esse é o objetivo de uma fábula (pelo menos é assim que sei e se estiver enganada me corrijam) e por isso achei estranho.
comentários(0)comente



leila.goncalves 14/07/2018

Par Perfeito
Esse livro apresenta a inusitada parceria entre o escritor francês Jean de La Fontaine (1621-1695) e o artista plástico norte-americano Alexander Calder (1898-1976). Apresentando 36 fábulas escolhidas entre mais de uma centena e 48 desenhos inéditos, trata-se de uma edição bilíngue, traduzida diretamente do francês por Leonardo Fróes que manteve respeitosamente a escrita em versos do manuscrito original.

Aliás, no século XVII, a opção por esse modelo atraiu tanto protestos, uma novidade para o gênero, como aplausos, que acabaram por alçar o escritor ao posto de "Pai da Fábula Moderna". No posfácio, pela primeira vez publicado no Brasil, o escritor responde aos seus opositores, afirmando que as Musas francesas não são inimigas Graças lacedemônias, ao contrário, elas dão apoio rítmico à mensagem e um toque inovador.

"La Fontaine explora amiúde em seus poemas as antíteses e assonâncias assim como as paranomásias e aliterações, um desafio difícil que a presente tradução ultrapassa impecavelmente, encontrando correspondências inteligentes e pouco frequentes no nosso idioma." Por sinal, Fróes, usando como fonte a edição de 1991 das obras completas do autor (publicada pela Editora Galimard), também consegue manter o humor elegante do texto.

As ilustrações de Calder, um dos expoentes da arte cinética, com seu traço fino e desconcertante simplicidade também fazem um par perfeito com os cenários mais primevos e campestres das histórias, entretanto, elas aparecem apenas no livro.

Para finalizar, frequentemente associadas ao entretenimento infantil, essa publicação comprova que as fábulas também são leitura para adulto, exibindo sofisticação e ironia ao dar vida para um significativo painel da condição humana.
comentários(0)comente



João 06/02/2019

Fábulas selecionadas - La Fontaine

Por que ler fábulas?

Parece-me, de longe, o gênero literário que melhor reúne as condições necessárias para transmitir argumentos a respeito da natureza humana. A fábula, por excelência, constitui um texto sucinto, dotado de um estilo simples, que evoca personagens do mundo natural (notadamente animais) para abordar metaforicamente temas universais atrelados ao comportamento humano. Em poucas linhas, o fabulista cria poderosamente um argumento moral. E não raramente ainda mergulha a fábula em tons poéticos, como faz La Fontaine.

Eis, portanto, razões bastantes para se aventurar nessa fabulosa literatura.

Atribui-se ao escritor grego Esopo (620 a.C a 564 a.C) a criação deste gênero literário. São de sua autoria, inclusive, fábulas que se celebrizaram ao longo do tempo, tal como “A Lebre e a Tartaruga”.

Interessante lembrar que Platão, no tempo em que idealizou sua “República”, desferiu poderoso manifesto contra a obra de Homero, que, segundo ele, era responsável pela má formação do caráter da juventude grega. Em contrapartida, louvava a obra de Esopo, por sua virtude supostamente pedagógica vocacionada para educação moral do povo grego.

Jean de La Fontaine, considerado pai da fábula moderna, inspirou-se entusiasticamente em muitas das fábulas criadas por Esopo, dando-lhes, ademais, novos contornos. Além de ter reescrito “A Lebre e a Tartaruga”, são de La Fontaine “A Raposa e a Uva”, “A Coruja e a Águia”, “O Parto da Montanha”, entre tantas outras.

La Fontaine viveu entre 1621 e 1695. Foi um poeta e fabulista francês de origem social abastada. Era contemporâneo de Molière e de Madame de Sèvignè. Escreveu sua obra “Fábulas” entre 1668 e 1694. Teria declarado o seguinte acerca deste gênero literário do qual foi uma sumidade: “É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”.

Nessa edição bilíngue da Cosac Naify, encontra-se não a obra completa de La Fontaine senão uma seleção de fábulas (como o título já indica). Os textos foram traduzidos por Leonardo Froes, que primou por manter o estilo poético que marcou sobremaneira as fábulas de La Fontaine. As fábulas vêm acompanhadas de ilustrações de Alexandre Calder que desnudam bem o universo das histórias. Ao final do livro aparece um posfácio escrito originalmente pelo próprio La Fontaine à guisa de prefácio de suas “Fábulas”.

Ao contrário de alguns fabulistas, La Fontaine optou por incorporar a moral de cada uma das fábulas no próprio curso das narrativas, salvo por uma ou outra, que, fugindo a esse formato, possuem em separado a moral da história.

Os textos, repito, são simples e de leitura bem fluída. De resto, permitem agradáveis reflexões.

Boas leituras!
comentários(0)comente



6 encontrados | exibindo 1 a 6