Aos 7 e aos 40

Aos 7 e aos 40 João Anzanello Carrascoza




Resenhas - Aos 7 e aos 40


31 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3


Babi.Dias 09/08/2019

Essa lindeza de livro!
comentários(0)comente



Eddie.Erikson 28/06/2019

Amei a leitura. Leve e fluida. A forma de se expressar do autor, a troca entre passado e presente do personagem que vive as lembranças da infância
comentários(0)comente



Sil 17/06/2019

Ideia otima!
Esse livro é narrado aos 7 anos do personagem e aos 40 anos do mesmo. Leitura rápida e fácil, porém com poucas emoções. Um livro sobre uma vida pacata e com poucas aventuras. Um livro sobre a vida normal e sem graça como a de quase todo mundo.

site: www.revelandosentimentos.com.br
comentários(0)comente



ElisaCazorla 28/05/2019

Quem é o passado?
Acho que temos em nós a esperança de que remontar o passado e descobrir os meandros que não entendíamos enquanto vivíamos o passado jogará luz nas coisas que não entendemos sobre nós mesmos, sobre as decisões que tomamos, sobre quem nos tornamos.
Acho que entender o passado é libertador sim, mas muitos de nós acabamos por deixar de viver nossas vidas porque ficamos presos ao passado.
O passado e o presente não têm fronteira. Vivemos os dois simultaneamente.
Este livro é maravilhoso! Delicado, gentil, um deleite.
comentários(0)comente



Bruno 16/05/2019

Delicado, reflexivo, lírico...
Foi meu primeiro contato com João Anzanello Carrascoza e me surpreendi bastante. Este me parece ser um livro autobiográfico em 90% do tempo, escrito com delicadeza, cheio de frases bonitas e reflexões interessante sobre a vida como ela é. Faltou bem pouco pra levar 5 na nota. É bem interessante, em especial o último capítulo.
Leila 16/05/2019minha estante
Amoooooo, meu autor nacional contemporâneo favoritoooo




Rafa 16/05/2019

Aos 7 e aos 40
Saudações literárias, queridos leitores do Literagindo. Tudo bem com vocês? Espero que todos estejam ótimos! Vamos falar de literatura nacional? Hoje o post é dedicado ao livro “Aos 7 e aos 40” do autor João Luis Anzanello Carrascoza.

O autor traz para o público em geral, uma obra de pura poesia, mostrando toda uma vida, com seus altos e baixos, alegrias e tristezas.

Aos 7 e aos 40, narra toda infância, juventude e vida adulta do personagem principal, trazendo de forma intensa e comovente todos os acontecimentos e vivências do protagonista.

João Luis soube trabalhar toda uma carga de sentimentos em cada página escrita, trazendo os personagens primários e secundários para perto do leitor, algo bem mais intimista.

A obra intercala os capítulos entre infância e vida adulta, não seguindo uma ordem, deixando uma leitura dinâmica e fluída logo nos primeiros capítulos.

Nas entrelinhas, descobrimos o quanto do menino ainda resta no homem, o passado ainda faz parte do presente e futuro do protagonista.

É uma livro de poucos páginas, porém! Uma obra que precisa ser apreciada de forma lenta, absorver cada linha escrita e sentir toda sensibilidade do autor para o leitor.
comentários(0)comente



Mateus com h 09/05/2019

Tocante e profundo
É lindo ver a vida passar através do tempo
comentários(0)comente



Jordan 30/12/2018

Lirismo mecânico?
Salvou-se somente o último capítulo (talvez o penúltimo também). O único capítulo que realmente adentra no cerne do drama do personagem principal. Todos os outros capítulos não convenceram no fator 'personagem'. Muitas vezes eles agem de maneira mecânica, e/ou são pintados com pouca profundidade. Os diálogos, artificiais.

‘‘‘O fio do varal está estragando’, comentou. ‘Já comprei outro’, ela disse, ‘só falta trocar’. ‘Se quiser, eu troco pra você’. ‘Não, não precisa. Vou pedir pro zelador’. Ele pegou o pano de prato e começou a enxugar a louça. ‘Deixa, não precisa’, ela disse. ‘Não me custa’, ele disse. ‘Você quem sabe.’’’
‘‘‘Vou até lá amanhã!’, e ela concordou, ‘Vai sim, a Maria vai precisar de ajuda’, e o pai, ‘Não há muito o que fazer’, e a mãe, ‘Nessas horas estar perto ajuda’, e o pai, ‘É verdade’, e, cruzando os talheres, perguntou pro meu irmão, ‘Você vai, comigo?’, ‘Não posso tenho prova!’’’

Todos os diálogos são assim, de uma mecanicidade incômoda. Até mesmo naqueles diálogos no qual o autor tenta conferir profundidade (por intermédio do narrador) são rasos. O forte do livro, além do que falei no primeiro parágrafo de minha resenha, são os trechos poéticos, as associações inesperadas de palavras, só isso. Existe um vão entre o escrito e os personagens. O narrador não consegue dar força anímica o suficiente a eles. Apesar das palavras bonitas, a todo instante não esquecia de que eram feitos de tinta. Essa sensação foi reforçada pelo fato de ter lido ontem o conto ''Os mortos'' de James Joyce. Foi inevitável a comparação da construção de personagens deste com os de Carrascoza. Em que lugar perdeu-se a capacidade de criar personagens intrigantes? Os grandes dramas existenciais? Os amplos retratos de nossa sociedade? Em Carrascoza restou o véu diáfano de belas palavras sobre personagens com pouca alma.
comentários(0)comente



Cândido.Neto 05/12/2018

Livro forte e delicado
Como uma lâmina, faz doer e também como um bom conselho, reconfortante.

A linguagem é sem penduricalhos, contudo poética.
Um dos livros mais lindos que li nos últimos anos. E estava abandonado na estante de casa.
comentários(0)comente



cacai 01/04/2018

“Aos 7 e aos 40” foi o meu segundo contato com a escrita de João Anzanello Carrascoza. Em seu tom poético e singular, até mesmo as passagens mais pesadas - como a morte do vizinho - ganham beleza.
“Eu ainda ignorava que os fatos eram o que eram, e de nada adiantaria conhecer as razões que os determinavam, eles jamais seriam alterados.”

Acompanhamos passagens da vida do protagonista na infância e na vida adulta, cada trecho contado com as suas particularidades. Nas entrelinhas, descobrimos o quanto do menino ainda resta no homem; o quanto de passado ainda se faz presente.

“Então, livre da sua ausência, eu fiquei pensando que, às vezes, é preciso mesmo olhar pra trás se queremos ir em frente.”

Talvez a obra tenha me tocado de maneira tão especial pois há pouco mais de quinze dias revisitei, mais de uma década depois, a escola onde estudei do jardim ao Ensino Médio. Enquanto lia a volta do protagonista à sua cidade natal, reavivei os sentimentos que há pouco havia sentido; uma nostalgia doce, dessas de arquear levemente os lábios para cima e sentir um calorzinho no peito.

“E embora não pudesse jamais rebobinar a vida, eis que ele experimentou, outra vez, (doendo) uma antiga alegria.”

É um livro curto, e ainda bem, porque é daqueles que pedem uma leitura vagarosa, absorvendo com intensidade cada vírgula ou demais recursos de pontuação (que ele, aliás, domina com maestria). É a escolha perfeita para quando você tem um par de horas sobrando para ser preenchido com uma mesma atividade. Vale a pena ler em apenas uma sentada.
comentários(0)comente



Rodrigo Pamplona 31/12/2017

A beleza está nos detalhes (Sem Spoilers)
Se são nos menores frascos que estão as melhores essências e se são os pequenos detalhes que fazem a diferença, então esse livro faz jus a essa premissa!

Recheado de uma prosa poética e de um lirismo raro de se ver na literatura contemporânea brasileira, o autor apresenta a vida do protagonista a partir de duas perspectivas: aos 7 anos e, logo depois, aos 40.

Acompanhamos, em capítulos alternados, a vida desse protagonista, mesclando suas obrigações adultas com o seu desprendimento infantil. Há entre essas duas realidades um pequeno vão, por sob o qual o autor constrói pontes em certos momentos, promovendo a união entre passado e presente.

É muito, mas muito bonito. Mesmo.

Já na contracapa, o autor adverte que a narrativa de Aos 7 e Aos 40 produz uma espécie de vertigem emocional, pois nela o envolvimento do leitor não é construído aos poucos, pelo desenrolar dos acontecimentos, mas convocado logo de cara por uma voz que narra num grau máximo de comoção a trama que mal se começa a acompanhar.

E isso é bem verdade. Tanto é, que levei pouco mais de 3 horas para lê-lo de capa a capa, embalado por uma energia emocional que conseguiu, sem demora, criar um ambiente em que eu, como leitor, me sentisse completamente identificado e à vontade já a partir das primeiras páginas.

Ainda que transite pelo fio da navalha ? já que lirismo muitas vezes traz um risco natural de se embelezar a banalidade da vida e romantizar excessivamente uma realidade concreta ? o livro não cai em clichés, nem se torna previsível. Como a narrativa inspira a intimidade, o que mais ocorre é uma introspecção, uma força que leva o leitor para dentro de si. A própria diagramação promove essa sintonia: as narrativas de infância são impressas na parte superior das páginas, enquanto as de homem maduro, na inferior. O papel é verde escuro na infância e verde claro na maturidade. Bonito e inovador.

Enfim, gostaria de terminar dizendo que Aos 7 e Aos 40 foi uma leitura perfeita para um 31 de Dezembro como hoje, onde tantos pensamentos e tantas lembranças e tantos desejos emergem da gente. Comprei a obra imaginando que seria completamente diferente, com outra estrutura narrativa, com outra pegada, e tive uma belíssima surpresa.
comentários(0)comente



Barbara.Oliveira 24/12/2017

Narrativa delicada e poética.. lindo!
Já virou cliché dizer "por que demorei tanto pra ler esse livro?". Mas, como já disse alguém sábio, às vezes a obviedade precisa ser ressaltada, repetida. (?)
A verdade é que esse é um livro tocante, não apenas por seu formato inovador, que intercala e entrelaça narrativas de dois momentos distintos de um mesmo sujeito. Também por seu formato, mas esse é um romance (como é caracterizado) muito bem escrito, que brinca com as memórias, mas da forma mais bela, mais doce, mais delicada que alguém poderia fazer. Memória talvez seja o tema principal de Aos 7 aos 40, mas o amor de pai e filho também é retratado de uma maneira emocionante e poética. E como a descrição, comentário sobre os mais elevados sentimentos que uma obra pode causar não chega aos pés do que é esse conteúdo comentado, termino com uma das dezenas de citações que marquei nesse livro, muito mais belas dentro do contexto que Carrascozza tão primorosamente desenhou para elas:

"Seguiu adiante, olhando não mais para as coisas, mas
para fora delas, abandonando, na rua, a sua pele
velha, disposto a aceitar o seu novo estado,
como se ressuscitasse não depois de morrer,
mas depois de viver."

Obs.: quebras de linha respeitaram a estética proposta pelo autor,provavelmente ditando o seu ritmo à leitura, à poesia...
comentários(0)comente



Ruanne 04/12/2017

?E embora não pudesse jamais rebobinar a vida, eis que ele experimentou, outra vez, (doendo), uma antiga alegria.?
comentários(0)comente



mardem michael 11/11/2017

"[...] Tudo é um viver único, de uma vez só, sem repetição..."
Peguei esse livro despretensiosamente e tive uma grata surpresa! Um autor brasileiro que, até então me era desconhecido, mas que me trouxe com essa obra um imaginário da minha infância. Carrascoza conta, nesse livro, duas histórias de uma mesma pessoa; aos 7 e aos 40 anos de idade. Logo percebemos como as diferentes vida da personagem se conectam se longo do tempo. Essa obra me despertou muito sentimentos com relação ao curso da vida e me fez refletir principalmente sobre o tempo. Não podemos voltar atrás. Ficará sempre a dor do passado que não volta, mas é preciso seguir e entender que o que vivemos hoje jamais voltará a ser presente. É necessário viver cada dia intensamente.
comentários(0)comente



Paulo Sousa 10/11/2017

Aos 7 e aos 40, de Carrascoza
Livro lido 1°/Set//44°/2017
Título: Aos 7 e aos 40
Autor: João Anzanello Carrascoza (Brasil)
Editora: Cosac Naify
Publicado: 2013
Páginas: 160
Minha classificação: ??????????
_____________________________________________
Carrascoza, o que você fez comigo? ?

Acabei de terminar a leitura desse livro maravilhoso (foram menos de doze horas para lê-lo) e estou simplesmente arrasado com essa escrita devastadora do escritor paulista João Anzanello Carrascoza.

"Aos 7 e aos 40" conta duas histórias paralelas, na verdade a mesma história, de um mesmo personagem, em dois fluxos diferentes, aos 7 anos de idade e depois na idade adulta, aos 40 anos. Para dar maior impacto nesse enredo o projeto gráfico sublime da Cosac Naify -- por que nos deixou? -- intercalando esses fluxos um na parte superior da página e o outro, na inferior aliado às páginas verdes (nunca tinha visto nada igual) faz desse livro uma verdadeira obra de arte em todos os sentidos!

Embora singelo, às vezes até juvenil, é um livro de uma profundeza inacreditável, de uma beleza poética que ainda não encontrei em nada que li este ano. O livro me tocou tanto, invadiu um terreno caro para mim -- o das lembranças dos meus tempos meninos na distante Floriano, minha cidade natal, onde não ponho os pés desde 1994, tamanha a simbiose da história do livro com a minha própria.

O livro, além de me emocionar deveras, devido ao alto grau de identificação, me fez e está fazendo pensar muito. Iso porque, a história, muito mais que memorialística, materializa o resultado das sementes que um dia começamos a plantar lá atrás e o resultado delas inevitavelmente colhidas no agora. Não tem a pretensão de ensinar algo, uma espécie de "manual de como viver", com truques e conselhos do que fazer ou não. Se há algum grande ensinamento este se dá na busca e manutenção das preciosas lembranças que, afinal, são nossa construção e que um dia, obra já concluída, recomeçará unindo as duas pontas do tempo num laço de saudade e reflexão.

Carrascoza, o que você conseguiu fazer comigo...?
comentários(0)comente



31 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3