Aos 7 e aos 40

Aos 7 e aos 40 João Anzanello Carrascoza




Resenhas - Aos 7 e aos 40


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Paty 08/12/2014

Ao ler esse livro, você perceberá a sua beleza, muitas vezes nos detalhes. E é bem capaz de sair de sua leitura com um novo olhar sobre o uso das palavras, sobre o quanto elas podem voar mais alto. João Anzanello Carrascoza escreve em estado de glória.
Leiam e releiam.
Nanci 08/12/2014minha estante
Está na minha lista, Paty. Carrascoza me conquistou com seus contos e com certeza vou gostar desse romance.




Giliade 04/03/2014

O DESBOTAR DA VIDA!
Não escrevo faz tempo. Não escrevo sobre a minha vida, não escrevo sobre as impressões que o dia a dia vai causando e fazem com que cada segundo pareça mais desbotado que o anterior.
Em pouco mais de três décadas de vida eu já senti que o colorido foi perdendo parte de seu brilho, sobrando em algumas partes, faltando em outras, mas, como é de praxe, a vida parece ser uma obrigação necessária. Sem pausas. Ainda que o caminhar possa parecer lento em determinadas ocasiões e muito acelerado em outras.
Esse carnaval serviu, em especial, para que eu conseguisse dar um brilho nas partes que faltavam e apagar o que os outros carnavais haviam deixado. Pela primeira vez em quatorze anos eu tive um carnaval quase que inteiramente desprovido de obrigações. Tempo para ler mais, ouvir mais músicas, namorar mais, curtir mais cada parte da minha vida que foi parcialmente apagada; Tal qual a pintura de uma casa que se desgasta e precisa ser refeita, a minha vida também precisava. E foi.
Já faz algum tempo que tenho estabelecido um ‘namoro’ com a literatura brasileira, em alguns casos, como no excelente e obrigatório – “O frio aqui fora” do Cafiero -, senti o desejo de escrever uma resenha, tentando explicitar um pouco das sensações que o livro me causou. Por falta de tempo, na época, acabei deixando a emoção perder parte de sua força e, sem condições de abordar o mínimo possível de tudo que senti, deixei a oportunidade passar. Não cometerei o mesmo erro duas vezes.
Se o Cafiero me trouxe de volta a essa terra de contrastes, Carrascoza acaba de me sepultar. Se quiser parar a leitura a partir deste trecho, tens o meu aval. O que virá em seguida talvez seja exagerado demais para que você suporte.
Carrascoza, paulista de Cravinhos, entrou para o meu seleto grupo de autores favoritos e livros favoritos com o indescritível “Aos 7 e aos 40".
Tal qual sugere o título, o romance é contado de maneira simultânea, duas épocas distintas da vida do protagonista: aos 7 e aos 40. Na primeira fase: a vida difícil do pai; a paciência da mãe; a cumplicidade do irmão e dos amigos; o barulho dos pássaros do vizinho - um velho senhor que lutara na II Guerra Mundial; as lágrimas do pai que sabiamente o menino finge não ver para não envergonhá-lo. Na segunda fase: quando todas as impressões só parecem confirmar que a primeira não deveria ter acabado, as obrigações de pai, as responsabilidades que parecem maiores a cada ‘desbotar’ da vida. Carrascoza nos conduz a esse universo particular de maneira sutil, crescendo ou diminuindo o ritmo para que cada relato, cada linha escrita, tenha o peso que a vida atribui a cada escolha ou renúncia. É impossível não sentir uma certa agonia, um certo desespero a cada dobrar de página. De tão genial cada parte do livro pode ser lida de maneira independente, você pode intercalar ou não as fases – recomendo que se intercale.
Tudo em aos 7 e aos 40 é dual, como se, no fim, o autor quisesse explicitar que o preço cobrado pela vida para que a gente saiba exatamente sua força jaz na certeza de que a gente nasce mesmo é para perder, mas que, também, acaba ganhando.
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Bruno 14/08/2013

Lindo de doer.
Belíssima estréia do autor no romance.
Interessante notar a alternância e o entrelaçar dos capítulos - ora os 7 anos de idade ora os 40 do protagonista.
E com a presença (é claro) da delicada prosa poética de Carrascoza.


Obs.:Não considerem isto como uma resenha. É apenas um comentário.
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N.Barbosa 23/11/2016

O que eu diria a mim mesmo quando criança?
Houve um tempo em que eu ignorava a existência das horas. Sabia que o dia teria fim quando o Sol fosse descansar. Não esperava nenhuma data específica e não projetava absolutamente nada para um futuro que jurava não chegar. Era uma criança que gostava de brincar com meus heróis de plástico, meu carros e caminhões, além de jogar futebol com os pés descalços no campinho de terra. As horas, os dias e os anos passaram. Hoje, assim como todos, sou resultado do fui e me tornei com a soma daquilo que tenho de expectativas a serem realizadas. Enrolei até aqui falando de mim para dizer que este livro desperta um pulsante sentimento de análise da nossa própria história e qual o nosso saldo até aqui. "Aos 7 e aos 40" é um paralelo entre o alvorecer da vida e quando o crepúsculo começa a aparecer nos olhos. A leitura revisita as memórias, os lugares, as experiências e as pessoas deixadas em um trecho qualquer da linha do tempo. Por fim, também se assemelha a um diálogo entre a criança e o adulto que existe em cada um. O que essas figuras diriam uma a outra? Leitura espetacular. Altamente recomendada.
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JUNIM 16/03/2014

PERCEBER-SE
O momento em que nos encontramos e cientes desse encontro pela percepção do que fomos a partir do que pretendemos ser e daquilo que realmente nos tornamos...o livro é como uma dobradura cheio de sinais da poesia infantil e das controvérsias do ser adulto... a visão poética da realidade pulula em todas as linhas isso enriquece a obra a nossos olhos e reconduz há lembranças que pareciam desaparecer ao longo da historia que atravessamos no dia a dia... enxergar poesia no cotidiano refaz a crença de que o escritor brasileiro ainda é capaz de mostrar o quanto temos de genial em nossa literatura contemporânea. Carrascoza nos percebe e nos alinha em um vertiginoso encontro com nós mesmos. Imperdível e genial!
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Ricardo Aquino 31/01/2016

Encantador
Difícil é não se reconhecer em algumas passagens. A sensibilidade do autor transporta o leitor para momentos distintos da vida, traçando em cada momento, semelhanças e lembranças. João Anzanello Carrascoza nos presenteia com momentos majestosos e sutis.
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Marcia 05/09/2015

Encantamento
O livro me encantou logo na primeira frase. Há uma delicadeza na escolha das palavras que fazem encher os olhos d´agua. Os pequenos momentos da vida do personagem são contados em duas fases, quando tem 7 e quando tem 40 anos. A diagramação ajuda a perceber quando é o menino que fala e quando é o adulto. Mas a poesia está presente em ambos. Para ler e se encantar.
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MR.Santi 19/01/2015

O ser e o não sou
“Ser ou não ser, essa é que é a questão: / Será mais nobre suportar na mente / As flechadas da trágica fortuna, / Ou tomar armas contra um mar de escolhos / E, enfrentando-os, vencer?”. O monólogo de Hamlet, composto por Shakespeare, evidencia a dúvida do personagem em relação ao que fazer, após saber a verdade sobre a morte de seu pai. Em Aos 7 e aos 40 de João Anzanello Carrascoza ocorre uma dúvida semelhante: Sou ou não sou? Pergunta-se o protagonista.
Carrascoza nasceu em 1962, na cidade de Cravinhos, interior de São Paulo. Formou-se em comunicação social e publicou, em 1994, seu primeiro livro, Hotel solidão, obra que lhe rendeu o Concurso Nacional de Contos do Paraná. Assim se inicia sua extensa lista de publicações e prêmios vencidos. Nas primeiras, entre contos e infanto-juvenis, estão incluídos mais de vinte livros, alguns deles são: O vaso azul (1998), O volume do silêncio (2006) e Aquela água toda (2012). Nos segundos encontram-se os prêmios Radio France Internationale, Jabuti e Eça de Queiroz.
Neste seu primeiro romance, chegando ao que poderia ser considerado a maturidade de sua obra literária, Carrascoza desenvolve a história (ou seriam as histórias?) de um personagem sem nome nas idades de 7 e 40 anos (como sugere o título). Conta-a de forma intercalada: um capítulo sobre a infância, outro sobre a maturidade, nos quais os próprios títulos são opostos. O autor muda a forma de escrita e a pessoa, dependendo da idade narrada. Enquanto os 7 são narrados na primeira pessoa e em prosa direta, os 40 surgem na terceira pessoa de forma quase versificada.
A estória dá-se em ambientes de descoberta e aprendizado. Na infância, o primeiro contato com o mundo, como ver, ouvir, perceber as coisas; aprendendo a “ler as pessoas”. Na maturidade, a experiência já obtida e a redescoberta carregada de recordações; aprendendo a ler (e reler) a si mesmo.
Não se sabe ao certo se poderia ser uma criança contando seu futuro, ou um adulto relembrando seu passado. Obviamente o mais lógico seria a segunda opção. O leitor tem a certeza de que o autor trata da mesma pessoa em idades diferentes, no entanto, o texto é produzido de tal forma que poderia muito bem narrar duas histórias de duas pessoas diferentes. Quem é quem?
Carrascoza cria seu personagem em dois ambientes distintos e complementares: a formação de quem se é, aos 7, quando tudo é novo; e a deformação de quem se foi, aos 40, em meio às vicissitudes da vida e certa “crise de meia-idade”. Os conflitos interiores com consequências exteriores tanto constroem quem se é, quanto destroem quem se foi em ambas as partes da vida.
É aí que entra o monólogo hamletiano. A dúvida do personagem de ser quem é e ser quem foi. O saber se o adulto ainda é a criança. Se a criança ainda é o adulto. Se a forma presente aos 40 é uma forma necessária ou apenas possível de quem se foi aos 7. A indecisão sobre o que fazer e que rumo seguir, baseada na dúvida de quem se foi, quem se é e, consequentemente, quem se será.
E este é o cerne da estória de Carrascoza. O ciclo da vida que mostra que todos são mais e menos do que imaginam. Que não importa o quanto tente, o ser humano nunca conseguirá se desvencilhar de suas origens familiares. Que todos os adultos, ao mesmo tempo, são e não são o que eram quando crianças; e todas as crianças são e não são o que serão quando adultas. Que, independente das vontades particulares, a vida simplesmente acontece e, como num ciclo vicioso, muda e se repete.

site: http://prosaicu.wordpress.com
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Inácio 03/11/2015

Uma baita descoberta
Nunca havia lido nada de João Anzanello Carrascoza. Estava perdendo meu tempo. Recuperei parte do prejuízo graças a Arsênio Meira Júnior que, um mês antes de morrer, me deu de presente. Pra que tem disposição, curiosidade e espírito para descobrir novas prosas e novas maneiras de contar, se agarre com um livrinho muitíssimo bem editado chamado 'Aos 7 e aos 40'.

Em primeira pessoa um homem recorda sua infância. Em terceira pessoa, a narrativa é da sua vida na maturidade. Se você tiver mais de 40, aviso logo: pode doer um pouco no coração véio de guerra.

Tem coisas lindas, como nesse trechinho:

"Seguiu adiante, olhando não mais para as coisas, mas para fora delas, abandonando, na rua, a sua pele velha, disposto a aceitar seu novo estado, como se ressuscitasse não depois de morrer, mas depois de viver".
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Jordan 30/12/2018

Lirismo mecânico?
Salvou-se somente o último capítulo (talvez o penúltimo também). O único capítulo que realmente adentra no cerne do drama do personagem principal. Todos os outros capítulos não convenceram no fator 'personagem'. Muitas vezes eles agem de maneira mecânica, e/ou são pintados com pouca profundidade. Os diálogos, artificiais.

‘‘‘O fio do varal está estragando’, comentou. ‘Já comprei outro’, ela disse, ‘só falta trocar’. ‘Se quiser, eu troco pra você’. ‘Não, não precisa. Vou pedir pro zelador’. Ele pegou o pano de prato e começou a enxugar a louça. ‘Deixa, não precisa’, ela disse. ‘Não me custa’, ele disse. ‘Você quem sabe.’’’
‘‘‘Vou até lá amanhã!’, e ela concordou, ‘Vai sim, a Maria vai precisar de ajuda’, e o pai, ‘Não há muito o que fazer’, e a mãe, ‘Nessas horas estar perto ajuda’, e o pai, ‘É verdade’, e, cruzando os talheres, perguntou pro meu irmão, ‘Você vai, comigo?’, ‘Não posso tenho prova!’’’

Todos os diálogos são assim, de uma mecanicidade incômoda. Até mesmo naqueles diálogos no qual o autor tenta conferir profundidade (por intermédio do narrador) são rasos. O forte do livro, além do que falei no primeiro parágrafo de minha resenha, são os trechos poéticos, as associações inesperadas de palavras, só isso. Existe um vão entre o escrito e os personagens. O narrador não consegue dar força anímica o suficiente a eles. Apesar das palavras bonitas, a todo instante não esquecia de que eram feitos de tinta. Essa sensação foi reforçada pelo fato de ter lido ontem o conto ''Os mortos'' de James Joyce. Foi inevitável a comparação da construção de personagens deste com os de Carrascoza. Em que lugar perdeu-se a capacidade de criar personagens intrigantes? Os grandes dramas existenciais? Os amplos retratos de nossa sociedade? Em Carrascoza restou o véu diáfano de belas palavras sobre personagens com pouca alma.
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isa.dantas 18/04/2017

Que viagem deliciosa é esse livro, entre descobertas e percepções tanto boas quanto dolorosas, em diferentes épocas da vida.
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Paulo Sousa 10/11/2017

Aos 7 e aos 40, de Carrascoza
Livro lido 1°/Set//44°/2017
Título: Aos 7 e aos 40
Autor: João Anzanello Carrascoza (Brasil)
Editora: Cosac Naify
Publicado: 2013
Páginas: 160
Minha classificação: ??????????
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Carrascoza, o que você fez comigo? ?

Acabei de terminar a leitura desse livro maravilhoso (foram menos de doze horas para lê-lo) e estou simplesmente arrasado com essa escrita devastadora do escritor paulista João Anzanello Carrascoza.

"Aos 7 e aos 40" conta duas histórias paralelas, na verdade a mesma história, de um mesmo personagem, em dois fluxos diferentes, aos 7 anos de idade e depois na idade adulta, aos 40 anos. Para dar maior impacto nesse enredo o projeto gráfico sublime da Cosac Naify -- por que nos deixou? -- intercalando esses fluxos um na parte superior da página e o outro, na inferior aliado às páginas verdes (nunca tinha visto nada igual) faz desse livro uma verdadeira obra de arte em todos os sentidos!

Embora singelo, às vezes até juvenil, é um livro de uma profundeza inacreditável, de uma beleza poética que ainda não encontrei em nada que li este ano. O livro me tocou tanto, invadiu um terreno caro para mim -- o das lembranças dos meus tempos meninos na distante Floriano, minha cidade natal, onde não ponho os pés desde 1994, tamanha a simbiose da história do livro com a minha própria.

O livro, além de me emocionar deveras, devido ao alto grau de identificação, me fez e está fazendo pensar muito. Iso porque, a história, muito mais que memorialística, materializa o resultado das sementes que um dia começamos a plantar lá atrás e o resultado delas inevitavelmente colhidas no agora. Não tem a pretensão de ensinar algo, uma espécie de "manual de como viver", com truques e conselhos do que fazer ou não. Se há algum grande ensinamento este se dá na busca e manutenção das preciosas lembranças que, afinal, são nossa construção e que um dia, obra já concluída, recomeçará unindo as duas pontas do tempo num laço de saudade e reflexão.

Carrascoza, o que você conseguiu fazer comigo...?
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Sil 17/06/2019

Ideia otima!
Esse livro é narrado aos 7 anos do personagem e aos 40 anos do mesmo. Leitura rápida e fácil, porém com poucas emoções. Um livro sobre uma vida pacata e com poucas aventuras. Um livro sobre a vida normal e sem graça como a de quase todo mundo.

site: www.revelandosentimentos.com.br
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petraios 20/12/2015

sensibilidades aos 7 e aos 40
narrativa sensível quebestabelece a memória entre o sentimental e despretencioso. a delicadeza das pequenas proporções e do olhar mais atento que faz convergir as ruminações de um homem sem nome, em processo de lembrar-esquecer , e uma criança em plena aprendizagem de como ler o mundo. A desoretencão de Carrascoza na tecitura de um universo exterior universal talvez seja o que fa de aos 7 e aos 40 um romance precioso quando olhado da pele pra dentro, e daí se perceber as transformações, dúvidas e persistências no fluxo da vida das pessoas e dos lugares.
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Rodrigo Pamplona 31/12/2017

A beleza está nos detalhes (Sem Spoilers)
Se são nos menores frascos que estão as melhores essências e se são os pequenos detalhes que fazem a diferença, então esse livro faz jus a essa premissa!

Recheado de uma prosa poética e de um lirismo raro de se ver na literatura contemporânea brasileira, o autor apresenta a vida do protagonista a partir de duas perspectivas: aos 7 anos e, logo depois, aos 40.

Acompanhamos, em capítulos alternados, a vida desse protagonista, mesclando suas obrigações adultas com o seu desprendimento infantil. Há entre essas duas realidades um pequeno vão, por sob o qual o autor constrói pontes em certos momentos, promovendo a união entre passado e presente.

É muito, mas muito bonito. Mesmo.

Já na contracapa, o autor adverte que a narrativa de Aos 7 e Aos 40 produz uma espécie de vertigem emocional, pois nela o envolvimento do leitor não é construído aos poucos, pelo desenrolar dos acontecimentos, mas convocado logo de cara por uma voz que narra num grau máximo de comoção a trama que mal se começa a acompanhar.

E isso é bem verdade. Tanto é, que levei pouco mais de 3 horas para lê-lo de capa a capa, embalado por uma energia emocional que conseguiu, sem demora, criar um ambiente em que eu, como leitor, me sentisse completamente identificado e à vontade já a partir das primeiras páginas.

Ainda que transite pelo fio da navalha ? já que lirismo muitas vezes traz um risco natural de se embelezar a banalidade da vida e romantizar excessivamente uma realidade concreta ? o livro não cai em clichés, nem se torna previsível. Como a narrativa inspira a intimidade, o que mais ocorre é uma introspecção, uma força que leva o leitor para dentro de si. A própria diagramação promove essa sintonia: as narrativas de infância são impressas na parte superior das páginas, enquanto as de homem maduro, na inferior. O papel é verde escuro na infância e verde claro na maturidade. Bonito e inovador.

Enfim, gostaria de terminar dizendo que Aos 7 e Aos 40 foi uma leitura perfeita para um 31 de Dezembro como hoje, onde tantos pensamentos e tantas lembranças e tantos desejos emergem da gente. Comprei a obra imaginando que seria completamente diferente, com outra estrutura narrativa, com outra pegada, e tive uma belíssima surpresa.
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