WE

WE Robert A. Johnson




Resenhas - We


5 encontrados | exibindo 1 a 5


@APassional 19/05/2013

We * Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Em uma abordagem incomum da jornada do herói, somos transportados ao caminho percorrido tanto pelo homem como pela mulher frente ao amor romântico.

Concluindo a Trilogia HE, SHE, WE ( HE e SHE já resenhadas aqui), podemos observar que em HE através de Parsifal, nos inteiramos do desenvolvimento da personalidade masculina em sua busca ao Santo Graal, ao passo que em SHE com Psiquê, somos guiados aos aspectos da alma feminina em busca de sua integração, seja por intermédio do amor ou necessidade de desapego de Eros, a fim de alcançar sua individuação. Entretanto em WE já devemos estar prontos para unir esses dois aspectos, pois o foco é o relacionamento afetivo estabelecendo a diferenciação entre a paixão e o amor.

Mesmo tratando de temáticas complementares, cada um dos tomos dessa trilogia pode ser abordado individualmente, de acordo com o interesse e disponibilidade do leitor. Bem, vamos agora a WE:

“ Senhores, se quiserdes ouvir uma sublime história de amor e de morte, eis aqui a de Tristão e Isolda; de como, para sua completa alegria e também para sua dor, eles se amaram; e como no final, juntos um dia morreram de amor, ela por ele e ele por ela.”

Na cultura ocidental o amor romântico tomou dimensões colossais, abrangendo desde a literatura até as obras cinematográficas, o que percebemos diante da brilhante exposição e análise que o autor faz do mito “Tristão e Isolda”, é o equívoco que gerou essa influência em nosso sistema de crenças quanto ao amor.

Amar ou estar apaixonado?

Você sabia que o amor romântico surgiu pela primeira vez na literatura através do mito “Tristão e Isolda”? Que a partir desse fato tornou-se um fenômeno de massa, no que tange a formação de crenças, da cultura ocidental? E que trata-se de um tipo de fenômeno psicológico tão arrasador que esmagou nossa psique coletiva a ponto de alterar nossa visão do mundo?

Se não sabia, em We vai descobrir tudo isso e muito mais.

“O mito é o “sonho” coletivo de um povo inteiro em um determinado ponto de sua história. É como se todo o povo sonhasse junto, e esse “sonho”, o mito, irrompesse em suas poesias, canções e histórias. Mas o mito não vive apenas na literatura e na imaginação; ele logo encontra um meio de se manifestar nas atitudes e no comportamento de uma cultura, ou seja, na vida diária, prática, das pessoas.”

Nesta maravilhosa transcodificação do tema, o autor vai, passo a passo, narrando o enredo e analisando seus símbolos, mostrando-nos as contradições e consequências da paixão avassaladora desses dois jovens e seu conturbado relacionamento que jamais conheceu limites, mas sobretudo nos indicando o tremendo potencial que podemos adquirir na compreensão do mito.

Nele entraremos em contato com personagens como o Rei Mark, o Rei Rivalen, o Duque Morgan, Blanchefleur, Tristão, Morholt, Isolda, Ogrin, Kaherdin, Riol e descobrimos que são espelhos de nossa alma.

Entre o poder da Harpa e o poder da Espada.

A análise simbólica desses dois objetos, quem diria, nos oferece respostas para os conflitos que enfrentamos no dia a dia em nossos relacionamentos, internos ou externos, orientando-nos a perceber como a falta de equilíbrio entre ambos determina a atual insatisfação da sociedade contemporânea.

“Tristão e Isolda bebem da poção do amor, e a partir desse instante o amor romântico entra para sempre em nossa vida, pois Tristão é um ocidental, e sua vida é a nossa experiência universal do amor romântico.”

Aos poucos vamos percebendo as diferenças entre paixão e amor, e lhes garanto que é um conhecimento que está muito além de nossa vã filosofia, motivo pelo qual involuntariamente acabamos entrando em contato com nossos próprios modos de sentir e percebendo como o inconsciente pode nos lançar em contraditórias ilusões, a leitura é surpreendente e esclarecedora.

Afinal, o que realmente desejamos do amor romântico?
“A lição da Floresta de Morois”

É um mestre em psicologia profunda que irá nos oferecer essa e outras respostas, mas sobretudo nos instigar a olhar com novos olhos, velhas coisas. De modo coloquial, simples e direto, o autor nos guia habilmente ao caminho do autoconhecimento quanto a nossa forma de amar.

Robert A. Johnson é inigualável e WE é único!

Leitura necessária aos que:
Já se apaixonaram;
Estão apaixonados;
Pretendem apaixonar-se:
Essencial aos que querem desfrutar da magia do amor.

By Rosem Ferr.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 10/05/2013:

http://www.arquivopassional.com/2013/05/resenha-trilogia-he-she-we-robert.html
comentários(0)comente



Vitor 25/04/2012

Texto claro e ótimo conteúdo, mas a leitura pode ser repetitiva e tornar-se cansativa
O conteúdo do livro é bastante interessante. O autor descreve os como se dá os relacionamentos ocidentais analisando e explicando minuciosamente aspectos não tão claros do mito de Tristão e Isolda.
Apesar de inicialmente parecer voltar-se para uma maneira de enxergar a psicologia masculina, o livro trata tanto o feminino quanto o masculino. Apenas toma o masculino como um ponto de vista e foca-se na anima interior do homem.
Recomendo esta leitura a todos. O que pode se aprender no livro é algo que muitas pessoas não conseguem enxergar depois de um relacionamento mal sucedido baseado na paixão. E como o próprio autor diz, estas pessoas podem entrar em um ciclo infinito de apaixonar-se e desapaixonar-se, sofrendo todos os efeitos disto, ou podem fechar-se para os relacionamentos, tentando escapar dos efeitos negativos que trazem.

A leitura é geralmente bastante clara e interessante. O aspecto negativo do livro são todas as repetições que o autor faz. Do meu ponto de vista, o livro poderia ter 3/4 de tamanho e não perder conteúdo. Estas repetições podem ser úteis para os leitores menos atentos, e fixam o que quer ser passado. Mas as vezes torna a leitura cansativa e desestimulante.
comentários(0)comente



flashessica 13/01/2012

Interessante a forma como Johnson mostra duas formas de amor tão distintas que tantos confundem. Abre nossas mentes para uma nova visão desse sentimento! Apesar de cansativo, vale a pena ler.
comentários(0)comente



Roberta 06/01/2012

Boa dica
Este livro é para todos aqueles que se interessam por entender um pouco mais sobre a psique masculina.
O autor foi muito feliz ao explicar de maneira fácil e didática alguns comportamentos tipicamente masculinos nos relacionamentos amorosos, a partir do mito de Tristão e Isolda. Na verdade, ele se propõe a discutir o mito do amor romântico, que imperou como o padrão dos relacionamentos amorosos na sociedade ocidental.
Aos homens, esta leitura pode trazer reflexões importantes para o autoconhecimento. Às mulheres, esta leitura traz reflexões importante para o relacionamento.
Recomendo.
comentários(0)comente



Debora 29/09/2010

O amor romântico, analisado no mito de Tristão e Isolda, é ótimo, assim como a trilogia toda do Johnson. E viva os escritores jungianos!
comentários(0)comente



5 encontrados | exibindo 1 a 5