1889

1889 Laurentino Gomes




Resenhas - 1889


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Marcos 15/05/2016

Excelente fonte de informações em leitura agradável
Tão importante quanto os volumes anteriores, 1808 e 1822, este livro descreve, em versão resumida e de leitura agradável, os fatos que envolveram o segundo reinado e o início conturbado da vida republicana no Brasil. A leitura deste livro e dos volumes anteriores, além de importante, deixa claro o quão pouco evoluímos e o tanto que precisamos mudar se quisermos deixar para as gerações futuras um país digno de se viver em paz e de cabeça erguida.

É claro que é preciso ter sempre um pé atrás na leitura de qualquer obra sobre fatos históricos e políticos, já que a visão do autor, inevitavelmente, acaba moldando com opiniões e interpretação próprias a narrativa da história. Embora a imparcialidade parece permear as páginas do livro, o autor escorrega e deixa claro sua desaprovação sobre a postura do governo FHC (sim, ele o mencionou) contra os baderneiros do MST e MTST (sim, de novo, ele os mencionou). Então, é preciso discernimento ao ler qualquer obra histórica, seja quem for o autor.

De qualquer forma, considero também este livro, assim como os volumes anteriores leitura indispensável para qualquer cidadão brasileiro minimamente interessado em saber um pouco da história do seu país.

Você nunca mais verá os imperadores, príncipes e princesas da mesma maneira após a leitura deste excelente volume.

Esta resenha refere-se à versão para Kindle, via Unlimited - ASIN B00E41Z0V0. Também neste volume, gostaria de destacar a ótima qualidade da edição em ebook feita pela Editora Globo.
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MauricioTiso 28/04/2016

O Autor foca do ambiente politico de governo do Segundo Reinado, marcado pelo absolutismo velado de D. Pedro II que foi sustentado e financiado por um grupo de interesse o qual recebia em troca os favores e a proteção do Estado. Passa pela derrocada da Monarquia, destacando muito a influência desses grupos de interesse e a não consideração do envolvimento da maioria da população.
Detalha também a conturbada construção da Republica, que replicou por muito tempo o mesmo modelo de sustentação utilizado pela Monarquia, porém, com outros atores.
Como os livros anteriores do Laurentino, uma leitura atenta traz a luz a origem de uma série de comportamentos observados hoje em governantes e em servidores públicos, muitos dos quais projetam sua sombra de poder sobre o povo (Para esse conceito, ver ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA de Adolf Guggenbühl-Craig). Porém, se faz necessário criticar essas informações sobre a perspectiva supra-histórica descrita por Nietzsche (Para esse conceito, ver Escritos Sobre História-Coleção Folha Grandes Nomes Do Pensamento # 4 de Friedrich Nietzsche), onde os fatos passados são exemplos e não modelos de repetição incondicional.
Recomendo à todos que desejam entender um pouco mais sobre a formação do nosso país, em especial com um foco na construção do nosso Legado Cultural (Para esse conceito, ver Fora de Série Outliers de Malcolm Gladwell).
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Gustavo 21/04/2016

Um retrato da luta pela República que figura até os dias atuais
O livro, assim como 1808 e 1822, mostra um período de nossa histórica que figura entre os mais esquecidos na memória do povo brasileiro de uma maneira mastigada e de fácil compreensão. O livro mostra como se processou o fim do Segundo Reinado e da Monarquia por consequência, apresentando ao leitor uma figura que se tornou obscurecida: D. Pedro II, esse personagem que foi tão fascinante por sua personalidade imparável, pelo poliglotismo e pela maturidade prematura acabou por subestimar o poderio dos revolucionários e acabou por ser engolido pelo tsunami republicano, banido "para sempre" do território nacional o Imperador acabou por morrer em Lisboa já cansado da vida que tivera. Esses e outros fatos, como o estabelecimento da primeira ditadura no que foi chamado de República da Espada e o surgimento da Política dos Governadores que no fundo era um regime oligárquico e centralizador é abordado no livro de maneira intrigante e prazerosa pelo autor.
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GIZALYANNE 04/03/2016

Sensacional!!
Conheça em detalhes os personagens reais da proclamação da república e veja que a História do Brasil também foi escrita com sangue!!
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Menezes 01/02/2016

Excelente
Apesar da grande resistência dos Historiadores e dos professores de história em aceitar os livros de Laurentino como "Históricos" , a base de pesquisa foram documentos, portanto , a trilogia iniciada com 1808 é uma visão jornalistica ( diferente do que dizem os críticos que a chamam de "novelística") de fatos passados e registrados e muitos escondidos, omitidos ou suprimidos da nossa história.
A trilogia é maravilhosa, e deveria ser adotada por professores.
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Felipe Fleury 29/01/2016

Muito bom livro
1889 encerra a trilogia de livros históricos de Laurentino Gomes com chave de ouro. Dos três, pareceu-me o que menos prendeu a atenção, talvez pelo fato de retratar história mais recente e, por isso, menos surpreendente. De qualquer forma, o livro é um bel exemplar do estilo jornalismo-histórico, narrado com a competência que Laurentino empregou nos anteriores 1808 e 1822.
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Turbotnt 03/01/2016

Conhecendo e revisitando a história de nosso país
Terminei hoje de ler 1889, do autor Laurentino Gomes. Já havia lido anteriormente - e gostado - seus livros anteriores, 1808 e 1822, de leitura igualmente prazerosa. Aqui cabe uma pequena observação.
Li muitas resenhas destacando que o livro foi escrito de forma jornalística - fato reforçado pelo próprio autor - e que não houve um aprofundamento acadêmico na hora de embasar os fatos abordados. Na minha humilde opinião, a maneira utilizada por Laurentino Gomes para apresentar-nos os acontecimentos daquela época são bastante fortuitos, uma vez que a maneira como eles nos são apresentados no ambiente escolar é bastante superficial e desestimulante, ainda mais quando nos damos conta de que é dada uma enfase maior na história européia do que na história de nosso país. Por isso, tornar esse tipo de informação acessível e "palatável" para o grande público é, por si só, um gigantesco avanço.
Uma das figuras menos abordadas em nosso livros de história escolares é justamente Dom Pedro II, dono de um longo reinado, que desembocou na República mais pelo esgotamento do que por erros grosseiros de condução. Os Marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto também são abordados de maneira bastante humana, destacando suas dúvidas, personalidades e vaidades. Na prática, percebemos como a história se repete, e como as vicissitudes do Brasil atual não são meras consequências do acaso, colocando à margem da história figuras tão singulares como Benjamin Constant e o Conde d'Eu.
Recomendo fortemente a leitura desses livros como uma porta de entrada para conhecermos as raízes de nosso povo.
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Maísa Andreoli 16/12/2015

Dando sequência aos acontecimentos elucidados em “1808” e “1822”, Laurentino Gomes, neste último volume, leva o leitor a enredar junto aos variados personagens históricos que fizeram parte da Proclamação da Republica, ocorrida em 15 de novembro de 1889.

A obra evidencia os fatos que ensejaram a queda da monarquia, com argumentos construídos através da revisão de todo o reinado de dom Pedro II. Entre os aspectos interessantes destacados no livro estão a sustentação política e a abolição da escravatura. Também está presente a abordagem dos primeiros anos da República, período conturbado pouco discutido nos livros convencionais ou didáticos de história.

O autor, novamente, escreveu a obra de maneira leve, simples e divertida de ler, conduzindo o leitor de forma que o faz conhecer os fatos de maneira aprofundada, preocupando-se em relatar acontecimentos históricos mundias relevantes, como a invenção do telefone por Alexander Graham Bell.

site: http://pequenomundodoslivros.blogspot.com.br/2015/12/dica-de-leitura-1889-laurentino-gomes-3.html
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Gabriel Moura 15/12/2015

1889
Em “1889” Laurentino Gomes busca apresentar o desenrolar do movimento que extinguiu a Monarquia e instituiu a República no Brasil. Mostra os principais envolvidos e a importância de suas participações. Seus capítulos são divididos de forma a apresentar os envolvidos na Proclamação da República: Dom Pedro II, Os Republicanos, A Mocidade Militar, Os Abolicionistas, etc. Talvez por isso o livro se torna repetitivo em algumas passagens, e em outras toma forma de uma coluna de fofocas e curiosidades, irrelevantes para o enredo.
É um livro escrito por um jornalista, o que confere uma linguagem de fácil entendimento e com palavras mais usuais no dia a dia. Porém carece de critérios acadêmicos e acaba se tornando um livro de pouco valor bibliográfico.

site: https://resumodelivro.wordpress.com/2015/07/14/1889/
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Igor13 09/12/2015

Banho de água fria
O terceiro volume da série não deixa a desejar em relação aos anteriores, 1808 e 1822.

Este volume apresenta sua versão (sucinta) de como se deu a sucessão de fatos que antecederam ao nascimento da República. Detalhes que não são (e talvez nem devam ser) contados para crianças. Imagina o banho de água fria que seria?

Após terminar a série, fica obviamente uma mistura de satisfação em conhecer um pouco mais da nossa história, mas ao mesmo tempo um sentimento de vazio por notar como nossa cultura e valores sempre foram oportunistas - um unânime desejo de "se dar bem" em qualquer situação.

Mais triste ainda, é vermos hoje, apesar de tantas leis e instituições, como a malandragem e falta de escrúpulos continuam soberanos.

Obs: penso que o livro "Getúlio. Dos Anos de Formação à Conquista do Poder. 1882-1930.", de Lira Neto, é super indicado após terminar esse.
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Gildo 12/09/2015

Proclamação: não foi bem assim
Uma república xoxa. 1889, em suas primeiras páginas, já dá o tom do que se tornou a mudança de regime político no Brasil. Não foi uma certeza convicta, sequer uma paixão nacional. Requerida por um punhado de militares e apoiado por setores específicos, a república seria aceita e não aclamada pelo povo. O próprio proclamador, Marechal Deodoro da Fonseca, custou a se convencer e, como o historiador Laurentino Gomes confirma, demorou a assumir que estava mudando o regime. Em princípio, estava apenas depondo o ministério.

O livro é excelente ao desmitificar o episódio e o contexto da Proclamação da República, estudada como ato heróico e desbravador nos cadernos escolares. Depois de uma monarquia recheada de insatisfações isoladas, não houve um grande movimento nacional para desbancar Dom Pedro II, mas as forças independentes foram se juntando por diferentes razões. Ao fim, a república parecia ser uma opção possível, embora não fosse passional para a maioria do povo.

Talvez, com um nascimento assim, os primeiros anos de república foram ainda mais confusos. Afinal, o comando era militar. O que não conferia, exatamente, a melhor das democracias. Embora, inclusive no período monárquico, houvessem eleições, os primeiros governos republicanos ainda dissolviam o congresso, ditavam leis e normas à revelia. Puniam com severidade os discordantes. Ou seja: vícios da monarquia permaneciam, agora regidos por comandantes de patente e não por um coroado real.

O perfil dos principais envolvidos, incluindo Dom Pedro II e o próprio Marechal Deodoro, são um deleite à parte na leitura. Dom Pedro II era um diplomata apaixonado, que, a seu modo, tentava praticar uma certa justiça. Visionário, trouxe o moderno telefone ao Brasil, antes de muitos países. Deodoro, cheio de incertezas, foi insuflado em seus brios até tornar-se convicto do poder. A princesa Isabel também, que entrou para a História como defensora e libertadora de escravos. Na verdade, uma carola religiosa, que obedecia mais à igreja do que a lei e ao povo.

Outro episódio curioso foi o do último banquete do império, poucos dias antes da proclamação da república. Uma homenagem a visitantes chilenos, festa cheia de luxo, mas repleta de maus agouros na Ilha Fiscal, no RIo de Janeiro. Virou o símbolo do fim de uma era.

Ao ver, com a devida distância histórica, os episódios referentes à proclamação podem servir para questionar a importância ou não dos regimes. Talvez a organização política de fato faça a diferença, mas a forma como se governa difere pouco, se os instrumentos de regulação institucional não se tornam eficientes. Não interessa se é um rei ou presidente, mas os limites que se dá e esse poder e a forma como a democracia pode ser exercida. Discordantes ou revolucionários têm, muitas vezes, questões legítimas que devem ser levadas em consideração. Na democracia, pode-se ouvir e ponderar. Nos governos militares e na monarquia, os opositores eram apenas rechaçadas, punidos e anulados.

A república não mudou o Brasil, necessariamente para os brasileiros da época, mas abriu caminhos para que alguns processos se modernizassem e resultassem numa democracia, um século depois, mais consolidada.
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Hildeberto 07/08/2015

Último livro da trilogia escrita por Laurentino Gomes sobre a história do Brasil e sem dúvida, o meu favorito. Ao ler "1889", tanto "1808" como "1822" me pareceram como um prelúdio dos acontecimentos narrados neste volume.

Para mim, é em "1889" que fica claro como os desafios do presente são antigos, há muito conhecidos e ainda não solucionados por má vontade política. No mais, embora pessoalmente eu considere a monarquia algo ultrapassado, não tenho como negar as simpatias que comecei a nutrir pelo Imperador Dom Pedro II. Em verdade, também me identifiquei com os outros grandes personagens da proclamação da República, como Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, pois são apresentados como seres humanos normais e não mitos.

Terminar este livro (e a trilogia) é muito gratificante. Após estas leituras não só tenho a sensação de compreender um pouco melhor a história do meu país, como também de por esse motivo mais valoriza-lo. Nasce também uma vontade de ler mais obras dos gênero, ou mesmo as biografias dos grandes vultos desta terra pátria, além de viajar pelo país para desvendar um pouco do presente.

Em meio ao turbilhão político, vale a pena ler obras como estas. Laurentino Gomes ressalta diversas vezes que o Brasil do século XIX era um país em que o povo era, em sua grande maioria, analfabeto. Hoje, acredito que para não permanecermos analfabetos políticos, culturais ou da história, a leitura de "1889" é altamente recomendável.
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Fernando 09/06/2015

Um livro pra fechar com chave de ouro essa trilogia. Como é bom ler a nossa história de uma maneira simples e direta. Recomendo, como os demais da série.
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brunnoleto 26/05/2015

Esclarecedor
Mais uma vez Laurentino Gomes nos proporciona uma visão aprofundada dos acontecimentos históricos que contribuíram para a formação do nosso Brasil.
Aconselho a todos a leitura deste livro tanto quanto dos que o precederam.
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Luciano 25/01/2015

Um bom livro. Apesar de não ser profundo, clareia o tema.
Trata-se de um relato que nos ajuda a entender o que ocorreu de fato naquele mês de novembro de 1889. Mais uma vez a teimosia de um rei levou à queda da monarquia. No entanto, não é um relato profundo. Outros livros e relatos devem ser consultados para aclarar o tema.
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