1889

1889 Laurentino Gomes




Resenhas - 1889


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Fábio Z.C. 19/12/2013

Mesmo nível dos anteriores.
Após os grandes sucessos de seus livros anteriores (1808 e 1822), Laurentino Gomes lançou, em 2013, o terceiro livro de sua série sobre os principais acontecimentos da história do Brasil: 1889, sobre a Proclamação da República. Atualmente, a história do Brasil está em alta no mercado editorial, e o autor se aproveita dessa onda para satisfazer a curiosidade dos leitores sobre esses eventos-chave na formação social e política do país.

Juntamente com outros autores, especialmente Eduardo Bueno e Leandro Narloch, Laurentino Gomes não possui formação acadêmica em História, o que por várias vezes prejudica seu entendimento e uso das fontes na produção do livro. Porém, ao contrário dos dois primeiros (Bueno trata a história como anedota, e Narloch é simplesmente um picareta que se aproveita de seu conhecimento ínfimo de produção historiográfica para uma agenda ideológica, não-científica), Gomes possui vontade legítima de contribuir com o conhecimento histórico da nação e trazer à tona debates sobre o futuro do país que queremos; para isso, é necessário olharmos à nossa história.

Somente vontade não é o suficiente. Treinado na escola Globo e Veja de jornalismo, falta a Gomes uma profundidade acadêmica no trato das fontes (primárias e secundárias) e o necessário diálogo que precisa ser feito entre elas. Seus livros passam a impressão de que a História foi uma sucessão retilínea de eventos, cujos confrontos só se deram no passado e não refletem na atualidade de forma direta, como resultado de ações políticas consequências. O embate entre essas fontes é necessário para a construção de uma imagem do passado, que será também um reflexo do pesquisador e a forma como ele próprio manejou essas fontes, já que a neutralidade, apesar de ser um objetivo, é impossível. Gomes não se preocupa em momento algum com esse rigor científico.

Repetindo erros dos livros anteriores, o autor falha ao adjetivar personagens históricos, o que não é função do historiador. Falha também ao tentar imprimir uma narrativa jornalística, citando nomes e mais nomes em eventos de pouca importância ao leitor não-familiarizado como o autor no assunto, tornando, às vezes, a leitura tediosa. Também há diversas redundâncias em temas já ultrapassados, sempre retornados de maneira desnecessária à narrativa.

Portanto, apesar do correto interesse do autor de buscar fontes, inclusive primárias, a respeito da história do Brasil, falta a ele uma profundidade teórica e rigor acadêmico. Pois, ao tratar a História assim, corre-se o risco de tirar dela todo o seu potencial de discussão política da realidade e tratá-la como faz Bueno: uma série de anedotas e acontecimentos estéreis, que não foram frutos de brutais lutas no decorrer do tempo, o que é muito sério e até um desrespeito. Ao tratar da escravidão, por exemplo, Gomes passa mais tempo dentro dos gabinetes da realeza do que falando exatamente dos escravos: apenas cita as injustiças de um sistema que não reparou os seres humanos responsáveis pela construção do Brasil, jogando-os na mais completa marginalidade, o que vai contra as novas perspectivas da História, que é de justamente sair dos gabinetes oficiais e ir para as ruas.

Para o leitor que se contenta com pouco, é um livro que satisfaz. Porém, ainda assim é mais recomendável procurar a bibliografia de Gomes a fim de ter um conhecimento mais elaborado em dois autores fartamente citados, como José Murilo de Carvalho (em especial seu livro Os Bestializados) e Emilia Viotti da Costa, pois ambos trazem uma discussão profunda, a anos-luz do que Gomes propõe. Ao contrário de Bueno e em especial do ofensivo Narloch, Gomes é bem intencionado, mas somente boa intenção não é o suficiente.

site: http://www.vortexcultural.com.br/literatura/resenha-1889-laurentino-gomes
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Breno 13/12/2013

Já aviso: sou fã da série. O misto de reportagem/crônica/conto que Laurentino Gomes usa pra narrar em breves minúcias passagens tão importantes da história do Brasil é genial e ponto final. Outro ponto positivo é que não há clara inclinação política em suas obras, ao contrário do Leandro Narloch e sua série de história "politicamente incorreta" (o que não sigifnica que eu discorde deste em diversos pontos, nem que eu concorde).

Laurentino parece partir da premissa de que humanizar e mundanizar os vultos históricos é um início interessante, e pra mim isto faz sentido. As pequenas conspirações, os acontecimentos interligados, até o humor e a saúde de cada personagem histórico ganham dimensões incomuns em livros do tipo.

Embora eu tenha preferido a abordagem mais íntima que Laurentino fez de D. João VI e D. Pedro I em suas obras anteriores, "1889" também nos deixa olhar D. Pedro II mais de perto. O pobre menino rico torna-se um imperador nobre, culto e inteligente, mas sem motivação, sem força e sem ânimo de sê-lo. Em volta de si, giram interesses escusos, prosaicos e nobres, motivando ideologias e forças políticas as quais o imperador, ainda que as não ignorasse, não tinha como prever seus movimentos. Seu torpor do último golpe à Monarquia é algo genial.

"1889" também não se limita a D. Pedro II, trazendo à luz o fato de que nossa República, nascida quase que por acidente, estreou vestida de ditadura nas mãos do relutante Deodoro da Fonseca e desandou pra um caudilhismo explícito com Floriano Peixoto.

Imperdível não apenas para quem gosta de história, mas também pra quem quer entender o Brasil e o brasileiro.
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Monica 12/12/2013

um livro bom com liguagem acessível
um livro bom com liguagem acessível, porém achei o autor tendencioso,no que diz respeito a Comte e à maçonaria, pra mim ele puxou sardinha pra esses dois...

e fez uma imagem totalmente caricaturada da Igreja...

mas é fácil de acompanhar e gostoso de ler...
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Annynha 07/12/2013

Todo brasileiro deveria ler. Livro bem esclarecedor de como tudo começou (errado!)Assim como os outros livros de Laurentino Gomes, 1808 e 1822, uma verdadeira aula de história, faz com que entendamos por que o Brasil é como é.Leitura imperdível para quem gosta de História do Brasil.
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Cleitao 30/11/2013

Muito bom.
Para quem leu 1808, 1822 e adorou. Vai adorar tb 1889. Laurentino Gomes mais uma vez escreveu um livro muito bom. Que nos faz entender o por que de o Brasil hoje ser como é.
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Ramos 21/11/2013

Leitura fascinante!
Laurentino Gomes como ninguém, sabe escrever um livro histórico.
Depois de um golpe vergonhoso em um Imperador sábio e hábil, porém exausto, vemos que como os primórdios da República, até hoje o Brasil não se encontrou com a mesma.
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Wilton 07/11/2013

Uma Senhora Reportagem
Com uma linguagem simples e objetiva, Laurentino Gomes explica os acontecimentos dos últimos dias do Império e do início da República brasileira. Livro para ser lido de um fôlego, pois a técnica do escritor leva-nos a "devorar" as suas páginas.
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Amanda 04/11/2013

Herança brasileira
"Em 1984, nove anos antes da realização do plebiscito anunciado por Benjamim Constant na noite de 15 de Novembro de 1889, ruas e praças de todo o Brasil foram palco de coloridas, emocionadas e pacíficas manifestações políticas, nas quais milhões de pessoas exigiam o direito de eleger seus representantes. A Campanha das Direitas, que pôs fim a duas décadas de regime militar, abriu o caminho para que a República pudesse, finalmente, incorporar o povo na construção de seu futuro.
É desse desafio que os brasileiros se encarregam atualmente."


De leitura difícil e demorada, os livros 1808 e 1822 não se equiparam á 1889. Este possui uma leitura que corre mais facilmente, com diálogos entre os envolvidos. Demorei menos tempo que os outros para finalizar a leitura.
Em 1889 o autor retrata a Proclamação da República e todos os fatores que levaram o país a isso, além de nos mostrar os primeiros anos desta e os dois presidentes militares que tivemos.
Durante a leitura tive a impressão de que o povo naquela época já tinha certa noção de patriotismo, tanto na Guerra do Paraguai quanto nos primeiros anos da República. Na escolha do hino e da bandeira.
Sendo história a minha matéria preferida não me cansei com o assunto ou as detalhadas explicações do autor, sendo que é importante que seja explicado, nos mínimos detalhes, o que aconteceu. A História nos explica como e porque estamos aonde estamos.
Mesmo sendo mais fácil que os anteriores, a leitura não deixa de ser difícil e demorada para aqueles que não tem muita experiência nessa área. Mas não me arrependo da leitura, tanto pelo fator história quanto pelo conhecimento do nosso próprio país.


site: Instagram : @deusasdaleitura
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Felipe 22/10/2013

Trilogia fechado com chave de ouro
Este livro completa a trilogia mais exitosa editorialmente sobre História do Brasil, ele foi antecedido por 1808 e 1822. Dificilmente Laurentino conseguiria superar a maestria do primeiro e segundo, mas chegou bem perto. Apesar de repetir informações em capítulos diferentes, citando o mesmo episódio por vezes repetidas, 1889 é um livro imperdível para quem quer entender a fundação da República Federativa do Brasil.
O grande atrativo do livro é que ele não se limita ao dia 15 de novembro de 1889, que se o autor desejasse poderia ocorrer com a desconstrução que a obra faz de um Marechal heroico, republicano e que comandou o golpe pensando no bem da nação. Mesmo neste episódio específico é muito interessante perceber que Deodoro decidiu derrubar o ministério e não o regime, e sua motivação foi mais pessoal que política, motivada por rivalidade particulares e que envolviam disputas amorosas.
O livro inicia mostrando como era o Brasil do segundo império, analfabeto, sujo e corroído com eleições fraudadas e venda de títulos de nobreza. Também mostra a figura da Princesa Isabel bem diferente da heroína libertadora dos escravos que aprendemos na escola, Gomes constrói a imagem de uma carola mais preocupada com o Vaticano que com o Brasil. Para Gomes, a queda da monarquia foi em grande parte devido a Isabel ser a herdeira do trono. Laurentino também desconstrói a imagem de imperador forte, culto e sábio.
Os grandes motivos para a queda da Monarquia colocados por Gomes, além da herdeira do trono, foram a questão militar e abolicionista. Quando discute a questão militar, personagens muito citados e pouco conhecidos ganham o devido destaque, como Benjamin Constant e o civil Quintino Bocaiuva. Quando discute a questão abolicionista, também nos apresenta com o devido destaque José do Patrocínio e Joaquim Nabuco.
Após apresentar toda a conjectura que levou ao golpe de 15 de novembro, Gomes ainda descreve o famoso baile da Ilha Fiscal e finalmente o dia do golpe. Mas o interesse no livro é que ele não se limita a isto, também descreve a consolidação do novo regime com sua influencia positivista que pode ser vista na nossa bandeira no lema ‘Ordem e Progresso ‘.
Por fim, o personagem mais enigmático do livro, e talvez de todos os presidentes, Floriano Peixoto. Gomes descreve como o marechal comandou um verdadeiro massacre para controlar a Revolução Federalista para supostamente manter a integridade do território nacional. E a narrativa encerra com a pose e os desafios dos primeiros presidentes civis e da democracia brasileira.
Ao ler a trilogia de Laurentino Gomes entendemos muito das nossas raízes. Mas o grande destaque dos três livros é perceber que o Brasil só existe do tamanho que ele é por uma série de acontecimentos improváveis, e que para isto muitas pessoas tiveram que morrer, que a imagem de uma História sem grandes derreamentos de sangue é mal contada. Enfim, conseguimos perceber que o Brasil não é ‘gigante pela própria natureza’, mas pela vida e morte de muitos brasileiros.
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Magnator 11/10/2013

O futuro da História do Brasil passa por Laurentino Gomes
Esclarecedor e agradável. Como é bom ler um livro com esta fluidez. Laurentino Gomes nos submerge nas mais diversas situações que possibilitaram a proclamação da República no Brasil. Seguindo a mesma linha narrativa dos seus livros anteriores, ele nos apresenta a personalidades históricas e nos aproxima dos fatos como se estivéssemos passeando por aqueles corredores. Incrível! Altamente recomendável. No futuro será difícil falar de história do Brasil sem mencionar esta trilogia... Que deixou gostinho de quero mais.
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Milton 03/10/2013

O Brasil ainda deveria ser uma Monarquia! Essa é a conclusão que eu cheguei ao final dessa leitura. Todos os motivos que levaram a proclamação da República já demonstra o que é a República até hoje. Em nenhum momento é possível visualizar o interesse coletivo ou que os proclamadores da República visavam melhorar o Brasil. Tanto é que a nossa República começou com uma ditadura, através de um golpe de estado, assim como aconteceu em outras circunstâncias no decorrer de sua história. Todavia, também se percebe que a Monarquia como era não seria mais viável como estava. Era necessário uma revolução, mas, em minha opinião, uma revolução que transformasse nossa Monarquia em uma Monarquia Parlamentarias, nos moldes da Monarquia Britânica. Livro de leitura obrigatória para quem quer entender o Brasil de hoje.
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EXPLOD 30/09/2013

Essencial e instigante
Assim como os anteriores, o último livro da trilogia de Laurentino Gomes é um daqueles livros essenciais. Levando em consideração a ainda enorme carência, por parte de muitos brasileiros, de conhecimentos sobre sua própria história, "1889" é perfeito pela sua linguagem simples e jornalística àqueles que possuem um primeiro contato com livros de história (com a óbvia exceção dos de E. Médio).

Tive a oportunidade de começar a ler "1808" na época do bicentenário – ensino médio, para mim - e, por esse motivo, alcancei um diferencial para algumas questões de processos seletivos e também em relação aos meus colegas do ensino médio pelas aulas ministradas em sala de aula.

"1889" manteve o projeto inicial do autor e, cumprindo seu papel, é um ótimo livro. Lamentei apenas o fato de não satisfazer meu interesse em saber mais sobre as personalidades históricas que foram descritas. Aliás, ao saber do lançamento do livro, pensei que este seria bem maior. Porém, o título e o objetivo do autor dizem tudo, nesse sentido. Então, faz-se necessária a procura por mais livros de história (a meu ver, a maior contribuição de Laurentino), biografias, ensaios...
Com certeza muitos terão uma idéia mais próxima da realidade sobre muitas personalidades... Isto porque surpreendeu-me a desconstrução de alguns estereótipos!

Sobre a princesa Isabel, pessoalmente, não posso falar tão bem dela, pois pareceu-me que, em relação ao que eu imaginava, ou melhor, ao que já existia de estereótipo, não foi muito presente ou enfática em sua regência, embora eu compreenda sua inaptidão natural, ao menos inicialmente (por nunca antes ter governado), e também pelo contexto social, marcado pelo patriarcalismo. Mas, considerando que atuou apenas três vezes, em razão das viagens do pai, ela fez seu papel.

O Exército foi peça-chave para a implantação da república, isso todos sabem, mais foi muito interessante observar a maneira como de certa forma fora manipulado por alguns expoentes republicanos da imprensa, em especial Júlio de Castilhos com seu jornal A Federação. Apesar da monarquia fragilizada, os republicanos não obtinham apoio popular, seja pelas fraudes eleitorais seja pela massacrante maioria analfabeta e rural. A História não é simples, pelo contrário: é complexa; assim, louvável é a habilidade do autor em transmitir tantos dados de forma lógica e coerente. Para alguns pode até ser um livro um tanto superficial (os mais experientes, exigentes, enfim), mas é mais que isso, embora não tanto assim, e isto porque é um livro que foi criado para um primeiro contato, com objetivos admiráveis, permitindo um conhecimento razoável e importantíssimo, em razão do já explicitado, e estimulando os leitores pela História. Essencial, principalmente, para alunos que cursam a disciplina.
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Matheus 21/09/2013

Fechando sua trilogia épica sobre a formação do Brasil no século XIX, Laurentino nos apresenta um dos livros sobre a história do Brasil mais interessantes já escritos. Escrito com o mesmo estilo narrativo que os outros, a leitura fluí fácil, e suas quase 400 páginas passam sem que você perceba. E a pesquisa histórica é primorosa, não diferenciando nada de um livro acadêmico de história. Sem falar nas figuras que compõem a história do Brasil, uma mais interessante que a outra. De Dom Pedro II a Floriano Peixoto, passando por Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, o livro nos leva até o fim desse século que modelou o Brasil que nós conhecemos hoje.
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Eder 19/09/2013

Trazer a história para a linguagem jornalística
E assim envolver o leitor que não tem paciência para ler livros técnicos de história. Essa é a proposta declarada do autor e ele o faz muito bem. Livro delicioso de ler assim como foram os outros dois 1808 e 1822. Imperdível para quem curte história mas não tem tempo ou não consegue ler livros de caráter mais técnicos.
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Igor Henrique 10/09/2013

A Mentira Positivista
Não há duvida: o golpe da república não trouxe nenhum benefício para o país. Ao retratar os anos que antecederam e procederam o golpe republicano de 1889, com cada capítulo voltado para uma personalidade ou evento crucial para o fim do Império, Laurentino explica um período ainda muito manchado pela política dos vencedores, onde se tenta a todo custo deslegitimar o adversário vencido na tentativa de engrandecer a própria importância. Criada com base na filosofia positivista de Augusto Comte, a República Federativa dos Estados Unidos do Brasil nasce mais de um sonho idealizado por militares do que pela necessidade real da mudança de regime. Não é à toa, que aquele que a proclama, era até o último momento, súdito fiel ao Imperador. Nasce assim, sem prestígio ou apoio popular, mas com consentimento do povo na crença da mudança, a primeira ditadura do Brasil, que levaria grande parte das mentes que a apoiaram a repudiá-la ainda em vida.
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