1889

1889 Laurentino Gomes




Resenhas - 1889


88 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Kizzy 15/02/2018

Mistura de Sensações
História do Brasil é, sem sombra de dúvidas, o meu assunto preferido. Ler sobre esse tema sempre me traz uma mistura de sensações bem distintas, as quais gostaria de tratar nessa resenha. No caso de 1889 as principais foram: Primeiro um grande prazer em ler o texto tão bem construído, coeso, prático e profundo ao mesmo tempo. Em segundo uma inexorável mania de ser humano em se afeiçoar por algumas figuras históricas e desafeiçoar de outras, em um movimento de certa forma bem tendencioso de minha parte, de justificar atitudes daqueles eu “gosto” e desacreditar atitudes daqueles que “não gosto”. Ah! A tão difícil imparcialidade. Em terceiro lugar me vem a calma em entender que todos os acontecimentos de um país têm explicação lógica em sua origem e desenvolvimento político e social, trazendo a tranquilidade de saber que o que acontece hoje não é obra do mal ou princípio do apocalipse cristão, são apenas ações esperadas e explicadas por fatos históricos. E em quarto lugar e mais forte sensação, o desespero de perceber que a sociedade comete os mesmos erros de forma cíclica e ignorante, com alguma evolução sim, mas lenta com potencial antes destrutivo para posterior evolução.

Sobre o primeiro tópico creio que dispensa maiores detalhamentos. O texto é bem desenvolvido, coeso, palatável, prazeroso e muito informativo.

Em relação ao segundo tópico, ainda que haja da minha parte uma tentativa de ser o menos tendenciosa possível, no sentido de não classificar pessoas entre boas e más e sim apenas figuras históricas, terminei a leitura sentindo afeto pela figura de D.Pedro II. Homem sério, de história familiar e pessoal muito sofrida, moderno, com muito entusiasmo para as descobertas tecnológicas, de administração séria, com abertura para ouvir críticas e trabalhar com figuras que desafiavam a monarquia e prezava pela liberdade de imprensa. Um imperador que apresentava, inclusive, indícios de ser pessoalmente republicano e abolicionista. Pese-se, é claro, o fato de que tudo isso não o impediu de ser imperador do último país na américa a abolir a escravatura e ser responsável pela maior chacina já ocorrida na américa do Sul, a Guerra do Paraguai.

Sobre o terceiro tópico, o final da leitura da trilogia de Laurentino Gomes, foi capaz de me dar um parecer, geral e muito limitado eu sei, sobre a formação política e social desse Brasil continental. Um país completamente governado pela elite aristocrática desde sua origem, fundado sob leis e ideais muitas vezes avançados e modernos, mas que na prática nunca refletiram nenhum desses conceitos em sociedade e onde a população nunca foi representada de fato. Mais uma vez na história isso foi representado na fundação de uma república, que ainda que tenha sido construída por um ideal e teoria importantes para o desenvolvimento da nação naquele momento (modernização de governança, abolição da escravatura, mudanças sociais entre outras), foi posta à sociedade através de um golpe que não representava o clamor social e uma ditadura militar que fez como primeiras vítimas os próprios intelectuais e republicanos civis que alimentaram os mentores do Golpe. O eterno atalho brasileiro para a solução dos problemas e alcance de objetivos ainda que pelo conceito de “os fins justificam os meios”.

Sobre o desespero da repetição de fatos históricos que já se mostraram negativamente avassaladores, destaco uma república que surge como um discurso interessante e bem-intencionado de desenvolvimento nacional e que não passou do discurso e foi posta em prática muito mais por questões pessoais e picuinhas de classes. Instaurada no país muito mais como retaliação pessoal e política à monarquia do que para o bem de um interesse público, a república logo se mostrou um ideário sem plano de governo, na mão de militares ainda mais perdidos nesse planejamento e pessoalmente comprometido com sua própria sede de poder. Esse contexto apenas causou um ambiente de caos e despreparo que afundou o país em ações econômicas desastradas, bolhas de desenvolvimento frágeis e inconsistentes, sucessíveis dissoluções do congresso e a imutável violência e repressão que acompanha um golpe militar. Nas palavras do historiador norte Americano Frank D. MacCann “ A intervenção militar na política e na sociedade é sinal de fraqueza tanto do Estado como da Sociedade”.

Acrescenta-se a isso passagens que assustam pela sua atualidade, tais como. “Com seu moralismo radical, regenerador e nacionalista, Floriano Peixoto encarnava um mito recorrente na história brasileira, - o de salvador da pátria. Apresentava-se como um guerreiro forte, austero e solitário, que, imbuído em bons propósitos conseguia resgatar a pátria de suas mais profundas atribulações. Isso talvez explique a surpreendente popularidade que alcançou no final da vida, apesar de seu notório desprezo pela opinião pública”. O autor acrescenta que Floriano Peixoto nunca teve nem uma clara tendência política, tendo se declarado monarquista em muitas ocasiões e mudando de lado para atender suas aspirações pessoais de carreira por sucessíveis vezes.

Laurentino termina o livro dizendo que após os dez primeiros anos, a república brasileira se tornou na prática, nada mais que que a antiga monarquia vigente, porém com um representante sempre frágil e susceptível. Assim a república “permaneceria nos próximos cem anos seguintes, marcados por golpes e rupturas entremeados por breves e instáveis períodos de democracia...”. De acordo com o autor, “É desse desafio que os brasileiros se encarregam atualmente”. A julgar pela citação relatada no parágrafo anterior desse texto, me parece que, nós, brasileiros, estamos prestes a colocar novamente esse momento instável de democracia na mão dessa figura mitológica nacional “O Salvador da Pátria”.

Faça um favor a você mesmo, leia a trilogia de Laurentino Gomes!
PAULINHO VELOSO 26/02/2018minha estante
Li os anteriores e devo começar este. História sempre me fascinou e o jeito que este autor faz a abordagem torna a leitura ainda melhor.


Kizzy 26/02/2018minha estante
Leia esse que você vai adorar!


PAULINHO VELOSO 28/02/2018minha estante
Valeu, Kizzy !!!




Luis 08/03/2014

O ponto alto da trilogia.
O jornalista paranaense Laurentino Gomes despontou como autor de ponta em 2008, ao publicar a obra mais significativa dentro da enxurrada de iniciativas que marcavam então os 200 anos da chegada da família real ao Brasil. Editado pela Nova Fronteira, “1808” ficou semanas na lista dos mais vendidos e, assim como anos antes já havia acontecido com Eduardo Bueno, colocou seu nome no panteão dos escritores de “divulgação” científica, no caso, jornalistas que usam do discurso claro e objetivo que é a base da profissão, para deixar a história ao alcance do grande público. Ganhou o Jabuti daquele ano.
Em 2010, seguiu a mesma trilha com “1822”, que, como está de certa forma explícito no título, trata dos eventos relacionados à Independência do Brasil, sequência natural do desembarque da Corte Portuguesa. O sucesso foi semelhante embora, na minha opinião, a obra não tenha a mesma esfera sedutora de seu antecessor.
Com seu mais recente lançamento, “1889” (Globo Livros, 2013), Laurentino fecha o painel da história brasileira no século XIX de forma brilhante : não só disseca a proclamação da República, mas contextualiza fatos, recupera personagens e desfaz mitos perpetuados nos bancos escolares, utilizando com maestria todo o Know How acumulado nos dois best sellers anteriores. Um biscoito finíssimo degustado com prazerosa voracidade.
Uma das questões mais relevantes apontadas pelo jornalista foi justamente o caráter de pouco ou nenhum apelo popular do advento da República. No fundo, o episódio de 15 de novembro foi um golpe de estado, liderado por militares insuflados por civis positivistas e que teve sucesso, muito mais pela fadiga do Império do que uma alentada vontade revolucionária de seus integrantes. A própria pouca disposição política do Imperador, já idoso e doente, incapaz de organizar qualquer tipo de reação ou pôr termo às conspirações que pipocavam por toda a parte, facilitou e muito o trabalho dos que queriam derrubar a Monarquia.
A suprema ironia fica por conta de que , assim como D.Pedro, Deodoro da Fonseca também já era um homem idoso e doente. Ás vésperas do Golpe, estava acamado e ainda não totalmente convencido da necessidade de mudança do regime. Embora fortemente pressionado pelos elementos civis do movimento, entre os quais destacavam-se Benjamin Constant, José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva e Silva Jardim, seu pleito inicial era a substituição do Ministério, na época comandado pelo Visconde do Ouro Preto. Tal era a opacidade política do Império que, na vã esperança de sanar a crise, Pedro II dissolveu o ministério mas convocou um dos maiores adversários de Deodoro, Silveira Martins, para chefiar e compor a nova equipe. O Marechal tomou a medida como provocação e cedeu aos apelos dos Republicanos. A Monarquia tombava.
Laurentino detalha com habilidade, temperada por detalhes saborosos, alguns episódios simbólicos do período, como, por exemplo, o famoso baile da Ilha Fiscal, curiosamente a maior , a última (ocorrida a 9 de novembro de 1889) e uma das poucas festas da Corte dos Orleans. Nas páginas de “1889” somos informados do fausto da festa, que consumiu 800 quilos de camarão, 800 latas de lagosta, 80 caixas de champanhe e 10000 litros de cerveja. Alguns aspectos menos nobres do rega bofe também são resgatados , como o alto número de penetras (1500 para 3000 convidados), os excessos estimulados pelo álcool e , já mais para o fim da madrugada, o estado lastimável dos banheiros. O povão assistia a tudo de longe, disputando cada espaço no cais, formando uma autêntica “turma do sereno”.
Os conturbados primeiros anos da República também são abordados, com destaque para as dificuldades do governo provisório, chefiado por Deodoro da proclamação até a promulgação da nova constituição (fevereiro de 1891), com a sua consequente eleição (indireta) como primeiro presidente. Nessa fase as dificuldades naturais da reorganização do país são agravadas pelo pitoresco episódio do “encilhamento”, uma onda especulativa, detonada por medidas econômicas bem intencionadas mas de grande impacto negativo tomadas pelo Ministro da Fazenda. Ninguém mais, ninguém menos que Rui Barbosa. O resultado foi que muitos espertalhões enriqueceram praticamente da noite para o dia, às custas do endividamento do governo e da geração de altos índices inflacionários. Veríamos esse filme ainda várias vezes.
A personalidade difícil do Marechal era outro fator complicador. Como exemplo, Laurentino relata o episódio da saída de Benjamin Constant do Ministério da Guerra, ocorrida no meio de uma reunião com os demais ministros. Após um bate boca sobre a indicação de um apadrinhado de Deodoro para um cargo de segundo escalão, Benjamin, inconformado, dispara : “Não seja tolo ! Não sou mais seu ministro, o senhor é um marechal de papelão. Eu nunca tive medo dos monarcas de carne e osso, quanto mais dos de papelão.”
Como um papelão, o governo do Marechal era pouco resistente e durou só até o final de 1891, quando ele renunciou dando lugar a Floriano Peixoto, uma das figuras mais controvertidas da história do Brasil, que fez um governo polêmico acirrando o clima geral de radicalismo. Por sinal, depois de ler “1889”, me alinho aos que advogam a mudança de nome da capital Catarinense.
O livro avança até o primeiro governo civil, o do paulista Prudente de Morais, derrotado na eleição indireta de 1891.
Laurentino Gomes atingiu o ápice de seu trabalho de compilação histórica. Talvez, ajudado pela maior disponibilidade de fontes ou pela proximidade histórica dos fatos e sua relação mais estreita com o atual cenário político nacional, “1889” tem uma relevância e clareza que superam as iniciativas anteriores e o tornam item essencial aos leigos amantes da história. Assim como no baile fiscal, a República foi proclamada sem que qualquer convite fosse enviado ao principal interessado, o povo. Entender a conjuntura desse acontecimento é essencial para a nossa formação crítica cidadã e , sem dúvida, pode ajudar para que um dia, de forma plena, a liberdade finalmente abra as suas asas sobre nós.
Renata CCS 14/03/2014minha estante
Falta esta leitura para finalizar a trilogia. Depois de ler a sua resenha, só me resta colocá-lo na lista de futuras aquisições!


Luis 04/05/2014minha estante
Considero essa trilogia tão importante que acho que deveria ser adotada como leitura auxiliar de história nos escolas de ensino médio.


Ju 07/02/2016minha estante
Brilhante resenha!




Henrique 02/12/2016

Dentre os três livros do autor, 1889 merece quatro estrelas. Não é tão bom quanto o primeiro, mas supera o segundo. Antes de tratar da Proclamação da República, o autor trata de um assunto pouco estudado e pouco discutido: o Segundo Reinado. Mas ao acabar o livro, o leitor acaba compreendendo os motivos de a figura de Dom Pedro II ter sido relegada ao esquecimento. E não vejo justiça nisso. Conhecer o segundo monarca do Brasil foi, de longe, bem mais interessante que a do seu pai, por exemplo. No geral, o livro também conta com curiosidades sobre personalidades e eventos pré e pós República. E toca em temas determinantes na configuração da estrutura de poder atual. Recomendo.
Fernando 06/12/2016minha estante
Penso o mesmo. Na ordem de preferencia 1808; 1889 e por fim 1822...


Priscilla.Silva 15/03/2017minha estante
undefined




Daniel 27/08/2013

O Brasil no Século das Luzes
1889, o terceiro volume sobre a História do Brasil no século XIX, segue o mesmo modelo dos volumes anteriores, 1808 e 1822. Os três livros traçam uma visão panorâmica da formação do Estado brasileiro, e ajudam a entender melhor nosso país e seus problemas nos dias atuais.

Lembro que quando estudava a História na escola sempre achava a parte referente à História do Brasil a menos atraente. Gostava muito mais de saber, por exemplo, sobre a Roma antiga ou as cruzadas da Idade Média, do que sobre os fatos históricos do posso próprio país. A maior proeza do Laurentino Gomes foi encontrar um jeito de contar a História do Brasil sem que ela em nenhum momento se torne cansativa.

Tão bom quanto os fatos históricos são as pequenas biografias das personalidades brasileiras daqueles tempos.
Há uma galeria de personagens históricos muito curiosos e pouco reconhecidos, como o requintado abolicionista Joaquim Nabuco e o azarado republicano Benjamin Constant. Mas achei que faltou espaço para o abolicionista Castro Alves, citado rapidamente apenas uma vez em todo o texto. A Princesa Isabel também me pareceu um pouco apagada, talvez merecesse maior destaque.

Mesmo entendendo que o foco deste volume seja a Proclamação da República, gostei mais dos capítulos referentes aos personagens do velho Império, mais interessantes que os capítulos sobre os "broncos" militares da recém inaugurada República. Interessantíssimo o capítulo sobre o último Baile Imperial na Ilha Fiscal, e bastante comovente a maneira melancólica como a Família Real foi obrigada a deixar o Brasil...

O autor conseguiu atingir satisfatoriamente o seu objetivo: tornar a História do Brasil um tema acessível e atraente para quem normalmente não liga muito sobre o assunto. O leitor que quiser se aprofundar poderá recorrer às obras acadêmicas ou aos livros que abordem temas ou personagens específicos.
Quem gostou dos volumes anteriores com certeza vai gostar muito deste também.
Jaci 18/09/2015minha estante
Me identifiquei muito com tua opinião sobre a história do Brasil na escola.
Apesar de me empolgar muito com história geral, eu sempre achei história do Brasil muito maçante e realmente acredito que o mérito do Laurentino seja fazer esse resgate da nossa história de uma forma bem atraente. Ainda estou lendo o primeiro livro 1808, mas já estou empolgada pra ler a trilogia inteira.


BrunoMais 30/03/2017minha estante
Excelente resenha , ecoa algumas ideias minhas. Acho que ele passou ao largo de icones abolicionistas , já tendo em mente a futura trilogia, que espero , faça justiça a eles :

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/05/1629532-laurentino-gomes-autor-de-1808-ira-lancar-trilogia-sobre-escravidao.shtml




Pereira 20/12/2013

Tudo igual
Considero o conhecimento da história do nosso país um mal necessário.
Pior seria a ignorância de um patriotismo fanático baseado em contos da carochinha.

Estamos evoluindo. Caso contrário, não seria possível a exposição de informações, que em outras épocas seriam impedidas pelos governantes supremos.

Mesmo assim, dá uma certa tristeza ao saber que nosso país nasceu consagrado ao lema "país do futuro".

Com o fechamento da trilogia de Laurentino Gomes, podemos perceber que passa o tempo, mudam os personagens, mas os acontecimentos são muito semelhantes.

Fomos, somos e seremos sempre governados por pessoas que privilegiam o interesse de poucos em detrimento á necessidade de muitos.

Marcado por episódios de covardia e desprezo por valores educacionais, o Brasil tem uma mancha indelével em sua história.

Recomendo a leitura àqueles que tenham um pouco de estômago. Pois não é fácil terminar o livro sem sentir ânsia de vômito...
Dennis.Pereira 17/12/2015minha estante
Ânsia de vômito é o que eu sinto lendo as suas resenhas! Vai se dedicar para as histórias de carochinhas que você ganha mais...




Paulo Silas 31/01/2014

Elucidativo e esclarecedor!

Narrando a história dos fatos que precederam e sucederam a Proclamação da República no Brasil, o autor, em tom jornalístico (daí a contribuição para a maior empolgação com a leitura), expõe com clareza e proficiência os eventos e questões que levaram à queda do Império e as consequências de tal ocorrência.

Fatores políticos, questões sociais, discussões polêmicas e conflitos internos e externos ocorridos nas últimas décadas do século XIX, são esmiuçados pelo autor nesta excelente obra. Em que pese a escrita é jornalística, a perspectiva passada na obra é histórica.

Dom Pedro II, Princesa Isabel, Rui Barbosa, Marechal Deodoro, Marechal Floriano, Prudente de Morais e diversas outras figuras históricas notórias no Brasil têm o seu perfil apresentado no livro, além do relato de como as suas vidas e atitudes contribuíram para a instauração da República no Brasil.

Excelente! Recomendo!
Silvio 07/08/2014minha estante
De pleno acordo! Recomendadíssimo...




Cris 05/02/2018

Bom!
Este livro narra os acontecimentos que deram origem à Proclamação da República do Brasil no ano de 1889.

O autor nos apresenta uma descrição detalhada da situação do Brasil na época em que a houve a mudança de governo do Império para a República, mostrando os bastidores, e os nomes por trás de todo o processo.

Ficamos sabendo também de toda a dificuldade que envolveu os primeiros anos do Brasil República.

Cada capítulo trata de um aspecto da história.

Gostei especialmente dos que falam mais sobre a vida de D. Pedro II e as curiosidades da corte na época.

Há um capítulo só dedicado à Abolição da escravatura também, e este foi um dos mais interessantes.

Eu gostei do livro, adoro a forma como o Laurentino conta a história, mas este foi o que menos gostei da Trilogia escrita por ele. Mas a questão é só o período histórico, pelo qual eu não tenho um grande interesse e curiosidade quanto pela época do Império. Mas sem dúvida, recomendo a leitura pra quem gosta de história e quer conhecer um pouco mais da História Brasil.


site: https://www.instagram.com/li_numlivro/
Fernanda 10/09/2018minha estante
Mesma opinião. O livro, pelo conteúdo, é muito rico, porém não me interesso muito por essa parte da história.




Carla 11/01/2014

Um livro para os amantes de história e para os que querem aprender a amá-la
Chegamos ao fim da trilogia. Depois de ler 1808, 1822 e, finalmente, 1889, fica difícil apontar qual é o melhor volume, porém, é extremamente fácil se descobrir completamente apaixonada por história.
Vou lhes contar o motivo pelo qual os livros do Laurentino Gomes me arrebataram de tal forma. Primeiramente, porque falam sobre história do Brasil e eu sou uma maníaca por história, sempre gostei, desde que me conheço por gente. Sempre achei que um povo que não sabe donde veio, não pode saber para onde vai, como o próprio autor aponta no início do livro ("Uma sociedade que não estuda história não consegue entender a si própria porque desconhece suas raízes e as razões que as trouxeram até aqui"). Em segundo lugar, porque o Laurentino conseguiu nos contar a nossa história de maneira simples, com uma linguagem leve e descontraída, porém, sempre apontando as fontes onde tirou suas informações. Além disso, amei os livros porque eles nos trazem à tona pessoas reais, e não somente personagens heroicos cheios de virtudes e sem quaisquer defeitos. O autor conseguiu demonstrar que, como qualquer um de nós, os personagens que marcaram a história do Brasil são homens e mulheres de carne e osso e, portanto, passíveis de cometer erros gravíssimos e irremediáveis, e não só atos de bravura e coragem.
Enfim, como já disse no título, eu recomendo a leitura dessa trilogia não só àqueles que, como eu, são loucos por história, mas também a qualquer pessoa curiosa que queria saber um pouco mais dos "porquês" de estarmos aqui hoje, com a atual situação política e econômica do país. Boa leitura!!
Silvio 07/08/2014minha estante
De pleno acordo, minha cara!




Luís 08/01/2015

1889
1889 é o terceiro livro de Laurentino Gomes no que se refere a História do Brasil (os outros livros são 1808 e 1822). Eu sempre gostei de História e os livros do Laurentino foram um achado, eles contam sobre os fatos, as pessoas e os lugares de uma forma clara e bem humorada. Percebe-se que o autor pesquisou a fundo o assunto dando referências sobre onde buscou a informação, biografias, artigos etc. O livro possui no final as Notas explicativas, a enorme bibliografia , agradecimentos e um índice onomástico (já que são muitas pessoas citadas).
Não há como ler o livro e não ficar esperando pelo próximo. 1889 fala sobre a regência de D. Pedro II, Princesa Isabel, a queda da monarquia e o Brasil República. Também é tratado a abolição da escravatura, igreja e maçonaria. Curioso é saber que após colocar fim à monarquia a República inventou a imunidade parlamentar, criou mais cargos públicos que o regime que condenava e censurou a imprensa a ponto do Jornal Estado de São Paulo (que apoiava a república) reclamar que na monarquia tinha-se mais liberdade de expressão. Os brasileiros viveram uma época de queda no padrão de vida e aumento da inflação. Existem trechos sobre a criação da Bovespa, do jogo do bicho, da cervejaria antarctica e do bairro de Copacabana dentre outras curiosidades.
Marcelo.Henrique 23/03/2016minha estante
alguem poderia me mandar o resumo dos 6 primeiros capitulos? URGENTE




Andre.Luiz 19/03/2017

Gostei do livro mas faltou um pouco dos fatos curiosos, característica desse autor nos outros livros, virou um livro de história.
comentários(0)comente



Gabriel Moura 15/12/2015

1889
Em “1889” Laurentino Gomes busca apresentar o desenrolar do movimento que extinguiu a Monarquia e instituiu a República no Brasil. Mostra os principais envolvidos e a importância de suas participações. Seus capítulos são divididos de forma a apresentar os envolvidos na Proclamação da República: Dom Pedro II, Os Republicanos, A Mocidade Militar, Os Abolicionistas, etc. Talvez por isso o livro se torna repetitivo em algumas passagens, e em outras toma forma de uma coluna de fofocas e curiosidades, irrelevantes para o enredo.
É um livro escrito por um jornalista, o que confere uma linguagem de fácil entendimento e com palavras mais usuais no dia a dia. Porém carece de critérios acadêmicos e acaba se tornando um livro de pouco valor bibliográfico.

site: https://resumodelivro.wordpress.com/2015/07/14/1889/
comentários(0)comente



Felipe 22/10/2013

Trilogia fechado com chave de ouro
Este livro completa a trilogia mais exitosa editorialmente sobre História do Brasil, ele foi antecedido por 1808 e 1822. Dificilmente Laurentino conseguiria superar a maestria do primeiro e segundo, mas chegou bem perto. Apesar de repetir informações em capítulos diferentes, citando o mesmo episódio por vezes repetidas, 1889 é um livro imperdível para quem quer entender a fundação da República Federativa do Brasil.
O grande atrativo do livro é que ele não se limita ao dia 15 de novembro de 1889, que se o autor desejasse poderia ocorrer com a desconstrução que a obra faz de um Marechal heroico, republicano e que comandou o golpe pensando no bem da nação. Mesmo neste episódio específico é muito interessante perceber que Deodoro decidiu derrubar o ministério e não o regime, e sua motivação foi mais pessoal que política, motivada por rivalidade particulares e que envolviam disputas amorosas.
O livro inicia mostrando como era o Brasil do segundo império, analfabeto, sujo e corroído com eleições fraudadas e venda de títulos de nobreza. Também mostra a figura da Princesa Isabel bem diferente da heroína libertadora dos escravos que aprendemos na escola, Gomes constrói a imagem de uma carola mais preocupada com o Vaticano que com o Brasil. Para Gomes, a queda da monarquia foi em grande parte devido a Isabel ser a herdeira do trono. Laurentino também desconstrói a imagem de imperador forte, culto e sábio.
Os grandes motivos para a queda da Monarquia colocados por Gomes, além da herdeira do trono, foram a questão militar e abolicionista. Quando discute a questão militar, personagens muito citados e pouco conhecidos ganham o devido destaque, como Benjamin Constant e o civil Quintino Bocaiuva. Quando discute a questão abolicionista, também nos apresenta com o devido destaque José do Patrocínio e Joaquim Nabuco.
Após apresentar toda a conjectura que levou ao golpe de 15 de novembro, Gomes ainda descreve o famoso baile da Ilha Fiscal e finalmente o dia do golpe. Mas o interesse no livro é que ele não se limita a isto, também descreve a consolidação do novo regime com sua influencia positivista que pode ser vista na nossa bandeira no lema ‘Ordem e Progresso ‘.
Por fim, o personagem mais enigmático do livro, e talvez de todos os presidentes, Floriano Peixoto. Gomes descreve como o marechal comandou um verdadeiro massacre para controlar a Revolução Federalista para supostamente manter a integridade do território nacional. E a narrativa encerra com a pose e os desafios dos primeiros presidentes civis e da democracia brasileira.
Ao ler a trilogia de Laurentino Gomes entendemos muito das nossas raízes. Mas o grande destaque dos três livros é perceber que o Brasil só existe do tamanho que ele é por uma série de acontecimentos improváveis, e que para isto muitas pessoas tiveram que morrer, que a imagem de uma História sem grandes derreamentos de sangue é mal contada. Enfim, conseguimos perceber que o Brasil não é ‘gigante pela própria natureza’, mas pela vida e morte de muitos brasileiros.
comentários(0)comente



Thiago.Alves 01/08/2016

O livro como todo não é ruim , principalmente por trazer informações sobre período histórico importante do nosso país. Entretanto se comparado aos primeiros livros da trilogia , o livro é cansativo e não prende a atenção do leitor. Aparentemente a mudança de governo falada no no livro nao possui tantos elementos novos a ser contados e que despertem a curiosidade do leitor.De qualquer forma, é um livro indicado para um estudioso ou pesquisador que deseja informações sobre a Proclamação da República.
comentários(0)comente



LUCI 30/03/2014

UM BOM LIVRO
QUEM TEM CURIOSIDADE EM SABER O PORQUE QUE O BRASIL NÃO DEU CERTO. SUPER INDICO ESSE LIVRO.NELE VOCÊ VAI SABER TUDO ISSO. A GANÂNCIA SEMPRE FALOU MAIS ALTO NESSE PAÍS TANTO AGORA COMO ANTES.
comentários(0)comente



Fabio Michelete 20/06/2016

Veja no Dose Literária o meu comentário sobre a trilogia de Laurentino Gomes

site: http://www.doseliteraria.com.br/2016/06/estudando-historia-os-livros-de.html
comentários(0)comente



88 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6