1889

1889 Laurentino Gomes




Resenhas - 1889


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Daniel 27/08/2013

O Brasil no Século das Luzes
1889, o terceiro volume sobre a História do Brasil no século XIX, segue o mesmo modelo dos volumes anteriores, 1808 e 1822. Os três livros traçam uma visão panorâmica da formação do Estado brasileiro, e ajudam a entender melhor nosso país e seus problemas nos dias atuais.

Lembro que quando estudava a História na escola sempre achava a parte referente à História do Brasil a menos atraente. Gostava muito mais de saber, por exemplo, sobre a Roma antiga ou as cruzadas da Idade Média, do que sobre os fatos históricos do posso próprio país. A maior proeza do Laurentino Gomes foi encontrar um jeito de contar a História do Brasil sem que ela em nenhum momento se torne cansativa.

Tão bom quanto os fatos históricos são as pequenas biografias das personalidades brasileiras daqueles tempos.
Há uma galeria de personagens históricos muito curiosos e pouco reconhecidos, como o requintado abolicionista Joaquim Nabuco e o azarado republicano Benjamin Constant. Mas achei que faltou espaço para o abolicionista Castro Alves, citado rapidamente apenas uma vez em todo o texto. A Princesa Isabel também me pareceu um pouco apagada, talvez merecesse maior destaque.

Mesmo entendendo que o foco deste volume seja a Proclamação da República, gostei mais dos capítulos referentes aos personagens do velho Império, mais interessantes que os capítulos sobre os "broncos" militares da recém inaugurada República. Interessantíssimo o capítulo sobre o último Baile Imperial na Ilha Fiscal, e bastante comovente a maneira melancólica como a Família Real foi obrigada a deixar o Brasil...

O autor conseguiu atingir satisfatoriamente o seu objetivo: tornar a História do Brasil um tema acessível e atraente para quem normalmente não liga muito sobre o assunto. O leitor que quiser se aprofundar poderá recorrer às obras acadêmicas ou aos livros que abordem temas ou personagens específicos.
Quem gostou dos volumes anteriores com certeza vai gostar muito deste também.
Jaci 18/09/2015minha estante
Me identifiquei muito com tua opinião sobre a história do Brasil na escola.
Apesar de me empolgar muito com história geral, eu sempre achei história do Brasil muito maçante e realmente acredito que o mérito do Laurentino seja fazer esse resgate da nossa história de uma forma bem atraente. Ainda estou lendo o primeiro livro 1808, mas já estou empolgada pra ler a trilogia inteira.


BrunoMais 30/03/2017minha estante
Excelente resenha , ecoa algumas ideias minhas. Acho que ele passou ao largo de icones abolicionistas , já tendo em mente a futura trilogia, que espero , faça justiça a eles :

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/05/1629532-laurentino-gomes-autor-de-1808-ira-lancar-trilogia-sobre-escravidao.shtml




Luis 08/03/2014

O ponto alto da trilogia.
O jornalista paranaense Laurentino Gomes despontou como autor de ponta em 2008, ao publicar a obra mais significativa dentro da enxurrada de iniciativas que marcavam então os 200 anos da chegada da família real ao Brasil. Editado pela Nova Fronteira, “1808” ficou semanas na lista dos mais vendidos e, assim como anos antes já havia acontecido com Eduardo Bueno, colocou seu nome no panteão dos escritores de “divulgação” científica, no caso, jornalistas que usam do discurso claro e objetivo que é a base da profissão, para deixar a história ao alcance do grande público. Ganhou o Jabuti daquele ano.
Em 2010, seguiu a mesma trilha com “1822”, que, como está de certa forma explícito no título, trata dos eventos relacionados à Independência do Brasil, sequência natural do desembarque da Corte Portuguesa. O sucesso foi semelhante embora, na minha opinião, a obra não tenha a mesma esfera sedutora de seu antecessor.
Com seu mais recente lançamento, “1889” (Globo Livros, 2013), Laurentino fecha o painel da história brasileira no século XIX de forma brilhante : não só disseca a proclamação da República, mas contextualiza fatos, recupera personagens e desfaz mitos perpetuados nos bancos escolares, utilizando com maestria todo o Know How acumulado nos dois best sellers anteriores. Um biscoito finíssimo degustado com prazerosa voracidade.
Uma das questões mais relevantes apontadas pelo jornalista foi justamente o caráter de pouco ou nenhum apelo popular do advento da República. No fundo, o episódio de 15 de novembro foi um golpe de estado, liderado por militares insuflados por civis positivistas e que teve sucesso, muito mais pela fadiga do Império do que uma alentada vontade revolucionária de seus integrantes. A própria pouca disposição política do Imperador, já idoso e doente, incapaz de organizar qualquer tipo de reação ou pôr termo às conspirações que pipocavam por toda a parte, facilitou e muito o trabalho dos que queriam derrubar a Monarquia.
A suprema ironia fica por conta de que , assim como D.Pedro, Deodoro da Fonseca também já era um homem idoso e doente. Ás vésperas do Golpe, estava acamado e ainda não totalmente convencido da necessidade de mudança do regime. Embora fortemente pressionado pelos elementos civis do movimento, entre os quais destacavam-se Benjamin Constant, José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva e Silva Jardim, seu pleito inicial era a substituição do Ministério, na época comandado pelo Visconde do Ouro Preto. Tal era a opacidade política do Império que, na vã esperança de sanar a crise, Pedro II dissolveu o ministério mas convocou um dos maiores adversários de Deodoro, Silveira Martins, para chefiar e compor a nova equipe. O Marechal tomou a medida como provocação e cedeu aos apelos dos Republicanos. A Monarquia tombava.
Laurentino detalha com habilidade, temperada por detalhes saborosos, alguns episódios simbólicos do período, como, por exemplo, o famoso baile da Ilha Fiscal, curiosamente a maior , a última (ocorrida a 9 de novembro de 1889) e uma das poucas festas da Corte dos Orleans. Nas páginas de “1889” somos informados do fausto da festa, que consumiu 800 quilos de camarão, 800 latas de lagosta, 80 caixas de champanhe e 10000 litros de cerveja. Alguns aspectos menos nobres do rega bofe também são resgatados , como o alto número de penetras (1500 para 3000 convidados), os excessos estimulados pelo álcool e , já mais para o fim da madrugada, o estado lastimável dos banheiros. O povão assistia a tudo de longe, disputando cada espaço no cais, formando uma autêntica “turma do sereno”.
Os conturbados primeiros anos da República também são abordados, com destaque para as dificuldades do governo provisório, chefiado por Deodoro da proclamação até a promulgação da nova constituição (fevereiro de 1891), com a sua consequente eleição (indireta) como primeiro presidente. Nessa fase as dificuldades naturais da reorganização do país são agravadas pelo pitoresco episódio do “encilhamento”, uma onda especulativa, detonada por medidas econômicas bem intencionadas mas de grande impacto negativo tomadas pelo Ministro da Fazenda. Ninguém mais, ninguém menos que Rui Barbosa. O resultado foi que muitos espertalhões enriqueceram praticamente da noite para o dia, às custas do endividamento do governo e da geração de altos índices inflacionários. Veríamos esse filme ainda várias vezes.
A personalidade difícil do Marechal era outro fator complicador. Como exemplo, Laurentino relata o episódio da saída de Benjamin Constant do Ministério da Guerra, ocorrida no meio de uma reunião com os demais ministros. Após um bate boca sobre a indicação de um apadrinhado de Deodoro para um cargo de segundo escalão, Benjamin, inconformado, dispara : “Não seja tolo ! Não sou mais seu ministro, o senhor é um marechal de papelão. Eu nunca tive medo dos monarcas de carne e osso, quanto mais dos de papelão.”
Como um papelão, o governo do Marechal era pouco resistente e durou só até o final de 1891, quando ele renunciou dando lugar a Floriano Peixoto, uma das figuras mais controvertidas da história do Brasil, que fez um governo polêmico acirrando o clima geral de radicalismo. Por sinal, depois de ler “1889”, me alinho aos que advogam a mudança de nome da capital Catarinense.
O livro avança até o primeiro governo civil, o do paulista Prudente de Morais, derrotado na eleição indireta de 1891.
Laurentino Gomes atingiu o ápice de seu trabalho de compilação histórica. Talvez, ajudado pela maior disponibilidade de fontes ou pela proximidade histórica dos fatos e sua relação mais estreita com o atual cenário político nacional, “1889” tem uma relevância e clareza que superam as iniciativas anteriores e o tornam item essencial aos leigos amantes da história. Assim como no baile fiscal, a República foi proclamada sem que qualquer convite fosse enviado ao principal interessado, o povo. Entender a conjuntura desse acontecimento é essencial para a nossa formação crítica cidadã e , sem dúvida, pode ajudar para que um dia, de forma plena, a liberdade finalmente abra as suas asas sobre nós.
Renata CCS 14/03/2014minha estante
Falta esta leitura para finalizar a trilogia. Depois de ler a sua resenha, só me resta colocá-lo na lista de futuras aquisições!


Luis 04/05/2014minha estante
Considero essa trilogia tão importante que acho que deveria ser adotada como leitura auxiliar de história nos escolas de ensino médio.


Ju 07/02/2016minha estante
Brilhante resenha!




Felipe 22/10/2013

Trilogia fechado com chave de ouro
Este livro completa a trilogia mais exitosa editorialmente sobre História do Brasil, ele foi antecedido por 1808 e 1822. Dificilmente Laurentino conseguiria superar a maestria do primeiro e segundo, mas chegou bem perto. Apesar de repetir informações em capítulos diferentes, citando o mesmo episódio por vezes repetidas, 1889 é um livro imperdível para quem quer entender a fundação da República Federativa do Brasil.
O grande atrativo do livro é que ele não se limita ao dia 15 de novembro de 1889, que se o autor desejasse poderia ocorrer com a desconstrução que a obra faz de um Marechal heroico, republicano e que comandou o golpe pensando no bem da nação. Mesmo neste episódio específico é muito interessante perceber que Deodoro decidiu derrubar o ministério e não o regime, e sua motivação foi mais pessoal que política, motivada por rivalidade particulares e que envolviam disputas amorosas.
O livro inicia mostrando como era o Brasil do segundo império, analfabeto, sujo e corroído com eleições fraudadas e venda de títulos de nobreza. Também mostra a figura da Princesa Isabel bem diferente da heroína libertadora dos escravos que aprendemos na escola, Gomes constrói a imagem de uma carola mais preocupada com o Vaticano que com o Brasil. Para Gomes, a queda da monarquia foi em grande parte devido a Isabel ser a herdeira do trono. Laurentino também desconstrói a imagem de imperador forte, culto e sábio.
Os grandes motivos para a queda da Monarquia colocados por Gomes, além da herdeira do trono, foram a questão militar e abolicionista. Quando discute a questão militar, personagens muito citados e pouco conhecidos ganham o devido destaque, como Benjamin Constant e o civil Quintino Bocaiuva. Quando discute a questão abolicionista, também nos apresenta com o devido destaque José do Patrocínio e Joaquim Nabuco.
Após apresentar toda a conjectura que levou ao golpe de 15 de novembro, Gomes ainda descreve o famoso baile da Ilha Fiscal e finalmente o dia do golpe. Mas o interesse no livro é que ele não se limita a isto, também descreve a consolidação do novo regime com sua influencia positivista que pode ser vista na nossa bandeira no lema ‘Ordem e Progresso ‘.
Por fim, o personagem mais enigmático do livro, e talvez de todos os presidentes, Floriano Peixoto. Gomes descreve como o marechal comandou um verdadeiro massacre para controlar a Revolução Federalista para supostamente manter a integridade do território nacional. E a narrativa encerra com a pose e os desafios dos primeiros presidentes civis e da democracia brasileira.
Ao ler a trilogia de Laurentino Gomes entendemos muito das nossas raízes. Mas o grande destaque dos três livros é perceber que o Brasil só existe do tamanho que ele é por uma série de acontecimentos improváveis, e que para isto muitas pessoas tiveram que morrer, que a imagem de uma História sem grandes derreamentos de sangue é mal contada. Enfim, conseguimos perceber que o Brasil não é ‘gigante pela própria natureza’, mas pela vida e morte de muitos brasileiros.
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Eder 19/09/2013

Trazer a história para a linguagem jornalística
E assim envolver o leitor que não tem paciência para ler livros técnicos de história. Essa é a proposta declarada do autor e ele o faz muito bem. Livro delicioso de ler assim como foram os outros dois 1808 e 1822. Imperdível para quem curte história mas não tem tempo ou não consegue ler livros de caráter mais técnicos.
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Fábio Z.C. 19/12/2013

Mesmo nível dos anteriores.
Após os grandes sucessos de seus livros anteriores (1808 e 1822), Laurentino Gomes lançou, em 2013, o terceiro livro de sua série sobre os principais acontecimentos da história do Brasil: 1889, sobre a Proclamação da República. Atualmente, a história do Brasil está em alta no mercado editorial, e o autor se aproveita dessa onda para satisfazer a curiosidade dos leitores sobre esses eventos-chave na formação social e política do país.

Juntamente com outros autores, especialmente Eduardo Bueno e Leandro Narloch, Laurentino Gomes não possui formação acadêmica em História, o que por várias vezes prejudica seu entendimento e uso das fontes na produção do livro. Porém, ao contrário dos dois primeiros (Bueno trata a história como anedota, e Narloch é simplesmente um picareta que se aproveita de seu conhecimento ínfimo de produção historiográfica para uma agenda ideológica, não-científica), Gomes possui vontade legítima de contribuir com o conhecimento histórico da nação e trazer à tona debates sobre o futuro do país que queremos; para isso, é necessário olharmos à nossa história.

Somente vontade não é o suficiente. Treinado na escola Globo e Veja de jornalismo, falta a Gomes uma profundidade acadêmica no trato das fontes (primárias e secundárias) e o necessário diálogo que precisa ser feito entre elas. Seus livros passam a impressão de que a História foi uma sucessão retilínea de eventos, cujos confrontos só se deram no passado e não refletem na atualidade de forma direta, como resultado de ações políticas consequências. O embate entre essas fontes é necessário para a construção de uma imagem do passado, que será também um reflexo do pesquisador e a forma como ele próprio manejou essas fontes, já que a neutralidade, apesar de ser um objetivo, é impossível. Gomes não se preocupa em momento algum com esse rigor científico.

Repetindo erros dos livros anteriores, o autor falha ao adjetivar personagens históricos, o que não é função do historiador. Falha também ao tentar imprimir uma narrativa jornalística, citando nomes e mais nomes em eventos de pouca importância ao leitor não-familiarizado como o autor no assunto, tornando, às vezes, a leitura tediosa. Também há diversas redundâncias em temas já ultrapassados, sempre retornados de maneira desnecessária à narrativa.

Portanto, apesar do correto interesse do autor de buscar fontes, inclusive primárias, a respeito da história do Brasil, falta a ele uma profundidade teórica e rigor acadêmico. Pois, ao tratar a História assim, corre-se o risco de tirar dela todo o seu potencial de discussão política da realidade e tratá-la como faz Bueno: uma série de anedotas e acontecimentos estéreis, que não foram frutos de brutais lutas no decorrer do tempo, o que é muito sério e até um desrespeito. Ao tratar da escravidão, por exemplo, Gomes passa mais tempo dentro dos gabinetes da realeza do que falando exatamente dos escravos: apenas cita as injustiças de um sistema que não reparou os seres humanos responsáveis pela construção do Brasil, jogando-os na mais completa marginalidade, o que vai contra as novas perspectivas da História, que é de justamente sair dos gabinetes oficiais e ir para as ruas.

Para o leitor que se contenta com pouco, é um livro que satisfaz. Porém, ainda assim é mais recomendável procurar a bibliografia de Gomes a fim de ter um conhecimento mais elaborado em dois autores fartamente citados, como José Murilo de Carvalho (em especial seu livro Os Bestializados) e Emilia Viotti da Costa, pois ambos trazem uma discussão profunda, a anos-luz do que Gomes propõe. Ao contrário de Bueno e em especial do ofensivo Narloch, Gomes é bem intencionado, mas somente boa intenção não é o suficiente.

site: http://www.vortexcultural.com.br/literatura/resenha-1889-laurentino-gomes
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Magnator 11/10/2013

O futuro da História do Brasil passa por Laurentino Gomes
Esclarecedor e agradável. Como é bom ler um livro com esta fluidez. Laurentino Gomes nos submerge nas mais diversas situações que possibilitaram a proclamação da República no Brasil. Seguindo a mesma linha narrativa dos seus livros anteriores, ele nos apresenta a personalidades históricas e nos aproxima dos fatos como se estivéssemos passeando por aqueles corredores. Incrível! Altamente recomendável. No futuro será difícil falar de história do Brasil sem mencionar esta trilogia... Que deixou gostinho de quero mais.
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Emerson 14/08/2014

Com chave de ouro
O livro 1889 fecha com chave de ouro a trilogia de Laurentino . Nele continuamos a ver a história brasileira, por uma ótica diferente do que é nos passado na escola. Nela percebemos que a história brasileira, assim como a história de modo geral, não é feita por heróis e vilões, mas sim por seres humanos com defeitos, virtudes e principalmente com interesses.

É fascinante ver o processo que teve como desfecho a proclamação da Republica Brasileira. Laurentino apresenta os principais personagens com um excelente background que mostra como seus interesses e aspirações surgiram e o papel que cada desempenhou. Acho excelentes as conjecturas que são feitas a partir dos diversos “se”, que são levantados na história. Como o que aconteceria se “se Dom Pedro II não fosse para o Rio de Janeiro após a proclamação”. Ou se o ministro da marinha não mudasse de posição e não confiasse em Floriano Peixoto? São conjecturas que são feitas e melhoram a experiência da leitura.

Desse modo 1889 fica sendo meu livro favorito da trilogia, por conseguir sintetizar de maneira esplendida um período histórico maior. Nele continuamos a ver que de maneira similar a 1808 e 1822, sempre tivemos pessoas com boas ideias para nosso país, mas que infelizmente eram sempre sufocadas pelos interesses mesquinhos e egoístas de um sistema politico retrogrado que se perpetuou por muito tempo e infelizmente seus atos ecoam até hoje no sistema politico brasileiro, onde as principais mudanças e transformações sempre ocorram conduzidas pelos interesses de uma minoria.
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Carla 11/01/2014

Um livro para os amantes de história e para os que querem aprender a amá-la
Chegamos ao fim da trilogia. Depois de ler 1808, 1822 e, finalmente, 1889, fica difícil apontar qual é o melhor volume, porém, é extremamente fácil se descobrir completamente apaixonada por história.
Vou lhes contar o motivo pelo qual os livros do Laurentino Gomes me arrebataram de tal forma. Primeiramente, porque falam sobre história do Brasil e eu sou uma maníaca por história, sempre gostei, desde que me conheço por gente. Sempre achei que um povo que não sabe donde veio, não pode saber para onde vai, como o próprio autor aponta no início do livro ("Uma sociedade que não estuda história não consegue entender a si própria porque desconhece suas raízes e as razões que as trouxeram até aqui"). Em segundo lugar, porque o Laurentino conseguiu nos contar a nossa história de maneira simples, com uma linguagem leve e descontraída, porém, sempre apontando as fontes onde tirou suas informações. Além disso, amei os livros porque eles nos trazem à tona pessoas reais, e não somente personagens heroicos cheios de virtudes e sem quaisquer defeitos. O autor conseguiu demonstrar que, como qualquer um de nós, os personagens que marcaram a história do Brasil são homens e mulheres de carne e osso e, portanto, passíveis de cometer erros gravíssimos e irremediáveis, e não só atos de bravura e coragem.
Enfim, como já disse no título, eu recomendo a leitura dessa trilogia não só àqueles que, como eu, são loucos por história, mas também a qualquer pessoa curiosa que queria saber um pouco mais dos "porquês" de estarmos aqui hoje, com a atual situação política e econômica do país. Boa leitura!!
Silvio 07/08/2014minha estante
De pleno acordo, minha cara!




EXPLOD 30/09/2013

Essencial e instigante
Assim como os anteriores, o último livro da trilogia de Laurentino Gomes é um daqueles livros essenciais. Levando em consideração a ainda enorme carência, por parte de muitos brasileiros, de conhecimentos sobre sua própria história, "1889" é perfeito pela sua linguagem simples e jornalística àqueles que possuem um primeiro contato com livros de história (com a óbvia exceção dos de E. Médio).

Tive a oportunidade de começar a ler "1808" na época do bicentenário – ensino médio, para mim - e, por esse motivo, alcancei um diferencial para algumas questões de processos seletivos e também em relação aos meus colegas do ensino médio pelas aulas ministradas em sala de aula.

"1889" manteve o projeto inicial do autor e, cumprindo seu papel, é um ótimo livro. Lamentei apenas o fato de não satisfazer meu interesse em saber mais sobre as personalidades históricas que foram descritas. Aliás, ao saber do lançamento do livro, pensei que este seria bem maior. Porém, o título e o objetivo do autor dizem tudo, nesse sentido. Então, faz-se necessária a procura por mais livros de história (a meu ver, a maior contribuição de Laurentino), biografias, ensaios...
Com certeza muitos terão uma idéia mais próxima da realidade sobre muitas personalidades... Isto porque surpreendeu-me a desconstrução de alguns estereótipos!

Sobre a princesa Isabel, pessoalmente, não posso falar tão bem dela, pois pareceu-me que, em relação ao que eu imaginava, ou melhor, ao que já existia de estereótipo, não foi muito presente ou enfática em sua regência, embora eu compreenda sua inaptidão natural, ao menos inicialmente (por nunca antes ter governado), e também pelo contexto social, marcado pelo patriarcalismo. Mas, considerando que atuou apenas três vezes, em razão das viagens do pai, ela fez seu papel.

O Exército foi peça-chave para a implantação da república, isso todos sabem, mais foi muito interessante observar a maneira como de certa forma fora manipulado por alguns expoentes republicanos da imprensa, em especial Júlio de Castilhos com seu jornal A Federação. Apesar da monarquia fragilizada, os republicanos não obtinham apoio popular, seja pelas fraudes eleitorais seja pela massacrante maioria analfabeta e rural. A História não é simples, pelo contrário: é complexa; assim, louvável é a habilidade do autor em transmitir tantos dados de forma lógica e coerente. Para alguns pode até ser um livro um tanto superficial (os mais experientes, exigentes, enfim), mas é mais que isso, embora não tanto assim, e isto porque é um livro que foi criado para um primeiro contato, com objetivos admiráveis, permitindo um conhecimento razoável e importantíssimo, em razão do já explicitado, e estimulando os leitores pela História. Essencial, principalmente, para alunos que cursam a disciplina.
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Silvio 07/08/2014

Excelente livro! Uma viagem de primeira classe pela História do Brasil. Diz muitas coisas que não se aprendem nas escolas; conta a História real, não a fantasia ensinada.
Muitas curiosidades, coisas que nunca nem ao menos imaginei, por exemplo: um neto de D. Pedro II foi internado num hospício, de onde nunca mais saiu, foi "examinado" por Freud!!!!
Certas personagens da História, consideradas "boazinhas e mais mais", não eram exatamente o que aprendemos na escola.
Sabia que a cidade de Florianópolis (conheço e amo essa cidade)tem esse nome em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, mas não sabia que antes se chamava Desterro; muito menos imaginava que o Marechal "patrocinou" um grande massacre.
Minha cidade - Campinas - é citada várias vezes, como também algumas personalidades, como exemplo, Francisco Glicério (nome da principal avenida de Campinas)que, no meu conhecimento, era um músico.
Livro muito bom mesmo! Recomendo!

Alguém aí teria como entrar em contato com o Laurentino? Quero sugerir (pedir, solicitar) que ele escreva "1932" e "1.964". Caso ele escreva, comprarei, lerei e propagarei os dois.
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Amanda 04/11/2013

Herança brasileira
"Em 1984, nove anos antes da realização do plebiscito anunciado por Benjamim Constant na noite de 15 de Novembro de 1889, ruas e praças de todo o Brasil foram palco de coloridas, emocionadas e pacíficas manifestações políticas, nas quais milhões de pessoas exigiam o direito de eleger seus representantes. A Campanha das Direitas, que pôs fim a duas décadas de regime militar, abriu o caminho para que a República pudesse, finalmente, incorporar o povo na construção de seu futuro.
É desse desafio que os brasileiros se encarregam atualmente."


De leitura difícil e demorada, os livros 1808 e 1822 não se equiparam á 1889. Este possui uma leitura que corre mais facilmente, com diálogos entre os envolvidos. Demorei menos tempo que os outros para finalizar a leitura.
Em 1889 o autor retrata a Proclamação da República e todos os fatores que levaram o país a isso, além de nos mostrar os primeiros anos desta e os dois presidentes militares que tivemos.
Durante a leitura tive a impressão de que o povo naquela época já tinha certa noção de patriotismo, tanto na Guerra do Paraguai quanto nos primeiros anos da República. Na escolha do hino e da bandeira.
Sendo história a minha matéria preferida não me cansei com o assunto ou as detalhadas explicações do autor, sendo que é importante que seja explicado, nos mínimos detalhes, o que aconteceu. A História nos explica como e porque estamos aonde estamos.
Mesmo sendo mais fácil que os anteriores, a leitura não deixa de ser difícil e demorada para aqueles que não tem muita experiência nessa área. Mas não me arrependo da leitura, tanto pelo fator história quanto pelo conhecimento do nosso próprio país.


site: Instagram : @deusasdaleitura
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LUCI 30/03/2014

UM BOM LIVRO
QUEM TEM CURIOSIDADE EM SABER O PORQUE QUE O BRASIL NÃO DEU CERTO. SUPER INDICO ESSE LIVRO.NELE VOCÊ VAI SABER TUDO ISSO. A GANÂNCIA SEMPRE FALOU MAIS ALTO NESSE PAÍS TANTO AGORA COMO ANTES.
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Matheus 21/09/2013

Fechando sua trilogia épica sobre a formação do Brasil no século XIX, Laurentino nos apresenta um dos livros sobre a história do Brasil mais interessantes já escritos. Escrito com o mesmo estilo narrativo que os outros, a leitura fluí fácil, e suas quase 400 páginas passam sem que você perceba. E a pesquisa histórica é primorosa, não diferenciando nada de um livro acadêmico de história. Sem falar nas figuras que compõem a história do Brasil, uma mais interessante que a outra. De Dom Pedro II a Floriano Peixoto, passando por Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, o livro nos leva até o fim desse século que modelou o Brasil que nós conhecemos hoje.
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Paulo Silas 31/01/2014

Elucidativo e esclarecedor!

Narrando a história dos fatos que precederam e sucederam a Proclamação da República no Brasil, o autor, em tom jornalístico (daí a contribuição para a maior empolgação com a leitura), expõe com clareza e proficiência os eventos e questões que levaram à queda do Império e as consequências de tal ocorrência.

Fatores políticos, questões sociais, discussões polêmicas e conflitos internos e externos ocorridos nas últimas décadas do século XIX, são esmiuçados pelo autor nesta excelente obra. Em que pese a escrita é jornalística, a perspectiva passada na obra é histórica.

Dom Pedro II, Princesa Isabel, Rui Barbosa, Marechal Deodoro, Marechal Floriano, Prudente de Morais e diversas outras figuras históricas notórias no Brasil têm o seu perfil apresentado no livro, além do relato de como as suas vidas e atitudes contribuíram para a instauração da República no Brasil.

Excelente! Recomendo!
Silvio 07/08/2014minha estante
De pleno acordo! Recomendadíssimo...




Nena 06/04/2017

Último livro da trilogia de laurentino gomes sobre a história do Brasil.Em 1889, ele conta como foi a regência de Pedro II após seu pai, Pedro I abdicar do trono e seguir para Portugal, travando uma guerra contra seu irmão Miguel, pelo trono português. E finalmente entra no golpe militar q deu início ao Brasil república. Particularmente o q mais gostei foi o segundo livro (1822), mas um completa o outro e é uma trilogia fantástica, recomendada para quem curte a história q vai além dos livros do MEC. "Uma sociedade que não estuda história não consegue entender a si própria porque desconhece suas raízes e as razões que a trouxeram até aqui. E, se não consegue entender a si mesma, provavelmente também não estará preparada para construir o futuro de forma organizada. O estudo de história é hoje, talvez até mais do que qualquer outra disciplina, uma ferramenta fundamental na construção do Brasil dos nossos sonhos em um novo ambiente de democracia."
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