Perdão, Leonard Peacock

Perdão, Leonard Peacock Matthew Quick




Resenhas - Perdão, Leonard Peacock


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Emanuelle Najjar 17/08/2013

Tocante sem ser piegas
O livro é tocante e comovente ao extremo, e tudo isso sem cair para a pieguice. Não me arrependi de ter dado uma chance a Matthew Quick, cujo best-seller (O lado bom da vida) não me atraiu tanto. O texto e a narrativa são extremamente atraentes e é impossível não ser atraído para a mente de Leonard e entender o que leva o personagem a um momento tão extremo: toda a tristeza, as humilhações e os pequenos gestos de abuso e negligência. Fala sobre pessoas, pequenas segundas chances e todos os gestos que impulsionam para os diferentes rumos da vida, seja ela a loucura ou a reinvenção. Está na minha lista de livros preferidos de todos os tempos.
Leo 24/08/2013minha estante
Também gostei muito, achei envolvente e muito bem escrito, levanta questões interessantes e é extremamente comovente.


Helias 23/09/2013minha estante
Muito bom realmente, passa uma otima mensagem para aqueles que se sentem diferentes e não consegue se relacionar, mas o publico alvo é para aqueles que são iguais na multidão. O livro faz o leitor pensar que ser diferente e mudar os abito não te faz um estranho, mostra o quanto é importante pensar por conta propria e a carta do futuro, sem palavras muito lindas. Realmente gostei e recomendo!!!!


Alice 22/10/2013minha estante
Está na minha lista de livros preferidos de todos os tempos.


Tiago 26/04/2015minha estante
Também não botava muita fé no livro, especialmente por conta de sua capa - bem dizia o ditado... -. Agora, realmente um dos melhores livros que li na vida. Passei toda sua leitura à beira das lágrimas, absorvido totalmente pela história.


Nanda 28/02/2016minha estante
Matthew Quick me surpreendeu!
Essa história é envolvente e aborta assuntos muito interessantes. Sem falar que me fez refletir sobre relacionamento, amor, o que definimos como "estranho". Enfim, adorei o livro.




Tha Ferreira 08/09/2013

Intenso e Marcante.
Tenho que confessar uma coisa aqui sobre o livro(pode ficar tranquilo(a), não é nenhum spoiler): quando comecei a ler esse livro, mais precisamente quando vi a capa dele e o autor pensei que ia ser um livro de comédia e que seria só mais um na minha lista de livros.


OK, eu estava totalmente errada, tanto pela comédia do livro, quanto pelo mais um na minhas lista.


Esse livro não é uma comédia, ele é totalmente ao contrário. É um livro intenso que fala sobre a triste história que o Leonard teve ao de sua vida de 18 anos. E não é só mais um livro para mim, esse ficou marcado pela sua história e tenho certeza que ele não vai sair da minha cabeça pelos próximos dias.


O livro conta a história do Leonard Peacock, que sofreu praticamente sua vida inteira e os dias que ele foi feliz ele poderia contar nos dedos. Eu não sabia como isso podia ser triste. Tá bom, eu nunca tinha pensado em pessoas assim, admito. Mas, agora eu sei que existem pessoas por aí sofrendo, mesmo que não seja por fome, tortura ou guerra, mas sim por falta de amor.


Ao longo do livro eu comecei a concordar com o Leo sobre muitas coisas, odiei também as pessoas que ele odiou e amei as pessoas que ele amou. E mesmo assim, no final, não queria que ele se suicidasse. Tinha partes que eu queria que ele matasse o Asher, para que acabasse logo com o seu tormento, mas que ele se matasse eu nunca quis.


Eu chorei nas partes da ´´Cartas Para o Futuro``, porque elas me faziam pensar que o futuro do Leo poderia ser diferente se ele seguisse em frente. Também chorei em todas as partes que ele foi se despedir das pessoas do livro, ou seja da sua vida, que ele mais gostou ou fizeram a diferença para ele.


Esse é um livro que me fez refletir muito sobre a vida, porque quando você está em sua casa, rodeado de sua família e de amor, você não se quer pensa que pessoas como o Leo possam existir. Mas esse livro me fez sair da minha ´´Zona de Conforto`` para ver o mundo que o Matthew Quick quis que eu visse e isso me fez muito bem.


´´A chave é fazer algo que marque você para sempre na memória das pessoas comuns. Algo que importe.``
Bom, esse livro foi essa chave para mim. Eu sempre vou lembrar dele. Obrigada Leonard Peacock!


P.S: Eu não sei do que eu tenho que te perdoar, sabe Leonard. Mas se te faz sentir melhor, eu te perdoo! E Feliz Aniversário!
Alice 22/10/2013minha estante
A sua resenha foi fantástica! Principalmente a ultima frase! Concordo completamente com você.


Tha Ferreira 28/10/2013minha estante
Pois é! Amei esse livro também!


Alberto 12/07/2014minha estante
FILHA DE UMA MÃE! ¬¬
acabei de comprar o livro, voce disse que nao teria tantos spoilers, pra quando eu nem chegar na metade, voce falar que ele se mata.. (O PIOR SPOILER POSSIVEL)
OBRIGADO! ¬¬'


Júlia 12/08/2014minha estante
Alberto, ela não disse que ele se matava.
Tha, sua resenha foi incrível.


Caroles 05/09/2014minha estante
Puta que pariu, viu! Obrigada mesmo. (Lê-se ironicamente, por favor)




figuinho 07/09/2013

Eu te perdoo, Leonard Peacock.


Será que na vida real não podemos sonhar? Será que temos que adequar nossos sonhos e desejos apenas de forma a atender toda demanda da vida moderna? Leonard Peacock é um garoto que não sente pertencer à lugar algum, um patinho feio com iphone, que em seu aniversário decide por fim à vida de seu ex-melhor amigo e logo depois a sua própria vida. Mas antes disso, decide encontrar e agradecer quatro pessoas que participaram de sua vida de maneira singular.

Matthew Quick explora sabiamente o universo da juventude moderna através de uma mente única, através da jornada de um dia, no qual seu personagem vai explicando e nos contando tudo que ocorre a sua volta nesse dia que será extremamente importante para ele. O suicídio que planeja fazer ao fim da jornada é um ponto final de um vida que não teve bons momentos e pior, que não o faz esperar coisas melhores acontecerem. Mas apesar de toda carga emocional da narrativa, Quick consegue escrever sem ultrapassar a tênue linha que separa sua literatura de um livro de auto-ajuda, sem lições de moral ou coisa do tipo. Sua intenção é um exercício literário de imaginar como seria o dia de um garoto que planeja matar alguém em sua escola (coisa frequente no universo americano e mais recentemente em nosso país), será que o assassino é 100% ruim? Será que um feliz aniversário poderia ter mudado tudo isso? E o que seu ex-melhor amigo fez para que ele decidisse chegar à este ponto?

O resultado de seus questionamentos se encontra brilhantemente inserido neste livro (que aliás o inadaptado é um tema que o autor gosta bastante, como já abordado em O lado bom da vida) com um ritmo bastante intenso a cada página (ele soube utilizar o tempo presente de forma interessante e honesta) além de ótimos diálogos. Os curtos capítulos são por vezes interrompidos por Cartas do Futuro, onde personagens de um futuros não tão distante escrevem para o Leonard presente, o que só faz enriquecer a trama e nos emocionar. Não raro me peguei com olhos marejados de lágrimas (não tenho vergonha alguma de confessar isso).

A edição da intrínseca é perfeita com muito boa tradução, revisão e acabamento gráfico. E ótimo ter mantido a capa como no original (aliás, tem mais duas capas gringas que encontrei no Google), pois é linda. Impossível não se encantar!

Nota: 5

Fechei os olhos, ouvi, e desapareci Leonard Peacock

site: http://figueiradelivros.wordpress.com
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Felipe 11/09/2013

Obrigado, Matthew Quick !
Minha história com o livro já começa de modo extraordinário.
Ganhei o livro da Editora Intrínseca, através de um concurso cultural. Fiquei entre os 5 sortudos, e ganhei um exemplar de “O Lado bom da vida” e “Perdão Leonard Peacock”, ambos autografados. Quer alegria maior? Eu já li “O Lado bom da vida” antes de ganha-lo como prêmio, e já gostava do autor por essa obra. Depois de “Perdão,Leonard Peacock”,simplesmente virei fã.

Infelizmente, a história tem tudo para futuramente cair na “boca do povão” e virar uma obra clichê, que todos comentam e fingem entender a dor do personagem. Ainda bem que tive a oportunidade de ler antes disso...

Enfim, Matthew Quick foi um gênio. Criou uma história onde qualquer um pode se identificar. A garotinha mimada que quebrou a unha, e aquela que terminou com o namoradinho, vão gostar. Vão dizer que Leonard é um herói, e que, após ler o livro suas vidas mudaram...Ilusão. Mas, oras, onde está a genialidade nisso? Aposto que apenas 2% que lerem a obra vão entender. 2% esses que, de alguma forma, já sofreram na vida, de formas inimagináveis. Pois quem sofre, sofre em silêncio.Tenho absoluta certeza que Matthew direcionou a obra para ajudar essa porcentagem, e é isso que faz dele um gênio.

Bom, o livro todo se resume a apenas um dia da vida de Leonard Peacock: o dia em que vai se matar. Ele estabelece algumas “missões” para cumprir no dia, entregando presentes para os mais próximos. Ele sofreu toda a vida: sofrimento esse causado pelos proprios pais e melhor amigo.

É impressionante o fato de que diversas frases, expressões e pensamentos de Leonard já passaram pela minha cabeça,como a vontade de ser alguém diferente, que mude algo, e talvez deve ter passado pela sua também. No início, achei o tipo de narrativa um tanto quanto confusa ( quando lerem, vão ver), mas depois acostumei. Matthew entra mesmo no personagem, e atribui a Leonard sentimentos e expressões de um típico adolescente: Palavrões, linguagem vulgar em alguns momentos, “amor”,traição,e até abuso sexual. Pois é... Mas não se assuste ! Tudo isso faz o livro ficar ainda melhor, com um toque mais realístico e característico. Não é nada grotesco.

"Perdão,Leonard Peacock” se tornou o melhor livro que já li da categoria (classifico como Drama), e olha que sou muito crítico com essas coisas, haha.

Boa leitura !
Giovs 15/09/2013minha estante
Ei, Felipe. Também ganhei o meu "Perdão, Leonard Peacock pela Intrínseca! Qual foi a sua pergunta?


Felipe 18/09/2013minha estante
Giovanni, mandei pelo e-mail da minha mãe (Valeria).
Era uma que perguntava as expectativas dele pra bienal no rio, os fãs e tal. Qual foi a sua?




Carol D. Torre 01/10/2013

Eu simplesmente não estava preparada para o que encontrei nesse livro. Mesmo depois de ler várias resenhas, saber a sinopse e estar familiarizada com a escrita do Matthew Quick nada me prepararia para essa leitura. É um livro rápido, leitura de um dia, mas tão intenso, tão chocante e tão real que eu não tenho nem ideia de como posso escrever uma resenha sobre ele. Matthew Quick trata de todos os podres que a gente tenta esconder, tudo que nós não gostamos de lembrar que existe é escancarado na nossa frente em seus livro e em Perdão, Leonard Peacock não poderia ser diferente. Um dos melhores e mais honestos livro que já tive a oportunidade de conhecer.
No seu aniversário de 18 anos, Leonard Peacock decide comemorar fazendo algo que já estava planejando a muito tempo: pegar a relíquia de guerra do seu avó, uma P-38 nazista, matar seu ex-melhor amigo e depois se suicidar. Mas antes disso precisa dizer adeus a quatro pessoas importantes na sua vida, aquelas que fizeram possível para ele aguentar até ali. Decidido a realizar seu plano e dar um fim marcante a sua vida miserável, Leonard saí de casa com quatro presentes na mochila e a sua arma embrulhada em um papel de presente cor de rosa.

Não esperem leveza, humor ou qualquer outra coisa do tipo nesse livro, logo de cara somos jogados na mente de Leonard onde ele guarda todos esses pensamentos e sentimentos melancólicos. Nesses seus 18 anos de vida ele sofreu da perda de amor e carinho, seu pai, famoso por uma música só, abandonou a família e sumiu no mundo, sua mãe se mudou para seguir a carreira de estilista e só aparece quando é estritamente necessário e ele teve uma breve e curta experiência de amizade. Ele é um garoto sozinho no mundo que encontrou conforto nas pessoas e situações mais estranhas e inusitadas. Isso fica evidente conforme vamos descobrindo para quem são aqueles quatro presentes e é um pouco deprimente que algo tão insignificante possa ter tido tanto valor para a vida de uma pessoa.
Quando nós vivemos cercados de família e amigos, pessoas que se importam com a gente, fica difícil imaginar que existam pessoas por aí que sofrem tanto por serem sozinhas, por não existir um único alguém que se importe e lhe deseje feliz aniversário. E Leonard é uma dessas pessoas, é impossível não sentir o coração apertado durante a leitura, principalmente porque ele não tem culpa nenhuma do que fizeram com ele.
Querendo ou não, nós temos um pouco de preconceito com pessoas suicidas, com fato deles serem fracos, de desistirem. Mas com o Leonard a gente percebe que não é assim. Por muito tempo ele tentou, ele lutou e procurou um pouco de esperança, ele chegava a sair por aí olhando os adultos no metro para descobrir se são felizes, se alguma coisa melhora no futuro. Mas o que ele encontrou foram pessoas acabadas, destruídas desmotivadas e entregues a circunstâncias. Quem é fraco não é quem toma as rédeas da sua vida, nem que seja para por um fim nela, mas sim quem aceita a infelicidade e não faz nada para mudá-la.
Assim como essa crítica que eu expus aí em cima, o livro é repleto delas. Como Leonard não tem ninguém ele passa muito tempo observando as pessoas e o mundo a sua volta, enxergando coisas que nós normalmente não vemos. Como eu disse no começo da resenha, o Matthew Quick joga na nossa cara coisas que existem, mas não queremos ver. Como essas pessoas que talvez encontramos todos os dias, mas não percebemos a sua tristeza, como essa acomodação com a infelicidade e tantas outras coisas, tantos outros tapas na cara, que dá vontade de se encolher de vergonha da sociedade que vivemos e aceitamos viver.

Além do Leonard, que é um personagem memorável por sua intensidade, a estória é cheia de personagens marcantes. Não quero falar muito sobre eles porque é muito mais gostoso ser surpreendido pelo livro - como eu fui -, mas queria dar um destaque especial a um deles. Herr Silverman é o professor de Holocausto de Leonard na escola e uma pessoa incrível, como ele mesmo diria, ele é especial. Ele não é aquele tipo de professor que se interessa apenas em fazer seus alunos entrarem na faculdade, ele quer ensinar sobre a vida para eles, sobre as pessoas e sobre sentimentos. Ele é simpático, cheio de personalidade e se importa, realmente se importa. Leonard é fascinado por ele e, confesso, que eu também fiquei. Queria poder encontrar um Herr Silverman na minha vida.
Uma das grandes questões do livro é porque Leonard quer tanto matar seu ex-melhor amigo e porque ele o odeia a tal ponto, o que só nos é revelado bem perto do final. E posso dizer com a mais absoluta sinceridade que nunca, nem em um milhão de anos, eu esperava por aquilo. O fato é que o Leonard já tenha tanta merda na sua vida, já sofria tanto, que não era necessário nada muito forte para justificar suas ações. Mas, obviamente, o Matthew Quick não se contentaria com pouco. Ele quebrou meu coração ainda mais e me chocou de tal forma que eu não posso explicar. Eu não esperava por aquilo!

A narrativa do Matthew Quick combina com o conteúdo do seu livro, ele escreve de forma direta, sem eufemismos ou rodeios, mas ao mesmo tempo tem reflexões incríveis. Acho que foi um dos livros que eu mais marquei citações na minha vida, e olha que ele é bem pequeno. Uma coisa legal do livro é que no meio da estória existem algumas "cartas do futuro" escritas pelo próprio Leonard o que eu achei muito interessante e diferente. A estória se passa em vinte e quatro horas e, apesar de ser muito intensa, dá para ler um poucas horas já que é impossível de se largar.

Eu chorei, chorei pra caramba e não tenho vergonha disso. Em cada despedida, em cada "carta do futuro" e, principalmente, no final. Tudo que eu queria era pedir perdão ao Leonard, por cada injustiça que foi feita a ele, por cada falta de atenção e de carinho que ele sofreu e principalmente por cada pessoa que passou por ele e não percebeu que ele precisava de ajuda. É horrível saber que podem existir vários Leonards Peacocks por aí pelos quais eu passo e não me dou conta de que poderia mudar a sua vida.
Sei que muitos não vão gostar do final, eu mesma precisei de um tempo para digerí-lo e aceitá-lo, mas faz sentido que do mesmo jeito abrupto que o Leonard entrou na nossa vida ele tenha saído. Eu só não queria dizer adeus. Se posso terminar essa resenha de uma forma satisfatória é pedindo, por favor, leiam esse livro. Conheçam esses personagens maravilhosos, sintam tudo tão intensamente e peçam perdão a Leonard.

"Mas, falando sério, por que algumas pessoas postam na Internet o jeito correto de cometer suicídio? Será que querem que gente estranha e triste como eu se vá para sempre? Será que acham que é uma boa ideia algumas pessoas darem fim a si mesmas? Como saber se você é uma dessas pessoas que deve cortar os pulsos do modo certo com uma gilete? Há uma resposta para isso também? Procurei no Google, mas não encontrei nada de concreto. Apenas maneiras de completar a missão. Nenhuma justificativa."

"Eu sei que você só quer que tudo acabe, que não consegue ver nada de bom em seu futuro, que o mundo parece escuro e terrível, e talvez você tenha razão, o mundo pode ser, definitivamente, um lugar apavorante.Eu sei que você mal está suportando. Mas, por favor, aguente mais um pouco. Por nós. Por si mesmo."

"Mas eu era apenas um menino. Nós éramos apenas crianças, e talvez ainda sejamos. Você não pode esperar que crianças salvem a si mesmas, não é mesmo?"

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
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Bruno 29/09/2013

MUITO SUPERIOR AO MEDIANO "O LADO BOM DA VIDA"
Difícil não comparar qualquer livro de Matthew Quick ao seu best-seller "O lado bom da vida" (que aposto estar na estante de diversos dos leitores desta resenha) e nesta batalha "Perdão, Leonard Peacock" sai ganhando.

Entrelinhas o autor surpreende e lida com sentimentos de uma forma muito mais madura e empírica dando causa a todas as consequências que expõe.

Em síntese, para comemorar seu aniversário de 18 anos, Leonard planeja matar um desafeto e logo após cometer suicídio mas antes pretende entregar presentes pessoalmente a 4 pessoas importantes que marcaram sua vida, seja por suas atitudes, seja por servirem-lhe de esperança a um amanhã positivo.

Ao entregar estes presentes Leonard rememora as boas influências que este quarteto lhe proporcionou e as contrapõe aos motivos que o levaram a ser como é (depressivo, recluso, abandonado e com tendências suicidas) e à loucura que está prestes a consumar.

Omissão dos pais, depressão, bullying, vingança, frustração, abusos, pessimismo e intolerância são só alguns dos temas abordados neste percurso: todos de modo direto, simplificado e conexo com a realidade do mundo de hoje.

Difícil falar mais sem liberar "spoilers", mas vale muito a pena!
Ana Karla 29/09/2013minha estante
Gostei da resenha, Bruno! Confesso que nunca me interessei pela sinopse de O lado bom da vida, já a de Perdão, Leonardo Peacock me intrigou e me fez ler algumas resenhas para considerar se leria o livro ou não. Minha estreia com Matthew Quick será com este livro.


Bruno 30/09/2013minha estante
Aposto que vai curtir, Karla. O triste é que a história é muito curta (em um dia você termina).




Yanka 09/03/2020

Quantos Leonard Peacock estão por ai? Gostaria de dizer que sinto que estamos evoluindo e tratando os outros com mais empatia mas a verdade é que faltam mais Herr Silverman no mundo.
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Manuella 26/12/2013

É preciso coragem para crescer
Há tanto a aprender em cada fase da vida! Desde crianças somos impelidos ao amadurecimento através do aprendizado, com os erros e os acertos, as vitórias e as derrotas, numa sucessão de experiências que constroem o que somos. Como lidamos com cada momento desse processo é o que nos define. E nesse caminho, crianças e adolescentes precisam do olhar atento de alguém responsável, para que as dores e as alegrias sejam registradas como peças fundamentais do desenvolvimento emocional saudável.

Leonard, no dia de seu aniversário de 18 anos, decide matar um ex-amigo e cometer o suicídio em seguida. O próprio Leonard é o narrador desse fatídico dia, desde o momento em que chega à escola com uma arma na mochila, até o final do livro. Ao longo das mais de duzentas páginas, conhecemos as pessoas mais importantes em sua vida: uma mãe ausente e negligente, um vizinho idoso e companheiro, uma garota por quem sente atração, um colega que toca violino, o professor de História e o ex-melhor amigo Asher.

Nosso adolescente atormentado decide presentear quatro pessoas com algo significativo. Essa 'despedida' antes de executar seu plano é intrigante, porque Leonard deseja intimamente que alguém o ajude, que descubra que ele não está bem, que é seu aniversário. E assim percebemos a angústia e o medo que oprimem Leonard, a necessidade que ele tem de ser compreendido, cuidado, salvo de si mesmo. Outro ponto interessante da narrativa são as cartas do futuro, reforçando a rogativa de Leonard por auxílio, por alguém que diga que vai ficar tudo bem.

O autor descreve os pensamentos e sentimentos ambíguos de um adolescente confuso, inseguro, carente de atenção, cuja mãe passa a maior parte do tempo longe do filho. É de sentir na pele o drama que Leonard experimenta, sem ter com quem desabafar e, mais grave ainda, não tem quem olhe para ele, quem de fato se preocupe com seu bem estar emocional.

Em vários momentos reprovei e até mesmo odiei essa mãe omissa, irresponsável e egocêntrica, que vive só para si. Em outros, quis tanto acolher Leonard, conversar com ele e procurar ajuda para seu sofrimento. Ele está só, definitivamente.

Matthew Quick desenvolve uma história que prende o leitor, especialmente por Leonard ser tão interessante, com suas observações sarcásticas e ponderações equivocadas sobre seus sentimentos. O que vai acontecer quando, enfim, chegar o momento de executar seu terrível plano? É o ponto alto da leitura, que mexeu com minhas emoções e gerou grande tensão. O livro arrancou de mim as cinco estrelas facilmente.
Euflauzino 26/12/2013minha estante
tenho em casa "precisamos falar sobre kevin" que é um livro com temática parecida: negligência, permissividade. em tempo de mundo virtual totalmente liberado, precisamos acompanhar de perto cada passo do crescimento de nossos filhos, sejam eles intelectual, emocional ou físico. então nada melhor do que nos depararmos com livros dessa natureza, pra nos abrir os olhos, orientar. bela dica, ótima resenha.




Gabriel.Barros 22/03/2020

Sensível
"Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz".

"Ser diferente é bom. Mas ser diferente é difícil".

"Houve dias em que Herr Silverman foi a única pessoa a me olhar nos olhos. A única pessoa durante todo o dia. É uma coisa simples, mas coisas simples importam".

Apesar de ser um livro de ficção, a realidade tem sido da mesma forma. Quantos Leonard's Peacock's existem no mundo afora? Quantas pessoas ao nosso redor estão desgostosas com a própria vida e nem percebemos os sinais que estão dando? Será que estamos sensíveis aos sentimentos do outro ou será que só o nosso basta?

Não é um livro que eu recomendaria para qualquer pessoa, por ser um livro que trata de suicídio, ele possui muitos gatilhos emocionais que pode se tornar perigoso.

Seja um Herr Silverman na vida de alguém!
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Caio Mário 21/03/2020

Esse livro é muito bom e muito triste, o que só me fez gostar mais ainda dele! Foi muito breve, claro, mas definitivamente bem escrito.
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Gih 25/02/2020

Ler "Perdão, Leonard Peacock" não é tão simples. Se trata de uma narrativa densa sob a perspectiva de um adolescente instável, onde este acredita que o suicídio parece ser seu único caminho para a felicidade. 

Mas o livro é sobre como as nossas atitudes afetam as pessoas. No caso de Leonard, a mãe totalmente egocêntrica, movida ao trabalho; o ex amigo Asher, que lhe fizera gerar tanto ódio, não só por ele, mas a si mesmo. 

Estar na mente de Leonard é perturbador, porque você começa a entender todos os motivos que o levam a pensar e a agir daquela maneira. Você sente aquela dor e pede por justiça. Mas ao mesmo tempo é como se não conseguisse sentir nada, porque é tão difícil de digerir os fatos, é tão cruel imaginar que possam existir diversos Leonards pelo mundo. 

No entanto, ao terminar o livro, me senti enganada. O escritor poderia ter dado um final melhor para Leonard e os acontecimentos. Fiquei com a sede de justiça. Realmente acreditei que veria Leonard Peacock olhando para a luz de seu próprio farol.

Matthew poderia ter dado um final mais justo e feliz para toda essa trama maravilhosa. 
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thais lemos 16/10/2013

Impressões de " Perdão, Leonard Peacock.
Esse livro realmente me surpreendeu. Em primeiro lugar, devo dizer que não li " O lado bom da vida" e por esse motivo não conhecia o tipo de escrita e narrativa do autor.Também não tinha nenhum motivo para fazer a leitura desse livro, mas o avistei na livraria e a sinopse me interessou bastante. Para quem gosta de livros intensos, que nos fazem refletir sobre as ações e pensamentos do personagem e nos colocam na posição de comparar o quanto nossas vidas são parecidas, esse é o livro ideal. É um livro tocante, que tem o poder de alterar totalmente nosso estado de espírito e nos carrega para a doce e inquieta melancolia que o personagem está vivendo. A escrita é muito afiada e inteligente, os cortes para as memórias, muito bem elaborados e um perceptível sarcasmo nos pensamentos do Leonard tornam o livro mais leve em alguns momentos. O final me decepcionou um pouco, esperava um pouco mais, mas talvez seja assim que a vida real realmente é, apenas normal.
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Jotape 24/05/2020

Emocionante
Precisava ter lido esse livro no meu ensino médio, me pouparia muitas coisas. Adorei a experiência
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Sergio 18/07/2014

Homicídio-Suicídio
Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Era suposto ser um dia feliz, não acham? E seria, se ele não tivesse a vida que tem. Estando em um estado aparente de depressão (e problemas psicológicos que vão bem mais além), o jovem Leonard decide que, como um auto-presente, ele se matará nessa data (dia em que ele completa 18 anos) usando a P38 que um dia fora do seu avô, e levará junto seu ex-melhor amigo, Asher Beal. Tendo todo o plano traçado em sua mente, o protagonista decide que, antes de cometer seu homicídio-suicídio, presenteará aquelas pessoas que tornaram seus dias deprimentes um pouco mais toleráveis, pois realmente se importa com elas (isso, é claro, exclui "Linda", sua mãe. Ela sempre foi alheia ao fator "filho", deixando-o sempre em escanteio).

Começa então indo até a casa de seu vizinho Walt, amante dos filmes de Bogart (uma atividade que se tornou crucial na vida de Peacock e que é compartilhada de forma prazerosa com o velho amigo). Em seguida, já na escola, visita Baback, um garoto iraniano que praticamente todos os dias passa seu horário de almoço tocando violino no auditório (ouvi-lo tocar também se tornou uma atividade necessária no dia de Peacock: simplesmente sentar-se no fundo da sala, fechar os olhos e espairecer a cada nota). Prossegue então para Herr Silverman, seu professor favorito (e que está falando sobre o Holocausto ultimamente), e finaliza sua lista indo ao metrô, onde com muita certeza encontrará Lauren, uma menina loira bonita (e cristã!) que ele demonstra interesse. A partir daí, sua rota autodestrutiva começa... e talvez acabe com um assassinato e um suicídio à beira de um afluente.

Sendo o primeiro livro lido por mim do autor Matthew Quick, "Perdão, Leonard Peacock" foi uma leitura altamente prazerosa e reflexiva. O linguajar de fácil compreensão associado ao tema abordado e ao pequeno toque de ironia fez com que o enredo torne-se algo espetacular e até mesmo filosófico. O autor expõe o protagonista de uma forma tão universal que acabamos, de uma forma ou de outra, entrando na pele do indivíduo. Fica evidente então que se torna impossível (ou quase) parar de seguir Leonard. Para quem já leu As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, perceberá que há uma grande semelhança entre os personagens principais.

O livro aborda diversos temas, tais como sexo, violência, insanidade mental, homossexualidade, entre outros, mas fica evidente em todo o enredo que uma das mensagens principais passadas é: as suas ações interferem, direta ou indiretamente, na vida do próximo. É, de certo, uma espécie de tapa na cara de todos os leitores. Matthew nos faz enxergar que devemos, às vezes, deixar de lado o espírito egocentrista cada vez mais presente na sociedade moderna e buscar, independente da forma, ajudar ao próximo. Nunca se sabe por qual problema o outro pode estar passando, e apenas uma frase, apenas uma, poderá mudar todo o rumo desse ser. Também destaca e critica a rotulação exercida e imposta aos diferentes, que acabam sofrendo bullying e discriminação por não seguirem o padrão determinado.

Se você é daqueles que gosta de uma conclusão bem trabalhada, não vá com muita sede ao pote. Algumas pontas ficaram soltas, o que me deixou frustrado a depressão de Leonard passou pra mim e ao mesmo tempo satisfeito. Como já dito anteriormente, esse é um exemplo de livro que te faz refletir; já seria de se esperar que um final mais abrangente fosse abordado.

Nota sobre o exemplar: como todas as edições da Editora Intrínseca, o exemplar é perfeito. Bem trabalhado de capa à contra-capa, o livro possui uma excelente diagramação, com tamanho de letra e fonte agradáveis e páginas amareladas. O livro conta também com algumas notas de Leonard, que são marcadas descritas no rodapé da página, deixando o livro mais descontraído.

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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