Coração Artificial

Coração Artificial Viviane L. Ribeiro




Resenhas - Coração Artificial


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Carol 14/11/2014

Hoje eu vim falar sobre o livro Coração artificial, o qual eu conheci através da autora Viviane L. Ribeiro, eu gostei bastante dele, em pouco tempo eu não consegui mais parar de ler, passava madrugadas lendo e em uns três dias, terminei a leitura e fiquei sem ar. É um livro bem elaborado e de leitura fácil, que prende a atenção do leitor a cada virada de página.
O livro conta a história de Gabriel, um jovem de 19 anos rico e filho único de um bioengenheiro famoso presidente de uma empresa de órgão artificiais, que mora com seu pai e uma empregada porque sua mãe foi embora quando ainda era criança. Apesar de não demonstrar ainda não superou completamente a falta da mãe. Ele faz o estilo play boy que não liga pra nada, nem expressa o que sente, porém só é um garoto frustrado por ter que seguir as ordens do pai que já tem um futuro planejado. E claro, ele descarrega sua frustração em rachas.

"Porque nunca foi meu objetivo de vida agir como as pessoas esperam que eu aja e dizer o que elas esperam que eu diga; na verdade, é isso o que eu faço: dou a elas razões para irem embora e só sobrarem as que realmente querem ficar. E eu digo a mim mesmo que vou tentar mudar, que vou pensar mais nas pessoas e ser mais receptivo, mas sei que são apenas palavras vazias que uma vez ou outra sempre voltava com a premissa de promessas”.

Página. 62

Estava tudo indo como planejado, até Gabriel conhecer uma garota que iria virar tudo de cabeça para baixo, fazê-lo rever seus conceitos e questionar-se sobre suas atitudes. Alícia uma garota pobre e desastrada de 18, frequenta a faculdade de Villanova, a mesma de Gabriel. Sua aparência não chama muita atenção, porém é uma garota forte e inteligente, superprotegida pelos pais e corre atrás das oportunidades que recebe, e vê algo em Gabriel que ele mesmo não acreditava mais. Ele não entende como aquela garota mexe tanto com ele, com a sua cabeça.
Os personagens principais tem tamanha profundidade que nos faz refletir sobre nossas escolhas. Eu sinto dificuldade de descrever as emoções que o livro transmite, o qual a autora discorre com tamanha delicadeza e maestria. Ele tem tudo pra ser um sucesso. Senti apenas, porque tinha algumas palavras repetidas e alguns erros de grafia, mas nada acaba a grandeza do livro.

"Sinto-me traído. Era isso que me deixava zangado, mesmo sabendo que as coisas são assim mesmo, que nada é o que parece, assim como parece que estamos contemplando estrelas quando na verdade são satélites.”

Página 201

O enredo contado na visão de Gabriel nos coloca com os olhos dele, e suas sensações e frustrações. Suas descobertas e seu amadurecimento, em alguns momentos ele passa por reflexões que transparece como ele compreende mais do que aparenta. Apesar de seu pai ser dono da empresa que fabrica corações artificiais, ele reflete sobre o produto vendido.

"A verdade é que não importa o quanto o homem evolua e as coisas grandiosas que eles consigam criar, jamais conseguirão fazer algo com tanta perfeição quanto Deus;"

Página. 229

Alícia inspirou Gabriel a correr atrás de seus sonhos, mostrando como agarrar as oportunidades que se tem e viver com intensidade. O típico garoto problema se apaixonou, e a autora nos mostra como o amor transforma as pessoas, como um coração artificial pode amar com a mesma intensidade de um coração natural.
Quando eu recebi o livro e li o título pela primeira vez, pensei em coração artificial de forma subjetiva, (eu não havia lido a sinopse haha) mas com o desenrolar da história descobri que literalmente era um coração artificial, não apenas um, mas uma grande empresa que fabrica apenas isso. Achei bem interessante, como também as aulas de física decorriam em um estudo sobre esses corações na faculdade de Villanova.


site: http://umagarotaleitora.blogspot.com.br/
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Jenny 17/11/2014

O livro é em primeira pessoa é narrado pelo Gabriel. É um livro de leitura rápida de fácil compreensão, e quando você começa a ler, você não quer mais parar.
Eu adorei todos os personagens, amei o casal Alibriel, mas o meu personagem favorito é o Gabriel, ele foi o personagem com que eu mais me identifiquei.
A história tinha tudo para ser aquela velha história clichê de o garoto rico que faz o que o pai manda, e que acaba se apaixonando por uma garota de classe inferior, mas a Viviane não deixou isso acontecer. E o final... fiz tantas ideias do que poderia acontecer no final e no final eu recebi uma surpresa porque uma das coisas que imaginei que poderiam acontecer aconteceu, mas aconteceu de uma maneira tão fofa que fica difícil até de explicar.
É um livro que te inspira a correr atras dos seus sonhos, a autora mostra como o amor pode nos transformar, apesar de não ser um livro de auto-ajuda, se você ler as entre linhas isso pode te ajudar e muito com um sonho que você deseja realizar.

site: http://apenaseugarotadoblog.blogspot.com.br/2014/11/resenha-coracao-artificial-viviane-l.html
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Thamires DSM 03/12/2014

Coração Artificial - Uma historia linda de amor
Gostei muito do livro, não consegui parar de ler.

Fala do amor entre os jovens Gabriel e Alícia, que vivem em mundos totalmente diferentes.
Alícia é simples e delicada.
Gabriel é rico e quer ser livre, procura de um alguma forma mostrar isso ao seu pai.

O caminho deles se cruzam e o amor acontece.

A historia prende a atenção e passa uma mensagem muito linda
de lutar pelo os sonhos e viver a vida, viver o agora.


Amei a forma como a historia é contada, a leveza da Alícia apesar de tudo que ela enfrenta.

É um livro que te inspira à correr atrás dos sonhos e encontrar seu caminho, mesmo que pareça difícil.

O final é emocionante!!!
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Caverna 14/12/2014

Gabriel é um cara de poucos amigos (só Lucas, Carolina e Wesley) que cursa Engenharia pra agradar o pai, que é o dono de uma indústria de órgãos artificiais. Ele não estuda exatamente pra agradar, e sim por ser obrigado, já que sua família resume aos dois, e portanto ele é o herdeiro de todo aquele lugar; ele é quem vai ter que continuar o trabalho do pai num futuro. O problema é que Gabriel não quer isso, nem de longe. Primeiro porque seu sonho é seguir carreira musical, além de gostar de participar de corridas de carro. E segundo pois ele não acha justo o esquema todo que envolve esses órgãos artificiais. Ele não bota fé na tecnologia, já que esses órgãos também podem trazer prejuízo ou não funcionarem da forma esperada, além de que, logicamente, só os ricos são capazes de pagar por um tratamento daqueles.

Num dia na faculdade, Gabriel vê uma garota derrubar os livros após esbarrarem nela, e apesar de não ser do tipo cavalheiro que correria na primeira chance, ele acaba cedendo e indo ajudá-la ao ver que ninguém estaria disposto a fazer o mesmo. É dessa forma então que ele conhece Alícia. E mesmo tentando ignorá-la semanas depois, ele desiste de sua tentativa frustrada ao assisti-la tocar num bar específico para pessoas que gostam de cantar. A partir de então, Alícia se oferece a ajudá-lo num trabalho, e a amizade deles vai crescendo cada vez mais. Mesmo porque, cá entre nós, não é como se Gabriel estivesse interessado no trabalho.

A relação deles vai se tornando cada vez mais forte, até que um acidente leva os dois ao hospital. Depois disso, nada é mais o mesmo. Os pais de Alícia são superprotetores e mandam Gabriel ficar o mais longe possível da filha. O pai de Gabriel diz a mesma coisa. Até mesmo a própria Alícia pede isso a ele, embora claramente com muita dor no coração. Mas porque será isso? Só pelo acidente, que, aliás, não foi por culpa de nenhum dos dois? Será mesmo?

Essa história é linda! Linda mesmo! Eu literalmente a engoli, nem vi o tempo passar. Embora tenha encontrado alguns errinhos na ortografia (nada de absurdo!), a escrita da autora flui com leveza, e todo o amor do casal nos envolve por completo. Achei bem legal como os personagens podiam ter suas diferenças, e ainda assim isso não ser motivo pra se distanciar ou brigar. Gostei principalmente quando ela falava tal coisa, e ele retrucava que ela estava lendo demais. Porque, definitivamente, Gabriel não é o que podemos chamar de “o homem perfeito dos livros”, e talvez isso o torne único. Ele tem seu jeito que as vezes não sabíamos definir se ele era mesmo apático e meio insensível, ou se era só uma fachada e por dentro havia ali uma batalha de sentimentos. E a Alícia, não tenho o que reclamar; é super fofa! Nas diversas vezes que ele fala encantado sobre o sorriso dela, a gente acaba sorrindo aleatoriamente também.

Por um momento, eu achei que o final seria diferente do esperado. Mas não, a autora preferiu ser maldosa em nos iludir, haha. E ah, queria destacar também que adorei como os órgãos artificiais foram retratados. É um assunto que me chama bastante atenção, e pude refletir com as informações que foram dadas durante a história. A verdade de que tecnologia traz inovações maravilhosas, mas que assim como algo natural, pode acabar falhando. E mil outros detalhes, que você só vai descobrir lendo! Super recomendo, parabéns Viviane pelo trabalho! Espero ler outras obras suas futuramente :D

site: http://caverna-literaria.blogspot.com.br/2014/12/coracao-artificial.html
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Paraíso das Ideias 25/01/2015

Gabriel, o nosso protagonista, é filho de um rico empresário da indústria de órgãos artificiais, eu pensei que isso receberia todo o foco do livro, porém foi apenas uma base para que a história se desenvolvesse. Ele frequenta uma boa faculdade, faculdade essa que não desperta nele interesse, e quando criança a mãe o abandonou e ele foi criado pelo pai desde então. Quando comecei a ler e soube um pouco mais sobre o Gabriel, de início achei que ele era aquele típico protagonista badboy, por falta de palavra melhor kkkkkkk Pois de início se tem a impressão que realmente ele não quer nada da vida e que ser sustentado pelo pai é o melhor, mas aos poucos pude perceber que, na verdade, ele possui uma série de conflitos; a forma como ele se relaciona com as pessoas a sua volta prova isso.


“E agora percebo que eu gostava. Quando você tem alguém tomando decisões por você, isso evita que você tenha um monte de preocupações. Então por que não? Qual é o problema se esse alguém sabe o que é o melhor para você quando você mesmo não sabe? “

O pai de Gabriel sempre foi controlador, e o tipo de pessoa que dá uma importância grande demais ao dinheiro. Preocupado com o futuro de Gabriel, o futuro da empresa, e claro, com o seu dinheiro, ele priva seu filho de viver a vida dele, de correr atrás do que quer. Ele sempre colocou sobre o filho o peso de ser como ele. Ao longo do livro nós percebemos que Gabriel foi criado para seguir os passos do pai. Gabriel teve todos os seus passos determinados por seu pai, com ele dizendo o que era certo e errado, ele teve que desistir de sua paixão pela música para cursar bioengenharia porque seu pai o fez escolher isso.

Até certo trecho do livro Gabriel se encontra conformado com essa situação, sabe quando simplesmente não temos o controle de algo? Ele, não tem controle sobre a sua vida, sempre esperando a aprovação e a ajuda do pai. Ele simplesmente deixa que as coisas aconteçam, mas mesmo assim, de certa forma, ele está frustrado e a válvula de escape dele são corridas de carro.

“Não é que eu seja do tipo ingrato. É só que não importa o quanto eu tenha motivos para me sentir completo, nunca realmente me sentirei assim. É isso o que me faz humano. Estar eventualmente correndo atrás de algo na tentativa de sentir realmente completo.”

Talvez, dentro dessas corridas que a história comece a se desenvolver e as ligações entre os personagens sejam formadas. Nessas corridas, Gabriel possui um “rival”, Vitor, que sempre tentava o vencer e o tirar das disputas.

Em meio a isso, entra a minha personagem preferida do livro: Alícia, por algum motivo amei essa personagem e ela é fundamental para a história.

“Seu cabelo é de um marrom feito caramelo escuro, de cachinhos definidos de comprimento para bem abaixo do peito. Gostei do seu cabelo. Gostei dos seus olhos açúcar derretida parecendo artificiais demais para serem reais que combinava com seu cabelo e com sua pele marrom. “

Em um dia na faculdade Gabriel a ajuda com seus livros, quando ela os deixou cair. Por mais que a forma que eles se viram pareça ser clichê, não é isso que acontece, quando li pensei que os dois se apaixonariam logo naquele momento, mas, me surpreendendo, Gabriel se afasta e parece que não quer se aproximar dela. Mas assim que a vê tocando e cantando em um bar, ele passa a se aproximar dela. E quando ele pede a ajuda dela em um trabalho, como desculpa para a sua aproximação, os dois passam a desenvolver um relacionamento lindo.

E qual não foi a minha surpresa quando descobri que Alícia era irmã de Vitor?! Assim fica claro que surgiram várias discussões entre Vitor e Gabriel, por causa da irmã. Aliás, Vitor foi um personagem difícil pra mim, fiquei tentando o compreender o tempo todo, eu meio que fazia aquela pergunta “De que lado você está, afinal?” porque em vários momentos ele parecia esquecer da irmã e pensava apenas nessa rixa com Gabriel.

“Quando terminou de tocar a última nota, a luz fechou nela e depois voltou para todos nós. Ninguém fez nada, porque por alguns segundos ninguém se atrevia a fazê-lo. Fui pego em estado de aquietação, o mesmo de quando acaba um filme realmente bom e você fica assistindo os créditos subirem sem reação.

Então houve aplausos. Uma enxurrada deles.”

Eu fiquei extremamente feliz com a forma que a autora desenvolveu a história de Gabriel e Alícia, a relação deles é leve, eles vão se envolvendo aos poucos. Adorei os vários diálogos que os dois possuem, construindo os principais trechos do livro, a relação dos dois é delicada, linda.




O livro possui três fases, o que foi algo que realmente gostei, nos dá uma maior noção das mudanças que cada personagem passa.
Na primeira fase temos o momento que Alícia e Gabriel se conhecem, quando ele ainda segue as vontades do pai. Também é nesse momento que a relação dele com o seu melhor amigo, Lucas, estremece, eu senti falta de uma atenção maior a essa questão do livro, de uma resolução para essa briga dos dois no fim do livro.

Já a segunda começa após um acidente de carro envolvendo Alícia e Gabriel , é nessa fase que ele passa a saber mais sobre Alícia. O livro possui uma série de fatos que vão se ligando aos poucos. O pai dele nunca quis que os dois se aproximassem, pela diferença social dos dois, por mais que Gabriel e Alícia nunca tenham determinado o que realmente era o relacionamento deles, mas após o acidente, tanto o pai de Gabriel quanto os pais de Alícia tentam manter os dois afastados, algo que chama a nossa atenção e nos prende ainda mais a história enquanto tentamos entender o motivo por trás disso.

E a terceira fase, é onde tudo começa a se acertar e a história se encaminha para o seu final. Existem alguns segredos na história sobre Alícia, porém eu não posso dizer mais porque se não estarei oferecendo spoilers kkkkkk

“Chega um tempo na vida que você só quer parar e esperar, por mais que não saiba definidamente o que está esperando.”

Quando eu falei que tinha adorado a Alícia, isso aconteceu porque ela é uma personagem que aos poucos vai nos prendendo, no final do livro, me pareceu que ela surgiu na vida de Gabriel apenas para o ajudar, para dar coragem. Ela foi a única que acreditou e confiou nele, que disse que ele poderia fazer o que quisesse. Ela é aquela personagem que surge na história de uma forma sutil e vai nos conquistando devagar, com seu sorriso lindo e o seu jeito simples.


“ Era como se ela nunca tivesse existido, exatamente como uma ilusão. “

Bom, eu só posso dizer que amei essa história, ela é diferente, delicada. O relacionamento de Gabriel e Alícia não é regado a declarações e a juras de amor, como pensei que seria no início, eles apenas vão se envolvendo e Alícia vai ajudando Gabriel na sua confiança, e ele passa pouco a pouco a ir percebendo que ele estava vivendo uma vida que não era dele, nesse momento ele resolve tomar as rédeas de sua vida e agir conforme ele considera certo.

“Acaba que viver não é como estar em um parque de diversão. Estar vivo é como assistir a um filme de terror sem saber o que encontrará a seguir. “

Eu amei o que o livro passa, junto com Gabriel, a medida que a história se desenvolve, nós vamos sentindo o mesmo que ele; essa busca por nos encontrarmos, nos conhecermos, talvez a liberdade e a independência, mas sentir que cada momento deve ser aproveitado, Alícia trouxe isso a Gabriel, quando ele parecia achar que não merecia tal atenção, tal preocupação e tal confiança. E eu simplesmente amo histórias assim, onde um ajuda e ensina o outro, para que ambos possam crescer.

“Como Alícia pode ser uma ameaça? A única coisa que ela fez foi lutar por mim. E ninguém lutou por mim antes.”


“— Não parece que você sabe. — ela disse, afetuosamente. — Eu vejo você fazendo muitas coisas incríveis. — e então seu rosto mudou, e estava com um brilho nos olhos, de uma convicção assustadora disso como quem tem certeza de que 1+1 = 2. “

O livro tem uma narrativa leve, em primeira pessoa, e a história simplesmente vai nos guiando, nos envolvendo, é fácil de se ler, com situações que nos deixam curiosos para saber o que irá acontecer depois e para tentar descobrir o que se esconde por trás das atitudes de alguns dos personagens.

Mesmo eu sendo um tanto sensível e dramática, eu realmente amei o final que o livro teve, simplesmente fez sentindo, e foi uma das poucas vezes que isso aconteceu ao ler um final como esses. Quando eu cheguei ao último capítulo e eu pude ver como estava Gabriel após tudo, eu tive uma estranha sensação de alívio e fiquei incrivelmente feliz, ele finalmente se encontrou.

“As coisas definitivamente mudam. Nada está seguro.”

Nós mudamos o tempo inteiro, mas às vezes é mais fácil viver preso e acomodado a algo, muitos passam a vida inteira assim. Mas quando se tem consciência de que tudo passa muito rápido e que ficar preso ou acomodado a algo ou alguém nos faz deixar de viver a nossa vida realmente e parecemos preso a outra realidade, quando temos consciência disso, sabemos o quão importante cada momento é, o quão é importante vivermos a vida de forma completa, da forma que nós achamos melhor. Talvez a mensagem que esse livro tenha me passado foi que nossa vida está realmente em nossas mãos e que nós escolhemos o que é melhor, nós devemos tomar as rédeas de nossa vida, talvez não fosse essa a intenção da autora, mas isso foi uma das coisas que o livro me fez pensar após lê-lo.

Então, gente?! Espero que tenham gostado da resenha, acho que não preciso dizer que o livro está recomendado, não é? Leiam, é um livro simples, delicado e lindo!

Beijos e até o próximo post!

site: http://paraisodasideas.blogspot.com.br/
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Ana Lícia - @livroedelirio 14/01/2015

Coração Artificial
O livro é contado pela visão de Gabriel, um jovem de 19 anos, rico e filho de um bioengenheiro famoso que é presidente de uma empresa de órgãos artificiais. Depois de ser abandonado pela mãe, ele ficou morando sozinho com o pai. Por ser o único filho, o pai de Gabriel planeja toda a vida do jovem, fazendo com que o Gabriel seja obrigado a fazer várias coisas contra a sua vontade. Ele é tipo um garoto mimado, playboy, que gosta de festas, garotas e que não demonstra sentimentos. Mas, na verdade, ele é mais sensível do que pensava.

"— Talvez se você parasse de controlar a minha vida desse jeito, aí eu me sentiria um pouco mais disposto a contribuir. O senhor ainda não percebeu que isso não está dando certo? Que não está bom para mim? -Página 90."

Alícia é uma garota humilde, que vem de uma família simples e que acaba ganhando uma bolsa para estudar na mesma faculdade que Gabriel. Ela é uma menina comum, muito inteligente e forte. Mesmo com sua beleza, ela não é de chamar muita atenção, mas algo nela faz com que Gabriel fique intrigado.

"O céu se abriu. Ela era o Sol, brilhante e grandioso, e nós, os planetas, orbitando em sua volta. Ela, ela tinha o mundo sob seus pés agora e talvez nem fizesse ideia. - página 35."

O Gabriel e a Alicia são completamente diferentes um do outro, tornando assim a história uma coisa engraçada, pois enquanto a Alícia gosta de coisas mais caseiras como fazenda, ar livre e estudos, o Gabriel prefere estar em outro lugar totalmente diferente. Mas por que isso torna engraçado? Pois mesmo que a opinião e a maneira de agir dos dois sejam totalmente divergentes, eles continuam se dando bem e acabam se apaixonando. Sim, apaixonando.

É com Alícia que Gabriel descobre os seus sentimentos. No começo ele é um jovem orgulhoso, mas conforme o livro passa percebemos a evolução dele. Ele tem vários medos e vive preso em sonhos do pai. Ela o ensina a seguir os seus sonhos e acreditar que pode fazer tudo o que planeja, basta ele querer. Às vezes parecia que o pai do Gabriel era uma criança mimada e que o Gabriel era o pai, como se tivessem revertido o papel.

Tudo estava indo perfeitamente bem, até que em um encontro, coisas desagradáveis acontecem e Alícia e Gabriel sofrem um acidente de carro. A partir daí eles não tem sossego. Conforme eles tentam se aproximar, mais se afastam pois algo faz com que isso aconteça. Mas por quê? Bem... Fica chato falar, né? Mas você fica querendo saber o porque de tudo isso, você fica intrigado.

"Acaba que viver não é como estar em um parque de diversão. Estar vivo é como assistir a um filme de terror sem saber o que encontrará a seguir. -Página 75."

No começo eu pensei que iria ter raiva do Gabriel. Pensei que ele iria ser mesquinho e metido, mas eu me surpreendi na forma de como ele não é nada disso. Ele se torna uma pessoa muito diferente dos estereótipos que todos nós imaginamos para um personagem filhinho de papai. Descobri também que o Gabriel estava descobrindo um novo sentimento, o amor! Isso soa tão fofo, e foi exatamente isso que eu pensei! Fofura...

Eu me impressionei de como o livro se passou tão rapidamente. Eu li ele pelo computador. Não gosto de ler por esse meio, mas eu vou ter que acostumar já que comprar livros é uma opção que eu amo mas, infelizmente, está em decadência nesses últimos tempos. Me prendi tanto a história e aos personagens que eu não queria desgrudar. Sabe quando você fica torcendo para que tudo dê certo entre os casais? Então, aconteceu exatamente nesse livro.

Eu fiquei meio confusa com o final do livro, então tive que reler o epílogo algumas vezes até entender o que ela quis transmitir. Fiquei emocionada e um pouco abismada pelo que aconteceu, não queria aceitar.

Quando eu olhei o título, podia jurar que era um tipo de metáfora, mas foi além disso. Procurei na internet para ver se existe esse lance de coração artificial, e me surpreendi que sim! É uma temática diferente dos outros livros de romance que eu sou acostumada a ler, por isso eu me surpreendi com o livro. A história tinha tudo para ser clichê, mas a Viviane não deixou que isso acontecesse. Ela é bem real e mostra a forma de como a vida nos surpreende, não podemos controlar o que irá acontecer com a gente, mas podemos aproveitar tudo isso e fazer com que nada nos impeça. Temos que batalhar para conseguir os nossos sonhos e não podemos deixar que outros escolham a nossa vida.

A Viviane está de parabéns. Dá para ter uma clara visão de que ela trabalhou muito no livro pois é um assunto muito delicado. Eu indico o livro para aquelas pessoas que, assim como eu, gostam de romance!

site: http://our-constellations.blogspot.com.br/
Nathitodos_ 06/05/2015minha estante
Ola por favor me diz como se baixa este livro.




Lerissa K. 18/02/2015

"Algumas pessoas conseguem ser um ponto colorido num filme preto e branco."
Uau. Essa pequena palavra resume muito do que nem consigo expressar a respeito desse livro. É uma obra simplesmente fantástica e surpreendente! Quando você está lendo, você pensa que está conseguindo prever o que vai acontecer a seguir e de repente - PUUUF - algo acontece e muda simplesmente tudo. Admiro a habilidade da escritora ao lidar com os personagens, cenários e acontecimentos que criou, pois ela soube encaixar tudo de tal forma que cada capítulo traz algo de novo e em determinadas alturas da história o leitor fica tão surpreso com os acontecimentos, que a curiosidade fala mais alto e a leitura o prende até o final.
A narrativa do livro é feita em primeira pessoa pelo personagem central, Gabriel, um jovem estudante de engenharia que possuía uma vida que não era aquela que ele realmente queria. Ele tinha tudo ao seu alcance, tudo o que quisesse, porém, vivia para fazer as vontades de seu pai - como por exemplo, estudar engenharia quando na verdade sua verdadeira paixão era a música.
É na faculdade que Gabriel conhece Alicia, aquela jovem misteriosa e com um sorriso marcante, que inevitavelmente roubaria seu coração. Porém, Gabriel logo se depara com o desprezo de seus amigos, já que Alicia era bolsista e eles mensalistas. Mas Gabriel ignora o que está ao seu redor e continua buscando motivos para se aproximar de Alicia, sem nem sequer imaginar tudo o que lhe aguarda.
Uma descoberta e logo após um acidente mudam tudo.
Gabriel terá inúmeros obstáculos para enfrentar. Terá de lutar para não perder Alicia e, muito além disso, se descobrirá numa busca por sua própria identidade e questionará a si mesmo a respeito de tudo em sua vida.
O livro trabalha com as questões dos conflitos familiares, da descoberta da própria identidade, a importância de seguir o próprio coração e dar valor aos seus sonhos, da amizade, dentre muitas outras. É um livro alucinante, repleto de descobertas que deixam o leitor de boca aberta e pensando "caramba, e agora?!" e é justamente essa uma das melhores características do livro.
Além disso, o livro traz consigo uma questão peculiar e da qual eu conhecia muito pouco até então: a questão dos órgãos artificiais. É um livro que tira o fôlego do leitor e os personagens são únicos bem construídos e trabalhados no decorrer da história. Eu, particularmente, me encantei pela Alicia - aquela jovem meiga, porém decidida, que sabe o que quer e que não hesita em amar o próximo com todo o coração. O desfecho também surpreende. Aliás, seria difícil imaginar um final melhor.
Outra característica que contribui para o fato de o livro ser tão surpreendente e bem desenvolvido é o próprio título. A princípio parece algo que não tem muito a ver com a história em si, porém, no decorrer desta e por meio de uma das várias descobertas desenroladas na trama, percebe-se o encaixe do título com o centro de todo o livro.
Coração Artificial é mais uma prova de que os autores brasileiros podem sim ser autores de muito sucesso e Viviane L. Ribeiro provou ser uma autora de muito talento e dedicação!

site: http://lerissakunzler.blogspot.com.br/2015/01/resenha-do-livro-coracao-artificial-de.html
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Paula de Franco 08/01/2015

Viver a vida ou o sonho?
Hello, readers.

Passeando por alguns blogs me deparei com esse livro e fiquei super curiosa quanto ao seu conteúdo. Pesquisando mais a respeito descobri que a escritora mora em Belo Horizonte assim como eu. Trocando figurinhas com ela pelo face ela me perguntou se gostaria de ler seu livro e eu na hora aceitei.
Venha comigo conhecer a história de Gabriel e Alicia.

Gabriel é o típico garoto rico que não está nem aí pra seu dinheiro e muito menos para as coisas que acontecem ao seu redor. Sua mãe lhe abandonou quando era muito pequeno. Seu pai sempre focou mais em sua carreira (Dono da empresa que fábrica órgãos artificiais) e ele era cuidado por uma empregada. O garoto faz faculdade de Bioengenharia pois seu pai o obriga, suas notas são baixas e a única coisa que ele realmente gosta é das corridas de carro que sempre disputa. Com todo esse drama ao seu redor ele é um pouco anti-social, seu grupo de amigos é bem pequeno e ele nem pensa em o aumentar.

Um dia na faculdade ele vê uma pessoa esbarrando em uma garota e derrubando todos os seus livros no chão e essa tal pessoa nem se importa em ajudar a menina. Algo realmente surpreendente acontece e pela primeira vez Gabriel nota a menina e a ajuda. Essa menina é a nossa linda Alicia. Uma garota humilde que conseguiu uma bolsa na mesma faculdade que ele. Ela só consegue enxergar o lado bom das pessoas e é sempre otimista. A partir desse encontro se cria um vínculo entre os dois.

"— Você alguma vez já pensou em como as coisas extraordinárias podem acontecer, se apenas as deixarmos acontecerem?"

Gabriel precisa entregar um trabalho de física e pede ajuda para Alicia, assim arrumando uma desculpa para passar mais tempo com a menina. Tudo que ele menos queria na vida era se importar com uma outra pessoa e quando isso começa a acontecer em sua vida ele fica um pouco perdido. O desenvolver da aproximação deles acontece de forma lenta e muito bonita. A Viviane teve uma delicadeza enorme em desenvolver essa parte.

"— Eu só... Estou inconformada com o curso do rio. Mas eu estou tentando. Você sabe, aquela coisa sobre viver a vida sem deixar nada para depois? "

O pai de Gabriel e contra esse relacionamento e a um determinado ponto os pais de Alicia também, mas eles não conseguem se afastar assim tão facilmente.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo Gabriel o que me agradou muito, hoje em dia os livros na sua maioria são narrados por meninas. Eu me identifiquei muito com suas indecisões e escolhas, como era difícil viver a altura do que seu pai esperava. Uma frase que me chamou muito a atenção durante a leitura foi: "Tenho vivido a vida para depois viver o sonho." E isso é uma coisa que acontece muito em nosso dia a dia.

O livro é dividido em três partes e ao final de cada parte dele despertava um sentimento em mim. A primeira parte me deixou apreensiva, a segunda me levou as lágrimas e a terceira eu não sei explicar muito bem. Fiquei um tanto feliz com o rumo que as coisas tomaram quanto triste por essas mesmas coisas. O final do livro não foi nada do que eu esperava durante a leitura. A Viviane ousou e ganhou minha admiração. Um drama que mexeu comigo e me fez pensar... Não posso falar mais nada se não eu acabo soltando spoilers, só te falo que se gosta de dramas precisa ler este livro. Uma leitura rápida e muito gostosa. Nem via as horas passando enquanto acompanhava esse casal. Um ponto que eu senti falta durante a leitura foi um destaque maior para os órgãos artificiais.

Agradeço muito a Viviane pelo seu carinho e as conversas durante a noite. Que você escreva mais livros e que eu me apaixone por cada um como eu fiz com Coração Artificial.

Vou ficando por aqui e até mais.
Beijos, beijos.
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Rih 23/09/2014

Haja coração... seja artificial ou não!
Então, através de um convite mega especial, aqui estou eu tentando por em palavras o que eu senti tão fundo no meu coração (bem real devo acrescentar). E sem dar spoiler! Tarefa difícil, mas...

Vamos lá!

Gostei muito do livro e ele me surpreendeu de muitas formas. Começando pelo titulo! Ele resume bem o que aprendemos ao longo do livro com as personagens, as batalhas mentais e sentimentais que cada situação trouxe. Sem dar spoiler posso dizer que até os 89 minutos do jogo eu não sabia que o final seria tal como foi. Achei mega interessante os detalhes científicos acrescentados sobre a história da ciência com órgãos artificias (sim, caro leitor, o nome do livro não é só uma metáfora) e todas as reflexões sobre como o ser humano está sempre a procura de coisas estúpidas e de pouco valor, como os valores são facilmente corrompíveis ou revertidos, como o amor pode ser uma cura bem como pode doer, ferir corpo e alma e, principalmente, o coração.

Gabriel, nosso narrador, tem 19 anos e é um cara muito interessante. Ele não é um mocinho mas também não é um vilão. Mas ouso dizer que é um típico playboy: rico, louco por rachas, amigos elitizados, língua afiada e oprimido por seus próprios sentimentos e desejos. Com traumas de infância por conta do abandono da mãe e - porque não dizer também -, com traumas por conta do controle rígido do pai, Gabriel só deseja ser... Ser livre pra correr, pra dizer o que pensa, pra esquecer as feridas falsamente cicatrizadas e que persistem em fazê-lo um cara duro, por vezes frio e carregado de sarcasmo e solidão. Achei ótimo estar na cabeça dele, porque suas sacadas/cortadas/ironias são tão boas que eu não sabia se ria ou ficava chocada. Mas que definitivamente eu concordava!

"Estava cansado de frequentar esses lugares...sempre cheio de pessoas, só para vê-las...fazerem coisas estúpidas, como passar pela mão de todos os rapazes da festa e eles se gabarem às suas custas depois."

Ele definitivamente parece uma pessoa totalmente plausível de existir, o que achei muito bem pensado. Sua atitudes e seu comportamento em cada situação do começo ao fim do livro mostraram como seu coração artificial tinha mais profundidade do que ele mesmo acreditava. Principalmente com a chegada de Alícia.

Alícia, essa fofa! Amei-a instantaneamente :) Sua rudeza delicada, simplicidade e complexidade, sua insistência em não desistir tão fácil das pessoas e do melhor delas. Acabei ficando com vontade de ter um vislumbre do ponto de vista dela. Mesmo sendo uma garota que quase acabara de fazer 18 anos, de outra cidade, bolsista numa universidade os tentadora, Alícia não se deixava intimidar pelos os "ostentadores". Ela mostra muito mais força, coragem, determinação e esperança do que Gabriel poderia esperar e isso começa a ter um efeito que se avoluma nele até o fim do livro.

E que final foi esse.
Confesso, ao mesmo tempo que eu sentia que ele não poderia ser diferente eu ainda me sinto um tanto " oprimida" por ele. Confesso que ri, que chorei, que sorri chorando...

" Não sei como você perde seu tempo com livros.
Não olhava para ela mas sei pela sua voz que estava sorrindo.
É por isso que os homens perderam o jeito com as mulheres. sua voz era vibrante. Eles não leem livros como deveriam."

Tenho certeza que não consegui por aqui o tanto que queria, mas talvez seja porque ainda esteja tendo uma ressaca literária básica. Porque essa história me lembra outra história e outro amor e outra dor.
Super indico a leitura! Por todos os risos, ironias, bolas foras (culpa do Gabriel devo ressaltar haha), rachas, confusões "namorosas" (com N mesmo!), conversas familiares, desafios internos e externos, fora as reviravoltas... Vale muito ver e viver, mesmo que por um efêmero espaço de tempo, o amor real de um coração artificial.
Viviane L. 23/09/2014minha estante
obrigada por aceitar resenhar meu livro.
:)
bjos


Rih 24/09/2014minha estante
Por nada!
Obrigada por confiá-lo a mim :)

Bjo, sucesso!




Bela 06/10/2014

Poético e surpreendente
Coração Artificial. Autora: Viviane L. Ribeiro. Páginas: 265. Publicação Independente.

Conheci a autora e o livro Coração Artificial através do skoob, quando ela sugeriu a parceria. E gente, acho que esse livro só precisa de divulgação porque ele tem tudo para fazer mó sucesso, eu simplesmente adorei a leitura!

"A verdade é que não importa o quanto o homem evolua e as coisas grandiosas que eles consigam criar, jamais conseguirão r algo com tanta perfeição quanto Deus;"

Gabriel tem 19 anos e é o único filho de um famoso bioengenheiro, que preside uma empresa de órgãos artificiais. Mora numa grande mansão com o pai e a governanta, sua mãe foi embora quando ele era pequeno, coisa que ele ainda não superou totalmente. Ele não é exatamente um bom garoto, faz mais o tipo playboy revoltado, que não liga para o que as pessoas pensam ao seu respeito e não tem muita visão de futuro.

Mas, na verdade, ele é um rapaz muito sensível, mesmo que não deixe transparecer para as outras pessoas. Ele sofre calado os seus dilemas e quando finalmente externa algo, geralmente está no limite, o que não costuma dar muito certo.. Ele se mostrou um rapaz extremamente complexo e atormentado por suas inseguranças, não sabia se acreditava no pai e deixava que ele controlasse suas escolhas ou se pegava as rédeas de sua vida, já que costumava ficar tao incomodado com as decisões que o pai tomava. Até então, ele se contentava em liberar suas frustrações nos rachas da vizinhança, por mais que isso não mudasse sua situação em nada. Sua narrativa deixou o texto poético e profundo, como se pudéssemos despir sua alma e ver o que, de fato, se passa em seu coração conflitante, artificial.

"Porque nunca foi meu objetivo de vida agir como as pessoas esperam que eu aja e dizer o que elas esperam que eu diga; na verdade, é isso o que eu faço: dou a elas razões para irem embora e só sobrarem as que realmente querem ficar. E eu digo a mim mesmo que vou tentar mudar, que vou pensar mais nas pessoas e ser mais receptivo, mas sei que são apenas palavras vazias..."

Até que aparece Alícia, uma garota de 18 anos, esforçada e estudiosa. Ela veio de outra cidade porque conseguiu uma bolsa na universidade de Villanova, a mesma universidade que Gabriel cursa. Com rosto de menina, não é do tipo que chama muita atenção, apesar de até ser bem bonita, mas ela é bastante simples e comum. Ou é o que parece, já que Alicia se revela uma pessoa extremamente forte, inteligente e que não se deixa ser diminuída, mas que acredita no melhor das pessoas e luta pelas oportunidades que a vida lhe oferece, alguém que nos inspira. Ela causou isso em Gabriel também, sem julgá-lo acreditou nele e o fez acreditar em si mesmo.

"Sinto-me traído. Era isso que me deixava zangado, mesmo sabendo que as coisas são assim mesmo, que nada é o que parece, assim como parece que estamos contemplando estrelas quando na verdade são satélites. "

O livro é muito bonito e real, mostra que, em geral, não temos como controlar a vida e as coisas que ela nos impões mas que podemos aproveitar o tempo que temos aqui. O final foi um pouco esperado, não que a gente esteja preparado para alguns finais, mas terminei o livro com a sensação de que aquilo talvez simplesmente precisasse acontecer naquele momento. Viva sua própria vida, seja você mesmo, porque o tempo passa rápido.

Esse foi um livro que relutei para escrever a resenha, tem sentimentos que são difíceis de descrever, acho que a Viviane fez isso com maestria, mas foi um pouco complicado pra mim traduzir tudo isso rs. Espero que tenham gostado. Só fiquei um pouco encucada com o fato de eles verem sobre corações artificiais na aula de física da faculdade :O não conheço muito a respeito, mas me pareceu mais certo se fosse em uma aula de biologia, ou talvez ate biofisica.. rsrs XD #enfim. Acho que é isso. #Recomendadíssimo.


site: http://coisasdebelaa.blogspot.com.br/
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Ane Carol 01/12/2014

Coração Artificial
O livro é narrado por Gabriel, um jovem rico que não sabe exatamente o que quer da vida, e evita ao máximo o envolvimento com outras pessoas. Mas tudo começa a mudar quando ele conhece Alicia, uma garota do interior que acaba que entrar na mesma faculdade que ele estuda graças a uma bolsa de estudos.

Gabriel e Alicia são de mundos diferentes, mas o universo parece querer derrubar o muro criado entre eles, primeiro um encontro na faculdade, depois em um bar... Definitivamente os acasos estão acontecendo demais e Gabriel se vê intrigado por essa nova garota. Mas essa aproximação não será fácil e cobrará um preço de ambos, e a questão é será que eles estarão dispostos a pagar o preço para viver um amor verdadeiro?

A escrita da autora é fluída e envolvente, o livro tem 280 páginas e é uma leitura rápida e agradável. Existem alguns detalhes que faltaram na história, e outros que achei um pouco desnecessários, mas nada que atrapalhe a leitura. Gostei da proposta que o livro traz, e principalmente pela por ser contada do ponto de vista masculino, apesar que fiquei curiosa para saber um pouco mais dos detalhes vividos por Alicia.

Recomendo a leitura para quem gosta de um bom romance e valoriza a literatura nacional e está sempre em busca de novos autores e histórias!
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Rayme 11/12/2014

Gabriel vem de família rica, adora carros, velocidade, curtição, e tenta a todo custo mostrar ao pai que tudo o que quer é ser livre e não seguir a vida que seu pai planejou. Alícia, por outro lado, é uma jovem simples e muito inteligente. Sua família é humilde e acabaram decidindo mudar de cidade com ela quando a moça ganhou uma bolsa de estudos para a melhor e mais cara faculdade da região. A mesma que Gabriel estuda.

O nome do livro não se trata de uma metáfora. O pai do Gabriel é um bioengenheiro dono de uma empresa que fabrica órgãos artificiais. Daí o título. E é esta mesma profissão que o pai impõe para que o filho siga. Na enorme mansão da família vivem apenas Gabriel, seu pai e uma empregada que cuida de jovem desde quando ele era criança. Sua mãe os abandonou há muitos anos, e mesmo depois de tantos anos ele ainda não superou isso, mas se faz de durão para não transparecer seus sentimentos a ninguém.

Os dois jovens vivem em muitos totalmente diferentes e Gabriel não exita em nos dizer isso várias vezes. Porém, parece que o destino pensa diferente e quer que os dois se encontrem. Primeiro na faculdade, onde Gabriel ajuda ela a recolher seus livros que caíram no chão, e depois em um bar da cidade onde ela esta cantando. Assim Gabriel se vê intrigado todas as vezes que vê Alícia. Não demora muito e você se vê torcendo pelos dois e esperando que tudo se ajeite entre eles, porque, estranhamente, todos próximos à eles estão se esforçando demais para tentar afastá-los.

A trama é narrada em primeira pessoa, e quem nos conta tudo é o próprio Gabriel. Não demorou muitas páginas para eu me apaixonar pelos personagens, principalmente por ele, que ao longo da história tenta se mostrar um jovem durão, mas que na verdade é sensível e que só precisa de mais atenção, principalmente da parte do pai.

O um único defeito que senti na trama é onde Gabriel, apesar de dizer que sua vida é regada à "os carros em alta velocidade, a música alta, a bebida, as garotas... " não viver realmente isso nas paginas do livro. Confesso que senti falta disso. Senti o personagem certinho demais e fiquei com vontade de vê-lo cometendo mais loucuras.

A autora tem uma leveza incrível para nos contar a vida dos personagens. O livro é composto de vários capítulos curtos, o que faz com que a leitura seja bem rápida e fluída. A mensagem que a autora nos trás é incrível e nos inspira a querer correr atrás dos nossos próprios sonhos, encontrar nosso caminho, e não deixar que os outros façam este tipo de escolha por nós.

A trama tinha tudo para ser um completo clichê e era bem isso o que eu esperava dela, mas Viviane nos trás uma obra completamente inovadora, com tanta emoção em suas palavras que é impossível parar de ler.
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Bruna 23/08/2015

Gabriel é um jovem que faz bem o gênero pobre menino rico. Filho de um importante magnata do ramo de órgãos artificiais, o menino tem tudo que o dinheiro pode comprar. Mas não tem autonomia nenhuma. Seu pai afetivamente ausente traçou cada passo de sua vida, incluindo a faculdade engenharia biotecnologia, para que ele desse continuidade a seu império.

Um dia, na faculdade, ele conhece Alicia, uma menina de origens humildes e bem simples, que conseguiu uma bolsa de estudos. Ele a trata muito mal a princípio, mas depois acabam se aproximando cada vez mais, até que sofrem um acidente de carro, que tem repercussões importantes na trama.

Quando vi as primeiras resenhas desse livro, criei altas expectativas e fiquei muito curiosa. Esperava um lindo romance, ou pelo menos uma boa ficção científica abordando a questão de órgãos artificiais. Porém, esse assunto foi pouco explorado, e no final das contas, mal se falou dos tais corações artificiais.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo Gabriel, que foi um personagem do qual não consegui gostar. Tipo, não criei um mínimo de simpatia e empatia por ele. Gabriel é inicialmente apresentado como um rebelde, que se dobra as vontades do pai, mas que tem seus momentos de revolta. Porém, tudo que eu vi foi um menino sem atitude, egoísta e acomodado. Seus pequenos atos de rebeldia não me convenceram, pois eram realmente pequenos e superficiais. Entendo que uma vida inteira sem nenhum carinho do pai, que só sabia cobrar e exigir, teve muito impacto na personalidade do rapaz, porém, ele me pareceu muito mais acomodado que submisso. Por isso não gostei do personagem.

Meu pai gostava de tomar decisões por mim. Começou quando eu era criança, quando decidiu sozinho o que era o melhor para mim. Isso passou a ser mais frequente quando percebeu que eu não objetava a isso. E agora percebo que eu gostava.


Alicia nos foi apresentada como uma menina tímida, batalhadora e que busca viver a vida ao máximo. Ela e seu irmão, Vitor, foram personagens que me agradaram, e tinham muito potencial para desenvolvimento. Porém, a autora não aprofundou muito a história deles. O foco ficou o tempo todo em Gabriel, e sua mente, até mais que na história do casal. Vitor, em especial, era um personagem com um potencial incrível! Queria ter sabido mais dele.

Os acontecimentos mais importantes da trama se desenrolaram muito rápido, e não passaram a emoção que eu esperava. E algumas cenas ficaram bem confusas, devido à pressa e também a alguns erros de revisão. Isso ocorreu em especial com o final, que ficou bem confuso, tanto que eu tive que voltar e reler uma parte para ver o que realmente tinha acontecido, porque não entendi em um primeiro momento.

Assim, o livro não conseguiu me conquistar ou prender minha atenção, e demorei muito para concluir a leitura. Creio que se tivessem alguns capítulos narrados por Alicia, e um maior aprofundamento das cenas dramáticas, teria me agradado mais.

Coração artificial tem uma premissa muito interessante, e alguns personagens com um enorme potencial, mas que podiam ser mais desenvolvidos. Recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões, e adoraria rever a obra, caso houvesse esses aprofundamentos.

site: http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/2015/08/resenha-coracao-artificial-viviane-l.html
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Livros Encantos 24/12/2014

Coração Artificial
Comecei a leitura e os personagens foram se mostrando Gabriel filho de um milionário, que nunca impôs suas vontades , seu pai sempre tomou as decisões em sua vida e por comodismo ele foi aceitando, uma faculdade em o pai escolheu, uma mesada em vez de música que ele tanto gostava .

Temos Alicia toda delicada, essa foi a impressão que ela passou, delicadeza e com a percepção que cada pequeno momento desde o mais simples deve ser vivido e valorizado.

Confesso que o protagonista com esse comodismo me incomodou um pouco, o pai ditava sua vida e ele ia aceitando tudo, sua válvula de escape era a corrida de carros, onde se libertava se sentia livro.

Gabriel tem poucos amigos, que por sinal não são exemplos ... Alicia é uma bolsita na faculdade onde se conhecem , e Gabriel se vê a cada dia mais encantada e querendo a companhia de Alicia, pela maneira simples de ela ver a vida, gostar de um simples gramda em vez de ficar dentro de um quarto.

Um acidente de carro irá mudar a vida de nossos protagonistas, serão revelados segredos, e mesmo contra tudo , eles irão ficar unidos.

Gabriel vai passando cada vez mais tempo com Alicia, sendo inevitável o namoro, entre eles, Alicia faz florecer em Gabriel a vontade de impor suas vontades, fazer o que gosta e o quer desafiando o pai.

Gostei de ver essa transformação em Gabriel, esse amadurecimento da personagem.

Achei que a autora deixou algumas pontas soltas no final do livro, cenas que deveriam ser explicadas ao leitor, houve mudanças de cenas e fiquei um pouco perdida faltou como e porque com relação a Alícia .
Senti falta de mais emoções aflorando dos protagonistas.

O enredo em si é bom e vale a pena a leitura, e tirar suas conclusões..

Quotes
"Você está acostumado a ninguém fazer alfo grandioso por você, e quando isso acontece, a gente fica meio desconfortável." Ricardo
"Talvez porque Alícia para mim é sinônimo de desejos simples e risos..." Ricardo


site: http://www.livrosencantos.com/2014/12/coracao-artificial-viviane-l-ribeiro.html
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Lary 01/01/2015

Blog | Literatura: Um Mundo Para Poucos - Laryssa
Como todos sabem, é sempre difícil escrever uma resenha para um livro que se ama, ao menos, de forma objetivo, sem deixar que os sentimentos atrapalhem. Por conta disso, me permite ser demorada e detalhista, espero que gostem.

Quando comecei “Coração Artificial”, a impressão que tive foi de que seria só mais um romance, com um toque de drama e uma mensagem de amor ao fim. Hoje, é até engraçado lembrar que pensei assim. O conjunto de acontecimentos é tão diferente, real e completo, que acabei por ter um pequeno bloqueio, por uma tarde inteira, apenas pensando no que eu estava fazendo com minha vida.

Creio que não há forma melhor de começar, do que tentando descrever nosso protagonista e narrador. E digo tentar, por ser impossível caracterizar alguém tão singular, e contraditoriamente, insensível em sua profundidade.

Gabriel possui um jeito direto e seco, sem qualquer ânimo, de narrar seus pensamentos e a passagem de sua vida. Não demostra sentimentos e nem os percebe nas outras pessoas, caracterizando de maneira primorosa, a aura que o cerca. Mas por conta dessa insensibilidade, há quem critique-o e o caracterize como arrogante ou grosseiro e fora da história, talvez algumas ignorem diversos sinais e não entendam o propósito desse tom, vendo-o como incapacidade da autora – o que com toda certeza, não é.

O mais triste sobre tal aspecto é que não posso lhes contar a verdade por trás dele, mencionada apenas uma vez, de forma vaga, sugerindo um falso descaso, já na metade do livro e que unida a todos os traumas sofridos pelo personagem (abandonado pela mãe ainda pequeno, alvo da ambição e personalidade controladora de um pai nada amoroso), caracterizam uma pessoa magoada, descrente em qualquer tipo de amor, que tanto já viu de falso, que simplesmente deixa-se tomar pelo medo e não luta por nada que possa lhe fazer feliz. Na verdade, não reage as decisões tomadas em seu lugar, admitindo a nós que vê a facilidade de sua existência, já que assim como não decide coisa alguma, não se preocupa e não se decepciona, permitindo que a vida siga seu curso e as pessoas ao seu redor se satisfaçam com suas ações.

Mas, por mais diferente que Gabriel seja, ele ainda, se mais que todos nós, necessita de válvulas de escape. Sua condição traz algumas características, como por exemplo, seu talento para música, que graças à falta de apoio de todos ao seu redor, ele mesmo aprendeu a reprimir e dessa forma, buscou por uma distração mais rebelde e perigosa, que o faz se sentir de maneira solitária, dono de si. Outro fato é a impulsividade, que contrasta com sua essência submissa, criando rompantes, dos quais por vezes se arrepende.

Em um desses, nosso protagonista, no pátio da universidade, ajuda Alícia, nova aluna extremamente tímida e desastrada, que na verdade, virá a revelar que sua verdadeira personalidade a faz uma forte, que busca enfrentar todas as dificuldades que a vida insiste em lhe impor, e percebemos, junto a Gabriel, já em meados do fim da obra, que seu ar distraído, não é uma opção, e sim, a consequência de mais um desafio.

Obviamente, não existem apenas dois personagens, diversos secundários e outros meramente mencionados são usados para demonstrar as diversas realidades e faces humanas existentes. O fato notável sobre isso, é que além dos protagonistas, eles também apresentam um desenvolvimento e um amadurecimento, mesmo que algumas vezes não seja para o bem.

Quanto ao enredo, posso afirmar que além de original (para mim), é muito mais do que está na sinopse, tanto em relação a acontecimentos quanto em sentimento, pois trabalha não só preconceitos, como também relações familiares e afetivas, além de trazer diversas visões sobre os dramas que uma pessoa pode passar.

O amor dos personagens, por eles mesmos e um pelo outra, é posto a prova diversas vezes, e em cada uma delas, podemos receber um aprendizado, por mais que os personagens, tristemente, não o percebam - ou não queiram perceber. E isso fica claro, na forma repentinamente delicada e cautelosa, com que tudo passa ser narrado e percebido.

O ponto exato onde a mensagem do livro começa, não pode ser percebido. Talvez seja na primeira linha, talvez somente na última frase. O caso é que não é possível lhes contar o que aconteceu, mas me sinto no dever, de falar sobre o final e o verdadeiro sentido de toda a reflexão que de fato, um coração artificial traz.

Normalmente, sinto-me incomodada com finais que fujam completamente do esperado, porém, com esse livro que vou levar para a vida, eu simplesmente compreendo e vejo que se fosse diferente, tudo o que supero em suas páginas não teria o sentido e valor.

A maneira de fazer o leitor perceber o acontecido devagar, ao contrário do que se possa pensar, condiz com o personagem e sua falta de sensibilidade anterior e mostra que então, ele já podia pensar e nos provar que não é apenas sofrendo que honramos alguém, mas sim, fazendo com que tudo que a envolve não seja em vão. ­­­

Enfim, o que posso acrescentar é que não há o que eu possa escrever que vá verdadeiramente representar tudo o que esse livro traz, todos os conceitos e os valores que ele questiona. Indico a qualquer pessoa, até mesmo aqueles que não gostam de uma história com teor romântico, pois “Coração Artificial”, com todas as suas diferenças e surpresas, vai muito além.

Beijos e boas leituras!

site: http://literaturaummundoparapoucos.blogspot.com.br/2015/01/resenha-coracao-artificial-viviane.html
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