A Igreja Vermelha

A Igreja Vermelha Scott Nicholson




Resenhas - A Igreja Vermelha


5 encontrados | exibindo 1 a 5


leila.goncalves 22/07/2018

?O Sacrifício É A Moeda De Deus?
Scott Nicholson é um nome que desponta na literatura de horror e é um prazer encontrar seus livros disponíveis na Amazon, pois são uma leitura irresistível, capaz de provocar medo e tensão, prendendo o interesse do leitor até a última página.

"A Igreja Vermelha" é o romance de estreia do escritor e trata-se de uma alegoria cristã cujo enfoque é a máxima: "Só Jesus salva". Sua história aborda a vinda do Segundo Filho que, ao contrário do Irmão, prega que "o sacrifício é a moeda de Deus" para poder alcançar a remissão dos pecados. A batalha do bem contra o mal no ultimo capítulo é o grande clímax, sendo que a heresia é a palavra chave para mostrar a distorção da fé por parte de uma comunidade.

Vale mencionar a exímia construção das personagens que se enquadram perfeitamenete ao enredo. Há uma família disfuncional, um policial trapalhão com sua parceira sexy e um monstro, digno de Stephen King, "com asas, garras e fígados no lugar de olhos".

O único problema da narrativa é seu reduzido número de páginas para a dimensão da trama, o que provoca alguns pontos mal esclarecidos, sobretudo, quanto ao destino de algumas personagens. Sem dúvida, as aventuras dos dois pregadores, Wendel e Archer MacFall, ainda renderiam boas páginas, especialmente, quanto as origens da igreja vermelha e a estadia de Archer na Califórnia,

Quatro estrelas!

Nota:
- Tradução de Christiane Jost. Edição com índice ativo e adaptada à nova Reforma Ortográfica.
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SABRI 01/11/2015

O problema deste livro é que ele foi mal escrito. O contraditório é que o autor é roteirista. A trama é confusa, devido a escolha das cenas ruim e a falta de continuidade das ações. Em um momento você lê sobre um personagem, na sequencia surge outro, e então o autor volta para o primeiro personagem e a ação dele não condiz com uma continuação do que ele estava fazendo antes. Parece que o autor se perdia várias vezes enquanto escrevia, e não voltava atrás para verificar o que havia escrito. As ligações entre os personagens são frágeis, e as vezes surgem figuras meteoricamente, sem aviso e sem finalidade. Um mistério pelo menos ficou sem elucidação, por exemplo, o que estava guardado no porão da casa da mãe do pregador. Muito ruim. Não recomendo.
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Rosângela 28/09/2017

O diabo a 4
A história gira em torno da familia day com pai david mae linda e dois filhos ronnie e tim, policiais frank e sheila e por fim a avo mcfall e art mcfall. Art(n e assim q escreve rs) é um pregador herege do carai que atrai um "monte" de gente para seu culto onde se prega balelas que só tem efeito por art ter ajuda de uma entidade antiga e apoio de fantasmas, enfins morte é o que ele quer e david quer salvar seus filhos das maos de art, art ja tinha linda sob seu diminio.

O livro mostra muita ignorância quanto ao credo cristão, como o livro todo é gasto reclamado de jesus e dos cristãos em geral, teria sido sábio o escritor ter estudado mais. Protestantes oram e vao aos cultos, eles nao vao a missa e nao usam agua benta, esse é um dos erros onde houve piores.



spoiler

Em resumo desce o pau em jesus, faz uma entidade barrosa e fantasminhas sem sentido e canibalismo ao troco de altos nada alem de muitas descrições de por do sol.
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Jeff.Rodrigues 05/11/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo
Praticamente desconhecido no Brasil, com sua obra sendo publicada por uma agência de tradutores e disponível apenas em e-book, Scott Nicholson se enquadraria bem naquela geração de autores de terror anos 1970 e 1980 cujas histórias tinham o sobrenatural-demoníaco influenciando e espalhando o caos na vida de pequenas cidades. Seu primeiro e mais cultuado livro, A Igreja Vermelha, foi publicado em 2002 e é uma boa mostra do talento gore do autor.

Apresentada sob o ponto de vista de diferentes personagens, A Igreja Vermelha traz a interessante premissa de um Segundo Messias enviado por Deus ao mundo para corrigir os erros de Jesus. Como não poderia deixar de ser, o palco dos eventos sangrentos é uma pequena cidade com famílias tradicionais e segredos muito bem guardados, mas não tão bem enterrados. Existe um passado de sangue que insiste em não ser esquecido. E quando um novo pastor assume a congregação da igreja vermelha, um rastro de sangue, mortes violentas, rituais macabros e manifestações demoníacas sacode a vida dos moradores.

Com uma ótima ambientação e descrições precisas do clima de cidadezinha de interior, Scott Nicholson entrega uma boa história de terror, com altos e baixos bem claros. Talvez por uma tradução não tão cuidadosa, alguns pontos do livro acabam ficando meio sem sentido, o que certamente vai desagradar muitos leitores. Por outro lado, a abordagem religiosa com a construção de uma fé cega, baseada na visão de um deus que exige sacrifícios, é o ponto alto da trama, que compensa quaisquer descuidos de linguagem. As sequencias finais mais tensas trazem cenas para embrulhar o estômago e mexer com os nervos dos leitores.

Aproveitando-se da facilidade com que ensinamentos religiosos podem ser adaptados para visões pessoais, e também da facilidade com que as pessoas abraçam causas sem muitos questionamentos, ainda mais quando se encontram em situações de vulnerabilidade, A Igreja Vermelha mostra que a fé pode ser maquiada como algo bom quando na verdade suas verdadeiras intenções são o mal. Nem sempre falar em nome de Deus significa buscar o bem.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/10/11/resenha-a-igreja-vermelha-scott-nicholson/
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