A Amante do Rei

A Amante do Rei Emma Campion




Resenhas - A Amante do Rei


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Eli @leituraentreamigas 19/11/2013

A amante do rei, de Emma Campion
Romances históricos, como não amá-los? Dessa vez, minha aventura foi na corte de Eduardo III, rei da Inglaterra. O livro se passa no ano de 1355, época Medieval, e conta a história de uma das mais famosas amantes já conhecidas na história da família real, Alice Perrers, uma mulher que causou bastante inveja e conquistou muitos corações, incluindo o coração do seu amado rei. Um romance que vai fazer você sentir os gostos e desgostos de uma protagonista que tem muita história pra contar!

QUANDO TIVE EU A escolha de ser diferente do que fui? Deveria eu ter sido mais egoísta, mais inflexível, mais rebelde? Terei sido muito complacente, rápida demais em dar aos homens da minha vida aquilo que eles julgaram querer? Serei uma pecadora, ou uma criada obediente? Na condição de ser do sexo feminino, eu era aceitável apenas como filha virginal, esposa ou viúva - a menos, é claro, que eu fizesse os votos a Deus. Fui as três coisas - filha, esposa, e viúva -, além de amante. Alice, pág. 13

O enredo é dividido em quatro partes, logo, conhecemos um pouco da adolescência de Alice, e do seu casamento planejado por seu pai com o mercador Janyn Perrers, apesar de sua mãe ser contra esse enlace, Alice acaba se casando. A partir dai, a vida de Alice muda drasticamente, pois apesar de ser feliz em seu casamento e se sentir atraída por seu marido, sua nova família esconde muitos segredos, todos relacionados com a família real. Por isso, Alice não entende quando de uma hora para outra seu marido decide que ela terá que morar na corte, como dama de honra da rainha Joana, longe da filha recém-nascida, Alice acaba obedecendo o seu esposo e segue para um destino incerto, será?

Os segredos sobre a família do marido de Alice são revelados ao longo da história, não irei contar quais são esses segredos para não estragar a surpresa, mas já adianto que são segredos diretamente ligados a família de Eduardo III e ao marido de Alice, e que envolve traições e uma criança bastarda. Depois da morte misteriosa do marido, Janyn, Alice se torna muito amiga da rainha Joana na corte, já que a mesma tem um grande dom para distinguir bons tecidos, mas não é só a rainha que ela agrada, o rei Eduardo também, os dois começam a caçar e a praticar a falcoaria constantemente e isso vai os aproximando cada vez mais, Alice se sente atraída pelo rei desde que se conheceram, e não demora muito para o rei tomá-la como sua amante.

Janyn se fora. Eu afinal acreditava. Eu tivera um casamento muitíssimo feliz, assim como um longo período em que me sentira muitíssimo abandonada. Meu corpo ansiava pela atenção de um homem, e esse homem era meu rei. Alice, pág. 267

Alice fica bastante preocupada com a reação da rainha Joana, com relação a ela ser amante do seu marido, e o fato da rainha ''aceitar'' essa nova condição gera bastante desconfiança em Alice, ela sabe que o rei esconde segredos relacionados a ela, e tentará de algum jeito descobrir. Alice também não é bem vista pelos súditos e filhos de Eduardo, já que ele a presenteia com muitas propriedades e jóias, isso fará ela passar por maus bocados no Parlamento da Inglaterra, mas tudo que ela recebe e administra é pensando no futuro dos filhos. Sem contar, que ela realmente ama Eduardo, e faz de tudo para vê-lo feliz. Não posso deixar de mencionar Willian Wyndsor que fará de tudo para ter Alice para si, colocando-a em grandes armações e tramoias.

Se havia um modo de resistir a um rei, eu não o aprendera. E não o aprenderia. Alice, pág. 269

A narrativa é feita pela Alice, o livro gira totalmente em torno dela, e dos vários anos de sua vida, que é dividida em quatro partes no livro, por se tratar de uma narrativa em primeira pessoa e ser um livro com mais de 500 páginas, a leitura em pequenos momentos se torna cansativa, pois não sabemos o ponto de vista de outros personagens, senti falta disso, mas nada que atrapalhe a leitura. Quanto a diagramação está impecável, a cada capítulo somos presenteados com pequenos fragmentos da história de Troilo e Créssida, que parece muito com a história de Alice, essa história é contada pelos olhos de seu grande amigo, Geoffrey Chaucer. O livro também possui uma pequena enciclopédia com o nome dos principais personagens envolvidos na trama, tudo isso só faz enriquecer ainda mais a leitura.

Um romance tempestuoso, uma heroína julgada por todos, e amada pelo seu rei. A vida de Alice Perrers é conflitante, intensa e vai ser difícil de esquecer. Emma Campion, com a sua escrita genuína e conhecedora das mulheres dessa época, conquistou um lugar cativo na minha estante. Posso dizer, com toda a certeza que essa história que a autora criou para Alice é realmente a história que ela, Alice, gostaria de ter vivido. Um final merecido para uma mulher que sofreu e amou intensamente. Mas poderia Alice, ter tido um destino diferente? Quando teve ela a escolha de ser diferente do que foi?

site: Encontre mais resenhas aqui: http://leituraentreamigas.blogspot.com.br/
Mands 31/03/2014minha estante
Só uma correção, a rainha chamava-se Filipa.
Joana era a princesa, casada com o filho do rei




Ket 14/10/2020

Quando tive eu a escolha de ser diferente do que fui?
Este é um romance histórico que busca trazer um novo "respiro" a biografia de Alice Perrers que entrou para a história como a "amante do rei Eduardo III da Inglaterra". Alice ficou conhecida não apenas pelo seu caso com o rei, mas também por entrar em briga contra o parlamento inglês buscando reaver todos seus bens (joias e terras) que foram confiscados quando ela foi acusada de ter usado seus "encantos" para se aproveitar do pobre rei envelhecido...

A trama acompanha Alice desde a adolescência, quando ela contrai matrimonio aos 13 anos com um mercador amigo da família até sua ascendência a corte real e seu caso com o rei. A autora buscou mostrar, em mínimos detalhes o dia-a-dia da personagem dentro deste mundo de mercadores e depois a sua inserção dentro do circulo intimo da rainha Fillipa.

Eu realmente gostei da reconstituição histórica detalhista, mas achei as primeiras 300 páginas um pouco arrastadas, ainda mais que essa parte da vida da Alice (seu primeiro casamento) não é o ponto crucial da trama. A escolha de personalidade para a protagonista também me deixou um pouco insatisfeita em alguns momentos (tive dificuldade em aceitar que uma mulher que viveu durante 15 anos no centro do poder, dormindo com o rei nunca soubesse de nenhuma intriga politica que estava acontecendo e só descobrisse quando alguém de fora lhe contava...).

Mas, no geral, é um ótimo livro e fica perceptível a pesquisa extensa que a autora dispensou a protagonista. Indico muito para quem gosta de ler sobre a corte inglesa, em especial deste momento tão turbulento que antecedeu a guerra dos cem anos! E acho que sempre vale a pena ter o vislumbre de uma mulher do passado que ainda nos intriga a despeito das tentativas históricas de difamação!
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Gabi 15/06/2020

Uma vida onde não tomou nenhuma decisão própria
Estou apegada em romances históricos, mas durante a leitura fiquei indignada com tudo que fizeram Alice passar. Claro que devido à época é super compreensível entender que as mulheres não tinham poder de escolha. A história é longa, muito bem escrita e detalhada.
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Raisa 01/04/2020

Quando tive eu escolha de ser diferente do que fui?
Muito sensível e emocionante. Mostra o lado da história que costuma ser esquecido e depreciado.
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Lívia 27/03/2014

Adorei!
O livro consiste em uma romantização da vida de Alice Perrers, que foi amante do rei da Inglaterra Eduardo III, elaborado com partes reais e outras inventadas pela autora. Alice foi conhecida por exercer forte controle na vida de um rei já idoso e doente e foi julgada por isso, mas Emma Campion traz um novo ponto de vista da história: como uma mulher de baixa condição social poderia exercer tamanha influência sobre um rei? Teria ela escolha em relação às situações vivenciadas?
O romance retrata muito bem a realidade feminina do século XIV, em que o futuro da mulher era definido pela figura masculina mais próxima. No caso de Alice, vários homens ditaram sua vida, entre eles e,principalmente, seu rei.
É interessante ver a forma como a autora desenvolveu a personalidade de Alice como uma mulher que sonha com o amor e com uma vida familiar simples, uma mulher que se apaixonou intensamente por mais de um homem e que faria de tudo por seus filhos, uma mulher que viveu com felicidades, mas também inúmeras perdas e tragédias, uma mulher bela e inteligente, mas frágil e insegura. Leitura rápida e agradável, história muito bem elaborada.

site: http://www.diogoalmeida.com.br/2014/03/opiniao-sobre-amante-do-rei-de-emma.html
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Priscila 05/12/2014minha estante
Adorei também....Confesso que achei que seria cansativo por conter fatos verídicos também. Mas, simplesmente amei o livro e recomendo.


Minmin 05/06/2020minha estante
Amei sua resenha. Me deu super vontade de ler o livro ??????




Mari 25/07/2014

Resenha: A Amante do Rei
Nossa! Eu tinha me esquecido de como eu gosto de ler livros históricos. Esse tipo de livro envolve toda uma cultura e filosofia de vida que a gente nunca imaginou viver mas que pode ser aplicado perfeitamente na nossa realidade em algumas situações.

A personagem Alice Perrers realmente existiu (a história se passa no século XIV, Inglaterra) e foi muito criticada e julgada por todos como uma aproveitadora que manipulou um rei doente para conseguir enriquecer. A autora, que é especialista em literatura medieval e anglo-saxônica, quis mostrar o outro lado da história, o lado da Alice, dando uma chance a personagem de expressar o que ela sentia e pensava e como sua vida chegou a tal situação.

O livro mostra as várias fases da vida da Alice, desde quando ela era apenas uma menina que tem um casamento arranjado por seu pai até quando ela se transforma em uma mulher linda e inteligente que se torna a amante do rei Eduardo III. Da maneira como a Campion escreveu eu consegui me envolver totalmente com a história, eu vi a personagem crescer e amadurecer, fiquei feliz quando ela estava feliz e triste quando ela estava triste, entendi o que ela sentia e torci muito para ela conseguir um final feliz merecido, apesar de todas as circunstâncias.

É claro que é uma obra fictícia (baseada em fatos históricos) mas você consegue entender como era difícil para uma mulher tomar decisões, de como elas dependiam dos homens em sua vida e como eram julgadas injustamente. Ainda bem que isso mudou muito. Mas uma situação (ou sentimento) que a história mostra claramente, e que ainda existe até hoje, é a inveja que as pessoas sentem uma das outras e como isso prejudica as nossas vidas. Eu gostei muito como esse assunto foi abordado, pois mesmo a Alice sendo julgada por ser a amante do rei, ela era invejada por muitas mulheres da corte por ser a escolhida do rei.

Uma observação que eu gostaria de fazer é que em alguns momentos eu achei que a Alice era perfeita e boazinha demais. No início eu entendi, pois ela era muito jovem e inocente, mas depois eu acho que ela poderia ter sido um pouco mais maliciosa e esperta em algumas situações. Apesar disso eu não deixei de gostar da personagem e talvez essa inocência criada pela autora faça a gente gostar dela e entendê-la. Acho também que a protagonista não se interessou pelo rei por causa de sua beleza (apesar de ser bem mais velho, a autora da ênfase na beleza do rei), mas sim pelo sentimento de poder, de ser escolhida pelo rei e por todo o jogo de sedução.

Dificilmente nós conseguiremos saber qual é a verdadeira versão dessa história, mas eu torço para que seja um pouco parecida com a versão criada pela Emma Campion. Apesar dos altos e baixos, Alice teve uma vida muito empolgante e perigosa (acredito que não era uma vida muito comum para uma mulher dessa época), teve a chance de se apaixonar mais de uma vez, aprendeu a viver com a perda de pessoas queridas e seguir em frente e o mais importante, ela nunca desistiu de tentar ser feliz.

Recomendo essa leitura para as pessoas que gostam de romances históricos e dou 4 estrelinhas de 5 para o livro. Espero ter a chance de ler o segundo livro lançado pela autora Emma Campion: A Triple Knot e espero que gostem da minha recomendação!


site: http://www.marinasliteralturas.com/#!Resenha-A-Amante-do-Rei-por-Emma-Campion/cu6k/FD6205EA-DCE1-4EC6-8D9D-5CD13874241F
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Pri 27/04/2014

Recomendo.

O livro deixa a gente sentir como as mulheres da época não tinham direito de escolha. Sempre submetidas as decisões e vontades dos homens.

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Jbacl 05/03/2020

Muito bom !
Esse livro mostra como era ser uma mulher na corte inglesa no século 14, completamente sem escolhas . Esse livro me deu sentimentos contrários ,pois apesar de ter gostado muito da escrita e como os personagens são retratados , senti falta de algo leve para contrapor a história densa e detalhada que estava sendo retratada.No geral, gostei muito.
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LUA 24/02/2015

A história começa em 1355 com a jovem Alice, com então 14 anos "debutando" em busca de conseguir um casamento.
Conhecemos um pouco de sua adolescência, sua relação com a família e seu primeiro casamento arranjado com um mercador lombardo que trará enormes consequências a vida de Alice, até sua vida na corte e na cama de Eduardo III e as consequências que sofreu após a sua morte.
Poderia Alice ter fugido do seu destino? Poderia ela ter escrito outra história?

#Resenha:
Como eu disse lá em cima, Romances Históricos são realmente a "minha praia".
Esse livro é mais uma ficção histórica do que propriamente um romance.
Emma Campion, dá voz a Alice Perres , um dos grandes ícones da era Plantageneta, e recria a sua história, eximando -a das terríveis acusações que sofreu e aliando a isso fatos históricos importantes que aconteceram no período.
O livro é divido em 4 partes:
Na primeira, Uma inocente conhece o mundo, conhecemos Alice com então 14 anos, se preparando para ser apresentada a sociedade, que na época, acontecia nos cultos clericais, diferente dos bailes do século XVIII.
Alice, filha de um mercador de tecidos, totalmente inocente, sem nunca ter viajado, nem mesmo andado a cavalo, é impelida a casar com Janyn, um mercador 20 anos mais velho e amigo do seu pai.
O início de seu casamento é tranquilo, mesmo contra a vontade de sua mãe, que foi amante de Janyn e a jovem Alice desenvolve uma paixão por seu marido com quem tem uma filha Isabel, que por conta das relações da família de Janyn com a corte tem como madrinha a Rainha Isabel de França, rainha da Inglaterra.
Relembrando a escola:
Como todo mundo sabe, Isabel,conhecida também como a Loba da França, é mãe de Eduardo III, e tramou a deposição de seu marido, Eduardo II, junto com seu amante, Roger Montimer.
Com Eduardo II deposto, Eduardo III, assume o trono.
Voltando...
As relações da família de Janyn com a rainha Isabel são muito misteriosas e a jovem Alice, nada sabe a respeito, mas muito teme, porque por conta dela, ela é afastada por muitas vezes de seu marido. Até que dois anos depois, ela recebe um comunicado que está sendo requisitada como dama da corte da Rainha Filipa, a esposa de Eduardo III.


Na segunda parte do livro, A Criada da Rainha, Alice mesmo contrariada, segue para a corte, sozinha, inclusive sem sua filha Bel que é mandada para ser criada na casa da rainha Joana.
Nessa parte, conhecemos inicialmente uma Alice triste e amedrontada pela separação e posterior termino de seu casamento.
Mas logo após. seu conhecimento sobre tecidos e contas a levou a posição de destaque e bem querida pela Rainha Filipa que adorava consultar-se com Alice para determinar as vestimentas para as festividades.
É aqui também que , A presença de Alice começa a despertar a atenção do Rei e também de Willian Wyndsor.
Encantada com a imagem e a imponência de Eduardo III, é difícil a Alice resistir aos seus encantos.


"Janyn se fora. Eu afinal acreditava. Eu tivera um casamento muitíssimo feliz, assim como um longo período em que me sentira muitíssimo abandonada. Meu corpo ansiava pela atenção de um homem, e esse homem era meu rei.
"Se havia um modo de resistir a um rei, eu não o aprendera. E não o aprenderia."
Na terceira parte, A Amante do Rei, é descrita toda a sua relação de amor com Eduardo III que começou quando ela tinha apenas 17 anos e Eduardo III já com 50.
Ela tornou-se amante do rei seis anos antes da morte da rainha Filipa .
Durante todo o relacionamento que durou 15 anos e só terminou com a morte de Eduardo, ele a presenteou com roupas e jóias da rainha. Ela enfeitou-se com as roupas opulentas e por vontade do Rei ostentava jóias da rainha morta , no valor de mais de 200.000 libras, Alem disso, ela começou a acumular casas senhoriais e terras, todas as doações e subvenções por seu amante, o rei. Ela se tornou a mais rica mulher comum , nascida em toda a Inglaterra .
Com Eduardo ela teve 4 filhos, sendo um menino, John de Southeray que foi inclusive, consagrado Sir pelo próprio rei e se não admitido de direito, mas de fato integrou a familia Platageneta com todos os direitos.
Após a morte de Eduardo III, Alice foi considerada subversiva e influenciadora do Rei.


Boatos circulavam dizendo que Alice manipulou e feriu o rei com magias ocultas e bruxaria. Como resultado, o médico foi levado em custódia e acusado de inventar poções do amor e talismãs em seu nome.Como as suspeitas aumentaram , assim fizeram as acusações. O parlamento a despiu de toda a terra e casas, e baniu do país .Sendo destinada ao exílio, se livrando apenas dessa pena pelo casamento com Willian Wyndson.
A quarta parte do livro, Uma Fênix, trás uma Alice já na casa dos 30 anos, vivendo em uma das suas propriedades com as filhas e relatando toda a história para que no futuro, diante dos boatos e acusações, suas filhas conhecessem realmente sua verdadeira história.
"QUANDO TIVE EU A escolha de ser diferente do que fui? Deveria eu ter sido mais egoísta, mais inflexível, mais rebelde? Terei sido muito complacente, rápida demais em dar aos homens da minha vida aquilo que eles julgaram querer? Serei uma pecadora, ou uma criada obediente? Na condição de ser do sexo feminino, eu era aceitável apenas como filha virginal, esposa ou viúva - a menos, é claro, que eu fizesse os votos a Deus. Fui as três coisas - filha, esposa, e viúva -, além de amante."
Esse foi um "resumo não muito resumido" de toda a vida que Emma Campion criou em torno da vida de Alice.
Escrito em primeira pessoa, a autora que hoje é a mais importante especialista em Alice Perres. ( Ela é graduada em história Medieval) traz em suas quase 550 páginas questionamentos sobre a reputação aceita dessa mulher da idade média que se tornou uma lenda.
Um romance conflitante, uma heroína? julgada por todos e amada pelo seu rei. A vida de Alice Perrers é dificil, intensa e duvido que depois de conhece-la, vou esquecer me dela.
Emma Campion tem uma escrita brilhante e realmente conhecedora das mulheres dessa época,
No final, me vi concordando com a autora: A ficção criada é com toda a certeza a história que ela,
Alice, gostaria de ter vivido.
Um final merecido para uma mulher que sofreu e amou intensamente.
Afinal, poderia Alice, ter tido um destino diferente? Quando teve ela a escolha de ser diferente do que foi?
Emma e Alice ganharam uma fã.
Esse livro foi minha leitura eleita para o Desafio do Skoob 2015, mês Janeiro, último livro que você comprou, ganhou.
Leia outras resenhas.

site: www.blogmundodetinta.blogspot.com
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Simone de Cássia 19/12/2016

Às vezes tenho a nítida sensação de ter nascido na época errada... rs rs Me encanto com essas histórias que retratam um universo tão distante do meu mundo atual. Esse livro é uma mistura perfeita de realidade e ficção e a autora conseguiu, com maestria, preencher lacunas do cotidiano de Alice partindo de fatos marcantes de sua vida (sofrida). O resultado é um livro que faz viajar para os castelos e sua sociedade veladamente assustadora, enquanto nos dá uma visão humana de personagens que para nós, até agora, não passavam de atores que construíram o velho mundo... Encantador! Nota "L" de linda história com sabor de novela de época...
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Dani 21/01/2017

Imaginando a história
"Escrevi este livro para satisfazer minha curiosidade sobre Alice Perrers e para dar-lhe uma voz, permitir que falasse através de mim, uma psique feminina."
É com isso que se inicia a nota da autora ao fim deste romance, que nada mais é do que uma tentativa de imaginar a realidade dessa mulher tão desprezada pela história.
Como a própria autora diz, nenhuma pessoa comum poderia escolher ser amante do rei, e isso é constantemente repetido na fala de Alice durante o livro: "Quando tive eu a escolha de ser diferente do que fui?".
Primeiro, ao obedecer ao pai e concordar com um casamento arranjado. Depois, obedecer ao marido e ser inserida num perigo inimaginável. A seguir, obedecer à rainha e integrar seu séquito na corte inglesa. Também obedecer ao rei e tornar-se sua amante. Por fim, obedecer ao conselho e ao parlamento e casar-se novamente com um homem que desejava apenas a sua riqueza.
É apenas com a morte deste homem detestável que Alice enfim encontra sua tão sonhada liberdade, para estar com suas filhas e com um homem escolhido pelo seu coração.

Posso dizer que romances históricos são o meu tipo preferido de leitura. Adoro me perder nas páginas e voltar no tempo para conhecer uma realidade tão distante de mim. Adoro mais ainda descobrir que a ficção que acabei de ler é baseada em pessoas e acontecimentos reais.

Entretanto, apesar de adorar a ideia de dar voz à uma figura histórica, achei o livro um tanto quanto cansativo. Alice suga tanto da gente com suas dúvidas e aflições que precisei muitas vezes parar a leitura para espairecer.

O romance de Alice é uma história de uma mulher que lutou com unhas e dentes pela sua própria felicidade, e isso por si só já vale a leitura.
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Denise.Pereira 10/07/2019

Conhecendo Alice Perrers
Muito se ouve falar sobre Eduardo III e suas conquistas, principalmente na Escócia, mas sobre sua rainha Filipa ou sobre sua amante Alice Perrers muito pouco se sabe. Nesse livro podemos ver, ainda que com licença poética, as relações dentro da corte.
Como toda mulher de sua época, Alice teve pouca decisão sobre seu destino mas tentou aproveitar todas as oportinidades que surgiram em seu caminho.
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Fatima.Aparecida 08/08/2019

Do ponto de vista de uma mulher
Gosto muito de romances históricos, em especiais, os ingleses do período medieval. Este é mais um ao lado dos bons. A história é envolvente e interessante, sem descrições excessivas. Pra quem leu e gostou dos romances de Phillipa Gregory eis mais um que pode entrar na lista.
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