Justiça

Justiça Alex Ross...




Resenhas - Justiça


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Dicas do Mau 16/11/2016

Vale cada centavo!
Uma obra espetacular, pela arte, já valeria. Mas a historia tem um tom cinematográfico, com momentos de tensão. conseguiu pegar uma roteiro simples, mas trabalhar muito bem.

site: https://www.youtube.com/watch?v=VQBD6qC6BUM&t=44s
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Tatah 01/02/2016

Digno e bonito...
...mas com TANTA narração que em alguns momentos dá vergonha alheia do texto. Sabe aquela vibe heróica forçada? Então.

Mas o conceito é muito bom, é muito bonito, e é muito bem feito. Em pensar que eu lembro de não poder comprar as edições quando foi lançado aqui no Brasil, mas ficar admirando nas bancas as capas dignas... todo o resto é bonito também. Esse Alex Ross, viu.

PS: incomoda também a resolução da história. Muito auê pra tudo se resolver assim, puft. Tsc.


Luciano Luíz 08/11/2016

JUSTIÇA é mais uma daquelas estórias com a arte de Alex Ross. O enredo traz pouco de novidade. Os heróis tem um sonho onde a humanidade é dizimada e não é possível reverter a situação. Sendo assim, esse pesadelo coletivo acaba interferindo em suas condutas e os vilões unem-se para mostrar às pessoas que podem realizar o que os heróis jamais fizeram: acabar com a fome, miséria, doenças, etc. Mas, fora isso, a HQ nada mais tem de interessante. São 12 capítulos onde a primeira metade é muito boa e tem um ritmo que cativa. O restante é lento, chato e previsível. Sabe aquela lenga-lenga de que alguém pegou os arquivos do Batman onde tem tudo sobre os membros da Liga?! É só isso. Em alguns momentos a atmosfera é mais pesada, porém, nada de especial. O que achei mais tosco foi o visual de algumas personagens. A Mulher-Maravilha de armadura ficou ridícula. Parece que foi feita de um jeito qualquer. Outra que decepciona é a Supergirl, pois tá com uma roupa patética. Enfim, JUSTIÇA é um quadrinho razoável. Nada espetacular e sinceramente é daqueles que você lê e fica lá na estante apenas como um item de coleção. Uma pena.

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/LLSantosTextos/?fref=ts
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Claudio Fly 17/06/2014

HQ de Luxo!
Uma verdadeira obra dos encadernados de luxo, onde tanto o roteiro quando a arte é de um nível que dispensa comentários. Essa semana, falando com alguns amigos, estava comentando que avaliar títulos muito significativos como este às vezes dá certo medo sabe pessoal, alem de você ter que expor o seu senso critico sincero, você também deve agradar o publico alvo (fãs) pela obra. E quase sempre eu diria 70 a 80 % das vezes a galera não te perdoa pelo senso critico (risos) mesmo você elogiando e elogiando de novo e de novo... “Esta tudo acabado para você amigo, perdeu o respeito por nos hemmm”(risos). Bom assim, eu tenho a missão de mostrar aos colegas uma avaliação sem causar essas porcentagens, e evitar o meu singelo linchamento por conta das autoridades maiores... Chega de brincadeira, vamos ao que interessa amigos.

Quando você curte um autor, ator, cantor, encanador, Anador... Enfim uma personalidade favorita o que você faz? Procura novidades sobre ele não é verdade? Pois bem, isso rolou comigo essa semana por conta de um encadernado, que cara... Acredito que a palavra correta seria “Perfeito”. Estou falando da saga JUSTIÇA (Edição Definitiva) de Alex Ross, Jim Kruehger e Doug Braithwaite. Lançado em 2013 pela editora Panini Books. Mostra os principais heróis do universo DC em uma envolvente trama construída pelos seus principais inimigos.

Então falando sobre um trabalho que tem a arte de Alex Ross (Reino do Amanhã), um desenhista que eu particularmente curto bastante, pois tem diversos trabalhos legais tanto do universo DC quanto Marvel, ai devemos considerar que a coisa e mais seria do que parece. O cara é um gênio na arte das HQs mais clássicas (Reino do Amanhã, Marvels), é conhecido pelo seu estilo realismo fotográfico, que define um ótimo trabalho em detalhes que faz o leitor viajar a cada quadrinho. Em Justiça não e diferente, a sincronia de cores e os incríveis detalhes no traço impressiona o leitor a cada pagina, e inevitável ler sem antes dar uma boa conferida na arte de toda pagina quando a mesma tem a assinatura de Alex Ross, vale muito a pena. E completando o time de feras na elaboração da HQ temos Jim Krueger (Terra X) e Doug Braithwaite (Invasão Secreta), ou seja, você já pode imaginar o nível que essa HQ de luxo tem.

Então falando sobre a HQ propriamente dita, nela contem 12 edições, e também foi publicada em um encadernado de luxo que enche os olhos de lagrimas de tão lindo que é... Alem de toda a saga, também tem notas finais dos desenhistas, esboços, considerações e arquivos particulares de certo computador ai... (Alerta de Spoiler chega de detalhes). Assim imaginem uma HQ completa que atinge as expectativas totalmente, nela praticamente todos os grandes heróis da DC aparecem juntamente com seus arquivilões em um inteligente plano que só poderia surgir das mentes criminosas mais mortais que o mundo já viu.

Uma coisa bem legal que é mostrada na HQ (sem spoiler), é sem duvida a reação e surpresa que os heróis têm ao se deparar com algo tão grandioso, onde a ideia de ser “super” não condiz tanto com “super poderes” assim (se é que me entendem...). Toda a trama realmente mostra que desta vez essas figuras malignas construíram algo tão brilhante e inesperado, que nem os mais poderosos heróis estariam prontos para encarar tal maquiavélica situação.

Desde pequenos, estamos acostumados com a rotina dos heróis em seu espaço individual ou em equipe, sabemos de suas limitações, suas preferências, seus estilos, comportamentos, ações, frustrações, perdas e ganhos. Tudo isso você vai encontras nesta HQ, onde em minha opinião foi um dos pontos mais altos citados. Em ambos os lados, tantos dos heróis quando dos vilões isso e ressaltado em diálogos e batalhas de tirar o fôlego de qualquer fã do universo DC.

Assim, minha consideração sem duvida é de total indicação devido a qualidade da edição de luxo, tanto no enredo quanto na arte de altíssimo nível. Acredito que o único fator contraditório que posso citar, seria uma saga mais ampla com alguns volumes a mais, pois acreditem, dá muita vontade de continuar lendo. Fora esse pequeno detalhe e sem duvida uma edição que todo fã do universo DC merece ter em sua estante!... E TENHO DITO!!!

site: http://tavalendobooks.blogspot.com.br/
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Che 31/12/2017

DIAMANTE EM DEDO DE PORCO
Cada vez mais inacreditável como os apreciadores da nona arte ficam 'encantadinhos' com mini-séries que não passam de catálogos de referências a 200 super-heróis (e mais 200 super-vilões), sem apresentar absolutamente nada de novo, arrojado ou pelo menos memorável no roteiro. Já tinha notado esse mesmo problema, por exemplo, com "Os Supremos 2", outra HQ que peca por querer enfiar tudo quanto é personagem de segundo e terceiro escalão num arco de edições que, apesar de relativamente extenso (em "Justiça", são doze), não tem como dar conta de desenvolver minimamente o 'over' de heróis retratados.

O mesmo problema enfrentei quando li "Crise nas Infinitas Terras", que pra quem não for PhD em tudo quanto é personagem de importância secundária e até terciária da Era de Bronze da DC, vai soar um amontoado de referências vazias, caóticas e desprovidas de maior impacto. O que dá algum nível tanto para "Crise", quanto para "Supremos 2" e finalmente "Justiça", afinal de contas, é o mesmo mérito: a beleza da arte visual, que neste caso ficou por conta do sempre ótimo Alex Ross (de "Reino do Amanhã" e "Marvels").

A arte suntuosa e caprichadíssima de Ross, um detalhista inveterado, segue sendo aquele carinho aos olhos que sempre foi. Algumas artes de página dupla são 'embasbacantes' de tão belas, como já é de praxe no autor até em suas HQs de roteiro mais insosso, como "Os Maiores Super-Heróis do Mundo", que parecia cartilha da UNICEF ensinando a criançada a 'não fazer malcriação'.

O roteiro de "Justiça", assinado por Jim Krueger em parceria com o próprio Ross, no início não chega a ser ruim. Parte de uma premissa até boa, relacionada ao fato dos super-heróis sempre resolverem problemas no varejo e jamais no atacado, ou seja, como é que alguém como o Super Homem não pode reduzir drasticamente problemas de fome, miséria e etc em grande escala? Preferem, ele e os demais da Liga da Justiça, ficar enxugando gelo e detendo criminosos que sempre escapam e tornam a dar trabalho, portanto no fim das contas meio que vão, apesar do esforço e das boas intenções, do nada a lugar algum. Até chegar ao ponto em que - surpresa! - os próprios vilões decidem, numa reviravolta inesperada, dar conta dessa lacuna social na qual os heróis falharam, eles mesmos livrando o povo da miséria e das doenças.

Pena que essa premissa inicial muito boa vai sendo esvaziada quanto mais o enredo avança, principalmente porque há uma necessidade 'nérdica' compulsiva de ficar tentando dar - obviamente sem sucesso - um pretenso 'espaço igual' para toda a infinidade de heróis da Liga na narrativa. Fatalmente vários deles foram imensamente prejudicados por essa tentativa de ceder lugar pra todo mundo e fazem apenas figuração de luxo, incluindo alguns de importância grande na DC, como o Flash. E vai ficando ainda mais difícil quando Krueger e Ross tentam enfiar nessa salada de superpoderosos também os (muuuuitos) vilões. Não era mais prático centrar atenção nos que realmente eram essenciais para a trama central, ou seja, Brainiac e Luthor?

No final, "Justiça" encerra esse questionamento sobre a omissão dos heróis em assuntos sociais de massas de modo bastante frouxo e covarde, com direito a linhas como "a adversidade deve ser aceita como parte da vida humana". Ah, fala sério! Que apologia do conformismo! Certeza que quem escreveu uma frase alienada e conformista dessas nunca enfrentou problemas tipo fome, frio e etc, não é mesmo? "Adversidade sadia" no rabo dos pobres é refresco. Lendo uma frase dessas, bateu foi saudade do Superman de "Entre a Foice e o Martelo", o qual foi na direção radicalmente oposta ao daqui e chamou pra si a responsabilidade de buscar o bem-estar social da humanidade como um todo!

Apesar do mal humor que esse roteiro clichê, além de perdido em mil personagens, me deixou, vou encerrar lembrando novamente que a leitura de "Justiça" ainda acaba valendo a pena. Quer dizer, a leitura não, o vislumbre: se lida a história não é grande coisa, por outro lado não dá negar que o desenho é belíssimo. Pena que está à serviço de uma trama tão batida e, principalmente, covarde. "Justiça" é algo como um anel de diamante (o desenho de Ross) no dedo de um porco (o roteiro manjado e conformista). Que desperdício!
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Alair R 01/02/2014

Justiça é um trabalho magistral e que se torna essencial na biblioteca de quem coleciona quadrinhos mais específico da Liga. O traços de Alex Ross são de encher os olhos, gosto muito pois sempre tive essa sensação que ele humaniza os personagens mantendo atributos mais próximos da realidade. A roteiro é algo que te prende do início ao fim sempre naquele anseio de que "Será que eles vão conseguir?!?" Mas pra saber isso é recomendado que você leia, pois é o tipo de obra que agrada gregos e troianos.
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João Paulo 02/01/2014

Justiça para todos?
Os heróis conhecidos como "O maiores super-heróis do mundo", a famosa Liga da Justiça enfrentam um de seus maiores desafios, o de não ser mais necessários no mundo que juraram proteger!

Os conhecidos super-vilões, entre eles Lex Luthor, Bizarro, Brainiac, Sinestro, Espantalho e outros se unem para fazer o que Superman, Batman e seus aliados nunca fizeram, deixar o mundo livre de toda a dor, de toda doença de todo mal. Durante a história se entende o que realmente se esconde por trás das boas intenções dos vilões.
Uma ótima HQ, com desenhos do mestre Alex Ross.
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Fabio.Madeira 18/09/2018

O que é ser um herói?
Um grupo de vilões dos mais variados, comandados aparentemente por Lex Luthor, une-se com o objetivo de promover mudanças no planeta, realizando atos de bondade (!) como a cura de doenças e de deficiências físicas da população. Alegam que os super-heróis se omitiram nesse papel e que poderiam ter melhorado a vida da população em todo o globo, e prometem um mundo melhor, livre de pobreza, desigualdades e doenças.

Ao mesmo tempo, os heróis da Liga da Justiça misteriosamente estão desaparecidos, o que prejudica sua imagem, reforça a postura dos vilões e faz a imprensa e a própria população questionarem se de fato os heróis poderiam ter feito as mudanças necessárias e poupado o planeta de certos dramas.

Está aberta a trama de uma HQ de belo roteiro de Jim Krueger e traçados altamente realistas em pinturas de Doug Braithwaite e Alex Ross (um mestre, basta citar obras como Marvels e O Reino do Amanhã), que debate o papel do herói e seus limites na sociedade, bem como a compreensão de nossas responsabilidades na existência humana.

Esta saga está compilada em uma edição de capa dura belíssima, sendo lançada originalmente em doze capítulos, entre 2005 e 2007, e tendo até hoje uma participação importante como uma das obras mais grandiosas da Liga da Justiça. Esta edição é dividida em três atos, cada um com quatro capítulos.

O primeiro ato demonstra a ascensão dos vilões, bem como os acontecimentos contrários aos integrantes da Liga, os quais passam por situações extremamente difíceis. O grupo se mostra acuado e desagregado. Demonstra também como a população desesperada aceita a ajuda de seres considerados criminosos. O desespero e o desejo de terem seus maiores problemas resolvidos se sobrepõem a qualquer julgamento ético e tentativas de compreender as reais intenções dos vilões.

O motivo que une vilões de características e poderes tão distintos é bem construído e explica como decidiram de repente se unir em um objetivo comum. Em suas mentes, não são vilões e estão fazendo o que consideram como correto pela preservação humana, enxergando os heróis como incapazes de impedir a destruição iminente do planeta.

Nesse momento, entram em discussão questões como: em um mundo com super-heróis, deveria haver pobreza, fome, deficiências físicas, desigualdades sociais e econômicas? Precisamos passar por tantas adversidades se temos semideuses capazes de fazer maravilhas por nós? Cabe aos heróis resolver nossos problemas e são eles mesmos capazes de tanto? Essas questões seduzem e permanecem em mente ao longo da HQ, provocando um debate interior interessante sobre o quanto nos consideramos responsáveis pelos nossos problemas e se entendemos o real motivo da existência de adversidades em nossas vidas.

No segundo ato, começamos a acompanhar os primeiros sinais de reagrupamento dos heróis e a busca por entender o que de fato está por trás das ações benevolentes dos vilões, e nesse ponto surgem diversos personagens secundários para reforçar a equipe. Há uma quantidade grande de personagens, tanto heróis como vilões. Para auxiliar o leitor a conhecer personagens menos famosos, a HQ conta com um excelente arquivo de extras, em que podemos conhecê-los pelo ponto de vista dos arquivos do Batman.

A quantidade elevada de personagens pode assustar e fazer imaginar que seja preciso um grande conhecimento do universo DC para acompanhar a obra. Sem dúvida, os leitores mais experientes poderão apreciar a HQ ainda mais, entretanto não é preciso ser um especialista no universo para acompanhar a trama. Os personagens estão em sua versão mais pura, simples, e a história não ocorre em uma linha do tempo específica, ou seja, está em uma cronologia à parte da Liga, não exigindo leituras prévias. Vale ressaltar que alguns personagens secundários não são muito interessantes, porém o lado positivo é que acabamos conhecendo um pouco mais do universo DC.

É interessante o recurso de narração em primeira pessoa muitas vezes utilizado na obra, dando vozes aos diferentes heróis e suas perspectivas. Podemos assim entender melhor como cada um enxerga a situação e seus dramas pessoais, em um cenário que é angustiante e exige esforços conjuntos da equipe.

Então chegamos ao terceiro ato, com o ápice da história, contendo revelações e enfrentamentos muito variados entre heróis e vilões, com um resultado brilhante, em roteiro e recursos gráficos. Destaque para o Batman e a sua capacidade de construir planos ousados e detalhados, que nos surpreendem, e para a jornada da Mulher Maravilha, em um drama muito pessoal.

Infelizmente, a conclusão da história é breve, o que não faz sentido para uma obra tão extensa, e mais tempo poderia ter sido dedicado para debater os efeitos da crise. O que mudará na relação com a sociedade? O que o futuro reserva à Liga? E outra decepção está no pequeno aproveitamento do Coringa, um dos maiores vilões de todos os tempos. Sem dúvida, merecia um papel mais importante e, da forma como foi apresentado, fica a impressão de que foi colocado apenas para não se dizer que não apareceu de forma alguma na obra.

Apesar desses defeitos, a obra provoca reflexões interessantes, coloca os heróis em uma situação desafiadora e de alto risco, além de demonstrar uma Liga da Justiça ampla, com muitos recursos e capacidade de superação. É uma verdadeira história de embate entre o bem e o mal, porém com uma análise também do que caracteriza um herói ou um vilão, e os meios usados para fazer o que se considera como “correto”. Essa obra mostra a importância eterna dos heróis e da necessidade de que também façamos nossa parte na construção de um mundo como desejamos.

Considerando que o universo cinematográfico da DC ainda não se consolidou, seria uma ótima ideia usar essa obra como uma inspiração para a construção de novos passos em direção a um futuro filme da Liga da Justiça, que faça jus ao potencial e à criatividade da equipe.

site: http://www.entrelinhasfantasticas.com.br/
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Rayon 08/05/2017

Acho a história um pouco boba, um pouco apenas.
A arte das páginas é de uma beleza incrível, quase poética!
Vale a pena!
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FernandoLucena 28/06/2014

Que a justiça seja feita
Devorei a edição de luxo inteira num dia só (mais pelo fato de a Graphic não ser minha do que pela imersão em si), e apesar de ter achado algumas coisas meio forçadas (quase deus ex machina), eu curti a trama. A trama é magnífica, bem planejada. Um deleite vê-la enrolar diante dos olhos, não tem o que falar. O problema que foi dado ao enredo foi minuciosamente arquitetado, medido, pesado e considerado suficiente. E foi lindo ver esse plano malígno colocando os heróis e suas cabeças à prêmio (vale menção honrosa à uma cena que tomou toda uma página do Superman implorando por ajuda e chorando como uma menininha), mas algumas soluções para essa trama principal pareceram forçadas, o que perdeu alguns pontinhos comigo (skm, sou chato com isso. Cai dentro)

A arte está absurdamente bem feita. Alguns quadros parecem uma fotografia tirada com alguma dessas câmeras profissionais com mil funções diferentes. Iluminação, cores. Está impecável...

Como todo quadrinho de herói, ele coloca algumas falas desnecessárias durante lutas. Eu particularmente não gosto disso, mas nem dá pra julgar isso como "defeito", já que todo mundo faz. Tome isso como uma implicância pessoal com essa particularidade de quadrinhos de heróis.
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Carlos.Santos 30/06/2017

UMA CARTA DE AMOR À DC COMICS
Em Justiça, Alex Ross ataca de roteirista - sem abandonar a arte- ao lado de Jim Krueger e concebe uma bela homenagem à Liga da Justiça.

Justiça tem o seguinte plot - Inúmeros vilões compartilham do mesmo sonho todas as noites: O planeta sucumbe a uma hecatombe nuclear e a Liga da Justiça não consegue impedir a tragédia. Com esse "presságio" em mente, Lex Luthor, Briniac e companhia decidem mostrar ao mundo que os super heróis, considerados quase deuses, não tem capacidade nem de resolver problemas que para um Superman da vida seria muito simples, como por exemplo levar água aos sedentos do deserto. Unidos, os vilões rodam o mundo curando doenças, alimentando os famintos e trazendo felicidade ao povo da Terra. Enquanto isso, um plano terrível segue nas sombras para exterminar a Liga da Justiça.

A história é simples porém muito bem contada ao longo de doze edições magistralmente desenhadas por Ross. Elogiar sua arte é chover no molhado e aqui ele continua com a mesma qualidade apresentada em Marvels e O Reino do Amanhã.

O roteiro divide-se entre heróis e vilões de maneira clara e sucinta. Há dezenas de personagens - coisa que as vezes acaba atrapalhando - mas aqui todos são bem trabalhados por Krueger e Ross, da Trindade Batman, Superman e Mulher Maravilha aos peixes pequenos, como o Homem Borracha. Trata-se da batalha do bem contra o mal contada de forma competente e empolgante. Com direito a um baita clímax que com a arte de Ross é um deleite para os olhos.

A HQ também tem o mérito de trazer reflexão aos próprios heróis já que se os vilões podem fazer tanto pelo bem do planeta porque eles, os heróis, principalmente os campeões como Superman, não o fizeram antes? Isso é destacado nas diversas narrações em off, trazendo o ponto de vista dos principais heróis e a maneira como eles veem o mundo e o seu próprio heroísmo.

Justiça é mais uma obra clássica da DC que em sua simplicidade e méritos narrativos resgata o heroísmo e diverte o leitor por suas doze edições. Meus parabéns a Ross e Krueger.

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Pandora 06/04/2019

Saindo do universo lumisono da Marvel e caindo em um dos maiores pesos pesados da DC: Justiça de Jim Krueger e Alex Ross.

Justiça é uma leitura tensa carregada de sombras e reviravoltas dramáticas nas quais os heróis perdem, os piscopadas vencem e os inocentes são enganados e usados. Nenhuma inocência é perdoável, todos os dias descubro isso.

Enfim, sobre o argumento da história: seres humanos, alienígenas e derivativos estão tendo um pesadelo recorrente com o fim do planeta Terra no qual os heróis não conseguem salvar nenhuma alma. Os maiores criminosos da Terra começam a fazer filantropia e se passarem por mocinhos. Os heróis sofrem derrotas e simplesmente somem das vistas dos seres humanos.

Um drama se desenvolve, decisões precisam ser tomadas, soluções improváveis surgem. Há muita angústia no ar e nos olhos de todos os heróis. Essa é uma história com peso e densidade.

A arte é impactante Doug Braithwaite e Alex Ross impactam em cada virada de página e as falas dos personagens e situações nas quais Jim Krueger os coloca surpreende, angústia e prendem. Estou amando a leitura.


Leo_DWARF 24/09/2015

Excelentes desenhos, estória mediana.
JUSTIÇA é uma daquelas HQs que enchem os olhos pela arte que a encampa. Os desenhos de Alex Ross são espetaculares! Demorei bons tempos apreciando cada página, tamanha é a beleza do trabalho gráfico.

Quanto à estória, bem, tem uma premissa bastante interessante. Como seria um mundo onde os vilões resolvem fazer às vezes dos heróis? Pela leitura é possível fazer um paralelo com fenômenos políticos como a Ditadura, onde uma força ilegítima assume o poder por meios fraudulentos e lá se mantém pela coerção e pela opressão e, também, pela "compra" de seus governados, por meio de políticas sociais de massa. É o que ocorre, p. ex., quando os Vilões criam novas cidades e as pessoas que aceitam viver nelas tem suas doenças curadas, problemas sociais de toda ordem resolvidos, em fim, as pessoas vivem "sem problemas".

No decorrer da estória fica evidente que os Vilões não querem simplesmente resolver os problemas que a Liga da Justiça não resolve, como as mazelas sociais, as doenças, etc. Há por trás desse plano de libertação da humanidade uma ideia sinistra. Brainiac, encabeçando o conselho de Vilões, engana inclusive seus colegas, pois seu plano é, na verdade, transformar a humanidade em robôs, através do implante de nano robôs. Assim segue a estória principal, com outras várias estórias paralelas que vão preenchendo e dando substância ao roteiro.

O que fez não gostar tanto da HQ foi à forma como a estória foi contada. Eu como leitor de livros, estou acostumado a ver uma evolução gradativa e consistente de cada personagem, de modo que tudo se converge de maneira bem amarrada e delineada. Isso obviamente é difícil de fazer em uma HQ, já que seu número de páginas é reduzido. Mas nesta HQ em especial, eu achei que a estória poderia ter sido mais (bem mais) desenvolvida. As estórias paralelas contadas em “flashs” curtos deixa a leitura meio tumultuada e por vezes confusa. Numa página fala-se de uma coisa na página seguinte o foco é outro e temos ai uma mistureba de informações.

No mais acho válida a leitura, sobretudo pela premissa bastante interessante que a HQ aborda e mais ainda pela arte de Alex Ross, que enche os olhos de qualquer fã de super-heróis e HQs.
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Marieliton M. B. 23/11/2017

O valor do encadernado não faz "justiça" ao seu conteúdo (infelizmente)
Como o mundo reagiria se os maiores vilões da Liga da Justiça da América se reunissem para salvar a Terra de uma provável destruição? E se a existência da LJA fosse o real motivo dessa catástrofe? Em Justiça, essas e outras perguntas serão respondidas.

A premissa de Justiça é interessante: e se os vilões começassem a fazer o bem, como os heróis reagiriam? Quem acompanha o universo de super-heróis já acostumado a as coisas “preto no branco”; herói é quem salva e vilão é quem apronta maldades, mas se um dos lados virasse “a casaca”? Pena que a premissa não resultou em algo à altura. 8/

O argumento de Justiça foi elaborado pelo Alex Ross, assim como o fez nas consagradas Marvels e Reino do Amanhã. Mas diferente desses trabalhos anteriores, em que o roteiro ficou por conta de ótimos roteiristas, em Justiça Jim Krueger não conseguiu desenvolver uma boa história. Ao ler o encadernado a sensação é de que você tá acompanhando um arco simplório da mensal da LJA. Apesar da arte do Alex Ross querer passar a imagem de ser algo épico, a trama é bem desinteressante sem falar em alguns furos.

Até a famosa arte do Alex Ross, a meu ver, ficou um pouco comprometida nesse trabalho. Aqui ele apenas pintou em cima dos desenhos a lápis do Doug Braithwaite. Dá pra notar que alguns enquadramentos ficaram bem ruins de entender o que tá desenhado, assim como algumas cenas de ação estão bastante confusas. Apesar da arte do Alex Ross ser um colírio para os olhos, ver esses deslizes envolvendo o trabalhado dele é bem decepcionante.

Enfim, a história do encadernado não compensa o preço investido nele. Se você se contenta com uma boa arte e história simples, vai em frente. Se não, é melhor ir atrás de Marvels e Reino do Amanhã que esses sim valem todos os centavos. 8)
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Fco EC Arruda 26/03/2018

Excelente
Apesar do final abrupto (ao meu ver), é uma obra digna dos autores (especialmente Alex Ross). Uma reflexão sobre a atuação dos vilões e como somos vulneráveis. Destaque para a fala final do Batman "Talvez haja um benefício possível quando a adversidade também é aceita como parte da vida humana"
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