Paralelos

Paralelos Leonardo Alkmim




Resenhas - Paralelos


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Carolina Durães 20/09/2013

"Paralelos" é uma trama que envolve o leitor através de discussões sobre o existencialismo, criação do universo e física.Através dos capítulos narrados pelo Alexandre temos a visão mundo terreno, seus últimos momentos e seu desentendimento com Vítor. A linguagem usada por Alexandre é uma linguagem crível: ele é um adolescente cercado por uma situação inexplicável e absorvendo novas informações, então é de se esperar alguns palavrões.
"Separados. Só um de nós parecia estar protegido, essa era a questão". (p.15)
Ainda no plano terreno vamos conhecer a mãe dos gêmeos, seu amigo Gílson e a repórter Ana Beatriz. Esses três personagens discutem com o leitor a noção de perda, de corrigir os erros cometidos, de ambição e também de perdão. São personagens complexos, repletos de dor e questionamentos. Como aceitar de maneira tranquila uma perda tão abrupta? Quando o Universo erra, como corrigir esse erro e colocar no eixo toda a Existência?
Alguns capítulos são narrados por Quenom, um paralelo e pelo Conselheiro. Quenom é um paralelo que ainda se prende à emoções, debatendo internamente sobre suas tarefas e sobre como foi elaborado a cadeia hierárquica.
"Os paralelos interagiam no universo subatômico da matéria comum, mas nunca, jamais, deviam interagir com a exótica matéria humana". (p.55)
Temos também Ihmar um paralelo da Colônia de Suspensão que de certa forma é a personificação da compaixão entre os paralelos. Sempre disposta a escutar e tentar orientar, é com quem o Alexandre irá contar em esse outro plano.
Um dos pontos positivos da trama é observar que os personagens desse outro plano também possuem sentimentos, demonstrações de raiva, inveja, afeto, ódio, compaixão, apesar de serem vistos como mais "evoluídos" que os seres humanos.
"Pensava agora, numa tristeza de despedida, que para defender a Existência se esqueceu de olhar o Horizonte de Energia, que emanava a Existência em toda a sua diversidade de manifestações". (p.241)
O modo como o autor liga os personagens dos dois planos, seus passados, seus futuros, suas ações e pensamentos levam o leitor à refletir do início ao fim do livro.
A trama possuí um conteúdo complexo. É uma leitura densa, mas escrita de modo inteligente e bem delineado.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é muito bonita e sem dúvida chama a atenção.
"São tão complexas as tramas dos Desígnios que uma pessoa que se aferra à obsessão de seu sonho está fadada à ignorância de não perceber que existe uma diferença gritante entre sonho e propósito. O sonho é o propulsor do propósito, e o propósito é a transformação que garante o movimento da Existência". (p. 81)

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/
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Literatura 11/11/2013

A tênue (e densa) linha entre a vida e a morte
Sempre é prazeroso e difícil falar da nova literatura brasileira para mim. Bom, por ver que, cada vez mais, as grandes editoras estão vendo o potencial dos novos autores e mostrando aos leitores que histórias de qualidade não são encontradas apenas em obras internacionais, principalmente as americanas. A parte ruim é a minha humilde opinião pessoal - não tenho vergonha nenhuma em falar de um livro que não gosto, desde que seja best-seller internacional - e o que eu disser pode não mudar M*** nenhuma. Mas quando é um cara como eu, brasileiro, onde aos poucos sai do fundo do ostracismo do mercado, torço para gostar da obra... De verdade. E quando isso não acontece? Passo para outro resenhista que sei que vai amar a obra.

Mas para minha alegria Paralelos não me decepcionou . Da autoria de Leonardo Alckmin (Geração Editorial, 432 páginas) a história mescla fantasia, ação, espiritualidade e até mesmo física sem perder o fio da meada e a veracidade em nenhum momento. Tudo começa quando Alexandre e Vítor, irmãos gêmeos que costumam se dar bem e ficar sempre juntos. Até que, em um acampamento, os dois se desentendem e pela primeira vez se desgrudam. Na volta, sentados em lugares separados, a tragédia os atinge: um acidente automobilístico onde apenas Vítor sobrevive.

Eis que passamos a ver a história pelo ponto de vista dos dois, cada um em sua realidade. Vítor entre os vivos, analisando a perda e a ausência daqueles que amamos e Alexandre e sua readaptação entre os paralelos, aqueles que conhecemos como entidades, deuses ou anjos, dependendo da sua religião ou ponto de vista. Lá, nesta nova realidade é que Alexandre descobre que, por um descuido do paralelo responsável por ele, a sua morte ocorreu. Na verdade, quem deveria morrer era Vítor e não ele. Pois é, confundiram o irmão, desequilibrando o Universo inteiro... Afinal, quem já ouviu falar dos seres divinos fazerem cagada? Pois é, aqui aconteceu! E vai caber aos irmãos, em dimensões tão próximas, mas tão distantes, ajudarem a que tudo se reequilibre.

Veja resenha completa no site:

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/2013/11/resenha-paralelos-tenue-e-densa-linha.html
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Fabio Michelete 09/05/2014

Eu sempre gostei de imaginar que existe algo mais.
PARALELOS é o primeiro romance de Leonardo Alkmin. Sua carreira envolve atividades como ator e roteirista (Ah! Eu tenho muita vontade de escrever roteiros!).

Gêmeos num acidente de ônibus. Um morre, mas pelo plano divino, o outro é que deveria ter morrido. Isso cria um desequilíbrio nas leis universais. A história se desenrola, alternando entre os acontecimentos na terra, com o gêmeo que deveria ter morrido, e no outro plano, com o gêmeo que deveria ter sobrevivido.

A história contada por Leonardo Alkmin tem ritmo frenético de acontecimentos. Transmitiu para mim uma ansiedade do autor por fazer acontecer uma história, como se ele tivesse que passar por pontos pré-estabelecidos. Parece ter tido a necessidade de manter um volume de novidades vindo, num esforço para manter o interesse do leitor. Seria um vício de outros formatos a que ele se dedica? O esforço produziu mais de 400 páginas, mas não evitou um livro ralo.

Ele também tenta fazer suspense sobre o final, imprimindo uma atmosfera mais “thriller”, em especial na participação de uma repórter investigando a vida dos envolvidos no acidente. As coincidências que ele tem que criar para que a repórter consiga viver a história de perto são meio forçadas. De qualquer forma, consegue não ser óbvio, e o final não decepciona.

Do que eu gostei:

Da imaginação de criar toda uma hierarquia no universo pós-morte, e definir regras para sua interação com os vivos. Eu sempre gostei de imaginar que existe algo mais. Se você gosta de histórias que envolvam o plano espiritual, pode ter bons momentos de diversão, sem um ranço religioso.

Alkmin também é hábil ao descrever seus personagens adolescentes, o que me faz indicar o livro mais para esse público. As descrições de viagens, emoções maniqueístas, sentimentos amplificados, sensualidade, são bastante verossímeis. Parecem lembranças do próprio autor.

Do que eu não gostei:

Da necessidade de “justificar” as regras universais baseado em teorias da física. Tem trechos muito chatos, como:

“Ao se tocarem, provocavam a liberdade assintótica. Como estavam reduzidos a quarks, a liberdade assintótica era a saída obvia, porque, paradoxalmente, quando a distância entre os quarks diminui, a interação da energia fica mais fraca, até anular-se.”

Nesses trechos, os olhos vão correndo, até que um novo parágrafo nos devolve para a história principal. E esse “pedágio” se repete por vários capítulos, falando de quarks, muons, taus e todo o zoológico de partículas. O autor se atrapalha todo entre a individualidade que ele precisa dar aos personagens etéreos e seus dilemas, e as regras que definem que esses personagens “existem” mas não como indivíduos separados do todo.

Eu me lembro de ter tido esse mesmo desagrado quando li alguns livros da série “Operação Cavalo de Troia”, uma história legal, mas com páginas de pseudociência, só pra tentar dar uma aura de verdade à realidade proposta. Pra que isso?
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Liachristo 14/10/2013

RESENHA - PARALELOS - LEONARDO ALKIMIN - GERAÇÃO EDITORIAL
Eu sempre fico muito satisfeita ao ver um livro de um autor nacional, sendo publicado por uma grande editora, isso demonstra que aos poucos a nossa literatura vem ocupando o lugar que merece. Eu sei que ainda há um longo caminho a ser percorrido e que ainda há muito que se fazer em prol da nossa literatura e de nossos autores, mas acredito que estamos no caminho certo.

O livro Paralelos foi uma leitura diferente e surpreendente.
Foi diferente, no sentindo de que tem uma história totalmente diversa do que eu havia imaginado. Logo que recebi o e-mail da editora me falando do livro e que ele seria recebido para resenha, fiquei um pouco preocupada, já que pela capa, sinopse e alguns comentários que li por aí, achei se tratar de mais uma leitura distópica. E mesmo sabendo que a distopia está em alta, este estilo literário não me agrada muito. Sei que muitos blogueiros e leitores curtem este gênero, por isso nada de querer me jogar pedras, ok? Só estou falando isto, porque a meu ver Paralelos não é uma distopia. Na minha humilde opinião o livro é uma mistura de ficção, fantasia, mitologia e por que não também um pouco de física, e isto foi surpreendente.

Leonardo tem um jeito de escrever muito diferente do usual, ele consegue com esta mistura que falei anteriormente criar uma história única e incrível.

O livro nos conta a história de dois irmãos, que são gêmeos idênticos, e que estão em um acampamento. Lá neste local, algo acontece entre os irmãos que os afasta. Na volta para casa, eles estão no ônibus escolar junto aos outros alunos e professores, e sofrem um terrível acidente. Neste acidente, todos os demais passageiros morrem. O único sobrevivente é Vítor, um dos gêmeos.

Quem conta esta incrível história é Alexandre, o irmão gêmeo que falece no acidente. Ele desperta de sua morte em uma dimensão paralela, onde habitam vários seres surpreendentes como anjos, almas e Deus.
Confesso que esta parte do livro não fluiu tão bem para mim, mas nem por isso perdi o interesse e nem atrapalhou o desenvolvimento da história.
Ao mesmo tempo, podemos observar o desenrolar da história daqueles que estão vivos, como os pais de Alexandre, seus amigos e familiares. Podemos acompanhar toda a investigação sobre o acidente e esta parte foi a que achei mais interessante e me prendeu mais a atenção.

Neste acidente, algo saiu do controle de Seteus, que para mim é uma espécie de anjo da guarda, um guardador de almas por assim dizer.
Quem deveria ter morrido era o Vítor e não Alexandre. Este acontecimento, causa um desequilíbrio no Cosmos. E este desequilíbrio terá que ser resolvido.

Leonardo nos descreve várias cenas encantadoras dos seres que vivem nesta dimensão paralela e como eles tem o poder de influenciar nossas atitudes. E ao mesmo tempo somos afetados pelas cenas descritas por ele, sobre as pessoas que ficam aqui nesta dimensão sofrendo por seus entes queridos. E tentanto solucionar os mistérios que envolvem o acidente deles.

A editora fez um belo trabalho em relação a diagramação, revisão e todo o cuidado nos detalhes do livro e nesta capa que achei muito bonita.

O autor fez um ótimo trabalho de pesquisa, e isso é sempre importante num enredo como este.

Mesmo não sendo o tipo de leitura a que estou habituada, Paralelos foi uma boa experiência.
Acho que todo leitor que curte ficção e fantasia irá apreciar a leitura, pois o autor escreve muito bem e soube desenvolver de modo satisfatório o universo criado por ele.
Bjus





site: http://www.docesletras.com.br
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Gérson Rivera 01/01/2016

Paralelos: Cativante e curioso
Não é fácil simplesmente falar de paralelos, pois é um livro que precisa ser, acima de tudo, sentido.
Leonardo Alkmim teve a incrível capacidade de criar um universo inteiro que complementasse coerentemente a realidade na qual vivemos. Foi fruto de uma criatividade brilhante, resultado de inúmeras pesquisas e estudos aprofundados acerca de termos científicos relacionados à física, química e até mesmo filosofia. O autor conseguiu unir diversos assuntos pertinentes e cativantes em uma narrativa espetacular. Assuntos estes que iam desde o surgimento do universo, sentido da existência, intuição, entre outros, até o pensamento cotidiano de um adolescente irônico.
Paralelos, resumidamente, narra a história de um jovem morto em um acidente de ônibus escolar, que não poderia ter morrido, causando assim uma certa desordem no cosmos. Seu irmão gêmeo, que sobrevive, mas deveria ter ido em seu lugar, começa a passar por momentos delicados, causando ao leitor uma adrenalina única.
A trama passa a correr a partir deste princípio: Alexandre em contato com o mundo até então desconhecido da antimatéria e Vitor em uma crise existencial, ambos lutando para restabelecer a ordem e o equilíbrio no Todo, contando, claro, com a ajuda de personalidades curiosas.
Cada capítulo tem um ponto de vista distinto, deixando a narrativa fácil de ser compreendida e seguida em sua cronologia, mostrando a situação e intimidade de cada personagem que possuem sua devida importância construtiva ao enredo.
Os únicos fatores que talvez tenham me impedido de dar cinco estrelas neste livro, foram, primeiro, a tentativa do autor em explicar a antecedência e origem de Deus. Algo que ficou, na minha visão, deslocado do resto da narrativa. Sim, reconheço que é muito difícil explicar o inexplicável, por isso não havia necessidade de uma teoria dessas proporções entrar ali no meio, não somou nem subtraiu no decorrer do livro, desnecessário. Segundo, é cobrado do leitor um certo grau de conhecimento em física para ser possível, em alguns trechos do livro, seguir a linha de raciocínio de alguns diálogos intermináveis cheios de termos científicos abstratos que testam a paciência e concentração de quem está lendo.
Este livro pode ter tido muitas críticas negativas influenciadas basicamente pela temática carregada e inovadora, abordando temas um tanto diferentes do usual. Apesar disso tudo, Paralelos é uma obra fascinante, com um final de tirar o fôlego, impressionando e surpreendendo nas suas 432 páginas.
É necessário que o leitor esteja aberto à mensagem que o livro quer passar essencialmente. É importante digerir cada palavra e novo conceito que este transmite.
A satisfação de ler algo assim é indiscutível.
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Ana Ferreira 12/01/2014

Paralelos - Um livro bem pensado.
Há certos livros em que se vê talento criativo, mas carência de pesquisa. "Paralelos" não está entre eles. Há uma essência imaginativa gigantesca neste primeiro romance de Leonardo Alkmim, e uma explanação de ideias que nem sempre vemos em romancistas mais experientes. O autor parece ter saboreado o universo da Academia por um longo período antes de decidir contar a história de Alexandre e Vitor, presenteando o leitor com cada milímetro, ou melhor, com cada partícula de antimatéria pertencente a esse cenário.
Quanto às personagens, digo apenas que todo elemento humano nesta estória é coadjuvante das teorias avant garde que Alkmim expõe. Assim, aqueles que realmente me cativaram foram Quenom, o paralelo; L.U.C.A, o paralelo e Ihmar, a paralela. É claro, a história humana que ocorre paralelamente (tem advérbio mais adequado?) às aventuras de Alexandre na Academia são bastante interessantes, também, e fico feliz com a coerência com que o autor desenvolveu os dois lados do livro: matéria e antimatéria.
Como ponto não-tão-positivo-assim destacam-se os diálogos por vezes cansativos sobre o comportamento do universo, expansão das galáxias e interação de elétrons - assuntos que muito me interessam, mas que poderiam ter sido tratados de forma mais dinâmica. Esta é realmente uma observação mínima.
Gostei do livro? Sim.
É o melhor livro de ficção científica brasileiro? Dificilmente.
Leonardo Alkmim é um bom escritor? Tendo lido "Paralelos", estou ansiosa pela próxima estória dele!
Tai 12/01/2014minha estante
Ele deixou o comportamento do universo, a expansão das galáxias e a interação de elétrons cansativo? Como? o.o
Mas, sim, fiquei com vontade de ler. Vou colocar em minha lista de prioridades.


Ana Ferreira 12/01/2014minha estante
hahaha Às vezes aconteciam umas conversas que duravam quatro, cinco páginas e tu perdes o fio da meada do que o narrador estava contando antes da conversa, sabes? xD




Naty 15/01/2014

Paralelos
Ao começar a ler Paralelos é possível ter uma ideia que o livro partirá para um rumo totalmente diferente do normal; no desenrolar da leitura, temos certeza disso. Paralelos conta a história de Alexandre e Vitor, irmãos gêmeos univitelinos. Eles estão num acampamento com os colegas de escola e todos se envolvem num acidente rodoviário.

O mistério do livro começa quando mais de 40 passageiros morrem nesse acidente e apenas um sobrevive: um dos gêmeos. Não é mistério para ninguém que Vitor é o sobrevivente, a sinopse é clara em evidenciar isso. Parece até spoiler, porém, fica claro que é apenas um pequeno detalhe, observando a grandiosidade da história.

“Mesmo com meu corpo sendo atirado violentamente contra o teto e em seguida contra os encostos das poltronas, eu ouvia cada grito, cada pedaço de metal rangendo, cada janela se estilhaçando e cada lufada de vento e poeira. Foram várias capotadas, e, a cada uma delas, uma epopeia de pânico e desespero se desenrolava diante dos meus olhos. Eu sabia em que parte do corpo cada um estava sendo atingido, cada osso que se quebrava, via o sangue brotar dos mais diversos tipos de rasgos de pele” (p.23).

Logo no início o autor coloca uma frase de Einstein sobre o ser humano e sobre a prisão que o homem tem e precisa se libertar. Frase digna para o começo de uma leitura extensa, mas não cansativa. A obra se divide em três partes. A primeira nos conta sobre o acidente, a família dos gêmeos, a frustração dos professores por uma reunião em pleno domingo no colégio e o envolvimento da direção da escola em que foi organizado o acampamento. Tudo começa a se encaixar. O livro parece um quebra-cabeça que, a cada página, uma peça vai se moldando ao espaço da outra.

A segunda parte se desenrola da página 53 em diante. Trata de explicar o mistério do nome Paralelos, escolhido para ser o título do livro. São amplas as ideias para a explicação, porém, quando navegamos nas páginas da segunda parte, é possível entender perfeitamente o verdadeiro motivo pela escolha. Química, física, ciência, tecnologia, teoria da relatividade e muita criatividade, tudo isso misturado dá uma boa dose suspense. O início do mundo, o início de tudo. Porque nascemos, porque (supostamente) morremos, a força e o poder da energia.

“– No início era o verbo. – Muito bonito como literatura, poesia. Mas o que significava isso? Como é que um verbo pode ser o princípio, se neste princípio não havia nada nem ninguém para pronunciá-lo?” (p.62).

Alexandre conhece Ihmar, uma garota que vive numa Academia, que mais parece uma fazenda. Essa Academia é um lugar onde pessoas se encontram com o Conselheiro. Mais um dos mistérios que só poderá ser revelado com a leitura do livro. Ihmar passa a ser amiga de Vitor e ajuda-o a se encontrar e descobrir os motivos dele estar naquele lugar.

“Não sei se alguém que você gosta já morreu; mas se alguém morre você perde esse alguém pra sempre. Agora se é você que morre... Cara, você perde todos pra sempre!” (p.126).

Partes do livro são comoventes, outras partes são bem teóricas, técnicas e, muitas vezes, é preciso certo conhecimento sobre física e química para melhor interpretação. Isso não inferioriza a obra, pelo contrário, mostra o quanto o escritor pesquisou e conheceu de imensas teorias para usá-las. Além delas, Leonardo ainda menciona sobre religião e estudos relacionados a física de Carl Sagan, Stephen Hawking e, como já mencionado, sobre Einstein. O autor ainda nos prima com a cientista que curou seu próprio cérebro, Jill Bolte Taylor, além de textos de filósofos como Niet, Santo Agostinho, Dostoiévski e muitos outros.

“– É preciso ir com calma para entender algo tão simples. [...] Pedi que você esquecesse a religião, agora peço que esqueça a ciência. Esqueça a Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica. Foram descobertas fantásticas, com efeitos comprovados, mas o problema é que um contradiz a outra! Não vamos cair na armadilha de buscar uma Teoria de Tudo. Quem tenta essa unificação está no caminho errado” (p.198).

A terceira parte do livro trata do desfecho. Conta tanto sobre as teorias aplicadas, quanto o acidente e a história de uma jornalista que presencia a mãe dos gêmeos, ao encontrar o corpo de um e o Vitor vivo, sem nenhum ferimento. Ana Beatriz (a jornalista) busca desvendar o que aconteceu naquele acidente e como foi possível Vitor ter sobrevivido daquela forma.

“– A questão é que não existe a sua consciência, nem a minha consciência. A consciência é o todo. A consciência é um singular para o qual não existe plural” (p.311).

Leonardo usou de muita criatividade para elaborar sua obra. Muitos podem afirmar que é um assunto chato, que não chamou a atenção por conter física e química (geralmente as matérias mais chatas em tempos de escola). Porém, engana-se quem pensa assim. O livro não é nenhuma obra de Nicholas Sparks, com muito romance e nenhuma fundamento teórico.

“– O rapaz que não deveria ter morrido; que foi alçado à dimensão paralela antes do tempo; que superou todos os estágios de treinamento da Academia... Esse rapaz entendeu mais claramente que todos nós o sentido da imperfeição e sacrificou sua unidade. Transcendeu a luz para se transformar na dúvida do irmão” (p.385).

O livro é bem trabalhado e diagramação bem feita. Apenas notei um erro de digitação logo na sinopse, o que me deixou um pouco com receio de iniciar a obra. Contudo, me surpreendi: a revisão do livro foi excelente. Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.
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Nana 07/04/2014

E a morte sempre será um mistério...
Alexandre e Vitor não imaginavam que um simples passeio de escola, desencadearia tantas coisas drásticas para suas vidas.
Antes da volta pra casa, Vitor descobre que seu irmão, gêmeo, beijou sua namorada.
O rapaz se isola no ônibus durante a volta e Alexandre tenta conversar com o irmão, e pedir desculpas. Infelizmente é interrompido por um terrível acidente, e ele e os amigos de escola morrem. E Vitor, sobrevive.
Mas não era pra ser assim...
Alexandre deveria ter sobrevivido, não Vitor.

Quando Alexandre acorda na outra dimensão, os paralelos (de acordo com a mitologia do livro, os paralelos são uma espécie de anjos e cada ser humano tem um ao seu lado) não compreendem porque ele é tão diferente e acabam fazendo algumas experiências com ele e o mandam para a 'Colônia', onde Alexandre conhece Ihmar, uma paralela que ele se afeiçoa logo de cara.
Mas a estadia de Alexandre na Colônia não dura muito pois o Conselheiro da dimensão e o paralelo mal humorado Quenom farão o impossível para reverter a situação e restaurar o equilíbrio do universo.

E junto com Alexandre, vamos descobrindo todo mistério envolvendo sua morte e o porquê do irmão ter sobrevivido em seu lugar.
'Mas o meu despertar, flutuando no nada, como numa bolha de sabão num quarto escuro, foi bem pior que isso...' pág: 65.
A história, inicialmente, é narrada por Alexandre. Mas os capítulos são separados por acontecimentos com personagens ligados aos irmãos de alguma maneira e outros que surgiram por causa do acidente. E tudo se encaixa perfeitamente e conecta-se com a história de Alexandre e Vítor.
Alguns dos capítulos são mínimos, mas não deixa de ser proveitoso.

Não lembro de ter detestado nenhum personagem, mas o plot do professor Gilson acabou não me interessando.
Já Alexandre é todo adolescente, sua linguagem, seu jeito, enfim, acho que o leitor fica mais do lado dele em toda situação do que com raiva.
Gostei bastante dos paralelos Ihmar e Quenom. E gostar deles me ajudou ainda mais a compreender a história e gostar dela.

Creio que a linguagem 'quântica' do livro pode confundir alguns. Eu até brinquei com a Ticia dizendo que o livro era muito inteligente pra mim. Felizmente, isso não chegou a atrapalhar minha leitura, apesar de nomes de partículas que eu devo ter escutado na aula de Física - mas faltava aula demais =x , rendeu bastante tanto que terminei a leitura antes de uma semana. Considerando que o livro tem 432 páginas.

Leonardo soube muito bem definir cada personagem e guiar para o desfecho, na minha opinião, triste, e mesmo assim eu esperava mais. Eu realmente esperava algo diferente.
E, deixa impressão de que terá um próximo livro, no meu caso, algumas perguntas ficaram no ar...

Sobre a arte: Adorei a capa, ela tem efeito vidro estilhaçado em relevo, nos cortes, achei bem legal.
E creio que era um efeito de cosmos, bem clarinho, marcando os capítulos, tudo bem feito.
Sobre erros: Um ou dois erros bobos, como falta de pontuação ou letra minúscula depois de ponto. Nada que atrapalhasse o rendimento da leitura.

Confira em:

site: http://cantocultzineo.blogspot.com/2013/10/livro-paralelos-leonardo-alkmim.html
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Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 04/02/2014

Denso. Forte. Inteligente.
Comecei a ler Paralelos sem muita certeza do que ia encontrar. A capa me lembrava algo futurista, a sinopse uma aventura com um toque de suspense e ficção. Paralelos é tudo isso e mais, muito mais.

Os gêmeos Alexandre e Vitor estão em uma viagem com a escola e algumas coisas típicas adolescentes acontecem. Tudo natural e comum até que o ônibus em que estavam se acidenta. Exceto Vitor, todos os outros ocupantes morrem. Daí é que a coisa fica complicada. Leonardo (o autor) nos leva para dimensões paralelas e discussões sobre o apocalipse.

Mas espere. Não são dimensões paralelas destas que a memória dos filmes de ficção nos remete, com portal brilhante e tempo de abertura pré programado. Não. É uma dimensão paralela que nos transporta mais para o mundo dos anjos – mas o livro não faz visualizarmos anjinhos de cabelos louros e encaracolados nem ouvimos sons de harpa enquanto lemos. É algo bem mais plausível, embora fantástica, entende? São dimensões que se interagem e se relacionam e uma não existe sem a outra. Uma depende da outra, uma colabora com a outra.

Neste sentido de colaboração é que acontece o problema. Devido a uma falha, o Cosmo está em perigo. O Universo pode ruir. É isso mesmo, leitor e leitora. Não é um apocalipse do fim do mundo, do nosso querido planeta Terra. Com esta falha, pode acontecer o apocalipse do Universo como o conhecemos. Ou da forma que achamos que conhecemos. O Universo deixa de Existir (Existir, aqui, tem inicial maiúscula devido a sua importância no contexto do livro. Existir é a peça chave).

Aí você pode pensar que: ‘ahh, fim do universo é um pouco demais. Já não gostei’. Sinto informar, mas não é bem assim. O autor usa de argumentos que tornam o impossível em verossímil. Ele prepara de tal forma tudo que faz a gente achar que: ahn, bom, bem, realmente pode ser assim mesmo! Ele usa termos como estrutura subatômica, bárions, prótons, nêutrons, léptons, antibários, elétrons, múons e taus. Usa Horizonte de Energia, O Conselho, Deus, Universo, Big Bang. Equilíbrio e Desequilíbrio. E quebra nossos paradigmas.

Embora tenham todos estes elementos citados acima, o livro não parece uma aula de física quântica. É ágil, gostoso de se ler e nos faz precisar urgentemente saber o que acontece na página seguinte. Eu não consegui parar. Li em horas (e o livro tem 429 páginas).

Tem uma estrutura que gostei muito. É dividido em 3 partes com capítulos pequenos. Alguns muito pequenos, com apenas um parágrafo. Achei genial. Outro ponto muito interessante é que ele é narrado em primeira e terceira pessoa de forma simultânea. Em primeira pessoa quem narra é Alexandre, o gêmeo morto no acidente. Ao longo dos capítulos hora estamos com ele contando sobre si, hora temos um narrador contando o que acontece em outros ambientes, cenários e paralelos. O diferencial é que na terceira parte do livro, quando há uma significativa mudança em Alexandre, o livro passa a ser totalmente narrado em terceira pessoa. Isso ajuda demais no entendimento de que a mudança nele é substancial. Acima do que entendemos por mudança. Ele deixa de nos contar.

Além deste aspecto, me chamou atenção a diferença na linguagem. O Alexandre é jovem e sua linguagem é característica. É engraçado, ri de suas próprias mazelas e fala de forma a conversar com o leitor. Ri com ele e dele diversas vezes. Já o narrador quer nos inserir na temática destas realidades paralelas, da sinergia do Universo como um todo e das terríveis mudanças que podem acontecer, além do entendimento de como tudo começou (TUDO mesmo, o Universo, o Conhecimento, Deus… tudo mesmo). Portanto, quando o narrador é quem nos apresenta a estória ela é dita em uma linguagem condizente com o tema. Perfeito, sério e inteligente.

Falando em Deus preciso fazer um comentário com vistas a não causar estranheza. Não é um livro religioso. Fala de Fé, de Deus, da Origem e tal, mas de uma forma extremamente científica. Não desmistifica a religiosidade nem a fortalece. Religiosos e não religiosos podem lê-lo sem medo de ficarem escandalizados, nem tampouco serão defendidos.

A aventura em si permeia toda a trama. Existe perseguição, existem momentos de tensão, existem reviravoltas que nos arrepiam. Posso dizer que é uma narrativa que deu certo em tudo, em suas mais diversas nuances, em cada um dos seus fótons. ;)

Paralelos me encheu de encanto. Gosto muito de leitura inteligente e ela é sem dúvida uma delas. A Diagramação é bem feita, não encontrei erros (embora confesse que não prestei tanta atenção a isso, então posso dizer que nenhum erro me saltou aos olhos). Como já disse acima tem capítulos bem curtos, letra em tamanho ideal e páginas amareladas.

Se você quer uma leitura que te prenda e te faça pensar, esta é a pedida! Grandemente recomendado!

site: http://escrev-arte.blogspot.com.br/2014/01/resenha-paralelos-leonardo-alkmim.html
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Camila 15/12/2013

Resenha publicada no Blog Resenhas de Livros
Ler livro de autor brasileiro é outra coisa.

Paralelos conta a história de irmãos gêmeos que sofrem um grave acidente rodoviário, Alexandre morre e Vitor milagrosamente se salva. Ao morrer Alexandre descobre que ele deveria estar vivo e seu irmão morto, um erro que coloca todo o universo em perigo. A partir de então se desenrola uma corrida contra o tempo (ou não, quem leu o livro vai entender!).

Confesso que sou muito rigorosa quanto à narração de livros. Penso que se é para ser narração em terceira pessoa ela deve ser completa, ou seja, o narrador tem que contar vários ângulos da história, descrever pensamentos e principalmente focar em vários personagens. Penso que um ponto de vista durante todo o livro é característico de personagem-narrador, ou seja, narração em primeira pessoa. Paralelos é um livro o qual o narrador usa toda sua onisciência: conta a história de vários ângulos, foca em vários personagens e conta diversas histórias.

O livro é divido em três partes e essas três partes são muito bem marcadas. E o autor, Leonardo Alckmin, usa da narração para diferenciar essas etapas. Para montar o “mundo” de Paralelos, Leonardo optou por abordar um assunto complexo e que, para muitas pessoas pode ser chato ou incompreensível. Criou um mundo pós-morte abordando física, química, religiões e filosofia de uma maneira fantástica, tudo foi muito bem amarrado de uma forma que você acaba acreditando que é assim mesmo que acontece. A segunda parte do livro se concentra mais nessas explicações quebrando vários paradigmas.

A minha expectativa geral da história era por uma batalha entre céu e inferno, bem e mal, que Alexandre ia ressuscitar ou algo do tipo, mas não. Nada disso aconteceu, caiu no relativismo, não que isso foi ruim. Devido ao assunto complexo depois de algumas páginas a história ficou chata e arrastada. Eram tantas leis de física que lá pelo meio do livro fiquei me perguntando se o autor era físico ou algo do tipo, pois havia uns detalhes que, bom, eu jamais entenderia. O escritor soube usou de maneira brilhante assunto de religiões e filosofia. Dá para tirar umas lições muito boas. Leva-nos a refletir, não é só aquela tietagem de histórias que não dizem nada, mas como tem um forte apelo comercial fazem sucesso.

Porém teve uma parte que eu lamentei muito. Os capítulos destinados ao personagem principal, Alexandre, são todos em primeira pessoa, fazendo um parêntese, achei muito importante, pois destoou de uma forma positiva dos outros personagens, além de dar um foco especial ao personagem principal do livro em meio a tantas histórias. Na última parte a narrativa dele continua, mas não mais em primeira pessoa e isso me deixou bem chateada. Ao longo da leitura eu entendi porque, só que, as partes mais legais do livro eram quando Alexandre contava sua versão. Ele é um personagem querido, espirituoso, consegue fazer piada da sua própria desgraça, é um adolescente de 17 anos que ama seu irmão e fez e faria de tudo para salvá-lo. Senti falta da narração do Alexandre no final.

Falando em final, assim como a primeira parte foi uma introdução para a história, à segunda parte foi mais como um desenvolvimento explicativo para o final do livro. Achei o fim razoável, porém não foi isso que me chamou atenção. Nos últimos tempos tenho lido muitas sagas e, como sabemos sagas sempre deixam um gancho para um próximo livro. O final de Paralelos é final mesmo! Tinha me esquecido a sensação de ler um fim de história bem escrito, que dá rumo em todos os personagens, sem deixar arestas soltas.

E ler livro de autor brasileiro é outra coisa porque eu entendi os agradecimentos! Não que eu seja burra, mas nem tudo se consegue traduzir em um livro e isso se reflete mais nos agradecimentos. Normalmente os autores usam gírias e frases que para nós não há equivalentes, fora aqueles nomes esquisitos, não de pessoas, mas de empresas, sites, blogs e lugares que normalmente não são traduzidos.

Valeu a pena o investimento nesse livro.


site: http://resenhasdelivros.com/
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Dose Literária 21/05/2014

Paralelos - Geração Editorial
Eu sempre gostei de imaginar que existe algo mais...

PARALELOS é o primeiro romance de Leonardo Alkmin. Sua carreira envolve atividades como ator e roteirista (Ah! Eu tenho muita vontade de escrever roteiros!).

Gêmeos num acidente de ônibus. Um morre, mas pelo plano divino, o outro é que deveria ter morrido. Isso cria um desequilíbrio nas leis universais. A história se desenrola, alternando entre os acontecimentos na terra, com o gêmeo que deveria ter morrido, e no outro plano, com o gêmeo que deveria ter sobrevivido.


Continue lendo em

site: http://www.doseliteraria.com.br/2014/05/paralelos-geracao-editorial.html
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Chaban 16/05/2017

Horrível!
Comprei esse livro para experimentar um autor nacional no gênero da ficção científica, onde não somos bons. Me surpreendi com o livro "Paralelos". Leonardo Alckimin fez uma boa pesquisa de alguns termos de física e os jogou em uma história mal direcionada e com o enredo fraco. Consegui ficar abaixo das minhas expectativas, que já eram baixas, em se tratando de ficção científica brasileira.
Um dos poucos livros q posso dizer q detestei. Queria muito poder "desler-lo".
Rafa Desteffani 16/05/2017minha estante
Kkkkkkk tô rindo do que escreveu! Pobre anjo!


Rafa Desteffani 16/05/2017minha estante
Livro brasileiro bom só O sorriso da Hiena...


Rafa Desteffani 16/05/2017minha estante
(Contemporâneo, eu digo.)




Victor 02/02/2018

Uma capa que esconde uma história lenta e difícil
Decidi ler o livro após sempre ver na livraria, com uma capa digna de uma ficção best-seller. O projeto gráfico camufla totalmente a história, contada de um modo bem superficial na orelha, de difícil leitura, devagar, com mudanças rápidas de personagens e capítulos de 10 linhas. Primeiro, concordo com algumas resenhas daqui de que os personagens são bem desenvolvidos, os diálogos bem construídos e a linearidade da história é muito mais inteligente do que o encontrado em obras de outros autores nacionais que entram neste estilo. Mas a história é lenta e penosa, lotada de termos científicos e complicados para uma leitura à lazer. Toda a precisão científica é acompanhada pela religião, não muito bem definida - mas acredito ser espírita -, que será o tema principal do livro e todo o seu desenrolar: um ou dois dias entre o acidente e o final do livro, é ao mesmo tempo muita informação passando e quase nada acontecendo. Vale aplaudir, porém, o fato de o autor ter apresentado personagens espirituais que cometem erros e possuem emoções como dúvida, raiva e ódio, e não somente como seres oniscientes e puramente bons.
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Ambert 26/12/2013

aparentemente boa históira, só que mal escrito
comprei o livro ontem e ainda não terminei de ler, mas uma coisa ficou clara, a maneira que o autor escreve deixa o livro muito confuso. ele muda de primeira para terceira pessoa sem avisar ou mesmo trocar de capítulo, e também muda de protagonista de um parágrafo pra outro sem assinalar de quem ele está falando(o capítulo 17 todo por exemplo). as vezes vc tem sorte de ele escrever algo sobre a pessoa que o protagonista está pensando, mas na maioria das vezes é só confusão.

se puder editar a resenha assim que terminar, eu farei. por enquanto a história ainda me atrai então não pretendo desistir do livro.
Jéssica 14/12/2014minha estante
No começo também achei estranho e fiquei bem confusa (eu tava tão confusa que tinha entendido que era o Vitor quem tinha morrido). Mas depois se acostuma haha.


Chaban 16/05/2017minha estante
Achei o livro muitoooooooo ruim. Só pra não abandonar a leitura antes do fim, a parir do meio do livro (qdo percebi q era horrível) eu lia uma página e pulava três.




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