O Medalhão e a Adaga

O Medalhão e a Adaga Samuel Medina




Resenhas - O Medalhão e a Adaga


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Aninha 30/01/2016

O Medalhão e a Adaga
O que fazer quando o que é normal para você parece não ser o mesmo que para todos? Você consegue falar e entender os animais, ao invés do seu pai lhe ensinar algum jogo ou algum oficio ele lhe ensina a lutar, e o que fazer quando se perde tudo sem saber qual é o seu destino tendo apenas de seguir seus instintos?

Bildan é um garoto que perdeu os pais muito cedo para forças desconhecidas, mas antes de morrer o pai lhe entrega um medalhão e uma adaga e faz com que o garoto prometa que nunca os perderá, e assim o garoto foge para que o mal que levou seus pais não possa alcançá-lo. E desta forma Bildan se vê em uma jornada sem destino, uma vez que ele não sabe que realmente quais são os perigos que a vida em Gorgódia oferece. Ao iniciar sua jornada Bildan (que ainda tinha 7 anos) é acolhido no vilarejo de Teran, onde ele passa o resto de sua infância e o inicio da adolescência, trabalhando para o velho Balcão, um pastor de ovelhas que tem um temperamento seco, mas que ensinou muito ao garoto.

É quando Balcão falece que Bildan começa de fato sua jornada, pois depois de um tempo ele sente a necessidade de seguir outro caminho que o levará ao desconhecido, a lugares repleto de seres místicos que ele acreditava serem somente lendas. E nesta busca, onde é guiado somente pelo instinto, o jovem conhece Sheril e com ela descobre qual a missão deverá cumprir, para onde ele deve ir e o que deve fazer, e juntos eles iniciam uma missão repleta de mistérios que lhes foi passada pelo Sábio.

Continue a Ler em: http://www.paraisoliterario.com/2015/08/resenha-o-medalhao-e-adaga.html

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Ana P. Maia 14/01/2016

O Medalhão e a Adaga - The Queen's Castle
Sua infância acabara de um jeito trágico e ele tentava dizer a si mesmo que as histórias da mãe eram apenas contos de fadas.

Talvez a afirmação de sorrir tenha sido um tanto precipitada, os primeiros acontecimentos da obra vos deixareis com os olhos úmidos ao imaginar um garotinho de 7 anos que acaba de ver a mãe morta, ser obrigado a fugir para proteger a própria vida. Nas primeiras páginas, Bildan já está sozinho, assustado e sem qualquer apoio emocional, acompanha-o apenas a imensa coragem de seu jovem coração, o medalhão e a adaga que recebera de seu pai: seus bens mais preciosos.
Ressalto que Bildan não é uma criança comum, tão pouco seus pais o foram. Com o pai praticava técnicas de luta e sempre fora ensinado a temer o Vazio. Sua mãe o enchia de histórias e lendas que seriam deveras úteis quando chegasse o momento.
Após escapar de sua casa, Bildan caminha até é o vilarejo de Teran – uma longa e inexplicável viajem para uma criança –. Crianças parecem ter o dom da crueldade, nosso protagonista se vê numa situação complicada envolvendo os garotos da vila - principalmente Dalvec - líder deles, assim que a poeira da estrada assenta. Num curto espaço de tempo, onde pensar seriamente sobre tudo aquilo está fora de questão, Bildan se vê na companhia do velho e mal humorado Balcão, como ajudante do postar de ovelhas. É melhor do que morrer de fome, sem dúvidas...
As desavenças com os outros garotos tomam proporções maiores e nosso herói precisa finalmente ver que crescerá antes do tempo, não estou me referindo à altura nem nada do tipo, mas ao amadurecimento.
Ele retoma os treinamentos que fazia com o pai, até se sentir confiante. Recupera um de seus bens mais preciosos e se aplica ferrenhamente para não deixar seu treinamento de lado, perseverando sempre.
Balcão praticamente não fala, transformando o jovem Bildan num cismador, observador e concentrado. Isso muito o auxiliará nos momentos futuros.
Um dos acontecimentos mais marcantes para o pequeno seria o encontro inesperado com a lendária figura de um Arqueiro Sagrado. Aquelas imagens ficariam para sempre gravadas sem sua memória.
Com a morte de seu "tutor", Bildan conhece o Senhor Zameque, muito excêntrico segundo a população local. A verdade é que poucos daqueles morados simples são capazes de se aperceberem do quão sábio é o ancião. Mas Bildan vê ali por fim, solo fértil para suas palavras e seus conhecimentos, ávido de tudo que perdera nos anos passados com o pastor, o menino desenvolve agora a mente além do corpo. Mantém a função de pastor e essa amizade verdadeira por seis anos. Até que finalmente ouve o chamado de sua alma ao observar o mapa que mostrava o Bosque Assombrado. É para onde deve ir, para tanto ignora todos os avisos do idoso, apontando a loucura que seria adentrar aquelas paragens.
Parte então, deixando para trás o velho amigo. Peregrina até avistar a linha escura do Bosque, seu coração bate acelerado e respirando fundo ele adentra a mata fechada. Ele não precisa se preocupar em andar muito: logo se depara com um estranho de capuz que o ataca. O estranho releva-se uma jovem Arqueira, que percebendo algo de especial em Bildan o leva para casa, afirmando que seu pai saberia como lidar com a situação, assim que retornasse do reino. Bildan, curioso, aventura-se pela residência dos arqueiros e se depara com um livro, que ao ser tocado pelo jovem, recita-lhe:

Vem de muito longe o mal
Vem a peste, o areal
Cobre a terra, vem a fome
Vem a guerra, que consome.

Vem de fora a aflição,
Tempo de desolação,
Medo, fuga e dispersão,
Pois já vem a Assolação.

Vem de além-mar a paz
Feita a muito tempo atrás.
O Embaixador da Alvorada
Guiará tua jornada.

A terra sangra, treme e chora
Busca a força sem demora
Pelos mares, pelos rios
Vence os teus desafios.

Não esquece este aviso,
Abandona o improviso.
Teltar Siwell auxiliará.
Ao Embaixador te guiará.

Sheril tem certeza de que a profecia se referia a eles, e, além disso, se referia ao futuro de Gorgódia; Dependeria das ações deles impedir a chegada da grande guerra.
A partir deste momento, Bildan aprenderá sobre o oficio dos arqueiros, ao ser explicado que ele pertencia mais àquele mundo do que poderia supor. Sheril se incumbe de ensinar-lhe magia e aprimorar seu aprendizado.
Ao chegar à esta parte do livro, desista de viver antes do final da leitura: é impossível. E também, não será demorado ou incômodo. Verás a evolução latente de um personagem poderoso, e vos apegareis aos demais personagens, como se fossem vossos velhos amigos. Além de personagens cativantes e uma narrativa ativa e leve, Lorde Samuel vos inserireis num mundo mágico, onde criaturas místicas estão presentes e onde a magia é recorrente.
Defeito? Não há continuação. Então sim, estou ameaçando Lorde Samuel para que em breve nos apresente à continuidade dessa grande aventura.
Vamos, conheça Gorgódia e me diga que vos apaixonastes por Bildan!

— Meu rapaz, este não foi o fim da sua missão. (...), apenas o começo.

site: http://booksandcrowns.blogspot.com.br/2015/08/o-medalhao-e-adaga.html
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Sario Ferreira 21/07/2015

Medalhões, adagas, broas-de-fubá e arqueiros
O autor nacional Samuel Medina nos presenteia em seu livro "Medalhão e Adaga" com um universo audaz: imagine uma terra onde nosso folclore tão rico e influências clássicas da fantasia dêem as mãos. Arqueiros, entidades folclóricas, exércitos em guerra, broas de fubá, vilas interioranas e personagens envolventes, tudo isso e muito mais unido em uma amálgama de elementos interculturais que são uma verdadeira homenagem à fantasia presente no imaginativo de nosso Brasil ou de terras gringas. O jeito como o autor conseguiu combinar mitologias tão distintas é realmente interessante, com um destaque especial para a linguagem, cuja forma caracteriza todo um povo de um ambiente interiorano, tal como roças mineiras espalhadas em uma Terra-Média. Da mesma forma, diversos outros elementos díspares do convencional em uma obra de atmosfera épica, como a culinária típica de nossas terras, interagindo com nossa identidade cultural e criando identificação com os leitores nacionais.

As cenas de ação atmosferizam o leitor com velocidade e criam adrenalina na leitura, em que a sensação de urgência dos conflitos te fazem passar páginas sem ver, trazendo à tona sensações semelhantes aos combates descritos por Bernard Cornwell. A mitologia da obra de Medina, além de resgatar outras mitologias, locais e clássicas, tem também elementos próprios que fortificam substancialmente a organicidade de sua criação e dão um tempero muito próprio. Prepare-se pra se deparar com arqueiros sagrados, com animais falantes, com as perigosas criaturas do Vazio e poderes mágicos diferentes do que o leitor de fantasia está acostumado – ah, sim, a magia, ela merece um destaque também, pois ela acontece de modo contrário às aparições ritualísticas e morosas de outras obras, conjuradas com elegância simples, um sistema próprio de funcionamento e muita ação. Nada de 6 páginas de lenga-lenga de um mago invocando poderes medianos; uma palavra, um gesto, algum instrumento apropriado e boom! E se você não sair correndo, vai pegar fogo antes que se dê conta. Essa maneira imediata da magia acontecer favorece muito os momentos de ação de O Medalhão e a Adaga.

O protagonista Bildan, assim como outros personagens, mesmo alguns apresentados brevemente, tem evoluções notáveis ao decorrer do enredo, encontrando-se ou perdendo-se entre seus conflitos em uma jornada em que o leitor se pega aprendendo e vivenciando suas viagens e aventuras juntos.

Se você deseja acompanhar o menino Bildan crescer e vivenciar viagens perigosas entre broas de fubá com café, gigantes, magias, animais falantes, arqueiros sagrados, bárbaros, sacis, mulas-sem-cabeça, criaturas do vazio e até guerras políticas, sinta-se à vontade para saborear esta beleza de proposta literária com a nossa cara, com a cara dos clássicos épicos, não, com a cara de tudo que é bom em matéria de fantasia!
Sario Ferreira 21/07/2015minha estante
***Erratas:
Título: broas de fubá

Parágrafo 1 ? Da mesma forma, diversos outros elementos díspares do convencional em uma obra de atmosfera épica, como a culinária típica de nossas terras, interagEM com nossa identidade cultural e criAM identificação com os leitores nacionais.




Day 29/03/2015

UMA BOA LEITURA, EM QUALQUER IDADE...
Eu gostei da história, achei leve e fluída, de fácil leitura... Devorei o livro numa única tarde... Adorei o fato de o autor misturar os aspectos do nosso folclore com os de outros países... mas o final...

O livro conta a história de Bildan, ele não sabe muito de sua história, só que seu pai fugiu e se escondeu com sua mãe quando descobriu que ela estava grávida. Desde cedo, o seu pai o treinou com armas e o ensinou a ler. Eles têm uma vida simples e a segue sem problemas até o momento em que seus pais são assassinados.

Num último esforço antes de morrer o pai dele usa de magia para ajudá-lo a fugir. Agora sozinho, numa cidade que não conhece, e ainda muito jovem, com apenas 07 anos ele começa a trabalhar como ajudante de um pastor de ovelhas numa cidade próxima, e é nessa época que ele tem o primeiro contato com a figura do ARQUEIRO SAGRADO, quando Bildan completa 15 anos ele sente que sua vida de pastoreio acabou e parte para o Bosque Assombrado (um lugar que sempre lhe intrigou), e é lá que ele conhece Sheril, uma garota no mínimo intrigante e muito destemida. E a partir dali, a vida dele muda drasticamente, com aventuras e perigos, além da descoberta de que é mais do que um pastor de ovelhas.

Nesse ponto entram na história novos personagens como o Datini (que eu achei meigo), os mercenários... É mercenários, Garlac e Herbro (tudo bem que mercenário tem boca suja mas eles são incríveis principalmente o Garlac - se bem que eu gostei mais do Herbro).

O que me irritou foi o fato do livro ter continuação... Sinceramente... Vai ser um martírio esperar pelo próximo livro da série, quero saber o aconteceu com Sheril...urgentemente!!!
Parabéns Samuel Medina!!!

PS: Li o livro no dia 19.02.15, minha estante está toda desatualizada....rsrsrs..
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Ariálisson 18/12/2014

Aventura a la Tolkien com café no bule e broa de fuba
O livro O Medalhão e a Adaga é um convite à terra de Gorgórdia, um mundo onde os animais ainda não perderam a capacidade de se comunicar com os humanos e a magia pode ser manipulada por poucos e bons. Neste ambiente, povoado por criaturas mágicas do folclore brasileiro, Bildan cumpre sua jornada, embalado por uma profecia que nem ele mesmo compreende muito bem.
O maior trunfo do livro está na descrição das criaturas fantásticas do imaginário popular presentes na obra. Com uma singularidade peculiar, Samuel Medina descreve os seres e suas ações de forma adulta, diferentemente do que se vê no Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, ou na Turma do Pererê, de Ziraldo. Apesar de ter certa temática adolescente (o protagonista se apresenta na época dos acontecimentos com 15 anos), o livro apresenta as personagens de forma madura, proporcionando fácil leitura ao público adulto.
O Medalhão e a Adaga é sobretudo uma obra que valoriza a cultura popular brasileira, mesclando os elementos europeus herdados do colonizador (os cavaleiros, as lutas de espada, o uso da magia) com lendas populares genuinamente locais (a mula-sem-cabeça, os sacis, a dama da noite). O livro deixa um gosto de quero mais, abrindo margem para uma nova aventura de Bildan e seus amigos. Espero que o autor dê continuidade à obra e possa em breve levar-nos mais uma vez ao mundo mágico de Gorgórdia.
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Armando Neto 02/12/2014

Uma boa leitura para crianças, jovens e adultos
Bildan é um menino de sete anos que vê sua vida mudar da noite para o dia quando sua casa é misteriosamente atacada e sua família assassinada. A partir daí, munido apenas com a adaga e o medalhão de seu pai, ele parte sem destino numa aventura através do reino de Gorgórdia para descobrir mais sobre seu passado e redefinir seu futuro.

Claramente influenciado por autores como J. R. R. Tolkien, Bernard Cornwell e George Martin, Samuel Medina nos apresenta a um universo mágico que, se por um lado flerta com o clássico europeu medieval da espada e da magia, por outro bebe na fonte de nosso folclore nacional, abordando criaturas como a Mula-sem-cabeça, o Anhangá e o Saci.

O texto é bastante dinâmico, de leitura rápida, e se o leitor piscar durante um parágrafo que seja, perde vários detalhes da história. Mesmo assim, em poucas páginas, o autor cria personagens ricas e cheias de particularidades, por quem decidimos torcer a favor ou contra em cada situação. Só que essa qualidade da obra acaba revelando seu principal defeito. Ela é muito curta! Ao final da leitura, desejamos saber mais sobre a saga de Bildan, sobre o mundo em volta dele e os reinos vizinhos, sobre os Arqueiros Sagrados e muito mais.

No fim, “O Medalhão e a Adaga” é uma boa leitura tanto para crianças, quanto para jovens e adultos que curtem fantasia, mistério e heróis em batalha.
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Ana.Faria 06/11/2014

Uma aventura fantástica!
É o meu primeiro livro de aventura e fantasia, e amei o gênero. Estava acostumada a ler romances e agora fiquei fascinada pela história do Bildan e da Sheril. Quando haverá uma continuação? Já estou curiosa!!! O autor Samuel Medina escreve muito bem, tem uma criatividade riquíssima, sabe envolver o leitor de forma que queremos avançar pro capítulo seguinte sem demora. Geógrafa que sou, amei o mapa e me guiei por ele para acompanhar a jornada do grupo de amigos. Excelente e emocionante leitura. Recomendadíssimo!
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MárciaDesirée 22/06/2014

Bildan acaba de perder sua família e não sabe para onde ir. São muitos os mistérios que cercam a morte dos seus pais. Em um dia ele está feliz tendo suas aulas de como cavalgar e manejar armas com o pai e no outro ele chega a casa e encontra um massacre, seu pai em um átimo de forças o manda fugir carregando um medalhão que lhe havia sido dando quando ainda era bem menor e uma adaga muito especial. Com apenas sete anos de idade, mas com uma sabedoria imposta pela necessidade, Bildan está sozinho no mundo e a fugir desesperadamente sem rumo. Ele conta com a sabedoria da floresta e dos bichos que falam com ele. Auxiliado por um feitiço ele faz longa viagem até chegar a um vilarejo com moradores muito humildes, e ele acaba sendo hostilizado pelas outras crianças do local lideradas por um garoto chamado Dalvec. Sendo criado de uma forma especial, ele não assimila que a capacidade em rastrear, caçar e conversar com os animais são habilidades únicas conferidas somente a ele. Bildan acaba conhecendo Balcão, um velho pastor de ovelhas que o leva para morar junto e trabalhar no pastoreio. Os anos se passam e Bildan não esquece sua desdita, passando os dias a treinar e melhorar suas habilidades, sentindo uma inquietude que não passa. Ele fica por ali algum tempo, conhece pessoas, passa por novas experiências até que chega o dia de partir em uma nova jornada, por terras com muitas lendas de gigantes, dragões, curupiras e sacis, mas Bildan não temia, pois em seu coração batia uma necessidade de buscar a verdade de sua história e de sua família. Durante a viagem ele acaba chegando a um bosque que parecia chamar por ele tamanha era a atração. Neste bosque ele se depara com uma figura encapuzada que o submete a uma luta até que ele descobre ser uma garota. Seu nome é Sheril e acabará por auxiliá-lo a desvendar os mistérios de seu passado, mas não sem antes serem obrigados a fugir de uma grande ameaça, que sozinhos jamais seriam capazes de sair vivos.
Ao se aproximar do bosque, sentiu um calafrio, como se alguém o observasse. Contudo, não temeu, mas continuou firme em sua caminhada, para ver que fim teria aquela aventura. Continuava sem saber por que tinha tanto interesse no bosque e o que o impelia a enfrentar esse possível perigo, mas não vacilou. Cruzou a primeira árvore, entrando no território assombrado. (Pág.68)
Eu fui convidada pelo próprio autor Samuel Medina para participar deste book-tour e mesmo tendo prometido não participar de mais nenhum, após ler a sinopse do livro fiquei muito curiosa. O livro possui uma narrativa muito fluida e a leitura é bem dinâmico, mesmo no primeiro um terço do livro quando nosso protagonista passa por momentos de crescimento e experiências. No início foi um pouco estranho com as menções a Sacis e curupiras, por considerar lendas bem regionais, mesclados com seres mágicos e floresta assombrada. Mas ao longo da narrativa, esta estranheza dá lugar à adrenalina causada por aventuras bem construídas, além de passagens com a dose certa de comicidade, sem forçar um humor artificial. Uma aventura juvenil que ensina o valor da lealdade e da coragem.

Medina, Samuel. O medalhão e a adaga. Rio de Janeiro, Multifoco: 2013
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Cris 29/04/2014

O Medalhão e a Adaga
" No seu rosto via-se uma expressão de desânimo e perplexidade, enquanto olhava para o vazio. Era a primeira vez que ele sentia medo, medo verdadeiro, acompanhado da impressão de ter mexido com coisa séria, até demais." Pág. 74

O livro O Medalhão e a Adaga nos conta uma história sobre fantasia, aventura e amizade. A história se passa no país de Gorgórdia, onde conhecemos o protagonista da história, Bildan, um garoto que passou por muitas dificuldades e tristezas desde muito cedo na vida.
Bildan possui alguns dons que não consegue explicar e desconhece as suas origens. Após um acontecimento trágico na família, ele parte sem rumo pelo país, em busca de conhecer os mistérios de sua própria história.
Pelo caminho, se depara com vários tipos de perigos: gigantes, seres de outro mundo, criaturas do mal, e outros do folclore brasileiro, como mulas-sem-cabeça.
Apesar disso, Bildan também encontra ajuda pelo caminho: Sheril, uma misteriosa e corajosa garota, que o auxilia a enfrentar sua missão, e Datini, um jovem curioso e bem disposto a ajudar.
Eu gostei demais da leitura. O livro é curto, então os acontecimentos se desenvolvem rapidamente, sem enrolação, com uma linguagem simples e fácil de acompanhar. Possui algumas passagens bem engraçadas e alguns personagens odiosos... mas também fala muito de amizade e uma pitada de romance...
Adorei também os personagens, e suas caracterizações: Bildan, que demonstra coragem e força nos momentos necessários, mas que apesar disso, não deixa de transparecer seus medos e desejos. Sheril, que é inteligente, rápida e companheira. E Datini: inocente, divertido e simples.
A única coisa que me incomodou um pouco na leitura foi a linguagem usada em certos momentos, muito “abrasileirada”. Impossível não se lembrar do sotaque de alguns lugares do interior do Brasil. Não que isso seja um problema, mas acho que atrapalhou um pouco a imagem que o autor construiu de um país fictício.
Amei também a descrição dos lugares: os rios, as montanhas, as florestas e os seres encantados. Tem algumas cenas que dá até pra sentir o medo dos personagens. E eu gostei muito da poesia que é mostrada no livro.
Destaco a criação dos Arqueiros Sagrados, eu confesso que fiquei apaixonada pela descrição: Homens belos, fortes, corajosos, dotados de grande solenidade, mas ao mesmo tempo humildes guerreiros e alegres. Eu estou encantada!
Pelo que já ouvi falar, o livro terá continuação. Portanto, ficam algumas pontas soltas na história e muitos mistérios a serem revelados.
A história surpreende e ao longo da leitura, não dá pra saber qual o rumo irá tomar. É bastante história para menos de 200 páginas! O livro possui um pouco de tudo: amizade, amor, aventura e magia. Indico pra quem gosta de aventura, magia e fantasia.

" Vem de além-mar a paz
Feita há tempos atrás.
O Embaixador da Madrugada
Guiará tua jornada."
Pág. 72

Obs.: Livro recebido em parceria do Blog: De tudo um pouco da Tamires com o autor Samuel Medina (links abaixo).
Agradeço aos dois pela oportunidade de conhecer esta belíssima história!

site: http://de-tudo-e-um-pouco.blogspot.com.br e http://www.oguardiaodehistorias.com.br/2013/10/um-universo-fantastico-inspirado-na.html
nerito 03/05/2014minha estante
Oi, Cris, que bom que você gostou da narrativa. Foi com muito esforço que procurei desenvolver essa trama. Um forte abraço!




Pudim 23/02/2014

Resenha: O Medalhão e a Adaga (Samuel Medina)
A trama se inicia contando sobre a infância de Bildan, um jovem inocente e destemido, que desde pequeno seu pai o ensinara a usar armas e a ler. Tudo ocorrera normalmente em sua vida, até que ao completar 7 anos, um homem cruel chega e Bildan presencia o assassinato dos pais. Mesmo em choque, ele ainda consegue ouvir as últimas palavras do pai o mandando para longe e o entregando apenas um medalhão e uma adaga. Após fugir para o mais longe possível, sem dinheiro nem comida, Bildan encontra um vilarejo, e lá ganha um emprego de pastor de ovelhas e passará uma grande parte de sua vida.
Após alguns anos, seguindo seus extintos e cansado da mesmice de sempre, após a morte de seu mestre, Bildan resolve viajar para o Bosque Assombrado em buscas de respostas sobre seu passado.
No meio de seu trajeto, ele encontra a misteriosa Sheril, uma garota inteligente e determinada que mudara sua vida por completo. Além de outros personagens que os ajudaram nesta jornada.

***

Este livro realmente superou minhas expectativas. Gostei muito de lê-lo e de sentir as emoções que o livro me trouce.

Me apaixonei pela escrita do Samuel, sem muitos detalhes, nada cansativa, mas que nos faz viajar entre as páginas do livro.

Personagens: Gostei muito do protagonista, com personalidade marcante, bastante destemido, mas que também tem suas horas de dúvidas e inseguranças.
Acabei me encantando por Sheril, uma bela arqueira sagrada , que aparenta ser durona e forte, mas que por dentro é meiga e sensível.
Os personagens secundários também não decepcionaram. Resolvi não citar nomes para não estragar o mistério =3

Enredo: Também gostaria de afirmar que adorei o enredo do livro. Os acontecimentos são totalmente imprevisíveis. Sempre nos surpreendiam, uma coisa bastante difícil de se achar nos livros de ultimamente.
Cheio de momentos de ação e luta. Quem gosta de fantasia irá adorar a trama!
Devo acrescentar que o autor citou seguidamente elementos do nosso folclore, deixando o livro mais gostoso de se ler.

Final: Me deixou com muita curiosidade e uma grande vontade de ler logo o segundo. Não me decepcionou em nenhum ponto. Quando terminei de lê-lo, me deixou com uma sensação que simplesmente não consigo explicar (será que é uma ressaca literária ?)...

Diagramação: A capa é linda, e para quem leu o livro, irá reconhecer o lugar imediatamente.
O único motivo de O Medalhão e a Adaga não ter ganhado 5 estrelas, foi os erros de escrita. Confesso que foram bem excessivos, mas nada que um bom leitor não entenda.

Finalizando, recomendo muito. Leitura muito fluida, livro curtinho, perfeito para ler naquele domingo chuvoso, hehehe...

site: http://maniacompulsivaporlivros.blogspot.com.br/2014/02/resenha-o-medalhao-e-adaga-samuel.html
nerito 24/02/2014minha estante
Oi, reconheço que foram erros demais... Rs... E eu, que sempre reclamei de livros com erros de revisão, bebi dessa água também...
Obrigado demais por sua resenha e espero que a continuação esteja à altura de suas expectativas! Um abraço, Samuel




Lary 18/12/2013

Blog | Literatura: Um Mundo Para Poucos - Laryssa
Olá leitores! Hoje trago a vocês, como o título da postagem já diz, a resenha do livro "O Medalhão e A Adaga", que me surpreendeu muito e proporcionou momentos de lazer repletos de ação, graças à facilidade com que se pode perder na escrita do autor.

***

Pessoas, não sei por onde começar, pois o desejo que tenho, para explicar de forma compreensível minha opinião, é contar trechos da trama, porém, considero spoiler e uma injustiça com aqueles cujo conhecimento da trama faz divagar o interesse. Ou seja, farei comentários gerais, mas específicos, e deixarei os links de algumas outras resenhas, cujos autores usaram da síntese para se expressar.

Seguindo o processo da minha leitura, falemos sobre meu primeiro espanto: a narrativa de Samuel Medina. Logo de cara, pude perceber que o autor se mantem em perfeito equilíbrio entre a descrição e a linguagem direta, não dando detalhes demais de uma única vez - pausando a "cena" -, porém ao longo das divagações de quem possuí a palavra - sendo que o texto em terceira pessoa manteve uma harmonia ainda mais celebre - impondo a imagem e contexto das paisagens e também do clima sentimental do ambiente.

É dessa forma que percebi as páginas voarem, e a construção dos personagens mostrou-se rápida e distinta. Bildan, Sheril, até mesmo uns poucos secundários mostram características próprias - as quais, incrivelmente, evoluem no decorrer da história - que até quando não há sinalização de quem possui dada fala, pelo uso de certas expressões é automático decifrar a quem ela possuí. Sendo um livro curto, essa, unido à ótima qualidade das cenas de ação, desenvolvidas sem pressa e com detalhes vividos, são os principais motivos de meu apreço pela obra.

Para compor a trama, o autor utilizou formas diferenciadas de mitos, tanto folclóricas quanto de outras origens (ao menos até onde meu conhecimento alcança), que se dispõem como provações ou até mesmo, como considerações infantis do início do livro e verdadeiros, até mesmo palpáveis e então compreensíveis para a história criada conforme ela vai chegando a seu fim.

A história em si, contata em tão poucas linhas, possuí sentimentalismo, ação - obviamente ligada a uma aventura, e a uma missão que a personagem principal recebe ao conhecer suas origens - e o que não podia faltar, sua cota de clichês, porém estes bem administrados e dispostos de forma original - controverso, mas verdadeiro - resultando em um livro que, devido à idade dos personagens e o peso do enredo, surpreendente e recomendável àqueles que amam o gênero fantasia e gostem de algo clássico.

site: http://www.literaturaummundoparapoucos.blogspot.com.br/2013/12/resenha-o-medalhao-e-adaga-samuel.html#more
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07/11/2013

Fã dos textos do meu amigo Samuel Medina, do blog O Guardião (sério, leiam A Cidade Suspensa, e se você gosta de zumbis, acompanhem as aventuras de Seridath em O Viajante Cinzento), quando ele anunciou que estava estava escrevendo um livro e que seria publicado, eu logo entrei na fila pra ler. E mês passado, no evento Sobre Livros, eu tive o prazer de conhecer pessoalmente o Samuel, e ele me presenteou com o livro.

Ele conta a história de Bildan, um jovem que fica órfão muito cedo. Bildan não sabe muito de sua história, só que seu pai fugiu e se escondeu quando descobriu que sua mãe estava grávida. Desde cedo, o pai de Bildan o treinou com armas e ensinou o menino a ler. A vida segue sem problemas até que quando o menino tinha 7 anos, um homem mau chega e ele presencia o assassinato do pai. Com um último esforço, o pai manda o garoto para longe, junto com um medalhão e uma adaga. Sem ninguém e sem dinheiro, o garoto logo encontra emprego como pastor de ovelhas. Mas ele nunca deixa para trás o treinamento que seu pai lhe deu, afinal o homem mau ainda pode voltar.

Assim os anos passam até que aos 15 anos o mestre de Bildan morre. Sentindo que seu tempo de pastoreio acabou, ele parte para o Bosque Assombrado. Vagando por ali, ele encontra Sheril, uma garota misteriosa, mas fascinante. E a partir daqui, a vida de Bildan vai mudar radicalmente. Aventuras e perigos espreitam cada passo que o garoto dá, ao mesmo tempo que ele descobre que é muito mais que um simples pastor de ovelhas.

Bildan é ao mesmo tempo maduro para a idade e inocente. Vive em um tipo de isolamento, não se encaixa em lugar nenhum, e não sabe bem quem é (sim, parece muito com um certo personagem que não sabe nada nas Crônicas do Gelo e do Fogo). Mas Bildan é um aprendiz dedicado e leal, sempre se preocupando com seus amigos. E o que acho legal em Bildan é justamente que ele aprende, se desenvolve. Ele não é um guerreiro pronto. E por isso mesmo sofre com inseguranças e dúvidas, até mesmo com relação a si próprio. E ele cresce bastante no decorrer do livro.

Como eu disse ali em cima, no caminho ele encontra Sheril. Ela é uma garota destemida. Pelo menos na aparência, porque na verdade, ela também sofre com as mesmas inseguranças que Bildan. A diferença é que ela cresceu sabendo quem é. Sheril é inteligente e também determinada. E por trás da superfície durona e áspera, há uma moça sensível e carinhosa.

Eles também encontram Datini, um garoto de 11 anos, aproximadamente. Curioso e esperto, Datini trabalha numa taverna onde Bildan e Sheril param um pouco, e acaba acompanhando os dois em sua jornada. Datini também é generoso e muito perspicaz.

Eles ainda encontram Garlac e Herbro, dois guerreiros que acabam tendo uma dívida de sangue com Bildan e Sheril, Dalvec, antigo inimigo de Bildan, e o General Gamargo. Eles aparecem pouco, só no final, mas isso é só o começo. O livro terá continuação, e ficaram ótimos cliff-hangers para isso. O livro é curtinho, e a narrativa é fluida, dá para ler rapidinho. E dá para ver influências de vários outros, como As Crônicas do Gelo e do Fogo, cenas de batalha bem elaboradas como Bernard Cornwell faz (ri sozinha com uma passagem onde Datini conversa com Garlac e Herbro sobre banho. Lembrei do Derfel Cadarn) e outras frases poderia sair diretamente da boca de Merlin, e até um pouco de Eragon dá pra perceber. Tudo isso numa narrativa envolvente, deliciosa, e e entremeada como figuras do nosso folclore, como mula-sem-cabeça, cuca e curupira. Já estou esperando pela continuação.

Trilha sonora

Right before your eyes, do Hoobastank é perfeita. Resume Bildan direitinho.

Se você gostou de O Medalhão e a Adaga, pode gostar também de:

Dragões de Éter – Raphael Draccon;
ciclo A Herança – Christopher Paolini;
O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien;
O Hobbit – J. R. R. Tolkien;
As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis;
As Aventuras do Caça-feitiço – Joseph Delaney;
A dança da floresta – Julliet Marillier;
Stardust – Neil Gaiman;
Harry Potter – J. K. Rowling;
O Único e Futuro Rei – T. H. White.

site: natrilhadoslivros.blogspot.com
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nerito 04/10/2013

Um universo fantástico inspirado na cultura da nossa gente
Fruto de quinze anos de escrita e reescrita, o romance é ambientado em um universo repleto de seres fantásticos e busca como principal referência o folclore e a mitologia que permeiam o imaginário de Minas Gerais. Nas páginas de O Medalhão e a Adaga o leitor poderá encontrar contadores de histórias, tropeiros, sacis, mulas-sem-cabeça, animais falantes, versos de cordel, profecias, além de muita aventura e magia.
Gorgórdia é um reino idílico. Não há muitos luxos, nem mesmo para os mais ricos, mas ainda assim ninguém passa fome. O maior problema dessa terra é justamente a magia que a permeia. Tão poderosa quanto qualquer força da natureza, a magia permite que deuses andem pela terra e que criaturas fantásticas sejam algo comum. Entidades benéficas ou não, essas criaturas habitam o interior das florestas. Há animais falantes, cucas, sacis e gigantes, além de muitos outros seres.
Felizmente, há também os Arqueiros Sagrados. Humanos que nasceram com a capacidade inata ao manuseio da magia, a eles cabe manter a paz e a ordem, seja impedindo que homens cacem os animais falantes, seja na prevenção do ataque de alguma criatura maligna e poderosa.
Muitos nunca viram um Arqueiro Sagrado, mas todos sabem que é melhor que isso nunca aconteça. Afinal, a presença deles só significa uma coisa: problema. Ainda assim, esses poderosos guerreiros são prestigiados e temidos entre o povo.
Em Teran, pequeno povoado do interior de Gorgórdia, vive Bildan, um jovem e solitário pastor que desconhece suas origens. Marcado por uma tragédia pessoal e considerado um menino amaldiçoado, ele é obrigado a crescer sem amigos, enfrentando o desprezo de quase todos ao seu redor.
Cansado dessa hostilidade e impelido por um desejo interior e misterioso, Bildan decide viajar rumo à Bosque Assombrado, sem imaginar que lá se encontra o segredo sobre suas origens e seu destino. E nesse lugar encantado Bildan encontra uma misteriosa garota e um livro mágico, com uma mensagem secreta. Assim, o rapaz deverá atravessar uma terra repleta de magia e perigos, numa jornada desafiadora, rumo a grandes revelações sobre seu passado e sobre o sentido de sua existência.
O Medalhão e a Adaga buscará levar o leitor através de um mundo rico em detalhes, livremente inspirado no folclore nacional, onde uma saga sobre amizade, coragem e descoberta terá seu início.

site: http://www.oguardiaodehistorias.com.br/2013/10/um-universo-fantastico-inspirado-na.html
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