Aventuras na História N° 122 (Setembro de 2013)

Aventuras na História N° 122 (Setembro de 2013) Varios



Resenhas - Aventuras na História #122


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. 04/11/2021

Setembro de 2013
"De pai para filha"
A História é cheia de contradições. Em outro momento a Princesa Isabel foi apresentada na revista como pessoa extremamente culta e preparada para governar o terceiro reinado. Dessa vez foi destacada sua carolice, voltada para assuntos domésticos e religiosos, onde detinha mais conhecimentos em conversações rotineiras, sem aptidão e tato para a política, assunto que lhe causava ojeriza, contrariando as expectativas do imperador e pai.
A reportagem é interessante, com estes e outros aspectos acerca da monarquia em seus últimos momentos.
Sobre o imperador, a abordagem passou pela infância e adolescência, forçadas para o estudo em preparação para o governo. Teria um quê de insegurança e timidez, sendo fato notório também sua erudição e empenho pelo país, conhecido em outras nações por seus atributos. Faltou abordagens sobre a imperatriz Tereza e sobre a Condessa de Barral.
Na parte sobre a Princesa Isabel, além da carolice e pouco tato para a política, foi destacado também o esposo francês - Conde d'Eu. Sua impopularidade e desconfiança do povo contribuiu para a rejeição de Isabel como imperatriz.
A abolição da escravidão foi tratada. Apesar de ser o momento de maior popularidade da princesa, foi decisiva para a perda do apoio dos políticos interesseiros.
Curiosidades da reportagem: Princesa Isabel não tinha mesmo sobrancelhas? Oche! O neto do imperador (Pedro Augusto, filho de Leopoldina, irmã de Isabel) foi cogitado para o trono (olha! segundo o desenrolar da reportagem, puxou à "Maria I"...).
Leitura legal!

"Imperador cansado"
Capítulo inédito do livro "1889" de Laurentino Gomes, acerca do imperador nos últimos momentos da monarquia e da vida. Destacou a saúde fragilizada e cansaço, com os eventos da república desenvolvendo-se sem oposição.
Curti a leitura e quero ler o livro, que apresenta a História de forma curiosa.
É bobagem o que escrevo, como muitos de meus devaneios, mas o texto lembrou-me Dom Fabrizio, do clássico "O leopardo", de Lampeduza. Está lá a monarquia finando-se, na representatividade de um homem impactado pelo tempo e transformações inevitáveis dos novos tempos. O texto de Lampeduza é cativante e, resguardando-se as proporções, o texto de Laurentino pareceu-me também prazeroso. É devaneio, viu....
Em 2022, se o Senhor permitir, vou ler esse e outros da coleção...

"A cidade que atravessou o mar"
Conta a história de Mazagão, no Amapá, que fez parte de projeto (mal sucedido) de ocupação portuguesa na Amazônia com a transposição de várias famílias portuguesas vindas da África (leia-se expulsas pelos mouros no século 18).
A reportagem é baseada no livro "Mazagão - a cidade que atravessou o Atlântico", do pesquisador francês Laurent Vidal. Tenho autografado, li e fui no lançamento aqui em Macapá.
História fascinante....

Mais duas curiosidades, das notas históricas da revista:
- o costume (chechelento) que alguns europeus tem de não gostar de banhos teria sido decorrente da Peste Negra no século 14. Engraçado que entre romanos e gregos era ritualístico o asseio corporal. O que aconteceu no continente? Ih! Já tinha respondido, olha! A ciência de época dizia que a peste era transmitida por ar contaminado (miasmas) e o banho abriria os poros para a entrada... Quá-quá-rá-quá-cá! E o ratos fazendo a festa no meio da sujeirada...
- os imigrantes, além de contribuírem com a mão-de-obra e tecnologias novas para o desenvolvimento do país, foram responsáveis também pelo incentivo da prática esportiva, apresentando, despertando, incentivando e despertando curiosidade acerca de esportes desconhecidos, como o futebol. Antes deles a galera era dada ao sedentarismo.
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