História das Ideias e Movimentos Anarquistas Vol. 1

História das Ideias e Movimentos Anarquistas Vol. 1 George Woodcock




Resenhas - História das idéias e movimentos anarquistas, vol. 1 - a idéia


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Toni.Rodrigues 19/07/2018

Bom pra quem busca conhecer mais sobre os autores e não sobre a ideologia Anarquista.
O livro adota uma estrutura muito boa, de comentar sobre os principais ícones anarquistas, abordando os aspectos positivos e negativos de cada um dos autores.

Serve muito para você selecionar aqueles que pode ter mais inclinação para sua ideologia, por exemplo, me darei bem com Prodhoun, Kropotikin e Bakunin, já fiz a leitura desses, e pretendendo, depois de ler as coisas desse livro, me aprofundar mais ainda nesses citados.

Outra coisa: o livro não fala em si sobre o que é o Anarquismo, sua função principal não é essa, mas sim, apresentar a visão de determinados autores. Isso é coerente em vista da pluralidade de organizações que se construíram ao longo da história, visando o mesmo fim.

Se espera conhecer modelos de sociedade, modelos de guerra e revoltas, aconselho fazer a leitura crua dos autores mencionados - em especial Kropotikin.

No geral, um livro bom e recomendado! Serve bastante pra quem não conhece sobre os autores e está perdido sobre por onde começar.
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Joca 02/04/2017

Início de uma grande jornada
O livro começa com um grande bombardeio de informações, o que pode afastar os mais novatos no conhecimento da ideologia anarquista, porém recomendo que continuem no que pode ser o início de uma longa jornada rumo ao estudo de uma ideologia extremamente rica e plural.
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eriksonsr 14/11/2016

Ótimo para se ter um contato com alguns dos principais nome da história desse movimento
O início do livro é um pouco complicado (mas seja forte, resista!), tem informações de mais sem preparar você bem para as mesmas, porém ainda sim é muito bom (a maioria das anotações que fiz residem neste início), fala sobre a origem da palavra "anarquia",as principais confusões e ideias erradas que se tem a respeito, bem como fala rapidamente sobre algumas das ideias de alguns dos principais nomes do movimento.

Depois do início cheio de informações e direto, a leitura fica melhor, mostrando em ordem cronológica os principais nomes do movimento, trazendo algumas informações bibliográficas sobre os mesmos e expondo suas ideias.

O autor passa uma boa imparcialidade durante o livro, mais expondo as ideias e seus teóricos do que discutindo as mesmas, o autor não quer converter você, está apenas mostrando as ideias, o que achei bem legal (mais um ponto positivo na conta do autor), porém ainda sim em alguns poucos momentos o autor comenta algumas incoerências destes teóricos e fornece um contraponto.

Acho que é isso, é um ótimo livro, principalmente para pessoas que nunca leram nada a respeito e querem entender um pouco as ideias e alguns dos teóricos por trás delas.


Alguns pontos e trechos que achei interessante (sim! Tem bastante coisa!):
"Do ponto de vista histórico, o anarquismo é a doutrina que propôe uma crítica do futuro e os meios de passar de uma para a outra. A simples revolta irracional não faz de niguém um anarquista.";

"Seu objetivo final é sempre a tranformação da sociedade; sua atitude no presente é sempre de condenação a essa sociedade, mesmo que essa condenação tenha origem numa visão individualista sobre a natureza do homem; seu método é sempre de revolta social, seja ela violenta ou não";

"Anarchos, a palavra grega original, significa apenas 'sem governante' e, assim, a palavrava anarquia pode ser usada tanto para expressar a condição negativa de ausência de governo quanto a condição positiva de não haver governo por ser ele denecessário à preservação da ordem";

"Proudhon vai mais longe, sugerindo que as verdadeiras leis que regem a sociedade não têm nada a ver com autoridade; elas não são impostas de cima, mas têm origem na própria natureza da sociedade";

"Em meio à confusão de atitudes com respeito à violência e não violência, transitam esses anjos negros do anarquismo, os assassinos terroristas. Fora das circunstâncias especiais que vigoravam na Espanha e na Rússia, eles foram bem pouco numerosos";

"Na verdade, as idéias básicas do anarquismo, com sua ênfase na liberdade e na espontaneidade, excluem a possibilidade de uma organização rígida e especialmente de qualquer ocisa que se assemelhe a um partido criado com o objetivo de tomar o poder";

"Na medida em que buscam o poder, todos os partidos, sem exceção, são variantes do absolutismo", Proudhon

"Por mais respeitados que tenham sido homens como Kropotkin, Malatesta e Louise Michel, nenhum deles excerceu ou tentou exercer a mesma influência hpnótica sobre todo o movimento, como fizeram Blanqui ou Marx, e, embora o anarquismo tenha produzido sua cota de livros notáveis";

"Proudhon deseja reconstruir a sociedade, não aboli-la, e imagina os homens do futuro reunidos em grandes federações de comunas e cooperativas operárias, tendo como base econômica um modelo onde indivíduos e pequenos grupos, dispondo (e não possuindo) de seus próprios meios de produção, ligados opr contratos de permuta e crédito mútuo que assegurariam a cada um o produto de seu próprio trabalho";

"Depois do mutualismo, chegamos às três variantes mais conhecidas do pensamento anarquista, o coletivismo, o anarco-comunismo e o anacosindicalismo. Todos eles contêm alguns elementos das teorias de Proudhon";

"Durante os últimos anos da década iniciada em 1870, Kropotkin e seus companheiros foram um pouco mais longe: não se limitaram a ver na comuna local e em associações semelhantes os guardiães adequados dos meios de produção. Criticaram também o sistema de salários em todos as suas formas e ressucitaram a idéia, já proposta por Thomas More, de um comunismo literal, que permitiria a todos retirar aquilo que desejassem dos depósitos comuns, tendo como base o lema: 'De cada um, de acordo com seus meios; a cada um, de acordo com suas necessidades'. A principal diferença entre os anarco-comunistas e os anarcosindicalistas que surgiriam dez anos depois nos sindicatos de classe franceses é que esses últimos valorizavam o sindicato revolucionário tanto como instrumento de luta que tinha na greve geral sua arma mais poderosa quanto como base sobre a qual poderia ser construído o futuro da sociedade livre.

"Finalmente, um tanto fora do círculo que vai do anarquismo individualista ao anarcossindicalismo, chegamos ao toltóismo e ao anarquismo pacifista que surgiu principalmente na Holanda, Inglaterra e Estados Unidos antes e depois da Segunda Guerra Mundial. Seus discípulos e os pacifistas anarquistas preferiram concentrar suas atenções quase exclusivamente na criação de comunidades libertárias, especialmente comunidades agrícolas, inseridas na sociedade atual, numa espécie de versão pacifista da 'propaganda pela ação'. Os anarcopacifistas aceitam o princípio da resistência e até a ação revolucionária, desde que não incorra em violência, que consideram uma forma de poder e, portanto, de natureza não-anarquista";

"As diferenças entre as várias escolas se restringem a duas áreas bem definidas: métodos revolucionários (especialmente o uso da violência) e organização econômica. Num dos extremos, temos os individualistas, que desconfiam de qualquer forma de cooperação; no outro, os anarco-comunistas, que imaginam uma ampla rede de instituições de ajuda mútua interligadas";

"Se o homem é um ser naturalmente capz de viver numa sociedade assim livre, se a sociedade é realmente um produto natural, então obviamente todos aqueles que tentam impor-lhes leis feitas pelo homem ou criar aquilo que Godwin chamou de 'insituições positivas' são os verdadeiros inimigos da sociedade";

"A ênfase na origem natural e pré-humana dos sociedades fez com que quase todos os teóricos anarquistas, de Godwin até nossos dias, rejeitassem a ideía do contrato social, criada por Rousseau. Ela também fez com que rejeitassem não apenas os comunismos autoritário de Marx, com sua ditadura do proletariado criada para impor igualdade por meio de uma força externa, mas também os vários tipos de socialismo utópico pré-marxista";

"O desejo de simplicidade é parte de uma atitude ascética que impregna o pensamento anarquista. O anarquista não se limita a sentir raiva dos ricos; ele sente raiva da própria riqueza";

"Recursos suficientes para permitir que o homem seja livre, esse é o limite das exigências materiais do anarquista";

"Os anarquistas consideram contra-revolucionários todas as instituições e partidos que têm como base a idéia de regular as transformações sociais por meio de atos do governo e leis criadas pelo homem";

"A democracia prega a soberania do povo. O anarquismo, a soberania da pessoa. Isso significa que o anarquista nega muitas das formas e idéia democráticas. As instituições parlamentares são rejeitadas porque significam que o indivíduo abdicou de sua soberania, delegando-a a um representante e, ao fazê-lo, permitiu que fossem tomadas decisões em seu nome, sobre as quais já não tem nenhum controle";

"Certamente é a propriedade individual e privada a responsável pela miséria do povo. Pois, primeira ela faz com que as pessoas roubem umas das outras e, depois, cria leis para enforcar aqueles que roubaram" Winstanley;

"São os interesses comuns que regem suas preocupações e fazem suas leis; e as leis criadas pelo interesse comum são muito mais importantes do que aquelas criadas pelo governo";

"A anarquia é transitória, mas a ditadura tende a se tornar permanente";

"Ao opor-se à formação de partidos políticos altamente organizados e insistir nos pequenos grupos informais integrando-se naturalmente a um movimento mais amplo, Godwin esboçava o primeiro plano dos modelos de organização anarquista que surgiram mais tarde";

"Voltando sua atenção para o funcionamento do governo democrático, Godwin defende a simplificação e a descentralização de todas as formas de administração. Grandes estados complexos e centralizados são nocivos e desnecessários ao bem da humanidade";

"Não se deve estimular qualquer projeto de criação de um sistema estatal de ensino pela óbvia ligação que este teria com o governo nacional, um vínculo muito mais formidável do que a velha e bastante contestada aliança entre Igreja e Estado" Godwin;

"Apesar da suspeita com que encarava a cooperação, Godwin não imaginava os homens liberados vivendo isolados uns dos outros, cheios de suspeitas mútuas. Pelo contrário, imagina a possibilidade de especialização nos vários ofícios, o que levaria o homem a seguir a profissão para a qual tivesse maiores aptidões e a distribuir o excesso de sua produção entre quem dela necessitasse e recebendo as sobras do que seus vizinhos tivessem feito, sempre com base na distribuição espontânea, jamais na troca";

"Stirner critica a sociedade vigente por seu caráter autoritário e antiindividualista";

"Economicamente, a comuna se expressará pela disponibilidade de produtos e serviços para todos aqueles que deles necessitam, e é aqui, quando se estabele como critério de distribuição não o trabalho, mas a necessidade, que chegamos ao ponto que distingue Kropotkin do coletivista Bakunin e do mutualista Prodhon, já que ambos imaginaram sistemas de distribuição diretamente relacionados à quantidade de trabalho que cada operário realizou. Em outras palavras, Kropotkin é um anarquista comunista; para ele, o sistema de salário em qualquer de suas formas, mesmo quando administrado por Bancos do Povo ou por associações de trabalhadores através de cheques de trabalho, é apenas mais um tipo de coerção que não deveria ser admitido numa sociedade voluntário";

"Na verdade, A Conquista do Pão parte do pressuposto criado por Proudhon de que a herança da humanidade é coletiva e que, sendo impossível medir a contribuião de qualquer indivíduo isolado, essa herança deve ser desfrutada coletivamente";

"Se os artigos de luxo deixassem de ser produzidos, se toda a energia gasta em atividades burocráticas e militares fosse desviada para a execução de tarefas socialmente úteis, não seria difícil proporcionar o suficiente para todos";

"E ouvimos com inquietação a exortação que Kropotkin dirige ao homem inútil: 'Se fores absolutamente incapaz de produzir alguma coisa útil, ou se te recusas a fazê-lo, então dever viver como um solitário ou como um inválidade; se formos suficiente ricos para dar-te o mínimo necessário, teremos prazer em fazê-ço... és um homem, e tens o direito de viver. Mas, como desejas viver sob condições especiais, e queres abandonar as fileiras, é mais do que provável que sejas prejudicado nas tuas relações diárias com outroas cidadãos. Serás olhado como um fantams da sociedade burguesa, a menos que teus amigos, descobrindo que tens talento, bondosamente te libertem de todas as obrigações morais, fazendo todo o trabalho necessário em teu lugar";

"Em Ajuda Mútua, Kropotkin começa o livro sugerindo que em todo o mundo animal, do inseto até o mamífero mais desenvolvido, 'existem relativamente poucoas espécies que vivem solitariamente ou formando pequenas famílias e o seu número é limitado'. Frequentemente esses naimas pertencem a espécies em extinção ou vivem assim devido às condições artificias criadas pela destruição provocada pelo homem";

"A vida em sociedade permite que o mais fŕagil dos animais, os menores pássaros e os mamíferos mais débeis resistam e se protejam das mais terríveis aves e feras de rapina, ela permite a longevidade; possibilita que as espécies criem seus filhotes com a menor gasto possível de energia e manem seu número inalterado, apesas de um baixa de nascimento. As espécies que a abandonam voluntariamente estão fadadas a desaparecer, enquanto aqueles animais que melhor sabem viver juntos têm as maiores chacnes de sobreviver e evoluir";

"O home é e sempre foi um ser social, afima Kropotkin. Ele representa a declaração clássica de uma idéia comum à maioria dos anarquistas, a idéia comum à maioria dos anarquistas, a idéia de que a sociedade é um fenômeno natural, anterior ao aparecimento do homem";

"A maior falha de Ajuda Mútua é não reconehcer a tirania imposta por costumes e hábitos da mesma forma que reconehce aquelas impostas por governos e regulamentos. Mais uma vez Kropotkin demonstra estar disposto a aceitar a coerção moral, seja ela imposta pelos costumes de uma tribo primitiva, ou pela opinião pública numa sociedade anarquista, sem admitir até que ponto essa força também nega a liberdade do indivíduo. O indivíduo em uma sociedade repleta de tabus no primitivo Congo tinha na verdade muito menos liberdade de ação de um cidadão na Inglaterra. Uma sociedade sem governo, em outras palavras pode estar muito longe de ser uma sociedade livre, no que se refere à vida pessoal de seus membros";

"Tolstoi não chamava a si mesmo de anarquista, porque aplicava esse termo àqueles que desejavam transformar a sociedade utilizando métodos violentas; preferia considerar-se um cristão literal";

"Embora o pondestrutivismo de Bakunin obviamente não seduzisse Tolstoi, esses dois barins rebeldes mas autocráticos tinham muito mais pontos em comum do que ambos gostariam de admitir, pois a seu modo, Tolstoi era um iconoclasta e um destruidor que desejava ver o fim, mesmoq ue através de meios pacíficos e morais, do mundo artificial da alta sociedade e da política";

"Um dos aspectos principais da doutrina social de Tolstoi é sua rejeição ao Estado, mas igualmente importante é o seu repúdio à propriedade. Na verdade, ele considera ambas interdependentes. A proprieddade é o domínio de alguns homens sobre outros, e o Estado existe para garantir a perpetuação das relações de propriedade";

"Vemos, pelo contrário, que nos mais diferentes assuntos as pessoas da nossa época organizam suas vidas incomparavelmente melhor do que aqueles que os governam são capazes de organizá-las para eles. Sem a menor ajuda do governo, e muitas vezes apesar da interferência do governo, as pessoas organizam os mais variados tipos de empreendimentos sociais, sindicatos operários, sociedades cooperativas, companhias de estradas de ferro, uniões de trabalhadores. Se é preciso fazer arrecadações para executar obras púbicas, sem violência, arrecadar voluntariamente os meios necessários para executar qualquer das coisas atualmente feitas através de impostos, bastando apenas que o empreendimento em questão fosse realmente de tuilidade pública? Por que devemos supor que não possível existir tribunais sem violência? O julgamento conduzido por pessoas em quem os disputantes confiam sempre existiu e semrpe existirá, sem necessidade de violência... E, do mesmo modo, não há razão para supor que as pessoas não possam decidir, por concordância mútua, como a terra deverá ser partilhada" Tolstoi;

"Tolstoi chega a fazer uma distinção entre a violência de um governo, que é totalmente perversa, porque deliberada e operando pela deturpação da razão, e a violência do povo enfurecido, apenas parcialmente errada, pois tem origem na ignorância";

"A força moral de um único homem que insiste em ser livre é maior do que a de uma multidão de escravos silenciosos";
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Adriana Scarpin 30/03/2016

No capítulo a árvore genealógica o autor discorre sobre as fagulhas primitivas do anarquismo, com especial ênfase em dois momentos que praticamente fundaram o anarquismo moderno: o movimento dos cavadores ingleses com Winstanley e e os Enrangé da revolução francesa com Roux e Varlet.
O capítulo O Homem Racional é inteiramente dedicado a William Godwin e o dissecar de sua obra Political Justice, que embora não se autodenomine anarquista muito das ideias de Proudhon foram preconizadas por Godwin.
Dedica-se o capítulo O Egoísta a Max Stirner, como influenciou Nietzsche e seu conceito de Superman e assim como Godwin ele formulou à parte do movimento anarquista o conteúdo de O Único e sua Propriedade.
No capítulo O Homem dos Paradoxos explana-se a trajetória de Proudhon e seu anarquismo mutualista, sua união e futuro desentendimento com Marx, sua prosa aclamada e a influência nos primeiros anarquistas.
No capítulo A ânsia de Destruir o autor discorre sobre Bakunin, de como sua amizade com Turgueniev influenciou a escrita de Rúdin e a sua amizade com Nechayev influenciou a escrita de Os demônios de Dostoievski. O antagonismo com Marx na Internacional e de como ambos eram autoritários, assim como o fato de Bakunin ter sido o primeiro homem efetivamente de ação do movimento anarquista.
No capítulo O Explorador define-se o anarquismo comunista de Kropotkin, o fato dele ser o mais otimista e bondoso dos revolucinários, como seu pensamento científico aliou a cooperação mútua, mais do que a luta, na sobrevivência das espécies.
O capítulo em que se discute Tolstói é O Profeta, explana como ele se autointulava cristão libertário e seus experimentos com educação e economia na própria propriedade e o quanto seu anarquismo pacifista influenciou Gandhi.
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Ricardo Silas 30/05/2015

Introdução ao anarquismo.
Para afastar o obscurecimento que as ideias anarquistas sofreram do início do século XIX até os nossos dias, George Woodcock preparou esse pequeno compêndio que mais parece um antídoto do que uma mera propaganda ideológica. O volume 1 de "História das ideias e movimentos anarquistas" reúne os principais elementos que deram origem aos clássicos filosóficos e políticos que almejavam alcançar a anarquia, ou acracia, no mundo. O autor esclarece que o conjunto de pensamentos inseridos nos contextos políticos a partir da Revolução Americana, esteve apaixonadamente comprometido com a libertação revolucionária "do homem" em sua busca por igualdade social e econômica. Isso permitiu que se formassem grupos de movimentos sindicalistas, marxistas, socialistas utópicos, científicos e, o que mais me interessou, os anarquistas. Diante desses impulsos libertários, Woodcock introduz sínteses da origem e evolução das ideias dos mais destacados pensadores clássicos pós-Revolução Industrial, dentre os quais se encontra: Godwin, Proudhon, Kropotkin, Bakunin, Tolstoi, Malatesta e outros grandes nomes do anarquismo moderno. Antes disso, foi necessário definir o que propõe o anarquismo em contraponto aos conceitos equivocados que foram incutidos na opinião pública majoritária, que se resume em tratar os anarquistas como máquinas de destruição em massa. Mas não é difícil de interpretar razão de tanta repugnância infligida aos anarquistas até os dias de hoje, já que suas premissas se baseiam em contestar os elementos hierárquicos que vigoram na sociedade atual, imaginar uma sociedade futura livre de qualquer essência de dominação e poder, como o próprio governo e os Estados (o que implica em excluir a existência da propriedade privada), e, sobretudo buscando métodos pelos quais essa sociedade futura, quase sempre sonhada de maneira profética (ou apocalíptica) se efetive. Nisso todos os anarquistas se encaixam, embora difiram nos métodos de antecipação da anarquia, que pode ser violento ou pacífico, isto é, revolucionário ou evolucionário. Há também algumas divergências que distinguem as vertentes do anarquismo clássico, pois muitos não concordavam com a forma de gerenciamento da economia. Nesse ponto, o leitor se deliciará com grandes utopias (possíveis de se realizar num futuro distante), como o anarco-comunismo , anarco-coletivismo, anarco-individualismo, o mutualismo e o pacifismo. Cada uma dessas correntes possui grandes alicerces históricos, desenvolvidos especialmente por seres humanos que realçaram a substituição do governo por diferentes formas alternativas de cooperação e autogestão coletiva, tudo isso alinhado com a declaração imediata da soberania inerente em cada um de nós.
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Allan 28/06/2012

Pequeno, barato, e cabe no bolso da calça jeans (já testei).

De início, o livro traz muitos nomes de grandes pensadores anarquistas, informa datas de fatos marcantes, dentre outras informações pertinentes. Por conta disso, as primeiras páginas são um tanto massantes, visto a quantidade de informações recebidas.

Em contrapartida, serve como um livro de referência básico para, futuramete se aprofundar no estudo do idealismo anarquista, justamente por oferecer, nomes e outras informações. Com isso, pode-se tanto conhecer o idealismo, como os grandes pensadores que fizeram história, e lhe oferece um "resumo" de conceitos, e correntes do ideal anárquico.
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Andre 06/01/2010

Aprenda um pouco sobre Anarquismo
Quando estava passando por uma livraria, vi esse livro. Fiquei doido! Só que não tinha dinheiro na hora, solução: peguei emprestado com uma amiga minha que estava comigo. Claro que depois paguei a ela!

O livro faz um apanhado da história do anarquismo, começando, acho eu, em 1690, eu acho - não lembro, faz muito tempo que leio. Cita-se cada canto do mundo onde o anarquismo fez algo de importante, passando pelas décadas e chegando até hoje.

O que percebi é que o autor ás vezes me confundiu um pouco, mas foi muito pouco. Eu consegui pegar o que não sabia e o que já sabia, tratei de aperfeiçoar.
O Estrangeiro 30/09/2015minha estante
Devia ter roubado o livro.




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