Corações Feridos

Corações Feridos Louisa Reid




Resenhas - Corações Feridos


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Bárbara 15/09/2013

Melancólico & Cativante
O livro é revezado entre antes e depois da morte de Hephzi – que é narrado por ela própria – e depois da morte de Hephzi – que, por sua vez, é narrado por sua irmã Rebecca.

A história gira em torno do que as irmãs vivem dentro de casa. Elas são criadas por pais religiosamente fanáticos e cruéis. A palavra pai é escrita sempre com letra maiúscula – Pai ou Pais –, então percebemos que elas veem os pais como seres superiores, pessoas que elas nunca poderiam e nunca conseguiriam enfrentar sozinhas, apenas com a ajuda de alguém, algum anjo bom.

Elas sempre viveram uma vida de miséria, sem prazeres, existindo apenas para os pais e para a igreja. Mas tudo muda quando as duas começam a frequentar a escola. Hephzi – bonita, alegre, sociável – logo consegue seu grupo, amigas, e até uma paquera; Rebecca – deformada, cuidadosa e esforçada- sempre sozinha na biblioteca, com todos a olhando com horror.

Desde o princípio, a morte da irmã é um mistério para todos nós, começamos a juntar as peças através dos flashes do passado e dos eventos contados por Rebecca, no presente.

Apesar das diferenças, as irmãs se amavam. Hephzi sempre teve vergonha de Rebecca, por isso a irmã era excluída dos seus planos. Mas Rebecca nunca deixou de gostar da irmã por isso, sempre achou que Hephzi tinha motivos para agir dessa maneira – percebemos aí o seu complexo de inferioridade, ela foi criada sendo considerada um monstro, então começa a achar que realmente era, que ela não tinha o direito de ter companhias e ninguém poderia nunca amá-la.

As duas meninas são tão inocentes, que não entendem os temas básicos para qualquer adolescente, como menstruação, gravidez, etc. Elas acham que a vida é como nos livros, que os amores são para sempre, que é possível ser como Elizabeth Bennet e Mr. Darcy.

A história nos envolve de tal maneira, que sentimos a dor através das personagens. Chegou um momento que passei mal, a dor foi tanta que comecei a suar.

Hephzi morre em consequência de ter a coragem de tentar elaborar um plano para se ver livre daquela casa. Se Hephzi – bonita, talentosa, agradável – não consegue, será que Rebecca um dia poderá se livrar de toda essa opressão?

Esse livro tem uma grande semelhança com A Pecadora, de Petra Hammsfahr. O indico para quem gostou de Corações Feridos. O clima de A Pecadora é bem mais pesado e a melancolia também. São livros que ficam dentro de você, que te tiram risos e choros. Você aprende a dar valor a sua vida, a ajudar os outros. Você se torna uma pessoa melhor!

Fernanda 23/09/2013minha estante
Sua resenha ta incrível , o livro parece muito bom ,mas triste demais .


Leticia 24/09/2013minha estante
Nossa, fiquei mais curiosa ainda em ler esse livro.


Bárbara 25/09/2013minha estante
Apesar de ser triste, vale a pena! O final é incrível.


Pryh Santos 27/09/2013minha estante
Sua resenha me deixou bastante intrigada, não só por Corações feridos como também por A Pecadora, vou procurar os dois.


Rodrigo 09/10/2013minha estante
Estou querendo muito ler


kellytchya 23/01/2014minha estante
Eu não tinha percebido que a palavra pai era escrita em letra maiúscula,fui conferir, é verdade, adorei o livro, depois que acabei a leitura, fiquei muito pensativa, imaginando como seria a vida de Rebecca daqui pra frente, como se a personagem realmente existisse e estivesse por aí, enfrentando novos obstáculos, enfim, sua resenha é perfeita, fiquei super entusiasmada em ler "A pecadora". Bj


Hester 26/08/2015minha estante
Gostei da sua resenha, embora discorde em alguns pontos. Por exemplo, nao achei que elas achassem os pais seres superiores, e sim loucos e crueis. Elas tinham muito medo deles, e nao viam saída para elas porque nao tinham conhecimento de nada. Viviam, isoladas e se achando seres inferiores, sentimento que o pai principalmente fomentava. Principalmente em Rebecca, que na minha opiniao era a mais inteligente, pois queria ter um plano e nao fazer as coisas sem pensar. E somente Rebecca pensava no pai ou pais com letra maiúscula. Hephzi nao.


Vilma Cunha 07/02/2017minha estante
Chegou um momento do livro que cheguei a passar mal de tanta dor e tristeza...Muito triste a vida dessas duas meninas.




Fernanda 11/10/2013

Resenha: Corações Feridos
Resenha: “Corações Feridos” de Louisa Reid apresenta uma história impressionante, triste e dramática de uma família sem perspectivas. E a cada página virada, o leitor consegue sentir a angústia nítida retratada pela narração de duas irmãs: Hephzibah, ou simplesmente Hephzi (antes de sua morte) e Rebecca (após a morte da irmã), e de como tiveram que aprender a viver da forma mais difícil.

A mãe é submissa e negligencia tudo o que o pai controlador faz. São religiosos fanáticos e é perceptível o modo como há crueldade dentro desta casa e sobre a educação das filhas. A narrativa é melancólica e não dá para imaginar viver em um estado tão nefasto, desesperador e rígido.

As irmãs são gêmeas, porém Hephzi é uma moça graciosa, carismática, extrovertida e com belas feições, já Rebecca nasceu com uma síndrome e por esse motivo não se socializa, não tem confiança e nem fala com ninguém por causa de sua deformidade. Ambas vivem num mundo obscuro de medo e repressões. Se Rebecca se sente excluída é justamente por causa do pai, que a trata de modo inferior e vive lhe falando palavras ofensivas. São esses momentos que fazem derramar lágrimas dos olhos e sentir raiva de tanta maldade exposta. É um verdadeiro monstro, temível e assombroso.

Assim que as meninas começam a frequentar a escola, algo parece mudar. E o gosto de liberdade aumenta a cada dia que passa. É como se vivessem em um tempo passado, protegidas de tudo e todos, e aos poucos fossem descobrindo coisas boas, e de algum modo soubessem que estava na hora de agir e lutar por suas próprias vidas.


A relação das duas também se destaca por haver tanto amor retratado e companheirismo. Mesmo que Hephzi sinta vergonha de Rebecca, ela defende a irmã o máximo que pode e ainda a incentiva – de sua maneira – a fazer algo para mudar a situação.

A narrativa poderosa e tensa da autora é intimidante e não tem como parar de ler para então desvendar todo o mistério que cerca esta trama. Assim como revela um ambiente que infelizmente, é real para muitas pessoas, envolvendo assuntos complexos como abusos e outras fatalidades. É como se pudéssemos sentir a urgência e o medo dos personagens diante de todas as necessidades e ações.

Este livro apresenta muitas reviravoltas, e da mesma proporção que chega a emocionar por haver indícios de esperança e coragem, também abala por cada sensação de terror.

site: http://www.segredosemlivros.com/2013/10/resenha-coracoes-feridos-louisa-reid.html
Dani 11/06/2016minha estante
Sua resenha esta incrível.




Lucianoasantos 27/09/2013

Um livro surpreendente
Eu esperava muito pouco de “Corações Feridos”, mas no fim o livro me entregou muito, e me surpreendeu por sua densidade. Quão bom é quando isso acontece? Trazendo a trágica história da vida de duas irmãs gêmeas, Rebbeca e Hephzibah – se achou o nome estranho é porque não conhece a família, e por mais inusitado que seja, seu significado casa bem com o que se verá no livro – filhas de um pastor que vivem na Inglaterra e tem uma rotina familiar envolta em mistérios e segredos.

Não bastasse o clima opressor que a criação de filhos de religiosos pressupõe – mas não é regra, entendam que não é o que quero dizer, estou mais apontando um senso comum que afirmando uma opinião pessoal – uma das gêmeas, Rebecca, é portadora da Síndrome de Treacher Collins, e assim como o personagem de “Extraordinário”, tem uma severa deformidade facial.

Pegue um homem que tem uma fé extremada e você não vai demorar muito para perceber que ele vê o pecado em tudo, assim como tudo que de mal possa acontecer com o pecador se torna prova incontestável da ira divina. Uma filha com uma doença que atinge tão severamente a imagem da pessoa, causando um desenvolvimento disforme da sua face – mas não de seu intelecto – é perfeita para que este homem veja esta filha como algo pecaminoso, monstruoso e outros adjetivos nada honrosos.

Dentre muitos dos desejos do pai abusivo e autoritário aos quais as irmãs têm de se submeter, estão o mínimo contato com o mundo exterior que não aqueles necessários para os serviços da igreja, os serviços domésticos e limpeza da congregação, a estrita observação dos preceitos religiosos – como por exemplo não tomar banho quente (vai que se desperta a luxúria!) – e a opção pela educação domiciliar. Além de, claro, sorrirem quando for necessário, e esconderem Rebecca, a gêmea com a síndrome, ou ao menos tirarem-na dos “holofotes” para que se pareçam com uma família feliz, santa, perfeita.

Sendo criadas apartadas do mundo, e tendo seus conhecimentos limitados dentro daquilo que seu pai – com a conivência da sempre apática mãe – acha religiosamente apropriado saberem, as gêmeas não tem muita ciência de como o mundo funciona, e se perdem mesmo em questões banais como de onde veem os bebês – perguntem à sua mãe fanática religiosa e ganhem uma boa lavada de sabão na boca – como se comportar perante um garoto, e etc. E, claro, não têm acesso a livros, revistas, internet, enfim, nenhuma fonte externa de consulta, ficando à mercê daquilo que os pais acham necessário que saibam.

Mas as irmãs crescem. Enquanto Rebecca é tímida, calada e mais resignada quanto ao seu destino – ao menos é o que deixa transparecer no início – Hephzibah é uma força, linda, cheia de curvas, com os hormônios em ebulição e uma vontade louca de enxergar além do jardim de sua casa. Com muito custo conseguem que seu pai permita que cursem o ensino médio numa escola comum.

Aqui é o começo do livro. Logo de cara sabemos que Hephzibah está morta, e, agora, Rebecca está sozinha, tendo de enfrentar toda a escuridão que paira em sua casa. A grande sacada do livro, em sua primeira parte, é a divisão da narrativa entre as perspectivas de Rebecca, nos contando o período pós-morte de Hephzibah; e de sua irmã, Hephzibah, nos contando o período anterior, os acontecimentos que culminaram com sua morte. Deste modo, sabemos em capítulos alternados, o que aconteceu com Hephzibah e como Rebecca está lidando com aquilo, e, apesar de isso ser feito de uma forma cronológica não muito convencional, sua estrutura foi levada à termo de maneira muito competente pela autora, e funciona sem deixar cacos.

E o interessante é perceber as vozes que nos narram os acontecimentos: Hephzibah é bonita, quer ter uma vida normal, ser feliz, e, principalmente, encontrar um meio de sair de sua casa e se livrar de seus pais, mesmo que para isso tenha de deixar Rebecca de lado, pois se sua entrada no colégio é a chance que ela tem de se destacar e conseguir o que quer, ser associada à irmã estranha, com sérios problemas de formação da face pode ser um grande empecilho. Num primeiro momento torci a cara devido às suas ações, mas, por um segundo, me coloquei em seu lugar: será que posso julgá-la por querer de todas as maneiras fugir de um lar que mais se parece com uma prisão, fazendo tudo o que for preciso ser feito para tanto? Não, não posso condená-la, e, principalmente, pelos momentos em que se preocupa com Rebecca, e sonha ser possível, quando ela conseguir fugir, também resgatá-la.

Já Rebecca é uma personagem mais complexa, que tem uma carga maior para carregar: ela sabe que incomoda, que sua aparência é desagradável, e que nada pode fazer para mudar isso – seus pais não tem boas relações com médicos (como todo agressor) então nunca procuraram para ela tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida dos portadores da síndrome. Uma vez mais, me coloquei no lugar da personagem, e, desta vez, tive ciência da minha pequenez. Apesar de parecer frágil, Rebecca é de uma força quase inacreditável, com um caráter que se sobrepõe de tal maneira que é impossível não criar com ela uma ligação de afeto que passa longe do “coitadinha! ela é deficiente!”, mas, sim, reconhece seus esforços, mesmo os mais simplórios e ingênuos, e por isto também parabenizo a autora. – gostaria de explicar melhor, mas não dá para fazê-lo sem entregar o livro.

Gostei da cascata que a autora construiu para nela estruturar seu texto. As revelações, os desdobramentos, tudo vai surgindo de forma crescente e prende o leitor a cada página. Se a gente entende logo que há algo errado no pai pastor meio louco, não somos capazes de imaginar até que ponto vão seus abusos. Mais um ponto pra autora. Com sua narrativa, ela nos faz sofrer com as irmãs, nos sentimos isolados com elas; a solidão, o medo o desespero, o clima denso de catástrofe que sempre ronda as duas, tudo é palpável e nos atinge.

É um livro certeiro, bem pensado, e executado. Gostaria de ser surpreendido assim mais vezes.

Resenha originalmente publicada aqui: http://www.pontolivro.com/2013/09/coracoes-feridos-de-louisa-reid-resenha.html
Pandora 02/10/2013minha estante
Esse livro chamou tanto minha atenção que é difícil explicar!!! Entrou na lista daqueles que preciso, está até na lista do que vou comprar!!!


Borges 02/10/2013minha estante
Cara, só vi críticas positivas desse livro. Agora eu fico morrendo de vontade de lê-lo. TENHO QUE LER!


Beth 03/10/2013minha estante
Adorei conhecer a história e as personagens. Este livro me parece ser bem intenso e envolvente demais.


Nana. 03/10/2013minha estante
Não sei o que mais me agrada na história: se são as gêmeas diferentes, o pai fanático ou este segredo.
O mistério e suspense me lembra um livro da Nora Roberts, Lua de Sangue. Já leu?
Recomendo.

Abraço


Nana. 03/10/2013minha estante
Não sei o que mais me agrada na história: se são as gêmeas diferentes, o pai fanático ou este segredo.
O mistério e suspense me lembra um livro da Nora Roberts, Lua de Sangue. Já leu?
Recomendo.

Abraço


Nana. 03/10/2013minha estante
Não sei o que mais me agrada na história: se são as gêmeas diferentes, o pai fanático ou este segredo.
O mistério e suspense me lembra um livro da Nora Roberts, Lua de Sangue. Já leu?
Recomendo.

Abraço


luluzinhapinkgv 06/10/2013minha estante
Nossa, estou chocada com esse livro, ainda não li, mas pela sua resenha é possivel identificar que o tema é inovador e poletimo. Sou filha de pastor e quero muito ler esse livro para entender o que passa na cabeça desse pai perverso e na vida dessas meninas. bjos


lari 09/10/2013minha estante
Essa resenha me deixou com muita curiosidade de ler esse livro. Saber o que acontece com as gêmeas e com a família em si. Parabéns pela resenha! bjs


Cris 11/10/2013minha estante
Achei bem interessante só de ver a sinopse dele. Pela resenha dá pra ver que é bom, vale a pena ser lido e tem um história boa, como eu já esperava que tivesse. É gostoso ler livros quando vem aquela informação importante aos poucos, vai prendendo a curiosidade e faz a leitura ser melhor, dá vontade de chegar ao final.


Saleitura 11/10/2013minha estante
Um livro que me surpreendeu da mesma forma. A autora Reid soube estruturar a trama muito bem sem deixar arestas. Fiquei anestesiada com tudo que li e saber que um fanatismo doentio chega a levar um ser humano a castigar inocentes por char que são pecadores.
Uma leitura que me envolveu página por página!
Sua resenha soube maravilhosamente traçar os pontos marcantes dessa história.


Manuella 15/10/2013minha estante
Adorei! Nem de longe pensei que a história fosse de uma carga dramática tão intensa, adoro isso num livro! Especialmente quando vc diz que foi uma surpresa maravilhosa, muito bom pegar um livro assim!
Gosto de personagens bem construídos e pude perceber que o livro tem isso, além do mistério, da abordagem psicológica, drama e conflitos familiares, além da difícil situação de Reb. Lembrei mesmo de August, de Extraordinário... quero ler, já para os desejados!


Bia 15/10/2013minha estante
Parece ser bem interessante esse livro, gosto daqueles que exitem uma grande tensão, parece que deixa tudo mais emocionante e você não vê a hora de chegar ao fim. Parabéns pela resenha.
Beijos


cris 21/10/2013minha estante
Nossa gosto muito de livros que me surpreendam e agora que li sua resenha estou com vontade de ler o livro mais do que eu já tinha assim que vi eu capa que me intrigou, com sua história.As pessoas podem ser bem fanaticas com relação a religião e fazer o mal até a alguém que se ama tanto, quero muito conhecer esse drama.


Tânia Regina 23/10/2013minha estante
Pela resenha pude perceber que tem muita coisa acontecendo nesse livro, despertando o interesse em saber tudo. Gosto desta forma de escrever que mistura passado, presente e futuro, uma coisa liga na outra e eu tenho que descobrir e ligar os fatos. Acho que sou meio detetive. Amei!


Tânia Regina 23/10/2013minha estante
Pela resenha pude perceber que tem muita coisa acontecendo nesse livro, despertando o interesse em saber tudo. Gosto desta forma de escrever que mistura passado, presente e futuro, uma coisa liga na outra e eu tenho que descobrir e ligar os fatos. Acho que sou meio detetive. Amei!


Jossi 17/01/2014minha estante
Estou lendo e é como você diz: Tenso, comovente, assustador. A autora pensou até mesmo no simbolismo dos nomes das meninas: Hephzibah (do hebraico: "meu prazer está nela"), foi uma rainha bíblica. Rebeca, nome também hebraico e bíblico, foi a mãe de Jacó e Esaú (irmãos e gêmeos, um amado por ela, outro pelo pai).
Enfim, o livro é surpreendente! Quantos livros de autores mais afamados e aclamados pela mídia nos decepcionam e nos fazem perder o interesse. Enquanto outros, de autores quase desconhecidos nos fazem "viajar" na pele das personagens.
Ótima resenha, Luciano. Ainda estou nas primeiras páginas, mas penso como você: Rebeca é uma heroína, no termo mais pleno da palavra.
:)


Erika Lina 28/06/2014minha estante
Verdade a parte da religião. Religiosos fanáticos veem pecado em tudo e os filhos são vítimas disso.


Denise 28/02/2015minha estante
O livro fica dentro de você depois que termina. Não se pode dizer isso de muitos textos... Li em uma tarde - não é possível parar. Recomendadíssimo.


Jovana 17/10/2016minha estante
Terminei de ler agora, muito bom!




Bruna 12/06/2015

CHOCANTE!
Um dos livros que mais me marcaram, pela brutalidade contida na história.
É horrível o quanto as pessoas, ao se deixarem ser dominadas pela ira e rancor, são capazes. Apesar de não ser um livro denominado cristão, é possível notar o Verdadeiro Evangelho totalmente distorcido, no personagem do pai.
Também vê-se até onde mentiras interferem nos relacionamentos das pessoas de forma intensa.
Laís 15/06/2015minha estante
OOOAAAAAUUU


Bruna 16/06/2015minha estante
Procure Lalá, tem na ucs
Tu vai se apavorar tbm :s


Laís 16/06/2015minha estante
tá, vai virar meta então =D


Bruna 17/06/2015minha estante
isso aí :))




Ju Oliveira 09/10/2013

Comovente
Corações Feridos conta a história das irmãs Hephzi e Rebecca, que apesar de serem gêmeas, são completamente diferentes. Hephzi é linda e determinada, corre atrás de seus objetivos. Rebecca sofre da Síndrome de Treacher Collins, que deformou seu rosto, a deixando sempre à sombra de sua irmã.

Elas são filhas do pastor Roderick, muito religioso e severo, mas um verdadeiro crápula, sem escrúpulos. O pai, juntamente com a mãe Maria, tornam a vida das filhas um verdadeiro inferno. Elas são privadas de qualquer tipo de vida social, de qualquer lazer ou passatempo normal a qualquer garota de 17 anos. Finalmente agora, depois de muito se especular na igreja e no bairro, o pai finalmente permite que as filhas frequentem uma escola.

Meus pais tinham sua definição particular do que era o bem e o mal. Na igreja, nosso pai é um homem de Deus; na cidade, ele é um modelo de virtude; e, na casa paroquial, eu era o mal, porque fora marcada. Foi o que me disseram assim que eu tive idade suficiente para entender.

Hephzi está fascinada com tantos adolescentes bacanas e logo faz amizades e uma paquera na escola. Já Rebecca, mesmo sendo muito estudiosa e sempre ter tido muita vontade de aprender coisas novas, está sofrendo bullying. Mas o que mais a faz sofrer não é o desprezo e as piadas de mal gosto dos alunos, mas sim, a indiferença de Hephzi. Na frente de seus novos amigos, ela finge que nem conhece a “esquisita da escola”.

Mesmo estando muito magoada com sua irmã, Rebecca sempre lhe dá cobertura quando Hephzi resolve “escapar” de casa para ir a alguma festinha ou se encontrar com Craig, seu namorado. Na intimidade, as duas sempre se deram muito bem, pois sempre só tiveram uma a outra para se defenderem da tirania de seu pai.

A história é dividida entre a narrativa de Rebbeca (depois) e de Hephzi (antes). Na verdade esse “antes/depois” é a morte de Hephzi (isso NÃO é SPOILER) Enquanto Hephzi nos conta suas novas aventuras desde que começou a frequentar a escola, Rebecca nos conta tudo o que aconteceu após a morte de sua irmã.

Sem dúvida, a narrativa de Rebecca é muito mais forte, intensa e emotiva do que a de Hephzi. Mesmo sofrendo praticamente o mesmo tipo de agressão física e verbal de seu pai, Hephzi sempre foi linda e simpática, o contrário de sua irmã, que além de ter essa terrível síndrome que deformou enormemente sua face, ela é um pessoa retraída e calada, justamente por esse motivo. :(

O grande mistério do enredo é saber como Hephzi foi morta. E a forma como Rebecca nos apresenta os fatos após o funeral é tão intenso e tão estarrecedor que até assusta. Só de imaginar que realmente existe no mundo pessoas tão cruéis e sórdidas como os pais das gêmeas, principalmente o pai, parte o coração. O livro é extremamente triste, de ler com o coração apertado. A esperança que Rebecca sente, após a morte da irmã, de que sua vida pode ter um final diferente é tocante. Sua evolução como ser humano, nos meses após o incidente é motivadora. Uma história intensa que fará o leitor ficar grudado nas páginas e só parar quando virar a última página. Ótima leitura, recomendo!

site: http://juoliveira.com/cantinho/coracoes-feridos/
comentários(0)comente



Cissa 27/10/2013

Intensa e verdadeira.

Corações Feridos é o primeiro livro da escritora Louisa Reid que leio. Não sei se outros foram publicados no Brasil. Na verdade, a escritora me surpreendeu muito. Pela capa, e sei que não se julga um livro por ela, achei que fosse um romance de amor, sofrimento e saudade de um amor impossível. É um romance sim, mas é um drama muito bem escrito e fundamentado em relações humanas.

A história se passa na Inglaterra, em alguma cidade ou subúrbio londrino. Conta a história de duas jovens irmãs gêmeas Hephzibah e Rebeccca que vivem com seus pais. Elas os tratam por Mãe e Pai. A história transcorre em dois tempos, passado e presente e formam um elo perfeito.

A autora nos conta uma história triste e comovente que muitas vezes achamos impossíveis de serem verdadeiras, mas atualmente é bem provável que elas existam na realidade do nosso dia a dia.

Filhas de pai alcoolatra, fanático religioso e de temperamento difícil e com a mãe igualmente alienada e omissa, Hephi e Rebecca vão sobrevivendo ao penoso dia a dia. Sem esperanças, condições e muitos segredos familiares sórdidos elas vão levando a infância e agora a adolescência como podem.

É incrível como as amarras que aprisionam são mais as emocionais que as propriamente físicas. Incrível como o ser humano se deixa acuar e dominar quando o mais forte vence pela força e pelo ódio minando assim qualquer possibilidade de libertação de seu refém emocional.

Mas, a autora Louisa conduz a história despertando em nós interesse e uma forte ligação com as irmãs e com elas sofremos, torcemos e vibramos para que consigam mudar seu futuro, já que o presente é tão difícil e sofrido.

Corações Feridos é aquela história que mexe conosco e nos faz refletir o quanto nós nos omitimos e fingimos não ver os problemas e as dificuldades daqueles que conosco convivem tão perto e fazem parte de nosso meio não só familiar, mas de amizade, vizinhança e sociedade.

É uma história denúncia que nos faz pensar e tentar mudar nosso modo de ver o próximo que muitas vezes nos pedem auxílio e nós nem notamos.

Parabéns à Louisa Reid e que venham outras histórias tão boas quanto esta;

Manuella 27/10/2013minha estante
Cissa, que bela resenha! Pelas que li na bloosfera, vi o quanto a crueldade e a obsessão do fanatismo podem ferir profundamente suas vítimas. Quero ler sim.


Cissa 27/10/2013minha estante
Manuella, agradeço seu comentário à minha resenha e se puder leia o livro pois vale muito a pena. Beijo.




Ju 06/10/2013

Corações Feridos
Hephzi e Rebecca são gêmeas, mas nem um pouco parecidas. Rebecca tem a Síndrome de Treacher Collins, que é uma doença genética marcada pela má formação óssea da face. Nasceu sem orelhas e seu rosto parece deformado. Evita sorrir, pois acredita que seus dentes assustam as pessoas. A síndrome não a afeta de nenhuma outra forma, e ela poderia ter uma vida melhor se não tivesse os pais que tem. É possível fazer cirurgias corretivas, mas na casa em que nasceu isso nunca foi cogitado. Ela, na verdade, nem sabe que existe essa possibilidade.

"Ninguém quer olhar para uma garota como eu a não ser que seja para encarar e rir. Meus olhos tortos. Quando como ou durmo é difícil respirar."

O pai das garotas é um fanático religioso e um alcoólatra, que definitivamente tem como objetivo fazer da vida da família um inferno. Ele é o pastor e, quando está em sua igreja, mantém uma postura de ser humano generoso e guia espiritual mas, em casa, as coisas são bem diferentes.

"Eu queria ser uma versão melhor de mim, uma com todas as feridas cicatrizadas. Mas isso não acontece na vida real. Na vida real não há ressurreição, ainda que você a deseje todas as noites."

Ele acredita que a esposa e as filhas precisam de provações o tempo todo. Elas só usam roupas que tenham vindo da caridade, comem só o necessário para sobreviver (e a comida nunca tem um gosto bom). Não podem nem mesmo tomar banho em água corrente, ele acredita que uma vasilha com água gelada seja mais que suficiente para que elas se limpem. Mas o pior mesmo é que ele é extremamente violento, e não perde uma oportunidade de dar uma surra nas meninas. Principalmente em Rebecca, que ele considera ser marcada pelo mal.

"Meus pais tinham sua definição particular do que era o bem e o mal. Na Igreja, nosso Pai é um homem de Deus; na cidade, ele é um modelo de virtude; e, na casa paroquial, eu era o mal, porque fora marcada. Foi o que me disseram assim que tive idade suficiente para entender."

Hephzi e Rebecca foram educadas em casa, pela mãe. Aos 16 anos, Hephzi consegue convencer os pais de que elas precisam frequentar a escola. A garota se agarra nisso como a única chance de deixar sua vida para trás. Torna-se popular no colégio. É linda, meiga e aparentemente alegre. Só que ela também é extremamente ingênua e sonhadora, e não sabe muito bem como lidar com a liberdade. Isso acaba selando seu destino.

"Finalmente entendi a intoxicação de Hephzi com a liberdade e eu desejava outro gole, queria sentir aquela onda de felicidade em minhas veias até que explodisse como pequenos fogos de artifício em meu cérebro."

O livro começa com Rebecca nos comunicando a morte da irmã. Os capítulos intercalam-se entre o que aconteceu antes disso (com a narrativa de Hephzi) e o que está acontecendo depois (com a narrativa de Rebecca). Os segredos dessa família são apresentados aos poucos. A cada página eu me revoltava mais com os pais doentes das garotas. A mãe é completamente omissa, e o pai desumano. E elas têm medo, um medo infinito de contar a alguém a que são submetidas. Têm certeza de que ninguém acreditaria, pois o pai nunca perde a pose na frente das outras pessoas. Pelo menos elas têm uma à outra, se amam e fazem o possível para se proteger.

"Vovó me disse para nunca odiar. Se você odeia, você perde quem você é. (...) Agora já não sabia se conseguiria me controlar. Eu queria tanto odiá-los que isso machucava mais que qualquer outra coisa."

Corações Feridos é um livro infinitamente triste. É de partir o coração pensar que as pessoas realmente passam por coisas assim. Que a casa em que moram, o lugar em que mais deveriam se sentir seguras, seja o lugar mais temido e odiado do mundo para elas.

"As pessoas não se preocupam, eles querem uma vida sossegada."

Não houve final feliz para Hephzi. Mas Rebecca acaba descobrindo que não são todas as pessoas do mundo que não se importam com ela. Eu amei essa leitura, apesar do estado em que fiquei quando a terminei. A história é muito emocionante e chocante, mas mostra que sempre é possível ter esperança.

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2013/10/resenha-novo-conceito-coracoes-feridos.html
Lore 06/10/2013minha estante
Ju, uau, que resenha e que história. Senti uma carga emocional muito grande ao ler a sua resenha, da primeira letra ao ultimo ponto. Senti uma vontade muito grande de correr e ler esse livro, pois esse clima de mistério e de melancolia e tristeza de fato me atraíram, e não porque e goste de sofrer não é isso lsakjdlaskjk é que gosto de livros que me tragam uma história que vale a pena refletir, vale a pena torcer pelo personagem, que eu consiga me envolver de fato com o enredo, que me sinta parte da história, que eu não consiga largar a leitura, e foi o que eu senti em sua resenha. Eu simplesmente preciso ler esse livro, sério Ju, adorei a resenha :)


Cris 07/10/2013minha estante
Tudo neste livro parece ser muito triste: a capa, o título, o enredo...


Leilane 07/10/2013minha estante
Realmente, não é meu tipo de livro. Só de ler a resenha, tenho certeza que o livro é um imersão total num mundo que é tão absurdo para a maioria, que nem parece que existe, mas acho que não sobreviveria tão bem depois dessa imersão. Fico feliz que tenha sido um livro marcante para você, às vezes parece que quanto mais lemos, menos surpreendente fica a literatura, então um livro desses comprova que há muito o que se ler por aí.
Amei a resenha!
Beijos


Juh 08/10/2013minha estante
Quando esse livro foi lançado eu ja add ele no skoob, porque eu tinha certeza que ele é simplesmente maravilhoso e com sua resenha Ju pude confirmar isso, eu realmente amo livros de reflexão com histórias tristes, é meu tipo favorito, rsrsr. E esse livro me pareceu perfeito e nossa o que mais acontece hoje em dia é isso, a casa que deveria ser um lar, um conforto cheio de alegria é na verdade um inferno. E corações feridos parece descrever isso muito bem!!! Estou muiiito ansiosa pra conhecer de perto o drama dessas duas garotinhas!!!!


Sarah 12/10/2013minha estante
Caramba!! História pesada e triste. Não gostei muito da capa, não me chamaria a atenção na livraria... Mas sua resenha ficou ótima, me interessei bastante por ler. Eu gosto de ler sobre dramas familiares, acho um tema bastante rico. Já entrou nos meus desejados!


Narinha 12/10/2013minha estante
Doeu em mim só de ler essa resenha. O livro deve ser bem triste mesmo e fico bem triste que Hephzi não teve um final feliz, mas pelo jeito Rebecca ira ganhar sua liberdade e fugir dessa prisão atormentadora. Espero que o pai delas pague pelo seus crimes e que sua mãe aprenda a diferenciar o certo do errado! Não sei se vou ler esse livro, pois não gosto de sofrer com a leitura, mas quem sabe eu mudo de ideia...


Thaís 12/10/2013minha estante
Nossa! Que história Ju.. é tão tocante, sua resenha fez com que eu sentisse o que o livro quer passar ao leitor! Corações Feridos é uma forma de mostrar que nem pra todo mundo a vida é um mar de rosas, achei bem interessante e gostaria de lê-lo algum dia! O livro me lembrou um que eu li, se não me engano é "A amarga herança de Léo" onde ele também começava contando sua morte e depois mostrando o que aconteceu..




Rose 30/04/2014

Era para ser a estória de duas irmãs gêmeas. Uma totalmente perfeita e outra com um problema de nascença chamado "Síndrome de Treacher Collins". Para resumir é uma má formação dos ossos do rosto.
As duas irmãs seriam criadas com todo o amor, carinho, atenção e proteção que as crianças merecem.
Pois é, era para ser, por o que vemos na verdade é a triste estória destas irmãs que nasceram e cresceram em um lugar onde o amor era apenas o que uma sentia pela outra. Carinho era o que tinham nas poucas vezes em que ficavam com a avó. Atenção era para as "besteiras" que poderiam fazer e que as levariam ao inferno. Proteção era o que sentiam, mesmo que precariamente, quando estavam no quarto.
Elas viviam presas em casa, não tinham direito a nada. Um simples banho era artigo de luxo. Tinha uma vida (?) miserável, e quando digo isso, não é pela falta de dinheiro. Nos ombros destas meninas estavam depositados dores inimagináveis. Dores que ninguém deveria passar, ainda mais crianças.
A vida de Rebecca e Hephzibah começa a mudar quando mesmo contra a vontade dos pais, elas começam a frequentar a escola. Esta pequena, mas significativa vitória caiu sobre elas como um pequena e frágil luz no fim do túnel. Sabe quando uma vela está acesa e temos medo que o vento a apague? Pois é, Reb e Hephzi sabiam que qualquer deslize delas, estariam condenadas a ficarem sem aquelas poucas horas de liberdade.

"- Por favor. Dê-me mais uma chance.
Ele me olhava, surpreso por eu ter falado em minha defesa e por ter ousado demonstrar uma vontade. Seus lábios se retorceram e seu sorriso sarcástico derrubou meu olhar novamente." (Página 52)

Acontece, que a liberdade é embriagadora e viciante. Rapidamente Hephzibah se viu envolvida nas garras de um futuro livre e feliz. Rebecca ainda tinha os pés no chão e clamava para a irmã ir com calma, ter mais cuidado. Mas Hephzi sabia que não tinha tempo, que de um minuto para outro tudo podia se acabar... como se acabou...
Reb agora estava sozinha e refém daquele mal. Seus medos aumentaram, mas ela sabia que assim como Hephzi, seu tempo poderia estar acabando.

"Gravei o dia de hoje em minha memória como mais um dia negro, e está lá, uma dura história inscrita em meu coração." (Página 12)

Corações Feridos é um livro narrado por Hephzi e Reb. As irmãs contam seus medos e suas esperanças. Nos mostram que não é só o coração de ambas que está ferido, mas a própria alma delas, assim como a carne.
Foram vários pedidos de socorro que se perderam pelo caminho, ou que ninguém quis ouvir.
Várias vezes durante a leitura, eu me perguntava porque ninguém fez ou fazia nada? As pessoas são cegas? Acreditem, quando o fanatismo se faz presente, com certeza inocentes estão sofrendo em volta. E o pior de tudo isso, é sabermos que isso existe de verdade, e que realmente algumas pessoas fingem que não veem.

site: htpp://fabricadosconvites.blogspot.com
Clarice.Castanhola 18/07/2015minha estante
Confesso que estou LOUCA para ler esse livro... e sua resenha me deixou mais ansiosa ainda...




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@APassional 27/09/2013

Corações Feridos * Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Denso... Inquietante... Estarrecedor.
No entanto, magnífico e edificador.

Quem assistiu ou leu “Carrie, a estranha” de Stephen King, vai encontrar elementos muito similares em Corações Feridos, talvez tenha sido esse o motivo que me fez ler 200 páginas em um só fôlego, mergulhei de tal forma na leitura que perdi a noção do tempo, em absoluta emersão.

Desvendando mundos secretos... adoro!

A narração em 1ª pessoa, confessional e intercalada entre Hephzi e Rebecca, nos insere em dois pontos de vista opostos e conflitantes, não por entrarem em atrito, mas principalmente por apresentarem duas maneiras diferentes de ver e vivenciar a realidade.

Hephzi é a “bela”, irreverente e irresponsável, sua beleza e desenvoltura que a todos encanta, tudo lhe permite; Rebecca é a “feia” e introspectiva, desde o início associei sua imagem e modos a “Shelley” do seriado “Hemlock Grove”, que amo de paixão, depois descobri que “Frankenstein” de “Mary Shelley”, foi uma das influências da autora para a criação de Rebecca.

A trama desenvolve-se entre a escola e a vida familiar ultra-mega-secreta que envolve as duas irmãs, e não há nada de peculiar nesta fusão, pois as coisas que ocorrem por trás das paredes de um lar perfeito às vezes são mais aterradoras que o mais cruel e sangrento filme de terror, cabe aqui lembrar que esse tipo de história torna-se mais e mais terrível quanto mais próxima esteja de nossas realidades cotidianas, pois pode estar acontecendo neste exato momento, e neste caso o sangue não é “catchup” e a dor está longe da encenação.

Envolvente, arrebatador, porém sua delicadeza nos comove e conduz à reflexão.

O grande trunfo da trama, é a surpreendente habilidade da autora em sustentar o enigma que envolve as irmãs, alimentando o mistério que queremos desvendar com nuances cada vez mais complexas, isso nos leva a penetrar cada vez mais fundo nas “úmidas paredes” do quarto das garotas, nas fugas físicas ou oníricas de Hephzi, nos terrores silenciosos de Rebecca.

Que tipo de jaula pode impedir de experimentar a vida, duas adolescentes que estão desabrochando para ela?

“Os pais”, Roderick e Maria são um caso à parte, sem esse casal ternura nenhum terror seria possível. O que poderia ser mais aterrador do que o fanatismo religioso beirando a loucura? O que pode ser mais cruel que violência doméstica camuflada? O que pode ser mais limitador do que manipulação psicológica? O que seria??? A conivência. A imperdoável conivência que permeia todos os envolvidos.

Os soldadinhos cegos de Roderick e a comunidade que faz vista grossa...

Claro que existem outras personagens em cena que colaboram para a tragédia que vai gradativa e irremediavelmente tomando corpo, na escola, na comunidade, na família, na casa paroquial, no abrigo, todas bem elaboradas frente ao papel que assumem no enredo, no entanto duas merecem destaque: O heróico Danny, que será força motriz para o desfecho... ufffffa! Emocionante; e o cobiçado Craig, que ao lado de Rebecca evolui, ambos carregam segredos que uma vez compartilhados, serão o ponto de partida para uma reviravolta na trama.

Rebecca e Craig transformam-se dolorosamente é fato, mas uma vez metamorfoseados, estarão prontos para fazer valer sua liberdade e apoiarem-se mutuamente na reconstrução de suas vidas.

Um pequeno livro, uma grande história...

Ao final da leitura, percebemos que muitas emoções foram acionadas em “nosso coração que também é ferido” pelo relato intenso e chocante, impossível ficar imune, impossível não questionar a injustiça do mundo etc, e tal...

A solução para acalmar os ânimos, diante da crueldade verossímil exposta na elaborada trama criada pela maravilhosa Louisa Reid, no meu caso, foi relembrar os ensinamentos de um certo manual de um velho amigo:

“A marca de sua ignorância
é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia.
O que a lagarta chama de fim de mundo
o mestre chama de Borboleta”.
(Ilusões, Richard Bach)

Essa é minha premonição para Rebecca: Que renascerá, abrindo suas Asas brilhantes, recitando a irreverente Sylvia Plath: “You do not do, you do not do...”, que é a porta de entrada para esse transformador romance, afinal desde o início a preciosa Rebecca nos indica que trata-se de uma alma livre.

Now! Considerações à parte:

A Novo Conceito supera-se a cada publicação, a perspicácia e visão editorial está tornando-se imbatível. Aposta no inusitado e nos privilegia com literatura de qualidade. A capa é linda, mas são os Pequenos detalhes fazem a diferença e a árvore faz toooodo sentido!

Louisa Reid me Cativou! Ameeeeeeeeiiii!

Leiam! Leiam! Leiam! E amem também!

Beijos! Rosem Ferr:.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 27/09/2013.

site: http://www.arquivopassional.com/2013/09/resenha-coracoes-feridos-louisa-reid.html
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Brunna 10/10/2013

Narrativa tensa e contagiante
O que acontece dentro de uma casa quando as portas estão trancadas? E se esta casa pertencer a um devoto a Deus? O que acontece entre quatro paredes fica entre quatro paredes. Mas e se for uma coisa horrível, que precisa ser denunciada, contada para alguém? Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas e vivem em uma casa cheia de opressão e constante pavor. O pai delas é um religioso fanático e praticamente não as deixa ter contato com o mundo exterior. Elas são privadas de tudo: livros, revistas, jornais, internet, roupas novas, remédios, artigos de higiene pessoal e até mesmo banho, sob a alegação de que tudo isso tem vínculo com o pecado.
Mesmo não se entendendo exatamente como aconteceu, as duas irmãs conseguem a dádiva de poderem frequentar o segundo grau em uma escola normal, assim como os outros jovens. É aí que finalmente Hephzi vê uma ínfima oportunidade de fugir de tudo aquilo. Ela que é bonita, caprichosa e encantadora, sabe que um dia conseguirá ir embora e deixar essa vida tirana para trás. Já Reb é cuidadosa, retraída e deformada. Ela nasceu com a Síndrome de Treacher Collins, por isso tem uma severa deformidade facial e tudo se torna mais difícil de conseguir. Até que Hephzi morre. Ela morreu sem conseguir realizar seu maior sonho. A verdadeira razão da morte de sua querida irmã estará guardada para sempre na mente de Rebecca.
Embora seu rosto seja completamente tomado pela má formação, o intelecto de Rebecca é extremamente admirável. Mesmo sabendo bem pouco dos mínimos detalhes da vida, nota-se que ela é bastante inteligente. Ela é esforçada e tem sede de conhecimento, ainda assim não é nada fácil conseguir viver com tanto abuso e perseguição. Na vida de Reb tudo é tão difícil... Será que, mesmo com tantas dificuldades, ela será capaz de escapar de seu pai abusivo e autoritário? Se Hephzi, que era mais talentosa, não conseguiu, o que garante que Reb irá conseguir?
Corações Feridos tem uma narrativa tensa e contagiante. É narrado por dois pontos de vista, um de cada irmã, sendo que a Hephzi conta todos os acontecimentos anteriores a sua morte e Reb descreve tudo o que está acontecendo após o falecimento da irmã. O leitor, logo nas primeiras páginas, é transportado para o mundo de desespero que as duas irmãs conhecem. A história é trágica demais, agressiva demais e catastrófica demais. Só que tudo foi tão bem pensado e muito bem executado que um livro denso é transformado em magnífico sem perder sua essência. Tem a quantidade certa de mistério e suspense, fazendo com que a obra seja lida em um piscar de olhos.
Essa edição da editora Novo Conceito está exemplar. Sem erros de português/digitação, letras em tamanho ideal, páginas amarelas e diagramação com alguns detalhes bacanas. A capa transmite um ar sombrio, assim como o interior do livro.
Por favor, não perca a oportunidade de ler essa obra tão boa. Adquira seu exemplar de Corações Feridos sem medo. Você perceberá como uma história com tanto isolamento, medo, opressão, privação, mistério, mentira e suspense pode te comover, emocionar e chocar da forma mais profunda e singela possível.

site: http://myfavoritebook-mfb.blogspot.com.br/2013/09/resenha-coracoes-feridos.html
Jessica 14/10/2013minha estante
Caracas, estou maluca para ler este livro e gostei muito da resenha... obg vc como sempre abrindo ainda mais minha mente bjinhos Bru.




Saleitura 11/10/2013

Duas irmãs gêmeas. Uma linda, a outra desfigurada. Divididas por um terrível segredo...
Corações Feridos já tinha me chamado atenção pela sinopse e acabei sendo motivada a iniciar a leitura no anseio de ganhar uma sombrinha. Mas nada disso passou a ter importância depois que fui absorvida por essa história de Rebecca e Hephzibah, irmãs gêmeas, que partiram meu coração e me chocaram de tal forma que não tive como deixar de ser envolvida e esquecer tudo que estava a minha volta.

Filhas de um pai religioso fanático – Pastor Roderick – que não permitia que fossem a escola, de lerem livros, de terem qualquer contato com o mundo externo. Suas roupas eram restos das doações feitas. Cresciam alheias as mudanças que surgem nas fases da vida de uma menina para adolescente, dos cuidados que devem ter com seu corpo, com os perigos que a inocência levaria a tristes consequências. Uma mãe que nada fazia para ajudar as filhas por medo do marido e nem quando eram marcadas pela crueldade de um pai fanático e bêbado. Quantos segredos não estariam por trás disso tudo?
“Você está tomando pílula, né? Indagou ele. Eu não fazia ideia do que aquilo significava, então concordei com a cabeça. O rosto dele brilhou instantaneamente. – Deve ser vírus então. – E concordei outra vez.” Página 181

A história é em primeira pessoa com capítulos alternados de Rebecca que narra o Depois e Hephzi contando o Antes.

“Hoje tentaram me fazer ir ao funeral de minha irmã... Ela sempre foi maior. Nasceu primeiro, mais forte, mais bonita, a gêmea popular. Eu vivi à sombra dela por 16 anos e gostei do frio e da escuridão; era um lugar seguro para esconder-me... Era o primeiro dia do ano-novo, e minha irmã estava morta havia uma semana.” Página 11

Hephzi era a irmã bonita e mais decidida. Depois de ameaçar a mãe e esta convencer ao pai finalmente conseguiram ingressar no segundo grau. Para Hephzi era o começo da liberdade que tanto sonhava em alcançar. Logo foi se enturmando ,fazendo amizades e arranjando um namorado Craig.

Rebecca por ter seu rosto deformado em virtude de sofrer da Síndrome de Treacher Collins, estava sempre escondida. Apesar disso ela era mais atenta, mais cuidadosa e sempre procurava ajudar a irmã fazendo as suas tarefas escolares, dando cobertura quando esta saia às escondidas para as festas e para namorar. Quantas vezes não foi castigada pelo pai para proteger a irmã. Como qualquer irmã tinham suas briguinhas mas se amavam, eram amigas e confidentes.

Gostavam de relembrar os momentos felizes que passaram com sua avó quando menores. Ela vinha buscá-las para passear, comprava livros que liam em sua casa, tomavam sorvete, passeavam nas lojas, ganhavam roupas novas. Era um momento de felicidade única , mas seu pai a odiava e um dia a proibiu de ver as netas. Brigaram, ela caiu da escada e depois acabou morrendo de tristeza.

Estar na biblioteca da escola era o que mais gostava e se pudesse leria todos os livros que estavam nas prateleiras.
“Quando eu era transportada para o Morro dos Ventos Uivantes ou para o centro de Los Angeles, ficava feliz, meu mundo recuava e, por 40 minutos, a realidade ficava suspensa em algum lugar acima da escola, como uma bexiga preta esperando o sinal de estourar.” Página 31

As saídas de Hephzi passaram a ser mais constantes indo a festas e seu namorado Craig a levava a passear de Moto por vários lugares. Estava apaixonada, amava Craig e o que mais sonhava era poder fugir para ir morar com ele. Passou a frequentar a sua casa, tinha o carinho de Pam – a mãe dele – tudo era felicidade. O que não esperava era que Craig e sua mãe fossem na Paróquia ao culto de Natal o que deixou seu pai sem ação, nervoso e muito desconfiado. Isso custou a Hephzi um trágico fim.

“O Pai me odiava porque a coisa de que ele gostava de cuidar, como um abutre ganancioso, partira, e eles agora precisavam tomar cuidado, ser mais vigilantes , caso outras perguntas fossem feitas. Mas eu me culpo também. Eu deveria tê-la salvado. Era o meu dever.”

Rebecca recebeu na biblioteca um panfleto sobre um curso de verão para “estudantes talentosos e superdotados” e além de ter um custo sabia que seria impossível o pai concordar com sua ida. Acabou tendo a oportunidade de ganhar 10 Libras por semana distribuindo folhetos. Avisou aos pais que teria aulas extras de matemática e nesse período trabalhava. Acabou sendo descoberta, castigada, ficando sem o dinheiro e mais tarde o pai a tirou da escola.

Ficava o tempo todo dentro de casa, ajudando a mãe na cozinha, limpando a Paróquia até que Srª. Sparks – amiga de seu pai – disse que já que não estudava tinha que encontrar um emprego pois era “um fardo para seus pais ter que sustenta-la”. Foi então que foi trabalhar na Casa de Repouso que ficava ao lado de sua casa. Vai aprender muitas coisas, conhecer pessoas que vão vê-la com outros olhos, mas mesmo assim ao fim de cada dia volta para seu quarto onde se esconde e mantém viva as marcas por tudo que já passou. Não consegue ter a coragem da irmã para tentar fugir, tem medo, escuta vozes de Hephzi a encorajando, mas não se atreve. Qual será o destino dessa jovem? Será que conseguirá a sua liberdade?

“Qual seria o motivo de tamanho ódio? A quem Roderick pretendia enganar ao se passar por cuidadoso provedor de uma família que estava, claramente, escapando entre seus dedos? Que mistérios e segredos torpes davam ritmo para a vida daquelas quatro pessoas?”

A autora Louisa Reid nos envolve nesse drama fazendo sentir revolta, ódio e fico imaginando quantos fanáticos devem existir neste nosso mundo real praticando atitudes cruelmente insanas.

A capa é tem tudo a ver com a história. Quanto à apresentação, encadernação, acabamento, as folhas, os detalhes das fontes que facilitam a leitura como mostram sempre a qualidade das obras da Editora Novo Conceito.

Resenhado por Irene Moreira
http://www.skoob.com.br/estante/resenha/32602371


site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2013/10/resenha-do-livro-coracoes-feridos-de.html
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Ana Martines 21/07/2014

Só leia se você tiver um coração forte, pois esse livro machuca.
Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, inseparáveis. Filhas de pais religiosos, que não as deixam sair de casa, fazer compras, nem se limparem corretamente. São obrigadas a participarem de todos os encontros, já que seu pai é o pastor. E escondem um grande segredo... Hephzibah é linda, na medida do possível. Rebelde, desafiadora e manipuladora. Já Rebecca é a que mais sofre. Nasceu com a sindrome de Treacher Collins - que deformou seu rosto - e é acusada pelos seus pais como o demônio, o preço que tiveram que pagar por terem pecado. Protetora, se preocupa demais com sua irmã, e vê sua vida mudar completamente após a morte de Hephzibah. Os capítulos são alternados entre Rebecca e Hephzibah, contando-nos a história antes e depois da morte da garota. A diagramação é simples e bonita, com capítulos curtos e uma leitura que flui perfeitamente. Os pais das garotas semelham-se à mãe de Carrie, do livro Carrie, a Estranha. Ao meu ver, eles conseguem ser piores, principalmente o pai, que Rebecca refere-se como Pai, com letra maiúscula. "Olhe para dentro, retire a pele, a carne e os ossos e encontrará uma biblioteca de sofrimentos." Corações Feridos é um livro triste. Surpreendente, mas angustiante. Não sei se eu que não estava em um momento bom, ou o livro que causou isso... Mas tiveram horas que precisei largar o livro, pensar em outra coisa, tamanha a dor no peito que estava sentindo. Não sei se captei bem a moral do livro, mas sei que, depois de lê-lo, passei a valorizar mais minha vida. Minha família, meus amigos... Minha realidade. Após conhecer essa realidade tão dolorida da vida de Hephzibah, meu modo de ver as coisas mudou. Já vi muitas pessoas falarem isso, mas não posso deixar de falar também. Só leia se você tiver um coração forte, pois esse livro machuca. Terminamos a leitura com o Coração Ferido, assim como no título. A autora está se arriscando a deixar muitas pessoas em depressão após esse livro. Recomendo a leitura para todos que gostam de um livro drástico, mas com um aprendizado enorme. Um bom livro para sair da zona de conforto, para mudar o estilo um pouco. Vale muito a pena a leitura, apesar de todo o sofrimento.

site: www.vicioemlivros.com
Chellot 24/09/2014minha estante
Olá, terminei de ler ontem e adorei. Ótima resenha.
Bjs Chellot.




Yasmim.Speretta 27/10/2015

Uma linda e triste história
Eu já havia lido livros tristes e emotivos, mas esse me surpreendeu. Tem um tom muito pessimista e muito melancólico. Conta sobre gêmeas diferentes, de personalidades diferentes, mas com os mesmos problemas: a horrível familia, principalmente o pai. O final foi muito bom, vale a pena chegar até ele. É o tipo de livro que te faz ler 'só mais um' capitulo para saber oq acontece. Muito bom; triste, mas bom.
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Raiza 10/10/2013

Emocionante
Tão emocionante, quanto estarrecedor!
O título “Corações feridos” não poderia descrever melhor os sentimentos das personagens e do próprio leitor ao terminá-lo. Me senti extremamente tocada com a história das gêmeas Rebecca e Hephzi então prepare-se para também ter o seu coração ferido por essa história fascinante e assombrosa. Porque ao mesmo tempo em que você irá se deparar com a luta de duas meninas pela sobrevivência e a inocência de duas irmãs tão diferentes você também irá conhecer o mal...

A vida das gêmeas nunca foi fácil, seus pais o pastor Roderick e Maria são pessoas extremamente religiosas, mas de pouco caráter. Souberam usar a religião em favor apenas deles mesmos durante toda a vida. Desde muito novas as meninas sentiram na pele o que a "religião" da família lhes custou. Surras, maus tratos, desaforos, tortura física e emocional. As meninas nunca puderam ter amigos, brincar ou se quer estudar em uma escola, sempre foram educadas em casa, pela mãe. Enfim, coisas realmente horríveis acontece assim que a missa de domingo acaba e a posta da rua se fecha em suas costas.

Quando as meninas chegam a idade de começarem o ensino médio, algo muda. Depois de muita insistência o pastor finalmente permite que elas se matriculem em uma escola normal, até porque estava começando a ficar difícil manter as aparências e continuar trancando as filhas dentro de casa. O que ele não esperava é que um mundo novo fosse se abrir para as meninas... Finalmente elas estão livres, a liberdade não é muita, mas é o suficiente para fazer elas sonharem em serem livres de verdade.

Rebecca a que esta menos entusiasmada com a mudança, então não aproveita essa chance, na verdade a experiência de conhecer outras pessoas para ela é traumática, pois ela nasceu com uma síndrome que deformou seu rosto ainda no útero de Maria. Como se não bastasse sofrer gozações e tortura psicológica em casa, por causa de sua doença, ela começa a sofrer também no colégio. Não consegue conversar com as pessoas nem fazer amigos. Já para Hephzi estudar fora de casa é o céu. Ela é linda e divertida, não demora a fazer muitos amigos e arrumar um namorado. Pena que toda essa felicidade de Hepzi não termina nada bem, na verdade termina a SETE PALMOS DO CHÃO.

Com a irmã morta Reb tem que aprender a sobreviver sozinha, e verá que essa tarefa não será nada fácil, assim como manter a sete chaves os segredos que rondam a morte de sua irmã e ao mesmo tempo procurar desesperadamente um meio de fuga no inferno. Esse é um livro sobre consequências, sobre como uma determinada atitude pode mudar completamente a vida de alguém, é também sobre amor e sentimento de culpa, mas em absoluto é sobre aceitação... E o que veem com esse sentimento.

Fiquei completamente estarrecida com essa leitura. A capa a primeira vista sugere uma história juvenil, até sobrenatural se você se deixar levar pela morbilidade da capa, mas não de deixe enganar, estamos diante de um ótimo Thriller Psicológico que promete não só abalar seu coração, mas também sua mente. São muitos os assuntos abordados nessa trama, entres: O bullying que Rebecca sofre, mas o mais triste é que essa discriminação não acontece apenas fora de casa, em sua maioria são seus próprios pais que a fazer se sentir inferior, assim como Hephzi mesmo que essa não tenha uma intenção clara, mas assim que ela começa a se relacionar com os outros alunos do colegio e começa a aprender "como se portar" para fazer parte "do grupo popular" ela passa a sentir uma extrema vergonha da condição da irmã, chegando até a fingir não conhece-la. O mais surpreendente é que Rebecca não liga. Ela realmente não se importa, com tantos anos aturando todos os tipos de ofensa ela acaba por ser imune aos que as pessoas falam, principalmente se a ofensa vier de dentro de casa. A única pessoa que importa para ela é Hephzi, e desta ela perdoa qualquer coisa. Na verdade a condição das irmãs se invertem, normalmente o mais forte cuida do mais fraco e no caso se deduz que Reb é a ponta da corda mais fraca, mas não é. ELA É O PILAR.

O livro também aborda os perigos de se criarem os filhos em uma redoma de vidro, com pouca informação e orientação, assim como muitos aspectos criminais de maus tratos. Mas o mais bonito é o amor que exite estre as meninas, mesmo com tanto sofrimento e defeitos a relação ainda faz um cisco cair nos olhos dos leitores. A trama segue com o mistério da morte de Hapizh, como ela morreu? Do que ela morreu? Reb teve alguma coisa a ver com a morte da irmã? Seus amigos? Seus pais? Um desconhecido, quem? Ou será que sua morte foi natural? Assim como, será que Rebecca conseguirá sua liberdade? São muitas questões e poucas páginas. Tudo se encaixa e não ficamos com absolutamente nenhuma ponta solta. A narrativa é alternada entre as irmãs. Hepizh antes de sua morte e Rebecca após a tragédia. O que é maravilho, já que podemos conhecer ambas, criarmos nossas apostas para o desfecho. A leitura discorre facilmente, com tanto que não demorei mais do que um dia para ler o livro.

Os personagens são intensos, tantos as meninas quanto os demais. Hepizh é deslumbrada, o tipo de criança que nunca viu o mundo então quando o olha por uma fresta perde a compostura e joga tudo para o alto, talvez tenha sido isso que a levou a sua morte prematura. Por um momento me ressenti com a personagem pela maneira que ela tratava a irmã, mas todos tem seus motivos para agir e não adianta julgar, na verdade me esforcei para entende-la e terminei o livro com dó da personagem, já Rebecca é o oposto, ela não se deslumbra com nada, é forte e destemida, corajosa e sensata. Torci muito para que após tantos anos ela tivesse um final feliz. Não vou entrar em detalhes sobre os pais das meninas, nem sobre os personagens que vêem depois, mas me encantei com dois deles que serão cruciais nessa história.

Como eu disse, o final não deixa pontas soltas, até porque este é um livro único. Brilhante, esse seria o adjetivo que eu usaria tanto para a obra, quanto para a autora.


site: nasproximaspaginas.blogspot.com
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