Os Adoráveis

Os Adoráveis Sarra Manning




Resenhas - Os Adoráveis


141 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Fernanda 10/10/2013

Resenha: Os Adoráveis
Resenha: “Os adoráveis” de Sarra Manning, é um livro que surpreende em vários aspectos e faz com que o leitor sinta um misto de sentimentos envolvendo raiva, incompreensão e compaixão. Em vários sentidos, pode-se dizer que é uma leitura bem dinâmica e divertida pela maneira como autora expôs a narrativa acrescentando toda a tecnologia existente – redes sociais: blog, facebook, twitter e afins – nos dias atuais. Foi justamente este fator que contribuiu para que a história ficasse mais verossímil e contribuísse, portanto, para o envolvimento.

Esta é uma leitura bem agradável e percorre um caminho que requer certos entendimentos. Os personagens mantém os seus próprios conflitos e traços típicos aguçados. É preciso tentar compreender cada um deles de um modo bem individualista para então, analisar o conjunto em si. A narrativa se intercala entre os pensamentos de Jeane e Michael.

Jeane Smith tem dezessete anos, e com seus cabelos e roupas nem um pouco convencionais, mostrou pelo menos de inicio, ser uma pessoa um tanto quando incompreendida. E é possível dizer que toda a sua antipatia e arrogância não convencem muito. Ela é vista como uma pessoa intimidadora, cruel, irritante, intragável e sem nenhuma noção de bom senso. Tem um blog que se chama Adorkable onde ela fala sobre coisas que gosta e no geral, sobre estilo de vida.

Este espaço já lhe rendeu muito conhecimento, bem como já ganhou vários destaques importantes na mídia jornalística. Jeane tem um temperamento incomum, mas também é muito independente, se rotula como feminista, e até já mora sozinha (sendo assim, na vida real é uma pessoa solitária e fragilizada, mesmo que no meio virtual apresente outro ponto de vista). Esta é uma daquelas protagonistas que poderiam render muitos debates por causa de suas decisões e opiniões conflituosas.

Michael Lee não passa muita segurança, assim como não se destaca por ser uma pessoa diferente ou querida. Ele tem um estilo próprio, porém ainda assim é bem casual. E parece ter medo de suas próprias ações. Sua namorada – agora, ex. – se chama Scarlett Thomas. O caso é que ele ainda teria uma namorada se esta não estivesse gostando do namorado de Jeane, Barney. E por causa deste episodio que os dois (Michael e Jeane) vão ser ver com mais frequência. Ele parece estar com o ego ferido, irritado com a situação em que se encontra. Mas se está assim, é apenas por causa das intervenções de Jeanne, com sua hostilidade e sarcasmo.

Depois que Michael – sem querer – derrubou Jeane de sua bicicleta, as coisas ficaram cada vez mais estranhas. Isso porque os dois ficaram abalados por ter ocorrido tantas coisas inusitadas em pouco tempo. Quando se encontram, só existe brigas e mais insultos... Até que os dois se beijam. E depois disso vieram muitos outros beijos e foi difícil pensar como eles ainda não haviam ficado juntos. Não havia muita conversa, só sabiam que não tinha como parar, assim como não tinha muita explicação para isso. Claro que logo começam a se acostumar com a idéia de estarem tão perto um do outro. É também depois disso tudo que o enredo começa a ficar muito mais empolgante e delicioso. É também quando o leitor começa a ficar mais ansioso para decifrar essa relação complicada e ao mesmo tempo tão simples. Tem como compreender?


“Num momento nós estávamos na rua, a bicicleta entre nós, e no momento seguinte, nós estávamos nos beijando. As pessoas sempre dizem: ‘E então, tipo, a próxima coisa de que me lembro foi que estávamos nos beijando’, e que nunca planejaram aquilo. É que precisava haver algo antes do beijo. Mas dessa vez, realmente, não havia.
Era eu, eu, Michael Lee, beijando Jeane Smith.” Pg.110


Este livro levanta uma questão muito importante e que pode servir de lição: as vezes a vida não acontece como o planejado e no fim a gente só tem que agradecer por isso mesmo. Outro lado explorado é sobre o ambiente em que os jovens vivem atualmente, com tanta integração e relacionamentos instáveis. Por meio de tantas perdas e discussões, Jeane e Michael aprenderam muitas coisas e revelaram ser os parceiros ideais, diante de uma história de amor emocionante.


site: http://www.segredosemlivros.com/2013/10/resenha-os-adoraveis-sarra-manning.html
comentários(0)comente



Flavia 15/10/2013

Bom
Os Adoráveis, escrito por Sarra Manning e lançado pela Editora Novo Conceito, traz a história de Jeane Smith, uma garota de 17 anos independente, com estilo próprio e excêntrico, cheia de atitude e personalidade, que há um tempo atrás resolveu criar um blog, o Adorkable, para falar sobre seu estilo de vida, o que é uma inspiração para seus leitores e seu meio milhão de seguidores do Twitter. O blog fez tanto sucesso que foi premiado por diversos meios de comunicação e ainda ganhou um Bloggie Award, e ela ainda ganha uma boa grana através de palestras e consultoria sobre esse meio para empresas. Jeane é uma dork, ou seja, alguém que simplesmente não leva em consideração a opinião alheia sobre seu gosto pessoais.
O problema é que Jeane só possui todo esse status no mundo virtual, pois na vida real, principalmente na escola, é completamente sozinha, e a única pessoa que ela mantém um contato maior, é seu namorado esquisito, Barney, e nesse relacionamento falido não existe a menor química...
Eis que surge Michael Lee, um garoto que é o oposto de Jeane, do tipo popular que só vai olhar pra garota mais bonita da escola e ignorar todas as outras, incluindo Jeane que é e bem diferente das outras no que diz respeito ao seu comportamento e estilo estranho de se vestir, e ainda acha que internet e redes sociais são besteiras fúteis e inúteis. Ele namora Scarlett, que por ironia do destino se interessou por Barney, e o interesse foi recíproco...
Jeane e Michael, passam a se ver com mais frequência devido a traição dupla de seus namorados, e arriscam um beijo, e é partir daí que a história começa a se desenrolar, pois por mais que eles sejam opostos, passam a se conhecer e a não conseguirem mais ficar longe um do outro...
Narrado em primeira pessoa, e com alternância entre Jeane e Michael, Os Adoráveis é um livro de leitura bem fácil e várias pessoas podem se identificar um pouco com a situação em que Jeane se encontra... Uma pessoa cuja vida social online é bem sucedida, animada e movimentada, enquanto na vida real, mesmo morando sozinha e tomando conta da própria vida, ela passa despercebida. Ela também tem alterações de humor constantes e quando ficava "azeda" chegava a despertar minha completa antipatia.
Michael já é o contrário, pois é bem popular e vive de acordo com as regras e exigências dos pais.
Os demais personagens não são tão explorados, então a história fica mais restrita a Jeane e Michael, e por isso, achei que ficou tudo um pouco cansativo e até um pouco maçante de acompanhar.
Como casal, apesar de não ser algo totalmente original, foi algo que saiu um pouco do padrão, sendo Jeane a menina estranha e excluída (mesmo com sua vida de glamour nas redes sociais) com o garoto popular e querido.
Já conhecia a autora pela série Fashionistas e fiquei um pouco desanimada com mais um livro onde o mundo da moda (por mais que seja um estilo próprio) e questões adolescentes estejam sendo abordados mais uma vez... Mas ainda assim é um bom livro, pois retrata a atualidade expondo como hoje em dia tudo está ligado à internet, como se todos dependessem dela pra tudo. Apesar da história dar algumas voltas desnecessárias, vale a pena dar uma chance devido a mensagem nas entrelinhas. Às vezes o que é diferente não necessariamente é algo ruim... O final também foi bem satisfatório pra mim.
A capa descontraída combinou bem com o conteúdo do livro, cuja edição não deixou a desejar, seja com relação a diagramação, tradução e revisão por parte da Novo Conceito.
Recomendo o livro para todos aqueles que curtem uma leitura leve e que querem pensar um pouco acerca da importância de sermos nós mesmos em meio a grande necessidade da tecnologia, internet, redes sociais e afins em nossas vidas.

site: http://www.livrosechocolate.com.br/2013/10/os-adoraveis-sarra-manning.html
comentários(0)comente



Queria Estar Lendo 23/06/2015

Resenha: Os Adoráveis
Os Adoráveis é tão grande e teve tantas reviravoltas e tanta história dentro dele que eu nem sei por onde começar essa resenha! A leitura foi uma agradável surpresa, é o que eu digo. Não é o tipo de livro que 'nossa quero reler vinte vezes porque perfeição', mas é divertido, tem uma escrita fantástica e tem personagens bem carismáticos.

Pelos pontos de vista bem diferenciados de Jeane e Michael, acompanhamos a vida desses dois opostos durante seu último ano de Ensino Médio lá na Inglaterra. Logo no começo do livro estamos num bazar e conhecemos a excentricidade e bizarrice de Jeane, que adora ser excêntrica e bizarra. É o estilo de vida dela, porque ela é uma dork. Diferente desde a maneira absurda de se vestir com roupas velhas, cheias de brilhos e paetês, até os cabelos coloridos - no começo do livro, cinzas para combinar com suas roupas antigas. Ah, além disso tudo, ela é famosa. Blogueira do Adorkable, um site que se tornou fenômeno pela blogsfera, ela passa seu tempo escrevendo textos que questionam coisas desde o patriarcado até o porquê de as pessoas usarem calças jeans.

Michael, por outro lado, é tudo o que pode-se esperar de um garoto prodígio exemplar. Ele tem amigos populares, é capitão do time e representante estudantil, tem um currículo maravilhoso, é gato e sabe disso, usa roupas de marca e tem uma família incrível. Onde, no mundo, ele e Jeane formaram um par ideal? Pois é, eles nunca formam, é isso que torna o livro tão legal!

"Talvez eu tenha beijado Jeane porque isso a faria calar a boca. Ou aquela pode ter sido a maneira mais fácil de lhe mostrar que eu não era quem ela pensava que eu era, que realmente podia haver algumas profundezas ocultas em mim, no final das contas. Mas tenho a terrível sensação de que a beijei porque queria."

Jeane é toda personalidade e atitude, e eu gostei ela logo no primeiro momento. Ela é tudo que eu admiro em figuras femininas na ficção, e ela também é tudo que ela admira. Jeane é arisca, não tem medo de debater e de gritar com as pessoas, defende seus ideais até o fim e aceitou esse lado esquisito e transformou-o numa arma contra as normalidades da vida. Ela é uma dork por escolha, porque, conforme conhecemos sua história, nunca teve exatamente o tipo de vida normal. Jeane é, na verdade, cheia de ressentimentos, e esses ressentimentos culminaram na fortificação da personagem. Por ter vivido tão sozinha e por estar tão sozinha, ela foi procurar companhia na internet.

"Isso era o que acontecia com os caras bonitos (não importa o quanto eles fossem feios por dentro): eles automaticamente presumiam que você suspirava e ofegava por eles, e não ficavam satisfeitos até que você gerasse seus bebês."

Michael, por outro lado, é mais aceitação e indignação. Ele não gosta da Jeane, não gosta das suas atitudes - vistas como rudes, até porque ela é bem rude - e não gosta de como ela é esquisita. Quando o namorado dela e a namorada dele começam a se aproximar, no entanto, eis que Jeane e Michael encontram um motivo em comum para tecer uma aproximação também. E isso culmina em um romance adorável.

"Eu não sabia o que dizer, o que nunca acontece, porque eu sempre sei o que dizer, e Michael Lee estava parecendo o coiote do Papa-Léguas naquela fração de segundo quando ele percebe que foi além da borda do penhasco e está prestes a despencar em um terreno rochoso cheio de cactos."

A narrativa da Sarra é muito gostosa de se ler. Quando estamos no ponto de vista da Jeane, tudo é sarcasmo e comentários perspicazes e safadezas ocultas engraçadas. Ela tem um humor peculiar porque a Jeane é peculiar, e a Sarra soube traduzir isso direitinho no jeito como narrava a visão da nossa blogueira famosa. O Michael, por outro lado, é bem mais pé no chão e sensatez, ainda que aja como um adolescente mimado em alguns momentos. Ele é carismático e nota-se que o carinho pela Jeane cresce com o tempo, mas a autora equilibra isso com os momentos explosivos entre eles porque diabos, eles se odeiam também! É muita personalidade oposta pra pouco espaço de compreensão. Ainda que eles se deem bem juntos, eles também se dão muito mal.

Alguns dos traumas e medos da Jeane me foram muito identificáveis, assim como alguns do Michael. O medo de se impor, de se sentir sozinho, de se sentir estranho e não se encaixar em lugar algum, coisas que adolescentes enfrentam e que eu enfrentei também - honestamente, que enfrento até hoje.

"E estar sozinha e ser solitária eram duas coisas diferentes, mas que pareciam ser exatamente a mesma: elas eram horríveis."

A Sarra soube guiar seus personagens para um crescimento a respeito disso, mas senti que o final foi um pouco acelerado demais.

Houve um momento em que a Jeane toma uma decisão que, pelo tamanho do livro e pela maneira com que ela se portou durante ele todo, foi precipitada demais. Tudo bem que os acontecimentos anteriores a tivessem assustado, mas a Jeane que eu conheci não é a mesma que escolheu aquilo. Por sorte, a Sarra deu a volta por cima e trouxe a bizarrice dela de volta nos quarenta e cinco do segundo tempo! E terminou o livro adorkablemente.

"- E é por isso que eu comecei o Adorkable. Adorkable era um blog para todas as coisas estranhas, maravilhosas e realmente aleatórias com as quais eu estava envolvida, mas muito rapidamente o Adorkable se tornou uma declaração de missão, minha convocação à luta."
comentários(0)comente



Yasmin 23/10/2013

Narrativa afiada, com personagens fortes e um tema desenvolvido de forma inovadora.

Desde que soube que a Novo Conceito lançaria o livro fiquei bastante curiosa com o tema do livro e com a versão de título que a editora usaria, afinal o original "Adorkable" não tem uma tradução oficial. Quando vi o livro entre os lançamentos de setembro fiquei bastante feliz com o resultado. A capa e o título sofreram apenas pequenas alterações e finalmente poderia conferir a escrita de Sarra Manning, que muitos elogiavam. A história é um jovem adulto diferente, com pitadas extras de criatividade e personalidades contrastantes, que conta uma história de amadurecimento, preconceitos e aceitação.

Jeane além de diferente leva uma vida que os que vem de fora pensa ser maravilhosa. Jeane mora sozinha desde que a irmã se mudou para os EUA e cuida de sua própria marca, a Adorkable. Além de gerenciar um blog e ter milhares de seguidores no twitter, Jeane é consultora de tendências e a Adorkable é uma marca que a cada dia ganha mais destaque na mídia. Mas por trás disso Jeane é sozinha. Com seu estilo que choca as pessoas tidas como normais Jeane não tem quase amigos nenhum e se não fosse pelo seu namorado Barney isso continuaria assim. Tudo porque Barney, recém tirado das sombras por Jeane está, por mais improvável que pareça apaixonado por Scarlett, namorado de Michael Lee, o atleta bonitão e clichê que todas as garotas querem ao seu lado. Michael Lee não quer nem conversa com Jeane, sempre a achara irritante, com seu olhar superior, suas roupas chamativas e seus cabelos horrendos. Ele não consegue acreditar no absurdo que é ser dispensado por Scarlett por alguém como Barney. Para piorar não consegue evitar Jeane e em uma sequência irritante de acontecimentos Jeane é obrigada a trocar cada vez mais palavras com Michael. Se odiando mutuamente e trocando farpas a cada encontro Jeanne e Michael verão a situação mudar depois de um mal fadado acidente. Michael começa a perceber que por trás da fachada durona e excêntrica de Jeane existe uma garota solitária e adorável assim como Jeane percebe que talvez haja esperança para Michael Lee, talvez ele não seja o atleta sem cérebro com roupas de marca que ela pensou antes...

Quando Michael e Jeane começam a se odiar de uma maneira nada convencional a trama muda e a partir daí mergulhamos na vida dessas duas pessoas tão diferentes e tão semelhantes ao mesmo tempo. Sarra Manning construiu uma história afiada e bem-humorada, com personagens vívidos e críveis, que desenvolvem uma história sobre o mundo difícil que os jovens vivem. Ao nos apresentar Jeane, uma garota que faz de tudo para ser diferente a autora nos mostra o outro lado da moeda. A diferença entre ser diferente e querer ser.

Jeane é inteligente e peculiar, mas em toda sua estranheza Jeane também é preconceituosa e tende a se achar superior aos outros. Ela representa o diferente, aqueles que não se encaixam no padrão, mas também cai no erro daqueles que tanto a olham torto. E com Michael Lee começa a se perguntar o quão diferente ela realmente é. Afinal os primeiros a serem julgados e tachados deveriam ser os últimos a apontar o dedo e torcer o nariz para os demais não é? Entre idas e vindas, diálogos ácidos e um humor depreciativo a autora consegue discutir um lado que muitos não enxergam. Só porque você é diferente, só porque você tem seu próprio estilo e não liga para o que os outros pensam pode julgar à revelia? E é ao desconstruir a vida que encontramos redenção, crescimento e respostas. Jeane vê sua vida desmanchar. A fachada de felicidade e adorkabilidade que ela cuidadosamente construiu começa a ruir quando dúvidas e acontecimentos inesperados tiram a estabilidade de sua vida. E a única pessoa que surge em meio a triste realidade é Michael Lee.

Leitura rápida, que ensinará ao leitor que quase nunca somos aquilo que pensamos ser. Sarra Manning tem uma prosa deliciosa e cortante, a narração é dividida em dois pontos de vistas, que mesmo com suas diferenças soam tão afiados quanto. Descrições precisas compõem o cenário e a evolução cadenciada permite uma imersão completa nos meandros da vida de Jeane. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:

site: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/10/resenha-os-adoraveis.html

comentários(0)comente



Ju 10/10/2013

Os Adoráveis
Jeane é uma adolescente inglesa de 17 anos que não se enquadra nem um pouco nos padrões. Ama comprar roupas usadas em bazares; vive sozinha em um apartamento, após a separação dos pais e a mudança de sua irmã mais velha, que conseguiu uma bolsa para fazer sua residência em pediatria nos Estados Unidos.

"- Eu gosto de vestir roupas que outras pessoas não querem mais. Não é culpa da roupa que ela tenha saído de moda."

Na escola, está sempre só. É na internet que ela se destaca. Tem um blog bem famoso, o Adorkable, e mais de meio milhão de seguidores no twitter. O Adorkable, aliás, é muito mais do que um blog. Jeane acabou montando uma empresa, e recebe muito dinheiro para ajudar as empresas a entender o que os adolescentes querem comprar, seja com uma consultoria, seja dando palestras pelo mundo.

Ela é uma dork. Isso quer dizer que gosta de ser diferente, e não se importa com a opinião dos outros sobre seu jeito de agir, de se vestir ou sobre qualquer outra coisa a respeito dela.

"Olhei com espanto para meu cabelo, que era um misto de sombreado pêssego, alaranjado suave e rosado cremoso, com o qual eu poderia facilmente trabalhar. - Agora isso está muito melhor. Essa é uma cor neutra."

Existe um "manifesto" que guia os dorks. Ele é muito legal e diz coisas como "Experimente Photoshop, tintura de cabelo, diferentes esmaltes e sabores de cupcake, mas nunca experimente drogas.".

Não gostei da Jeane no início. Ela faz questão de se mostrar absurdamente antipática e mal-humorada o tempo todo. É extremamente arrogante, e espanta qualquer um. Mas isso mudou bem rápido, quando percebi que era só uma estratégia de defesa contra o mundo, contra a crueldade das pessoas quando elas ficam com medo de se relacionar com alguém que não se encaixe no que é esperado de alguém "normal".

"Estava começando a perceber que a razão pela qual ela era tão egocêntrica era porque ela não tinha mais ninguém na vida dela com quem se envolver."

Sabe aquela colega na sua sala que diz tudo o que você queria dizer, mas nunca teve coragem? Que enfrenta qualquer pessoa que aja de forma injusta ou abusiva? Essa é a Jeane. Não lhe falta atitude nem consciência crítica.

"'Seja uma pessoa grandiosa', meu pai sempre dizia, 'mesmo quando alguém tentar fazê-lo parecer pequeno'."

Após o término de um namoro que servia mais para manter uma amizade, acontece uma coisa muito estranha. Jeane e Michael, um garoto super popular, capitão do time de futebol e chefe do conselho infantil, começam a se agarrar pelos cantos. Será que existe chance de isso chegar a algum lugar, com tantas diferenças?

"Não é fácil pedir a alguém para abraçar você. Faz você se sentir vulnerável e carente, quando você passa a maior parte de sua vida fingindo para o mundo, e para si mesma, que você não é nenhuma dessas duas coisas."

Estou completamente apaixonada por esse livro. As personagens são mesmo adoráveis, e muitas delas me surpreenderam. A leitura é muito divertida e gostosa, eu não conseguia parar. E fazia tempo que um livro não me fazia chorar do jeito que esse fez. Isso aconteceu só no final, mas eu realmente me emocionei demais. Foi muito bom ver a Jeane finalmente descobrindo, de verdade, quem ela era, e se aceitando.

"- Tudo o que estou dizendo é que você não pode fingir ser normal. Ou você é ou você não é, e você não é."

Já disse que eu amo livros com crianças fofas, né? Melly e Alice, as irmãs (quase) gêmeas de Michael, com 7 e 5 anos, me encantaram! Achei lindo o jeito que elas acolheram a Jeane, enchendo-a de perguntas e fazendo com que ela se sentisse parte da família, mesmo que ela só tenha visitado a casa delas devido a um acidente... rs...

Amo tanto essa capa! Ela mistura fotos com desenhos, e gostei muito do efeito final que isso deu. Fiquei feliz por não terem esquecido a companheira inseparável da Jeane, sua bicicleta, Mary.

Adorei os vizinhos de Jeane, que ela chama de "meus pais gays". Como ela mora sozinha e é extremamente bagunceira, de tempos em tempos eles aparecem para que ela faça uma faxina completa e coma algo saudável (dá até um certo pânico ver como ela sobrevive praticamente só com doces e café... rs...).

Acho que sempre é bom ler uma história que nos mostra a importância de sermos fiéis a nós mesmos. E Os Adoráveis faz isso de um jeito perfeito.

"Quando todo o resto se for, tudo o que nos resta é nossa imaginação."

Recomendo muito o livro, ele superou bastante as minhas expectativas. Adorei o book trailer também, assistam! =)

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2013/10/resenha-novo-conceito-os-adoraveis.html
Leilane 10/10/2013minha estante
E eu achando que demoraria para comprar algum livro da NC, mas cá estou, morrendo de vontade de ler esse livro. Tenho a série As Fashionistas da editora Prumo aqui, que também é da Sarra Manning, mas ainda não li, agora quero esse também, já foi para a minha lista de desejados hehe
Amei a resenha!
Beijos


Juh 10/10/2013minha estante
uaaaau se eu visse esse livro em algum lugar, acho que não compraria rsrsrsr, porque achei a capa dele mmuiiito adolescente e eu ficaria imaginando um romance chato daquelas meninas que querem ser e os famosos bad boys, mas com sua resenha eu me surpreendi e fiquei com muita vontade de ler, bem interessante como a Jeane se comporta, o seus estilo e tals... Isso mostra que nós não devemos estar preocupados com o que os outros acham, mas devemos nos vestir e nos portar como achamos confortável e bom, outra coisa também é que sempre esperamos que nossa outra metade seja idêntica a gente, mas eu por exemplo sou beem diferente do


Cris 10/10/2013minha estante
Eu gostei deste livro desde o lançamento. A história parece muito divertido, amei a resenha! Parece ter uma mensagem bem bacana, adorei o manifesto dos dorks.


Lore 10/10/2013minha estante
Quando você nos apresentou ao livro nas novidades do mês eu lembro de ter gostado muito da premissa do livro, no entanto confesso que não esperava tanto assim do livro, e eu estou surpresa de você ter gostado tanto dele. Me identifiquei bastante com certas características da personagem citadas por você, e devo dizer que é de fato, às vezes é difícil sermos nós mesmos sempre, sei lá, por diversos fatores, e a melhor coisa que devemos fazer é ignorar o que os outros querem que você seja, e ser o que você quer ser de fato, não importa o que isso seja. Enfim, adorei Ju, já adicionei aos desejados!!


Sarah 12/10/2013minha estante
Ai Ju, sinceramente não gostei muito desse... a história não me interessou, não me chamaria a atenção na livraria sabe. Mas gostei de saber que superou suas expectativas. Quem sabe se eu vir a ler, posso vir a gostar também!


Narinha 12/10/2013minha estante
Pelo que você disse, parece ser um livro absolutamente divertido, emocionante e adorável. Jeane parece ser uma protagonista diferente de todas as outras e estou doida para ver como será a sua história com Michael e como esse amor mudara a vida dos dois. Parece ser uma ótima leitura e quando eu acabar parte dos meus livros pendentes, irei ler 'Os Adoráveis'.


Thaís 12/10/2013minha estante
"Os Adoraveis" é o livro parece bem adorável mesmo! Adorei a sinopse e a sua resenha, pessoas como a Jeane que sempre se mostra forte, sem vergonha e tal, no fundo tem sempre uma coisa que faz ela ser assim - pelo menos eu acho - eu leria esse livro sem duvida, até porque tem um ótimo enredo e uma capa mais linda ainda! ;)
Beijos..


Mandy 18/10/2013minha estante
Para ser sincera, não me interessei logo de cara pelo livro. A sinopse não me encantou, apesar de eu ter adorado a capa. Porém, percebi sua nota (5 estrelas), sua recomendação e também você dizendo que se surpreendeu com o livro e até fiquei bastante curiosa para lê-lo e ver se ele supera minhas expectativas. Bom, é isso.




Mari 02/10/2013

Os Adoráveis - Sarra Manning
Boa tarde, meus queridos!

Vou continuar falando dos livros de setembro da NOVO CONCEITO. O terceiro que li foi OS ADORÁVEIS, da SARRA MANNING.

Nunca havia ouvido falar desse livro nem da autora. Solicitei porque gostei da sinopse, adorei que teria uma blogueira como personagem principal, e tinha certeza que iria dar boas risadas com ele. E como estava certa!

Jeane é uma garota de 17 anos que mora sozinha e tem um blog de sucesso. Sua aparência é totalmente diferente das demais adolescentes; ela é extravagante. Seu jeito de ser é, muitas vezes, assustador e intimidador, o que faz com que ela afaste as pessoas ao seu redor. Mas para Jeane está tudo bem, pois ela não está ali para ser adorada, e sim para causar.

Apesar de suas características singulares, ela tem um namorado: Barney, um nerd que é seu grande amigo e companheiro. Mas quando o rapaz começa a dar aulas de matemática para Scarlett, a loira avoada e popular da escola, o relacionamento entre Jeane e Barney fica estranho, mas ela não percebe os fatos, apenas dá atenção ao que está acontecendo quando Michael, o top da escola e namorado de Scarlett, a alerta sobre os dois.

Então a história vira aquela coisa óbvia e previsível no universo adolescente. Sabemos o que vai acontecer e quem vai ficar com quem, mas jamais conseguimos saber a atitude que Jeane terá em relação às coisas, afinal, ela é imprevisível e muito madura para lidar com os fatos. Sua atitude me surpreendeu imensamente. A forma como ela tratou o assunto: ‘Barney, Scarlett e Michael’, foi inacreditável, só mesmo um ser humano bastante elevado para conseguir tal feito. E ela é só uma adolescente de 17 anos! Preciso dizer que a partir disso tive uma paixonite extrema e aguda pela Jeane? Atualmente, os adolescentes dos livros são tão iguais, que quando deparo com um que foge as regras passo a morrer de amores.

E não pensem que a garota é diferente só pelo seu modo de agir, pensar, se vestir, na cor dos cabelos, etc. Jeane é diferente em tudo! É impossível ler OS ADORÁVEIS não sentir que ela está conquistando espaços cada vez maiores em nossos corações.

Quando Michael passa a ganhar um espaço maior na vida de Jeane, ele também acaba por conquistar o leitor. A princípio ele parece mais um personagem fútil, daqueles que veste roupa de marca, é pomposo e metido, e tudo que quer é chamar atenção nos corredores da escola e brilhar diante seus amigos, colegas e admiradores. Com o passar das páginas vamos percebendo que o personagem não é só um rostinho bonito, mas que o rapaz tem conteúdo e é alguém realmente interessante.

A narrativa é super envolvente, pois o livro é contado em primeira pessoa, ora por Jeane, ora por Michael. O mais gostoso é que não há nada explicito falando quando um está narrando e quando é o outro, temos que ler o início do capítulo para compreender de quem é a voz naquele momento.

SARRA explora o relacionamento de Jeane e Michael de forma deliciosa. O relacionamento é complicado, Jeane é complicada, Michael é complicado, e no meio de todas essas complicações, beijos sem importância vão se tornando sentimentos. Sentimentos complicados, em situações complicadas e momentos complicados. Sim, na vida dos dois tudo é complicado, além de diferente, claro.

Mas PERSONALIDADE é a palavra da vez em OS ADORÁVEIS. MANNING mostra que adolescentes podem ter uma personalidade forte e madura, que não são os cabeças de vento que deixam romances conduzir suas vidas. Pelo contrário, Jeane faz sucesso e ganha dinheiro com seu blog. Não vive em um universo fútil, não é como as demais pessoas, e é admirável por isso. Ela ama, mas não sublima esse sentimento. Ela é uma dork, com muito orgulho!

Adoro ler livros em que os personagens vão evoluindo, se descobrindo e se reencontrando. E isso é o que acontece com os personagens de OS ADORÁVEIS. Mesmo Scarlett e Barney, personagens secundários, têm seus momentos para mostrar seu amadurecimento e o quanto estão crescendo com suas descobertas, suas novas atitudes, e suas novas formas de se posicionar perante os outros e a vida.

Claro que em determinado momento da narrativa, Jeane sofre uma vontade enorme de se transformar em alguém “normal”, é quando vamos percebendo que além de tudo ela é uma garota sensível, mas seu charme está nas peculiaridades de seu ser, e é gratificante ler como as pessoas gostavam dela por ela ser, e ter coragem de ser, diferente.

Ri horrores com OS ADORÁVEIS, mas confesso ter derramado algumas lágrimas quando cheguei ao final. Não que o livro tenha um drama para chorar, ou que haja motivos para isso, é apenas que me liguei tanto a Jeane, que a emoção que ela sentiu ao ler palavras acolhedoras foi tomando conta de mim e me deixei levar pelos mesmos sentimentos que ela teve.

Não sabia o que esperar de OS ADORÁVEIS e fui surpreendida em alto grau. Imaginei que seria um livro para rir, mas não um livro que faria com que eu me apaixonasse por seus personagens e passasse a sentir as emoções deles. Adorei cada pedacinho do livro, cada fato narrado, cada personalidade explorada, cada situação vivida. Fiquei encantada com o livro e espero que em breve a NOVO CONCEITO traga mais livros da SARRA MANNING para o Brasil. Fiquei bem curiosa para ler outros livros da autora.


OS ADORÁVEIS é uma leitura prazerosa e recompensadora. Recomendo muito!


site: http://s2ler.blogspot.com.br/2013/10/resenha-os-adoraveis-sarra-manning-ed.html
comentários(0)comente



Jhosy 22/04/2015

Um outro nome para Os Adoráveis? Entediante.
Para mim Os Adoráveis representou uma das leituras mais difíceis que concluí.
Achei o livro muito, mas muito maçante. Cansativo. Monótono.
Os personagens em nada me cativaram. Achei-os simplesmente cansativos e chatos.
A protagonista, Jeane, é uma adolescente pra lá de mal educada e grosseira e, definitivamente, a personalidade dela é enfadonha.
Michael Lee, que poderia ter sido um personagem melhor construído, parece simplesmente não evoluir para nada, além de capacho dos caprichos de Jeanne.
Acho horrível quando um casal não tem química suficiente em um livro também, e é este o caso. Não vi forma de acreditar no romance do livro.
E fiquei frustrada por que, a mesma autora escreveu Onde Deixarei meu Coração que definitivamente, é o extremo oposto de Os Adoráveis.
Enfim, não gostei. Não recomendo e com certeza não lerei de novo.
comentários(0)comente



Núbia Esther 23/10/2013

“Nunca esconda sua esquisitice, mas use-a como um escudo.”

Jeane Smith, uma inglesa de 17 anos, segue a risca esta e mais outras dez “regras” que fazem parte do manifesto dos dorks. Um estilo de vida defendido por ela em seu blog, o Adorkable. Os dorks não têm medo de ser estranhos, na verdade vivem para serem os mais estranhos possíveis e Jeane com seus figurinos garimpados em brechós e suas experiências (nem sempre bem sucedidas) de coloração capilar é a abelha rainha desse grupo. O seu blog já ganhou prêmios pelo The Guardian, um Bloggie Award e ela vive contribuindo com colunas para revistas internacionais e viajando para ministrar palestras sobre estilo de vida e atitude.

Ela está acostumada a lançar tendências e por fazer tanto sucesso costuma se achar a última bolachinha do pacote. Não que ela seja popular ou faça questão de ser, pelo menos não com os outros jovens de sua idade, principalmente àqueles que vestem roupas produzidas em massa e vendidas em grandes lojas. E quando ela quer ser chata, sai de perto, que ela é insuportável. Esses seriam motivos mais do que válidos para não suportarmos Jeane, mas Sarra criou uma personagem tão cativante que a gente acaba até relevando sua chatice. Isso porque não é só da dorkidade que Jeane vive, ela também é uma garota de 17 anos que escolheu viver sozinha porque a vida com os pais era insuportável e que mesmo tão independente, transparece carência. Você pode até tentar não gostar dela, mas a tarefa será bastante difícil.

“Todo mundo disse que os amigos eram a nova família, eu mesma escrevi um post sobre isso, (…) eu sabia que estava muito enganada.

Amigos não deviam ser a nova família. Sua família deve ser a sua família e os amigos são costurados no tecido de sua vida familiar. Somente as pessoas que não têm família, ou que têm uma família de merda, precisam de amigos como substitutos. E ainda, há pessoas que não têm uma família e, realmente, quando você pensa sobre isso, não têm amigos também.”

Mas Os Adoráveis não é uma história só sobre um estilo de vida, tem muito romance. Um romance improvável, repleto de discussões, diálogos impagáveis e momentos hilários. E o outro protagonista dessa história é Michael Lee. Ele é o oposto de Jeane. O tipo de garoto que namoraria a garota mais bonita da escola, que se veste com roupas da Hollister e da Abercrombie, totalmente dependente dos pais, capitão do time de futebol e líder do conselho estudantil. O tipo de garoto que agrada gregos e troianos e por esse motivo, para Jeane, a pessoa menos interessante da escola. Mas, quando os namorados de ambos decidem que são mais felizes juntos do que com eles, uma discussão que acaba em acidente acaba aproximando esses dois e mesmo que ambos só enxerguem as diferenças e o que não gostam um no outro, também não conseguem ficar longe um do outro.

Peguei o livro da Sarra Manning para ler só porque a protagonista era blogueira (sim, rolou uma identificação – ainda que eu nem sonhe em atingir o ibope todo de Jeane). Não esperava mais do que um romance água com açúcar, mas acabei cativada pela garota que usa suas diferenças como defesa perante o mundo, pelo garoto sempre disposto a ajudar e com as duas irmãzinhas mais fofas e revolucionárias do universo e pela história de Manning: um romance sobre aceitar as diferenças, sobre autoestima, amizade e família. Os Adoráveis é daqueles livros que você lê rapidamente e nem percebe o tempo passar, daqueles que te arrancam sorrisos e até mesmo umas gargalhadas. Uma história divertida e leve, mas com uma pegada mais consciente também. Em tempos de bullying, traz alento e motivação para não se deixar abater por insultos e apelidos preconceituosos. Mais do que usar a esquisitice como escudo, Manning deixa a sugestão de usá-la como cartão de visitas para novos relacionamentos.

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2013/10/23/os-adoraveis-sarra-manning/
comentários(0)comente



Saleitura 21/01/2014

Demorei, mas cheguei, sentiram minha falta na Saleta? Espero que sim, pois é bom saber que de certa forma sou adorada e querida aqui também. Falando em adoração, a resenha de hoje fala sobre isso e tem um título que diz tudo... Com vocês "Os Adoráveis". (Sim, parece apresentação de programa de televisão, mas é porque eles merecem isso, agora só falta os aplausos de vocês. rs).

A protagonista dessa história é a Jeane, uma menina muito chata, mandona, encrenqueira, acha que está sempre certa e gosta de impor suas opiniões e vontades, ou seja, aparentemente uma menina nada adorável. Porém, apesar disso tudo, Jeane é muito inteligente e tem um modo de analisar a sociedade e pensar no futuro diferente da maioria dos adolescentes de sua idade. Um desses fatores é o fato dela gostar de se vestir de maneira inusitada, excêntrica e com muitas cores, pois acredita que as pessoas devem se vestir do jeito que gostam e não serem escravas dos padrões de moda e beleza que são impostos pela mídia. Nesse ponto, eu concordo com ela, pois o que podemos ver a nossa volta são pessoas idênticas em todos os cantos, com o mesmo tipo de roupa, com as mesmas marcas, o mesmo modo de penteado, cor e corte de cabelo, são inúmeros gêmeos espelhados por aí. Cada vez mais as pessoas são induzidas a estarem "na moda" para se incluírem "na sociedade". É triste, mas é a nossa realidade. Por esse motivo e por ter um gênio complicado, Jeane não é muito bem vista pelos colegas de sua escola, mas na internet e nas redes sociais ela é um sucesso. Muito famosa e querida pelos seu seguidores e fãs, ela é dona do blog Adorkble, no qual posta sobre seu estilo de vida dork que é nada mais nada menos do que pessoas que gostam muito de se informar sobre tudo, sempre fazem o que gostam, se vestem de maneira nada convencional e não se preocupam em seguir moda ou com o que os outros vão dizer.

"É impossível passar pela vida sem que alguém fique com raiva de você. Normalmente, eu não passo uma hora sem que alguém queira me matar, mas são apenas dez minutos desagradáveis que você tem que sofrer antes que possa alcançar as coisas boas." ( página 78)

Jeane mora sozinha e seu apartamento vive bagunçado, sem contar que sua alimentação não é uma das melhores, pois vive se alimentando de doces e comidas industrializadas. Sua irmã e pais tomam conta dela "a distância" e, apesar de ser independente, fazer tudo na hora que quer, no fundo ela não é uma pessoa feliz e forte como demonstra ser para os outros.
"- Taí uma garota muito problemática e muito infeliz.
Tentei levar na brincadeira.
- Ela é um milhão de vezes mais difícil do que parece.
- Não, ela não é - mamãe disse simplesmente. - Ela é tão frágil que um golpe duro a quebraria." (página 106)

O outro quase adorável e protagonista é Michael Lee. O menino com traços orientais é totalmente o oposto de Jeane. Ele é popular, fala com todos do colégio, vive com roupas e penteado da moda, tem uma família perfeita, enfim, o garoto que todas as meninas do colégio sonham em namorar, menos Jeane.

Quando Barney (ex-namorado de Jeane) começa a namorar Scarlett (ex-namorada de Michael), os protagonistas se aproximam. Entre conversas irônicas, farpas e brigas a toda hora, existe algo em Jeane que encanta Michael, porém ele mesmo nem sabe o que é exatamente, pois ela não é nada do que ele imaginou de "mulher perfeita". Já Jeane, também está encantada por Michael, mesmo ele sendo o oposto dela. Quando percebem que estão apaixonados, engatam um namoro escondido de todos e regado de muitos beijos, amassos e discussões. Jeane e Michael estão em universos diferentes, por esse motivo eles não possuem coragem de assumir o namoro em público, preferem viver de mentiras para manter as aparências perante seus colegas.
"Foi só naquele instante, quando baixamos nossos "eus" ruins, que fui forçada a admitir que sentia uma ENORME paixão por Michael Lee." (página 207)

No decorrer da leitura vamos conhecendo mais sobre os dois e como o relacionamento deles vai ganhando espaço e amadurecendo com o tempo. O mais legal disso tudo é que o livro mostra que muitas vezes o destino pode unir pessoas totalmente diferentes para ensina-las que na vida não existe o certo ou o errado, o feio ou o bonito, o perfeito ou o imperfeito, tudo depende do ponto de vista e, muitas vezes, o nosso ponto de vista se engana, principalmente quando julgamos pessoas sem antes conhece-las melhor.

A história é leve e gostosa. Cada capítulo é narrado ou por Jeane ou por Michael, particularmente, como já disse aqui no blog uma vez, adoro livros no qual podemos conhecer melhor os personagens principais, seus pensamentos e suas atitudes. O único ponto negativo que achei foi o fato do livro ser grossinho com 384 páginas, pois teve momentos desnecessários e confesso que arrastei com a leitura nessas partes. Jeane, apesar de ser chata, você não consegue ficar com ódio dela, é um personagem forte, destemido, inteligente, complexo, cativante e... blogueira, o que faz dela um personagem diferente. Já Michael é um fofo, o tipo de homem que realmente teria todas as mulheres aos seus pés. Um casal realmente adorável! Não conhecia a autora, Sarra Manning, mas gostei do modo de sua escrita e o fato de entender bem o mundo dos adolescentes e a vida virtual que, para muitos, é algo mais importante do que a vida real.

"O Adoráveis" é um livro com várias mensagens importantes. Um livro que fala sobre pessoas diferentes que possuem mais em comum do que imaginam. Fala sobre como devemos assumir quem somos, sem nos importamos com o que as pessoas vão pensar ou achar de nós. Também mostra a importância de ter pessoas reais ao seu lado em uma época que damos muito valor as amizades virtuais. Vou terminar a resenha com uma frase do livro que achei digna para finalização:

"Seja uma pessoa grandiosa", meu pai sempre dizia, "mesmo quando alguém tentar fazê-lo parecer pequeno". Eu podia fazer isso. Ou podia, pelo menos, tentar. (página 61)


Fica a dica pessoal!

Resenhado por Vivian San Juan
http://www.skoob.com.br/usuario/136331-vivian-san-juan


site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2014/01/resenha-do-livro-os-adoraveis-de-sarra.html
comentários(0)comente



tiagoodesouza 09/10/2013

Os Adoráveis | @blogocapitulo
Olá, pessoal! A resenha de hoje é sobre um livro bem legal que vai agradar principalmente quem tem blog. Literário, de moda, pessoal... seja qual estilo for.

Creio que todo blogueiro quer ter um blog de sucesso, tentar viver somente do que faz online. Em Os Adoráveis, conhecemos Jeane Smith, a administradora de um blog chamado Adorkable, que significa praticamente todo o estilo de vida que ela leva. E coloca estilo de vida! Ela não se veste normalmente, algumas de suas criações são bem no estilo incomum das roupas de Lady Gaga. Jeane é uma little monster. Portanto, ela chama a atenção por onde quer que passa. Até então, ela namora com Barney. Mas um certo dia, Michael, um garoto chinês, se mostra incomodado com o fato do namorado de Jeane e sua própria namorada ficarem muito tempo juntos. É a primeira vez que Michael fala com Jeane e, a partir de então, eles voltam a se encontrar diversas outras.

"Jeane Smith era a única pessoa em nossa escola com quem eu nunca tinha falado. Sério. Odeio rótulos e panelinhas e toda aquela droga insossa do tipo "eles não ouvem a mesma música que você" ou "ele é um péssimo esportista". Gosto de poder me relacionar com todos e sempre encontro um assunto em comum sobre o qual falar, mesmo se as pessoas não forem tão legais."
Página 18.

O relacionamento dos dois começa bem vagaroso, mas não chato. Michael se aproxima de Jeane a partir da Internet, onde a segue no Twitter usando um nick misterioso. Ele vai descobrindo aos poucos a Jeane que se mostra de um jeito e aquela que ela realmente é. Assim, Jeana também começa a perceber que Michael é mais do que simplesmente o garoto que mora com os pais, compra roupas de marca e baixa música de graça na Internet.

É muito legal ler um livro em que a protagonista foge ao estereótipo de beleza predeterminado. A Jeane é gordinha, sempre muda a cor do cabelo e se veste diferente. E tem um certo sex appeal que faz Michael não conseguir resistir. É um livro jovem, com cenas de sexos bem moderadas e algumas situações bem engraçadas. Queria que a autora tivesse explorado mais o fato da história se passar na Inglaterra. Não senti muitas referências aos costumes ingleses.

A narrativa é em primeira pessoa, intercalando o ponto de vista de Jeane e Michael. Eu gostei bastante do modo como a autora desenvolveu os personagens. Conseguimos ver pelos olhos de Michael que Jeane não é uma garota perfeita. Ela não é tão bonita quanto as outras garotas com quem ele saia, mas tem seu charme e personalidade que faz com que chame a atenção. Percebemos que ela mostra esse lado "diva", mas que no fundo é apenas uma garotinha. Michael é mostrado como o garoto que tem que seguir bem as regras e tirar boas notas. Mas é, também, uma adolescente comum que gosta de sair. Ele tem uma criação baseada na disciplina oriental, bem rígida. Mas seus pais não são tão cruéis. Gostei bastante da família Lee.

Recomendo muito para quem vive e curte o universo da blogosfera. Muita gente vai se identificar com as facetas de Jeane.

"(...) As pessoas têm tanto medo de dizer a verdade porque a verdade é caótica e complicada, e, decididamente, nada legal, mas nada legal era o jeito que eu estava. Na verdade, eu estaria nada legal se usasse frases velhas e clichês, como "Esse é o meu jeito", o que realmente não ia combinar."
Página 70.


site: http://www.ocapitulodolivro.blogspot.com.br/2013/10/resenha-os-adoraveis.html
comentários(0)comente



Maju Raz 21/10/2013

I love Dorks
Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane.
Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossu¬ ciente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso.)



Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “;ex”; — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.




Quando comecei a leitura, a palavra “dork” pra mim era nova. Eu já tinha ouvido dizer em nerds, geeks, dweebs, mas dorks não. O termo dork deriva da palavra “jerk” (bobo) e “dork” (idiota) e tem na definição os núcleos originais de nerd e geek. Muitas vezes é um termo que expõe, de forma estereotipada, uma conotação depreciativa, uma pessoa que exerce atividades intelectuais em excesso e que são consideradas, às vezes, impróprias para a sua idade, em razão de outras atividades mais populares.

Essa geração compreende os nascidos nos anos 90 e é chamada de Geração Millenium. Esse nome nasceu de uma pesquisa americana em que os jovens escolheram como gostariam de ser conhecidos e se nomearam assim já que gostariam de dar a impressão de grandiosidade como tudo na sua geração.

É uma geração que nasceu e cresceu com o computador e com os desenvolvimentos tecnológicos. São fascinados e dominam as novas tecnologias assim como também acompanham rapidamente tudo facilmente. São otimistas e animados em relação ao mundo em que estão vivendo.

São um conjunto de pessoas que não tendem a criar novas relações sociais e que não se importam com o que alguém pensa sobre ela, e, assim sendo, faz o que quer como, quando e onde quiser e se veste de um jeito diferente do convencional. São pessoas peculiares, intelectuais e fofas.

O livro “Os adoráveis” de Sarra Manning é um YA contemporâneo que nos apresenta Jeane Smith, uma adolescente dork, cheia de personalidade. A garota adora personalizar suas roupas que compra em brechó e criar seu próprio estilo costurando. A jovem tem um blog chamado “Adorkable” que é um blog de estilo de vida o qual já ganhou várias premiações, dentre elas “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” e “Bloggie Award”.

Jeane Smith é o oposto de Michael Lee, o rei pop da normalidade, os dois não tem nada em comum a não serem os ex-namorados: Scarlett (ex de Michal) e Barney (ex de Jeane). Mas eis que de repente, por qualquer motivo, os opostos se atraem...

Um livro gostoso e divertido de ler. Uma história doce entre dois opostos sociais e psicológicos totais.
comentários(0)comente



Tracinhas 30/06/2015

por Raquel Santiago
Eu li esse livro três vezes seguidas e pensei “pera, acho que custa nada fazer uma resenha” hehe.

É raro um livro desse gênero me agradar, não sou muito chegada a “Chicklit”e muito menos livros adolescentes de nenhum tipo (ex: eu odiei a seleção, Lídia que me perdoe), porém com Os Adoráveis tudo foi diferente. Para começar com os personagens principais com os quais me identifiquei de imediato, principalmente o Michael Lee, eu tenho um pouco de Jeane em mim, mas ele nossa, sou eu em muitos níveis.
Eu ainda não tinha lido um livro em que os dois personagens principais fossem chatos, egoístas e egocêntricos em um nível em que eu tinha vontade de me teletransportar para dentro do livro e dar uma surra nos dois. Deixando claro que não de um jeito ruim, não afetou a minha dinâmica com o enredo em nenhum momento.

Jeane é inteligente e atrevida. Nada demais. Jeane Smith tem um milhão de seguidores no Twitter. Ela não é fofa e perfeitinha, e sim uma garota normal, meio gordinha com um metro e cinquenta, coxas grossas e como ela mesmo se refere, corpo robusto e atarracado “retangular como um tijolo” e TOTALMENTE BEM COM ISSO (o que é muito importante pessoal!). E o fato dela ser assim não afeta sua vida sexual nem um pouco, porque algumas pessoas com 17 anos tem sim vida sexual ativa, tá.

Michael Lee, por outro lado, não se importa. Quem se importa com a popularidade on-line quando você é popular na “vida real”, certo? Ele é o colírio da capricho com a aparência perfeita, atleta perfeito, família perfeita. Michael é engraçado tem um humor seco e é muito sarcástico (o nick dele no twitter é @dimsumsaboroso², pelo amor de Deus?!). Ele também é metade-asiático, o que me deixou muito feliz.
O que AMEI! (sim! E amei alguma coisa, socorro!) em Os Adoráveis:

1. Michael Lee;

2. Os diálogos maravilhosos e super divertidos;

3. Tem romance? Yep!;

4. Tem o clichê do garoto popular e a garota não-popular? No! (Jeane é popular sim!!);

5. A menina estranha fica bonita pelo playboyzinho? NO!!! AMÉM IRMÃOS!;

6. Michael Lee; (eu sei ¬¬)

7. Adolescentes de verdade;

8. Jeane é uma vadia;

9. Colapsos emocionais irracionais desencadeados por objetos inanimados que não cooperam;

E o mais importante:

10. Feminismo;

A maneira como Sarra Manning escreve é bem simples, e como ela retrata cada personagem é mais ainda o que deixou a leitura muito leve e dinâmica. Os capítulos são alternados entre os nossos personagens principais, Michael e Jeane são tão autênticos que não tem como confundi-los.

Ah, e essa autora! Ela conhece os adolescentes tão bem! Se a conhecesse hoje a encheria de beijos por escrever tão bem sobre esses seres muitas vezes tão incompreendidos!
Bom, Os Adoráveis é MARAVILHOSO, muito divertido e tem uma pegada feminista que deveria ser mais trabalhada nas literaturas da vida.

J'adork

site: http://jatracei.com/post/122480151877/resenha-47-os-adoraveis
comentários(0)comente



Duda 03/05/2015

Os adoráveis =')
Esse livro foi diferente de todos os que eu já li. Cara eu ameii o livro, eu amei o jeito do Michael, antes de ler, eu achava que ele era um babaca,mas vi como ele é fofo,mas claro teve seus momentos de idiota,e a Jeane,como algumas pessoas diziam achar ela arrogante de mais,eu não achei ela tão arrogante e chata como falavam,ela samba na cara da sociedade. A relação deles então..brigas,fofuras,implicâncias,coisas divertidas. Ai cara,esse livro é muito amor!! *--------*
comentários(0)comente



Tainara 21/08/2015

Jesus chorou.
Odeio dar nota baixa a um livro e considero 2 estrelas uma nota bem baixa, mas Os adoráveis não é tão adorável assim. A leitura flui fácil, é ótima para passar um tempo livre, mas não é uma história que encante tanto.
Eu sabia que o livro tinha essa pegada bem adolescente, mas não resisti à tentação de dar uma chance a ele e comprá-lo. Porém, não me conquistou de forma surpreendente como eu esperava. Apesar de uma leitura fácil, não é um enredo que te acrescente algo, que dê aquela sensação de ressaca literária.
Os adoráveis é, por fim, um livro para descansar a mente e se distrair, mas é preciso estar disposto a embarcar em um mundo adolescente que tenta, mas não escapa dos clichês da vida.
P.S. O livro me acrescentou algo, sim, diferente do que eu disse acima. "Jesus chorou" é uma expressão pra levar pra vida!
comentários(0)comente



Zilda Peixoto 02/10/2013

Os Adoráveis
Sabe aquele tipo de livro que você já imagina o que vai acontecer? Que antes mesmo de lê-lo você já fica com o pé meio atrás porque imagina que seja tão previsível que nada poderá lhe impressionar? Então, Sarra Manning em Os Adoráveis conseguiu me enganar direitinho. Não é que dei um tiro no escuro e o tiro acertou o alvo, digo meu coraçãozinho.

Foi o título da obra em si que me chamou a atenção primeiramente, tendo em vista que detesto livros com ilustrações de seus respectivos personagens. Tira todo o brilho da coisa, bloqueia minha imaginação na construção física do personagem, salvo quando o livro já possui uma adaptação cinematográfica e cada personagem já possui uma identidade visual.

Todos os elementos previsíveis estão presentes na obra de Sarra Manning, e digo TODOS. Porém, Sarra sabe como inseri-los e como destrinchá-los ao longo da narrativa.

Os Adoráveis conta a história de Jeane Smith, uma jovem de 17 anos muito excêntrica no seu modo de vestir e que possui um gênio muito difícil. Jeane é uma garota muito, muito irritante e que não mantém vínculo com ninguém, exceto com seu namorado Barney, é o único que suporta suas excentricidades e seu mau humor em relação a todos que a cercam. Jeane possui um blog, o Adorkable. Para Jeane, o blog é uma filosofia de vida. Somente blogar e tuitar freneticamente todos os seus passos a cada cinco minutos lhe basta para ser feliz. Barney é apenas uma sombra de Jeane que o trata como se fosse um mero objeto. Arredia, grosseira, mal humorada, sarcástica, e por vezes cruel com seu temperamento Jeane não possui amigos, exceto seus milhões de seguidores do Twitter. Todos na escola repudiam Jeane e a ignoram completamente, mas a única pessoa que realmente incomoda Jeane é Michael Lee, o garoto mais cobiçado da escola.

Michael é o típico carinha que arranca suspiros de todas as meninas, estudioso, líder do time de futebol e super popular entre os alunos da escola. O bom moço e a rebelde são colocados pra escanteio depois que seus companheiros, Barney namorado de Jeane, e Scarlet- namorada de Michael começam a flertar. Tanto Jeane quanto Michael mantêm seus relacionamentos por mero status e não conseguem lidar com o fracasso de uma relação. Por isso, eles descobrirão que ambos possuem muito mais coisas em comum do que imaginam.

Os Adoráveis segue uma linha muito parecida com tantos outros romances que descrevem os conflitos vividos por qualquer adolescente. Sarra Manning aborda de maneira clara e objetiva a complexidade e superficialidade que a internet ocupa dentro das mentes de jovens como Jeane. O perfil traçado por seus personagens são bem construídos e faz com que possamos identificá-los facilmente em nosso dia-a-dia. Quem não conhece aquela pessoa que tem um blog de moda, de livros, de culinária, seja qual for o segmento que passa horas tuitando, postando fotos no Instagram ou Flickr?
O estilo de Jeane será facilmente aceito por todos aqueles que tingem seus cabelos com as cores mais inusitadas e se vestem com roupas muito coloridas e que adoram tudo que está ligado ao estilo mais vintage de ser. Mesmo com toda a parafernália que encobre Jeane, o leitor poderá identificar algo de “bom” na personagem, por isso, não cabe aqui julgar a personagem pelo seu comportamento arredio. É preciso compreendê-la, aceitá-la do jeito que ela é, já que o livro bate muito nessa tecla: aceitar a si mesmo e principalmente, aceitar o próximo. Essa coisa de repudiar o outro pelo que ele fala, veste e come não é novidade pra ninguém. O tema da vez é falar de bullying. Descrever como o jovem convive com tal conflito e, Sarra Manning aborda o tema com muita propriedade.

Jeane é o retrato fiel daqueles que sofrem com o bullying. Muitas de suas atitudes são resultados do preconceito que sofre por causa de sua aparência e personalidade. Além do bullying sofrido na escola, Jeane tem de conviver com problemas de relacionamento com os pais. Mas, apesar de tantos problemas, Jeane não fica se lamentando pelo leite derramado. A personagem é forte, decidida, corre atrás dos seus sonhos e busca o sucesso de sua marca: o Adorkable.

O livro é narrado em primeira pessoa intercalando-se com as vozes dos protagonistas. O leitor pode acompanhar a visão diferenciada de Jeane e Michael sobre aspectos inerentes à narrativa. A leitura transcorre tão rapidamente que nem se percebe quando chegamos ao fim. A escrita de Sarra Manning é muito peculiar e deliciosamente envolvente. Sarra possui um jeito sarcástico, cortante, quase gritante de escrever. O mais engraçado é que Jeane Smith aflora os sentimentos mais ambíguos que um leitor pode sentir. O amor e ódio caminham lado a lado sem que possamos dissociá-los. Ela é irritante, pedante, insuportável, mas sua personalidade é tão brilhante que ofusca todo seu lado negro.

Michael Lee também merece os louros. Só o fato de o personagem fugir aos moldes do galã loiro, de olhos verdes e saradão já ganha minha admiração. Essa coisa de todo adolescente americano possuir a mesma cara, seguir o mesmo modelo físico já deu o que tinha que dar. Fora a descaracterização do personagem, as demais características são totalmente comuns e previsíveis. Bom moço, aluno nota 10, filhinho da mamãe, não fuma e não bebe, ou seja, nada foge ao esperado.

Os personagens secundários também ganham destaque ao longo da narrativa. Melly e Alice, irmãs caçulas de Michael são duas menininhas adoráveis e muito inteligentes. Sempre com suas tiradas constrangedoras elas ganham o leitor imediatamente. Scarlet e Barney transcorrem na narrativa sem muito alarde. Como é característico em toda turma colegial encontramos o chato de galocha, Heidi, a garota burra e superficial, entre outros tipos já conhecidos. Bethan, a irmã mais velha de Jeane é apenas um borrão na narrativa. Ela surge em momentos decisivos da narrativa, mas nada que possa ser considerado tão relevante. Talvez, esse fora o único vácuo que encontrei. Confesso que esperava muito mais da personagem, já que Bethan é a única referência familiar de Jeane.

Entre tantos pontos positivos na narrativa de Sarra Manning uma das coisas que mais me chamou a atenção e fez com que me simpatizasse tanto com a escrita da autora foi a inserção de elementos característicos da internet. Os usuários do twitter poderão se sentir on line..rs, já que ao longo da narrativa podemos acompanhar todos os tuites de Jeane. Outras ferramentas também são utilizadas para construir o universo de Jeane, como e mails e postagens do seu blog.

Provavelmente, você irá identificar um ou outro elemento bem característico daqueles que vivem 'da" e "para" internet. Vai me dizer que Jeane não lembra uma tal blogueira de moda que já escreveu livro, que posta tudo que lhe vem à cabeça, dita seus modelitos como algo transado e super descolado? Aliás, acho crueldade comparar Jeane com a tal blogueira porque apesar de Jeane ser bem insuportável e arredia, acho ela muito mais autêntica e interessante. Enfim, fora tal comparação leviana, voltemos ao que realmente interessa. (*me sentindo totalmente dork)

Aliás, me identifiquei totalmente com a personagem no que diz respeito ao seu jeito esquisito de ser. Apesar de nunca ter tingido o cabelo e de não usar vestido de tule e botas de montaria e, muito menos comprar minhas roupas em brechós, Jeane Smith virou uma referência. Fora que não tem preço você encontrar quotes que definem exatamente seu estado de espírito ou quem sabe a sua filosofia de vida. É mais ou menos tudo o que você queria dizer em tão poucas palavras.


"Não fazia muito sentido. Mas o Twitter não faz muito sentido para mim. Todas aquelas pessoas postando sobre o que comeram no café da manhã ou o quanto não desejam fazer sua tarefa de casa de alemão pareciam indulgente demais. Tipo, cada pensamento aleatório deveria ser tuitado para a posteridade. É óbvio que eram pessoas completamente estúpidas que não tinham amigos, então iam ao Twitter e falavam besteiras com um monte de outros rejeitados sociais que também não tinham nenhum amigo."



"[...] Aqueles eram meus sentimentos e eu tinha o direito de expressá-los da maneira como quisesse. As pessoas têm medo de dizer a verdade porque a verdade é caótica e complicada, e, decididamente, nada legal, mas nada legal era o jeito que eu estava. Na verdade, eu estaria nada legal se usasse frases velhas e clichês, como "Esse é o meu jeito", o que realmente não ia combinar."


Ouso dizer que todo jovem que enfrenta algum tipo de preconceito deve ler Os Adoráveis. A mensagem final é algo transcendental. Vale muito a pena dedicar-se ao livro. Descrevi a minha experiência com Sarra Manning como uma viagem psicodélica tamanha transformação que o livro é capaz de provocar no leitor.
Sarra dá vida e voz a todos que se sentem desajustados de alguma maneira. Aos nerds e aos geeks e, a toda uma legião de pessoas que buscam ser reconhecidos e principalmente, aceitos. As mensagens são inúmeras e cada uma é explorada brilhantemente pela autora. O comportamento da tal geração Y é explorado minuciosamente por Sarra e, toda sua disformidade é acentuada quando necessário. Essa geração que busca ostensivamente por fama, sucesso e reconhecimento a todo custo. Que se mantém conectada diariamente, 24 horas por dia, mas que se mantém distante do contato real com as pessoas que a cercam.

Em relação à diagramação o livro manteve um parâmetro de qualidade. A editora Novo Conceito sempre atenta para os mínimos detalhes e isso torna a leitura ainda mais agradável. O único problema é mania de colocar imagens dos personagens em suas capas. Jeane Smith não é tão bonitinha quanto sua imagem na capa. E o que dizer daquela cara "boi lambeu" de Michael Lee? Pelo amor...fugiu totalmente da descrição feita pela autora. Enfim, tem gente que curte, acha interessante essa coisa de identificação visual, mas eu ainda prefiro construir cada personagem a minha maneira.

Quero antes de finalizar dizer o quanto somos cruéis, preconceituosos, maldosos, arredios, intempestivos, arrogantes, e tantos outros adjetivos “adoráveis”. Não se assuste com tal afirmação. Pare um pouquinho de olhar para o próprio umbigo e se aceite. Agora, nada de conformismo. Se algo lhe incomoda vá à luta. Sempre é tempo de mudar e você pode começar agora. Quer uma dica de como começar? Leia Os Adoráveis. Provavelmente você irá se reconhecer ao longo da narrativa. E se a mudança não vier, não tem problema. Já valerá a experiência. Ser dork é que há. Seja feliz do jeito que for. Viu? Nem precisa gastar dinheiro com terapia.


"Adorkable dá voz a quem está sentado em seu quarto ou pelos cantos, ou quem está tentando arduamente apenas se ajustar. Mas, adivinhem? Vocês não têm que se ajustar. Vocês não precisam ser ninguém além de quem vocês realmente querem ser. Algumas vezes, nós nos esquecemos de que não há nenhuma lei que diz que é preciso ser o que os outros esperam que venhamos a ser."


site: http://www.cacholaliteraria.com.br/2013/10/resenha-os-adoraveis-sarra-manning.html
comentários(0)comente



141 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |