O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks E. Lockhart


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Resenhas - O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks


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Raffafust 25/12/2013

Quando todo mundo curte um livro e você não, como você se sente? Bom, eu me sinto um peixe fora d ´água mas mesmo assim não posso mentir, então a verdade é que não amei esse livro.
Apesar de ter lido inúmeras resenhas positivas e ter ouvido da Diana que faz parte do time da editora Seguinte que o livro era fantástico, eu comecei a lê-lo com muito entusiasmo e no final não terminei com o mesmo.
O enredo é de uma menina de nome Francis, seu pai queria muito ter um menino que se chamaria Frank, como veio menina ( e ela era a segunda filha) eles colocaram um nome parecido , o que não fez com que os pais a apelidassem de Frankie no qual acaba sendo o jeito em que ela é chamada o livro todo. A menina começa o livro com 14 anos, é magricela sem curvas e sem peitos. Vive a sombra da irmã mais velha que claro é a rainha da popularidade da escola - porque todo livro americano tem que ter a popular, a que sofre bullying e o gostosão - até que um belo dia ao completar 15 anos a sem graça ganha curvas nos lugares certos e começa a chamar a atenção de todos.
Consegue inclusive ganhar o coração - se é que podemos chamar assim - do gato da escola que mal lembrava de sua existência , Matthew Livingston.
O problema do livro - a meu ver, ok? - é que a mudança externa da menina a faz mudar por dentro e ela faz como toda menina metida, vira uma delas e não admite receber não como resposta.
Isso quer dizer que ela fica revoltada quando não pode fazer parte de uma Sociedade na qual seu namorado faz parte.
O que era para ser engraçado para mim ficou forçado, ela quer ser mais esperta que eles então arma pegadinhas na escola para provar isso e para completar suas atitudes são extremamente imaturas - ok, o que eu posso esperar de alguém que tenha 15 anos? acho que estou velha para esses livros teens - e não me ganharam.
Não tinha lido nada da autora ainda, esse livro apesar dos personagens serem bem descritos e terem personalidade fortes não me ganhou.
Mas como sempre digo, cada um tem sua opinião e um livro que eu não gostei muito você pode amar, por isso é sempre importante ler e tirar suas próprias conclusões. Infelizmente comigo no final o saldo não foi positivo.
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Robson 01/10/2013

Fascinante e afiado como somente Frankie Landau-Banks pode ser!
Prepare-se para um livro do qual você jamais esquecerá. Um livro repleto de humor, ironias, regras quebradas e o melhor de tudo: Uma protagonista simplesmente fantástica! As expectativas estavam altíssimas com os inúmeros elogios da Diana (MKT da Cia das Letras) e no fim, tudo aquilo valeu muito a pena.

Desde o principio fui presenteado por uma narrativa um tanto quanto diferente, animada e muito, mas muito irônica. E. Lockhart soube como colocar no papel todo o humor ácido e diferente de Frankie, que ao mesmo tempo em que soa irônica, também soa com uma seriedade surpreendente com suas criticas e pensamentos.

Um desenvolvimento que te carrega com tamanho conforto, que acaba tornando impossível interromper a leitura. Isso resume todo o belo desenvolvimento feito pela autora, nada de enrolação, nada de acontecimentos desnecessários. Tudo que foi inserido durante a narrativa, foi de grande proveito para entender o porquê de Frankie aprontar o que aprontou e principalmente para entender a personagem em si.

Em “O Histórico Infame de Frankie-Landau Banks” acompanhamos todo o amadurecimento de uma adolescente e o que essa transição realmente trás para quem a está vivendo. E. Lockhart soube abordar de maneira extremamente inteligente esse assunto, de uma maneira muito natural e de encher os olhos de qualquer leitor. Além de trazer uma temática importante como essa, a autora também nos trás outra de uma importância igual, senão maior, que é a separação de atividades (e outras coisas) de acordo com o gênero do individuo. Frankie acaba levantando questões relacionadas a isso com uma boa dose de humor, mostrando cada vez mais o quão ridícula é a existência dessa “estereotipagem”. Afinal, atire o primeiro marcador quem nunca foi cortado de alguma atividade por ser coisa de menininha, ou então deixou de escutar tal musica, porque é musica de homem.

Os personagens de E. Lockhart são totalmente naturais, nada de personagens perfeitos e impossíveis de existir no mundo real. Eles se encaixam perfeitamente bem dentro da trama e cada qual tem seu lugar nela. Esses personagens nos levam a refletir muito sobre os temas acima citados e isso acaba sendo passado com uma intensidade digna de pauta. Mas vamos para o que interessa, Frankie é simplesmente magnifica! A moça se desenvolve de uma maneira esplendorosa, aprendendo com seus erros e questionando tudo que lhe diz direito (e o que não diz). Por momentos ri sem parar com as travessuras que a garota aprontava, refleti quando ela refletia e me emocionava quando ela se emocionava. Ela não é uma daquelas mocinhas bobas, sem diferenciais e com aquela dose de chatice que todos nós conhecemos de outros carnavais. Ela realmente sabe o que fazer na hora certa e como fazer.

O titulo do livro tem um significado muito forte sobre o que é passado durante toda a história e com certeza é um titulo que chama a atenção de qualquer um que gosta de coisas “infames”. No final (não menos emocionante do que todo o livro) somos submetidos à explicações que precisávamos e uma conclusão de deixar qualquer um satisfeito por ter se deixado levar pela obra de arte que é este livro.

A editora seguinte está de parabéns pelo projeto gráfico do livro. A capa não poderia ter sido melhor do que é e ter uma ligação tão forte com o livro. Uma coisa que me animou muito durante a leitura foi que a Diana montou alguns itens importantes para o desenvolvimento do enredo e nos entregou junto com a prova. Durante a leitura tudo que eu ansiava era saber aonde eles iriam aparecer e na hora que apareciam, eu tinha uma imagem totalmente detalhada e perfeita do que eles eram.

Esse livro com certeza entrou para a lista dos favoritos e acabei aprendendo muito com ele.

Agora se vocês ainda se perguntam se devem ler, eu realmente não sei o que estão esperando!

site: http://www.perdidoempalavras.com/2013/10/resenha-o-historico-infame-de-frankie.html
Lari Azevedo 07/11/2013minha estante
vai entrar para a minha meta de leitura de 2014... cereza




CooltureNews 13/10/2013

Coolture News
Quando recebi essa obra em minha casa não imaginava que seria uma das melhores leituras do ano. Usando do principio que livros são para todas as idades, me recuso a afirmar que não faço parte do publico alvo desta obra e sim, esse livro deve fazer parte de sua estante e você precisa ler o quanto antes.

Não se trata de uma história efetivamente marcante e seus ápices nem são tão elevados assim, entretanto seus personagens são marcantes, destaque óbvio para Frankie, que não só dita as regras durante a história mas simplesmente é dotada de alma, e essa alma é compartilhada conosco durante a leitura. A trama realmente não é marcante, mas é repleta de humor e ironia o que torna esse livro quase que perfeito.

Frankie é uma garota comum que vivia a sombra da irmã mais velha no que diz respeito a amizades e popularidades, entretanto em um único verão acabou se desenvolvendo para o estilo de garota que chama atenção onde passa, despertando inclusive o desejo do cara mais lindo da escola, mas Frankie também é tremendamente esperta, não aceita ser convencional e viver a sombra de mais ninguém. Quando descobre que seu namorado faz parte de um clube secreto, o mesmo de seu pai na época de colégio, e que não é permitida a entrada de meninas, Frankie não aceita e decide fazer parte deste grupo, nem que seja a força (da mente).

Confesso que as atitudes de Frankie não são muito maduras, também pudera, ela só tem 15 anos. Mas o que está por trás dessas atitudes, suas motivações e sua forma de pensar, nos leva a crer que Frankie certamente será uma mulher que fará valer suas opiniões. Um personagem que adoraria ver em outro livro com uma temática mais madura e voltada para um publico mais velho.

Após essa leitura, entendo o posicionamento da Diana (Companhia das Letras) em trazer esse livro e fazer com que a maior quantidade possível de pessoas o leiam, pois é exatamente isso que estou sentindo agora, não só entrou para a lista de meus livros favoritos, como para aquela que uso para sugerir novas leituras aos amigos e conhecidos. Leitura envolvente e indispensável.

site: www.coolturenews.com.br
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Vanessa Vieira 26/11/2013

O Histórico Infame de Frankie Landau Banks_E. Lockhart
O livro O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks, da americana E. Lockhart, nos conta a história da estudante Frankie, de 15 anos. Há um ano atrás, ela era uma jovem como qualquer outra. Mas, nas férias de verão, o seu corpo adquire formas e curvas e ela se torna uma bela e atrativa garota. Quando volta às aulas, na tradicional e competitiva Alabaster, ela acaba chamando a atenção de um dos rapazes mais populares e bonitos do colégio, Matthew Livingston.

Depois de alguns flertes, Frankie e Matthew começam a namorar. Ela logo é apresentada ao círculo de amigos dele e se encanta com a cumplicidade e a camaradagem entre eles. Mas, por mais que ela aprecie a companhia do pessoal e se divirta com tal universo, Frankie se sente inferior aos garotos, e Alfa - o melhor amigo de Matthew - só faz com este sentimento dentro dela cresça ainda mais. O estopim acontece quando ela descobre que o namorado e seus amigos fazem parte de uma sociedade secreta, a Leal Ordem dos Bassês, responsável por pregar peças no colégio há várias gerações e, que, inclusive, teve como um de seus membros o pai de Frankie.

A Leal Ordem dos Bassês não permite a participação de garotas em seu meio, mas Frankie, claro, não se conforma em ser deixada de fora. Ardilosa, sagaz e muito esperta, ela logo encontra um jeito de manipular a sociedade secreta, mostrando que não é apenas um rostinho bonito e a "namoradinha" do garoto popular do colégio, mas sim alguém inteligente, capaz de mexer com a Alabaster como nunca antes visto...

"É melhor liderar do que seguir. É melhor falar do que ficar em silêncio. É melhor abrir portas do que fechá-las na cara das pessoas."

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks foi uma grande surpresa pra mim. Li vários comentários positivos sobre o livro pela blogosfera, mas não imaginava que se tratava de uma obra tão impetuosa, com personagens meticulosamente dinâmicos e audaciosos, que prendem a atenção do leitor do início ao fim. Narrado em terceira pessoa - de uma forma deveras caricata, que nos torna próximos dos protagonistas -, acompanhamos uma história gostosa e até mesmo nostálgica, com muita desenvoltura e brilhantismo.

Frankie é uma personagem forte, cheia de fibra. Ela luta pelos seus objetivos com sagacidade e não abaixa a cabeça para aquilo que não julga certo. Mesmo se tratando de uma sociedade secreta antiga e ortodoxa, ela não se importa de quebrar as regras e fazer valer a sua causa. Há muito tempo que não vejo uma personagem tão segura de si e centrada na literatura juvenil e isso se tornou um dos trunfos do livro. A vida amorosa de Frankie também foi bem trabalhada na trama, assim como a desenvoltura da personagem perante os fatos.

"Ela admirava a si mesma por ter assumido o controle da situação, por ter decidido o rumo que ela tomaria. Ela admirava sua própria habilidade verbal, sua coragem, seu domínio."

Em suma, O Histórico Infame de Frankie Landau- Banks foi uma leitura incrível, que conseguiu me cativar por completo e despertar o desejo de conhecer mais obras da Emily Lockhart. A capa é simples e bonita e a diagramação está excelente, com fonte em bom tamanho, revisão impecável e a ilustração de um pequeno cãozinho bassê no começo de cada capítulo. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2013/11/resenha-o-historico-infame-de-frankie.html
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Queria Estar Lendo 15/09/2018

Resenha: O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks
O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks é o segundo YA da E. Lockhart que eu leio - e nos foi cedido em parceria com a editora Seguinte. É uma história sobre o desejo inato de Frankie de mudar as coisas a sua volta e a instituição ultrapassada que constitui sua comunidade.

Frankie Landau-Banks cresceu muito no verão e de uma primeiranista desajeita transformou-se em uma linda segundanista da Alabaster, um prestigiado colégio interno. E, agora que está de volta a escola, ela finalmente chama a atenção de Matthew Livingston, o quartanista mais cobiçado do colégio.

Em pouco tempo Frankie se torna a namorada de Matthew e é acolhida no circulo pessoal dele, com seus amigos ricos e descolados, suas festas no campo de golfe no meio da noite e a sensação de pertencer a algo muito maior do que ela.

"É melhor ficar sozinha do que com alguém que não te enxerga. É melhor liderar do que seguir. É melhor falar, do que ficar em silêncio. É melhor abrir portas do que fechá-las na cara das pessoas."

Porém, junto a tudo isso, vem os segredos e a estranha relação de Matthew com Alfa, o aluno bolsista que carrega uma longa e misteriosa reputação como o mais descolado dos garotos legais. Frankie é curiosa e quando finalmente decide descobrir o que está acontecendo, acaba deparando-se com a Leal Ordem dos Bassês, uma sociedade secreta da qual Matthew e Alfa fazem parte, e a responsável por diversas brincadeiras e pegadinhas no campus.

Frankie quer ardentemente fazer parte da sociedade, mas sabe que ela é exclusivamente masculina e que nunca seria convidada a fazer parte dela. Ela também sabe que é vista apenas como a namorada bonitinha de Matthew e, por isso, constantemente subestimada por todos eles. Mas isso não diminui seu desejo de ser uma bassê, e o que Frankie quer, ela faz acontecer.

A escrita de E. Lockhart continua excelente. A forma como ela discorre sobre as informações necessárias e um tanto quanto didáticas para formar toda a história - como as explicações sobre o pan-óptico e as intervenções urbanas - se mesclam com uma facilidade muito grande dentro da narrativa da história, o que não torna as coisas chatas ou tediosas.

O senso de humor da história também dá um tom leve e descontraído, fazendo com que a gente passe as páginas sem perceber realmente. E ela conseguiu muito bem capturar aquela essência do desejo de ser "um dos garotos" aqui em O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks.

"Ela não será simples e doce. Ela não será o que as pessoas lhe dizem para ser."

Além disso, ela construiu Frankie de uma forma muito bem pensada, com todas as pessoas a sua volta subestimando suas capacidades e tratando-a de forma infantilizada, o que contribuiu para a sensação dela de ter que se provar digna de algo.

Meu grande problema, no entanto, é exatamente esse: a necessidade de Frankie de se provar digna da aprovação dos garotos - e como tudo isso veio carregado de uma "mensagem feminista". Frankie quer ser um dos garotos, ela está com Matthew, mas na verdade está apaixonada pela ideia de rebeldia que ele traz, agregado aos bassês.

"Segredos são mais poderosos quando as pessoas sabem que você os tem."

Todo o motivo que leva Frankie a fazer o que faz, é provar que as garotas são tão capazes quanto os rapazes, que eles a subestimam, que ela conseguiria fazer tudo melhor do que eles - e de fato faz. Mas tudo isso vem acompanhado da mensagem "as mulheres podem ser iguais aos homens" ao mesmo tempo em que se apropria de estereótipos femininos para reforçar as qualidades de Frankie.

Ela é melhor que as outras garotas, ela é diferente de todas as outras. Ela constantemente fica zangada com Matthew e os amigos por pensarem nela como inofensiva, mas ela mesma subestima todas as outras garotas da história - com exceção de sua irmã mais velha, Zada. A história também reforça muito a ideia de que se garotas não querem ser exatamente como os garotos, então estão conformadas com o lugar que o patriarcado lhes deu, o que é uma noção absurda de igualdade.

Uma coisa que eu percebi, e me deixou muito desconfortável na história, é que ela - mesmo sem usar as palavras exatas - age como se um matriarcado fosse o exato oposto do patriarcado. Que o sonho não é deixar de ser oprimida, mas passar a ser o opressor. Algo que fica claro quando Frankie rechaça a ideia de que mulheres precisam se apoiar dizendo que isso nos impede de sermos competitivas umas com as outras - como se a ideia de que mulheres se apoiando fosse um obstáculo para alcançarmos nossos objetivos ou um impedimento a ambição, mesmo que o "clube do bolinha" seja real e frequentemente beneficie os homens.

"Então ela não respondeu, mas foi uma estrategista. Ela tinha mais poder ao não responder."

E o pior de tudo é essas busca incessante pela aprovação masculina. Eu realmente achei que no final iríamos chegar a conclusão de que tudo que Frankie fez não valeu realmente a pena, especialmente porque a mensagem principal é "as mulheres vão abrir as portas que forem necessárias, mesmo quando o patriarcado as fecha com firmeza". Mas não foi isso que tivemos. No fim, todas as mensagens ditorcidas sobre feminismo, empoderamento, e autodescoberta permaneceram reforçadas, o que transformou a história em algo completamente diferente do que eu esperava.

No fim, para mim, O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks é bom e ruim em partes iguais. Ele fala sobre a exclusão sistemática feminina, sobre opressão, sobre a visão deturpada de que somos um sexo frágil e inferior. Mas ele também reforça estereótipos sexistas para sustentar uma visão "feminista". Em vez de falar - e mostrar - mulheres sendo tão boas quanto homens, ele reforça a ideia de que só podemos provar isso se entrarmos para o clube dos garotos e recebermos sua aprovação.

"Não importava que em seu coração Frankie soubesse que era inteligente e charmosa. Importava aquele sentimento de ser dispensável."

Honestamente, eu teria preferido ver a Frankie formar sua própria sociedade secreta e mostrar para os garotos que ela conseguiria deixar uma marca mais profunda, do que vê-la tomando o controle da sociedade masculina e trazendo glória para eles - mas isso é uma opinião completamente pessoal.

Não vou indicar O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks, mas também não vou deixar de indicar. É uma história inteligente, perspicaz, bem humorada - porém apresenta valores distorcidos sobre um movimento que já é bem massacrado hoje em dia. Então prefiro deixar que vocês tirem suas próprias conclusões a partir da resenha.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/09/resenha-o-historico-infame-de-frankie.html
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Renata 03/03/2016

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks - E. Lockhart
Antes das férias de verão Frankie, de 14 anos, era apenas uma garota comum. Gostava de ler, participava do clube de debates na Alabaster — escola onde estuda — e era paparicada pela família. No entanto, algo mudou durante o verão e, ao voltar para a escola todos se deparam com uma pessoa diferente. As mudanças não foram apenas físicas, junto com as curvas e um corpo capaz de atrair muitos olhares interessados dos garotos, surge também em Frankie uma inquietação em relação a algumas práticas, envolvendo uma sociedade secreta na sua escola, que acontecem desde quando seu pai estudava naquela instituição.

Após as mudanças durante o verão, Frankie, inicia o seu segundo ano na Alabaster e acaba chamando a atenção de Matthew, um dos garotos mais populares do colégio — se não o mais popular — e eles começam a namorar. A sociedade secreta existente na escola é conhecida como Leal Ordem dos Bassês e, tal sociedade, que existe há anos, é responsável por pregar peças, que deixam a administração, por vezes, preocupada e os alunos, instigados. E não devo me esquecer de mencionar que: a sociedade não admite garotas.

Com o tempo Frankie passa a fazer parte do círculo de amigos de Matthew e, de certa forma, fica fascinada com a amizade dos meninos, com as piadas entre eles e com a descontração com que parecem levar a vida. Eventualmente — ou melhor, propositalmente — ela descobre que ele faz parte da Leal Ordem dos Bassês. E aqui tem início certa obsessão por parte dela pela sociedade secreta e tudo que ela abarca.

Frankie acaba se sentindo inferior por ser privada de integrar algo que parece fazer tão bem a quem faz parte. Ela é incapaz de aceitar o fato de não poder ser uma integrante daquilo. Essa inquietação não acontece por ciúmes de seu namorado ou nada parecido. O sentimento que a move é no sentido de buscar uma igualdade de direitos, mesmo que, a princípio nem ela saiba muito bem o que a motiva a praticar determinados atos.

Ela tem um turbilhão de ideias e acaba as colocando em prática de uma maneira um tanto peculiar. E, tudo que ela pretendia com tais atitudes era mostrar sua perspicácia e inteligência. Ela vai mostrando, com seu jeito meio equivocado, que ela também é capaz de realizar atos que, antes eram feitos somente pelos membros da Leal Ordem dos Bassês.

A motivação da Frankie era válida, mas não gostei da forma como ela exteriorizou isso. Suas atitudes eram um pouco infantis — o que é compreensível por ela ser apenas uma adolescente — e um tanto egoístas. Seus motivos eram admiráveis pelo fato de ela pensar diferente da maioria das garotas de sua idade. De não pensar que tinha a vida perfeita por chamar atenção dos garotos e ter um namorado bonito e popular. Ela pensava além, ela queria mais e isso é, sem dúvidas, louvável.

É um livro que, acredito ser capaz de inspirar e mostrar novas perspectivas para o leitor, sobretudo para aqueles que se encontram na mesma faixa etária da personagem, mas pode sim, agregar também para aqueles leitores um pouco mais velhos. Gostei da Frankie e de sua personalidade, penso que não só adolescentes, mas todos nós deveríamos nos inspirar com o espírito independente e corajoso da personagem. Só acredito que ela poderia ter sido mais cuidadosa e cautelosa em suas escolhas. Pensar em si, mas sem deixar de pensar nos outros e em como suas atitudes afetam diretamente outras pessoas. Não estou dizendo que ela não deveria ter agido, mas sim que poderia ter sido menos impulsiva e pensado um pouco mais antes de agir. De tal modo que ela mesma e as pessoas a seu redor pudessem tirar mais coisas positivas de suas atitudes.
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João 06/02/2015

Sociedades secretas são legais! (E igualdade de gêneros também)
Vou ser breve: Histórico Infame (não dá pra chamar esse livro pelo nome completo sempre, desculpem) é um livro muito bom. Não só pela trama original ou por estar acima da média dos YAs que já li, mas por conseguir mostrar o quanto a diferença de gêneros é uma realidade maior e mais cruel do que a gente imagina. Durante a leitura, não precisei ser uma garota ou estudar num colégio tradicional pra se sentir afetado, assim como Frankie, pelos pequenos gestos machistas disfarçados de atitudes positivas, ou pela falta de reconhecimento que ela sofre dos colegas por ser garota, mesmo indo além de qualquer um na tentativa de provar o seu valor.

Frankie me mostrou por que é importante ser feminista por meio de uma história com clima de filme adolescente, mas com um nível de inteligência muito maior. O livro pode ter um comecinho meio arrastado, algumas poucas cenas que não te prendem emocionalmente como deveriam e um clímax/encerramento abaixo do esperado, mas eu engoli cada página feliz com o que lia e me divertindo bastante. O saldo final é mais do que positivo e com certeza levarei essa história comigo por muuuuito tempo.

Recomendo.
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Bia 08/01/2015

O historico infame de Frankie
Bom q vou falar do livro....não gostei , achei cansativo....Conta a Historia de Frankie uma garota certinha , princesinha q aos 15 anos se transforma numa bela adolecente cheia de curvas e faz seu amor ate então platonico Matthew ficar caido por ela.....mas ai começando a fazer parte do mundo dele, dos amigos dele , começa a historia das ordem dos basses tipo irmandade so homem entra e ela quer provar q pode ser tão esperta qto eles....ai td muda....
Fer Kaczynski 31/01/2015minha estante
Dá para perceber que não gostou mesmo da leitura, pela sua escrita!
Ruim quando não gostamos, desanima para continuar, mas vamos em frente que temos todo um desafio para continuar rsrs

http://dailyofbooks.blogspot.com.br/




Vitória F. 21/05/2014

O Histórico Infame De Frankie Landau- Banks
Frankie é a nossa protagonista: a “princesinha” da família Landau-Banks tem 15 anos, é muito bonita, inteligente e está indo para o segundo ano do colégio interno Alabaster, o mesmo que seu pai estudou quando era jovem. Seu primeiro ano lá não teve grandes marcos: ela ficou à sombra da irmã mais velha e teve um rolo com um garoto que a traiu, no fim das contas. Durante o verão, muita coisa mudou. Quer dizer, Frankie ainda era a mesma garota, mas tinha ganhado “quilos nos lugares certos” e estava absolutamente linda.Tão linda que chamou a atenção do garoto mais popular da Alabaster, Matthew Livingston. Um sonho que se concretiza, uma vez que Frankie tinha uma queda (um tombo!) pelo garoto. Agora ela faz parte do mundo divertido dos amigos de Matthew, das brincadeiras, dos cafés da manhã, das festas… Ou não?

No fundo, Frankie se sente inferior aos rapazes do grupo, como se ela fosse apenas o rostinho bonito. Mas ela tem um cérebro, uma bagagem e uma personalidade incrível. Isso deveria contar, não deveria? Ela sente que está tentando passar a porta que a separa do mundo de Matthew, mas ele não se esforça para deixá-la entrar.Então ela descobre que Matthew pertence à Leal Ordem dos Bassês, uma sociedade secreta – da qual seu pai fez parte – que prega peças pela escola há várias décadas e que não permite a participação de garotas.

Ainda que seja um grupo bobo (as últimas gerações tem deixado a desejar), Frankie vê ali uma oportunidade de desafiar a regra e provar seu valor, mostrando a todos que sua mente é afiada e que ela é muito mais do que a namorada do garoto popular.
Frankie e o positivo negligenciado de infeliz

Gostei demais da Frankie e da sagacidade dela. Ela tem seus momentos de mimizisse, mas vamos lá, ela tem quinze anos.

Com uma narrativa em terceira pessoa, O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks é uma aventura inteligente e uma leitura bem vinda que nos coloca frente a frente com algumas questões relacionadas a gênero (mulheres vs. homens), poder (as redes de contatos que criamos), mudança (ou a falta dela), regras da sociedade (elas estão aí para serem questionadas?) e outras coisas mais, de forma leve e divertida.
Recomendo
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Aline Marques 28/03/2015

Terminou Rápido Demais
Se você já leu algum livro da Lockhart sabe que ela não brinca em serviço. Que história!
Frankie retorna as aulas pronta pra abandonar tudo que a define e construir pra si um legado.
A autora “brinca” com a interpretação das sociedades secretas, mostra que nem todo esnobe é irritante e que a genialidade, mais do que um dom, é uma conquista.
São tantos personagens secundários que, por um momento, acreditei que iria me perder. Entretanto, sua naturalidade os tornaram memoráveis e a história fluiu mais rápido do que gostaria.
Irônico, divertido, inteligente, delicioso... O Histórico infame de Frankie Landau-Banks esbanja criatividade e deve entrar na sua lista de próximas leituras.


site: @ousejalivros
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Psychobooks 30/11/2013

Conheçam Frankie, sua beleza impecável e sua mente afiada

Viram a ordem dos adjetivos? Consigo visualizar Frankie aqui do meu lado, EXIGINDO saber por que ressaltei seus dotes físicos antes de falar de sua inteligência. Vocês já se pegaram descrevendo uma garota dessa maneira? É isso que Frankie questionará durante todo o livro.

Frankie é uma garota de 15 anos que cresceu muito durante as férias de verão. Ela está indo para o segundo ano em um colégio interno e seu primeiro ano por lá não foi nada marcante. Ela era apenas a irmã mais nova e sem-graça de uma veterana popular. Agora que cresceu, Frankie já chega ao colégio chamando a atenção e passa a ter um papel importante na "sociedade escolar", mas esse papel não é o suficiente para ela. Frankie não se contenta em ser um ornamento para os veteranos, não aceita ser apenas a namorada de um deles. Frankie quer dominar a turma, ser o cérebro por trás de tudo. Quando se vê frente à frente com a revelação de uma antiga sociedade secreta só de meninos, ela toma a dianteira e resolve revolucionar o colégio.

A magia do texto representada pelo estilo da narrativa

A narrativa é em terceira pessoa, por meio de um narrador que não participa do enredo, mas que é onisciente e onipresente em todos os momentos da vida da protagonista.
O texto acompanha Frankie o tempo todo, mas de forma distanciada, sem que seus pensamentos sejam realmente mostrados, isso possibilita que saibamos o que ela sente, mas ao mesmo tempo, possamos dar asas à nossa imaginação sobre seu próximo passo ou sobre o que sente e também sermos pegos de surpresa por algo que nem imaginávamos que ela faria.

A autora também escolheu contar a história de Frankie e como ela se deu - de onde vieram suas ideias e/ ou o que a motivava - por meio de trabalhos escolares e retornos ao seu passado para o amplo entendimento de suas motivações. São digressões presentes na narrativa, que quando acontecem não sabemos muito bem por que estão ali, mas que mais à frente têm toda a razão de ser.

Essa forma de construção do enredo, dá todo o charme à leitura e é o motivo do tom um pouco mais adulto na narrativa, apesar da imaturidade de algumas atitudes, tanto de Frankie, quanto de seus amigos.

A dita imaturidade de Frankie não é um ponto negativo da personagem, e sim um fator que causa uma verossimilhança palpável. Falarei mais de Frankie em:

Definindo Frankie

Frankie tem 15 anos. Quero deixar isso claro para possíveis "acusações" de infantilidade de sua parte ou mesmo das de seus amigos.
Ela é dona de uma mente afiada, questionadora, analítica, sensível e apaixonada.

Ao se ver o centro das atenções de um garoto pelo qual nunca sonhou nem receber uma segunda olhada e se ver fazendo parte da turma mais descolada da escola, todas as características positivas e negativas de sua personalidade vêm à tona. Para ela não basta ser mais uma da turma. Ela não se contenta em ser apenas a namorada amarosa, pronta para ser deixada de lado quando algo mais interessante surgir. Frankie quer ser importante, insubstituível, quer ser lembrada e fazer parte das loucuras que os meninos se sujeitam.

Essa característica de desafiar as regras impostas tanto pelo colégio, quanto pelos alunos, passa a impressão de que ela é mimada e não aceita ser deixada de lado para alguns, mas para mim, Frankie se mostrou uma feminista, disposta a corromper as regras de uma sociedade secreta para provar todo o seu valor. Questionar o porquê das coisas serem do jeito que eram e o porquê da segregação por causa do sexo.

Sim, por vezes ela é infantil e por muitas vezes seu ego acaba falando mais alto. Mas - mais uma vez -, estamos falando de uma garota de 15 anos. Se houvesse muita maturidade ou explicações em suas ações, a verossimilhança viria por terra.

Vale a pena, Alba

Eu amei o texto. Amei seu desenrolar. Amei o ponto final que a autora deu.
A história de Frankie é curiosa e peculiar, diferente dos livros comuns no gênero jovem-adulto, onde por muitas vezes as protagonistas aceitam seu papel imposto pelas regras sociais e acabam se deixando obliterar em algumas situações. Frankie questiona, maquina e se impõe. Joga o tempo todo e faz questão de provar seu valor e ser vista. Toma a rédea das situações e lavra seu nome na história de seu colégio.
Super-recomendo.

site: http://www.psychobooks.com.br/
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tiagoodesouza 02/11/2013

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks | @blogocapitulo
Olá, pessoal! Hoje eu vou comentar sobre um livro que foi chamando a minha atenção aos poucos e, de repente, eu precisava lê-lo. Ele foi indicado por alguns autores famosos, cujas citações eu tomei a liberdade de inserir nos comentários. Se você já leu, deixe seu comentário. Se ainda não, comente suas expectativas.

Este livro conta a história de uma garota que teve um crescimento físico brilhante e totalmente incrível, mas que ainda está em processo de amadurecimento de seu emocional. Então, é preciso que você o leia, leia agora, para entender os motivos que levaram Frankie a escrever a carta que abre seu infame histórico, se desculpando pelas travessuras que a Leal Ordem dos Bassês aprontou na escola. Mas vamos conhecer antes tudo o que a levou a escrevê-la, como o fato de ela ter deixado ser um patinho feio mudou o modo como os mesmos garotos de sempre a viam. E de como ela descobriu, em um certo dia, sobre esse grupo secreto e quis fazer parte dele.

- Nenhum deles me reconheceu, Trish.
- Você está de brincadeira.
- Nem Dean, nem Matthew, e nem esse Alfa. É como se eu fosse invisível.
- Como se você tivesse sido invisível - corrigiu Trish. - E agora não é mais.
- Só porque os meus peitos cresceram? Não pode ser; eles devem olhar para o rosto das meninas de vez em quando. Senão, como é que iam reconhecer as pessoas?
Páginas 51 e 52.

Há alguma coisa em internatos e sociedades secretas que me chamam a atenção. Misture os dois elementos em um livro e o joguem em minhas mãos que eu vou querer lê-lo. Exceto, é claro, se esse livro for O Ateneu. Isso é outra história. Assim como Frankie, acredito que todos querem fazer parte em alguma coisa. Quanto mais misteriosa e com um certo grau de risco, melhor. A Leal Ordem dos Bassês, por exemplo, é bem diferente dos Karas, de Pedro Bandeira. Ela está mais para Os Marotos, de J. K. Rowling, com seus rituais próprios e sua imperiosa necessidade de perturbar as normas.

A narrativa é em terceira pessoa e bem peculiar. O narrador se torna aquele personagem onisciente que vai nos revelar o que sabe dos personagens, mas ainda guardará algo para nos surpreender. É uma narrativa que se você for ler superficialmente apenas para ter mais um livro na sua meta de leitura, não vai entender nada. Parece até um absurdo comentar isso por aqui, mas há de se fazer uma interpretação um pouco mais acurada do texto para aproveitá-la melhor.

A diagramação é simples, com folhas em papel pólen. A revisão está bem feita. Os capítulos trazem uma ilustração de um bassê. Confesso que a capa não tinha me atraído muito, mas depois de vê-la em mãos eu curti mais. Mesmo o tom branco tem a ver com a história, porque é a cor preferida de Frankie. O título faz uma brincadeira bem legal. Primeiro, ele faz referência a um caderno antiquíssimo em que os membros da Leal Ordem dos Bassês escreviam suas travessuras, como um diário ou ata. E depois, claro, a ironia sobre as coisas que Frankie apronta.

Este livro traz uma mensagem final bem interessante. Podemos acreditar e defender com garras as nossas crenças, mas precisamos estar preparados para as consequências. O forte feminismo de Frankie a levou a escrever um pedido de desculpa pelas coisas que aconteceram, mas isso não quer dizer de modo algum que ela abandonou o que acredita. Ela compreendeu um pouco mais.

Mais do que recomendado!

- Segredos são mais poderosos quando as pessoas sabem que você os tem - disse o sr. Sutton. - Conte a eles um pedacinho do seu segredo, mas mantenha o resto bem guardado.
Página 65.

site: http://www.ocapitulodolivro.blogspot.com.br/2013/10/resenha-o-historico-infame-de-frankie.html
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