Se vivêssemos em um lugar normal

Se vivêssemos em um lugar normal Juan Pablo Villalobos




Resenhas - Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal


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Layla 27/12/2020

Atenção, o livro contém um humor ácido, crítico , um pouco de surrealismo e bastante, mas bastante quesadillas. É o segundo livro do autor que leio seguindo a ordem da trilogia (as histórias são independentes) onde o autor no transporta para o México dos anos 80, marcado pela desigualdade social e a corrupção, sim, você vai notar muita semelhança com o Brasil. Diferente do primeiro livro, o protagonista é um adolescente da classe pobre que vai tentar entender o contexto que vive. Não sei porque este livro foi somente ok pra mim, a história não me conquistou, mas foi importante no meu ponto de vista pra conhecer esse lado mexicano que vai além de comidas, festas tradicionais e sombreros.
Inaiara @ideiasnolimbo 28/12/2020minha estante
lembro de ter gostado mais do primeiro também




j-quim 14/06/2020

Bom!
Eu queria ter tido um humor melhor pra aproveitar o livro enquanto tava lendo mas gostei muito.
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Victor Hugo 23/05/2020

Meu 3º dele em 1 mês. O homem é uma máquina de fazer livro bom
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Carolizons 21/05/2020

Boas risadas com forte crítica social
É um livro bom, mas não o melhor de Villalobos. Com muitas tiradas engraçadas, o livro faz uma forte crítica às desigualdades sociais do México.
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Paizinha 03/05/2020

Este é o segundo livro de uma trilogia sobre o México.

Uma história tragicômica, narrada pelo adolescente Orestes, que questionava a pobreza
diante da situação econômica precária de sua família, medida pelo número e qualidade de quesadillas que sua mãe distribuía a ele, pai e irmãos, e a oposta vida confortável da família que passa a avizinhar-se de sua casa.

Claro, um tema social como esse não poderia deixar de consubstanciar-se em críticas sarcásticas à política e suas politicagens.

Além disso, a trama se desenvoove em meio a acontecimentos reais e surreais - que ironizam o estigma de o México ser um país surrealista .

Bem, como passei a conhecer o autor, Juan Pablo Villalobos, a partir desse segundo livro, e não tinha conhecimento da trilogia, até então, foi por ele que comecei a leitura.

Mas, para meu alívio, embora o ambiente seja o mesmo, o México, os três livros não possuem relação entre si, podendo ser lidos em qualquer ordem.

Vou, então, ao primeiro livro: Festa no Covil.
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Letra Capitular 25/07/2017

Se vivêssemos em um lugar normal, Juan Pablo Villalobos
Com um incrível tom irônico e ao mesmo tempo cômico, Juan Pablo Villalobos retrata a história de uma família que vive no México e que é obrigada a conviver com as mais bizarras contradições sociais impostas nesse país. A história narrada por Orestes, adolescente de treze anos, é carregada de interessantes críticas sociais que denunciam a pobreza e seus diversos estratos. Por se passar na década de 1980, ao longo do enredo é possível perceber uma fase política e economicamente conturbada, em que a inflação prejudicava ainda mais os menos favorecidos.

A comida é um curioso elemento que acompanha toda a narrativa, com ênfase a importância cultural e social das quesadillas para essa população. Orestes chega ao ponto de classificar os momentos mais difíceis, economicamente falando, que vão desde as quesadillas normais até as quesadillas de pobre.

Um dos trechos mais interessantes é sobre uma reflexão a respeito da artificialização da natureza, mostrando como a reprodução bovina mecanizada interrompe o contato natural entre vaca e touro. “O reino da melancolia bovina: vacas que nunca tinham sido penetradas e sementais que se divertiam com fêmeas mecânicas”. Mais um dos efeitos da modernidade, artificializar a reprodução animal a fim de obter melhores espécies para que possam cumprir seus objetivos econômicos.

O tom surrealista conferido à obra só acaba por reafirmar que em um país conhecido por ter fortes crenças, onde acontecem coisas fantásticas e maravilhosas em que as pessoas conversam com os mortos, não está isento de enfrentar as mazelas sociais resultantes das contradições do capitalismo. Ainda que seu povo seja marcado pela fé, sofre com a pobreza, com governos que não lhe garantem a assistência necessária e que passa por situações tão bizarras que é difícil acreditar em sua veracidade. Seriam realmente cômicas, se não fossem tão trágicas.



site: https://letracapitularblog.wordpress.com/category/juan-pablo-villalobos/
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Edu 29/01/2017

Bem curioso
Peguei o livro pra ler no susto, só pela sinopse. Achei divertida, e lendo descobri que o livro todo o é. Só depois descobri que o autor Mexicano vive no Brasil e por isso que, mesmo falando do México o texto soa brasileiro. Foi uma experiência ótima, Juan é um ótimo autor com um jeito de escrever e descrever todo cheio de ironias, palavrões realistas e desfechos interessantes. E nem quero falar das referências aos filósofos gregos e dos termos filósofos. Nada se perde!
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Carol Galvão 03/09/2016

O livro conta a historia de uma família, através da visão de um filho dos filhos, que não aceita muito bom o modo como eles vivem. Mais uma vez o autor mostra uma realidade bem cruel de uma forma que é preciso prestar atenção para entender. Diferente do primeiro a crueldade é mais fácil de encontrar, porem alguns fatos são suavizados ou não explorados pois muita coisa acontece ao mesmo tempo.
E mostra também a crueldade das pessoas, as aventuras infantis e os desafios de ser pais.
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Ingrid 29/05/2016

Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal.
O narrador é personagem, cujo nome é Orestes (Oreo apelido), tem aproximadamente 14 anos, magro, com uma mancha preta nos dentes da frente (cárie?). Seu pai é professor de moral e cívica no colégio federal. (pelo visto a situação do professor no México é igual a nossa em muitos lugares do país). Sabe recitar poemas muito bem (melhor da escola) tem 6 irmãos, sua mãe é dona de casa, mora em um barraco, em cima de um morro denominado, Puta Que Pariu, na cidade de Lagos. É inteligente e crítico, satiriza a situação de pobreza de que provem e ironiza a vida e suas desgraças. Só tinha uma coisa para comer quesadillas, e vez ou outra tortillas.

Ele vive todas aquelas coisas de pobre que, pelo menos eu, conheço de cor e salteado, usar roupas velhas (doadas) , compra roupas um a dois números maior que o seu, vale para sapatos também, de preferencia da feira ou de bazar. Seu pai, mesmo sendo professor, (tem se criado um mito, de que professor não xinga, não pode xingar!), tinha como passatempo assistir jornal na tv na hora do jantar e xingar até ficar roxo, principalmente os políticos. Era também envolvido com sindicato.
Basicamente o livro conta os infortúnios de Oreo e sua família. É um livro divertido e triste ao mesmo tempo e que me tocou muito, porque me fez lembrar dos meus períodos pobres, infância e adolescência. Também morei em um barraco, não me considerava pobre, quis ter uma casa grande e um quarto só para mim, ter viajado e et cetera.
Concordo quando Oreo critica: "olhei para ele. Havia uma coisa pior que o orgulho de pobre: o orgulho de pobre que tinha ficado rico. ele repetia sua historia uma vez depois outra, de diferentes perspectivas, tirando ou acrescentando detalhes, escorregando em algumas inconsistências (...)". Tirando o Silvio Santos (que ao menos na tv não faz isso) o resto é certeza!

E o final, não sei se ele está delirando, se está esquizofrênico, se imagina ou se está sonhando. Mas hoje acordei e refletindo sobre a historia, a resposta para aquele final, pensei: bom, como o livro é um relato de um garoto, acho que o término da história ele quis colorir. Pintou como ele queria que fosse, já que a realidade (não foi ou não seria assim). Ele foi criativo para nos dar, não o final real, mas o que ele próprio escolheu e eu achei isso belo, poético, eu adorei! Mas admito que fiquei também curiosa para saber o que de fato ocorreu. Talvez não tenha sido nada de mais ou talvez a desgraça foi tanta que ele nos poupou, ou melhor ,quis poupar a si mesmo.
Esse livro entrou na lista dos meus preferidos. Quero relê-lo, com certeza!

Obs:
No glossário do autor percebemos que o México e o Brasil tem mais em comum do que imaginávamos. E em "dividas e agradecimentos", cheguei a pensar que esse livro poderia ser inspirado na própria vida do escritor e que talvez Orestes seja Juan Pablo VillaLobos.

site: http://aportadomar.blogspot.com.br/
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regifreitas 05/12/2014

Resenha disponivel no blog.

site: http://vialittera.blogspot.com.br/2014/12/se-vivessemos-em-um-lugar-normal-de.html
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Taisa 05/12/2014

Original e maluco!
Que livro louco. Sério, muito louco. Quando terminei a leitura fiquei com aquela sensação de choque, não sabia se tinha gostado ou odiado. O final mesmo é a loucura da loucura.

Mas vamos pelo começo. Ele é narrado em primeira pessoa por Orestes um menino de treze anos, filho de um professor de escola pública, uma mãe bem estereotipada no estilo "mãezona", e que tem como irmão mais velho Aristóteles e os mais novos são Arquíloco, Calímaco, Electra e os gêmeos (que eles chamam "gêmeos de mentira" pois são gêmeos com aparência diferente) Castor e Pólux.

Só por esta breve introdução já da para perceber o tipão da família. Eles moram em um bairro chamado Puta Que Pariu situada na cidade de Lagos (México). Orestes vai contando sobre o cotidiano deles, em como a casa, apelidada de caixa de sapatos, foi ficando pequena a cada novo irmão que nascia, como é a guerra na hora da comida para ver quem consegue pegar mais quesadilhas, como a falta de dinheiro interferia no tamanho delas, e outros fatos corriqueiros, até que um acontecimento muda toda essa rotina e o que era ruim pode ficar bem pior.

Fica claro que o autor quis dar uma cutucada na sociedade mexicana, em como há famílias esquecidas, no grande abismo entre ricos e pobres, como o lado mais fraco sempre é prejudicado e como a luta pela sobrevivência começa é dentro de casa. Ele usa muito humor acido, cinismo e sarcasmo para contar os apuros que essa família passa.

Em alguns momentos o Orestes me chocou, pela pouca idade ele tem uns pensamentos bem egoístas e as vezes sinistro. Mas nada surreal também, é que foi uma verdade tão crua que foi espantoso para mim, mas acredito que existem muitos Orestes por ai.

Acho que não é todo mundo que vai gostar desse livro, o autor usa um linguajar bem rebuscado no meio de vários palavrões, a história em si é uma loucura absoluta, o final como mencionei a cima é maluco total, mas sem dúvida acho que vale a pena experimentar porque ultimamente eu tenho a impressão de ler vinte livros e depois não sei qual é qual, as histórias são tão parecidas que sempre pego um personagem de um e acho que esta no outro e assim por diante.

Originalidade sem duvida é a palavra chave aqui, tudo nesse livro é diferente e incomum.

site: http://leiturasdataisa.blogspot.com.br/
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jota 15/04/2014

Quesadillas e tortillas surreais
Festa no Covil (Companhia das Letras, 2012) foi meu primeiro contato com a literatura de Juan Pablo Villalobos. E que contato: ótimo livro, divertido o tempo todo, umas das melhores leituras que fiz em 2013. Um relato breve, preciso e muito bem-humorado, um recorte de uma parte do México - a do narcotráfico, sobretudo, vista pelos olhos do filho pequeno de um traficante.

Em Se Vivêssemos em Um Lugar Normal (Companhia das Letras, 2013), o personagem principal também é um garoto que faz reflexões típicas de adultos. Então esperava coisa parecida do livro, principalmente pela abertura do primeiro capítulo – três palavrões numa frase curtíssima e muitos mais ao longo de toda a história. Da mesma forma, temos aqui um recorte da periferia de uma cidade mexicana durante um período catastrófico que o país latino do norte viveu.

Os personagens formam uma família de esfomeados comedores de quesadillas, prato que a mãe, especialista em produzir melodramas domésticos, também produz diariamente para o consumo de todos eles. O pai, professor de educação cívica, devotado ao helenismo é, como diz a editora brasileira do livro, “mestre em propagar todo tipo de insulto.” São nove pessoas vivendo numa casa pequena e desconfortável, uma “caixa de sapatos” e, por conta do pai, todos os filhos têm nomes gregos: a única menina se chama Electra e o primogênito, Aristóteles.

O narrador é Orestes (ou Oreo, como o biscoito da Nestlé), garoto da periferia de Lagos de Moreno (no estado de Jalisco); ele pinta desse lugar e de sua grande família um retrato muito pouco agradável, mas quase sempre engraçado, mesmo quando se encontram a um passo de uma tragédia. Afinal de contas, é através deles – ou de seus nomes e de certas situações que vivem – que se estabelece uma relação do México com a Grécia. Sem os deuses do Olimpo para trapaceá-los ou ajudá-los – ou então eles entram disfarçados na luta de classes que se verifica durante a trama. (Curioso é que um dos oponentes é uma família de descendentes de poloneses. Enfim...)

Também às vezes Oreo insere algum comentário filosófico sobre si mesmo ou os membros de sua família ou ainda sobre a realidade bruta em que vivem, especialmente quando as coisas parecem assumir ares de grande tragédia. Como quando um grande empreendimento imobiliário surge para ameaçar de destruição o barraco onde vivem. A coisa pode passar de, digamos, um estado aristotélico para um estado socrático em pouco tempo. (E são às vezes as pequenas coisas que Orestes diz ou pensa que tornam o livro mais saboroso do que as tais quesadillas diárias de sua mãe.)

O barraco da família fica num lugar que dispensa descrição ou comentários, no morro Puta Que Pariu. Isso mesmo; não sei se existe ou existiu tal lugar em Lagos ou se foi outro exagero do autor, embora em certos países latino-americanos a realidade muitas vezes suplanta a ficção. A Colômbia teve o realismo mágico de Gabriel García Máquez, o México de Villalobos é pródigo em surrealismo. Daí que os personagens, ou pelo menos o menino Orestes quer deixar de viver num lugar surreal e passar a viver num lugar normal, como diz o título da obra.

Pois eles não vivem num lugar normal e tampouco num tempo normal. A ação se desenvolve nos anos 1980, uma época politicamente conturbada no México, faltava muita coisa, havia desemprego, corrupção, hiperinflação, etc. Qualquer semelhança com a atual Venezuela seria mera coincidência? Não: não apenas é surreal como é trágica a história de um país em que o próprio presidente, um déspota ou ditador, manda prender adversários políticos para acabar com a oposição, reprime a imprensa e estimula elementos motorizados a atirar para matar estudantes e populares que se manifestam contra o estado bolivarista de coisas absurdas que seu governo desastrado impôs à Venezuela. Com a leniência do Brasil, registre-se...

Bem, de volta ao livro sem dele ter exatamente saído, Villalobos escreve clara e saborosamente, quase todos os capítulos são bastante engraçados ou curiosos, então a leitura flui gostosamente; podemos até ficar com vontade de experimentar algumas das especiarias mexicanas feitas de milho que a mãe de Orestes prepara diariamente – são tantas ou o alimento é tão usado na cozinha mexicana que a certa altura ele registra que “o mundo do milho era amplo e vasto.” Com razão; e tome tortillas e quesadillas no café da manhã, no almoço e na janta. E muito prazer com este livro de poucas páginas, mas extremamente pitoresco, saboroso, interessante.

Lido entre 13 e 15/04/2014.


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edgardie 06/11/2013

Quando o humor nao atrapalha
O final inusitado e bastante dinâmico do romance não poderia ter sido diferente para fechar com leveza a história da família protagonista, que eu julguei ser muito dramática e repleta de tristezas. O humor impresso pelas palavras e expressões utilizadas pelo autor funcionam menos como um desrespeito aos episódios das personagens, mas como uma lente que suaviza o leitor diante de tanta tragédia.
Edu 29/01/2017minha estante
bem observado, curti muito também




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