Diga aos Lobos Que Estou em Casa

Diga aos Lobos Que Estou em Casa Carol Rifka Brunt




Resenhas - Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa


87 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Fernanda 21/03/2014

Resenha: Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa
Resenha: “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é um romance incrível sobre maturidade e aprendizagem. É muito bem detalhado, e o tipo de obra que direciona o leitor a ter pensamentos reflexivos e ainda transborda emoções contraditórias e sinceras com diversas interpretações. A trama parece ter sido escrita com muita intensidade, para ter a finalidade de tocar as pessoas de alguma forma.

June Elbus expõe sua relação sincera e comovente com o tio e também padrinho Finn Weiss, que se encontra num estágio de vida complicado e crítico. Ele tem AIDS e é possível acompanhar alguns dos avanços da doença, ao mesmo tempo em que se torna visível os laços de amizade entre esses dois personagens. Se entendem e se completam, cada um a sua maneira. Ela aprendeu a gostar das mesmas coisas que ele e cultivou vários hábitos, um dos vários motivos incentivadores da sua fértil imaginação. Só que ao mesmo tempo é perceptível o quanto ela se sentia confusa em relação aos seus sentimentos e distrações.




CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/03/resenha-diga-aos-lobos-que-estou-em.html
Mia 15/04/2015minha estante
Amei sua resenha . Terminei de ler ele e não sei como continuar e ler outro livro , é como ver a vida pelos olhos da June . Confesso que esperei um final feliz pra ela , uma surpresa de novela tipo ´ ele não é seu tio . E como não se apaixonar pelo Finn ? Leio desde meus 11 anos e agora sei o que é ser apaixonar por um personagem de livro , a escritora colocou muita vida nesses personagens . Com certeza vou ler de novo .




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Julia G 11/03/2015

Diga aos lobos que estou em casa
Em 1986, a AIDS não era totalmente conhecida e o tratamento ainda inexistente. Em razão da doença, June, de 15 anos, perdeu seu melhor amigo, seu tio Finn. Mais sozinha do que nunca, a indiferença de sua irmã, Greta, pelo seu sofrimento só as afastava ainda mais, doendo profundamente pela lembrança do que elas costumavam ser. E doía, também, descobrir uma parte da vida de Finn que ele mantivera por tanto tempo escondida dela.

June nunca imaginara que Finn tinha Toby, um inglês, também infectado pelo vírus da doença, que agora estava tão sozinho quanto ela. Apesar de ter de adequar todas as suas memórias com o tio à nova informação da existência do rapaz, June poderia descobrir em Toby uma nova companhia – e um outro amigo.

Como tantas outras vezes que já comentei aqui, não li a sinopse de Diga aos lobos que estou em casa, de Carol Rifka Brunt antes de pegar o livro, mas a classificação Young Adult instigou a curiosidade.

A diagramação do livro foi toda bem cuidada, com pequenos detalhes no início de cada cena, bem como com letras confortáveis para a leitura. O tom de cor da capa – para quem gosta – é fascinante, e os vários desenhos no espaço negativo têm significado para a obra, seja pela questão da arte de Finn, seja pela imaginação ativa de June. O conteúdo, porém, não foi tão encantador.

Há de ser ressaltado que o tema escolhido para a obra foi bastante inusitado, pelo contexto em que se inseriu os acontecimentos, e também interessante. Ao contar a história de June, em primeira pessoa, a autora conta também a vida de outros personagens de seu convívio cotidiano. Algumas lembranças de um período anterior ao dos acontecimentos narrados, inseridas no contexto, sem nexo temporal, auxiliam na compreensão da protagonista, e mostram um pouco como sua mente funciona.

O fato de o livro tratar da AIDS a partir do ponto de vista de alguém que ama a pessoa doente e que tem um olhar livre de preconceito torna a construção mais sensível e valiosa. Contudo, o perfil da protagonista se mostra aquém do esperado, já que a impressão é de que, em virtude das situações impostas pela vida, sua atitude seria mais madura e adulta. O fato de ser ainda bastante criança, sinceramente, me frustrou.

Os pensamentos de June são infantis, com toda a sua fascinação pela idade média, brincadeiras e lamentações sobre coisas que, após certa fase, vemos que não tem tanta importância. Estes foram alguns dos fatores que eu não esperava, e a leitura se tornou cansativa por se arrastar desta forma até a metade do livro.

Provavelmente este seria um elemento desejável ao enredo, principalmente porque, após a segunda metade do livro, o amadurecimento da protagonista é visível. Além disso, foi importante para que June pudesse compreender um pouco mais a irmã. Contudo, ainda que racionalmente eu possa explicar a necessidade dos elementos citados para a história, isso não ajudou em relação ao envolvimento com o enredo. A impressão era a de que o contexto dava voltas, sem que saísse do mesmo lugar.

É importante citar, contudo, que, na segunda metade da obra, o texto se torna mais agradável e conseguiu atingir o ritmo certo. June começa a se ver mais verdadeiramente, perde a película da inocência no olhar, mas não deixa de se encantar com as coisas, por, finalmente, ver como elas são. June amadurece, cresce, e até mesmo uma insinuação de romance tem lugar na história.

O livro de Brunt não foi, para mim, uma grande obra, mas tem alguns bons elementos e um final tão bonito que é difícil não se sentir tocado.


site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/05/diga-aos-lobos-que-estou-em-casa-carol.html
eubrendamarcela 30/03/2016minha estante
Obrigada por colocar em palavras tudo o que senti. Tbm 3 estrelas!




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Nath @biscoito.esperto 30/03/2014

Não existem palavras suficientes para dizer o quanto eu amei este livro. Diga aos Lobos que Estou em Casa é um livro sobre amor, perda, amizade e crescer.

O livro se passa em 1987 e conta a história de June, uma garota de 14 anos que tem auto-estima baixa. Ela vive cercada da família, que consiste em seus pais, ambos contadores, e Greta, sua irmã mais velha, que tem talento para o teatro e a música. No entanto, June se sente mais próxima do tio, Finn.

Finn é um homem excêntrico. Ele é pintor profissional, gosta de bules de chá, é gay e tem AIDS. E, é claro, é o padrinho de June. Ela se sente muito próxima do tio, e acredita que ele é a única pessoa capaz de entendê-la. No entanto, Finn está morrendo. Os pais de June acham que a filha ainda não é capaz de entendera magnitude da morte, do homossexualismo e da AIDS - lembrando que, naquela época, as pessoas não sabiam nada sobre a doença e achavam que podiam pegá-la dando as mãos a uma pessoa com AIDS.

Finn está pintando um quadro de June e Greta, como um presente de despedida. Quando Finn morre, June percebe alguém no enterro do tio: um homem alto, de olhos escuros e um pouco deslocado. Seus pais dizem que ele foi que matou o tio Finn.

Após a morte de Finn a vida de June vira de ponta cabeça. Ela logo descobre que o retrato que ele fez vale muito dinheiro, e seus pais decidem trancar o quadro num banco, até ser seguro retirá-lo de lá. Logo em seguida, June começa a receber cartas e telefonemas de um home que diz ser o namorado de Finn e que gostaria de conversar com June.

June não é boba, mas decide arriscar e conhecer o homem. Toby é extremamente diferente de Finn, mas ela consegue, de alguma forma, ver o tio dentro desse desconhecido. Uma forte amizade nasce entre Toby e June, que encontram Finn um no outro.

DALQEEC é um livro lindo, emocionante e arrebatador. Mesmo parecendo ter uma trama simples, o livro conseguia me surpreender a cada capítulo. Este é um dos melhores livros que já li, e pretendo lê-lo de novo.

Recomendo!

site: www.nathlambert.blogspot.com
comentários(0)comente



Raiane.Moraes 26/05/2020

Diga aos lobos que estou em casa
O livro conta a história de uma menina chamada June, uma garotinha de 14 anos que tem uma paixão platônica pelo seu tio/padrinho e renomado pintor Finn.
No livro ela conta sobre os finais de semana no apto do seu tio, de como eram agradáveis os seus domingos quando o ajudava a pintar.. enfim.
Até que seu tio Finn vem a falecer precocemente por uma doença atual, que sua mãe prefere não falar.

Ao passar dos dias, ela recebe pelo correio um lindo bule que pertenceu ao seu tio Finn e um bilhete de Toby (O rapaz que apareceu no funeral do seu tio pedindo para qe ela a encontrasse, em segredo pq sua família não gostava dele).
Os dois foram se conhecendo, ela sempre com medo de se decpionar com ele. Com ciúmes por ele ter vivido mais histórias e saber de muitas coisas da qual ela não sabia sobre seu tio, e demorou um pouco se sentir segura o suficiente para estar com ele.

Até que enfim ela conseguiu vê o quão importante, sensível e amoroso assim como seu tio.. O Toby tb era, e com ele ela podia dividir suas dores, dividir suas histórias. E um poderia sempre contar com o outro e visse e versa.

O Toby mostra a June que ela pode fazer o que quiser, mostra que ela é uma garotinha muito forte para a idade que tem e muito corajosa.

Um livro incrível, uma história muito sensível e gostosa de ler.
Eu recomendo mt essa leitura. ?
#digaaoslobosqueestouemcasa
comentários(0)comente



Maria.Eduarda 15/02/2020

Amei o título
A relação do título com a história! Ótimos personagens que me fizeram sentir como uma irmã mais nova que apenas observava tudo o que se passava.
Bela 15/02/2020minha estante
Na epoca em que li esse livro me apeguei muito
Foi difícil ler outro !
Primeiro livro que eu pego pela capa e amo o conteúdo !!




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Ingrid Muguerza Prá 03/05/2020

Desnecessariamente longo. É fácil e rápido de ler, tem capítulos curtos e a leitura flui bastante. Mas inúmeros detalhes completamente desnecessários para o desenvolvimento, o que deixava de lado coisas que eu consideraria mais importantes de saber. Foi um livro "ok" de ler e só.
comentários(0)comente



Layla [@laylafromthebooks] 31/03/2017

A vida é trem-bala, parceiro
Vocês já viram como se faz um copo de vidro? Eu, particularmente, nunca fiz um, e no programa Ra-Tim-Bum, que passava na cultura e tinha um quadro musical que com “viu como se faz?” explicava os processos de criação de várias matérias, sempre parecia fácil demais produzi-lo, com aquelas máquinas enormes e rápidas.

Ao pegar um copo na mão, ver seu design e cor e espessura diversas, não vejo como possa ser simples produzi-lo. Deve ser difícil, demorado e trabalhoso. O que diverge completamente da facilidade com que podemos destrui-lo. Quebrá-lo. Não precisa de muito, na verdade. Em questão de segundos, uma mão estabanada pode deixar escapar o vidro escorregadio pelo sabão e pronto. A gravidade e a fragilidade do vidro fazem o resto.

E isso não é só com o vidro. Eu aposto que vocês já quebraram mais do que um copo. Podem ter destruído um prato, um fone de ouvido, um espelho, um celular, a lombada de um livro e tantas outras milhares de coisas. E tudo bem quanto a isso. O ser humano é, por si só e sua natureza, destrutivo.

Mas vocês já tentaram desconstruir um pensamento? Vocês já tentaram desmanchar um achismo, um conceito pré-concebido, um ideal, um padrão? Já tiveram de desmontar um comportamento, uma personalidade, o que você é? É extremamente difícil. Não chega perto da facilidade de quebrar aquele copinho de vidro.

E não chega perto da facilidade de acharmos que sabemos de tudo.

AIDS. Só de ler a palavra, seu cérebro já jogou tudo o que você conhece sobre o assunto contra seus olhos. Você pode ter lembrado o fato de ela ser uma doença auto-imune, pode ter lembrado de que é transferível pelo contato direto com sangue contaminado e pelas relações sexuais. Pode ter lembrado que sabemos quase tudo sobre ela, menos um dos fatores mais importantes: não conhecemos sua cura. Em Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa (ou DALQEEC para encurtar), os personagens maravilhosamente escritos nos mostram que a AIDS não é só isso - e, ao mesmo tempo, mostram que a AIDS não é tudo isso.

“Era possível que, sem a AIDS, eu nunca tivesse conhecido Finn ou Toby. Haveria um grande buraco cheio de nada no lugar de todas aquelas horas e todos aqueles dias passados com eles. Se eu pudesse viajar no tempo, seria altruísta o bastante para evitar que Finn pegasse AIDS? Mesmo se isso significasse que eu nunca o teria como amigo? Eu não sabia.”

Nossa protagonista, June, se pega pensando - por incentivo de sua família, da sociedade pouco compreensiva de 1987 e de seu ressentimento - que alguém que passa AIDS para outra pessoa é um assassino. Que esta pessoa merece ir para cadeia por condenar outro sujeito a ter seu mesmo fim. June tem quatorze anos e já tem de segurar em suas mãos a existência frágil de pessoas que ama; June tem quatorze anos e já se vê confusa com as regras da vida, com os porque sim excessivos e os por quê não em falta; June tem quatorze anos e já não sabe como pode viver o resto da sua vida sem Finn - seu padrinho, seu tio, sua própria deficiência imunológica adquirida; June tem quatorze anos e ainda não sabe quem é, mas já se vê pensando que a AIDS é a pior inimiga que ela poderia ter.

“Meu coração está quebrado e amolecido, e sou comum de novo. Não tenho amigos na cidade. Nem mesmo um. Eu costumava pensar que talvez quisesse ser falcoeira e agora tenho certeza disso, porque preciso descobrir o segredo. Preciso descobrir como fazer as coisas sempre voltarem para mim, em vez de sempre irem embora voando.”

É compreensível. Vocês podem entender o ponto de vista dela: como é que algo tão ruim que trará a morte pode fazer alguma coisa boa? Para ela, isso é impossível.

E é aí que a desconstrução entra. E são desconstruçÕES. Porque, apesar de seus poucos anos de vida e muitos ditames da sociedade, June começa a perceber que nada é tão preto no branco ou factual, cheio de verdades absolutas, para ser impossível. Não há amores impossíveis, por mais incompreensíveis e inacessíveis que possam parecer para nós. Não há sonhos inalcançáveis e metas impraticáveis. Não há só coisas ruins e nem só coisas boas. Há, na verdade, situações que são desconhecidas, que transcendem nossa depreensão. E há, acima de tudo, desconstruções que precisamos fazer.

Ao terminar este livro, nós podemos ver que a AIDS é fundamental para o enredo, mas não é o centro da história. Não. DALQEEC fala sobre o amor, sobre ser e sobre redescobrir verdades já escritas. Nas páginas dele nós podemos ver personagens que querem ACONTECER, sem a coação do impossível em seus planos. Podemos ver que a deficiência imunológica adquirida não é a AIDS, e sim a chance que damos a todos os males, descrenças e intempéries de nos infectar, de não deixarmos nós mesmos crescer, de deixarmos de acreditar, de nos deixarmos correr com as águas do tempo sem nadar no sentido contrário.

Diga Aos Lobos Que Eu Estou Em Casa pisa diretamente no que achamos mais concreto e destrói os conceitos que pensamos ser os mais verdadeiros possíveis. É um livro profundo, pesado e intenso, lindo de sua capa à quebras de capítulo e transições de tempo. É uma jóia rara que não se vê nem lê todo dia. É um livro que você lê sabendo que é um risco, pois ao terminá-lo, você não será mais o mesmo. É como avisar os lobos selvagens sobre sua localização exata - é como dizer a eles que você está em casa, e esperar o estrago ser feito.

E sim, é um estrago e tanto.

Mas é um estrago que vale a pena. É um estrago que abre nossa visão, muda nossa ótica.

É um estrago necessário.

Porque, como na música, a vida é trem-bala, parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir.
Luciana 01/04/2017minha estante
Uau...


Layla [@laylafromthebooks] 02/04/2017minha estante
Ai, L! Você me deixou sem palavras aqui. Obrigada. De verdade.


Luciana 02/04/2017minha estante


seja se 10/10/2017minha estante
Eu termino de ler um livro e venho correndo procurar uma resenha sua, porque é incrível como você consegue descrever como me sinto milhões de vezes melhor do que eu mesma escreveria.


Layla [@laylafromthebooks] 10/10/2017minha estante
Ai, G! Assim você me deixa emocionada! Fico feliz por conseguir expressar as minhas emoções de modo que abordem as suas também, de coração. E você gostou do livro? Como foi a leitura pra você? Deixe-me saber, chuchu!




Júlia 15/09/2020

Diga aos lobos que estou em casa
Eu nem sei direito o que escrever sobre esse livro, mas posso dizer com toda a certeza do mundo que esse foi um dos livros mais emocionantes q eu já li. Vou guardá-lo em meu coração.
comentários(0)comente



Krous 13/10/2017

Com toda sinceridade, não sei o que sinto em relação a este livro.

Se por um lado gostei da escrita de Carol - consegui me atrair pela história, ansiar pelo que vinha a seguir -, me surpreendi de ter gostado de um romance mesmo ele não tendo reviravoltas e mantendo-se fiel à sinopse (isso após uma sequência de livros de aventura partes de séries e cheios de ação), me incomodei com algumas questões que ela adicionou em seu livro e me pergunto se moralmente - melhor dizendo, legalmente - isso foi uma boa decisão.

O livro é sobre June Elbus, 14 anos, que se vê como uma pessoa mediana, exceto para seu tio. Porém, ele morre e a história é sobre seu luto e como ela deixa de ser uma adolescente-criança e passa a enxergar o mundo mais cruamente. A história é narrada por ela. É engraçado como imaturidade e maturidade se misturam sem padrão nos pensamentos e ações dela. Nota-se que ela é muito bobinha em relação a certos assuntos ao mesmo tempo que muito sagaz.

Encontrei muitas passagens opiniões que tinha quando tinha 14 anos e outras que me serviram de conselho para a vida. Raramente destaco trechos assim, mas realmente aqui era um mais espetacular que o outro e o jeito foi marcar e guardar para sempre.

Este é o livro de estreia da autora, ganhou prêmio e fiquei aliviada ao fim da leitura de não me perguntar por que raios premiaram essa mulher - já aconteceu com outroa livros antes.
Mas enfim, o que quero dizer é que não há indício de uma escritora inexperiente aqui, aquelas derrapadas que todo leitor encontrar em autor iniciante, que torce o nariz, mas perdoa por se tratar do primeiro livro. Digo com relação aoa diálogos, as divagações de June e ao excelente uso dos personagens secundários. Eles não foram esquecidos na história, mas também não apareciam em excesso. Grata ao perceber que Carol sabia o que estava fazendo.

Contudo.... a parte moral que me incomodou. Podíamos passar os trechos de paixonite de June por Finn e Toby. E as partes em que um adulto oferecia cigarros e bebidas para uma menor idade. A parte quase me fez gorfar foi quando June achou que Toby queria transar com ela. Tipo, oi?? Não fez o menor sentido ela pensar algo assim dele.

Greta me irritou um bocado e, embora eu entenda que o tratamento que dava à June era seu jeito torto de lidar com uma frustração, queria dar uns tapas na cara dela. Ou da June, ciente do que a irmã fazia com ela, mas passiva demais para se defender.

O livro não era o que esperava. Achei que mais da vida de Finn fosse ser trabalhado, mas me enganei e até que não foi ruim.

Algo que notamos de cara é a capa linda, algo raro em se tratando da Novo Conceito. Mas tudo tem um preço: vai ver por investirem num trabalho gráfico decente a editora teve que economizar na revisão. Era pronome errado, concordância mal feita, erro de digitação que tiraram a minha atenção depois de um tempo.

site: https://www.instagram.com/shiuestoulendo/
comentários(0)comente



Jéssica R. 09/12/2014

Sabe aquele livro que começa chato? Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa é exatamente assim, pelo menos para mim. Por volta da página 50 já estava pensando em abandonar a leitura, mas mudei de ideia. Na página 195 o livro começa a ganhar vida, tive que me esforçar muito no começo, mas depois valeu muito a pena.

Com personagens profundos e bem trabalhados, Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa consegue ser aquele tipo de livro que nos faz pensar muito depois de termina-lo. Começa com a morte do tio Fin, um artista renomado que passou seus últimos meses lutando contra a AIDS e pintando um quadro de suas sobrinhas June, de 14 anos, e Greta, de 16. No funeral June avista um homem do qual ela não pode se aproximar, segundo sua família. Ela sente profundamente a perda do tio/padrinho, uma vez que acredita que não terá mais a pessoa que a endente, acreditando ser também a única capaz de entendê-lo. Os pais de June acham que a filha ainda não é madura suficiente para entender o que está acontecendo, que a morte, o homossexualismo e a AIDS são demais para a cabeça dela - lembrando que a história passa no ano de 1987, naquela época as pessoas não sabiam nada sobre a doença e acreditavam que podiam pegar AIDS em um simples aperto de mãos. Toby, um homem que diz ser amigo de seu tio e quer encontra-la, e ela como amava muito o tio acaba aceitando, o principal intuito dela é conseguir informações sobre seu tio.

O livro trabalha a relação familiar como um fino fio que pode se partir a qualquer momento. June acredita que sua irmã Greta a odeia e isso acaba afastando a ambas, e também proporciona a nós leitores uma experiência única ao acompanhar a relação dessas irmãs, que vivem entre o ciúme e o amor. Pais que apesar de trabalharem muito conseguem dar atenção às filhas, exceto na época dos impostos. Aproveitando a ausência dos pais June começa a se encontrar frequentemente com Toby, unidos pela dor da perda, ambos começam uma relação de companheirismo e cuidado. O que mais me surpreendeu foi à profundidade dos personagens, June é tão complexa em seus pensamentos e sentimentos.


"[...] Esse é o segredo. Se você garantir que é exatamente a pessoa que esperava ser, se sempre garantir que conhece apenas as melhores pessoas, então não vai se importar de morrer amanhã."

É um livro sensível, que fala de amizade, dor, magoa perdão, amadurecimento e recomeço, não apenas para June, mas para todos, e tudo é narrado de forma pura e delicada. É como se aos olhos de June não existisse maldade, não que ela fosse ingênua, mas ela enxerga um mundo diferente, muito mais simples do realmente é. Agora tenho mais um personagem favorito, June, me identifiquei muito com ela em alguns trechos. Está sendo difícil resenhar sem spoillers, espero sinceramente ter conseguido passar o quanto esse livro se tornou especial para mim, e de como consegui sentir cada personagem, suas angustias e incertezas, seus medos e suas alegrias. Livro perfeito e rico em detalhes. Sem esquecer essa capa que é tão linda, confusa e simples, assim como toda a história.


site: http://lilianejessica.blogspot.com.br/2014/12/resenha.html#more
Leticia Almeida 18/02/2015minha estante
Comigo também foi assim,quase desisti. Mas acabei amando o final,apesar de ter pensado que ia dar tudo certo.




87 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6