A Corte do Ar

A Corte do Ar Stephen Hunt




Resenhas - A Corte do Ar


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Robson 07/02/2014

Por que abandonei A Corte do Ar?
Vamos lá leitores, não é fácil abandonar um livro, raramente faço isso, mas foi praticamente inevitável com A Corte do Ar, de Stephen Hunt. Eu esperava bastante do livro, afinal, sou fã do gênero Steampunk, mas o autor provou que não veio para revolucionar o gênero, como é prometido na capa, mas sim para confundir a cabeça de seus leitores.

Após duas longas semanas tentando me conectar com a trama, personagens (milhões deles) e a escrita do autor, cheguei a conclusão de que era melhor abandonar o livro. O autor criou um mundo bom, com premissas boas para a sua história, mas acabou pecando muito em seu desenvolvimento.

A narrativa se demonstrou arrastada desde a primeira página, repleta de termos novos e confusos, que mesmo com a ajuda do glossário presente no livro, não se tornaram claros para mim. Cheguei até a página 150 e tenho para mim que, se um livro não me conquista em 150 páginas, ele não irá me conquistar nas outras.

Um dos grandes erros do autor (além da narrativa arrastada e do enredo confuso) foi a grande quantidade de personagens. O autor a cada página insere novos personagens e acaba dando a entender que todos eles são importantes para o seu plot, mas quinze páginas depois eu já não conseguia lembrar qual era aquele personagem e o papel dele no enredo.

Se algum de vocês está estreando no mundo steampunk, peço que comecem com coisas mais clássicas e até mesmo mais “famosas”, pois eu, que já estou habituado ao gênero, me confundi bastante com esse livro, a ponto de abandona-lo.

Esse pode, ou não, ser um abandono definitivo. Eu não costumo abandonar livros e por isso, darei um tempo, quando estiver devidamente “descansado”, penso se retomo a leitura.


site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha/a-corte-do-ar/
Nath @biscoito.esperto 07/03/2014minha estante
Oi, Robson! Abandonei o livro quase na mesma página que você e entendo seus sentimentos em relação ao livro. Parabéns pela resenha!


Eriquinha 28/03/2014minha estante
Olá, Robson! Eu li o livro inteiro, mas senti as mesmas coisas que você em relação a ele. Personagens demais e trechos mal conectados.
O enredo é realmente muito interessante, mas era necessário que o autor tivesse restringido o número de personagenS. Ótima resenha!


Robson 01/04/2014minha estante
Obrigado meninas! eu sou super fã de Steampunk, mas o autor pecou demais neste livro e o glossário não serve pra quase nada!


Caiuã 31/07/2014minha estante
Estou um pouco depois da página 100 e penso seriamente em abandonar.
Você falou muito bem.
E além dos pontos que você mencionou, ainda tem os clichês incômodos e os diálogos artificiais cheios de frases de efeito.
Também sou super fá de Steampunk, mas esse não está dando.


Maris 13/03/2015minha estante
Oi Robson! Li quase 200 páginas e compartilho do mesmo sentimento que você desde o início da leitura... O livro tem uma premissa muito boa, mas é bem confuso e não consegui me apegar a nenhum personagem. :( Parabéns pela resenha!


et 28/06/2017minha estante
Apesar do livro ser mediano, creio que foi muito prejudicado pela tradução. Infelizmente as escolhas do tradutor foram ruins para alguns casos e totalmente sem sentido em outros. Por exemplo "transaction engine" não é "motor de transação". engine em informática não é isso. Deception não é decepção (que feio isso, coisa de amador). Algúem lendo o livro fica perdido com estas escolhas. Talvez a editora devesse ter colocado notas de rodapé tipo "transaction engine no original" para o leitor entender a escolha do tradutor e a idéia original no autor. E claro, revisão de tradução pega bem também.




Willian Whin 04/01/2018

TRANCOS E BARRANCOS
Falar de A Corte do Ar é complicado, pois o livro é complicado. A história é complicada, a escrita só complica, as personagens não emplacam. Para mim a leitura foi quase um desastre. Não é fluida, não cativa.


De uma forma bem sucinta, gostaria de dizer que o livro A Corte do Ar é um livro político. Na verdade, é mais um pseudo ensaio político extramente mal orquestrado. Stephen Hunt, ao meu ver, esqueceu que havia personagens na história, porque sinceramente, me pareceu que as pessoas eram apenas meros objetos com motivos pouco convincentes - e pouco claros - que só estavam ali para transmitir sei-lá-o-quê que o autor queria passar.

O livro tem uma premissa interessante: duas crianças, Molly Templar e Oliver Brooks, com certas habilidades (ou dons?) e que vivem sob lares não lá muito atrativos, tem suas vidas, digamos, pacatas(?!) viradas do avesso de uma hora pra outra; tudo meio clichêzinho mesmo, mas de certa forma novo por se tratar de um mundo steampunk.
E o livro promete nas suas 100 primeiras páginas que será uma leitura empolgante. Mas não é bem assim.

Momentos de ação é o que não faltam durante toda a história: fugas, assassinatos, magia e poderes do mundo; tudo que deveria contribuir para épicos momentos de ação. Porém, nada é descrito da forma que facilite a compreensão do leitor; nada é descrito da forma que prenda a atenção.
Quem morre não possui um rosto; quem foge não tem bem um cenário descrito em que o leitor possa se situar.
Quando se trata de descrição de lugares e de personagens o autor falha miseravelmente. Sendo otimista, eu diria que ele estava focado em coisas mais complexas do que isso.

E é aí que está o grande problema do livro.

Não me parece razoável, um autor que escreve um gênero pouco lido - não pouco lido, mas poucas pessoas leem o gênero steampunk -, desconsiderar a construção de um cenário sólido. O autor te joga na história e vai te bombardeando de objetos e criaturas sem quase nenhuma aparência, ou forma. Stephen ativa o "imagina aí sozinho como é e o que é isso que eu criei" e segue sem dar mais explicações.
Sabe, eu acho que não é assim que as coisas funcionam.
A minha leitura avançou em meio a trancos e barranco, pois eu não sabia o quê era quem e onde e quando estava o quê.
Mesmo o livro tendo um glossário onde algumas coisas são melhores explicadas, eu me senti bastante carente de detalhes. Falta informações.
A Corte do Ar de empolgante, infelizmente se torna um livro difícil.

Os dois ,abre aspas, protagonistas, fecha aspas, Molly Templar e Oliver Brooks na minha opinião, são apenas uns dos muitos elementos do cenário mal descrito. Não possuem carisma, não possuem uma personalidade que os identifique; na verdade mal possuem fisionomia (é dito na história que a Molly é ruiva, pronto).
Raríssimos são os momentos em que as personagens demonstram algum tipo de sentimento. ( Ok, Stephen Hunt, sua história possui criaturas mágicas, poderosas, encantadas e admito, todas elas são fantásticas a seu modo; mas cadê os sentimentos delas?)
Eu não senti empatia por ninguém, se você quer saber o que eu acho.

Enfim, se o autor não se preocupasse tanto em fazer da obra dele um tratado político com partidos extremistas sem causas "nobres", tenho certeza que o livro teria dado muito certo. Entretanto não foi caso, ao menos para mim.
Porém, se você quiser experimentar a obra que "revolucionou o steampunk", saiba que há coisas boas na história, há sim ideias inspiradoras, acontecimentos que tiram o fôlego (ou que deveriam tirar), então talvez a leitura não seja uma perda tempo. Talvez não custe nada conferir.
Talvez.

Fernando Jr 16/05/2018minha estante
Q bom q tem alguém q posso concordar, pois estou tendo dificuldade para ler esse livro. Ele é muito chato comparado com os outros q eu li. E é meu primeiro livro steampunk, espero q os outros não sejam tão cansativo e sem graça como esse.


Willian Whin 17/05/2018minha estante
esse livro é ridículo. uma pena o autor ter falhado tão miseravelmente.

não são. steampunk é um gênero maravilhoso.


Fernando Jr 17/08/2018minha estante
Obrigado pela resposta, e desculpa a demora.


Deia 26/09/2019minha estante
Concordo com vc, tbm achei muito chato. Li todo o livro a pau e corda.




Nath @biscoito.esperto 07/03/2014

Eu odeio escrever resenhas negativas, por que não acredito que existam livros ruins o suficiente para que falemos mal deles. Na verdade, em 98% das vezes em que eu não gosto de um livro, a culpa é minha, não do autor.

Nesse caso, a culpa é completamente minha.

A Corte do Ar é um livro muito bem feito, e a Editora Saída de Emergência merece um prêmio só por causa disso. A capa é linda, com uma película transparente que dá um toque especial e inovador ao livro (sabe aquele dirigível na capa? Então, ele não fica na capa).

Assim que peguei o livro pela primeira vez eu só conseguia pensar que ele era lindo, tanto por dentro como por fora. Logo na primeira página temos uma frase do livro que é simplesmente maravilhosa sobre liberdade de escolha. Logo em seguida, temos o manifesto da coleção bang! E, Jesus, eu senti meu sangue ferver quando li aquele texto. Eu pensei: meu Deus! Essa é a editora pela qual eu estive procurando todo esse tempo.

Em seguida temos uma carta do editor, um complemento interessantíssimo de ler – aliás, não entendo por que a maioria das pessoas nunca lê essas coisas – que contém a melhor frase de todos os tempos, que eu estou seriamente pensando em tatuar no meu corpo:

“Se você não vive no limite, é sinal que está ocupando espaço demais, velho amigo” – Página 101

Na carta do editor ele revela que, no fim do livro, há um glossário sobre os termos que o autor inventou. Então, antes de começar a leitura, a primeira coisa que fiz foi ir até o glossário e decorar todos os termos. Estranhei uma coisa ou outra, mas comecei a leitura mesmo assim.

Como eu costumo dizer, tem livros que são apenas pra quem gosta. Eu sempre tive uma dificuldade enorme em me adaptar a universos completamente novos, motivo pelo qual eu resisti em ler Harry Potter, As Crônicas de Gelo e Fogo e até Jogos Vorazes por muito tempo. Mas esse livro leva o termo “mundo fictício” a um novo patamar, por que ele é COMPLETAMENTE diferente do nosso.

A história se passa no passado – ou pelo menos numa versão steampunk dele – e conta a história de Molly Templar, uma garota que teve um trauma recentemente e está sem emprego. Ela é contratada pelo mais famoso bordel de Chacália, mas não quer trabalhar lá de verdade. E é quando coisas realmente bizarras começam a acontecer com ela.

Em paralelo temos a história de Oliver Brooks, acusado de assassinar seu tio, que é obrigado a fugir para não pagar por um crime que não cometeu.

A história de A Corte do Ar é extremamente interessante, mas eu não consegui me acostumar à narrativa do autor. Acho que minha imaginação não é capaz de ir longe o suficiente para imaginar todas as coisas que ele colocou no seu livro.

Na verdade, vi muitos termos novos completamente desnecessários. Por exemplo: nesse livro, Alienista é uma pessoa que estuda a mente humana. Eu cresci sabendo que Alienista é uma pessoa que aliena outra, e foi muito difícil me acostumar com essa mudança. Chicoteadores são a mesma coisa que mercenários. Por que mudar isso? Os mercenários desse livro nem usam chicote! E Cantor do Mundo não é nada mais que um feiticeiro – e não, eles não são cantores.

Tenho certeza de que uma pessoa fã de livros de aventura, ficção científica e steampunk vai simplesmente amar este livro. Infelizmente, não faço parte deste grupo, pelo menos não ainda.

Vou guardar A Corte do Ar em minha estante e relê-lo quando eu estiver pronta para entender esse mundo criado pelo autor.

Então eu faço um último pedido: por favor, não deixe de ler este livro só por que dei duas estrelas para ele. Vá em frente, se acredita que é um gênero literário que goste.

Recomendo :3


site: www.nathlambert.blogspot.com
Milla 20/03/2014minha estante
Confesso que também estou estranhando certas mudanças. Cafél = uma bebida como café. tipo: HÃ? O que estava impedindo o autor de usar o termo café?
A história está ficando boa, estou pela página 80. Mas também estou com a sensação de que acontecem MUITAS coisas e as vezes termino de ler um parágrafo e fico toda desorientada sobre o que/onde/quem e tenho que reler. Sem falar que também não consigo imaginar taaaantas coisas e eu até gosto de fantasia. Espero que eu ainda me encontre. Também não quero avaliar o livro negativamente só por uma "limitação" pessoal. Tem gente que adora, né?


Nath @biscoito.esperto 11/04/2014minha estante
Pois é, faz parte da vida :T




dani 28/01/2014

A Corte do Ar – Stephen Hunt
A Corte do Ar foi um livro que me deu trabalho e não por ser bom ou ruim, mas por ser essencialmente complicado.
Nunca tinha lido nada steampunk e fiquei empolgada em começar com um livro com tão bons comentários, sem contar o seu lindo trabalho gráfico (sim , sim, eu sei que não se julga um livro pela capa, mas tenho que dizer que ele é lindo).

A sinopse me chamou a atenção e achei o plot bem interessante, mas ao iniciar a leitura meus problemas começaram.
E é nessa parte que vou colocar em voga, mais uma vez, minha pouca experiência, na verdade quase nula, no estilo. Então não sei se os outros livros são do mesmo jeito, mas logo no começo da leitura me senti perdida, o autor criou um mundo novo com elementos inéditos, que ele vai inserindo na história, só que sem uma explicação anterior, como se fosse natural para o leitor o que ele está falando, e apesar do recurso do glossário do fim do livro muitos elementos me deixaram totalmente perdida. O enredo de fundo é uma grande jogada política (e para aqueles que me conhecem sabem que amo esse tema), mas devido cada lado da disputa possuir nomes diferentes (e bem complicados por assim dizer), filosofias e objetivos contrários, defensores, causas, deuses, nações, meu deus era muita coisa e sem uma explicação, simplesmente um diálogo, ou um fato, ou uma ação. Algumas coisas eram possíveis se entender pelo contexto, mas me vi várias vezes voltando aos parágrafos anteriores para poder confirmar, ou refutar, o que eu tinha achado. E acho que algumas coisas até agora eu não peguei direito.

O enredo principal do livro foi uma boa sacada do autor, dois órfãos que não se conhecem possuem uma vida normal até que começam a ser perseguidos sem saber exatamente o porquê, mas eles podem ser a chave para uma grande trama que está acontecendo em Chacália e em suas fugas iram se envolver com vários personagens.
A narrativa do autor também foi um problema pra mim, devido aos inúmeros detalhes acabei não conseguindo me envolver, nas primeiras 250/300 páginas, mesmo quando tinha uma cena de ação eu acabava me perdendo na quantidade de elementos e personagens envolvidos, afinal muitos possuem mais de uma maneira de serem chamados ou as situações são confusas. No fim do livro que consegui engrenar na leitura, mas mais porque decidi não me apegar aos detalhes.

A construção dos personagens não me agradou em alguns aspectos, primeiro ele trabalha com muitos personagens que acabam se intercalando na história, e eles não são bem aprofundados, isso pode ter ocorrido em razão do livro fazer parte de uma série, mas senti falta de mais informações tanto do passado dos órfãos como dos personagens com quem eles se relacionam mais diretamente (até porque alguns deles são bem interessantes e gostaria de conhecê-los melhor). Agora os personagens não humanos, os homens-vapor (máquinas com vida e consciência) eu gostei da construção e espero que nos próximos livros eles tenham uma participação maior.
Como um todo, tenho que ser sincera que não consigo avaliar este livro, gostei da ideia e da construção desse novo “mundo” mas no fim acabei com uma dúvida se o livro é realmente muito confuso ou se fui eu que não consegui me adaptar ao gênero (e por esse motivo esta resenha não tem uma nota) com mais leitura de steampunk vou me sentir mais apta a comentar a obra de Stephen Hunt.

Série Jackelian
Livro 1 – A Corte do Ar
Livro 2 – The Kingdom Beyond the Waves
Livro 3 – The Rise of the Iron Moon
Livro 4 – Secrets of the Fire Sea
Livro 5 – Jack Cloudie
Livro 6 – From the Deep of the Dark

site: http://olhosderessaca25.blogspot.com.br/2014/01/livro-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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Thiago 13/07/2015

a corte do ar
Um enredo muito bom com muita aventura, ação e até um pouco de suspense. Porém o livro tem alguns erros de revisão e a escrita do autor exige mais atenção para que entendamos oque se passa em algumas partes ,mas o maior problema é a falta de descrição dos personagens e locais.
A trama gira em torno de dois órfãos, molly templar que vive em um orfanato para meninas e neste orfanato as meninas são mandadas para trabalharem em lugares na cidade como um aprendizado mas que na verdade o dono do orfanato usa como uma exploração do trabalho infantil e lucrando em cima de cada uma das órfãs, mas molly é uma menina bastante rebelde e não se mantem em nenhum dos trabalhos que lhe é dado e assim ela acaba se vendo ter que ir trabalhar em um bordel. Quando Molly vai atender seu primeiro cliente que na verdade não era um cliente e sim um assasino que a esta caçando ela se ve obrigada a fugir e yentar descobrir quem esta atras dela e porque a estão caçando.
Oliver mora com seu tio titus desde que seus pais morreram em um acidente e ele é obrigado a se apresentar a "polícia" do pais toda semana pois ele esteve exposto a brumaencantada que da poderes a aqueles que foram expostos a ela, até que um dia o tio de oliver é assasinado e oliver se torna o principal suspeito ja que ele tem supostos poderes que ainda não tinham se manifestado e oliver fogi junto a outro criminoso que o ajuda chamado harry stave e ao mesmo tempo ele tenta descobrir quem foi o responsável pela morte de seu tio.
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Deia 26/09/2019

Leitura finalmente concluída. Esse livro foi decepcionante, pensei que por ser um steampunk seria leve e fluido como as obras anteriores que li, mas não, foi uma leitura morosa, travada, muitos personagens, muitas palavras criadas para aquele universo. Normalmente seria enriquecedor, o autor criar um universo e suas idiossincrasias, mas esse tinha tanta coisa que ficou confuso.
Molly e Oliver serão confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois jovens terão a ajuda de um formidável grupo de amigos, dentre eles o infame Stave, um homem-vapor, um sábio-deslizante, um sussurrador e muitos corpos macios. A leitura prometia, mas não aconteceu. Pena.
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Priscila Yume 06/01/2014

Minhas impressões...
Oi Seguidores,

Vamos começar o ano de 2014 com resenhas?
Pois bem, hoje estou trazendo para vocês a resenha do livro “A Corte do Ar” de Stephen Hunt e publicada pela parceira Saída de Emergência Brasil. O selo novo, faz parte do Grupo Sextante e Arqueiro e esse livro foi o segundo publicado (eles estão com a previsão de um livro por mês e vocês podem conferir os próximos lançamentos aqui).
O livro, que segue o gênero steampunk (foi rotulado assim, não pelo autor, mas sim pelos seus leitores, e se passa na Terra, milhares de anos após, quando ela se reconstrói após uma era glacial. Os dois protagonistas da história, Molly Templar e Oliver Brooks, são dois órfãos que de uma hora para a outra tem a missão de mudar o destino de Chacália.

“- A força não tem qualquer significado se não for usada a serviço dos fracos. Um bastão pode se partir, mas um conjunto representa a Comunidade e a Comunidade jamais quebrará.” (p. 440)

Molly passou a sua vida inteira no Orfanato Portas do Sol e vive sendo trocada de emprego, pois nunca se ajusta a um deles. Ela deseja, mais que tudo, conseguir sua liberdade, e para isso ela precisa passar mais um ano no Orfanato com seu Inspetor corrupto que usa a mão de obra dos jovens do orfanato para enriquecer. O que ala achou que seria um novo emprego, na verdade, foi a venda de sua custódia para um dos maiores e luxuosos bordéis de Chacália. Após seu treinamento com etiqueta e conhecimentos gerais, Molly está preparada para receber seu primeiro cliente, só que o que ela não esperava é que ele está tentando matá-la.
Oliver Brooks é um encantado, ou seja, aqueles que foram tocados pela Brumaencatada e apresentam poderes especiais. No caso de Oliver, ele ficou por quase quatro anos vagando no meio da bruma até aparecer em um vilarejo próximo. Mas ser um encantado não é algo maravilhoso e você: ou se torna um Guardião Especial e tem que utilizar um torque no pescoço (objeto que quando ativado por um cantor do mundo mata o seu portador) ou ir para os porões do Hospício de Hawklam, no entanto Oliver não apresentou nenhum dos sinais característicos à exposição ficando, então, fichado e obrigado a comparecer semanalmente para assinar o livro de registros. Mas, ao regressar para casa, encontra a governanta da hospedaria do seu tio Titus morta e a certeza de que seu tio encontrara o mesmo fim. E ao chegar à delegacia para prestar queixa, descobre que está preso em uma rede muito maior e ao fugir com Harry Stave (um lupocaptor que visitava o seu tio), terá seu destino selado.
O livro se desenvolve a partir de então, seguindo dois caminhos percorridos pelos protagonistas, Molly tentando entender porque está sendo perseguida e com sua cabeça a premio por um valor exorbitante e Oliver tentando entender porque seu tio foi morto. Duas vidas, um destino, salvar Chacália do mal que está caindo sobre ela. A Arma e o Escudo dessa nova revolução.
O livro apresenta uma escrita envolvente e que cativa o leitor, embora no início tenha me batido com os termos desse novo mundo (tem um glossário no final para ajudar) quando você começa a entender se torna viciante. Repleto de ação, aventura, magia, o livro traz personagens tão humanos quanto nós, cheios de raiva, ódio, inveja, amizade, amor e que buscam, acima de tudo, a liberdade, embora para muitos esse conceito se apresente de forma deturpada. Trazendo analogias com questões do nosso mundo você encontra em Chacália uma sociedade utópica; as brigas geradas pelo poder e uma força sombria baseada nos preceitos da Comunidade da Partilha Comum e a adoração aos deuses perdidos de Quimeca, e uma Corte que está acima de qualquer poder, lenda para muitos, invisível para a maioria, mas que é capaz de arrumar o mundo como as peças de um jogo de xadrez e, no meio disso tudo, dois órfãos que mudarão o mundo a partir de suas decisões.

"[...] Somos os fantasmas da máquina, Oliver, mantemos esse estranho jogo e os corações puros. A única coisa que sabemos de nós é o nome que Kirkhill nos deu: a Corte do Ar. Somos a mais elevada de todas as malditas cortes que existem na Terra." (p. 95)

A Corte do Ar é um livro que me surpreendeu e me cativou, com um mundo criativo, empolgante e revolucionário, onde cada um é capaz de reescrever a sua história e a história de seu povo, apenas achei que a participação de Molly na grande batalha deveria ser maior, o Oliver acabou roubando a cena. Ofinal que deixa margens para outros (foram seis livros publicados pelo autor da série Chacália). Cabe a nós aguardamos os próximos livros e que sejam tão fascinantes como o primeiro.

“Se você não vive no limite, está ocupando espaço demais”


site: http://yumeeoslivros.blogspot.it/2014/01/resenha-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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AndyinhA 30/03/2014

Resenha em vídeo no blog MON PETIT POISON



site: http://www.monpetitpoison.com/2014/03/poison-books-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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Bruna 23/02/2014

Fantasia + Ficção Científica = <3
Desde o momento que coloquei meus olhos na sinopse desse livro tive uma certeza: eu precisava MUITO lê-lo. Agora, após ter tido essa oportunidade, posso dizer que ele era tudo o que eu esperava e muito mais.

A Corte do Ar é o primeiro livro da série Jackelian do autor Stephen Hunt, e foi lançado em 2013 pela editora Saída de Emergência Brasil. Tudo o que posso dizer é que o livro é genial, diferente de tudo o que já li, e foi uma das melhores leituras que eu fiz este ano.

Stephen Hunt é conhecido por escrever Steampunk, sendo considerado um dos autores que revolucionaram esse gênero.

Steampunk na literatura é um gênero dentro da ficção científica, onde as histórias são ambientadas no passado, normalmente na Inglaterra vitoriana, ou em um universo novo semelhante a um período da história humana, onde muitas das tecnologias mais modernas teriam surgido mais cedo, utilizando-se dos recursos disponíveis na época, sendo comum, por exemplo, a existência de máquinas e robôs movidos a vapor (steam = vapor).

A história de A Corte do Ar, de acordo com o próprio autor no prefácio deste livro, passa-se numa Terra após muitos milênios onde a nossa atual existência teria sido apagada do mundo. A Inglaterra teria sido absorvida pelo continente Europeu, próxima da França, sem mar separando as fronteiras, e a Espanha teria se tornado um deserto controlado por um império de engenheiros genéticos maléficos. Porém, não espere encontrar esses nomes nos países. Inglaterra agora chama-se Chacália e ela é o nosso ponto de partida.

Acompanhamos de forma alternada a trajetória de dois órfãos que não se conhecem, Molly Templar e Oliver Brocks, que acabarão por se cruzar em um determinado momento. Mas diferente do que a gente possa imaginar a princípio, não existe neste livro nenhum tipo de romance entre os dois, o foco da história concentra-se no que fez com que seus caminhos se cruzassem, o que para mim tornou tudo mais interessante.

Molly vive em um orfanato chamado Portas do Sol, onde os jovens são encaminhados como "aprendizes" em determinados ofícios, o que é apenas uma forma disfarçada de exploração de mão de obra infantil. Ela foi já despedida de vários trabalhos e numa última tentativa é encaminhada a um bordel. Quando ela vai atender seu primeiro cliente, de forma bizarra Molly é atacada por ele, que mata as testemunhas mas não consegue fazer o mesmo com ela. Em sua fuga volta para o orfanato e descobre que lá houve um massacre, percebendo que ela é o alvo de alguém, porém não entende o motivo de quererem morta uma pessoa que passou a vida sem conhecer a própria família. Perseguida por aquele que ela descobre chamar-se Conde de Vauxtion, o primeiro instinto de Molly é fugir para uma cidade rebelde localizada nas entranhas da terra, onde se deparará com as primeiras pistas do motivo de desejarem sua morte.

Oliver vive com seu tio desde que ele foi encontrado depois de um acidente de aerostato que matou seus pais e fez com que ele ficasse exposto a tempo demais à Brumaencantada. Essa experiência normalmente faz com que a pessoa se torne um Encantado, humanos com superpoderes de origem mágica, mas que nem sempre possuem um real controle de si mesmos, às vezes até enlouquecem, podendo tornarem-se extremamente perigosos para as outras pessoas. Por esse motivo, Oliver não possui permissão de ir para muito longe do lugar onde vive e precisa se apresentar semanalmente à "polícia" local e assinar alguns papéis, apesar desses poderes nunca terem se manifestado nele (tirando as estranhas visitas do Sussurrador que recebe em seus sonhos). Quando seu tio é assassinado, Oliver se vê como o principal suspeito desse crime, e seu único apoio torna-se Harry Stave, um agente da Corte do Ar.

A Corte do Ar é uma organização altamente secreta que existe acima das nuvens, vigiando e policiando a política do reino de Chacália.

O livro possuiu uma profundidade e complexidade enormes, nos apresentando várias discussões políticas que vão desde uma monarquia falida, até a república, o parlamentarismo e o comunismo. O sistema político onde há a tentativa de "igualar" as pessoas, talvez seja um dos pontos mais assustadores na forma em que isso ocorre.

A variedade de cenários e personagens é um dos pontos mais fascinantes. Temos as raças dos homens-vapor (máquinas que lutam por sua autonomia, pensam, sentem, possuem alma e seus próprios deuses), os Encantados (já citados anteriormente), os Cantores do Mundo (uma espécie de polícia mágica), caranguenarbianos (uma raça que é como uma mistura de homens e caranguejos), os lupocaptores (agentes da Corte do Ar), Assobiadores (espiões que trabalham na Corte do Ar) entre outros.

A única dificuldade que tive com esse livro, é que por se tratar de uma trama tão bem elaborada, com elementos totalmente diferentes do que estou acostumada, em alguns momentos fiquei um pouco perdida e tive que voltar páginas para entender o que estava acontecendo. Recomendo muita atenção durante a leitura para que isso não ocorra. Cada lugar, cada personagem é importante, e muitas vezes decisivo para o que vai acontecer no futuro.

Esta edição possui um glossário de Chacália, com os termos utilizados durante a história. Apesar de útil, senti falta de muitas palavras importantes (umas das coisas que me obrigaram a voltar páginas) e a presença de outras nem tão relevantes assim (como "cafél", que não tem como você ler dentro do contexto e não saber que é uma bebida).

Seria interessante também, a presença de um mapa. Os personagens se movimentam muito por esse universo criado pelo autor e por se tratar de uma trama que também envolve políticas e guerras, seria mais fácil de visualizar o que está acontecendo.

Pode parecer que eu contei muita coisa, mas não!

Espere conflitos, batalhas e guerras. Espere personagens fantástico que dariam uma livro só deles, mesmo os secundários. Espere uma mistura única de ficção científica e fantasia.

A edição da Saída de Emergência é LIN-DA! Nota-se o capricho que a editora teve com a capa e com a qualidade. Fiquei impressionada quando o livro chegou em minhas mãos. Tornou-se uma das edições mais bonitas da minha estante, além de ganhar meu selinho de favorito.

site: http://www.papodeestante.com/2014/01/a-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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Café & Espadas 23/02/2014

Resenha A Corte do Ar
Antes de ler este livro eu já conhecia um pouco de steampunk, porém nunca tinha lido nenhuma história sobre tal estilo. Então fiquei muito curiosa para conhecer a história de Stephen Hunt e acabei tendo o livro em mãos através da editora parceira Saída de Emergência. Além dessa curiosidade sobre o steampunk, decidi lê-lo por causa de algumas críticas muito boas que li em alguns sites. Porém, não só houveram boas críticas, o que é normal para toda obra.

A edição foi bem trabalhada, com uma capa linda e uma ótima revisão. Outra coisa que gostei bastante sobre os livros da Saída de Emergência. Este é o segundo livro da editora que pego para resenha e a primeira coisa que olho quando abro algum livro é a ficha técnica. Nunca vi tantos revisores sendo mencionados para a revisão de um livro. E acho que toda editora deveria investir nisso, porque já peguei livro com uma história incrível e péssima revisão que às vezes deixa a história sem sentido e difícil de ser lida.

Antes de começar a ler a história em si, eu leio tudo o que tem antes: sinopse, orelha, carta do editor e prefácio do autor (isso se estiver disponível). Em algumas resenhas, eu vi o pessoal reclamando das palavras desconhecidas na história e que só depois viram que o livro tinha um glossário e que não foram avisados disso. No próprio livro e antes de começar a história, se você for ler a carta do editor, tem dizendo que foi incluído um glossário de Chacália ao final do livro. Então sim, o aviso ocorreu. Além do que, para ler um livro vocês não devem somente ler o essencial dele, mas sim ler tudo que tem nele. Por isso que antes de iniciar minha leitura eu sempre faço essa análise completa da edição do livro para não ficar reclamando depois.

Como já era de se esperar, a história se passa num passado! O autor focou em seu conhecimento sobre a Inglaterra vitoriana e georgiana e criou Chacália. Um mundo fantástico com robôs movidos a vapor, dirigíveis, carruagens, bordéis luxuosos e todo um clima steampunk. Somos apresentados a bandidos, aventureiros, encantados (humanos com poderes mágicos), cantores do mundo (uma espécie de polícia política mágica), homens-vapor, além de outros personagens que compõem todo o cenário.

Entre intrigas parlamentares e organizações secretas, temos Molly e Oliver, dois órfãos que se encontram fugindo de assassinos e que não sabem o porquê de aquilo estar acontecendo. Molly é uma órfã do Internato Porta do Sol que nunca se adepta aos seus trabalhos como aprendiz. Já Oliver é sobrinho de Titus, dono da Pousada das Setenta Estrelas. Oliver viver como um criminoso sob custódia, só pode viajar para onde o requerimento estatal, que tem que assinar toda semana, lhe permite. À princípio você não sabe o motivo pelo qual eles são órfãos e nem muito menos porquê estão sendo perseguidos, o que torna tudo um pouco confuso.

Enquanto eles estão sendo caçados muitos assassinatos acontecem. Uma das personagens diz que o motivo das mortes era para evitar testemunhas. Esse espaço vazio, mesmo que lá na frente esteja a resposta, não me agradou muito. Além de as cenas de ação serem um pouco mornas. Sim, mesmo com tantos assassinatos, eu achei tudo muito fraco ainda mais por causa de toda a expectativa criada antes do lançamento e até mesmo pelo o que está escrito na carta do editor. Bom, cada um tem uma opinião sobre determinada coisa, talvez a minha esteja entre a minoria.

Muitas personagem aparecem para acrescentar (ou não) algo na história. E mais uma vez eu volto a falar de pontos vagos. Acredito que alguns capítulos pequenos poderiam não ter existido, mas apenas alguns. Espero que eles tenho algum sentido nos próximos livros. A história é muito boa, porém acho que não foi muito bem aproveitada. Existem muitos detalhes, o que gostei bastante, pois é possível visualizar muito bem todos os ambientes e situações.

Para mim, foi um livro bom. Apenas isto, não é um daqueles que você pretende reler algum dia. Enquanto ao trabalho da editora, eu dou meus parabéns e agradeço por tratarem um livro tão bem.

site: http://cafeeespadas.blogspot.com.br/2014/02/resenha-corte-do-ar.html
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Albarus Andreos 18/07/2014

Por que facilitar se dá para complicar?
Muito estranho. Esta é a impressão inicial deste resenhista, que não tem lá muito de leitor de ficção científica, ao começar a ler A Corte do Ar (Editora Saída de Emergência Brasil, 2013). Ficção científica, para mim, significa uma quantidade de informações que devem ser passadas para o leitor, de tal forma que ele adentre uma realidade futurística, ou ao menos cientificamente diferente do que temos no mundo quotidiano. Há uma massa de informação tecnológica que deve ser passada, e isso pressupõe, na maioria das vezes, a utilização de uma linguagem excessivamente explicativa, como se fosse retirada de verbetes de uma enciclopédia de ciências. O tesão do escritor de FC parece ser explicar o funcionamento da nave, do sistema físico que faz funcionar a dobra dimensional, ou a natureza dos implantes usados pelo Estado distópico, que mudam as pessoas. Tirando essa roupagem, a FC esconde por baixo o verdadeiro teor da história: drama, mistério, fantasia etc. Desculpem o simplismo desse não-fã de FC, mas, assim exporto, FC é só estética. Será?

Bom, e se esse expliquismo não acontecer? E se o escritor não tiver nem aí se você vai entender o que é um aerostato, ou um motor de expansão, ou o que são os assobiadores ou qual é a ideologia dos carlistas? E se o autor for usando essas bizarrices o tempo rodo, compondo frase após frase, como se a prolixidade fosse a coisa mais natural do mundo, e deixar o leitor boiando não fosse mero acaso, mas sua principal intenção? Aí as coisas ficarão por elas mesmas e você se sentirá um peixe-fora-d’água.

“Tudo bem, eu te dou um glossário no final do livro, para você ir seguindo!” Meu velho... Na boa, glossário não rola. Parar a narrativa para ir lá atrás do livro ver o que significa lupocaptor, ou cartola, ou celga e ervasussurrante, é um tiro no pé. Mesmo porquê, o que temos no glossário de A Corte do Ar é falho, e você continuará confuso, pois há um quê de má tradução, ou de editoração descuidada (nem sei se descuidada é o termo certo... Parece que o próprio revisor não entendeu o que muitas das frases queriam dizer, como eu), ou de períodos longos demais sem pontuação precisa, ou ordem inversa das frases... enfim, que atrapalha MUITO. Imagino que até Lewis Carroll precisaria de algum LSD para atingir o que Stephen Hunt está querendo dizer.

E como um peixe eu fui, nadando a esmo, nesse texto que parece ter sido escrito por um doidão chapado. Stephen Hunt vai introduzindo a personagem Molly Templar, falando de como ela é uma mocinha órfã criada pelo sistema de um mundo movido a engrenagens de bronze, com dirigíveis singrando os céus e seres movidos à vapor, circulando de um lado para o outro. Não vou usar o termo “robô” pois ele nunca aparece no texto, e embora existam, esses seres possuem consciência, livre-arbítrio, alma e fé! Já Molly é explorada como mão de obra barata, tendo que fazer serviços degradantes aqui e ali, como todas as garotas da instituição assistencial Portas do Sol. Um nome singelo para uma casa sinistra, onde seu gestor lucra com a mão-de-obra barata advinda da exploração das jovens.

Os nomes escolhidos pelo autor, para objetos, tipos humanos, instituições, acontecimentos históricos, lugares geográficos etc., às vezes traduzidos, às vezes não (por decisão editorial), são geralmente MUITO ruins. Mas é possível perceber que isso é proposital, por alguma razão. Hunt opta por nos meter num mundo em que o estranhamento parece ser a principal atração. Fica tudo escuro, na maioria das vezes só subentendido, no campo metafórico, intuído. E os nomes são os termos mais escalafobéticas que você possa imaginar, dando apenas algum sentido relativo à sua função na trama, ou tendo um sentido absolutamente indecifrável, mesmo. A Corte do Ar é difícil de ler. Não é um livro indicado para jovens leitores.

Aliás, o autor diz, numa entrevista dada no início do livro (num excelente trabalho da Editora Saída de Emergência Brasil, além da capa muito caprichada), que a intenção dele era escrever um livro de fantasia. Uma fantasia que fugisse do medieval clássico, como estamos acostumados, mas ainda assim uma fantasia. Então, podemos considerar que o que temos nesse livro, descola-se muito da tradicional ficção científica, com algumas ideias muito porra-loucas, mesmo. Dá a impressão que Stephen Hunt usa até algum de fluxo de consciência na sua escrita, pois as palavras vão se encadeando, evoluindo e se ligando, sem que se atenham realmente à coesão ou coerência, inerentes à escrita tradicional.

E por isso temos magia misturada a essa tecnologia inusitada de homens-vapor e portos imensos, abarrotados de dirigíveis, bombas barbatana e aerostatos movido a motores de expansão, além de esquisitices como um povo caranguejo, só para ficar num exemplo. Há uma divisão/ confusão política totalmente diferente nesse mundo, que lembra uma época próxima aos idos do Século XX, por aí, com um atrito imenso de ordem política que opõe monarquistas, comunitistas (comunistas) e puristas. Há coalisões de Estados e hostilidades entre elas, advindas de guerras passadas que ainda não cicatrizaram. Há a fé Circulista se opondo ao Caotyl Selvagem numa inusitada coleção de palavras que se mostram inglesas e outras de pura influência inca/ asteca/ maia. Há organizações criminosas, guildas comerciais e confrarias sinistras que agem contra ou a favor do sistema.

Se você já estava confuso, relaxa e goza, porquê só dá para ir adiante se você se deixar levar. E por aí vamos conhecendo Oliver Brooks, um jovem cuja vida pregressa parece tê-lo jogado além das fronteiras de Chacália (sim, nome horrível, né!), dentro de Brumaencantada, onde mutações físicas e mentais afetam irreversivelmente aos seres humanos. Surpreendentemente, é resgatado depois de dois anos, ileso (pelo menos é nisso que ele quer que as pessoas acreditem), mas sem memória. Os cantores do mundo (também não sei o que são eles, talvez sejam magos), estão no pé do rapaz, querendo que ele se torne um Guardião, mas Oliver se recusa a usar uma coleira de Gideon (heim?), como o Capitão Faísca (ha ha ha..., não estou brincando, há um personagem com esse nome, mesmo!).

Começamos quando um atentado mata inúmeras pessoas no bordel onde Molly está sendo treinada para ser puta; o tio de Oliver, cujos negócios o sobrinho nunca soube direito o que eram, é também assassinado. Molly, desesperada e sem saber o que está acontecendo, tem então que correr por sua vida, e Oliver, cujas provas forjadas acusam-no injustamente, é resgatado por Harry Stave, um homem sinistro que foi muito amigo de seu tio. Molly tem que sumir dentro dos subterrâneos, auxiliada por um homem-vapor chamado Rodas Lentas, e Oliver passa a ser protegido pela organização secreta ilegal, da qual Harry faz parte, conhecida como Corte do Ar. Durante o livro todo, não entendi se a Corte é amiga ou inimiga, mas vamos lá... Basicamente há uma conspiração política correndo no submundo, onde o fanático Tzlayloc quer conseguir o poder para os igualitaristas. Essa ideologia amalucada mistura comunismo e fé exacerbada e as histórias de Molly e Oliver vão correndo em paralelo e só se juntam lá adiante, quando os dois personagens, de alguma forma, viram super-herois, reagindo ao vilão com poderes mentais ou pistolas etéreas que vieram não se sabe de onde.

E só então que notamos que o autor está nos contando uma boa história, com sua linguagem new weird, toda própria, que vai diminuindo gradativamente o estranhamento inicial (ou então, já estamos tão anestesiados que não ligamos mais...). Parece que ele queria que ficássemos realmente confusos, que esse era o sentido de toda aquela informação e nomes ruins desconexos. Sim, havia uma razão. Nesse momento, Stephen Hunt já nos tem na palma da mão, e estamos fugindo com Molly, após retirar a mocinha de sua zona de conforto (se é que se pode chamar assim sua sobrevivência patética sob as vicissitudes do sistema) e Oliver, que não se lembra de nada referente ao tempo em que passou além de Brumaencantada, mas que trouxe de lá poderes mentais assustadores (pode conversar com “fantasmas” e otras cositas más).

A história fica até mais absorvente no final, quando a guerra finalmente começa, mas a ambientação continua (para variar) bem ruim, devido ao excesso de elementos totalmente alheios à realidade que conhecemos. A fantasia, essencialmente, precisa de subsídios fantásticos para se fazer acontecer, mas esses elementos, quando em excesso, prejudicam a fluência da história e passam até a jogar contra a imersão do leitor. A fantasia de Hunt se faz às custas de muitas e muitas ideias que tem que ser explicadas e não são. Apenas intuímos as coisas e, portanto, não podemos “visualiza-las”. O excesso de estética compromete a história, deixando-a lenta e, às vezes, incompreensível.

É um tal de ter que parar para pensar o que Hunt está querendo dizer, ou se esforçar para somente adivinhar, que dá nos nervos. Frustração pura, e a frustração atrapalha a leitura. Você acha que as coisas vão melhorar lá pela página 100, mas então os neologismos e as esquisitices continuam pipocando aqui e ali, e Stephen Hunt, com a cabeça cheia da fumaça de seu cigarrinho de ervasussurrante, continua dificultando a leitura. E isso não muda nas páginas 200, 300 e 400... Veja só o que encontro na página 436, por exemplo:

“Os sacerdotes traçaram alguns sigilos no vidro de ativação e os uivos de Alpheus passaram a encher apenas a galaria subterrânea.”

Se você acha que eu, por ter lido o livro até o fim, sei o que é “sigilo” e “vidro de ativação”, está redondamente enganado. Essas coisas aparecem assim, do nada. É claro que, como com tudo mais até aqui, posso supor o que sejam esses termos. Tudo bem que expliquismo é ruim, mas, porra! Isso deveria vir então aos poucos, capítulo a capítulo; um pouquinho aqui, um tiquinho mais para adiante, mas não acontece nunca. Cá para mim, parece que o autor está tirando um grande sarro na cara do leitor. Temos um mundo totalmente novo, uma boa história e um estilo escroto de contá-la. Quem reclama do convencional, da mesmice e do pastiche, tem um prato cheio. Mas digamos que este leitor aqui começa a achar que um pouco mais de caretice funcionaria melhor. Altamente indicado se você curte mascar foolha ou é viciado em cafél.

site: www.meninadabahia.com.br
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Cath´s 21/03/2014

Resenha A Corte do Ar.
Antes de começar a falar a respeito do livro como vocês podem ver na capa diz: "O autor que revolucionou o Steampunk", então nada mais certo que começar explicando o que é esse gênero, como eu acho que não faria um trabalho claro explicando recorri ao Wikipédia e aqui está:

"Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, ou num universo semelhante a uma época anterior da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao futurista cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta. O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época."

Dito isso vamos começar a falar sobre o livro, Molly é uma órfã que mora no Orfanato Portas do Sol, acontece que o lugar é horrível, eles te enviam para trabalhar (aprender um oficio, haha) e você não recebe quase nada, é como um acordo obscuro, já que quem iria cuidar dessas crianças e proteger seus direitos?
Como Molly consegue ser despedida novamente resolvem envia-la para um bordel, dai segue um tempo de preparação, pois é um bordel refinado, quando chega a noite do seu primeiro cliente é que a verdadeira confusão começa, pois ele está ali para assassiná-la.
Tem alguém com muita vontade de ver Molly morta, pois até o Orfanato foi invadido e quando Molly chega nele tem sua amiga machucada e outra morta. Nisso Molly foge e acaba conhecendo os homens vapor (eu adorei eles *-*) e a partir daqui eu não vou falar o que acontece, haha, isso é só o inicio.
Pessoalmente eu adorei a Molly, ela tem aquele gênio de sobrevivente e firmeza, eu gostei dela de cara. Oliver já foi o contrario, a primeira impressão que me deu foi de um garotinho, mas ele evoluí no livro.
Vocês vão começar o livro com eles crianças em Chacália e o tempo vai ir passando e as personalidades deles se sobressaindo e crescendo mais.
Oliver começa o livro vivendo com seu tio, ele tem um "problema" por isso tem que ir na delegacia em prazos determinados e se apresentar, onde irão fazer "testes", também nunca poderá ter uma carreira, já que as pessoas da cidade tem medo dele.
A vida de Oliver também muda rapidamente com uma visita do misterioso Harry Stave, vem um assassinato, incriminações falsas e uma fuga. (Eu adorei o Sussurrador.)
E é por aqui que você começa a entender o que é A Corte do Ar, o que vocês terão que ler o livro para saber se depender de mim. =P

Agora que dei todo esse enredo vêm mais algumas opiniões pessoais a respeito.
Vocês conhecem George R. R. Martin? O autor das Crônicas de Gelo e Fogo? Game of Thornes?
Para quem conhece, enquanto eu lia A Cor do Ar esse comentário me passou muito pela cabeça:
Hunt é como o George R. R. Martin do Steampunk.
Por que?
Porque sabe aquela escrita que é rica em detalhes? Que se depender do autor você vai ser jogado dentro do livro? Em que se desviar a atenção um minuto terá que voltar e reler senão perde algo importante?
A escrita do Hunt é assim.
Mas é aqui que para as semelhanças, porque são universos diversos, mas é um comentário pessoal que eu não poderia deixar de fora da resenha. (Poderia, mas eu queria comentar com vocês.)

Então aceitem que é um livro que vai te levar para outro universo, onde tem homens a vapor *-* e magia, sem falar em vários personagens que você fica se perguntando o que tem por trás? É confiável?
Eu sugiro vocês a embarcarem na Corte do Ar.

Classificação: 10/10.

"– Um pouquinho de paranoia nunca fez mal a ninguém."


site: http://www.some-fantastic-books.com/2014/01/resenha-corte-do-ar.html
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Adriana 12/01/2014

A Corte do Ar de Stephen Hunt
No começo achei o livro meio lento ( porém necessário para conhecer e entender a historia), mas isso só até chegar mais ou menos na pagina 100. Depois disso o livro fica simplesmente sensacional. Uma leitura que te prende e te surpreende a todo momento. Este foi o meu primeiro Steampunk, e amei a experiência, o cenário é totalmente diferente ao que estou habituada, com personagens grotescos e a riqueza nos detalhes nos passa uma imagem de uma Londres Vitoriana que jamais imaginei.
O livro é uma mistura de tudo, ação, intriga, drama, aventura, tem magia, homens vapor, Reis mutilados, Soldados com poderes especiais, etc...
O livro é contado por um narrador, e por este motivo, sabemos tudo o que esta acontecendo, em todos os momentos da historia. Sendo assim acabamos embarcando na aventura junto com os nossos protagonistas.
Há, e eu não posso me esquecer que, o que mais me chamou a atenção do livro logo de cara foi a capa. Ela é simplesmente linda, e tem um detalhe, que é demais. A capa tem essa escotilha e na contra capa esta o dirigível, quando ela se abre um se separa do outro pois são independentes. Totalmente diferente e lindo.

Corte do ar é uma organização altamente secreta existente acima das nuvens, que policia e vigia a situação de Chacalia. Que também são conhecidos como observadores do céu. E homen-vapor são seres mecânicos feitos de ferro e rodas de engrenagens, são muito inteligentes, e chamam os humanos de "corpo-macio". Já os cantores do mundo, são feiticeiros que buscam energias das forças magicas da terra. Os habitantes viajam em aerostatos, que são naves que se assemelham a um dirigível. Os Lupocaptores são agentes que espalham o terror em nome da corte do ar.

Molly é uma das órfãs do orfanato portas do sol da cidade de Chacália, e após ser dispensada de mais um trabalho pois ela tem o "péssimo habito" de ser distraída e de gostar de ler no horário de serviço. Mas acaba sendo contratada por um bordel , como aprendiz, mas logo se vê em uma grande enrascada quando as pessoas envolvidas a ela começam a serem assassinadas, quando na verdade o alvo real seria ela. Com um assassino em seu rastro, sua única alternativa é fugir para a cidade subterraria de Tristeesperança com a ajuda de Marchas Lenta (um homem vapor), um lugar dominado por rebeldes e maquinas e medo.
Mas quando ela é resgatada pelo repórter da cidade de Chacália e levada de volta para a superfície tendo ele como seu protetor, Molly fica cada vez mais perto de descobrir o porque de sua vida esta correndo tanto perigo e qual o mistério disso tudo.

Enquanto isso temos o jovem Oliver Books que leva uma vida pacata na cidades de Cem Cadeados, de onde ele não tem permissão para sair, nem a passeio, onde ele é obrigado a assinar um livro de presença uma vez por semana se quiser viver em "liberdade". Tem como tutor o seu tio Titus, o dono da pousada Setenta Estrelas, que ficou responsável por ele após a morte de seus pais. Após a chegada do hospede, convidado de seu tio, o Sr. Harry Stave. Sua vida muda completamente, e para sempre.
Quando volta de uma de suas idas a delegacia para assinar o livro de presença, chegando em casa se depara com a empregada da casa degolada na cozinha, seu tio assassinado no andas de cima, o Sr. Harry pedindo telepaticamente, que ele ficasse acalmo, pois a casa havia sido invadida, e que eles precisavam fugir imediatamente. Já que será acusado do assassinato de seu tio e de mais duas pessoas.

A partir dai a vida destes dois jovens se modificam e uma incrível aventura começa, recheada de perseguições, tramas, segredos desvendados pois Harry na verdade é um agente da Corte do Ar que esta enfrentando algumas dificuldades em sua missão, seu tio Titus na realidade era um assobiador (uma espécie de informante) e seu pai era um grande agente da Corte do ar. E Molly tem em seu sangue um segredo que a torna alvo de inimigos do Estado.


site: http://meupassatempoblablabla.blogspot.com.br
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Gustavo 12/02/2014

[Resenha] A Corte do Ar - Stephen Hunt (Blog Leitores Compulsivos)
- Gênero Steampunk e avaliação geral da obra.

Este livro é diferente de todos os livros que eu já li em toda a minha vida, ele é uma mistura de ficção cientifica com fantasia épica. A Corte do Ar é do gênero Steampunk, um subgênero da ficção cientifica, que mistura tecnologia, magia, ação e ficção em um único livro, eu gostei bastante da história, apesar da mesma ser bem complexa.

Quando eu digo complexa eu me refiro ao fato da riqueza da história, a cada capítulo somos apresentados a novos lugares, novos fatos e novos personagens, o livro possui quase 550 páginas, ou seja ele é extremamente grosso e muito rico em detalhes, o que eu achei bem interessante, o livro te leva para um novo lugar, para uma aventura espetacular, recheada de reis e rainhas, guerras e muita magia e aventura.

O autor também consegue trabalhar muito bem com os personagens, o amadurecimento dos mesmos é muito impressionante, além da estrategia dos fatos e acontecimentos que te deixam surpreendido, Sthephen Hunt criou um novo universo, cheio de detalhes e novas coisas que com certeza vão te encantar.

O livro exige a extrema atenção do leitor, pois como eu disse anteriormente ele possui muitos detalhes e muitos acontecimentos, além da grande quantidade de personagens. A Corte do Ar é um livro com uma deliciosa leitura que te prende por horas e horas.

- Diagramação e aspectos visuais do livro.

A Diagramação e os aspectos visuais do livro são maravilhosos. A Editora caprichou bastante no livro, a capa é muita linda e a diagramação do livro é perfeita, ele é um dos livros mais bonitos da minha estante. Segue algumas fotos que eu tirei do livro.

- História, Personagens e Enredo Principal

Como eu disse anteriormente, existem vários personagens e enredos em um único livro, porém podemos caracterizar dois personagens principais:

Molly Templar, uma orfã que mora no internato portas do sol. Molly já foi despedida de vários serviços por causar problemas, e certo dia ela foi pega lendo e foi chamada até a sala do inspetor geral do orfanato. Chegando lá ela se depara com Lady Fairborn, a dona do bordel Fairborn & Jarndyce, lugar onde a mulher leva Molly para que a mesma se torne uma prostituta de luxo. Mas instantes antes do seu primeiro treinamento com um cliente, o homem se revela um assassino atrás da vida de Molly, e quando o assassino mata algumas pessoas no bordel, Molly foge para salvar sua vida. O que ela não sabe é que por causa de um dom que ela possui, várias pessoas desejam a sua morte, e a partir daí Molly muda completamente sua vida, de uma menina órfã de um internato ela se torna uma fugitiva, que será capaz de tudo para salvar sua vida.

Oliver Brooks, um jovem rapaz suspeito de ser encantado, que foi criado pelo tio na pousada das Setenta Estrelas, e que certo dia chega a pousada e se depara com assassinos atrás dele, então ele conta com a ajuda de um amigo do seu tio e do seu falecido pai para ajuda-lo, e assim como Molly, Oliver se vê em uma encruzilhada perigosa, onde a unica solução para sobreviver é fugir.

O livro aborta vários assuntos como exploração de menores, guerras politicas e militares, revoluções, feiticeiros, reis, luta pelo poder e muita ação.

- Minha Opinião Final

Eu nunca tinha lido nenhum livro deste gênero e para mim foi como um balde de água fria, eu achei a leitura muito interessante, porém muita complexa e exigente, em vários momentos eu me perdi e fiquei boiando entre os acontecimentos do livro, porém isso não atrapalhou a leitura, eu não sou acostumado a ler este tipo de história, porém eu me surpreendi e gostei bastante. O livro é um livro para se ler com calma, e depois eu pretendo reler com mais calma toda a história, pois eu gostei bastante. E também porque uma história rica como essa, foi feita para ser lida várias e várias vezes.
Para os amantes de ficção e fantasia, este livro é um prato cheio, e para pessoas que assim como eu não conhecia o gênero eu também recomendo, pois assim como eu gostei eu acho que muitas pessoas ao conhecer o novo gênero gostará bastante.

Como eu achei bem legal este gênero de livro, eu pesquisei o termo Steampunk pela internet e encontrei algumas coisas bem legais e interessantes, principalmente várias imagens que me fizeram lembrar da história do livro, das cidades aéreas e das subterrâneas, além das maquinas e dos personagens. Visite o blog para conhecer as fotos e o gênero Steampunk!!!

CONFIRA A RESENHA COMPLETA, OS CRÉDITOS, A ESCOLHA DOS PERSONAGENS E EXTRAS NO BLOG LEITORES COMPULSIVOS!!!


site: http://vampleitores.blogspot.com.br/2014/01/resenha-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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Milla 29/03/2014

Demais.
Molly Templar é uma garota que vive em um orfanato e sempre perdendo seus empregos, até que ela é contratada para trabalhar num bordel. No entanto, seu primeiro cliente é um homem que está disposto a matar qualquer pessoa para alcançá-la. Molly consegue escapar com ajuda de homens-vapor (máquinas com vida), mas por qual motivo alguém estaria perseguindo uma órfã?

Enquanto isso, Oliver Brooks, também órfão, é um adolescente encantado (e, por esse motivo, fichado) que vive com seu tio na pousada dele e trabalha fazendo pequenos mandados. É quando seu tio é assassinado após receber um hóspede muito estranho que as coisas na vida de Oliver começam a mudar. Acusado de assassinar o tio, ele também parte numa fuga ajudado justamente por este hóspede estranho... por que alguém mataria seu tio? O que é essa tal Corte do Ar para qual seu tio trabalhava? O que são essas vozes na cabeça de Oliver?

Ambos os jovens, em circunstâncias diferentes, partem numa fuga daqueles que estão caçando-os... os motivos? Ambos possuem poderes muito importantes e são, portanto, procurados pela Corte do Ar, polícia secreta espalhada pelo céu planejando uma sociedade perfeita.

~*~

Eu não havia lido nenhum steampunk até o momento e estranhei muito o livro no começo, digamos que durante as cem primeiras páginas é muito complicado assimilar toda a criação de Stephen Hunt porque são muitos personagens com características diferentes (falo físicas), ambientes diversos, crenças esquisitas, magias sortidas, preferências políticas complicadas e delicadas (embora isso nos caiba facilmente na cabeça por causa da semelhança com alguns momentos históricos). Aliás, por toda essa variedade é preciso levantar e aplaudir Stephen Hunt por conduzir toda essa trama tão original sem dar um nó.

A corte do ar traz, além de toda a magia e engenhosidade do gênero steampunk. Além disso, lemos sobre comunismo e socialismo, parlamentarismo, republicanismo e todo esse cenário político é muito forte, influente e decisivo na história. Outra coisa que surpreende é que, em geral (isso falo por pesquisas), livros do gênero steampunk se passam no passado, e A corte do ar se passa num futuro.

Quando comecei a me familiarizar com toda a história, lá para depois de ter lido duzentas páginas, comecei a realmente gostar do livro, encontrei sintonia com os personagens, comecei a identificar conceitos importantes e, principalmente, me sentia com vontade de ler o tempo inteiro, embora eu tenha avançado em passos lentos. Os protagonistas me convenceram e as coisas começaram a fazer sentido com o passar dos fatos e logo eu estava criando sentimentos com a obra, raiva, indignação, piedade... Eu não sou a maior leitora de ficção científica, mas achei muito interessante algumas ideias abordadas no livro e a lógica de condução.

É um livro que exige muito do leitor, exige dedicação, paciência, atenção (uma frase perdida e você quase precisa reler toda a página) e força a compreensão do leitor, embora não traga exatamente mistérios a serem desvendados. A narrativa de Hunt é boa e clara, ele sabe manter uma constante.

E, apesar de eu ter citado aqui que foi difícil me acostumar com tudo fora do lugar, preciso dizer ‘obrigada’ a Saída de Emergência BR por nos ter presenteado com um Glossário de Chacália no final do livro 
Costumo não dar nota máxima a livros que ‘devoro’ porque eles são livros simples e fáceis, gosto mesmo dos livros que mexem comigo, que me perturbam e instigam a mente. Vejam só, esse livro está comigo desde dezembro/2013 e somente agora em 2014 tomei o ímpeto de começar a ler, mas não foi de primeira: li 54 páginas e o deixei de lado, depois voltei do começo e a leitura total durou uns 12 dias. É preciso salientar que o livro é grande (tem 544 páginas) e possui capítulos longos, alguns capítulos tem, por exemplo, 39 páginas. O autor precisa simplesmente narrar MUITAS coisas para dar conta do que está acontecendo em cada parte da história, embora ele não seja extremamente descritivo o tempo inteiro, o livro é cheio de ação e movimentos (porque os órfãos estão em fuga e são duas fugas separadas).


site: www.amorporclassico.com
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