A Corte do Ar

A Corte do Ar Stephen Hunt




Resenhas - A Corte do Ar


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Adriana 12/01/2014

A Corte do Ar de Stephen Hunt
No começo achei o livro meio lento ( porém necessário para conhecer e entender a historia), mas isso só até chegar mais ou menos na pagina 100. Depois disso o livro fica simplesmente sensacional. Uma leitura que te prende e te surpreende a todo momento. Este foi o meu primeiro Steampunk, e amei a experiência, o cenário é totalmente diferente ao que estou habituada, com personagens grotescos e a riqueza nos detalhes nos passa uma imagem de uma Londres Vitoriana que jamais imaginei.
O livro é uma mistura de tudo, ação, intriga, drama, aventura, tem magia, homens vapor, Reis mutilados, Soldados com poderes especiais, etc...
O livro é contado por um narrador, e por este motivo, sabemos tudo o que esta acontecendo, em todos os momentos da historia. Sendo assim acabamos embarcando na aventura junto com os nossos protagonistas.
Há, e eu não posso me esquecer que, o que mais me chamou a atenção do livro logo de cara foi a capa. Ela é simplesmente linda, e tem um detalhe, que é demais. A capa tem essa escotilha e na contra capa esta o dirigível, quando ela se abre um se separa do outro pois são independentes. Totalmente diferente e lindo.

Corte do ar é uma organização altamente secreta existente acima das nuvens, que policia e vigia a situação de Chacalia. Que também são conhecidos como observadores do céu. E homen-vapor são seres mecânicos feitos de ferro e rodas de engrenagens, são muito inteligentes, e chamam os humanos de "corpo-macio". Já os cantores do mundo, são feiticeiros que buscam energias das forças magicas da terra. Os habitantes viajam em aerostatos, que são naves que se assemelham a um dirigível. Os Lupocaptores são agentes que espalham o terror em nome da corte do ar.

Molly é uma das órfãs do orfanato portas do sol da cidade de Chacália, e após ser dispensada de mais um trabalho pois ela tem o "péssimo habito" de ser distraída e de gostar de ler no horário de serviço. Mas acaba sendo contratada por um bordel , como aprendiz, mas logo se vê em uma grande enrascada quando as pessoas envolvidas a ela começam a serem assassinadas, quando na verdade o alvo real seria ela. Com um assassino em seu rastro, sua única alternativa é fugir para a cidade subterraria de Tristeesperança com a ajuda de Marchas Lenta (um homem vapor), um lugar dominado por rebeldes e maquinas e medo.
Mas quando ela é resgatada pelo repórter da cidade de Chacália e levada de volta para a superfície tendo ele como seu protetor, Molly fica cada vez mais perto de descobrir o porque de sua vida esta correndo tanto perigo e qual o mistério disso tudo.

Enquanto isso temos o jovem Oliver Books que leva uma vida pacata na cidades de Cem Cadeados, de onde ele não tem permissão para sair, nem a passeio, onde ele é obrigado a assinar um livro de presença uma vez por semana se quiser viver em "liberdade". Tem como tutor o seu tio Titus, o dono da pousada Setenta Estrelas, que ficou responsável por ele após a morte de seus pais. Após a chegada do hospede, convidado de seu tio, o Sr. Harry Stave. Sua vida muda completamente, e para sempre.
Quando volta de uma de suas idas a delegacia para assinar o livro de presença, chegando em casa se depara com a empregada da casa degolada na cozinha, seu tio assassinado no andas de cima, o Sr. Harry pedindo telepaticamente, que ele ficasse acalmo, pois a casa havia sido invadida, e que eles precisavam fugir imediatamente. Já que será acusado do assassinato de seu tio e de mais duas pessoas.

A partir dai a vida destes dois jovens se modificam e uma incrível aventura começa, recheada de perseguições, tramas, segredos desvendados pois Harry na verdade é um agente da Corte do Ar que esta enfrentando algumas dificuldades em sua missão, seu tio Titus na realidade era um assobiador (uma espécie de informante) e seu pai era um grande agente da Corte do ar. E Molly tem em seu sangue um segredo que a torna alvo de inimigos do Estado.


site: http://meupassatempoblablabla.blogspot.com.br
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Robson 07/02/2014

Por que abandonei A Corte do Ar?
Vamos lá leitores, não é fácil abandonar um livro, raramente faço isso, mas foi praticamente inevitável com A Corte do Ar, de Stephen Hunt. Eu esperava bastante do livro, afinal, sou fã do gênero Steampunk, mas o autor provou que não veio para revolucionar o gênero, como é prometido na capa, mas sim para confundir a cabeça de seus leitores.

Após duas longas semanas tentando me conectar com a trama, personagens (milhões deles) e a escrita do autor, cheguei a conclusão de que era melhor abandonar o livro. O autor criou um mundo bom, com premissas boas para a sua história, mas acabou pecando muito em seu desenvolvimento.

A narrativa se demonstrou arrastada desde a primeira página, repleta de termos novos e confusos, que mesmo com a ajuda do glossário presente no livro, não se tornaram claros para mim. Cheguei até a página 150 e tenho para mim que, se um livro não me conquista em 150 páginas, ele não irá me conquistar nas outras.

Um dos grandes erros do autor (além da narrativa arrastada e do enredo confuso) foi a grande quantidade de personagens. O autor a cada página insere novos personagens e acaba dando a entender que todos eles são importantes para o seu plot, mas quinze páginas depois eu já não conseguia lembrar qual era aquele personagem e o papel dele no enredo.

Se algum de vocês está estreando no mundo steampunk, peço que comecem com coisas mais clássicas e até mesmo mais “famosas”, pois eu, que já estou habituado ao gênero, me confundi bastante com esse livro, a ponto de abandona-lo.

Esse pode, ou não, ser um abandono definitivo. Eu não costumo abandonar livros e por isso, darei um tempo, quando estiver devidamente “descansado”, penso se retomo a leitura.


site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha/a-corte-do-ar/
Nath @biscoito.esperto 07/03/2014minha estante
Oi, Robson! Abandonei o livro quase na mesma página que você e entendo seus sentimentos em relação ao livro. Parabéns pela resenha!


Eriquinha 28/03/2014minha estante
Olá, Robson! Eu li o livro inteiro, mas senti as mesmas coisas que você em relação a ele. Personagens demais e trechos mal conectados.
O enredo é realmente muito interessante, mas era necessário que o autor tivesse restringido o número de personagenS. Ótima resenha!


Robson 01/04/2014minha estante
Obrigado meninas! eu sou super fã de Steampunk, mas o autor pecou demais neste livro e o glossário não serve pra quase nada!


Caiuã 31/07/2014minha estante
Estou um pouco depois da página 100 e penso seriamente em abandonar.
Você falou muito bem.
E além dos pontos que você mencionou, ainda tem os clichês incômodos e os diálogos artificiais cheios de frases de efeito.
Também sou super fá de Steampunk, mas esse não está dando.


Maris 13/03/2015minha estante
Oi Robson! Li quase 200 páginas e compartilho do mesmo sentimento que você desde o início da leitura... O livro tem uma premissa muito boa, mas é bem confuso e não consegui me apegar a nenhum personagem. :( Parabéns pela resenha!


et 28/06/2017minha estante
Apesar do livro ser mediano, creio que foi muito prejudicado pela tradução. Infelizmente as escolhas do tradutor foram ruins para alguns casos e totalmente sem sentido em outros. Por exemplo "transaction engine" não é "motor de transação". engine em informática não é isso. Deception não é decepção (que feio isso, coisa de amador). Algúem lendo o livro fica perdido com estas escolhas. Talvez a editora devesse ter colocado notas de rodapé tipo "transaction engine no original" para o leitor entender a escolha do tradutor e a idéia original no autor. E claro, revisão de tradução pega bem também.




Jessica Oliveira 14/12/2013

A Corte do Ar
Em A Corte do Ar, primeiro livro da série Jackelian, nós conhecemos Molly Templar e Oliver Brocks, dois orfãos que nunca haviam se visto mas que o destino acaba fazendo com que seus caminhos se cruzem.

Molly vive no orfanato Portas do Sol, onde os orfãos são encaminhados para se tornarem aprendizes nos negócios locais. Já tendo sido despedida de vários empregos, Molly agora é encaminhada para o bordel mas quando vai atender o seu primeiro cliente eis que ela é inexplicavelmente atacada por ele e testemunha o assassinato de uma outra prostituta. Somente sua esperteza e desenvoltura a salvam, mas em seu retorno ao orfanato uma série de acontecimentos bizarros a fazem perceber que algo muito sinistro a persegue.

Molly foge, ficando apenas alguns passos à frente de seus agressor, um assassino chamado Conde de Vauxtion. Assim inicia uma série de aventuras que a levarão a uma cidade rebelde nas entranhas da Terra, e depois de volta, enquanto ela se esforça para compreender o mistério que paira sobre ela.

Oliver Brocks vive com seu tio, que cuidou dele desde a morte de seus pais em um acidente de aerostato. Tendo sobrevivido a esse mesmo acidente, Oliver sofreu uma exposição prolongada a Brumaencantada, uma experiência que geralmente transforma a pessoa em um ser com "super-poderes". No entanto, ele permanece surpreendentemente normal.

Tudo muda quando Oliver encontra seu tio assassinado e se vê como o principal suspeito do crime. Somente com a ajuda de Harry Stave, um agente misterioso da Corte do Ar, Oliver consegue escapar da prisão e fugir de Chacália. Juntos os dois vão procurando ajuda dos diversos amigos de Harry ao longo do caminho. Só que mais uma vez o destino prega uma peça e Oliver se vê detentor de um enorme dom incomum, tendo que lutar não só por sua vida, mas por sua terra natal.

Uma história rica em detalhes e complexidade. Às vezes a complexidade da história desvia o fluxo da narrativa com acréscimos desnecessários. Um exemplo disso é a apresentação em detalhes das filósofias de cada facção política de Chacália.

Os personagens e cenário são a verdadeira força de A Corte do Ar, uma mistura de diversos elementos como: homens-robôs, mágia, seres sobrenaturais e óbvio tudo isso passado em uma Era Vitoriana (Sim, apesar da história parecer que se passa em um futuro longíquo, ela se passa no passado!), faz com o leitor viaje nesse magnífico enredo. As aventuras vividas pelos personagens nos fazem "suar", por diversas vezes me vi incapaz de largar o livro por ainda não ter chegado ao final de determinado conflito.

No decorrer da livro podemos perceber o amadurecimento dos personagens que ao iniciarem suas aventuras eram apenas orfãos fugindo de algo, mas que ao chegarem ao final se tornaram pessoas fortes e com bastante peso para determinar o curso da história.

Apesar de seu ínico lento, A Corte do Ar me deixou querendo mais e ávida pelos próximos livros da série. Posso dizer com toda a certeza que a minha estréia no gênero Steampunk foi com o pé direito. Leitura mais que recomendada.

site: http://www.booksandmovies.com.br/2013/12/a-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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@APassional 13/01/2014

A Corte do Ar * Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Os caminhos da Revolução, o futuro do ontem replicado no realismo do hoje, reflete as ideologias do Agora: Bem vindos a Chacália!

Entre o mistério que envolve e fricciona o passado dos protagonistas Oliver e Molly, ressalta-se a corrupção, ambição, ganância, intrigas, empoderamento mediante conspiração que envolvem os sistemas políticos totalitários.

Quer entender alguns meandros da situação política mundial?
Começe pela Corte do Ar, Hahaha!

Afinal Hunt lança sua “Série Jackeliana” em 2007, em um clima de forte pressão econômica e política que irá refletir-se na crise de 2008, esses elementos serão agregados na construção do universo huntiano em todos os sentidos e UAU, é genial.

Inúmeros vilões, cenários vitorianos decadentes, distópicos, a ciência corrompida pelo sistema. Manipulação: genética, farmacológica, psicológica, psíquica, política e social. Nooossa hein!

A Corte do Ar reflete um mundo “Bomba relógio” prestes a explodir, diante de uma sociedade caótica, onde a imaginação de Hunt condensa os piores elementos do absolutismo, capitalismo, comunismo, parlamentarismo e anarquismo e os amplifica em um quadro alucinante e assustadoramente real.

“Quando você se depara com a dinâmica das multidões, abater o lobo sem matar o rebanho se torna impossível” [Harry Stave, pg.170.]

No entanto, pontuando a crítica social e suavizando “de certa forma” o discurso, temos nos dois protagonistas o liame de aventura, que instiga o desvendar dessa complexa leitura para os não iniciados nos mundos steampunk, portanto:

Dica: comece a leitura pelo Glossário, familiarizar-se com os termos antes fará toda a diferença no decorrer da leitura, lembrem: a mente deve ser treinada... que o diga o Sussurrador.

Voltando aos nossos guias entre a vertiginosa rede de informações que seremos expostos, ufff! Oliver, meu predileto, rsrsrs... carrega elementos paranormais com suas habilidades, contatos e sonhos estranhos. Será que ele foi encantado em Brumencantada ou é um encantado? E Molly, criada na exclusão das ruas sujas e fétidas de Açomédio, será na verdade filha de alguma casa aristocrática? Estaria oculta por baixo de toda sua rebeldia, ousadia e coragem uma linhagem nobre?

Esses e outros enigmas - que não são a Lady Enigma Hahahaha! Nem a Observadora hehehe! Ou o Sussurrador Uhuuuu! - fazem da trama uma leitura ímpar, incomparável, antenadíssima com a realidade, portanto super necessária. O Bacana do swing desta “corte”, é que no decorrer do enredo nos deparamos com uma alusão à “CIA”, hummm! E logo, aos thrillers de espionagem, assim... o que lhes aguarda é muiiiiiiiiita ação.

São inúmeras as personagens secundárias, todas surpreendentes e bem desenvolvidas divididas a princípio nos núcleos Oliver, Molly e Corte de Chacália... que não é a do Ar. Esses núcleos irão integrar-se no decorrer dos acontecimentos mas até aí muito Arrrrrrrrr vai rolar, neste mundo tão “equivalente” ao nosso, Oliver e Molly correm incontáveis perigos, serão muitas descobertas e assombros... Hunt nos instiga a cada página.

Olhe... Compare. Assombre-se... Reaja! Acorde!
Chega de Brilho... Basta de Ervassussurante!

Brasileiras e brasileiros ... Ops, Povo Chacaliano hehehehe...

“Nossa alma livre jamais, jamais poderá ser conquistada!
...Sou eu quem decide qual o meu livro de culto.”
Simmmmmmmm... A corte do ar é o meu!

Sensacional! Necessário! Perfeito!
Super indicado... ao público do ensino médio
Leiam, discutam... Acordemmm! BANG!

Beijos Susssurantes... Rosem Ferr .:.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 10/01/2014.

site: http://www.arquivopassional.com/2014/01/resenha-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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Nanda Soares 13/01/2014

A Corte do Ar de Stephen Hunt
Antes de ler este livro eu já conhecia um pouco de steampunk, porém nunca tinha lido nenhuma história sobre tal estilo. Então fiquei muito curiosa para conhecer a história de Stephen Hunt e acabei tendo o livro em mãos através da editora parceira Saída de Emergência. Além dessa curiosidade sobre o steampunk, decidi lê-lo por causa de algumas críticas muito boas que li em alguns sites. Porém, não só houveram boas críticas, o que é normal para toda obra.

A edição foi bem trabalhada, com uma capa linda e uma ótima revisão. Outra coisa que gostei bastante sobre os livros da Saída de Emergência. Este é o segundo livro da editora que pego para resenha e a primeira coisa que olho quando abro algum livro é a ficha técnica. Nunca vi tantos revisores sendo mencionados para a revisão de um livro. E acho que toda editora deveria investir nisso, porque já peguei livro com uma história incrível e péssima revisão que às vezes deixa a história sem sentido e difícil de ser lida.

Antes de começar a ler a história em si, eu leio tudo o que tem antes: sinopse, orelha, carta do editor e prefácio do autor (isso se estiver disponível). Em algumas resenhas, eu vi o pessoal reclamando das palavras desconhecidas na história e que só depois viram que o livro tinha um glossário e que não foram avisados disso. No próprio livro e antes de começar a história, se você for ler a carta do editor, tem dizendo que foi incluído um glossário de Chacália ao final do livro. Então sim, o aviso ocorreu. Além do que, para ler um livro vocês não devem somente ler o essencial dele, mas sim ler tudo que tem nele. Por isso que antes de iniciar minha leitura eu sempre faço essa análise completa da edição do livro para não ficar reclamando depois.

Como já era de se esperar, a história se passa num passado! O autor focou em seu conhecimento sobre a Inglaterra vitoriana e georgiana e criou Chacália. Um mundo fantástico com robôs movidos a vapor, dirigíveis, carruagens, bordéis luxuosos e todo um clima steampunk. Somos apresentados a bandidos, aventureiros, encantados (humanos com poderes mágicos), cantores do mundo (uma espécie de polícia política mágica), homens-vapor, além de outros personagens que compõem todo o cenário.

Entre intrigas parlamentares e organizações secretas, temos Molly e Oliver, dois órfãos que se encontram fugindo de assassinos e que não sabem o porquê de aquilo estar acontecendo. Molly é uma órfã do Internato Porta do Sol que nunca se adepta aos seus trabalhos como aprendiz. Já Oliver é sobrinho de Titus, dono da Pousada das Setenta Estrelas. Oliver viver como um criminoso sob custódia, só pode viajar para onde o requerimento estatal, que tem que assinar toda semana, lhe permite. À princípio você não sabe o motivo pelo qual eles são órfãos e nem muito menos porquê estão sendo perseguidos, o que torna tudo um pouco confuso.

Enquanto eles estão sendo caçados muitos assassinatos acontecem. Uma das personagens diz que o motivo das mortes era para evitar testemunhas. Esse espaço vazio, mesmo que lá na frente esteja a resposta, não me agradou muito. Além de as cenas de ação serem um pouco mornas. Sim, mesmo com tantos assassinatos, eu achei tudo muito fraco ainda mais por causa de toda a expectativa criada antes do lançamento e até mesmo pelo o que está escrito na carta do editor. Bom, cada um tem uma opinião sobre determinada coisa, talvez a minha esteja entre a minoria.

Muitas personagem aparecem para acrescentar (ou não) algo na história. E mais uma vez eu volto a falar de pontos vagos. Acredito que alguns capítulos pequenos poderiam não ter existido, mas apenas alguns. Espero que eles tenho algum sentido nos próximos livros. A história é muito boa, porém acho que não foi muito bem aproveitada. Existem muitos detalhes, o que gostei bastante, pois é possível visualizar muito bem todos os ambientes e situações.

Para mim, foi um livro bom. Apenas isto, não é um daqueles que você pretende reler algum dia. Enquanto ao trabalho da editora, eu dou meus parabéns e agradeço por tratarem um livro tão bem.

site: http://universodepaginas.blogspot.com.br/2014/01/a-corte-do-ar-de-stephen-hunt.html
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Deia 26/09/2019

Leitura finalmente concluída. Esse livro foi decepcionante, pensei que por ser um steampunk seria leve e fluido como as obras anteriores que li, mas não, foi uma leitura morosa, travada, muitos personagens, muitas palavras criadas para aquele universo. Normalmente seria enriquecedor, o autor criar um universo e suas idiossincrasias, mas esse tinha tanta coisa que ficou confuso.
Molly e Oliver serão confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois jovens terão a ajuda de um formidável grupo de amigos, dentre eles o infame Stave, um homem-vapor, um sábio-deslizante, um sussurrador e muitos corpos macios. A leitura prometia, mas não aconteceu. Pena.
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Bruna 23/02/2014

Fantasia + Ficção Científica = <3
Desde o momento que coloquei meus olhos na sinopse desse livro tive uma certeza: eu precisava MUITO lê-lo. Agora, após ter tido essa oportunidade, posso dizer que ele era tudo o que eu esperava e muito mais.

A Corte do Ar é o primeiro livro da série Jackelian do autor Stephen Hunt, e foi lançado em 2013 pela editora Saída de Emergência Brasil. Tudo o que posso dizer é que o livro é genial, diferente de tudo o que já li, e foi uma das melhores leituras que eu fiz este ano.

Stephen Hunt é conhecido por escrever Steampunk, sendo considerado um dos autores que revolucionaram esse gênero.

Steampunk na literatura é um gênero dentro da ficção científica, onde as histórias são ambientadas no passado, normalmente na Inglaterra vitoriana, ou em um universo novo semelhante a um período da história humana, onde muitas das tecnologias mais modernas teriam surgido mais cedo, utilizando-se dos recursos disponíveis na época, sendo comum, por exemplo, a existência de máquinas e robôs movidos a vapor (steam = vapor).

A história de A Corte do Ar, de acordo com o próprio autor no prefácio deste livro, passa-se numa Terra após muitos milênios onde a nossa atual existência teria sido apagada do mundo. A Inglaterra teria sido absorvida pelo continente Europeu, próxima da França, sem mar separando as fronteiras, e a Espanha teria se tornado um deserto controlado por um império de engenheiros genéticos maléficos. Porém, não espere encontrar esses nomes nos países. Inglaterra agora chama-se Chacália e ela é o nosso ponto de partida.

Acompanhamos de forma alternada a trajetória de dois órfãos que não se conhecem, Molly Templar e Oliver Brocks, que acabarão por se cruzar em um determinado momento. Mas diferente do que a gente possa imaginar a princípio, não existe neste livro nenhum tipo de romance entre os dois, o foco da história concentra-se no que fez com que seus caminhos se cruzassem, o que para mim tornou tudo mais interessante.

Molly vive em um orfanato chamado Portas do Sol, onde os jovens são encaminhados como "aprendizes" em determinados ofícios, o que é apenas uma forma disfarçada de exploração de mão de obra infantil. Ela foi já despedida de vários trabalhos e numa última tentativa é encaminhada a um bordel. Quando ela vai atender seu primeiro cliente, de forma bizarra Molly é atacada por ele, que mata as testemunhas mas não consegue fazer o mesmo com ela. Em sua fuga volta para o orfanato e descobre que lá houve um massacre, percebendo que ela é o alvo de alguém, porém não entende o motivo de quererem morta uma pessoa que passou a vida sem conhecer a própria família. Perseguida por aquele que ela descobre chamar-se Conde de Vauxtion, o primeiro instinto de Molly é fugir para uma cidade rebelde localizada nas entranhas da terra, onde se deparará com as primeiras pistas do motivo de desejarem sua morte.

Oliver vive com seu tio desde que ele foi encontrado depois de um acidente de aerostato que matou seus pais e fez com que ele ficasse exposto a tempo demais à Brumaencantada. Essa experiência normalmente faz com que a pessoa se torne um Encantado, humanos com superpoderes de origem mágica, mas que nem sempre possuem um real controle de si mesmos, às vezes até enlouquecem, podendo tornarem-se extremamente perigosos para as outras pessoas. Por esse motivo, Oliver não possui permissão de ir para muito longe do lugar onde vive e precisa se apresentar semanalmente à "polícia" local e assinar alguns papéis, apesar desses poderes nunca terem se manifestado nele (tirando as estranhas visitas do Sussurrador que recebe em seus sonhos). Quando seu tio é assassinado, Oliver se vê como o principal suspeito desse crime, e seu único apoio torna-se Harry Stave, um agente da Corte do Ar.

A Corte do Ar é uma organização altamente secreta que existe acima das nuvens, vigiando e policiando a política do reino de Chacália.

O livro possuiu uma profundidade e complexidade enormes, nos apresentando várias discussões políticas que vão desde uma monarquia falida, até a república, o parlamentarismo e o comunismo. O sistema político onde há a tentativa de "igualar" as pessoas, talvez seja um dos pontos mais assustadores na forma em que isso ocorre.

A variedade de cenários e personagens é um dos pontos mais fascinantes. Temos as raças dos homens-vapor (máquinas que lutam por sua autonomia, pensam, sentem, possuem alma e seus próprios deuses), os Encantados (já citados anteriormente), os Cantores do Mundo (uma espécie de polícia mágica), caranguenarbianos (uma raça que é como uma mistura de homens e caranguejos), os lupocaptores (agentes da Corte do Ar), Assobiadores (espiões que trabalham na Corte do Ar) entre outros.

A única dificuldade que tive com esse livro, é que por se tratar de uma trama tão bem elaborada, com elementos totalmente diferentes do que estou acostumada, em alguns momentos fiquei um pouco perdida e tive que voltar páginas para entender o que estava acontecendo. Recomendo muita atenção durante a leitura para que isso não ocorra. Cada lugar, cada personagem é importante, e muitas vezes decisivo para o que vai acontecer no futuro.

Esta edição possui um glossário de Chacália, com os termos utilizados durante a história. Apesar de útil, senti falta de muitas palavras importantes (umas das coisas que me obrigaram a voltar páginas) e a presença de outras nem tão relevantes assim (como "cafél", que não tem como você ler dentro do contexto e não saber que é uma bebida).

Seria interessante também, a presença de um mapa. Os personagens se movimentam muito por esse universo criado pelo autor e por se tratar de uma trama que também envolve políticas e guerras, seria mais fácil de visualizar o que está acontecendo.

Pode parecer que eu contei muita coisa, mas não!

Espere conflitos, batalhas e guerras. Espere personagens fantástico que dariam uma livro só deles, mesmo os secundários. Espere uma mistura única de ficção científica e fantasia.

A edição da Saída de Emergência é LIN-DA! Nota-se o capricho que a editora teve com a capa e com a qualidade. Fiquei impressionada quando o livro chegou em minhas mãos. Tornou-se uma das edições mais bonitas da minha estante, além de ganhar meu selinho de favorito.

site: http://www.papodeestante.com/2014/01/a-corte-do-ar-stephen-hunt.html
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Albarus Andreos 18/07/2014

Por que facilitar se dá para complicar?
Muito estranho. Esta é a impressão inicial deste resenhista, que não tem lá muito de leitor de ficção científica, ao começar a ler A Corte do Ar (Editora Saída de Emergência Brasil, 2013). Ficção científica, para mim, significa uma quantidade de informações que devem ser passadas para o leitor, de tal forma que ele adentre uma realidade futurística, ou ao menos cientificamente diferente do que temos no mundo quotidiano. Há uma massa de informação tecnológica que deve ser passada, e isso pressupõe, na maioria das vezes, a utilização de uma linguagem excessivamente explicativa, como se fosse retirada de verbetes de uma enciclopédia de ciências. O tesão do escritor de FC parece ser explicar o funcionamento da nave, do sistema físico que faz funcionar a dobra dimensional, ou a natureza dos implantes usados pelo Estado distópico, que mudam as pessoas. Tirando essa roupagem, a FC esconde por baixo o verdadeiro teor da história: drama, mistério, fantasia etc. Desculpem o simplismo desse não-fã de FC, mas, assim exporto, FC é só estética. Será?

Bom, e se esse expliquismo não acontecer? E se o escritor não tiver nem aí se você vai entender o que é um aerostato, ou um motor de expansão, ou o que são os assobiadores ou qual é a ideologia dos carlistas? E se o autor for usando essas bizarrices o tempo rodo, compondo frase após frase, como se a prolixidade fosse a coisa mais natural do mundo, e deixar o leitor boiando não fosse mero acaso, mas sua principal intenção? Aí as coisas ficarão por elas mesmas e você se sentirá um peixe-fora-d’água.

“Tudo bem, eu te dou um glossário no final do livro, para você ir seguindo!” Meu velho... Na boa, glossário não rola. Parar a narrativa para ir lá atrás do livro ver o que significa lupocaptor, ou cartola, ou celga e ervasussurrante, é um tiro no pé. Mesmo porquê, o que temos no glossário de A Corte do Ar é falho, e você continuará confuso, pois há um quê de má tradução, ou de editoração descuidada (nem sei se descuidada é o termo certo... Parece que o próprio revisor não entendeu o que muitas das frases queriam dizer, como eu), ou de períodos longos demais sem pontuação precisa, ou ordem inversa das frases... enfim, que atrapalha MUITO. Imagino que até Lewis Carroll precisaria de algum LSD para atingir o que Stephen Hunt está querendo dizer.

E como um peixe eu fui, nadando a esmo, nesse texto que parece ter sido escrito por um doidão chapado. Stephen Hunt vai introduzindo a personagem Molly Templar, falando de como ela é uma mocinha órfã criada pelo sistema de um mundo movido a engrenagens de bronze, com dirigíveis singrando os céus e seres movidos à vapor, circulando de um lado para o outro. Não vou usar o termo “robô” pois ele nunca aparece no texto, e embora existam, esses seres possuem consciência, livre-arbítrio, alma e fé! Já Molly é explorada como mão de obra barata, tendo que fazer serviços degradantes aqui e ali, como todas as garotas da instituição assistencial Portas do Sol. Um nome singelo para uma casa sinistra, onde seu gestor lucra com a mão-de-obra barata advinda da exploração das jovens.

Os nomes escolhidos pelo autor, para objetos, tipos humanos, instituições, acontecimentos históricos, lugares geográficos etc., às vezes traduzidos, às vezes não (por decisão editorial), são geralmente MUITO ruins. Mas é possível perceber que isso é proposital, por alguma razão. Hunt opta por nos meter num mundo em que o estranhamento parece ser a principal atração. Fica tudo escuro, na maioria das vezes só subentendido, no campo metafórico, intuído. E os nomes são os termos mais escalafobéticas que você possa imaginar, dando apenas algum sentido relativo à sua função na trama, ou tendo um sentido absolutamente indecifrável, mesmo. A Corte do Ar é difícil de ler. Não é um livro indicado para jovens leitores.

Aliás, o autor diz, numa entrevista dada no início do livro (num excelente trabalho da Editora Saída de Emergência Brasil, além da capa muito caprichada), que a intenção dele era escrever um livro de fantasia. Uma fantasia que fugisse do medieval clássico, como estamos acostumados, mas ainda assim uma fantasia. Então, podemos considerar que o que temos nesse livro, descola-se muito da tradicional ficção científica, com algumas ideias muito porra-loucas, mesmo. Dá a impressão que Stephen Hunt usa até algum de fluxo de consciência na sua escrita, pois as palavras vão se encadeando, evoluindo e se ligando, sem que se atenham realmente à coesão ou coerência, inerentes à escrita tradicional.

E por isso temos magia misturada a essa tecnologia inusitada de homens-vapor e portos imensos, abarrotados de dirigíveis, bombas barbatana e aerostatos movido a motores de expansão, além de esquisitices como um povo caranguejo, só para ficar num exemplo. Há uma divisão/ confusão política totalmente diferente nesse mundo, que lembra uma época próxima aos idos do Século XX, por aí, com um atrito imenso de ordem política que opõe monarquistas, comunitistas (comunistas) e puristas. Há coalisões de Estados e hostilidades entre elas, advindas de guerras passadas que ainda não cicatrizaram. Há a fé Circulista se opondo ao Caotyl Selvagem numa inusitada coleção de palavras que se mostram inglesas e outras de pura influência inca/ asteca/ maia. Há organizações criminosas, guildas comerciais e confrarias sinistras que agem contra ou a favor do sistema.

Se você já estava confuso, relaxa e goza, porquê só dá para ir adiante se você se deixar levar. E por aí vamos conhecendo Oliver Brooks, um jovem cuja vida pregressa parece tê-lo jogado além das fronteiras de Chacália (sim, nome horrível, né!), dentro de Brumaencantada, onde mutações físicas e mentais afetam irreversivelmente aos seres humanos. Surpreendentemente, é resgatado depois de dois anos, ileso (pelo menos é nisso que ele quer que as pessoas acreditem), mas sem memória. Os cantores do mundo (também não sei o que são eles, talvez sejam magos), estão no pé do rapaz, querendo que ele se torne um Guardião, mas Oliver se recusa a usar uma coleira de Gideon (heim?), como o Capitão Faísca (ha ha ha..., não estou brincando, há um personagem com esse nome, mesmo!).

Começamos quando um atentado mata inúmeras pessoas no bordel onde Molly está sendo treinada para ser puta; o tio de Oliver, cujos negócios o sobrinho nunca soube direito o que eram, é também assassinado. Molly, desesperada e sem saber o que está acontecendo, tem então que correr por sua vida, e Oliver, cujas provas forjadas acusam-no injustamente, é resgatado por Harry Stave, um homem sinistro que foi muito amigo de seu tio. Molly tem que sumir dentro dos subterrâneos, auxiliada por um homem-vapor chamado Rodas Lentas, e Oliver passa a ser protegido pela organização secreta ilegal, da qual Harry faz parte, conhecida como Corte do Ar. Durante o livro todo, não entendi se a Corte é amiga ou inimiga, mas vamos lá... Basicamente há uma conspiração política correndo no submundo, onde o fanático Tzlayloc quer conseguir o poder para os igualitaristas. Essa ideologia amalucada mistura comunismo e fé exacerbada e as histórias de Molly e Oliver vão correndo em paralelo e só se juntam lá adiante, quando os dois personagens, de alguma forma, viram super-herois, reagindo ao vilão com poderes mentais ou pistolas etéreas que vieram não se sabe de onde.

E só então que notamos que o autor está nos contando uma boa história, com sua linguagem new weird, toda própria, que vai diminuindo gradativamente o estranhamento inicial (ou então, já estamos tão anestesiados que não ligamos mais...). Parece que ele queria que ficássemos realmente confusos, que esse era o sentido de toda aquela informação e nomes ruins desconexos. Sim, havia uma razão. Nesse momento, Stephen Hunt já nos tem na palma da mão, e estamos fugindo com Molly, após retirar a mocinha de sua zona de conforto (se é que se pode chamar assim sua sobrevivência patética sob as vicissitudes do sistema) e Oliver, que não se lembra de nada referente ao tempo em que passou além de Brumaencantada, mas que trouxe de lá poderes mentais assustadores (pode conversar com “fantasmas” e otras cositas más).

A história fica até mais absorvente no final, quando a guerra finalmente começa, mas a ambientação continua (para variar) bem ruim, devido ao excesso de elementos totalmente alheios à realidade que conhecemos. A fantasia, essencialmente, precisa de subsídios fantásticos para se fazer acontecer, mas esses elementos, quando em excesso, prejudicam a fluência da história e passam até a jogar contra a imersão do leitor. A fantasia de Hunt se faz às custas de muitas e muitas ideias que tem que ser explicadas e não são. Apenas intuímos as coisas e, portanto, não podemos “visualiza-las”. O excesso de estética compromete a história, deixando-a lenta e, às vezes, incompreensível.

É um tal de ter que parar para pensar o que Hunt está querendo dizer, ou se esforçar para somente adivinhar, que dá nos nervos. Frustração pura, e a frustração atrapalha a leitura. Você acha que as coisas vão melhorar lá pela página 100, mas então os neologismos e as esquisitices continuam pipocando aqui e ali, e Stephen Hunt, com a cabeça cheia da fumaça de seu cigarrinho de ervasussurrante, continua dificultando a leitura. E isso não muda nas páginas 200, 300 e 400... Veja só o que encontro na página 436, por exemplo:

“Os sacerdotes traçaram alguns sigilos no vidro de ativação e os uivos de Alpheus passaram a encher apenas a galaria subterrânea.”

Se você acha que eu, por ter lido o livro até o fim, sei o que é “sigilo” e “vidro de ativação”, está redondamente enganado. Essas coisas aparecem assim, do nada. É claro que, como com tudo mais até aqui, posso supor o que sejam esses termos. Tudo bem que expliquismo é ruim, mas, porra! Isso deveria vir então aos poucos, capítulo a capítulo; um pouquinho aqui, um tiquinho mais para adiante, mas não acontece nunca. Cá para mim, parece que o autor está tirando um grande sarro na cara do leitor. Temos um mundo totalmente novo, uma boa história e um estilo escroto de contá-la. Quem reclama do convencional, da mesmice e do pastiche, tem um prato cheio. Mas digamos que este leitor aqui começa a achar que um pouco mais de caretice funcionaria melhor. Altamente indicado se você curte mascar foolha ou é viciado em cafél.

site: www.meninadabahia.com.br
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PorEssasPáginas 01/04/2014

Resenha A Corte do Ar - Por Essas Páginas
O livro de Stephen Hunt foi a minha última leitura de 2013. Quando o solicitei para a editora Saída de Emergência Brasil, selo de fantasia e ficção científica da Arqueiro/Sextante, estava curiosíssima para conhecer o livro. Ele foi super bem comentado, tanto em publicações, como da revista Bang!, como por leitores. E eu queria muito conhecer melhor o gênero steampunk, que só tinha lido em alguns poucos contos. O livro chegou e a edição incrível e caprichadíssima me chamou tanto a atenção que logo priorizei a leitura. Isso foi em novembro e eu só consegui finalizar as últimas 50 sofridas páginas ontem, no primeiro dia do ano: ou seja, passei mais de um mês lendo esse livro. Arrastado, cansativo e confuso, A Corte do Ar foi uma decepção para mim.

Comecei o livro cheia de animação e expectativa, mas logo nas primeiras páginas a leitura desacelerou. No início pensei que fosse um problema de ambientação, afinal o livro é extremamente complexo, com muitas palavras e denominações novas criadas pelo autor para o seu mundo, portanto achei que era apenas questão de me ambientar e me acostumar com todo aquele novo universo. Foi só lá depois da página 50 que, um belo dia, em um momento de confusão e cansaço lendo o livro, folheei seu final e encontrei, quem diria, um glossário! Um glossário de três páginas e vários verbetes.

“- Muitas vezes, aquilo que se cala vale tanto quanto o que se diz e, por vezes, conhecer o futuro pode alterá-lo.” Página 78

Minha primeira impressão foi: isso deveria ter sido avisado logo de cara. MUITO CLARAMENTE. (Errata: está lá, no sumário e na carta do editor, mas bem diluído. Não tenho o costume de ler o sumário e na carta do editor peço desculpas, realmente passou batido.) Fica a dica: já li livros com glossários, já li livros com termos de difícil tradução ou novos termos criados por um autor e não custa nada mesmo colocar no início do livro um aviso sobre isso. “Caro leitor, dispense alguns minutinhos de sua leitura dirigindo-se ao final do livro e lendo o glossário.” Nem sempre um livro vem acompanhado de um apêndice desses, então sim, avisar é necessário. Não entendi porque isso não foi feito, já que no começo temos uma carta do editor e um prefácio do autor.

Minha segunda impressão? “Oba, agora vou entender esse livro!” Descoberto o glossário, li todos os verbetes com calma e atenção e retomei a leitura, consultando-o mais algumas vezes de vez em quando. E aí veio a decepção: nem o glossário conseguiu ajudar. Ainda assim a leitura continuou sendo arrastada, cansativa e tão complexa que me peguei extremamente confusa em vários momentos. Sinceramente, cheguei a me sentir meio burra até. Como assim não estava conseguindo entender o livro, captar seu sentido? Ainda estou me sentindo assim, mas pensando bem, um leitor não pode se sentir dessa maneira lendo um livro. Desculpem, mas é a minha humilde opinião. O livro tem que ser claro, não nebuloso. E sim, A Corte do Ar foi uma leitura nebulosa: sinto como se seus acontecimentos tenham passado para mim encobertos por algum tipo de névoa – ou melhor, de vapor, e o problema foi mesmo a narração, a escrita do autor.

Não é que A Corte do Ar seja um livro ruim. Ele tem grandes doses do que mais os amantes de fantasia e ficção científica apreciam. O livro tem protagonistas potencialmente - sublinhem aqui essa palavra – fortes e interessantes, tem uma trama rica e um mundo inteiramente novo, complexo e criado com extremo cuidado. Ao ler, mesmo não gostando, claramente percebi isso: Stephen Hunt criou todo um enorme universo, com lugares, regras, história, política e religião, tudo cuidadosamente imaginado. Porém, seu mundo é tão grande, mas tão enorme, que a impressão que ficou nessa leitura foi que ele era grande demais para o livro. Apesar das 544 páginas do mesmo, esse universo grandioso não coube ali. Ficou faltando muita coisa, muita explicação. Por isso a sensação de nebulosidade também. O autor tem uma história rica e complexa em sua mente, porém não conseguiu passar tudo o que imaginou para o papel. A verdade é que é difícil acompanhar o raciocínio de Stephen Hunt.

Várias vezes lia parágrafos inteiros, enormes, e percebia que tinha chegado ao final deles e captado apenas 10% da leitura. Precisava voltar e reler até entender, até fazer todas as conexões. O autor pula de um assunto para o outro como muda de página; na página anterior, uma coisa, na próxima, já é outra, completamente diferente, rápido demais para assimilar. A melhor palavra para esse livro é: confuso. Extremamente confuso. E quando a gente não entende direito o que está lendo, quando fica tão perdido, a leitura se torna arrastada. Você deixa o livro de lado e vai fazer outra coisa. Não costumo começar a ler outros livros antes de terminar uma leitura, mas dessa vez li cinco livros enquanto lia A Corte do Ar. Simplesmente porque eu me cansava da história e precisava de outra coisa.

Esse não é um livro que você consiga ler rápido, não é uma obra que você consiga devorar e ler várias páginas seguidamente. Acredito que a melhor maneira de lê-lo seja mesmo por partes. Você lê uma parte, para e vai fazer alguma coisa, e só depois retoma a leitura, com a mente limpa. O problema, ao menos para mim, é que eu não tenho paciência para uma leitura assim. Gosto de livros que me envolvam, livros que me façam querer chegar ao final, não ficar sofrendo para lê-los. E como sofri para ler esse livro. Terminei-o por pura força de vontade. As últimas 50 páginas só faltava ficar fazendo contagem regressiva. “Mais uma, mais uma, vamos, eu consigo.” Horrível ler desse jeito. Não tive nenhum prazer. Minha única sensação durante a leitura foi de extremo cansaço e de alívio ao terminar. Foi como se eu tivesse me livrado de um fardo.

“- Querer viver não é uma covardia, Chaminé Prateada.
- A minha vida impede que três almas agitadas alcancem o padrão supremo. Não tenho qualquer ilusão quanto ao custo da minha própria sobrevivência.” Página 107

E os personagens? Apesar de reconhecê-los fortes, com histórias delineadas, um passado e justificativas, eles pecaram por serem pouquíssimo carismáticos. Há um problema grande quando os personagens que você mais se importa no livro são dois robôs: Rodas Lentas e Chaminé Prateada (uma espécie de máquinas, na verdade, providos de pensamento e até emoções, os homens-vapor). Os personagens principais, Molly e Oliver, são robotizados, com poucas emoções e dramas, parecem que são simplesmente arrastados pela maré por quase todo o livro. Não consegui me conectar emocionalmente com eles, o que foi um problema, pois eles são os principais e acompanhamos suas aventuras pelo livro todo. Eles passaram quase todo o livro separados e quando se encontram, o que eu achei que seria um momento importante, marcante, foi algo que passou despercebido, e novamente me senti desligada do livro, pouco envolvida. Os dois eram personagens interessantes e promissores que se tornaram desinteressantes, ao menos para mim. E Oliver, que tinha um enorme potencial, do nada se tornou o personagem mais poderoso do livro, mudando completamente de personalidade, uma mudança que não senti como gradual. Era como se ele fosse outra pessoa, eu não mais o reconhecia.

Além disso, o livro conta com muitos, muitos personagens. Pessoas demais, histórias demais. E eles não foram suficientemente desenvolvidos para se destacarem. Lembro de alguns nomes, mas não consigo distingui-los, assim como não conseguia durante a leitura, e aí temos mais um motivo para o leitor ficar perdido. Do nada personagens eram inseridos e pouco explicados, com seu pano de fundo diluído em parágrafos e mais parágrafos maçantes. Não consegui gostar deles, não consegui me importar. Uma história que tem personagens pouco carismáticos, por mais grandiosa que seja, não consegue se sustentar. O que senti foi que o autor estava mais preocupado com a ambientação do que com seus personagens, e apesar de importante, o universo é secundário. Nós lemos histórias por causa das pessoas, afinal.

“- Quando outro homem ou outra mulher dão o direito de voto a vocês e dizem que outorgam a liberdade, estão na verdade oferecendo algo que vocês já têm, algo com que já nasceram. Ao fazerem isso, transformam vocês em escravos cheios de gratidão”. Página 111.

A Corte do Ar é um livro que explora profundamente assuntos como política e religião. O autor até ironiza com isso, mostrando uma monarquia e um parlamento fracassados, religiões perdidas e extremistas que chegam a nos fazer refletir, porém a mensagem, que seria ótima, perde-se no oceano de uma narração confusa e cansativa. Há diálogos completamente inúteis, quando o espaço poderia ter muito bem sido aproveitado apenas para explicar melhor a história e inserir um pouco mais de emoção e desenvolvimento de alguns personagens. Minha sincera opinião? É um livro aclamado demais para qualidade de menos. Tem história para ser incrível e memorável, mas deveria ser reescrito e revisado novamente. E nem digo isso em nível nacional, mas sim no país onde foi produzido e editado originalmente. Vamos ser francos: se fosse um livro nacional, passando pelo crivo de editoras daqui, não teria saído da pilha eterna de originais, não da maneira como está. Mas nesse caso, apenas porque é um livro estrangeiro, ele automaticamente ganha um renome e leitores. Chega a ser triste. Ele tem um passado lá fora, e o que é mais importante, ele vendeu, e então chega aqui já famoso.

A única coisa que sinceramente salvou o livro para mim foi a sua edição brilhante e caprichada, incoerente para um livro tão tedioso. A capa é impecável, tem uma escotilha transparente mostrando a imagem da orelha, um aerostato em um cenário urbano. Papel de qualidade, poucos erros de revisão. Cheira muito bem. É um livro que dá vontade de ter na estante, mas que não dá vontade de ler. E, infelizmente, apenas beleza não enche mesa – ou melhor, uma estante.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-a-corte-do-ar
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Raniere 08/01/2014

Um verdadeiro Steampunk!
“A Corte do Ar” é uma leitura difícil. Com questões filosóficas, políticas, sociedades diferentes, seres diferentes, divindades, demônios, feiticeiros e termos diferentes, sendo necessário um glossário no fim do livro, explicando tais termos. Precisei voltar a minha leitura ou alternar entre a história e o glossário várias vezes. Enfim, um steampunk como deve ser.
A história é excelente! Durante a maior parte do livro, vemos os órfãos Molly e Oliver sendo perseguidos implacavelmente por todos, acusados de crimes que não cometeram, e não sabemos o motivo pelo qual eles estão sendo caçados. Durante estas perseguições, há várias mortes, e eles se unem a aliados um pouco duvidosos. E demora para eles dois se conhecerem. Enfim, achei as cenas de luta muito boas.
É difícil escrever esta resenha sem dar spoiler. Sobre a história do livro, prefiro me ater apenas ao que está na sinopse, pois o mistério faz parte do livro e, se eu contar algo além, posso entregar, por exemplo, o motivo ao qual ambos os protagonistas são caçados.
Porém, não gostei do final do livro. Stephen Hunt estendeu bastante a história, o que é excelente! Ainda mais que eu sabia que a história não terminaria no primeiro livro. Gosto de leituras complexas. Só que uma guerra (acho que isso eu posso falar) que era pra se estender ao longo dos livros, ele resolveu dar uma acelerada pra acabar com ela em menos da metade final do livro, e acabou se atropelando. Achei o final meio avacalhado para uma história tão magnífica. Enfim, se vou ler o próximo livro? Óbvio que vou, e espero que Hunt não cometa mais este erro. De 0 a 5, eu dou nota 4 para este livro por causa do final, que o fez perder um ponto.


site: https://www.facebook.com/EncontrosLiterariosRJ
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Mayara 28/04/2014

Política, magia e homens-vapor
A história se passa na Terra, mas muitos séculos no futuro. Os continentes e países mudaram de posição, e agora a Inglaterra é ligada ao continente e é chamada de Chacália. Robôs com crenças religiosas (que acreditam profundamente nos espíritos dos antepassados - os Loas - e são chamados de homens-vapor) e cantores do mundo (magos que buscam energias nas forças da terra) convivem juntos numa sociedade extremamente política. Chacália está em guerra contra Quatérnuno, reino vizinho onde vigora a Comunidade de Partilha Comum, sistema político em que cada cidadão partilha em pé de igualdade os bens e a riqueza do país. Uma ameça real à Chacália são os carlistas, grupo de pessoas que querem instituir a comunidade de partilha comum. Chacália tem uma família real, com um rei que tem os braços cortados assim que assume o trono, para "nunca mais levantar o braço contra a população". Quem comanda mesmo é o conselho dos Guardiões, o qual, por sua vez, é vigiado pela Corte do Ar, organização secreta que existe acima das nuvens e agem em prol do povo, vigiando a situação política do reino.

Acompanhamos dois jovens órfãos: Oliver Brooks, que tem poderes desde que o balão de seus pais caiu na Brumaencantada (basta um pequeno contato com ela para infectar as pessoas com poderes psíquicos e levá-las à loucura, Oliver, entretanto, viveu anos do lado de lá) e se vê acusado da morte de seu tio, seu único parente, e é obrigado a fugir com um suspeito representante da corte do ar; e Molly Templar, que testemunha um assassinato no bordel onde foi colocada como aprendiz, e ao voltar ao orfanato onde vive, descobre que todos estão mortos e que o alvo do assassino era, na verdade, ela. Oliver e Molly fogem meio livro, enquanto somos bombardeados com terminologias estranhas criadas pelo autor e capítulos e mais capítulos de tramoias e mais tramoias políticas.

Como ponto positivo, são muito interessantes as críticas feitas aos sistemas políticos, que permeiam toda a obra. A simbologia do rei ter os braços cortados para não ferir o povo, embora óbvia, foi uma boa sacada. O sistema de debates resolvido literalmente nas lutas também.

O livro é narrado em terceira pessoa e alterna capítulos com Molly, com Oliver, com tramoias dos guardiões, com a difícil vida da família real e com os acontecimentos da misteriosa corte do ar. Em suma, confunde. Tem hora que tive que voltar páginas para lembrar o que aconteceu com Molly, antes de ler o novo capítulo sobre ela. Uma vez que o autor reconfigurou a disposição dos países, seria interessante que o livro tivesse um mapa, para facilitar a compreensão do mundo que ele criou. Não ficou muito claro onde fica Mecância, o Estado-Livre dos Homens-Vapor, por exemplo. A abundância de termos que ele criou também não ajuda. Ele não os explica ao longo da leitura. Mesmo o Glossário, no fim, não ajuda tanto, uma vez que há palavras que não constam nele.

Outro ponto que me incomodou um pouco foi a abundância de analogias com o mundo real. Suponho que tenham sido intencionais, mas ainda assim, fiquei um tanto incomodada. O muro que separa Quatérnuno de Chacália (o qual a população miserável de Quatérnuno tenta desesperadamente atravessar) lembra claramente o Muro de Berlim. O conselho de guardiões é o Parlamento, tendo inclusive um Primeiro Guardião fazendo as vezes de Primeiro Ministro. Os carlistas (oi, Karl Marx) e a comunidade de partilha comum são equivalentes ao comunismo. Uma família real ilustrativa recorda alguma coisa?

A Corte do Ar não é um livro ruim, mas é uma leitura um pouco mais difícil do que estamos acostumados. É preciso ter paciência e tempo, para assimilar realmente o que o autor queria contar. Não dá pra ler de uma vez, com rapidez. É preciso ir lendo aos poucos, assimilando, refletindo, afiando seu senso crítico. Mas, no fim, vale a pena.
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Alan 04/02/2015

Dificil ler até o final.
Inicialmente, trata-se de edição do livro com uma bela arte de capa, mas, que ao mesmo tempo, torna-se um dos maiores pontos de fragilidade do livro quando se trata de dano físico ao manusear ou de ressecamento da película plástica que imita uma janela de dirigível. O papel é confortável a mão, e a impressão é de qualidade normal, não apresentando muitas falhas. Assim sendo, poderia ser um livro de qualidade boa em sua parte física se não fosse a sua fragilidade da capa.

Quanto à escrita, infelizmente é um dos pontos que o autor conseguiu destruir sua própria história. A técnica de descrição é vaga, não trazendo detalhes mínimos sobre o que esta tentando passar ao leitor, vários personagens poderiam ser substituídos por uma mancha branca com um ponto de interrogação que ainda assim seria mais descritivo. O mesmo vale para muitas cenas, as quais teriam sido ótimas se o autor não resolve-se coloca-las em duas ou três linhas.

Quanto aos personagens, poucos dos personagens mais atuantes na história possibilitam uma imersão do leitor. Em parte devido a forma como varias ações e atitudes são descritas, em parte pela falta de carisma. Alguns personagens principais chegam a causar uma certa repulsa a ideia de ler os trechos referentes a eles.

Quanto a personagens secundárias, embora trate-se de historia que é apresentada em mais de um livro, vários bons personagens, alguns que apareceram em cenas que, não fosse o estilo de escrita, seria ótimas, foram muito mal aproveitados.

Mas a pior parte de ler as descrições são os momentos de batalha, no qual muitas vezes poderiam ser resumidos em “eles lutaram, complete com sua imaginação o como foi”.

O segundo pior ponto do livro é a quantidade de ideias que foram incluídas na história. A quantidade de elementos e ideias que o autor inclui por capitulo e simplesmente trata como se sempre estivesse lá e o leitor não tivesse notado é muito grande. Pode-se até mesmo imaginar o autor como alguém facilmente impressionável, que tudo que via / lia, acabava colocando em seu livro. Em seus 26 capítulos podem ser contadas facilmente umas 15 grandes inclusões de ideias, além de muitas outras menores.

Não estou reclamando de haver tantas ideias no mundo, mas sim pelo fato de que tantas coisas foram tratados em pouco mais de 500 paginas, causando um acumulo gigantesco de ideias por pagina de forma que o autor conseguiu desenvolver de forma satisfatória uma quantidade ínfima delas.

Em resumo, para não criticar além do mínimo necessário o livro, posso dizer que seria um bom ultimo livro para uma historia desenvolvida em que as ideias tivessem sido apresentadas anteriormente, assim como uma ótima leitura para mestres de RPG procurarem coisas para colocar em sua campanha, mas um péssimo livro de forma isolada.
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Bia 27/10/2015

Muito fraco
A estória promete muito e decepciona mais ainda. É pobre de enredo, pobre de ação, pobre nas descrições...
Os personagens não cativam, não emocionam, não inspiram. A trama não empolga, não instiga, não seduz.
É vago demais pra quantidade de elementos fictícios. É superficial demais pra idéias que o leitor não tem como conhecer.
O autor criou tantas criaturas fantásticas, conceitos confusos, organizações, complôs e clichês que se perdeu no meio da estória.
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RaissaNantes 10/12/2013

Uma nova e surpreendente janela da literatura fantástica...
Confesso que demorei a pegar no 'tranco' dessa leitura, pois tudo era completamente estranho para mim. Assistir um filme com essa pegada steampunk é simples, pois está tudo ali, a época, as vestimentas, as máquinas, você simplesmente não precisa criar nada, não tem de imaginar nada, está tudo ali.... porém na literatura, para quem não está habituado ao gênero, é um tanto quanto complicadO de se assimilar.

O livro inteiro gira em torno das buscas pessoais de Oliver e Molly, dois destinos tão incertos, duas pessoas tão diferentes, ligadas a uma trama politica que parece improvável a ambos, porém Hunt consegue ligar esses dois adolescentes de uma forma tão perfeita a trama que me peguei várias vezes chocada com as revelações feitas por ele.

Hunt conseguiu me conquistar com seu mundo novo e diferente para mim. Achei que ele poderia aliviar um pouco determinadas descrições, como a parte em que Molly chega a casa do jornalista e ela vê os quadros, ele descreveu cada uma das imagens e eu achei desnecessário isso, pois o mundo criado por ele já era muito descritivo e rico. Relevei essas partes e segui em frente e realmente me peguei entregue a trama.

Quando enfim a batalha entra no estopim eu simplesmente não conseguia largar e ficava boquiaberta com o que estava acontecendo. Algumas mortes me cortaram o coração, mas o amadurecimento das personagens é incrível, não apenas como pessoas, mas como seres mágicos.

LEIA A RESENHA COMPLETA NO LINK ABAIXO:


site: http://livrosromanticos.blogspot.com.br/2013/12/a-corte-do-ar-stephen-hunt-16.html
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27/01/2016

Abandonei
Olha, eu odeio abandonar livros mas não deu.
A leitura começa cheia de animação e expectativas mas no decorrer das páginas, tudo vai ficando um tanto monótono.
O livro é muito em detalhado, os personagens são muito interessantes e tem uma narrativa ambiciosa e rica porém parece que tudo se perde com o andar do livro.
Pra ser sincera, não sei bem onde está o erro mas não foi um livro que me agradou.
Não é um livro ruim, é um Steampunk autêntico, porém deixa a desejar em alguns aspectos.
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