A Primavera Rebelde

A Primavera Rebelde Morgan Rhodes


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Resenhas - A Primavera Rebelde


45 encontrados | exibindo 1 a 15
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Yasmin 24/09/2014

Continuação instigante, que desenvolve o terreno e deixa o leitor intrigado com novos elementos.

Conheci a série quando a vi nos lançamentos da Seguinte e tive a oportunidade de ver ela se tornar uma das maiores surpresas do ano passado. Morgan Rhodes apresenta uma fantasia que está longe de ser juvenil e as expectativas para esta continuação eram altas. Dando sequência a sua trama sangrenta a autora acompanha as drásticas mudanças que os reinos e seus protagonistas passam após a conquista. Mordaz, a trama surpreende o leitor.

Com quatro frentes narrativas a trama traz Cleo, Magnus, Lucia e Jonas após a conquista do rei Gaius dos reinos de Paelsia e Auranos. Cleo, agora uma princesa despojada de seu reino e prisioneira em seu próprio castelo, tenta se manter forte para enfrentar as crueldades do novo rei enquanto se apega ao anel que seu pai lhe deu antes de morrer. Sem saber o que fazer para proteger seu reino e seus amigos, Cleo passa por tempos difíceis, forçada a um noivado com Magnus filho do rei sanguinário, ela acabará mais próximas dos rebeldes do que imaginava. Jonas, agora líder de um grupo rebeldes luta para tomar as decisões corretas, mas não sabe como agir. O povo de Paelsia está sendo escravizado e assassinado na construção da nova estrada do rei. Planejando usar a princesa de Auranos em favor do grupo ele não imagina as consequências de suas ações. Magnus tenta dia após dia ser tão frio quanto seu pai, e consegue passar para muitos a impressão de que é realmente como ele, mas no fundo Magnus luta contra sua verdadeira natureza. Um assassinato pegará o príncipe de surpresa e seu iminente casamento só o deixa mais confuso de quem ele é e de quem quer ser. E fechando o ciclo Lucia dorme, atormentada pela magia que fez para ajudar seu pai e preocupada com o que pode se tornar caso não controle sua magia. O rei quer encontrar a Tétrade, instrumento de enorme magia que ele acredita ser a chave de sua imortalidade, mas Cleo também está atrás dela e Magnus começa a questionar sua descrença. A Tétrade existe? E quem é a nova conselheira de seu pai? Por que ele precisa que tanto sangue seja derramado?

É a partir destas quatro frente que a trama se desenvolve e se entrelaça conduzindo o leitor através das intrigas, mentiras e traições que correm todo o novo reino unificado de Mítica. Rhodes mais uma vez surpreende o leitor com o tom de sua prosa, forte que não poupa o leitor, e com o ritmo fluido, que é algo complicado com mais de um ponto de vista. Ao aliar seus quatro protagonistas a autora alterna o tom da história, ora com a força ferida de Cleo, ora com a luta interior de Magnus, passando ainda pela liderança sem preparou de Jonas e o receio do desconhecido de Lucia, deixando a história mais crível e vivida, marcada pela ambiguidade que todo ser humano carrega consigo.

Longe de ser preto no branco os personagens foram construídos com cuidado, sempre deixando claro ao leitor que a linha entre o certo e o errado, o bem e o mal fica intensamente borrada quando tudo o que você ama está na balança. Rhodes consegue transportar o leitor para o clima de um reino conquistado espada e sangue, passando uma atmosfera sufocante e sombria de insegurança, medo e dúvida. E nos pequenos detalhes ela mostra a força de seus personagens. A relação entre Cleo e Magnus foi um dos pontos altos da trama. Ambíguo e carregado de mágoa, dúvida e farpas os diálogos entre os dois personagens soaram sempre como uma dança na corda bamba sob um lago de tubarões. E é essa química corrosiva entre os dois que instigou e cativou o leitor desde o princípio por isso torço sinceramente para que se for ter um romance que seja entre os dois.

A autora foi perspicaz ao deixar tanto sentimento e dúvida nas entrelinhas, movendo Cleo para uma situação única entre as outras três peças desse tabuleiro que é a trama da série. Em uma posição forte tanto com Jonas, como com Lucia e Magnus, a personagem tem chance de virar o jogo contra o rei Sanguinário. E se o fim mostra o crescimento de Magnus e a inteligência de Cleo, as perguntas que ficam no ar são imensas. O que os Vigilantes realmente querem? E o herdeiro do Império gigantesco do outro lado do mar de Mítica?

Leitura rápida, instigante e que surpreende o leitor a cada novo capítulo. Morgan Rhodes insere novas pontas na sua trama e novos elementos que a deixam mais complexa, menos previsível e que joga muito bem entre seus quatro protagonistas. Expandindo o mundo e a trama, Rhodes mostra que sua série é mais do que mortes e sangue, é personagens fortes, complexos, é uma dança à beira da morte para virar o jogo. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:



site: http://www.cultivandoaleitura.com.br/2014/01/resenha-primavera-rebelde.html
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Gabriel 16/12/2013

O tipico livro de transição
Não sei se esta série será uma trilogia, mas "A Primavera Rebelde" se mostrou como um típico segundo livro, em que dá continuidade em a trama que se iniciou e deixa algumas coisas sem resolução para sua continuidade.

Nesta fase Lucia é deixada em segundo plano pra que Cleo, Magnus e Jonas participem da trama em volta da misteriosa construção de uma estrada imposta pelo Rei Gaius. Muitas mortes e alguns personagens novos com destaque para Lyssandra, paelsiana que se une aos rebeldes.

Por fim não posso deixar de comentar sobre o meu personagem favorito da história e o mais enigmático também: MAGNUS. Enigmático porque apesar de não concordar com algumas atitudes tirânicas e maldosas do pai, é passivo perante tais. Vemos todo o processo de questionamento próprio de Magnus que culmina na decisão de... Descubram vcs mesmos, mas deixo minha previsão [é minha aposta e não spoiler]: eu acho que a chave para a desfecho de tudo será dele.

Confesso que AMO Magnus e já ocupa meu pódium de personagens mais fodas, ao lado de Morgana [Brumas de Avalon] e Lisbeth [Millennium]

Espero que possa ter contribuído para incentivar os usuários a lerem esta magnifica obra que considero ter ainda pouco destaque no cenário literário. E sim, merece uma adaptação.
mylatsuki 23/12/2013minha estante
Pois é! Comprei o primeiro livro por acaso e cai completamente de amores pela saga no segundo! Quanto à chave, eu acho que os 4: Magnus, Cleo, Lucia e Jonas é que vão acabar descobrindo partes até perceberem o "todo"...


Gabriel 24/12/2013minha estante
sim eu corcordo, mas me referi mal, queria dizer sobre a queda do rei sanguinario, acho que o Magnus vai desempenhar papel chave pra isso


Jacqueline 03/01/2014minha estante
gostei muito do primeiro, e não vejo a hora de ler este segundo! Meu personagem preferido é o Jonas


Barby 16/07/2014minha estante
Devorei os dois primeiros volumes e estou ansiosa para os próximos(serão quatro livros ao total) o terceiro esta sendo traduzido para o português e chegara no final de 2014. A história consegui me prender e achei a narrativa bastante evoluída.




Nati Amend @livrosdanati 10/01/2014

Novas histórias. Muitas Lutas. Romance. (não necessariamente nessa ordem)
Comecei a leitura da trilogia “A queda dos Reinos” com muita expectativa, pois estava um pouco cansada de distopias comuns e queria um pouco de fantasia na minha vida. Nesse ponto, o primeiro livro da saga é um pouco precário, pois a magia está sumindo de Mítica. Mas nada decepcionante, pois aos poucos Lucia descobre seus poderes, assim como temos outras personagens bruxas. Já em “A primavera Rebelde”, acontecem muitos momentos em que a magia se manifesta.

O segundo livro começa com uma pequena mudança em sua narrativa que, ao invés de se alternar entre os “reinos”, agora é focada em cada um dos personagens, incluindo o Rei Gaius e a Rainha Althea. Novos personagens também são adicionados ao contexto, como a rebelde Lyssandra, e finalmente podemos conhecer mais sobre os Vigilantes. Destaque para essa parte da história, pois começa a mostrar as falhas no precioso Santuário e as intrigas entre as criaturas imortais.

Quanto ao quarteto de personagens principais, posso dizer que suas vidas se cruzam definitivamente e cada um tem um motivo pessoal para encontrar a Tétrade. A princesa Cleo ganha mais ênfase neste livro, enquanto Lucia é literalmente colocada para dormir. E o que falar de Magnus? O personagem mais enigmático e, ao mesmo tempo, o mais autêntico, continua instigante! Cada vez mais envolvido na trama do Rei Gaius, porém sem deixar de questionar tantas mortes e crueldades em suas ações. Já o vingativo Jonas tem uma redenção como personagem e deixa de ser tão obcecado pela morte do irmão para focar na luta de seu povo.

O romance também está presente na continuação da saga com cenas de tirar o fôlego!! Mas há muitos questionamentos e anseios em cada personagem, dificultando os relacionamentos. Alguns novos casais se formam, mas temos que ter muito cuidado para gostar dos personagens de Morgan, tendo em vista a quantidade de mortes que se sucedem desde o primeiro livro.

Achei “A primavera Rebelde” mais rico em detalhes, apesar da velocidade com que alguns fatos acontecem. A cada capítulo tentei imaginar quem encontraria os cristais, ou quem triunfaria em toda essa história, mas tem ficado cada vez mais difícil acertar. Muitas coisas ficam em aberto e por isso, resta esperar o próximo livro da saga fantástica! Go, Cleo! Go, Magnus!
Gabriel 19/01/2014minha estante
eu realmente, quero mesmo que Magnus mate o pai dele


Nati Amend @livrosdanati 20/01/2014minha estante
Por favor, né Gabriel? Vejo um ódio crescendo nele!


Gabriel 15/02/2014minha estante
se o rei tiver de morrer eu acharia mais digno o Magnus fazer isso. Sei lá, não gostaria de ver a Cleo ou o Jonas fazerem isso, e a Lucia eu é pouco provavel


Andie20uns 19/08/2016minha estante
Concordo... quero ver Magnus matando pai. ..




Queria Estar Lendo 12/12/2017

Resenha: A Primavera Rebelde
A Primavera Rebelde, o segundo volume de A Queda dos Reinos, cedido pela Editora Seguinte para essa resenha, é a continuação surpreendente dessa história de jogos políticos, romance e aventura criada pela autora Morgan Rhodes.

Como o próprio título já diz, esse volume focou mais no lado dos rebeldes, sua organização e os planos para a futura rebelião, além do recrutamento de novos rebeldes, o que nos apresenta novos personagens e o aprofundamento de outros. É aqui que vemos como Jonas começa a se virar com a responsabilidade de líder dos rebeldes, antes apenas um punhado de garotos sem família vivendo na floresta, para recrutadores e uma resistência que consegue um poderoso aliado dentro do próprio castelo.

"Quando viu a notícia das execuções marcadas para aquele dia, Jonas quis ver com os próprios olhos. Ele estava certo de que elas fortaleceriam sua determinação, sua convicção de fazer qualquer coisa, assumir qualquer risco, para ver os reinos tomados escaparem como areia das mãos do tirano que agora os governava."

A construção de Jonas melhora um pouco, mas ainda continua impulsivo e sem pensar, mesmo que seja o líder da rebelião. Essa parte deixa um pouco de confusão porque ele não tem o temperamento certo para liderar, mas mesmo assim, na história é descrito como um líder nato. Certas ações dele não condizem com o que lemos nos capítulos com seu ponto de vista. Acho que a autora podia trabalhar melhor a relação dos pensamentos do personagem com as ações dele. Apesar disso, o arco de Jonas deixa uma boa abertura para o terceiro livro.

Já Cleo, é uma das personagens que mais melhorou. Sim, continua um pouco mandona e mimada, mas após a morte da própria família a personagem incorporou bem o sofrimento, a sede de vingança escondida sob uma face falsamente ingênua, o medo e o fervor que ela tem por resgatar a coroa e recuperar o trono que é seu por direito. Cleo amadureceu bastante, e vemos as ideias dela se tornarem mais concreta, assim como suas ações e opiniões. Ela está se tornando uma personagem forte e isso apenas aumenta a ansiedade para ver o que o futuro da série guarda para ela.

"- Princesa, você poderia facilitar para mim.
- Ah sim, é exatamente isso que eu quero fazer. Porque você sempre foi um amigo tão bom para mim.
Seu tom sarcástico arrancou um leve sorriso dos lábios dele.
- Eu poderia ser um bom amigo.
Ela ficou completamente em silêncio por um instante.
- Como?
- Isso depende de você, vossa alteza."

Magnus, ah, Magnus! Ainda o melhor personagem, com os melhores capítulos (mesmo que a Cleo tenha melhorado muito). Ele continua o personagem mais bem construído, seu sofrimento, a vontade pelo poder e em conseguir o respeito do pai, o Rei Gaius, estão muito condizentes com o que ocorreu no primeiro livro. Ele tem uma boa continuação e uma fluidez ótima na narrativa. A única coisa que me deixou um pouco chateada é que apesar de querer novas ações e fazer novas realizações, Magnus é o personagem mais apagadinho do segundo livro, por não receber tanta atenção, além de grandes acontecimentos que afetam tanto outros personagens quanto ele. Mas é claro que isso não estraga o personagem, nem seus capítulos. Pelo menos isso nos faz esperar por um terceiro volume em que ele ganhe maior presença.

Lucia apenas não continuou a mesma personagem do início da série porque grandes coisas aconteceram a ela, que repercutiram em consequências que, querendo ou não, trouxeram a ela coisas ainda maiores e especiais. Ela está se tornando mais agressiva e voluntariosa, mas de uma forma que ainda não é a extensão de seus pensamentos e ponto de vista no capítulo, a mesma coisa que ocorre a Jonas. Assim como ele, esperemos que isso melhore no próximo volume.

"- Ouvi rumores – a menina sussurrou, impressionada – sobre o que você é capaz de fazer.
A menina perturbava muito mais do que uma simples ratinha deveria.
- Rumores que eu sugiro tirar da cabeça antes que criem dentes afiados e devorem você.
A menina empalideceu.
- Sim, vossa graça.
- Traga o meu irmão aqui. Apenas o meu irmão.
Quando a ratinha saiu apressada, Lucia ficou chocada com grosseria de suas palavras. Ela normalmente tratava os criados com muito mais gentileza. O que estava acontecendo?"

Ainda, recebemos novos pontos de vista de outros personagens durante os capítulos, o que nos permite enxergar um ângulo da história que não vimos no livro 1. Como a Rainha Althea, o Rei Gaius, e uma nova personagem Lysandra. Por enquanto Lysandra não mostrou uma atitude muito relevante para a narrativa, além de ser outra rebelde cuja família morreu por causa do Rei e que busca, também, por vingança. Creio que o motivo para ela aparecer de forma tão presencial no livro 2 será revelado logo em seguida e espero que toda a raiva que ela demonstra, seja canalizada para ela virar uma estrategista muito inteligente, pois é o que suas ações indicam.

A narrativa é muito fluida e a leitura muito, muito rápida. Acho que nunca percebi um livro de 400 páginas com uma leitura tão rápida, e a história também facilita muito. Tem bastante ação e aventura, além de política, assim como no primeiro. A evolução da história e para onde ela se encaminha, ou seja, algo muito mais relevante e grandioso, é perceptível desde o início do livro. Sobre a edição, achei a capa mais bonita e interessante do que a primeira, o título também condiz muito com a história. A fonte é ótima para a leitura e as páginas, como sempre, amareladas (YAY!).

A história contém alguns clichês de narrativa e de ações dos personagens, mas ainda vale a pena ler, porque a política e tudo que envolve os três reinos é muito bem construído. Mesmo criando teorias ainda não consegui imaginar um fim concreto para a história. A autora tem muito potencial em mãos, e pelo que ouvi falar, ela utiliza esse potencial com força total nos continuar na série, o que só me deixa mais ansiosa para saber o futuro desses personagens e de todo esse universo.

E aí, você já começou a série e também está ansioso pelo próximo volume?

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/12/resenha-primavera-rebelde.html
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naniedias 19/01/2014

Uma fantasia juvenil que proporciona uma leitura rápida e deliciosa.
Muito bom!

Um primeiro aviso: não leia o segundo livro sem ter lido o primeiro. A Primavera Rebelde é uma continuação direta do que aconteceu em A Queda dos Reinos e o leitor que começar a leitura por esse segundo volume se verá bastante perdido na história, sem realmente entender tudo o que está acontecendo.
Eu li o primeiro em Abril do ano passado e, confesso, já não me lembrava de todos os detalhes. Esse é um medo que sempre me assola quando se passa muito tempo entre as leituras de dois volumes de uma série: não conseguir me lembrar exatamente do que aconteceu no volume precedente. Se você também tem esse mesmo receio, não se preocupe à toa! Morgan Rhodes não fez um resumo do que aconteceu anteriormente, mas de maneira bastante habilidosa (e praticamente imperceptível) a autora vai nos relembrando dos acontecimentos passados.

A narrativa de Rhodes continua extremamente deliciosa. Apesar de ser um livro longo e de fantasia, o que normalmente quer dizer um monte de personagens (e não é diferente nesse caso), a leitura é bastante prazerosa e fluida.
A história é contada em terceira pessoa, passando pelos pontos de vista de vários personagens, da mesma forma que foi feito no primeiro volume. A diferença é que dessa vez os protagonistas são cinco e não quatro. Além de Cleo (de Auranos), Magnus e Lúcia (de Limeiros) e Jonas (de Paelsia), a história ganha Lysandra, também de Paelsia, que ajuda a dar mais ritmo e novos rumos à história.

A parte principal do livro está focada nos problemas políticos da ilha de Mítica, cuja realidade muda totalmente após os acontecimentos narrados na primeira história. Mas, ao mesmo tempo, há ainda aquela pitada de magia e fantasia com os vigilantes e todas as lendas.
Além disso, o livro é entremeado de romance! Assim como no primeiro volume, os hormônios dessa galera bem jovem que protagoniza o livro estão em ebulição e seus sentimentos, muitas vezes confusos, entram o tempo inteiro no meio da história.
Na minha opinião, o livro consegue aliar aventura, fantasia, batalhas, política e romance de maneira mais do que deliciosa.

A Primeira Rebelde não é o final da série. Ainda há muita coisa para acontecer e a autora deixa muitos segredos não revelados no livro.
Apesar disso, porém, ela conseguiu finalizar bem a história desse livro e isso é algo que sempre me agrada muito. Não que a história pudesse terminar nesse segundo volume (tem coisa demais acontecendo!), mas ainda assim a autora foi bastante habilidosa e conseguiu me agradar.

Um livro gostoso, bem escrito, com uma trama que surpreende e delicia.
Uma fantasia voltada para o público jovem, mas capas de agradar à qualquer idade, A Primavera Rebelde é uma excelente leitura!

Nota: 8


Leia mais resenhas no blog Nanie's World!
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gleicepcouto 11/06/2014

A Primavera Rebelde (Seguinte) é a sequência de A Queda dos Reinos, série Falling Kingdoms, da escritora canadense Morgan Rhodes. A quadrilogia, que começou modesta e micro no livro um, desbrava horizontes maiores nesse.

A história se expande, ganhando uma dimensão macro e a autora não deixa a bola cair. Ela poderia ter se perdido com o aumento de informações, tramas e personagens, mas não. Deu conta do recado direitinho e conseguiu escrever uma obra bem superior à anterior. Os conflitos nos reinos são abordados de modo eficaz e ela não poupa mortes e rebeliões e traições - claro que tudo dentro do limite do público alvo do livro.

Não só o desenvolvimento da trama foi uma agradável surpresa, mas também o amadurecimento da narrativa da escritora. É notório o modo firme e consciente com que ela conduz a sua história. Percebemos que esse volume foi pensado antes de escrito e as palavras cuidadosamente escolhidas.

Os deslizes cometidos no primeiro livro, como o amor zaz! e outros, não acontecem em A Primavera Rebelde. Na verdade, todas as personagens passaram por um upgrade que uau! Essa diferença vemos mais claramente nos protagonistas, enquanto que alguns secundários poderiam dar adeus à trama, pois não acrescentaram muito a ela (#MorraNIC).

Cleo teve a mudança mais significativa: de mocinha mala e birrenta, virou uma menina-mulher decidida, mesmo com seus momentos difíceis. Magnus continua ocupando o posto de melhor personagem da obra e, de lá, não parece sair tão cedo. Algumas vezes, porém, Jonas mostra indícios de potencial: cresceu na série e virou queridinho também. Só a Lucia que foi mal aproveitada e ficou meio perdida. Quero dizer, ela ficou boa parte do livro limitada a um cenário e condição apenas. Acredito, porém, que terá um destaque maior no próximo volume.

A Primavera Rebelde ainda traz algumas reviravoltas interessantes, afetando a todas as personagens. É interessante ver como as histórias estão intricadas e acontecimentos que pensava que não repercutiriam para outras pessoas, fizeram a diferença sim. O final do livro reserva uma dessas surpresas - o que só me faz ficar curiosa para o desfecho da série.

O trabalho gráfico ainda continua de ótimo nível, com a bela capa e, internamente, um índice com os nomes das personagens e também um mapa do reino.

Resumindo: com o ótimo desenvolvimento de A Primavera Rebelde, só posso acreditar que os livros seguintes ( o #3 chama-se Gathering Darkness, enquanto que o #4 ainda não tem título definido) serão ainda melhores. ;)



site: http://murmuriospessoais.com/resenha-a-primavera-rebelde-morgan-rhodes-cialetras/
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Tamirez | @resenhandosonhos 21/08/2018

A Primavera Rebelde
Se você viu minha resenha do primeiro livro, A Queda dos Reinos, deve ter notado que ele foi um livro que acabou decepcionando um pouco. Havia tamanho buzz em volta dessa série pelos booktubers que eu acompanhava que eu fui esperando algo espetacular e encontrei uma história que possuía um background legal, mas que era quase que completamente destruída pelo romance desenvolvido em cima.

Em A Primavera Rebelde a coisa evoluiu um pouco, mas não o suficiente para fazer com que eu me apaixonasse por essa trama. O cenário aqui já é completamente diferente, e a única coisa que permanece é a manipulação de Gaius sobre os outros pra conseguir o que ele quer.

Cleo, que é a personagem que mais me irrita, por sua postura pouco sintonizada com a realidade, tomou alguns tapas na cara, e deu uma melhorada, porém ainda longe do ideal. Ela agora é uma prisioneira no castelo e deixou de ser prometida a Aron, para agora se voltar para Magnus, selando as duas casas, como se os Limeiros não tivessem sangrado sua posição até ali. Mas, ela facilmente também consegue dar suas escapadelas, e isso tira um pouco do crédito de seu martírio.

Magnus é o personagem mais conflituoso do livro. Enquanto ele quer manter-se nas graças do pai e mostrar o seu valor, como já havíamos visto no primeiro livro, ele também quer trilhar o seu próprio caminho, pois sabe que nem tudo está correto ao seu redor. E é ai que seu conflito se instaura. Como agradar um homem impiedoso e sanguinário quando não se concorda com todas essas posturas. Ou, pior ainda, casar-se por negócio, quando ele conhece o amor, e o mantém aceso, ainda que nada incentivado, pela irmã Lucia. Nesse livro ele vai atuar também pelas beiradas, principalmente no final, tomando algumas decisões por si, independente do que o pai possa querer ou não.

Porém, mesmo com tudo isso, ele é um personagem que não se encontrou ainda e que é muito volátil aos olhos dos leitores. É difícil saber que caminho ele vai tomar, não porque Magnus é misterioso, mas sim porque ele parece também não saber, até a hora que dá o primeiro passo.

“Houve um tempo, não muito distante, em que jonas olhava pra ela como se fosse uma criatura odiosa e mimada que precisava morrer. Agora ainda havia muita suspeita em seu olhar, mas também uma ponta de interesse, como se estivesse curioso a respeito de seus planos, agora que ela estava noiva do filho de seu maior inimigo.”

Jonas virou o galã salvador. Ele, sem nenhuma grande explicação, agora coordena os rebeldes. Mas, mesmo sendo um líder, sempre tomas as piores decisões. Muitas delas pautadas por sua atração por Cleo. Tirando o fato de que ele consegue entrar e sair sorrateiramente do castelo de forma muito fácil. Além disso, foram inseridos aqui outras “adoradoras” para o seu fã clube, algo completamente desnecessário. Já sabemos que ele só tem olhos para a Cleo, pra que apresentar esses triângulos quando é óbvio que não vai dar em nada.

E, falando em não dar em nada, teremos outros personagens inseridos nesse livro. Porém, ao invés de serem bem trabalhados e virem a acrescentar de forma positiva na história, parecem ter sido colocados aqui apenas para morrerem em algum ponto da narrativa. E ai que entra a pegadinha, pois se eu mal consegui sentir empatia por um personagem avulso, como que vou sentir sua morte?

No final da trama temos um ameaço de morte, e confesso que pensei: nossa, isso vai ser interessante! Seria a primeira morte realmente significativa e sentida pelo leitor. Mas foi apenas uma ameaça. O que fica é que Morgan Rhodes não quer arriscar o pescoço, e para tal só tenta causar choque com a perda de personagens desinteressastes ou que não acrescentam, surtindo portanto, zero efeito.

Lucia, apesar de apagada, também tem seus capítulos. E vemos através dos olhos dela uma interação inusitada se desenvolvendo. Seu “coma”, no entanto, parece ter bem mais significado do que um primeiro olhar pode apontar, e esse é um dos pontos positivos do livro.

Não posso ignorar que tanto Cleo quanto Lucia evoluíram em suas visões de posição no mundo. As garotas passam a entender que seu papel não é apenas existir e sim agir. Há um papel a cumprir, uma importância, um caminho. Há amadurecimento, mesmo com a permanência de defeitos. Afinal, não é possível simplesmente apagar o erros e propor personagens novas sem uma evolução gradual.

A escrita da autora é muito fluída e os livros são fáceis de ler. Em A Primavera Rebelde me vi mais conectada e tentando me importar um pouco mais, apesar das falhas que ainda estão presentes. Sei que essa série é queridinha de muita gente, mas eu ainda não captei todo esse amor.

Minha birra maior vai ser sempre o desvio da trama principal da magia, da tríade e da política, para encontros furtivos, olhares tensos e briguinhas de casal, mesmo o casal nem sendo casal ainda. E há toda uma graça em “não, você é meu inimigo”, quando todo mundo já imagina que vai rolar romance. Podem parar com o drama, todo mundo já está ligado e ansioso pra passarmos dessa fase.

Eu já li A Ascensão das Trevas e adianto que a coisa melhorou consideravelmente e é o que me motivou a dar continuidade à história. O que eu espero daqui pra frente é que as relações se firmem, para que possamos dar mais atenção a trama fantástica e política, que é o que eu acredito ser o mais interessante.

site: http://resenhandosonhos.com/a-primavera-rebelde-morgan-rhodes/
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Bianca 30/06/2018

Comentário: A Primavera Rebelde
Minha história com a série A Queda dos Reinos é bem recente, uma vez que comecei a lê-la em janeiro deste ano. Contudo os quatro primeiros livros estavam parados na minha estante já fazia um bom tempo. Sabe aqueles livros que você têm, mas acaba sempre deixando para ler depois? Era o que acontecia comigo e com essa série.

Ainda bem que mudei isso e pude conhecer essa história que envolve um continente, três reinos e quatro personagens principais. Em A Primavera Rebelde, segundo volume da série, senti que a Morgan Rhodes conseguiu profundar seu mundo fantástico, suas tramas e seus personagens dando-lhes mais detalhes, mais construção. A escrita da autora permaneceu fluida, objetiva e simples, o que permite ao leitor uma maior compreensão da fantasia.

No que se refere aos protagonistas, a minha opinião só se alterou em relação à Cleo. Me irritei muito menos com ela nesse segundo livro, também achei que ela evoluiu, se tornou mais consciente do que está ao seu alcance de mudar ou não. Continuo sentido que a Lucia ainda não mostrou quem realmente é. Ela tem um grande potencial pelo papel que possui na história, porém ele ainda não foi atingido.

Acreditei que em A Primavera Rebelde gostaria mais do Jonas, no entanto isso não ocorreu. Meus sentimentos pelo jovem persistem os mesmos, o acho chato e ele me irrita o tempo todo. Já o Magnus, permaneceu meu favorito! Ele não é perfeito, tem várias faces e, para mim, sem dúvidas, é o melhor personagem! Se no primeiro livro vemos mais seus pensamentos, aqui vemos suas ações.

Não posso dizer que a história não teve pontos negativos, porque teve e por sinal foram os mesmos de A Queda dos Reinos, surgimento de sentimentos rápidos e o Jonas. Todavia A Primavera Rebelde me envolveu tanto, me conquistou tanto que os aspectos que incomodaram ficaram pequenos quando comparados ao quanto que gostei e me surpreendi com a história! Por isso, A Primavera Rebelde ganhou 5 Estrelas!

site: https://www.instagram.com/estantevioleta/
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LAPLACE 03/06/2016

Primavera Sangrenta
Mítica agora é governada por apenas um rei, ou melhor, um tirano. Gaius Damora subiu ao trono absoluto derramando sangue de inocentes e daqueles que julgaram tê-lo como amigo, e espalhou seu exército por Paelsia e Auranos para manter todos subjugados sob seu poder e para eliminarem quem se atrever a ficar em seu caminho, enquanto dá início a sua busca pela Tétrade.

Cleo, a única sobrevivente da família Bellos e herdeira do trono de Auranos, é mantida prisioneira no palácio que um dia chamou de lar, e precisa passar a imagem de que aprova o governo de Gaius e aceita os planos que o rei faz para ela, de modo que seu povo não sofra, assim como deve tolerar a convivência com a família Damora, que matou todos a quem princesa amava.

Magnus segue como braço direito de seu pai, aprovando os caminhos traçados pelo rei, mas no fundo seu coração se enche de uma raiva cada vez maior por Gaius, por todos os testes e sofrimento que ele ainda o faz passar, como tratar sua querida irmã Lucia — que permanece em coma desde a batalha em Auranos semanas atrás — como uma arma e não uma filha.

Contudo, nem todos estão acatando as decisões do novo governante e se deixando intimidar por suas ameaças. Escondido em meio às Terras Selvagens, Jonas acompanha os rumos do reinado de Gaius enquanto lidera um pequeno grupo de rebeldes que pretende derrubar o déspota e devolver a independência aos reinos de Mítica.

Querem saber o que acontece? Então corram para ler o livro!

***

A Primavera Rebelde poderia facilmente se chamar A Primavera Sangrenta pelo tanto de sangue que a Morgan Rhodes derramou nesse volume. Sério, eu estou me perguntando se até o final da obra algum personagem estará vivo, porque a coisa está tensa.

O segundo livro deu um bom up na história e nos personagens. Com certeza o fato de estarmos familiarizados com esse universo e a maioria de seus personagens ajudou bastante, isso faz com que nos aproximemos mais deles, criemos empatia e os conheçamos ainda melhor.

A autora continua desenvolvendo bastante os personagens e seus conflitos, e Magnus segue disparado como o meu favorito. A jornada que está sendo traçada para ele é genial. É clichê, eu sei, estamos cansados de ver príncipes malvados, que no fundo são bonzinhos, mas as provações da vida não o deixam externar seu lado humano, mas a caracterização do Magnus, suas reações e falas estão muito bem elaboradas. Eu mal posso esperar pelo momento em que ele não irá mais tolerar tudo que tem ocorrido e vai se rebelar, porque com certeza isso acontecerá, é coisa demais para ele continuar aturando de cabeça baixa.

Agora nem todos os personagens estão me deixando satisfeitos em seu desempenho. Jonas, por exemplo, está me decepcionando. Não me refiro aos planos que ele andou traçando, mas sim ao total esquecimento por sua irmã e seu pai. Pelo que me recordo da leitura, em nenhum momento ele pareceu se importar com ambos. Ele sabe que todo o seu povo está sendo forçado ao trabalho escravo e que os que se rebelaram foram mortos, e mesmo assim em nenhum momento ele se incomodou em saber o paradeiro de sua família, nem ao menos vemos isso em seus pensamentos. Há momentos em que ele menciona seus familiares, mas não vemos algo como: “E minha irmã e meu pai? Estarão vivos ainda?”.

Esse não foi o único ponto que me deixou descontente. O outro foi o mapa. Há um mapa de Mítica em cada volume, e o mapa de A Primavera Rebelde sofreu sérias mudanças em relação ao de A Queda dos Reinos. A qualidade da imagem está melhor — obrigado Seguinte por isso —, mas surgiram rios onde antes não havia, lagos foram aumentados e uma fileira inteira de montanhas foi substituída por um imenso lago em Auranos.

Imaginei que, com os acontecimentos da história, esses detalhes seriam ressaltados na trama. O continente de Mítica está passando por sérias mudanças devido ao que vem ocorrendo e ao sumiço da Tétrade, e eu pensei que essa alteração no mapa se daria por causa disso, mas ninguém disse nada, então acredito que simplesmente fizeram mudanças na ilustração. Talvez até tenham feito o desenho errado no primeiro livro e consertaram agora, vai saber. E alguns podem considerar irrelevante, mas sim, isso me incomoda.

Mesmo assim, fiquei muito satisfeito com o rumo que a história tomou, e estou muito curioso para saber o que nos aguarda no volume 3. Tem tanta coisa que eu gostaria de comentar, mas não posso ou vocês me matam, devido aos spoilers.

Sobre alguns pontos que destaquei na resenha de A Queda dos Reinos, queria de dizer que ainda acredito que poderíamos ter deixado para ver os vigilantes apenas agora, e gostei bastante porque os personagens adultos se sobressaíram mais em relação aos mais novos nesse livro 2. Isso ficou mais visível e melhorou a história como um todo, porque os adultos possuem cargos mais elevados, na maioria dos casos, então é mais do que necessário que eles demonstrem um poder e autoridade superiores.

O que posso dizer é que vale a pena ler A Primavera Rebelde. O ritmo da trama e a interação entre os personagens estão muito bons, e a narrativa fechou de uma forma que o próximo volume promete muita coisa. Mas muita coisa mesmo.
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Michelly 17/01/2014

"Como Magnus esperava não houve vitória verdadeira naquela morte. Apenas o vazio."
Se A Queda dos Reinos é bom, A Primavera Rebelde é ainda melhor! Nesse segundo volume da série a vida dos principais personagens mudou completamente desde sua primeira aparição.
Cleo foi a única da família real de Auranos que conseguiu escapar com vida ao ataque dos limerianos. Prisioneira do Rei Sanguinário, Cleo ainda precisa lidar com a morte de sua irmã, de seu pai e de Theon. A única lembrança que a garota guarda é um anel, presente que seu pai lhe deu antes de morrer.
Magnus está cada dia mais decidido a conquistar a confiança de seu pai, porém o príncipe sabe que os métodos do Rei não são os mais justos, o que o deixa em uma posição complicada: agradar ao pai significa ceder às suas maldades, agir com a bondade que manda seu coração significa mostrar ao pai que ele não é digno de herdar o trono. Além disso, Magnus ainda luta contra o que sente por Lucia, sua irmã adotiva, que já deixou claro que só o ama como a um irmão.
Lucia está desacordada desde que derrubou os portões do castelo com sua magia. Durante o sono ela começa a ter encontros com o misterioso Ioannes, por quem acaba se apaixonando. Porém, há muito mais mistérios nesse "coma" da princesa do que todos imaginam...
Jonas é o líder de um grupo de rebeldes que se prepara para atacar o Rei Sanguinário e tomar o castelo. Seus sentimentos com relação à Cleo mudaram desde quando ele a conheceu e hoje ele tem certeza de que ela é uma prisioneira em seu próprio castelo, enquanto todos os outros acreditam que ela realmente se juntou ao homem que tomou o trono de seu pai.

A narrativa é repleta de ação e reviravoltas, contando, inclusive, com momentos surpreendentes, daqueles que a gente pensa: e agora?!
Agora que o Rei Sanguinário conquistou Mítica por inteiro, ele conta com uma nova e misteriosa conselheira, Melenia, que o visita em sonhos. De acordo com as determinações da mulher, o rei esá construindo uma estrada que passará por toda a ilha, indo do templo de Cleiona ao templo de Valoria, passando pelas Terras Selvagens. Todavia, muito sangue está sendo derramado para a construção dessa estrada, principalmente de paelsianos que foram escravizados e trabalham exaustivamente, até a morte.
Só que poucos sabem que isso está acontecendo, sendo que o resto da população de Auranos e Limeros acredita que o rei é um homem justo e conciliador. Jonas e seus rebeldes são alguns dos poucos que sabem quem é, realmente, seu monarca, porém a aventura dele como líder de uma revolução não está indo muito bem... Jonas ora peca pela falta de atitude, ora peca por tomar decisões impensadas, colocando em risco o grupo todo.
Cleo e Magnus têm seu casamento anunciado pelo rei, para surpresa de todos, inclusive deles mesmos. Além dos próprios noivos, quem não fica muito satisfeito com isso é o insuportável Aron, que fará de tudo para impedir esse casamento, até contar o segredo que Cleo tanto esconde.

Nesse livro, Lucia é meio que deixada de lado, porém acredito que as pequenas aparições da princesa serão muito importantes para o futuro da série. O capítulo em que ela e Cleo se encontram pela primeira vez é espetacular, e deixa claro que, como diria Beyoncé, quem manda no mundo são as mulheres. Magnus continua genial, me conquistando mais a cada página, principalmente no final. Ainda não gosto de Cleo que, pra mim, é mimada e egoísta. Já Jonas parece uma criança brincando de guerra. Sinceramente, aquilo ali não é líder rebelde nem aqui, nem lá em Mítica... Ele é inocente a ponto de acreditar que 30 rebeldes mal treinados darão conta de uma guarda real experiente. Sério, gente, deu até dó de ver ele brincando de ser líder.
Aí eu preciso falar sobre uma nova personagem, Lysandra. Ela perdeu os pais em um incêndio provocado pelo homens do rei e não sabe se seu irmão está vivo ou morto. Assim, ela se junta à causa rebelde. Lysandra mostra que uma garota pode ser muito útil em uma guerra e, além de excelente no arco e flecha, a garota é inteligente e esperta, o que a levaria a ser uma líder bem melhor do que Jonas.

Mais uma vez os personagens terminam totalmente diferentes da forma que começaram, e a história só tende a melhorar cada vez mais.
Os capítulos, dessa vez, não levam os nomes dos reinos, mas sim dos personagens, o que vocês já devem saber que eu adoro! Pra mim, é a melhor forma de divisão de capítulos, assim podemos ver vários aspectos de uma mesma história.
A narrativa de Rhodes continua fluida, a história fica cada página mais interessante e as mortes de personagens importantes continuam nos chocando.
Resumindo, gostei muito de A Queda dos Reinos, mas A Primavera Rebelde me deixou viciada na história! O único problema é que agora tem mais uma série a qual preciso controlar minha ansiedade e esperar pelos próximos volumes. Fazer o que se essa é minha sina...

http://maisumapaginalivros.blogspot.com.br/
Mais Uma Página
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Robson 16/01/2014

Mais um sofre a maldição do segundo livro!
Morgan Rhodes e o universo fantástico de Mitica haviam me conquistado meses atrás, com a promessa de uma revolução sangrenta, cheia de magia e respostas sobre as questões em aberto deixadas no primeiro livro. Como sempre digo em minhas resenhas, expectativa demais na maioria dos casos gera uma decepção do mesmo tamanho.
Morgan retorna a narração de sua história pouco tempo depois dos fatos ocorridos no fim de “A Queda dos Reinos”, retratando uma Mitica em caos com seu novo Rei e o rastro de sangue que ele deixou ao conquistar o reino de Auranos. Até certo ponto, Rhodes segue sua história no mesmo ritmo deixado pelo anterior, mas aos poucos é possível perceber que a autora vai se perdendo dentro do próprio enredo. Os pontos de vista criados no primeiro livro já bastavam para que a história pudesse fluir sem confundir o leitor, mas a autora acabou por inserir muitos outros (por vezes desnecessários para o desenvolvimento), tornando a leitura cansativa e confusa.
“A Primavera Rebelde”, que prometia não ser somente uma sequencia, acabou por me decepcionar bastante em questões de desenvolvimento. A autora pecou bastante nessa parte, tornando a história repetitiva e arrastada boa parte do livro, com os dilemas de todos querendo o poder da tétrade (será que alguém deseja amor, amizade ou qualquer outra coisa que não seja poder nesse livro?) e a tentativa incessável dos rebeldes de conseguirem derrubar o rei. Eu esperava por uma guerra, por mais magia tirando a parte dos rebeldes e alguns deslumbres de magia, não tive nada disso.
Morgan Rhodes deixa de desenvolver seus personagens para inserir novos e descartáveis. Os personagens não evoluem a partir do ponto no qual foram deixados, isso só começa a ocorrer na segunda metade do livro, quando a autora aparenta ter se reencontrado dentro da trama. Poucos me agradaram neste segundo livro e eles foram Magnus e Cleo, os dois foram os únicos que aparentavam entender o que estava ocorrendo ao seu redor e buscaram mais formas de lidar com seus problemas de maneira correta. Ainda no quesito personagens, não se apeguem muito, Morgan deve ter pensado que sua caneta era uma espada e aos poucos mata seus personagens, grande motivo pelo qual fiquei perplexo dela ter adicionado tantos outros.
Foi somente no final que Morgan Rhodes retornou aos trilhos, nos trazendo algumas respostas bastante esperadas e criando novas situações para o final da série. A autora cria twists e cliffhangers fortíssimos que fizeram uma faísca de esperança surgir em meio a toda a decepção. A narrativa de Morgan nesse final realmente recuperou todo seu brilho e me deixou um pouco mais ansioso. A única pergunta que restou foi: Você conseguiu salvar um pouco de seu livro, posso ser confiante e esperar algo bom do próximo?
Nem preciso citar que a edição da seguinte está linda, preciso? A editora manteve o mapa do mundo criado por Rhodes e isso nos ajuda muito durante a leitura. Tirando a lista de personagens essenciais (ou quase) para a trama, que varias vezes me salvou de uma imensa confusão.
Se você já leu o primeiro livro, com certeza deve dar uma chance para este, agora me contem, já leram?


site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha/resenha-primavera-rebelde-falling-kingdoms-2/
Williandv1 20/04/2017minha estante
Por isso decidi não continuar a série. Boa crítica


Robson 02/05/2017minha estante
Obrigado Willian




Psychobooks 21/07/2014

Resolvi continuar acompanhando a série mais por curiosidade, porque o primeiro livro não havia me surpreendido tanto assim. Felizmente, não posso dizer o mesmo desse, e tive que tomar cuidado ao manuseá-lo por causa da quantidade de sangue que escorria das páginas.

- Enredo

A Primavera Rebelde começa de onde A Queda dos Reinos parou: o rei Gaius, de Limeros, ocupou o castelo do rei de Auranos e agora detém o poder sobre todo o reino de Mítica. Ele é conhecido como Rei Sanguinário e não pensa duas vezes antes de matar as pessoas que se opõem a ele, mas isso não impede a formação de um grupo rebelde, liderado por Jonas. Enquanto isso, Cleo está tentando encontrar pistas para recuperar a magia perdida, Lucia luta por sua vida após usar sua magia para ajudar a ocupar o castelo de Auranos e Magnus, como herdeiro do trono de Mítica, faz de tudo para agradar o rei Gaius.

- Desenvolvimento do enredo e Narrativa

No primeiro volume da série o ponto de vista era dividido por reinos; aqui, é dividido por personagens. Acompanhamos principalmente Jonas, Cleo, Lucia e Magnus, mas alguns capítulos trazem a perspectiva de outros personagens importantes para a história.

Se o volume anterior já era sangrento, esse consegue ser ainda mais. O rei Gaius leva sua crueldade às últimas consequências e não poupa quem estiver em seu caminho. Guiado por uma conselheira, ele dá início à construção de uma estrada com o pretexto de unir os três reinos de Mítica, mas que na verdade permitirá que ele encontre a magia perdida e consolide seu poder de uma vez por todas. Cleo também deseja encontrar essa magia, mas para retomar seu trono de direito, e acaba se aliando a Jonas com o objetivo de derrubar o rei. No entanto, ela é forçada a se casar com Magnus e sofre constantes ameaças do rei. Por fim, Lucia percebe que sua magia fica mais poderosa a cada dia e luta para controlá-la.

- Personagens

Nesse volume conhecemos alguns personagens novos: Lysandra, paelsiana que vê sua vila ser destruída, acaba se juntando ao grupo rebelde de Jonas; Brion, amigo de Jonas que apareceu brevemente no primeiro volume, nesse ganha mais espaço por ajudar Jonas na liderança dos rebeldes; Ioannes e Melenia, seres imortais que ainda possuem magia e vivem no Santuário, interagem com os humanos para auxiliá-los em seus objetivos.

- Conclusão

Fico feliz que esse volume não tenha sofrido a maldição do segundo livro e acabei gostando mais dele do que do primeiro. O ritmo da narrativa continua acelerado, tem sempre algo acontecendo, e aqui há mais derramamento de sangue e conspirações. Há cenas que se assemelham a certos acontecimentos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, então, se você gosta do estilo, pode se jogar (lembrando que essa série é mais juvenil)!

"Faremos o que for preciso para conseguir o que desejamos, e acabaremos com quem entrar em nosso caminho, seja quem for. Sem consciência nem remorso."
Página 111


site: www.psychbooks.com.br
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Isadora 31/05/2017

Irregular, mas finaliza muito bem
Achei esta leitura irregular.

Até 40% o livro se provou entediante. Nada de muito interessante estava acontecendo. Eram parágrafos para encher páginas e justificar os 6 livros da série. Desnecessário.

Aqui temos novos casos de amores loucos e desvairados, após 2 ou 3 encontros. Para que serve isso? Para que se utilizar disso?

Ao meu ver, a trama se torna mais pobre e frágil quando o autor não se dá ao trabalho de criar um relacionamento. Parece preguiça de nos apresentar uma nova trama.

Por outro lado, o desenvolvimento de tramas existentes, como a de Magnus e Cleo, deixa a história mais interessante, pois quem não deseja ver um anti-herói sofrido alcançar redenção e paz, não é mesmo?

Essa série também parece disposta a criar triângulos ou quadrados amorosos diversos e inumeráveis.

Cleo + Jonas + Magnus

Jonas + Cleo + Lysandra + Phaedra

Magnus + Lucia + Cleo

Lucia + Ioannis + Magnus

Isso realmente dá um nó na cabeça.

Tenho certeza que no livro 3 vou acrescentar alguns "+" ao lado dos nomes.

Faço aqui uma especial observação ao fato de que Lysandra está se mostrando insuportável e grosseira. Totalmente desinteressante.

E Jonas é o personagem mais despreparado para liderar que existe.

Após os 40% entendiantes, o livro dá uma guinada e fica muito bom.
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Layla [@laylafromthebooks] 03/04/2016

Se inspire na primavera e venha ser rebelde durante a leitura deste livro maravilhoso!
"Às vezes, para recobrar a sanidade, era preciso reconhecer e aceitar a loucura."
--
Terminei A Primavera Rebelde, ou pelo menos li até a última página, pois o livro ainda não terminou comigo. Fui tomada sem consciência para dentro da estória e só voltei a mim quando a página de agradecimentos apareceu.

O que, basicamente, compõe um livro? Eu acredito que são os personagens, o enredo e a escrita do autor. Morgan Rhodes não é nenhuma poeta, mas encanta e prende o leitor, como num feitiço, a não largar o livro de jeito nenhum. Na manga dela há uma dúzia de personagens carismáticos, todos muito bem criados e cheios de características próprias. É inevitável escolher alguns favoritos nesse percurso Cleo, Magnus, Jonas e Lucia foram acolhidos em meu coração de um jeito assustador. Principalmente o Magnus. Percebi durante a leitura que esperava pelos pontos de vista deles de modo desesperador. E, quanto ao enredo, há duelos políticos, magia, interesses egoístas e genuínos. Uma obra esculpida em anseios humanos e crenças.

Um livro que merece ser lido.

Nesta sequência de A Queda dos Reinos, desafio vocês a largarem o livro antes de chegarem ao final. Quem conseguir terá a minha eterna admiração.

site: https://www.instagram.com/laylafromthebooks/
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