A Metamorfose

A Metamorfose Franz Kafka




Resenhas - A Metamorfose


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Duu 23/01/2021

A Metamorfose, Franz Kafka.
A Metamorfose foi meu primeiro contato com a Literatura Kafkiana, mas já é segunda vez que leio esse livro. A primeira leitura foi apenas por curiosidade em relação ao enredo, dessa vez li porque faço parte de um grupo de estudos de Clássicos da Literatura Ocidental e estamos estudando a novela mais célebre do Kafka e uma das mais importantes da história da literatura.

A princípio, a narrativa é um pouco confusa, já que sem nenhuma ?apresentação?, o autor nos coloca diante do protagonista Gregor Samsa, transformado em um inseto monstruoso. A partir disso, os fatos são narrados com um realismo inesperado, Gregor nos conta calmamente tudo que sucede a transformação dele e, mais, com uma tranquilidade que nos sufoca.

A Metamorfose nos apresenta as consequências reais no caso fantasioso e, ao mesmo tempo, com um senso de humor ao que é trágico e cruel na sociedade humana.
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Nathan Oak 23/01/2021

Certa manhã, ao despertar de um sonho inquieto...
No começo, foi só um sonho ruim, noite mal dormida. Mal estar às vezes acontece. Logo passa. Passou. Passou o espanto de si para si, para com o novo corpo cascudo, achatado, largo e cheio de pernas quase que autônomas. A metamorfose do primeiro parágrafo (aliás, um dos mais emblemáticos da literatura moderna) se torna um detalhe pitoresco frente à transformação na sociedade familiar. A angústia é tanta que sofremos com a agonia do coitado, que encara uma guerra em cada movimento, por mais simples e corriqueiro que aparente. O relógio que avança lentamente, e a família, que lentamente se transforma junto com Samsa, do normal ao grotesco, no ético e no estético, decorrem das páginas na envolvente e fluida escrita do gênio kafkiano.
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Gabiii 23/01/2021

Em "A Metamorfose", o jovem trabalhador Gregor Samsa acorda um dia transformado em um inseto. Apesar disso, o que mais lhe preocupa é o seu trabalho e a sua família.

É uma história que deixa você pensativo, um tanto incrédulo - a condição de inseto do Gregor já existia, não de forma, mas sim da maneira que ele era tratado pelas pessoas que mais estimava.

Em relação ao ritmo, é uma boa leitura, que fluí muito bem. A escrita também é de fácil compreensão, mas também bonita. É um ótimo livro pra fazer você refletir, e também para ter medo de acordar um dia no corpo de um inseto...
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Gabiii 23/01/2021

Em "A Metamorfose", o jovem trabalhador Gregor Samsa acorda um dia transformado em um inseto. Apesar disso, o que mais lhe preocupa é o seu trabalho e a sua família.

É uma história que deixa você pensativo, um tanto incrédulo - a condição de inseto do Gregor já existia, não de forma, mas sim da maneira que ele era tratado pelas pessoas que mais estimava.

Em relação ao ritmo, é uma boa leitura, que fluí muito bem. A escrita também é de fácil compreensão, mas também bonita. É um ótimo livro pra fazer você refletir, e também para ter medo de acordar um dia no corpo de um inseto...
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Renan Rosa 22/01/2021

Gregor, insento, esquecido ou esmagado
Minha primeira oportunidade de ter contato com as obras de Franz Kafka. A Metamorfose é um livro que prende você desde o começo quando Gregor de sonhos intranquilos acorda metamorfoseado em um insento monstruoso.
Durante a leitura o livro mostra uma correlação com a solidão e depressão e como o diferente é visto pela sociedade
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Duda 22/01/2021

Diferente
O que me chamou mais atenção em relação a esse livro foi o fato do protagonista não se perguntar como que o infortúnio - inacreditável - aconteceu. Ele apenas pensa de maneira prática, ponderando acerca do que pode ser feito a partir das situações as quais ele é submetido. Esse não questionamento do personagem dá ao livro uma atmosfera diferente, surrealista, até.
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Mateus 21/01/2021

Tempo e mudança.
Todos passamos por diversas mudanças ao longo da nossa vida, umas maiores e outras menores. A de Gregor Samsa foi drástica - para dizer o mínimo. Tendo que se adaptar à nova realidade junto com sua família, podemos ver até que ponto as relações familiares e sentimentos como a gratidão e a dependência podem ser dobradas, retorcidos e esfacelados.
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Thaináh 21/01/2021

Remonta às fragilidades do ser humano
A beira o absurdo, no entante é retratado de uma forma que nos leva a impressão de realidade. As temáticas de Kafka são ligadas a incapacidade do ser humano diante dos problemas cotidianos e metamorfose nos evidencia esse lado
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Allan.Monteiro 21/01/2021minha estante
Eu acho que o Samsa não se transforma de fato em um "monstro", talvez o Kafka faz uma metáfora da ideia de como pessoas tratam alguém que não tem mais utilidade sabe? (no caso, ele sustentava a casa)


Allan.Monteiro 21/01/2021minha estante
Tenho vontade de ler "O Processo" do Kafka


Iza 21/01/2021minha estante
simm, pode ser, é como se ele tivesse virado um fardo por agora não conseguir mais ser o provedor da casa


Iza 21/01/2021minha estante
O processo também tá na lista, quero conhecer mais das obras e vida do Kafka




Millena 21/01/2021

Parabenização
Essa nova edição ficou maravilhosa e ainda contem ilustrações! Parabéns a editora!
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Alê | @alexandrejjr 20/01/2021

O desconfortável prazer do estranhamento

Não há muito a dizer sobre o que dito já foi. No entanto, sempre podemos acrescentar. E esse será o esforço deste texto.

"A metamorfose" é um dos poucos livros do mundo que deve ser considerado um clássico, no sentido de ser uma obra que nunca irá terminar de dizer algo aos leitores. Franz Kafka alcançou, através da forma literária, o êxito dos gênios.

Claustrofóbico, agonizante, surreal, irreal, metafórico. Escolha a sua classificação e ela poderá encontrar eco nesta obra. O fato é que o desconfortável prazer do estranhamento presente em "A metamorfose", seja ele físico, psicológico ou existencial, faz com que você saia, se não diferente, no mínimo reflexivo. E isso, meus caros leitores, é o que muda o mundo. Lembre-se sempre: a literatura muda pessoas.

A novela (ou seria um conto?), escrita no início do século XX, é muito mais do que apenas uma simples estória sobre a transformação de um ser humano, Gregor Samsa, em um "inseto monstruoso". É um ensaio conciso sobre a ambiguidade absurda da existência moderna.

Leia Kafka. Releia Kafka. Espalhe Kafka. O inseto monstruoso precisa, mais do que nunca, ser conhecido, principalmente nesses tempos em que a sociedade vive um constante processo de desumanização.
Ana 20/01/2021minha estante
?? que resenha maravilhosa ?


Alê | @alexandrejjr 20/01/2021minha estante
Obrigado por ter lido ela, Ana. ?




Nara 20/01/2021

"Certa manhã, ao despertar de sonhos agitados, Gregor Samsa deu consigo na cama transformado num inseto monstruoso." Comecei o ano lendo esse clássico.
A ideia de ler clássicos sempre me assustava. Parecia necessário muito conhecimento prévio para poder compreender um clássico.

Eu nem sabia o número de páginas nem nada. Também não sabia que eu estava caindo nesse discurso que sempre "elitizou" o conhecimento e criou barreiras enormes para que a gente não se aproximasse da literatura.
Foi então que peguei esse livro.
Enquanto Gregor Samsa se transforma em um inseto repugnante, vamos acompanhando junto a essa mudança, outras novas "intranquilidades" pelas quais passam o nosso protagonista.

Desde suas sensações mais básicas como a maneira com que ele sente o formato do novo corpo, as suas preferências alimentares, suas posições, a disposição dos móveis do quarto... a sua forma de se comunicar.

É incrível essa metáfora sobre o despertar da consciência através do corpo. Nessa narrativa, toda essa nova existência torna político o corpo de Gregor, alterando sua posição social em diversos aspectos - antes era ele quem sustentava a família - e o fazendo repensar toda a sua vida até o episódio.

Os seus laços familiares também transformam-se, quando ele vai se percebendo um peso para família, pela qual sempre trabalhou e lutou para dar condições confortáveis e que agora não demonstrava o mesmo afeto que antes.

Vai tratar sobre o que nos humaniza ou não e quais qualidades definem a nossa sensibilidade superior a de outras vidas, entendidas como menores... É uma leitura que nos faz pensar muito sobre a vida, no quão frágil podemos ser diante de mudanças. Sobre a existência de uma hierarquia que define como vamos dar importância a toda forma de existência... Acho que aprendi o porquê do famoso clichê sobre os clássicos serem atemporais... Porque sempre há tempo para aprendermos através da leitura, novas formas de sensibilidade.

Deixo aqui o trecho que mais mexeu com a minha: "Gregor avançou um pouco mais e manteve a cabeça bem próxima do chão, talvez para que seu olhar cruzasse com o dela. Seria ele um animal, se a música o emocionava tanto?"
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holtzwallund 20/01/2021

Um soco com verbo e predicado, mas sem sujeito
Esse é um daqueles livros que você lê pra ficar triste.

Tudo bem, a tragédia começa com um cara comum acordando um belo dia e virando um monstro, sim, e isso por si só já é bem desagradável. Mas você não demora a perceber que esse não é um livro sobre a metamorfose dele. É sobre a das pessoas ao redor.

Kafka te faz se perguntar qual é o limite entre passar de um membro de um grupo a um fardo repugnante pra todos nele.

Não, não aquela visão vilanesca de ódio que a gente está acostumado a ver, de pessoas que não se conhecem se odiando por serem diferentes. Aqui você tem um cara que é filho, irmão, trabalhador. E gradativamente, sem ter culpa alguma, passa a ser visto como um câncer pra família. Uma vergonha, um nojo, uma âncora segurando todos no fundo do poço.

Gregor é obrigado a ver as pessoas mais próximas se metamorfoseando e revelando faces ocultas e adormecidas que ele nunca pensou em ver nelas, e sentir a amargura cada vez mais profunda nisso.

Tudo isso com uma falta de especificidade que te permite imaginar a transformação no inseto como praticamente qualquer metáfora trágica que você puder pensar, e isso é lindo. Mas também deixa um buraco aberto que poderia ser melhor aproveitado com um direcionamento do autor para uma proposta específica.

Alguns podem argumentar que essa vagueza é a grande genialidade do livro, e há de fato um fundo de verdade nisso, porque ela é interessante e explorável. Mas o que temos aqui ainda é uma metáfora com verbo e predicado, mas sem sujeito, e a impressão deixada é de que uma especificidade maior por parte do autor - orquestrada com a mesma genialidade com que o restante do livro é escrito - poderia elevar ainda mais o poder da narrativa.

O que sobra pra nós é uma carta coringa trágica e ainda poderosa, que pode ser aplicada nas mais diversas reflexões, e isso é belíssimo. Mas vem ao preço de abrir mão de uma proposta clara que poderia nos deixar uma verdadeira e áspera catarse como cicatriz.
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