Piteco: Ingá

Piteco: Ingá Shiko




Resenhas - Piteco: Ingá


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Marco.Escobar 11/04/2019

Mistura genial!
A história mescla lendas importantes brasileiras como o boitatá e o caipora com a aventura de um homem das cavernas que tem muito da leitura e da escrita das pinturas rupestres. Uma constelação de referências que transforma a obra em muito mais que "uma simples história em quadrinhos". É uma imersão num Brasil rico, plural e histórico.
Altamente recomendável.
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Ana 24/03/2018

Essa foi uma das Graphic Novels recentes da MSP que eu mais gostei, por conta do visual da pré-história e do enredo em si, que mistura elementos da mitologia brasileira com as histórias de Thuga, Piteco e companhia, que já conhecemos dos quadrinhos do Maurício de Sousa.
Aqui, Piteco e os demais habitantes da aldeia de Lem precisam migrar por conta do rio que secou, tornando a vida ali impossível. Porém, Thuga, que aqui nessa história é uma respeitada feiticeira, ou curandeira, algo assim, é sequestrada por homens da tribo dos Homens-Tigre. O sequestro de Thuga fazia parte de um presságio da aldeia, e Piteco, Beleléu e Ogra, amigos de Thuga, resolvem ir ajudá-la, libertando-a das garras dos Homens-Tigre, e no caminho, vão enfrentando diversos perigos.
Gostei em especial do traço, é muito realista e lindo demais. Uma graphic novel que dá prazer de ler e reler.
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Mauricio (Vespeiro) 20/02/2018

Não fosse a “lacração” das cavernas, seria melhor.
O ilustrador Shiko é paraibano e sua proposta de homenagem aos personagens clássicos de Mauricio de Sousa levou Piteco e sua turma para o nordeste. Em “Piteco - Ingá”, a inusitada mescla de elementos pré-históricos com a mitologia nordestina chama a atenção desde o início. O interesse cresce à medida que o belíssimo traço se ajusta com perfeição à técnica de aquarela utilizada como finalização. E os fãs de graphic novels não ficarão decepcionados com a excelente diagramação, recheada com desenhos dotados de notáveis expressões em angulações nada convencionais. O título “Ingá” deriva da Pedra do Ingá, monumento pré-histórico do agreste brasileiro, uma pedra entalhada com inscrições rupestres. Shiko ainda traz alguns elementos mitológicos tupiniquins como o Boitatá e o Curupira (que também aparecem em “Chico Bento - Arvorada”), mas a associação descaracterizada de seus nomes e formas enfraquece os personagens.

O roteiro, que costuma ser o ponto fraco da coleção Graphic MSP, mais uma vez não empolga. Resta-lhe tentar ser apelativo, justamente onde fracassa de forma retumbante. O Piteco original é um homem das cavernas, macho-alfa, líder e personagem principal de sua tribo, forte e caçador. Nessa história, tornaram-no um Pithecanthropus nutellis. Coadjuvante em todas as ações, é colocado de lado para (argh!!) “empoderar” as mulheres. Thuga é o centro da história. Ela é a xamã, ela é sexy, ela lidera toda a tribo em busca de um lugar com água, ela se oferece em sacrifício para a tribo inimiga. Depois que todos os homens se acovardam, Piteco e Beleléu tentam resgatá-la. Mas só conseguem com a ajuda das forças místicas da natureza, invocadas espiritualmente por Thuga e Ogra. E quando chega o momento de salvar a Thuga, quem assume o papel principal? Piteco? Beleléu? Não, a Ogra. Celebra-se a “paz mundial” e, por fim, a Thuga - nas entrelinhas - é quem “arrasta” Piteco para a caverna. Bem, menos pior, pois neste ponto já fiquei surpreso por ela não preferir a Ogra...

Nota do livro: 7,06 (4 estrelas).
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Lara 18/12/2017

Arte lindissima!Tem um bom roteiro!As cores combinam com o clima do quadrinho.
O ponto forte dessa HQ é a arte e tb a valorização de personagens femininas fortes como Thuga e a Ogra.O final faz a gente refletir.É um bom trabalho.
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Taty 03/07/2017

Imagens lindas ( desenhos, pinturas, acabamentos), história legal... Parabéns ao Mauricio pela iniciativa "diferente" do habitual. Até meus filhos gostaram ... Fora o acabamento do livro que é impecável.... Resumindo: Amei!!!
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Lucas Canabarro 19/10/2016

Comecei a leitura com a expectativa baixa, não sabendo o que esperar e não entendendo o que estava acontecendo no início da trama. As páginas então voaram, e a arte é tão maravilhosa e agregadora que fizeram com que Ingá se tornasse uma das melhores histórias da Graphic MSP (na minha opinião, claro), e será uma HQ que com certeza darei uma relida num futuro, porque está merece.
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Gláucia 28/09/2016

Piteco: Ingá - Shiko
Nunca gostei do Piteco e foi com esse espírito que iniciei a leitura dessa HQ. Mas a história me surpreendeu positivamente, das que li até agora foi o melhor enredo. Fiquei bem curiosa em conhecer a tal Pedra do Ingá na Paraíba, uma espécie de tesouro arqueológico. O autor misturou elementos que me fizeram lembrar lendas de nosso folclore com um drama vivido no nosso sertão, a seca.
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Carina 03/09/2016

Piteco no Nordeste
Assim como “Laços” e “Magnetar”, o lançamento da história da Turma do Piteco (versão graphic novel, por Shiko) trouxe uma boa releitura dos personagens de Mauricio de Souza. O autor da história foi além de inovar no desenho: há interessantes intertextualidades narrativas, um entrelaçamento da história dos personagens com lendas, mitos e características da região nordestina do Brasil. Vale a leitura.
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Del 17/08/2016

Muito legal essa graphic novel. O traço do Shiko é muito bonito. O roteiro é legal e o mais legal de tudo foi incluir a Pedra do Ingá que de fato existe compor lindamente o roteiro.
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SABRI 10/08/2016

Piteco tem que salvar Thuga de um sequestro feito pelos homens-tigre. O tom da história é sério. Realmente um pouco contrastante com a tirinha do Piteco das revistas da turma da Mônica e que primavam pelo humor leve. Mas ficou incrível como grafic novel. Aliás, todas as publicações desta série são lindas. Vale cada centavo.
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Leitora eclética 31/05/2016

Piteco
Os desenhos são incríveis, a arte criada é muito bem feita, as cores também. A história nos lembra a importância de conservar a natureza, não destruir os rios. O Reino acabou sendo dividido em três: os homens-tigre, a tribo de ur e a de Lem. Esta está sofrendo dificuldades com a seca do rio e resolve se deslogar, mas a Xãma Thuga é raptada pelos homens-tigre. Piteco, Beleléu e Ogra (única guerreira da tribo) enfrentam diversas situações para resgatá-la. O final é bonito, mas não devo contar
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Samuel Simões 26/01/2016

Enche os olhos de ver uma arte tão linda.
A arte é belíssima, o roteiro é muito bom também, e a transformação que o autor deu aos personagens do Mauricio de Souza ficaram PERFEITO! Uma HQ muito boa e que recomendo demais! Essa coleção de MSP é muito fo*&!!
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Núbia Esther 18/12/2015

A corruptela do nome científico Pythecanthropus erectus deu origem ao nome do personagem criado por Mauricio, Piteco, em 1963 para um jornal da cidade de Bauru. E, quando falamos do Piteco, a memória da infância puxa aquelas histórias que tinham como foco a Thuga e sua corrida eterna atrás do amor do Piteco, fato que sempre me fez torcer o nariz para as histórias do homem da Idade da Pedra, Logo, Piteco – Ingá não era uma das revistas do selo Graphic MSP que eu estava ansiosa para conferir, mas, li tantos elogios à releitura do Shiko e a revista teve um sucesso de vendas tão grande, que acabei não resistindo à curiosidade. E a releitura de Shiko, história, arte e cor, produziu um trabalho surpreendente, que me fez ter outro olhar sobre os personagens e concluiu maravilhosamente o primeiro ciclo do selo Graphic MSP.

Shiko é nordestino, nasceu no sertão paraibano, e trouxe sua origem como inspiração para criar essa história. A Pedra do Ingá, inspiração para o pontapé inicial dessa história e que também a nomeia, realmente existe e está localizada no Agreste da Paraíba. Além disso, Shiko também utiliza elementos de lendas brasileiras como o Boitatá e a Caipora, e elementos míticos andinos como o Camazotz, um morcego gigante.

Em Piteco-Ingá, o rio que banha a aldeia do povo de Lem está praticamente seco, e segundo antigas profecias retratadas na Pedra do Ingá, eles precisam ir em busca de outro lugar para estabelecerem uma nova morada. Thuga, a xamã do povo de Lem, está destinada a guiá-los nessa jornada. Uma jornada que Piteco não está afim de esperar. Como caçador ele quer viver livremente, independente à chuvas, antigas lendas, previsões e plantações. E ele está disposto a partir mesmo sem Thuga acompanhá-lo. Contudo, seus planos sofrem mudanças quando Thuga é sequestrada por uma tribo vizinha, e junto com um Beleléu cheio de artifícios e uma Ogra badass eles partem em seu regaste.

Os traços de Shiko são bem detalhistas e a graphic é uma explosão de cores, somente os desenhos e a cartela de tons já garantem um belo espetáculo. Mas, além disso, a trama é interessante, tem os elementos de aventura, mitologia, política e guerra trabalhados na medida certa. E, um grande destaque foi dado às mulheres na história, como xamãs, guerreiras, capazes de lutar e promover mudanças. A história pode até ser de Piteco, mas é Thuga quem rouba a cena e isso não foi nem um pouco ruim. Aliás, o fato da Thuga de Shiko pouco lembrar a Thuga do Mauricio, foi uma mudança muito bem-vinda. Das histórias que já li do selo até agora, esta foi a que atingiu o tom mais adulto e talvez não seja muito indicada para as crianças, por outro lado, tem tudo para conquistar os leitores mais antigos. Seria muito legal ter o Shiko encabeçando outros projetos do selo.

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2015/12/06/piteco-inga-shiko/
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Tatah 03/08/2015

Thuga life!
Juro que achei que "Ingá" seria a adaptação que eu menos ia gostar de todas as lançadas (pelo menos nessa primeira fase) na tal MSP 50 Anos... e no fim foi uma das que mais gostei.

Caramba, que idéia ótima colocar o Piteco no contexto das nossas pinturas rupestres. Mas não só isso, colocar toda uma versão pré histórica dos nossos mitos folclóricos foi igualmente digno, e tudo isso sem perder nem um tiquinho do teor das histórias do Piteco. Ou melhor, não perde o teor e ainda melhorar o que era meio duvidoso. E é aí que entra Thuga e Ogra.

Ao invés da Thuga só querer se casar com o Piteco e a Ogra ser só uma caçadora feiosa que quer namorar e ajuda a amiga, aqui elas praticamente são as agentes da narrativa. Thuga continua querendo se casar com Piteco, ele continua se fazendo de desentendido, e ela ainda "tenta" mais uma vez fazer ele se tocar que a ama - mas por um motivo muito maior. Ogra ainda é uma caçadora, mas looonge de ser feiosa - talvez aqui ao invés de "feia" ela tenha se colocado como "muito parecida com os homens", o que a possa diferir das outras mulheres da tribo (e o que a faz salvar a pele dos rapazes e chutar todas as bundas).

De tudo, o que mais me deixou feliz foi ver que, diferente da história do Astronauta, não se perdeu o humor. Não consigo ver Turma da Mônica num tom absurdamente sério, pra mim destoa num nível que chega a ser errado... então quando você vê Piteco num traço tão lindo como o do Shiko, mas que ainda sobe num bicho pré-histórico e grita YEEAAAHH; ou quando Ogra fica com tanto medo de voar que continua gritando mesmo quando chega ao chão... a criança interior fica até saltitante. :D
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Andressa 16/11/2014

Piteco aos olhos de Shiko
Desde criança amo os gibis da turma da Mônica e todos os trabalhos do Maurício de Sousa. Sou fã dele, queria muito conhecê-lo e agradecer por alegrar boa parte da minha infância (adolescência e, hoje, inclusive). É por isso mesmo que achei essa homenagem fantástica. Maurício merece que sua obra seja prestigiada! Eu não conhecia o Shiko, artista que desenhou e escreveu esse HQ, mas através de Piteco: Ingá pude conhecer seu trabalho e um pouquinho da suas raízes. Achei seus traços fantásticos, tudo belíssimo e em um aquarela vivo, o que me chamou a atenção. Tão lindo que faz bem aos olhos! Gostei muito da estória também, que mencionou a problemática da água - desde os primórdios - e também nos trouxe um pouquinho de romance e realismo fantástico. Piteco não é meu favorito, mas consegui me emocionar e fazer comparações com a essência original dos personagens. Gostei demais e achei digno de coleção!
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