O Livro do Silêncio

O Livro do Silêncio PJ Pereira




Resenhas - O livro do silêncio


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Luiz Araújo 04/02/2014

Dois Mundos de Frustração
Puxa vida, não tenho como descrever a ansiedade que me consumia pelo desejo de ler este livro. Sou um claro defensor das "brasileiridades" e, mais ainda, "baianidades" por ser filho da terra do Nosso Senhor do Bonfim, contudo, assumo ser totalmente leigo e desinformado sobre as questões religiosas do candomblé, umbanda e similares.
A possibilidade de ter acesso a este mundo através de um romance me parecia formidável! Apostei todas as fichas nessa que poderia ser uma maneira saborosa de ser apresentado a esse novo mundo que me fascinava. E que ideia brilhante! Criar um mundo de fantasia mais próximo de todos nós, fugindo dos padrões europeus! Li em alguns lugares na internet inclusive elogios a esse que seria o "Harry Potter com orixás", ledo engano.
Temos que admitir que o marketing que envolveu a produção do livro foi impecável, trailer com narração de Gilberto Gil, contato direto dos leitores com o autor através das redes sociais (afinal, como eu acho que todos deviam ser)... Não era de se esperar menos de PJ Pereira, um expoente na área. Há que se falar ainda da diagramação do livro. Bonito. Uma arte invejável, ainda mais por que tive a oportunidade de obtê-lo com a capa dura, o que o torna ainda mais prazeroso de ler, me incomodando somente a letra excessivamente grande (talvez para aumentar a quantidade de páginas para assemelhar-se aos grandes épicos).
Vencida a análise da produção do livro, vamos à história. Temos uma organização que pessoalmente me incomoda, mas que não há qualquer problema, na organização dos capítulos, variando entre as personagens. Eis então que nos deparamos com o primeiro problema: a narrativa. Nitidamente fica clara que essa é a primeira experiência como escritor de PJ Pereira, que narra de maneira muito simplória todos os fatos, com dificuldades na caracterização dos mesmos e principalmente das personagens, que são tão profundas quanto uma colher de sopa. A abordagem rasteira destes acabam por eliminar qualquer possibilidade de empatia que possa ocorrer com estes. Vemos também uma necessidade de aprofundamento excessiva somente na personagem principal, que nos joga informações continuamente sobre si própria, num exercício narcisista sobre questões que são realmente irrelevantes no contexto e que certamente não seria algo a se compartilhar da forma como é compartilhada com um interlocutor no próprio livro. Posso estar enganado, mas em determinados momentos, a personagem principal parece ser um reflexo do que é ou gostaria de ser o próprio autor, este que parece ter dificuldades de se separar da própria obra.
Sobre os orixás e a mitologia envolvida pelo livro, possui uma abordagem superficial e de difícil entendimento para o primeiro episódio de uma trilogia, fato que, cumpre salientar, se tornou mais claro após ler o Posfácio da própria obra, demonstrando a falta de prática do autor. Destaco também um glossário nas últimas páginas com pouco mais de dez palavras da língua iorubá, que poderiam tranquilamente deixar de estar lá para fazer parte da narrativa, tornando a história muito mais interessante, rica e compreensível.
À obra dou duas estrelas, pela inovação e valorização da cultura afro-brasileira e, ainda, pelo sensacional trabalho de marketing. Espero sinceramente que os próximos capítulos consigam melhorar verticalmente, pois esse tipo de temática e abordagem deve ser incentivada, valorizada e, se de qualidade, servir de exemplo.

Axé.
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Caio 27/01/2014

Enrolado. Mas vai.
Antes de qualquer julgamento, leia a resenha inteira e entenda tudo o que eu digo. Agradecido.

Bom, eu dei uma folheada nesse livro no final do ano passado e parei. A escrita me incomodava e eu estava extremamente ansioso para lê-lo. Acontece que a escrita não fazia jus à minha ânsia, então, parei. Peguei de novo, do começo, e comecei a ler. Sem dar spoiler: O livro conta duas histórias, em paralelo. A intenção é juntar as histórias, obviamente. Nos capítulos ímpares, cartas de um humano comum, conversando com alguém que não sabemos quem é, contando suas aventuras. Nos capítulos pares, uma "aventura" com os seres cultuados pelo Candomblé - Orixás, no caso, mas eles ainda não se tornaram Orixás (o livro deixa isso um pouco confuso, dando apenas uma frase antes do prólogo para você identificar isso).
A questão é: o cara pega vários mitos que existem dentro do Candomblé e dá umas mudadas, pega os Orixás como personagens e conta a história de um jeito dele. Apesar de me incomodar, não achei ruim. Eu sabia que a história era assim desde o começo e, a princípio, achei genial. O meu problema com o livro, na verdade, nem é a parte dos Deuses. Meu problema é: O Newton (o humano que escreve para esse alguém que não sabemos quem é) é INSUPORTÁVEL. Nos Agradecimentos do livro, o autor diz que uma pessoa disse a ele que o personagem era insuportável e ele o mudou. IMAGINO COMO ERA ANTES. Pq ele é extremamente chato e dono de si, com comentários machistas e dá vontade de socá-lo várias vezes. Os capítulos pares, quase todos, valem a pena. Os capítulos ímpares começam a ficar interessantes quando FINALMENTE são relacionados com os capítulos pares - e demora muito. Sinceramente, vi como enrolação grande parte do que ele conta, a princípio. Cortaria metade. Talvez, só talvez, seja necessário para "links" com o resto da trilogia. Mas eu realmente duvido.

Em suma, o livro é arrastado em algumas partes, mal escrito em outras (acho que o autor se enrola em umas partes numa tentativa de "escrever bonito", e eu identifiquei um pequeno problema de continuidade), e quem tem "problemas com atenção" não vai conseguir ir muito longe com ele - pq a escrita me perdeu em VÁRIOS momentos. Apesar da nota baixa, recomendo, e vou acabar lendo os outros dois - que ainda não foram lançados. O final acabou ficando melhor e eu quero saber qual rumo essa história vai tomar e vou dar chance para a trilogia. E prevejo que as notas irão ficar maiores. Desculpem-me qualquer erro de escrita. E, sim, sou da religião, apenas para embasamento.
Letícia M. 31/05/2014minha estante
Caio, tenho muito pouco contato com a religião, apesar de grande respeito e curiosidade, e minha impressão do livro foi bastante similar à sua. Confesso um grande alívio em ver que um resenhista homem também sentiu desconforto com o machismo presente no protagonista sem a menor necessidade (sou feminista e cheguei a evitar tocar nesse ponto em minha resenha por estar acostumada a ter desprezadas minhas reclamações nesse sentido).
Fiquei curiosa, no entanto, quanto ao erro de continuidade que você mencionou. Creio que a mim passou despercebido, talvez pela quase nenhuma empolgação que a leitura me despertou, de maneira que simplesmente não me apeguei a muitos detalhes - é difícil se apegar aos personagens, que dirá aos detalhes...
Qual foi o problema de continuidade que você identificou?


Alan 16/11/2015minha estante
Suas palavras me ajudaram bastante, já que planejo publicar um livro. Mas sou muito mais despreparado que o Newton já que sou da área de TI, apesar de escrever fanfics desde 2007. Acho que o meu problema é ter ideias demais que não se conectam. Talvez por isso eu não vá conseguir pôr o livro para o papel, vai saber. Mas boa resenha.


Camila 03/01/2017minha estante
Achei a proposta temática inovadora, por isso gostei do livro a ponto de buscar o segundo volume da trilogia.
Também me incomodei com os comentários machistas do protagonista, que é mesmo um personagem difícil de construir vínculos!




Karen 24/11/2013

Um livro sensível e inteligente que pede seus sentimentos mais honestos
O livro me trouxe aprendizados nas entrelinhas que me fizeram refletir a vida e os meus sentimentos mais profundos através do olhar dos orixás.

A história entre os dois mundos conecta o nosso povo - somos os guerreiros da vida - com os grandes imortais. A forma como o livro foi escrito é muito interessante, abre o apetite para conhecer ainda mais sobre o mundo dos deuses e também sobre nós mesmos.

Estou ansiosa desde já para o livro 2 da trilogia.




Denise 25/11/2013minha estante
Deuses de Dois Mundos me proporcionou algumas horas deliciosas nesse fim de semana. PJ foi especialmente feliz na elaboração de seu personagem principal, um cético jornalista da metrópole em contato com o mundo mágico das Divindades do Orum.

New não tem a menor pista do que está acontecendo com ele e muito menos daquilo que está por vir. Ignora que está sendo preparado para uma batalha.

A narrativa repleta de obstáculos que dificultam o caminho do protagonista, um não iniciado, nos lembra a realidade daquele que aguarda pacientemente para ser ?feito? na religião afro-brasileira (ou africana). Quando finalmente o aspirante a membro da casa passa pelos rituais de iniciação transformando-se em iaô, entende (muitas vezes apavorado) que seu trajeto apenas começou, passando a ocupar-se de compreender as sensações e vivências do mundo mágico. Desconhece grande parte dessa nova experiência. O que sabe é pouquíssimo. Sua necessidade urgente por conhecimento esbarra no constante bloqueio imposto pelos segredos guardados, pelos tabus e pela hierarquia muitas vezes mesquinha da casa.

Mas mesmo na sua ignorância é poderoso e respeitado, pois tem o sagrado poder de receber um Orixá no seu corpo, experimentando o transe. E isso não é para qualquer mortal, somente para os escolhidos.

Para ele, bem como para os iaôs dos terreiros de Candomblé ou dos templos da Tradição de Orixá, não há escolha. Trata-se de uma convocação, de um chamado do Orum para o cumprimento de uma missão.

No decorrer da narrativa, vemos New-Neo-Iaô, aquele que não foi iniciado mas já é um escolhido, desvendar os enigmas do seu problema mundano ao mesmo tempo em que passa a compreender a dinâmica do mundo mágico dos Orixás e das demais entidades do plano espiritual constituído também pelas Grandes Mães, Eguns e diversas outras.

Assim, os mitos e o mundo real se entrelaçam de forma harmoniosa e segura no decorrer do romance.

Para o nosso iaô do mundo moderno a instrução é uma questão de sobrevivência. Não há tempo para encanações. O mundo mágico é bizarro e truncado. E New não pode vacilar: deve agir, correr para evitar o caos, a catástrofe. É vital que cumpra as tarefas que lhe são colocadas sem sequer entendê-las. Deve aceitar esse mundo de estranhamento, de sustos e sobressaltos que o autor produz salpicado de passagens de ação e aventura.

Aguardo a continuidade dessa bela, integrante e apaixonante história, meu caro PJ Pereira. Ainda bem que ainda tenho dois livros pela frente, duas viagens que prometem algumas horas de boa literatura. Axé!


Denise 25/11/2013minha estante
Deuses de Dois Mundos me proporcionou algumas horas deliciosas nesse fim de semana. PJ foi especialmente feliz na elaboração de seu personagem principal, um cético jornalista da metrópole em contato com o mundo mágico das Divindades do Orum.

New não tem a menor pista do que está acontecendo com ele e muito menos daquilo que está por vir. Ignora que está sendo preparado para uma batalha.

A narrativa repleta de obstáculos que dificultam o caminho do protagonista, um não iniciado, nos lembra a realidade daquele que aguarda pacientemente para ser ?feito? na religião afro-brasileira (ou africana). Quando finalmente o aspirante a membro da casa passa pelos rituais de iniciação transformando-se em iaô, entende (muitas vezes apavorado) que seu trajeto apenas começou, passando a ocupar-se de compreender as sensações e vivências do mundo mágico. Desconhece grande parte dessa nova experiência. O que sabe é pouquíssimo. Sua necessidade urgente por conhecimento esbarra no constante bloqueio imposto pelos segredos guardados, pelos tabus e pela hierarquia muitas vezes mesquinha da casa.

Mas mesmo na sua ignorância é poderoso e respeitado, pois tem o sagrado poder de receber um Orixá no seu corpo, experimentando o transe. E isso não é para qualquer mortal, somente para os escolhidos.

Para ele, bem como para os iaôs dos terreiros de Candomblé ou dos templos da Tradição de Orixá, não há escolha. Trata-se de uma convocação, de um chamado do Orum para o cumprimento de uma missão.

No decorrer da narrativa, vemos New-Neo-Iaô, aquele que não foi iniciado mas já é um escolhido, desvendar os enigmas do seu problema mundano ao mesmo tempo em que passa a compreender a dinâmica do mundo mágico dos Orixás e das demais entidades do plano espiritual constituído também pelas Grandes Mães, Eguns e diversas outras.

Assim, os mitos e o mundo real se entrelaçam de forma harmoniosa e segura no decorrer do romance.

Para o nosso iaô do mundo moderno a instrução é uma questão de sobrevivência. Não há tempo para encanações. O mundo mágico é bizarro e truncado. E New não pode vacilar: deve agir, correr para evitar o caos, a catástrofe. É vital que cumpra as tarefas que lhe são colocadas sem sequer entendê-las. Deve aceitar esse mundo de estranhamento, de sustos e sobressaltos que o autor produz salpicado de passagens de ação e aventura.

Aguardo a continuidade dessa bela, integrante e apaixonante história, meu caro PJ Pereira. Ainda bem que ainda tenho dois livros pela frente, duas viagens que prometem algumas horas de boa literatura. Axé!


Andrea 30/11/2013minha estante
Gostei muito do livro; a leitura flui, o texto é bem construído e amarra o leitor, especialmente com a mecânica de intercalar os capítulos dos "dois mundos".
Mal posso esperar pelo próximo livro da trilogia.


Pri 04/12/2013minha estante
Já estava louca pra ler... depois de suas palavras quero maaais ainda!! Obrigada!




Daniel Crelier 25/11/2013

Livro fantástico!!!
Fantástico, amei cada capítulo, como você cuidadosamente colocou outros orixás na história, principalmente Logum edé como você já tinha me falado. Achei fantástico como colocou o príncipe na história sem mudar o encanto que ele tem com a ficção que conta no livro, fiquei emocionado a cada frase que lia no capítulo A benção da lua, muito obrigado por me proporcionar essas emoções.
O livro me proporcionou uma imaginação que jamais tive em outros, não apenas por ser bem escrito, sonhador, foi mais por ser da religião que me enfeitiçou mais ainda com essa história.
Sei que é cedo demais, mas já estou MUITO ansioso pelo próximo livro, enquanto não sai vou reler o livro do silencio quantas vezes me der vontade, acredito que várias.
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Alako Machado 21/12/2013minha estante
Pois é, quando vi que Logum estava no rio, meu queixo caiu. Pensei "nããão, ele não daria um furo desse..."
Mas quando ele falou que ele vinha de Ypondá... Nossa, tudo fez tanto sentido! Tiro meu ojá para ele.
Também sou da religião e digo: Se ele colocar o meu Orixá no livro, eu descubro onde esse cara mora só pra agradecer!




Lunii 01/07/2020

Sempre tive curiosidade sobre este livro, ele é brasileiro e narra um tipo de fantasia envolvendo a religião de matriz africana, os orixas são personagens desse livro. Fiquei com medo de achar o livro medíocre, mas gostei bastante. Levando em consideração que sou muita leiga quando se fala nessa religião. Só conheço pq tive curiosidade de ler o livro de história, na pequena parte que falavam sobre isso. Uma vergonha, apagam a religiosidade de um povo da história.

O livro é intercalado por duas narrativa, uma conta a história de Orunmilá, um cara que joga búzios, porém é pego de surpresa quando não consegue enxergar o futuro,so se passa num mundo diferente do nosso.Na outra, vemos a perspectiva de um jornalista brasileiro escrevendo um email para alguém, contando como entrou em contato com os orixás, por ser um dos escolhidos.

Pode parecer bem aleatório a forma como funciona, mas a história vai tomando forma durante a leitura, no início as duas parecem n ter conexão alguma, mas vai tomando um rumo juntas, mesmo que ainda n fique claro nesse primeiro livro como exatamente.
Acho que é um ótimo livro de fantasia, fácil de ler e que aborda um tema um pouco incomum na literatura do gênero.


Não gostei do personagem jornalista, mas isso não me atrapalhou na leitura. Homens.....chatos até nos livros.
No entanto,recomendo o livro.
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Isabelle Rocha 19/07/2014

Poderia ter sido um bom stand alone, ao invés de mais uma trilogia
Vou ser sincera, esse livro demorou para me prender. Acho que passei quase um mês negligenciando a leitura, até que finalmente conseguisse me interessar pelo que acontecia. Por se tratar de uma mitologia que não é conhecia pela grande parte da população, como a grega ou a nórdica, os termos e o próprio mundo retratado são complicados, e o autor não faz nenhum esforço para ajudar o leitor a se situar nesse novo espaço místico.

Logo, o grande diferencial do livro acaba se tornando em um dos problemas técnicos dele. A Mitologia de Deuses de Dos Mundos é baseada na cultura Yorùbá. Então, quando peguei o livro, eu acreditava que ele se utilizaria dessa riquíssima cultura, porém também acreditava que o autor teria o bom senso de nos explicar sobre ela, não apenas jogar fatos e palavras das quais desconhecemos o significado. Mesmo o pequeno glossário de termos africanos no final do livro é desnecessário, visto que teria sido mais satisfatório que o escritor acrescentasse aquelas palavras no texto, visto que elas estão diretamente ligadas ao cotidiano de um grupo de personagens.

O maior problema do livro, contudo, é o New. Ele é arrogante, prepotente, cheio de si, imoral, idiota, irritante e chato pra caralho. E o autor ainda tenta nos fazer convencer de que ele é um rapaz "astuto", inteligente e bacana, um personagem que merece o título de herói. Ele não merece nem o título de vilão, sinceramente, porque nem vilões são tão chatos quanto ele.

Como se apenas a personalidade dele não fosse ruim o bastante, os capítulos dele são a maior enrolação. Ele passa páginas e páginas divagando sobre si mesmo e sem levar a história a lugar nenhum.

Os capítulos pares, os que contam a história do outro mundo, são os mais interessantes. Eu só consegui terminar o livro, porque li primeiro todos os pares e depois passei os olhos em cima dos ímpares.

O mundo que o escritor criou é fantástico, cheio de misticismo e de personagens com os quais conseguimos simpatizar e torcer para que continuem vivos (ao contrário do New). Porém, em vários momentos, fiquei com a sensação de que eles são unidimensionais. Por exemplo, há um personagem que cometeu um "crime" muito horrível no passado, por causa disso ele passa muitos anos recluso na floresta, e chega a se transformar num bárbaro. Porém, subitamente, todas as marcas de instabilidade psicológica deixadas por aquele "crime" desaparecem como se nunca houvessem existido. E toda a complexidade do personagem vai para o espaço.

Outra coisa que me incomodou foi o final, assim como o fato de que esta é mais uma trilogia que poderia facilmente ser um bom stand alone. A história é curta, o livro só parece grandinho por causa do tamanho das letras, que poderia ter sido menor. Além disso, muita coisa que o New escreve poderia ter sido facilmente jogado no lixo, porque não acrescentam nada a história, somente frustam o leitor. Então, não vi necessidade de separar o que deveria ter sido um livro em três. Mas, assim se ganha mais dinheiro, fazer o que....


site: Resenha completa no blog As Metamorfoses: http://2surrealistas.blogspot.com.br/2014/07/o-livro-do-silencio-pj-pexeira.html?spref=tw
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Debs 26/07/2020

meh
esperava bem mais desse livro pela premissa q é mt interessante, de fato. por fazer parte de uma trilogia, me pareceu ser mt introdutório. parece até que quer guardar informação para os outros livros.

as partes do new são meio chatas e machistas.

os capítulos são cortados toda hora sem necessidade pra mostrar os e-mails do New (que pouco conversa com a historia principal e poderia ser melhor desenvolvido.
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Naicon Martins 10/02/2017

Tinha tudo para ser bom...
Fiquei apaixonado por esse livro quando vi o book trailer e a capa. Ganhei de um amigo e a decepção veio já nas primeiras 100 páginas. Li até o fim de forma arrastada. O autor tinha a faca e o queijo para produzir uma obra espetacular, mas não soube organizar o enredo e transcreve-lo. Não é mimimi da minha parte, mas uma opinião sincera de quem está acostumado a ler livros mais bem escritos.
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Victória 21/06/2016

=( nada do que parece
Parei na página 70. Não é um livro atrativo. Não é um livro envolvente. Tentei prosseguir com a leitura e não consegui. Cada vez que pensava em ler era um martírio.

Se você espera ler um livro que envolva os orixas e a mitologia yoruba, não compre esse livro. Até onde li falou mais da vida de um jornalista arrogante do que de orixas.
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rafael.deirane 14/09/2016

Decepção
A ideia do livro é instigante: explorar a cultura africana/iorubá através de uma história romantizada, algo que possui tons inéditos no mercado editorial brasileiro. Afinal, as mitologias gregas, romanas, nórdicas e até mesmo egípcia já foram adaptadas para a literatura moderna, mas a africana passava ao largo dos escritores, como se não fosse capaz de gerar uma boa história.
Porém, ao ler o primeiro livro da saga “Deuses de Dois Mundos”, a impressão que remanesce é a de que o autor teve apenas a “sacada” da transposição da mitologia africana para os tempos modernos, mas não sabia como fazê-lo. E então, criou um enredo risível e superficial para inserir os mitos dos Orixás, que em nenhum momento empolga ou instiga o leitor a continuar a leitura.
Os personagens são fracos. E, nesse ponto, discordo da maioria dos que atribuíram notas negativas ao livro: não é apenas o “núcleo real”, capitaneado por New (!!!!), que padece de protagonistas empáticos; os próprios personagens da mitologia africana são desprovidos de complexidade, todos possuem características que são repetidamente declaradas, em uma espécie de “muleta” narrativa. “Exu”, a título de ilustração, é apenas alguém que adora comer, que está sempre guardando caminhos e repassando mensagens.
Em certos momentos, tive a incômoda sensação de estar lendo a um livro infantil, no qual o elenco de personagens é um modelo inflexível de características: “Fulano é o inteligente, Beltrano é o medroso, Sicrano é o preguiçoso...”. Ainda que se tratem de mitos, deveria o autor ter ido além do trivial relatado nos contos tradicionais.
Talvez a ausência de tridimensionalidade nos personagens se explique pela inexperiência do autor (este é seu primeiro livro), que procurou traçar limites bem delineados de personalidade para cada um dos componentes de sua história. Ou então, é possível que o escritor tivesse receio de acrescentar características aos mitos que não existem tradicionalmente, preferindo identifica-los por signos e aspectos que não “incomodassem” quem tivesse o conhecimento da religião abordada. No entanto, a razão da pouca profundidade dos protagonistas não importa: uma boa história se faz com personagens interessantes e que não se esgotam nos primeiros capítulos.
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Laura 05/01/2014

Africanismo?
Faz tempo que estou procurando autores brasileiros contemporâneos, novos, principalmente de ficção. Quando vi "Deuses de dois mundos" pairando no Facebook, me animei. Me animei ainda mais quando, ao ler uma amostra dos três primeiros capítulos, o negócio me pareceu bom. Comprei logo a versão capa dura, bonita, papel bom. Não demorou muito para, entre uma estação de metrô e outra, as páginas correrem e o livro acabar rapidinho, me deixando uma sensação de... Espera. Vamos aos fatos.
O livro é dividido em duas "frentes", com capítulos alternados. A primeira é do adivinho Orunmilá, que perdeu seus poderes. Com seu auxiliar, Exu, ele que parte em uma busca por bravos guerreiros dispostos a ajudá-lo. A segunda é do repórter Newton, que relata sua história para um desconhecido em busca de compreensão. Claro que, ao final, revela-se uma conexão entre as duas (mas não sou eu que vou contar).
Logo de cara, me deparei com um problema: não sei nada dessa mitologia - e o autor parece nem ligar, despejando uma infinidade de nomes sem se dar o trabalho de explicar. Toda vez que me deparava com um desses, era obrigada a parar, pensar, lembrar. Não que isso seja ruim, mas atrapalhou um pouco o fluxo da leitura.
Outro problema veio da parte de New. Nossa, que cara chato! Fui obrigada a rir quando, lendo os agradecimentos ao final, descobri que, segundo o próprio autor, o personagem era bem mais insuportável antes. Hein? Tem como ser mais prepotente, elitista e machista? Eu acho que não!
Meu último problema tem a ver com o final (não vou contar detalhes, só falar sobre a estrutura mesmo), que é um final aberto. Ou melhor, não é um final aberto, já que o livro não se conclui e não aponta para nenhuma conclusão possível. Eu já vi uma infinidade de finais abertos, e esse me pareceu simplesmente um corte na história. Como se o autor tivesse feito um manuscrito só e pensado "hmmm, se eu cortar minha história em três partes, posso fazer três livros e vender mais!" E essa sensação só piorou quando descobri a origem publicitária do nosso querido PJ Pereira.
O que me leva a mais uma impressão geral: que o autor aproveitou o sucesso de livros baseados em mitologia (Percy Jackson, cof) com mais a maior visibilidade da africanidade no nosso país (instituída pelos PCNs no geral) e juntou os dois para fazer esse livro. Mais depois, vi que o livro foi escrito há dez anos atrás e lançado só agora, ou seja... Ele não juntou os dois para fazer o livro, mas sim para finalmente lança-lo, isso sim.
De qualquer jeito, não achem que sou só ressalvas. O livro é bem escrito, nos faz querer continuar lendo. Vou comprar a continuação, sim, quero saber o que acontece depois. Além disso, é legal ver que, não só a cultura africana não está sendo negada, como também que ainda existem escritores brasileiros dispostos a inovar. Espero fortemente que o sucesso de vendas desse livro inspire a vinda de outros, e que nós tenhamos mais livros próprios para ler. Recomendo que vocês vejam com seus próprios olhos.
Caio 09/02/2014minha estante
"Outro problema veio da parte de New. Nossa, que cara chato! Fui obrigada a rir quando, lendo os agradecimentos ao final, descobri que, segundo o próprio autor, o personagem era bem mais insuportável antes. Hein? Tem como ser mais prepotente, elitista e machista? Eu acho que não!"

EXATAMENTE!




cillamoreira 06/01/2014

Gostei do livro
No início achei um pouco confuso os entremeios das duas histórias, depois já mais familiarizada fui gostando aí chego no final que dá a agonia de aguardar o próximo livro.
Uma história crescente e bem surrealista com relação as histórias dos orixás.
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Alan 17/01/2014

Recomendado para os adeptos, os fãs de fantasia e os curiosos pela religião.
O filme Thor é baseado na mitologia nórdica, Senhor dos Anéis na cultura celta e no catolicismo, Percy Jackson na mitologia grega. Eu não precisei ser odinista, celta, católico ou adorador de Zeus para gostar dessas histórias. O livro Deuses de Dois Mundos é baseado no candomblé, mas pode ser apreciado por qualquer um de qualquer religião ou “não-religião”. Como fã de fantasia e adepto do candomblé sempre achei que as histórias dos orixás poderiam render uma boa aventura (os deuses gregos rendem centenas, porque eles não?). Infelizmente é difícil encontrar romances do gênero em que eles apareçam, com muita sorte dá para vê-los como coadjuvantes. Graças aos orixás o escritor P.J Pereira veio atender minha prece de ler um livro de fantasia centrado no imaginário africano com esse excelente livro.

Dos vários livros que comprei em 2013 (e foram muitos) este foi de longe o que mais me empolgou. Porém eu sei que muito disso vem do fato da história desse romance se relacionar com uma parte importante da minha vida, não sei se a obra tem o poder de ter esse mesmo efeito com leitores cujo as vidas não tem nada a ver com religiões Afro-Brasileiras. Mesmo assim, se for esse o seu caso, você estará comprando uma boa história de aventura que mistura fantasia urbana moderna com High Fantasy. A história no passado é mais épica e heroica enquanto a do presente é mais cheia de suspense, quase que um thriller. Caso você seja um leigo que queira aprender mais sobre os cultos africanos esse livro é altamente recomendado. Além de mostrar muito bem como é o pensamento dessas religiões, com o romance você aprenderá se divertindo.

Resenha completa:

site: http://www.almhpg.com/tolkienmetal/?p=2100
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Letícia M. 31/05/2014

Desperdício de um grande tema
Não é um livro ruim, mas para mim foi bastante decepcionante. Uma excelente ideia e um tema tão rico poderiam resultar numa grandiosa obra em mãos mais hábeis que as de PJ Pereira.

A parte da trama passada no tempo atual é um suspense policial bem fraco, protagonizado por um personagem exageradamente cliché e enfadonho. Newton é um jornalista arrogante, detetivesco, que consegue conquistar todas as mulheres que deseja - estas, meras coadjuvantes que se limitam a serem bonitas e sensuais, sem acrescentar em nada como personagens femininas à trama. Sua personalidade é rasa e um incômodo déjà vu de histórias policiais batidas e de baixa qualidade.

Até às passagens mitológicas faltou vigor e um desenvolvimento mais cuidadoso dos personagens e cenários, assim como dos próprios acontecimentos, que acabaram corridos e pouco emocionantes.

Ainda me agrada a simples iniciativa de explorar os mitos e a cultura iorubá, que sem dúvidas deveria estar muito mais presente na literatura brasileira, e não nego um grande mérito ao autor por isso; ainda mais com o respeito que demonstra pelo candomblé.

Honestamente, terminei o livro sem nenhuma ansiedade pelo próximo volume.
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Jorge 12/12/2013

Fugindo do lugar comum
Com uma boa escrita - leve e sem se prender a detalhes, do jeito que eu gosto - PJ Pereira sai bastante do lugar comum com um romance que une o sobrenatural africano às intrigas do jornalismo e de grandes empresas.

Como jornalista que cobriu Economia por um bom tempo, me senti quase na pele do Newton até na descrição das redações, rs.

O que eu mais gostei no livro foram justamente os trechos no presente. Para mim, eles são sensacionais. A história de Orunmilá também é bem interessante e o confronto final é de tirar o fôlego, mas a todo momento eu tentava ler mais rápido para voltar à narrativa do New.

Um defeito? Terminar com aquele suspense. Agora comprar a continuação é obrigação =)

Parabéns pelo trabalho,
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