Nu, de Botas

Nu, de Botas Antônio Prata




Resenhas - Nu, de Botas


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Alê | @alexandrejjr 02/07/2020

Souvenir da nostalgia

Ler Antonio Prata é um deleite. Esse paulista tem uma facilidade invejável com as palavras e neste "Nu, de botas" lança seu olhar especial em um tema universal: a infância.

Em entrevistas, Antonio gosta de lembrar que a boa crônica se sustenta nos detalhes e que por essa característica é um gênero que pode tratar de qualquer assunto, por mais absurdo que seja. Para o escritor, a crônica não se resume ao espaço diário, semanal ou mensal que jornais e revistas dedicam. A boa crônica perdura, é indiferente às agruras do tempo.

Creio que um termo chave para a apreciação desse livro - como em toda boa obra - seja a experiência. No entanto, o nível atingido aqui beira ao surrealismo. Você não precisa ter vivido nos anos 1980 para se conectar com a felicidade intocável que a infância de muitos de nós proporciona. Eu, por exemplo, dei risadas porque pude imaginar meu pai ao lado do Antonio em suas peripécias. Aliás, vale lembrar que o autor é e não é, ao mesmo tempo, a personagem das histórias contadas. A proposta aqui é trair-se pela memória, pelo lúdico desse passado que com o tempo pode tornar-se desconhecido.

Antonio Prata faz um serviço louvável aqui: ele quer que você busque a sua criança interior ou, de certa maneira, viva aquela criança que você gostaria de ter sido. "Nu, de botas" é um presente: faça bom uso dele.
Manuella 03/07/2020minha estante
Eita então eu vou gostar muito, viu, Alê... Anos 80, adoro!


Alê | @alexandrejjr 04/07/2020minha estante
Vai sim, Manu, é um livro muito gostoso de ler.


Carol 13/08/2020minha estante
Realmente, é um presente




Henrique Fendrich 05/11/2013

Antonio Prata nu, de botas
"Nu, de botas” (Companhia das Letras), o novo livro de Antonio Prata, é provavelmente a coisa mais divertida lançada este ano. Em grande parte isso acontece porque o escritor, ao se propor a missão de revisitar passagens marcantes da sua infância, assume o ponto de vista da criança, que evidentemente ainda não entende o mundo ao seu redor e por isso arranja para si explicações das mais estapafúrdias.

As lógicas e conjecturas típicas de uma criança e sua confusão em compreender os adultos proporcionam alguns dos melhores momentos do livro, e garantiram que o autor passasse com louvor no teste de universalidade em meio às memórias pessoais. Não é um livro nostálgico, não à maneira clássica e individualista de quem celebra o próprio passado.

Também não se trata de um simples relato de acontecimentos e sensações. Antonio Prata usou a ficção para consertar e aperfeiçoar episódios de sua infância, e os descreveu em textos de difícil classificação, ficando em algum lugar entre a crônica e o conto. Aparentemente, os textos também funcionariam isoladamente, mas é visível a força que eles têm em conjunto. Personagens como os amigos da vila, os pais, as irmãs e a empregada se repetem ao longo dos textos e favorecem um sentimento de identificação com o cenário.

Sentimento que é reforçado pelas situações embaraçosas que Antonio Prata se coloca. Sua resistência ao uso de cueca, por exemplo, de repente se torna ameaça de humilhação pública. E sua viagem de carro com a família de um amigo lhe traz duas urgências: fazer cocô e evitar a todo custo que qualquer um naquele carro descobrisse que precisava fazer cocô. A inocência do pequeno Antônio, que não entendia porque alguém queria ver mulher pelada, que acreditava poder nadar até a África, que não sabia que podem existir pessoas sem perna, também torna o personagem bastante simpático e nos lembra da nossa própria ingenuidade.

Além do riso, que é abundante, há certa beleza na maneira com que o autor reconstrói a sua vida de criança, que também era composta de momentos graves, como a conversa com o pai sobre a morte, a fantasia sendo derrubada pela escola, os terríveis amores do primeiro ano. Também há algumas sagas, como a dos animais de estimação na casa dos Prata ou a disputa pelo brinquedo mais legal da vila, além de histórias impagáveis como as de “Ça Ce Ci Co Çu” e “Blowing in the Wind” que contribuem para fazer deste um livro de leitura extremamente prazerosa.

E que merece ser tão bem sucedido quanto “Meio Intelectual, Meio de Esquerda”.

site: http://rubem.wordpress.com
Aline 13/02/2017minha estante
Adorei sua resenha. Ela excede o senso comum, ainda que o senso comum seja de bom tato. Você conseguiu, de forma simples, descrever meu sentimento pelo livro com " Aparentemente, os textos também funcionariam isoladamente, mas é visível a força que eles têm em conjunto. Personagens como os amigos da vila, os pais, as irmãs e a empregada se repetem ao longo dos textos e favorecem um sentimento de identificação com o cenário".


gcpina 24/06/2020minha estante
Excelente crítica!




Carol 13/08/2020

Um agradecimento ao autor
As vezes acredito que minha infância ocorreu em outra vida: não lembro de nem metade do que fiz nela apesar de ter apenas 20 anos. É engraçado pensar que isso foi escrito com base em memórias verdadeiras, que não foi tudo inventado, porque possui a magia que é ver o mundo com os olhos de criança, essa magia que eu mesma já esqueci.
Ao passar dos capítulos pequenos flashbacks me vieram à cabeça, histórias que não sabia que estavam aqui dentro. Amei esse livro de um jeito difícil de explicar, amei ler sobre a infância de outra pessoa, e amei lembrar um pouco da minha, que com certeza foi muito diferente, mas também foi muito parecida. É o tipo de livro que você quer que dure pra sempre, aquele que você lê de uma vez só, mas com certo medo de chegar no fim, um livro honesto, extremamente divertido, muito bem escrito, que me fez sentir mal que acabou, e que nunca mais vou conseguir lê-lo pela primeira vez sem saber o que me espera.
Me fez olhar pra dentro, pro passado, eu precisava disso.
É a minha primeira vez lendo Antonio Prata, e com certeza absoluta, é a primeira de muitas.
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Book.ster por Pedro Pacifico 26/02/2020

“Nu, de botas”, de Antonio Prata - Nota 8,5/10
Escolhi esse livro depois de pedir indicações para vocês de uma leitura mais leve, já que eu vinha em uma sequência de obras mais densas e impactantes. Fiquei muito satisfeito com essa sugestão! “Nu, de botas” é uma coletânea de crônicas que tem como temática momentos da infância do autor. E, de fato, como promete, a leitura é muito fácil e bem-humorada. O leitor não encontra um livro de memórias, mas sim uma narrativa criada a partir do ponto de vista de uma criança. Assuntos sérios e delicados são relatados com o vocabulário de um adulto, mas com a inocência e a ingenuidade características de uma criança, em que a cada dia há uma nova descoberta.
A construção desse narrador infantil é feita de forma tão inteligente que em inúmeras passagens me identifiquei com os seus pensamentos. Imagino que quem tenha nascido na década de 70, como o autor, possa se conectar ainda mais com as referências contidas em cada uma das crônicas, como programas de televisão, brincadeiras e acontecimentos históricos. Para mim, que nasci na década de 90, já foi uma oportunidade muito legal de revisitar as memórias da infância!

Recomendo muito! .

“Hoje em dia, se a polícia para um carro e flagra uma criança nessa posição, o motorista deve perder a carta, talvez até a guarda dos filhos, mas estávamos em 1984 e o mundo era outro, não se usava cinto de segurança nem protetor solar, as pessoas não andavam por aí com garrafinhas d’água, como se fosse o elixir da vida eterna, fazíamos cinzeiros de argila para os pais nas aulas de artes e o colesterol era apenas uma vaga ameaça de gente paranoica, como a CIA ou a KGB, (…)”(p. 91) “De início, todos na rua tinham o mesmo poder aquisitivo e os bens per capita se resumiam a uma bicicleta, uma bola de futebol e uma caixa onde se misturavam Playmobils (…). Com o lançamento do álbum de figurinhas da Copa de 82, contudo, percebemos uma ligeira diferença na distribuição de renda: uns recebiam cinco pacotinhos por dia, outros tinham direito a dez, mas nada que ameaçasse nosso equilíbrio socioeconômico.”(p. 95)

E aí, quem tem outras dicas de leituras “mais leves”?

site: https://www.instagram.com/book.ster/
Paizinha 13/03/2020minha estante
Sim, leia Juan Pablo Villalobos




Renata CCS 29/06/2016

Porque a infância nunca vai embora.
.
"Na infância... Bastava sol lá fora e o resto se resolvia." (Fabrício Carpinejar)

Capas de livros sempre me chamam a atenção. Com NU, DE BOTAS, de Antônio Prata não foi diferente. O rádio da capa é nostálgico, e nos remete de imediato ao passado. E parece te convidar para ouvir... ouvir boas histórias. E é exatamente disso que o livro fala: de memórias de infância, com a bagagem de um adulto e olhar de uma criança.

À medida que avançava na leitura, o livro foi me conquistando. Cada nova lembrança de Prata fez com que revisitasse minhas próprias memórias. São crônicas divertidíssimas, fascinantes, emocionantes. Minha família me pegou rindo alto em várias passagens. Quando ele narra todas aquelas lembranças e tenta colocar no adulto de hoje os questionamentos e ideias da criança que ainda via o mundo como uma aventura por vir, Prata permite que o fedelho que existe dentro de todos nós venha à tona e se divirta conosco. Por isso o livro foi uma deliciosa leitura, pois as crônicas que o compõem fazem a gente se lembrar com um imenso carinho e saudade da própria infância.

Eu fui dessas crianças que brincava na rua, jogava bola, esconde-esconde, tanque de areia, bicicleta... às vezes nem voltava para casa para usar o banheiro (é sério! A amiga que morava no andar térreo vivia abrindo a porta para todas que precisassem fazer xixi, mas não queriam perder muito tempo subindo vários andares). Mas não vivia só de rua: também gostava de ficar em casa assistindo desenhos, montando quebra-cabeças e lendo gibis da Turma da Mônica. Aluna aplicada, sempre levei os estudos a sério, mas, às vezes, acordava pensando numa desculpa para não ir à escola, assim como Prata. Quem nunca fez isso? Tocar campainha e sair correndo? Perdi as contas de tantas vezes. Passeios de finais de semana na kombi do vizinho. Cinto de segurança? Pra quê? Enfim, uma infância normal e feliz, uma parte deliciosa de nossas vidas que o livro de Antônio Prata nos faz recordar com tanta nostalgia.

Agora voltando à infância do autor, ou melhor, às histórias que ele conta de sua infância, algumas das crônicas são extremamente hilárias, e Prata descreve com um bom humor gigantesco a inocência do garoto que não tinha nenhuma responsabilidade ou preocupação com o futuro. Sua narrativa é tão real que desperta aquela sensação boa, nostálgica, gostosa de lembrar do que foi ser criança. Um livro que te desarma, você baixa a guarda e fica indefeso. E como isso é bom na vida que a gente leva.

Leia NU, DE BOTAS, vale muito a pena! E não é só pelo humor e o tom nostálgico do livro, mas nos mostra que, no fim das contas, a infância nunca foi embora. Um livro que enche nosso coração de alegria. E já sinto saudades.

Alguns trechos para inspirar a leitura:

“Nada me causou mais estranhamento, na infância ou depois, do que visitar as casas dos meus vizinhos – primeiro e definitivo contato com a alteridade. As plantas dos sobrados eram idênticas, mas a ocupação variava: na casa do Henrique, por exemplo, a televisão estava onde deveria ficar a mesa de jantar, a mesa de jantar onde deveria estar o sofá, o quarto dele era onde, lá em casa, ficava o quarto dos meus pais e vice-versa. Sem falar na casa do Rodrigo, onde os pratos eram azuis. Como poderiam não saber que pratos são brancos? Tinha pena dos outros, hereges, vivendo errado.”

"Durante meus primeiros anos de vida, a função das cuecas foi um enigma. Pra que usar uma sunga de algodão por baixo da calça, a apertar-nos o pinto, o saco e a bunda, se todas essas partes do corpo era tão agradável o toque macio do moletom? O mistério arrastou-se até o dia em que meu pai, ouvindo-me reclamar da etiqueta de uma bermuda, a me pinicar as costas, sugeriu que eu vestisse uma cueca. Das trevas fez-se a luz. Então era isso, claro: elas existiam para nos proteger das etiquetas!
Como eram engenhosos os adultos: para cada doença um remédio, para cada problema uma solução, cada coisa no mundo tinha uma função. (...)

“Pra começo de conversa, você nem tem certeza de que todos fazem cocô ou se aquele é só um defeito seu e de mais meia dúzia de infelizes, (...) Minhas irmãs eu sabia que faziam cocô. Meu pai, também. Mas o que dizer sobre minha mãe? Minha professora? O Super-Homem? O Bozo? Eles faziam cocô?”
Dadá 29/06/2016minha estante
Ri muito só com esses trechinhos... kkkkkkkk


Catharina 30/06/2016minha estante
Parece ser um livro adorável, como você mesmo disse, que "enche nosso coração de alegria".




Leonardo_css 06/07/2020

Para se divertir
Esse livro me causou certa estranheza quando li o título, mas olha...recomendo demais!

O livro conta diversos "causos" que aconteceram com o autor na sua infância, trazendo muitas risadas e nostalgia.
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Letícia | @livrosdalemy 22/02/2020

Uma leitura leve
O livro é composto por crônicas, nas quais o autor retrata ele mesmo criança descobrindo as coisas da vida.

O livro tem uma pegada descontraída, leve e muito engraçada. Não foi um livro que eu diga que foi meu preferido, mas foi uma leitura rápida e divertida
Alê | @alexandrejjr 01/03/2020minha estante
Uma leitura agradável e despretensiosa!




Raffafust 13/01/2014

Durante a leitura de " Nu, de botas" me peguei rindo do nada - ou por tudo! - em um metrô lotado e no meio do almoço. Claro que as pessoas ao redor repararam que era por causa do livro, mas mesmo assim fiquei envergonhada e resolvi terminá-lo em casa.
Antonio Prata, nos dá uma visão de sua infância na medida exata entre relatar o como era a vida e o como era a visão de uma criança, o diferencial e talvez o mais bacana do livro é que ele não dá aquele tom saudoso de adulto relembrando a infância, a cada capítulo conversamos com o Antonio criança, sabemos o como ele se sentia na época, o que ele falava para si mesmo quando sua mãe vinha com soluções mirabolantes sem saber o que de verdade um garotinho achava daquilo tudo. Me lembrou muito o filme " Olha quem está falando" e nossa como ri com a história de quando ele liga para o Bozo.
Minha diferença de idade para ele não é muita, então muitas das coisas que ele narra eu me identifiquei de cara e pensava que quando tinha aquela idade também achava o máximo a corrida de cavalinhos do programa do Bozo, achava a Vovó Mafalda feiosa e esquisita e acreditava de verdade que Bozo fosse Bozo dia e noite e não alguém fantasiado de palhaço.
Quando ele ganha o prêmio mas não leva eu chorava de rir, por favor leiam porque a história é muito engraçada.
As duas histórias que mais amei - e olha que foi bem difícil de escolher porque o livro todo é muito bom! - foi a dele com a maldição dos animais de estimação! Gente, da onde ele tira tanta inspiração para falar tanta besteira?
Eu ria o tempo todo, eu queria um livro maior, com mais histórias que me animassem quando o dia não tivesse legal, ao final do livro senti falta de dar boas risadas no metrô!
silcarina 14/01/2014minha estante
Concordo com você, mas o livro é sensível também e em alguns momentos me comoveram.


Luciana 19/03/2014minha estante
Também queria que o livro fosse maior. E também ri tanto no metrô que percebia olhares direcionados a mim e ao meu livro de título curioso... rs




su [email protected] 26/02/2014

Recomendado principalmente para quem, como Antonio Prata e eu, nasceu antes de 1980. Playmobil, Spectroman na tv, brinquedos importados para poucos, programa do Bozo, o assombro com o vídeo cassete, musiquinhas politicamente incorretas (era possível atirar o pau no gato sem culpa), revistinhas de sacanagem rodando de mão em mão. "Nu, de Botas" me fez rir alto e me lembrar de forma deliciosa de como era mais simples ser criança naquela época. A gente era feliz.
Mariana. 27/03/2015minha estante
Que livro bom, né, Su? Ele soube perfeitamente proporcionar esse mergulho na vida de quem nasceu antes de 1980.




Sandra :-) 29/12/2013

Viagem à infância
Com um texto bem-humorado e atraente, o autor nos brinda com as memórias da sua vida de criança, vida essa que também poderia se a minha ou a sua. Impossível não nos remetermos à inocência, ingenuidade e medos fantasiosos da nossa própria infância.
Leitura leve e divertida.
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Naza 15/04/2020

Comi com os olhos
Aquela leitura que te prende do início ao fim, que te mostra uma visão já esquecida e te ressuscita da infância. E ainda me deixou revoltada com a disparidade social ao comparar a minha infância com a do personagem. Quando menos esperei, entre risos e revoltas o livro acabou. Saudades, amei muito.
Teve histórias que eu acabava de ler e lia novamente pq eram boas demais e eu não queria que acabasse.
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Ivone.Mariano 18/04/2020

Crônicas leves e engraçadas
Mais um livro para a lista da quarentena de 2020, este é curto, leve e engraçado. Cheguei a gargalhar alto em algumas partes. O narrador é um menino na primeira infância, aos 5 anos de idade e um pouco depois, que narra suas aventuras e sua forma de ver o mundo. Eu entrei totalmente na ambientação e na natureza das narrativas, saboreei o lúdico e ri com vontade, muitas vezes reconhecendo a minha própria infância e em outras observando as discrepâncias entre as minhas memórias e as do pequeno Prata.
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Ana Clara @exlibrisanaclara 05/08/2020

Bem-humorado e leve
“Nu, de botas” – Antônio Prata
5/5

"o Fábio Grande e o Fábio Pequeno — que por um bom tempo acreditei serem irmãos, também. Quando os conheci, pensei: nada pode ser mais lógico, se a família gosta de “Fábio”, que batize logo assim todos os filhos; ao se encontrar um Fábio pela rua, já se sabe de onde é e basta usar “Grande”, “Pequeno” — ou “Médio”, caso houvesse um filho do meio — pra diferenciá-los. Fiquei bastante decepcionado ao descobrir, do alto dos meus três anos, que não só não eram irmãos como sequer tinham qualquer laço de parentesco."

Poucos livros me divertiram tanto quando esse na vida.

É um livro autobiográfico e narrado por uma criança, Antônio, o próprio autor que viveu nos anos 80/90.

Os questionamentos que ele faz, e suas percepções são muito interessantes e engraçados, e independente da idade, me resgatou um pouco da minha própria infância. Cada capítulo ele traz uma história diferente, conta dos seus pais separados, das aventuras que teve com os amigos, das brincadeiras e apertos de ser criança. Me deliciei e refleti também sobre esse resgate de um olhar de criança sobre fatos que parecem banais para nós, mas que deixam o personagem encucado. Me diverti muito no capítulo sobre “Cuecas”.

Recomendo esse livro a todos, ainda mais nesses tempos difíceis, é ótimo para relaxar e dar umas risadas, a leitura fluiu super bem comigo, e foi com certeza uma das melhores surpresas do ano!

É um livro pra ser revisitado várias vezes e rir todas elas.

site: https://www.instagram.com/p/CDbqX5KjHSo/
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Nat 27/05/2015

Leitura rápida e agradável.
Todas as histórias apresentam o pornto de vista de uma criança de 5, 6 anos, o que eu adorei.
Li quase o livro inteiro com um sorriso.
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Claudinha 29/04/2014

Tudo o que eu já tinha lido aqui sobre esse livro é mais do q verdade! Levei-o em uma viagem, pra uma leitura agradável... Há!!! Superou as expectativas!!! É maravilhoso, engraçadíssimo, real, gostoso, marcante e nem sei mais o quê! O q eu quero é ler todos os livros do Antônio Prata e se der... Me tornar a melhor amiga dele!!! :)))
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