Ritos de Adeus

Ritos de Adeus Hannah Kent




Resenhas - Ritos de Adeus


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Adriana 20/08/2017

Desafio literário 2017
Livro de estréia da escritora, um romance de ficção, baseado em fatos reais, a autora Hannah Kent se inspirou na história da última mulher executada na Islândia. Nomes, cartas e outros documentos foram pesquisados e traduzidos durante o período em que Kent viveu na região. Apesar de ser de uma narrativa bem lenta, oscilando entre a primeira e terceira pessoa, e o fluxo de consciência de alguns personagens, gostei banta da escrita. Os detalhes do clima e os costumes da Islândia, para mim foram importantes para o enredo, e tiveram grande importância na história Os personagens são muitos interessantes, alguns mais que outros, acrescentando muita riqueza de detalhes. É um livro triste, mostra como a crueldade, injustiça e a pobreza principalmente com as mulheres, fazem com que percam toda autoestima. As vezes senti raiva da personagem principal Agnes, por alguma de suas atitudes, que poderiam ter mudado o rumo da história. Mas raciocinando depois, percebo que devido ao seu sofrimento ao longo da vida, as decisões são tomadas tão somente devido a falta de amparo familiar.
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Ghost Writer 27/03/2017

Forte, intenso e emocionante
Bom sou meio suspeito parar falar desse livro... ele se passa na Islândia e em lugares próximos então já me conquistou .....e eu já conhecia um pouco da história original então....

Antes de ler esse livro eu já tinha escutado falar que apesar de ser em parte ficção, outras partes dele foi baseado em uma história real muito conhecida na Islândia ......

Bom é um livro que não tem mistérios ..a história é bem obvia e você já sabe como será mais ou menos o final desde as primeiras páginas, por mais que você torça pra que seja diferente, o livro deixa bem claro desde a sinopse e das primeiras páginas de que não será...

A escrita não é basicona, é um livro bem inteligente palavras difíceis, mapas, diversas explicações e tal.. não é um livro que dê muito para se ler correndo.... é uma narrativa bem lenta e em certos momentos, pode ficar cansativo caso você pretenda ler ele sem parar....

Bom, eu gostei, não achei perfeito...porém é um livro muito bonito, bastante triste..envolve temas bem interessantes..você aprende com uma cultura diferente de um pais diferente em uma época diferente...aborda coisas bastante emocionantes... e é um livro ... que ti faz parar para refletir um pouco depois que acaba de ler, sobre muitas coisas...sobre família , amigos, Deus ..amor ...vida.... enfim ... achei um bom livro... talvez pessoas que não curtam esse estilo de livro .. podem não gostar..ou odiar sei la ... mas eu gostei .. me fez refletir sobre algumas coisas da vida.....então para mim valeu apenar ler...
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Simone de Cássia 25/04/2016

Os nomes exóticos dificultam um cadim a leitura e algumas passagens de crueldade me incomodaram, mas como se trata de história, de pessoas reais, já me ganha... Bom pra conhecer mais sobre uma cultura totalmente diferente. Gostei.
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Livros e Citações 31/01/2016

Triste e comovente
Autora: Hannah Kent
Editora: Globo Livros
Páginas: 320
Classificação: 4.5/5 estrelas

http://www.livrosecitacoes.com/?p=129543

Não basta ler um livro e ter vários sensações com ele – muitas lágrimas e tristeza –, logo após tem coisa mais dolorosa do que descobrir que era baseado em fatos reais? Se não foi o suficiente judiar de nós durante toda sua obra, Hannah Kent consegue provocar maior sofrimento ainda ao escrever essas palavras após o fim de Ritos de Adeus.

Agnes Magnúsdóttir foi acusada de matar e queimar dois homens e sua sentença é a morte. Mas durante a espera ela não ficará em uma prisão e sim na casa de uma família buscando seu arrependimento juntamente com um reverendo. Porém, há alguns problemas nessa situação. Um deles é que a família obviamente não quer uma assassina em sua casa. Até eles se acostumarem com a ideia e até mesmo ter o mínimo de confiança em Agnes leva um bom tempo. O que me fez pensar é como que na Islândia eles deixavam prisioneiros em casa de famílias? Imagino o tanto de violência e morte poderiam acontecer se isso fosse no Brasil.

"Agora não há nada no mundo que eu possua; mesmo o calor que meu corpo produz é tomado pela brisa de verão."

Por outro lado, o Reverendo Tóti foi escolhido por Agnes para ser seu conselheiro espiritual. No entanto, ele é muito jovem e talvez não fosse o mais indicado a ela. Tóti decidiu usar uma tática diferente e não recomendada com Agnes. Ao invés de dar sermões e mais sermões ele conversou com ela e a ouviu contar toda a sua história. Dessa forma, viraram amigos que sentiam as dores um do outro. Essa foi uma parte muito difícil de ser lida, visto que, conforme Agnes vai contando sua história minha compaixão pela personagem só aumentou. É tão difícil se colocar no lugar dela e não ficar comovido sentir uma dor física por ela. Ao ver o mundo pelos seus olhos só consigo enxergar como o mundo é realmente injusto.

E, por fim, ao ter convivência com a família e com Tóti foi impossível não criar laços de afeição o que é realmente triste. Já que o destino de Agnes estava traçado e não havia nada que pudesse ser feito. Agora imagine ler tudo isso e descobrir que na verdade são fatos reais? Dor multiplicada.

"Não se surpreenda com a tristeza em meus olhos
nem com as pontadas amargas de dor que sinto"

É difícil acreditar que esse é o romance de estreia de Hannah Kent. O que mais me impressionou foi a tática usada pela autora: a narrativa é em parte feita em primeira pessoa por Agnes e em outras em terceira sob o ponto de vista dos outros personagens. Assim, conseguimos entender tudo que se passa de todos os ângulos. Ritos de Adeus é um livro triste, comovente e que nos faz refletir e nos mostra que há sempre outro lado da história. Nem tudo é o que parece. E que na verdade o mundo não é esse lugar bonitinho que vemos por aí em contos de fada com finais felizes e sim um cruel que acaba e destrói com os sonhos de diversas pessoas.

Resenha por: Gabriela

site: http://www.livrosecitacoes.com/
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Marcella.Martha 24/08/2015

Uma história triste, lenta e linda, como um rito funerário
Ritos de Adeus difere totalmente do que eu normalmente leio: é uma leitura lenta, sem ação, com zero de humor, muita reflexão e exposição e pouca interação entre personagens. Baseado nisso, eu diria que jamais seria uma leitura que cairia no meu gosto. Nem a capa da versão brasileira é bonita, com umas fontes horrorosas e uma imagem que parece de livro de auto-ajuda. Numa livraria, eu passaria batido sem nem ler o título direito (e se lesse, daria menos bola para o livro ainda, Ritos de Adeus).

Por algum motivo, depois de ler muitas reviews, eu resolvi comprar. E apesar de toda essa combinação de fatores, eu acabei de ler em dois dias, sem conseguir largar do livro.

Ritos de Adeus é parcialmente baseado em fatos reais. Conta a história dos últimos dias de vida de Agnes Magnusdottir, a última pessoa condenada à execução na Islândia, em 1830. A autora passou dez anos pesquisando tudo e mais um pouco sobre o caso e transformou em romance esse caso real, preenchendo as lacunas vazias com o fruto das suas próprias conclusões, dando vida a essas pessoas que existiram de verdade.

A ideia aqui é puramente te mostrar a história de uma pessoa. Em nenhum momento existe uma tentativa de vitimização, a própria Agnes não age dessa forma. Mas a leitura, que é sombria, árida e reproduz tão bem o clima gelado dos vales da Islândia, te transmitem uma dureza que condiz muito com o que acontece. Agnes mereceu ou não ser condenada à morte? Ela é culpada ou vítima das circunstâncias?

Enquanto espera pelo dia da execução, Agnes fica "hospedada" na fazendo de uma família, onde ajuda com as tarefas domésticas. A princípio, enfrenta todo tipo de resistência e hostilidade. Aos poucos, porém, a forma como a família a enxerga vai mudando: sai a ideia da assassina sanguinária de sangue frio, entra a percepção de que ela é apenas uma mulher, tentando sobreviver em um mundo que nunca fez nenhuma gentileza por ela. Essa mudança na relação com a família e também a aproximação de Agnes com o Reverendo Tótti, a quem ela chama para ser seu "guia espiritual antes da morte", são a chave para desvendar o mistério que cerca a personagem, e entender de fato o que aconteceu na noite dos assassinatos. O que vemos aqui é uma questão de interpretação: será que Agnes foi bem compreendida pela história, pelas pessoas que a condenaram, pelo seu tempo?

A escrita da autora é linda, dessas prosas que te carregam sem você nem perceber. Não tem romance, não tem humor, não tem nem uma fuga ou qualquer coisa do tipo. A narrativa vai te levando só na habilidade e na maravilhosidade que é desvendar a personagem. A vida na Islândia no século XIX não devia ser nada fácil também - imagina tentar sobreviver em uma fazenda num país onde o verão dura umas semaninhas a cada ano e a maior parte do tempo só dá nevasca? - e a autora te dá uma imagem bastante real, rica em detalhes mas sem ser chata.

Apesar de estarmos falando do século XIX, já naquela época a maioria das pessoas na Islândia era alfabetizada, inclusive as mulheres, mas Agnes foi um pouco mais longe: ela ousava pensar, refletir, ter uma opinião, e isso não era bem visto. Ser bonita e vazia eram as melhores qualidades de uma mulher, e ela fugia à regra. Agnes morreu sem que ninguém soubesse ao certo a verdade sobre os ocorridos. Ninguém se preocupou em ouvir a sua história, ou, se ouviram, nunca deram atenção. Aqui, Hannah Kent devolve a voz a ela.

Acho que essa não é uma leitura para todo mundo, mas se você curtir esse tipo de história e não se importar com os 200 carrilhões de nomes islandeses que você não vai nem conseguir arriscar como pronunciar, então Ritos de Adeus com certeza vale muito a pena!
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kamila 29/06/2015

O que acontece quando você lê Ritos de Adeus? Você chora. E não só no final, no livro todo.
Ritos de adeus conta, baseado em fatos reais, a história de Agnes Magnúsdóttir, a última mulher condenada a morte na Islândia, em 1828. Acusada de assassinar dois homens e queimar a casa em que moravam, Agnes está agora sob custódia do Estado até sua execução.
Mas o estado islandês no século XIX dizia mais respeito a fazendeiros e ovelhas do que a castelos e prisões. Agnes é levada à casa de um oficial que deverá mantê-la presa até o dia da decapitação. Agnes e escrito em primeira pessoa e os demais personagens em terceira. No começo a protagonista é tratada com desprezo por ser criminosa, mas com o tempo o convívio transforma a visão daqueles moradores. Nenhum dos personagens além de Agnes ganha profundidade, a autora deixou ser a historia de dela do começo ao fim.

A autora Hannah Kent fez uma grande pesquisa sobre esse acontecimento e com isso criou a sua própria versão dos fatos. Porém, a forma que ela foi escrita não me prendeu muito na leitura. Isso aconteceu porque eu não sabia que ele seria mais um livro “jornalístico”. Bem, ele pode não corresponder totalmente aos fatos reais, mas ele tenta se aproximar do que poderia ter acontecido. Por causa disso, a história é escrita de uma forma muito direta.

Mas Ritos de adeus é um livro bom porque nos faz refletir se nós realmente podemos decidir sobre o destino de uma pessoa. Ele nos mostra que toda história tem mais de uma versão – e que nem sempre nós sabemos realmente o que é a verdade.
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21/05/2015

Você começa sabendo como será o final, mas mesmo assim, uma parte de você torce por um final feliz.

Agnes foi condenada por assassinato. É acusada de matar seu antigo patrão e por isso aguarda a condenação em uma fazenda. Obviamente que começa sendo mal recebida pelos moradores da aldeia (ela tem que morar na casa de um deles), porque afinal de contas, até então ela é apresentada como uma assassina, e a reação dos moradores é mais do que esperada. Só que aí vem o conjunto de circunstâncias que nos leva até aquele momento e que nos faz parar para pensar se ela é realmente culpada.

Durante a narrativa há várias situações que servem de exemplo de como as pessoas reprimiam suas visões e opiniões a respeito de um determinado assunto por medo do que os outros iriam pensar e isso pode ser ligado diretamente à situação da Agnes. Certos personagens começam a acreditar em sua inocência, mas verbalizar isso os colocaria em risco também.

A escrita te transporta para o início do século XVIII na Islândia, onde você consegue se sentir como a personagem, completamente isolada. Uma época cruel que fornecia poucas opções para as mulheres e no caso dela, a impressão que passa também, é que ela foi condenada por ser uma mulher a frente do seu tempo.

Baseado em fatos reais, sendo a última sentença de morte por decapitação realizada no país.
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LER ETERNO PRAZER 17/01/2015

Ritos de adeus.
Resenha do livro: Ritos de adeus – Hannah Kent.
Ritos de adeus é o primeiro livro da escritora Australiana Hannah Kent. Foi inspirado na história real de Agnes Magnúsdóttir.
A história se passa no século XIV e tem como pano de fundo as fazendas da Islândia, onde os fazendeiros tinham mais poder que as prisões. As regiões onde se situam essas fazendas são governadas pelos comissários e oficiais distritais. São eles que têm a autoridade de fazer cumprir as leis determinadas pelo rei.
Agnes Magnúsdóttir é acusada e condenada pela morte de dois homens, além disso, de ter ateado fogo na casa dos dois. Agnes com sua codanação enfrentou toda a burocracia do estado islandês e também todo o peso do preconceito social. Ela foi presa, acorrentado, maltratada e passou pelos piores tipos de humilhação e privações!Sua sentença foi à morte por decapitação.
Foi decidido, pelo comissário distrital Bjorne Blondal, primeiramente, antes da execução, que Agnes fosse levada para uma fazenda de propriedade do oficial distrital Jón, que ficava na região de Kornsá. Lá ela iria passar uns dias até a data de sua execução. Foi decidido também que seria nomeado um padre para acompanhar, aconselhar e confortar Agnes até o dia de sua execução. Agnes escolhe então o padre Toti. A família de Jón é composta de sua esposa e duas filhas. Sua esposa é Margrét e suas duas filhas Steina e Lauga.Agnes então vai para a fazenda de Jón e ao chegar logo percebe que sua presença causa repulsa e revolta não apenas e Jón mais em todos da casa. Começam a trata-la com desprezo e a veem como uma criatura má, uma assassina cruel e desumana. Mas com o passar dos dias e as visitas do padre Agnes vai se mostrando calma, centrada, prestativa, inteligente, passa a ajudar nas tarefas da fazenda com rapidez e perfeição. Agnes passa também a contar sua história de vida. Filha de uma empregada domestica e pobre. Foi abandonada junto com seu irmão quando ainda eram crianças. Passa a morar e trabalhar na fazenda que os acolheu. Vivi sua vida assim de fazenda em fazenda, trabalhando como domestica em toda ela. Com o passar do tempo começa a conquistar a simpatia e a confiança da família de Jón. Não posso detalhar muito do que é contado por Agnes, pois cometeria Spoiler. Só posso dizer que ao conhecer a verdadeira história de Agnes passamos a nos questionar se uma vida de sofrimento e privações não seria o estopim para que uma pessoa fosse capaz de cometer um crime. Com essa sua primeira obra Kent nos leva a refletir sobre questões complexas sobre a vida.
Tenho que confessar que Ritos de adeus foi um livro que não me conquistou logo de cara. Cheguei até comentar com duas amigas de um grupo no Whatsapp que não estava muito empolgado com o livro, mas nas suas últimas paginas e vendo com mais calma e refletindo melhor sobre a leitura e todo o enredo da história mudei de opinião. Posso afirma agora que a história criada por Kent é envolvente e vai se revelando aos poucos para o leitor (talvez tenha sido por isso que no inicio eu não tenha, de inicio, me empolgado muito). Os mistérios que envolvem a vida de Agnes e suas escolhas, os motivos pelo qual ela escolheu ser acompanhada e orientada pelo padre Toti e as intempéries da família de Jón conseguem emocionar ante a narrativa sensível com o qual foram feitas por Kent. Além disso, Hannah nos mostra toda a burocracia da política da época, a influência dos membros da igreja e a cultura do povo Islandês.
Agora posso afirmar que Ritos de adeus não é somente um romance dramático ele também nos apresenta uma história de amadurecimento e mudança de perspectiva. Os personagens são bem construídos e tem características próprias e peculiares, amadurecem no decorrer da história.
Ritos de adeus não é aquele livro que irá agradar todos, posso afirmar, mas trata-se de uma história carregada de sentimentos. Ele não lhe conquista logo de cara, mas a medida que vai penetrando na história você começa a perceber que Hannah levou para as 314 páginas desse romance um ótimo trabalho que vale a pena conferir.

Nota: Há rumores que o será adaptado para o cinema e que a atriz escolhida para viver Agnes será Jenniffer Lawrence e que será dirigido por Gary Ross o mesmo diretor de Jogos vorazes
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Geslei 28/12/2014

Um dos melhores livros que já li.
Talvez pelo sentimento que tive ao ler as paginas desse fascinante livro, mas este com certeza é um dos livros que entrou pra minha coleção de favoritos. Ritos de Adeus conta a história de Agnes, uma mulher Islandesa condenada a morte por assassinar Natan e incendiar sua casa. Agnes fica sob custódia em uma fazenda com uma família realizando trabalhos até o dia de sua execução. A forma como a historia é contada e os sentimentos contidos nessas paginas me fizeram ficar totalmente preso a história. O final poderia ser melhor explorado, foi muito simples e rápido... Mas dei 5 estrelas a esta obra pelos sentimentos contidos ali. Fantástico e recomendadíssimo!
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Nando 23/06/2014

Descrição do livro 23/06/2014
Livro - Ritos de Adeus

O ano é 1828. Na gelada e inóspita Islândia, a jovem Agnes Magnúsdóttir é acusada de matar e queimar dois homens. A brutalidade do crime define sua pena: morte por decapitação. Ela aguarda o dia de sua execução sob o teto de uma família local, obrigada a abrigar a criminosa pelo comissário da região. Agnes vive seus últimos dias à espera, tendo como companhia o frio, o silêncio e o medo - o próprio e o dos outros. A família, horrorizada com a ideia de conviver com uma assassina, trata Agnes com repúdio e indiferença. O que conserva sua humanidade é o trabalho que é obrigada a realizar na fazenda, que cumpre com extrema habilidade, e as visitas do jovem e inexperiente reverendo Tóti, seu conselheiro espiritual.

É para Tóti - com quem tem uma misteriosa conexão - que Agnes, aos poucos, revela sua verdadeira história. Com o passar dos meses e por conta da convivência forçada em uma cabana isolada, minúscula e repleta de privações, a até então assassina se transforma gradativamente em parte da família, que percebe que há mais sobre aquela mulher do que os boatos e seu julgamento jamais imaginariam. Embora este seja um romance de ficção, é baseado em fatos reais: a autora Hannah Kent se inspirou na história da última mulher executada na Islândia. Nomes, cartas e outros documentos foram pesquisados e traduzidos durante o período em que Kent viveu na região. Por isso, a narrativa ganha contornos absurdamente realistas, mas não menos poéticos.

Hannah Kent oferece um retrato muito menos ambíguo do que tinha a mulher conhecida simplesmente como "bruxa" ou "assassina". É difícil crer que Agnes realmente cometeu um crime tão cruel. E, no suspense para descobrir sua verdadeira história, nos perdemos pelas fazendas geladas da Islândia. O país, tão distante, torna-se próximo com as descrições minuciosas do cheiro do mar, do toque da chuva, do frio desesperador. E da solidão arraigada profundamente, não somente em Agnes. A narrativa cativante e a ambientação fazem de Ritos de Adeus um romance difícil de largar. Apesar das barreiras da distância, da cultura e da época, Hannah Kent evoca questões muito íntimas da existência humana, sobre as relações, os limites do amor e a maneira como enfrentamos a morte. E deixa a angústia de pensarmos: e se fôssemos impedidos de contar nossa própria história?

MINHA OPINIÃO: Eu dei 3 estrelas para esse livro, por essa historia ser passada na Islândia, os nomes das pessoas e dois lugares são muito difíceis de serem pronunciados e isso atrapalha um pouco o andamento da leitura. As partes que o livro que são narradas em terceira pessoa eu não gostei muito, eu gostei mas das partes do livro que são narradas em primeira pessoa, principalmente as partes em que a Agnes está narrando...

Talvez quando eu reler esse livro eu mude de ideia e possa dar mais estrela para esse livro.

Mesmo assim eu achei o livro, ótimo gostei muito é um livro que eu recomendo...
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PorEssasPáginas 11/01/2014

Resenha do blog Por essas páginas
A primeira coisa que deve ser dita sobre Ritos de Adeus é que ele se baseia em fatos reais. Essa informação vem escrita no final do livro, mas eu acredito que ela poderia ser colocada logo no início. Ritos de Adeus conta a história de Agnes Magnúsdóttir que foi a última pessoa a ser executada na Islândia. Ela foi condenada a morte por decapitação por ter participado do assassinato de Natan Ketilsson e Pétur Jónsson. Enquanto aguarda o dia da sua execução, ela é obrigada a ficar em uma casa de família. Ela é composta pelo oficial distrial Jón, sua esposa Margrét e suas duas filhas Lauga e Steína. É claro que eles ficam em choque quando sabem dessa informação - e eles tratam Agnes com indiferença e tentam ficar o mais afastados possível dela. Margrét resolve que Agnes deve ser útil enquanto ela está na fazenda e então ela começa a fazer alguns trabalhos manuais na casa. Aos poucos Agnes começa a se abrir com Tóti, o seu conselheiro espiritual e é assim que nós ficamos sabendo a verdadeira história dela. Aliás, é assim que a família também fica sabendo a história da prisioneira…

Eu gostei muito do tema central de Ritos do Adeus. A autora Hannah Kent fez uma grande pesquisa sobre esse acontecimento e com isso criou a sua própria versão dos fatos. A história é muito interessante e faz com que o leitor queira saber cada vez mais e mais sobre a história de Agnes. Porém, a forma que ela foi escrita não me prendeu muito na leitura. Isso aconteceu porque eu não sabia que ele seria mais um livro “jornalístico”. Bem, ele pode não corresponder totalmente aos fatos reais, mas ele tenta se aproximar do que poderia ter acontecido. Por causa disso, a história é escrita de uma forma muito direta.

Em uma parte temos a narração da Agnes em primeira pessoa, enquanto a dos outros personagens está em terceira. Cada cena tem o seu propósito e os personagens são tratados de uma forma um pouco superficial. Alguns deles tiveram um desenvolvimento no início, mas depois isso simplesmente… parou. Por causa disso, não consegui me conectar muito com os personagens, nem com a protagonista. Porém esse é aquele tipo de leitura em que isso tem que acontecer. Eu gostei muito do Tóti desde quando ele aparece, mas depois ele foi perdendo um pouco do brilho. Talvez o problema tenha sido mais uma vez as expectativas – eu tento não tê-las, mas em alguns casos é bem difícil.

Mas Ritos de adeus é um livro bom porque nos faz refletir se nós realmente podemos decidir sobre o destino de uma pessoa. Ele nos mostra que toda história tem mais de uma versão – e que nem sempre nós sabemos realmente o que é a verdade.Porém Ritos de adeus é aquele tipo de livro que você tem que chorar, ou no mínimo se emocionar no final. E isso não aconteceu.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-ritos-de-adeus#more-12817
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Júlio 07/01/2014

Sobre angústia e o sentido da vida
Alguns livros nos ganham pela capa, pela fama do autor, pelos comentários positivos ou eventualmente alguma adaptação para cinema ou televisão. Mas no caso de Ritos de Adeus, apenas a sinopse foi o suficiente para me arrebatar.

A repentina consciência da finitude da vida; o vazio existencial e os questionamentos sobre os preceitos da fé e da sociedade que confortam algumas pessoas mas apavoram outras; uma terra cruel e mas ao mesmo tempo belíssima e fascinante como cenário, foram ingredientes que me fizeram cair de amor por este livro.

Hannah Kent é uma autora novata, tem ainda muito o que evoluir e aperfeiçoar sua prosa, porém esta foi uma estreia marcante e de muito peso, mostrando todo o potencial dela. Apesar de inconsistências aqui e e ali, coisa típica de autor de primeira viagem, Hanah conduz muito bem a história, movendo-se pelas memórias de Agnes, o sentimentos diversos das pessoas que se viram obrigadas a conviver com ela e ainda seus longos monólogos nos quais ela mede suas palavras e não revela tanto quanto em seus pensamentos, que soam como uma conversa íntima e aberta com o leitor.

Um livro talvez não excelente, mas realmente muito bom e que vale a leitura. No link abaixo segue uma resenha mais ampla sobre ele.

site: http://colonocult.blogspot.com.br/2014/01/ritos-de-adeus-hannah-kent.html
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Gabi 06/01/2014

Uma heroína?
Este livro é incrível! O sentimento de abandono e solidão são constantes, mas o livro não é deprimente, pelo contrário traz um sentimento de esperança. Conta a história de vida de uma prisioneira condenada à morte, Agnes. E o final, apesar de não ser como eu gostaria (claro, queria que ela fosse absolvida...) foi libertador. Fantástico!!! Recomendo para quem gosta de uma boa história, mesmo quando não é composta por momentos felizes.
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Universo dos Le 01/12/2013

Despertou meu interesse pela capa e pela sinopse, mas me conquistou completamente no prólogo. Dessa página em diante, não consegui largar!

Ritos de Adeus, o primeiro livro de Hannah Kent, foi inspirado na história real da Agnes Magnúsdóttir, a última mulher condenada a morte na Islândia, no ano de 1828.

Sob a acusação de ter sido responsável por colocar fogo na casa de dois homens depois de tê-los assassinado, Agnes enfrentou não só a burocracia do Estado islandês da época como o peso do preconceito social, situações que retiraram por completo a dignidade dos dias em que aguardava pela execução final de sua pena – a morte.

No período em que os fatos ocorreram, os fazendeiros tinham mais poder que as prisões, com isso, ela foi obrigada a conviver com a família de Kornsá, composta pelo oficial distrital Jón, sua esposa Margrét e as filhas Steína e Lauga. Por lá, além de trabalhar ela recebia as visitas do padre Tóti, um jovem que foi escolhido por ela para ser o seu mentor espiritual e que tinha como principal função fazê-la se arrepender do crime cometido.

Com o passar dos dias e com as constantes visitas do padre, o medo e o desprezo que a família de Kornsá sentia por Agnes foi se abrandando. Sem perceber, eles começaram a dar mais espaço para a prisioneira, a se interessar pelas suas histórias e a questionar o que realmente havia ocorrido. O padre, por sua vez, optou por ouvi-la e conhecer a sua vida, ao invés de lhe passar sermões e ensinamentos, no entanto, por vezes se perdia em sua imaturidade e ficava inseguro sobre como proceder.

A história criada por Kent é completamente envolvente e vai se revelando aos poucos para o leitor. Os mistérios que rodeiam a vida de Agnes e as suas escolhas, as razões pelas quais ela escolheu ser orientada por Tóti e as intempéries da família que lhe abrigou conseguem emocionar ante à sensibilidade com a qual foram descritas. Além disso, a escritora cuidou de mostrar a burocracia da política da época, a influência dos membros da Igreja e a cultura de um povo que é esquecido até dias de hoje, o que incrementou a obra e enriqueceu o seu texto, que é árduo, comovente e ao mesmo tempo muito sensível.

O interessante do livro é que muito mais que um romance dramático ele apresenta uma história sobre o amadurecimento e as mudanças de perspectiva. Os personagens, que são bem construídos e com características próprias e peculiares, amadurecem ao longo da narrativa e passam a ver o mundo e a si próprios com outros olhos, o que acontece em razão da convivência contínua entre eles. Um exemplo disso é a personagem de Margrét, que nas primeiras páginas tem pânico da prisioneira e a considera repulsiva, mas que ao final expressa algo como "ninguém é totalmente ruim", frase que demonstrou uma incrível evolução no seu ponto de vista.

É preciso destacar que a prisioneira Agnes destoa das características esperadas. Apesar de ter vivido na pobreza e ter sido excluída socialmente ao longo de toda a sua vida, ela sempre se interessou pela leitura e é uma pessoa extremamente inteligente e instruída, com argumentos seguros e que conseguem impressionar e comover. Esse ponto me agradou muito, já que diferiu do clichê do “pobre, excluído e ignorante”.

Quanto ao final, convém mencionar o cuidado da escritora com a descrição dos acontecimentos, que foi feita com um respeito incrível aos fatos e aos personagens. Ela conseguiu emocionar o leitor e sensibilizar para o fato de que nem sempre o mundo é justo, ele simplesmente é!

Leitura recomendadíssima!

CURIOSIDADES E OUTROS DETALHES NO SITE:

site: http://www.universodosleitores.com/2013/11/ritos-de-adeus-de-hannah-kent.html
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