O Ladrão do Tempo

O Ladrão do Tempo John Boyne




Resenhas - O Ladrão do Tempo


50 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 27/03/2014

O Ladrão do Tempo é um livro povoado!
Incrível o número de pessoas e de vidas que se pode ter com uma vivência de mais de 250 anos. A longevidade é uma preocupação do homem desde sempre, e Boyne consegue retratar bem os pontos positivos e negativos de se viver tanto. Apesar de Matthieu viver de forma intensa e achar-se agraciado por estar vivo há tanto tempo – apesar de não entender como isso veio a acontecer -, ele retrata ao leitor situações conflitantes que são inerentes a uma vida tão longa. São muitas situações pelas quais passamos, e as consequências delas nem sempre podem ser esquecidas.

Ao longo da narrativa vivenciamos fatos e personagens históricos envolvidos de uma forma ou de outra na vida de Matthieu. Gostei muito da forma descontraída e despretensiosa que o autor insere estes personagens, como se fosse absolutamente natural encontrar Chaplin perambulando por uma festa. Outros personagens sem fama histórica me cativaram. Posso dizer com toda tranquilidade que a personagem ficcionista foi a minha predileta. Dei boas risadas com a capacidade que ela tem de criar histórias fantásticas para sua própria vida, acreditando piamente nelas. Identifiquei algumas pessoas reais representados nela: doida, mas muito criativa! Inclusive, falando em criatividade, Boyne foi mega criativo ao citar um certo grande autor, e depois apelidar a ficcionista de Escarlate. Gostei de verdade.
Como é a narrativa de vida de Matthieu, da grande e longa vida de Matthieu, este é um livro de pessoas. Na verdade, é mais uma narrativa que fala das pessoas que conviveram com ele e o que estas lhe causaram do que dele próprio. A impressão é que meu círculo de conhecidos cresceu enormemente após a leitura. Não que Boyne tenha discorrido longamente sobre cada um, mas falava deles em uma facilidade tão grande que logo nas primeiras linhas achava que já conhecia o personagem.

Os mais de 250 anos de vida de Matthieu são contados de forma intercalada, indo e vindo no tempo. Porém em casa capítulo há um título que nos situa no tempo e situação, o que colabora de forma magnífica para que o leitor não se sinta perdido. Nestas idas e vindas vivenciamos junto a Matthieu histórias de amor que deram certo e outras tantas que não deram tão certo assim. Vivi momentos de angústia e de alegria. Vivi momentos de suspense e de indignação. É a história de uma grande vida e certamente eu gostaria de ter conhecido e sentado junto a alguém que tenha vivido tanto para ouvir parte de sua história.

Um detalhe: se algum dia eu tivesse cogitado a possibilidade de batizar um filho com o nome de Tomas, após a leitura de O Ladrão do Tempo esta ideia teria sido demovida definitivamente de meus intuitos. E aposto que o singelo tom de ‘salvação’ - atribuído a um serzinho do gênero feminino - para uma maldição mencionada nas entrelinhas será algo a agradar as feministas de plantão.

Minha nota 4 em 5 deve-se ao fato de, em alguns momentos, o enredo tornar-se um tanto quanto enfadonho, com um excesso de informações e comentários que achei desnecessários. E pelo fato de muitas coisas específicas sobre a vida de Matthieu não terem sido bem esclarecidas, tais como sua fortuna ou o ‘caminho das pedras’ para tanto sucesso.

Porém, apesar deste senão, eu recomendo a leitura destas várias vidas vividas por um só homem.


site: http://escrev-arte.blogspot.com.br/2014/03/resenha-o-ladrao-do-tempo-de-john-boyne.html
- 30/03/2014minha estante
Olá Nadja! Você é a autora desta resenha? Se sim, parabéns! Adorei as suas palavras e me senti mais instigado a ler este livro. Adoro o Boyne e devorei os seus livros anteriores. Obrigado por compartilhar a sua leitura e opinião conosco. abraços!


Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 30/03/2014minha estante
Eu mesma... Obrigada pelas palavras... Adoro ler e comentar o que achei para incentivar a leitura!! :-)


SERGIO 22/05/2014minha estante
Já tenho esse livro, e não vejo a hora de começar a ler, e após ler sua resenha, me motivou mais ainda.


Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 22/05/2014minha estante
Leia sim Zunder. Precisa de tempo, é bem cheio de elementos, mas é um bom livro. Vale a pena. :)


Isa Aguiar 02/12/2014minha estante
Olá Nadja, gostei muito da sua resenha. Justamente por isso queria fazer uma pergunta, o final do livro para mim, ficou um tanto quanto confuso de entender o que aconteceu com Matthieu!? Poderia me ajudar!?




Rafael Palone 14/08/2014

BEST. AULA DE HISTÓRIA. EVER.
Sabe aquela sensação quando você lê um livro tão bom que o único defeito é você não ter pensado naquela história antes do autor? É quase o caso do livro "O Ladrão do Tempo" de John Boyne. Vou explicar o porquê: o enredo é fácil e até clichê, apresenta uma situação que já vimos em milhões de filmes, livros e até em séries. Ou seja, já pensamos na história antes. Mas, o que está longe muito longe de ser um clichê é a forma como John Boyne desenvolve, estruturando muito bem o protagonista, relacionando contextos históricos e provando, com um grande livro, que é um escritor de qualidade.

O Ladrão do Tempo é Matthieu Zéla, um homem de 256 anos. As páginas do livro narram os amores, desamores, perdas e ganhos em todos os dois séculos e meio que viveu. A literatura até hoje já teve muitos personagens imortais, mas a diferença deste livro para os outros é que não busca uma explicação para a pausa no envelhecimento de Zéla. Não há uma justificativa nem natural muito menos sobrenatural. Matthieu Zéla não é um vampiro, não é um super-herói que se regenera e nem um cientista que criou um elemento que o afasta da morte. Ele é apenas um homem que parou de envelhecer nem o próprio protagonista está interessado em saber as causas.

Em um livro com 570 páginas e um tempo de narrativa de 256 anos, é óbvio que milhares de personagens vão e vêm. Mas, podemos destacar dois, que marcam presença em todo o livro, capítulo sim, capítulo não. O primeiro é Tommy, que, na verdade, são muitos personagens em um só. A Legião dos Tomas começou com o nascimento do meio-irmão de Matthieu, em 1750, chamado Tomas. Durante todos os anos do protagonista, ele cuidou dos vários descendentes de seu irmão, cujos nomes são variações do original: Tomas, Thomas, Tom, Tommy, Thom, entre outros. Cada um deles já nascia com o destino traçado: ter um filho aos vinte e poucos anos e depois morrer. Independente se a morte é por assassinato ou overdose, nenhum Tomas até então tinha se safado do destino trágico.

Tommy DuMarqué, o atual sobrinho de Matthieu, é um ator famoso viciado em todos os tipos de drogas. Sabendo que a situação do rapaz já estava crítica e que ele já tinha engravidado uma garota ou seja, o seu sucessor já estava encaminhado o protagonista decide algo que nunca havia feito em 256 anos de vida: ele iria mudar o rumo das coisas e salvar a vida de seu sobrinho.

A outra personagem é Dominique, o primeiro amor da vida de Matthieu. As impressões sobre a garota vão de oito a oitenta com o decorrer do livro, sendo que o leitor acompanha junto do protagonista tudo que ele viveu e passou por ela. Os capítulos seguem um ritmo único: um com o momento do protagonista com Dominique (Quando morei com Dominique, Quando trabalhei com Dominique). Outro com alguma história aleatória do passado e outra com uma situação do presente ao lado do sobrinho Tommy. Os capítulos aleatórios não exigem uma ordem. Você pode separá-los do resto do livro que ainda assim vai entender não que eu tenha feito isso, mas é possível.

Destaquei na resenha de O Menino do Pijama Listrado que admiro o livro pela forma inusitada que apresenta o contexto nazismo, Segunda Guerra Mundial. O ponto mais forte de "O Ladrão do Tempo" e, talvez, do escritor John Boyne é exatamente esse: a riqueza nos contextos históricos. Aprendi sobre a Revolução Francesa através do caráter revolucionário de um dos Tomas. Aprendi sobre o mercado cinematográfico nos anos 60 através da namorada Constance (embora o livro seja cheio de melhores partes, esta é a minha preferida). O Ladrão do Tempo, além de ser um livro maravilhoso, é uma aula de história que não dá, nem um pouco, vontade de dormir.
comentários(0)comente



Leandro Matos 11/08/2014

O LADRÃO DO TEMPO | A SAGA DE UM HOMEM QUE NÃO ENVELHECE
Meu primeiro contato com o trabalho do autor irlandês John Boyne, foi com o romance infanto-juvenil O Menino do Pijama Listrado, que utilizando o Holocausto como pano de fundo, relata a improvável amizade entre dois garotos, Bruno e Shmuel. O primeiro é filho de um comandante do alto escalão de Hitler e o segundo um garoto judeu vestindo um pijama listrado.

O Ladrão do Tempo foi publicado originalmente em 2000 e logo nas primeiras páginas já é notório o talento e a fluência da escrita do autor. John Boyne possui vários trabalhos publicados no Brasil, mas é interessante perceber sua habilidade como um grande contador de histórias já nesse seu primeiro romance.

A história é simples e original. Simples, pois o enredo não apresenta grandes subtramas ou reviravoltas, mas segue firme e contínuo entre duas linhas agradáveis narrativas (de presente e passado). O original da história fica por conta da concepção do autor em contar a saga de um homem que não envelhece. Matthieu Zéla (o narrador da história) parou de envelhecer com a aparência de 50 anos e até os anos 2000 linha de tempo que segue como presente durante o livro vai vivendo plenamente os seus 256 anos.

A história é a seguinte. Apenas escute. Existe uma coisa sobre mim que você não sabe e que provavelmente não vai ser fácil entender, mas vou tentar explicar mesmo assim. É o seguinte: eu não morro. Apenas fico mais e mais velho.

A história da vida de Matthieu começa em 1758, quando aos 15 anos e já órfão de pai, decide fugir de Paris com seu meio-irmão Tomas, após ter presenciado a trágica (e banal) morte da mãe. A partir desse ocorrido Matthieu decide tomar a atitude que vai permear toda a sua vida: se manter vivo para poder oferecer algo de bom ao seu irmão. Logo os dois empreendem uma viagem de navio que se destinava a Inglaterra. Durante a viagem Matthieu conhece Dominque Sauvet, uma jovem um pouco mais velha que ele, e que logo o fascina em todos os sentidos. Aportando em terra nova e almejando viver como marido e mulher, além de ter Tomas no papel de filho, não foi nada fácil para Matthieu e os outros dois, manterem essas aparências e posteriormente se estabelecerem como empregados em uma grande fazenda pelo caminho. O que atrasaria um pouco o plano inicial de chegar a Inglaterra, mas ao menos era uma forma honesta e digna de viver, onde se deixava de lado pequenos crimes que Matthieu cometia para ir levando o dia a dia dos 3 pela localidade. Só não tão importante na sua jornada quanto seu meio-irmão Tomas, que após a morte deste, Matthieu assume seguir com o compromisso de cuidar da sua linhagem, era Dominique. Essa relação ia marcar toda a sua vida como um amor conturbado e incompleto, onde uma única noite de amor, bastasse para guardar um sentimento por anos.

Ouvir muitas vezes a afirmação de que é impossível se esquecer do primeiro amor; o ineditismo das emoções seria, por si só, o suficiente para assegurar uma lembrança duradoura em qualquer coração pulsante.

Na linha narrativa que se segue entre o século XIX e o que se entende como presente, John Boyne foi mais meticuloso aos inserir pessoas e acontecimentos históricos entrelaçados na vida de Matthieu. É onde (particularmente creio eu) que a narrativa flui melhor. O autor mostra um personagem maduro, que segue vivendo o seu tempo à sua época, porém sempre honrando o compromisso iniciado com Tomas. Com mais de dois séculos de vida ele esteve presente direta e indiretamente em fatos importantes da História mundial. Guerras, a Revolução Francesa, a criação das Olimpíadas, o Crash de 29 e muitos outros que por vezes, foram apenas brevemente mencionados. Amigos e mulheres não faltariam na vida de uma pessoa que não morre, afinal. Durante a leitura vale um destaque para a esposa que conseguiu matá-lo e para o contexto no qual é inserido o cineasta e ator Charles Chaplin.

Aproveite tudo o que sua época oferece, estou lhe dizendo. Essa é a essência da vida.

O Ladrão do Tempo apresenta uma excelente história sobre a vida, sobre sobrevivência e acima de tudo, sobre a vontade viver. Apesar de ter vivido por tantos anos, o personagem ainda se permite errar, sorrir, sofrer e se alegrar. A cada novo amigo, ele se permite acreditar. A cada trabalho, ele persevera. A cada amor, ele se entrega. Afinal isso é viver. É permitir que cada momento, cada pessoa tenha seu devido valor na nossa história, no nosso tempo.

site: http://nerdpride.com.br/literatura/o-ladrao-do-tempo-a-saga-de-um-homem-que-nao-envelhece/
comentários(0)comente



Gleyse 08/02/2015

Frustrante
A sinopse nos dá uma visão de um livro cheio de boas surpresas e momentos históricos importantes através dos 256 anos de vida de Matthieu Zéla. O autor traça uma linha do tempo entre os séculos XVIII, XIX e XX, passando pela França, Inglaterra e Estados Unidos, através de épocas e momentos históricos pelo qual o personagem passa, mesclando capítulos de sua infância e adolescência, (antes de ele se tornar imortal) e do período atual.
Porém o livro de 561 páginas acaba por se tornar enfadonho, contando fatos da vida do personagem e seus sobrinhos que vão morrendo sucessivamente muito jovens e deixando um filho que repete o mesmo destino de seu antecessor.
Nesse período muitos foram os acontecimentos marcantes na história, mas isso acaba por não aparecer na trama, o que me frustrou bastante. Além disso, o autor cita fatos de pouca ou nenhuma relevância. Na verdade, muitos dos acontecimentos e das personalidades famosas da época, citadas no livro eu nunca nem ouvi falar, com exceção de Charlie Chaplin e alguns outros, ainda assim, não foi agradável ler coisas negativas sobre o gênio da sétima arte, que é retratado com um esnobe.
O título do livro me atraiu, bem como a sinopse, mas acredito que o autor perdeu uma ótima oportunidade de explorar os grandes momentos da história pelo qual o personagem passa. Eu gostaria de ter lido mais sobre a primeira e segunda guerra, a revolução industrial, período napoleônico e a guerra entre França e Inglaterra, entre tantos outros acontecimentos que passaram desapercebidos e poderiam ter tornado a leitura bem mais interessante. Afinal, um livro tão denso merecia uma trama que nos prendesse à leitura, o que não aconteceu. Apesar de os personagens serem interessantes, o enredo ficou fraco, sem profundidade e foram poucos os momentos em que eu fiquei instigada a continuar lendo. Foi quase um sacrifício não abandonar o livro.
Desculpe os fãs do autor que já leram vários de seus livros, mas eu sinceramente não gostei da leitura. Talvez por ter sido seu primeiro romance, tenha faltado alguma coisa que escapou.
Eu não li, mas assisti O Menino do Pijama Listrado e achei fantástico, especialmente o final surpreendente e foi o que esperei desse livro, um final arrebatador. Talvez tenha sido improvável, mas tendo em vista a forma como o final do livro foi conduzida, o final só poderia ser aquele.

site: http://territorio6.blogspot.com.br/
Thiago Soares 15/09/2019minha estante
Eu até iria fazer uma resenha e tal, mas você sintetizou exatamente o que iria dizer. Eu abandonei este livro em 2014 e retomei em 2019 (desculpe, mas realmente, eu lia uma página ou capítulo e pensava,,,, não,,, não ta bom isso aqui não) no final, não explicou coisas sobre essa transferência de tempo pro Mathieu, esses parentescos do Thomas etc, ele nunca ter sido identificado, como quando ele viveu 20 anos com uma mulher que não percebeu que ele não envelhecia... coisas assim!




tiagoodesouza 12/03/2014

O ladrão do tempo | @blogocapitulo
Ler um livro do John Boyne normalmente significa que o leitor será transportado para algum acontecimento histórico. O ladrão do tempo é o livro de estreia de John Boyne que somente agora, em 2014, foi publicado. É nele que a gente percebe a tendência do autor de usar a História para contar suas histórias.

A história

"(...) Às vezes acho que fui generoso demais com os Thomas. Quem sabe se tivesse sido menos caridoso, menos disposto a erguê-los toda vez que caíam, pelo menos um deles teria passado dos vinte e cinco anos."
Página 106.

Matthieu Zéla tem uma vida super longa. Ele nasceu em 1743 e desde então tem acompanhado a história do mundo se desenrolando ao seu redor. Ele abandonou a França juntamente com seu meio-irmão, Tomas, aos 15 anos quando o padrasto fora condenado pelo terrível crime que cometera. A partir desse acontecimento, a vida dos dois muda completamente. Matthieu para de envelhecer na meia-idade e passa a ver todos os descendentes do meio-irmão, todos com uma variação do nome Tomas, morrerem em torno dos vinte anos.

Estamos no ano de 1999 e Matthieu está cansado de ver seus sobrinhos morrerem. O Tommy atual é um astro de tevê há nove anos e o vício em drogas está acabando com ele. Matthieu tentará de tudo para que Tommy viva um pouco mais que seus antecessores e para que, enfim, o ciclo termine.

Narrativa

"(...) Envelhecer pode ser cruel, mas se você ainda tiver uma boa aparência e certa segurança financeira, há sempre muito para fazer."
Página 318.

A narrativa é em primeira pessoa pelo ponto de vista de Matthieu. A história é contada em três linhas de tempo diferentes. A primeira, é Matthieu em 1999, empresário em uma rede de tevê, que assumiu algumas responsabilidades após a morte de um companheiro de trabalho e que ainda está disponível para ajudar o sobrinho sempre que Tommy está em alguma enrascada. Depois, Matthieu nos conta a história de como ele conheceu Dominique, uma de suas várias esposas ao longo da vida, no barco quando saiu da França e começou uma nova vida na Inglaterra através de algumas mentiras e com algum peso na consciência. Por último e não menos importante, o narrador nos apresenta algumas passagens específicas em que ele nos conta sobre como algumas das mortes dos sobrinhos de Matthieu aconteceram e sobre outras perdas.

O ladrão do tempo pode não ser uma leitura fácil para quem não tem o costume ou não conhece a escrita de John Boyne. É uma leitura bastante densa por conta das muitas informações que precisam ser passadas para não gerar dúvidas sobre os acontecimentos históricos nos quais Matthieu está inserido. Eu não sei se todos que ali estão são reais, mas uma das partes que eu mais gostei foi o capítulo sobre a ficcionista que foi a única pessoa no mundo todo capaz de fazer com Matthieu algo que ninguém nunca conseguiu fazer.

O maior mistério do livro é, sim, explicado em torno das cem últimas páginas e eu confesso que tinha minhas suspeitas sobre essa explicação. Eu sempre tenho teorias malucas sobre os livros que eu leio e nem sempre elas se comprovam. Mas desta vez foi praticamente o que eu imaginei. Não me peçam para explicar porque é algo bem maluco.

Concluindo

Por ser o primeiro livro do autor, eu fiquei com a impressão que a escrita seria um pouco menos madura que as dos livros publicados primeiramente por aqui. Mas o livro tem toda a qualidade de O Palácio de Inverno e seus outros livros adultos e a capacidade de nos prender na leitura, como em seus livros juvenis.

"(...) Aproveite tudo o que sua época oferece, estou lhe dizendo. Essa é a essência da vida."
Página 22.

site: Compre o livro: Submarino (http://oferta.vc/1G82) Saraiva (http://oferta.vc/1G83).
Nat 06/10/2014minha estante
" O homem que usa a história para contar suas histórias."
Essa é uma ótima definição do autor.




Douglas 29/01/2015

Recomendo a leitura à todos os que gostam de uma boa viagem pela História.
John Boyne deixa claro que gosta de História e também já mostra a sua habilidade para construir narrativas que se relacionem a acontecimentos marcantes do mundo. Com um enredo bem desenvolvido e sem fazer uso de muita linearidade para contar a vida de Matthiew,o que mais gostei nesse personagem é que, ao contrário da maioria dos personagens imortais da literatura e dramaturgia, ele não se autoflagela ou se condena. Na verdade, ele aproveita a vida que lhe foi dada. Matthieu gosta de viver e gosta de fazer coisas úteis com seu tempo, assim como também gosta da ociosidade.Como sempre, a escrita do autor é viciante e ritmada e apesar dos diversos personagens que o livro contêm, o leitor não se sente saturado.Para mim, foi impossível tirar os olhos das páginas do livro. John Boyle conseguiu construir uma narrativa cativante, com um ritmo absolutamente perfeito, fazendo com que todas as 560 páginas fossem prazerosas e proveitosas.
comentários(0)comente



Renato 24/08/2014

Esse foi o primeiro livro do John Boyne que eu li. Ele conta a historia do Sr Zelá ("Matthieu, por favor"),ele tem 250 anos, porem a sua aparência é em torno de 50 anos, ele não envelhece.

O Livro é dividido em três tempos : o presente (1999), o inicio da vida dele e acontecimentos no decorrer de sua vida, que normalmente incluem pessoas históricas que tiveram alguma importância para o mundo.

Eu sabia que John Boyne gostava de misturar fatos históricos com ficção, porem achei que o livro fosse voltado mais para o tempo atual do Matthieu, não digo que achei historia ruim, pelo contrario, o fato da historia ser dividida em três tempos torna a leitura mais interessante e nos acrescenta um certo conhecimento (Historia sempre foi minha matéria preferida, rs) e é surpreendente o quanto de historia se pode viver em 250 anos e o mais legal é que Matthie adora a vida dele, por mais tempo que ele tenha vivido ele não reclama em momento algum da vida.
comentários(0)comente



Phablo.Galvao 04/11/2015

Uma vida em 256 anos
Segundo livro de 2015 concluído. Pra dizer a verdade, ainda estou tentando absorver as palavras finais do último capítulo. Emocionante. Acho incrível a capacidade que John Boyne tem de comover seus leitores usando as palavras de uma forma tão simples. É bem por isso que é o meu autor contemporâneo preferido, desde que li O Menino do Pijama Listrado. O Ladrão do Tempo é o seu primeiro romance e conta a aventura do francês Matthieu Zéla que parou de envelhecer e tem, nada menos que, 256 anos. A trama também nos leva a visitar os grandes eventos que marcaram o mundo nos últimos dois séculos. É um misto de temas humanos. É o desenrolar da vida e o seu tempo. É o peso do tempo na vida. Depois dessa leitura, não tem como não ficar mais atento aos detalhes da vida e, com isso, ter a consciência que um único momento, por mais simples que seja, tem o poder de mudar toda uma história.
Márcia Naur 15/01/2016minha estante
Gostei muito da sua resenha.




Guigui 02/05/2014

Envolvente e apaixonante.
Terminei de ler o livro O Ladrão do Tempo, de John Boyne, um livro excelente. Há muitos mistérios, afinal são duzentos e cinquenta anos de histórias vividas pelo personagem, e ele narra cada uma delas de maneira tão envolvente e minuciosa que posso dizer que estive junto dele em todas. Sei que ele se tornou um homem muito rico, mas ficou um mistério de como foi o começo dessa fortuna. Enfim, eu gostei tanto do livro que se eu começar a falar mais vou acabar contando muitas coisas e não vou deixar os leitores sentirem o mesmo prazer que eu de ler e apreciar as histórias desse homem maravilhoso, Matthieu Zela. Simplesmente amei o livro.
comentários(0)comente



Paulo Vinícius 23/10/2015

O senhor de meia idade com 250 anos
O livro trata de um senhor aparentemente entre 40 e 50 anos, mas como as aparências enganam, Matthieu Zéla tem na verdade míseros 256 anos. O livro é contato inicialmente em três linhas de tempo: Passado entre infância e pré adulto, fatos marcantes na histórica com inúmeros famosos e presente - que se passa em 1999. Uma ideia bastante interessante de um autor talentosíssimo. É um livro muito bem escrito, e que com certeza envolveu uma pesquisa histórica refinada, que apresenta o outro lado de diversas personalidades e de alguns fatos históricos, como a personalidade de Charles Chaplin e situações como a Revolução Francesa e a quebra da bolsa de 1929. O livro tem lá seus pecados. Inúmeros leitores esperavam talvez mais sobre a segunda guerra mundial, um aprofundamento maior em alguns personagens, entre outras várias situações que o gostinho de quero mais ficou evidente. A leitura é dinâmica e flui agradavelmente, entretanto, talvez o livro poderia ser dividido em dois para assim se aproveitar melhor esses 256 anos. Alguns aspectos também ficaram ausentes, como a fortuna de Matthieu, que deveria ser mais explicada, pois foi algo que ficou bem superficial. Com certeza é um ótimo livro para relaxar e principalmente para os amantes de história. O final de alguns personagens como Dominique foi surpreendente. Apesar de ter perdido incontáveis esposas ele não se lamenta muito por isso, não fica lamentando os seus 256 anos. Matthieu sempre têm seus sobrinhos com nomes de Thomas(e variações) que geralmente morrem ainda jovens e de forma trágica, por isso ele tenta sempre ajudar esses seus sobrinhos, porque para ele também é de responsabilidade dele cuidar e tentar evitar que seus sobrinhos morram tão cedo. No mais, é um ótimo livros, bem escrita e agradável de se ler.
comentários(0)comente



Livs 20/12/2015

Uma leitura incansável
Incansável e esplendida: é assim que eu defino essa leitura. Esse livro é absolutamente delicioso de se ler, embora tenha 568 páginas a leitura é fluida e a gente não quer que o livro acabe. É uma verdadeira viagem no tempo muito bem detalhada. É dificil escolher qual fase da vida de Matthieu é mais interessante e peculiar e qual é a nossa preferida.
Sou fã do John Boyne e confesso que esse livro não é o meu preferido dele, mas nem por isso deixa de ser sensacional. John tem uma capacidade incrivel de tocar os leitores com palavras fáceis e emoções profundas em historias muito bem elaboradas, e nesse livro não haveria porque ser diferente. Nos leva a uma reflexão sobre valores e sobre a vida em si. As ultimas palavras deixam um gostinho de quero mais e uma tremenda ressaca literária.
Recomendo.
Márcia Naur 15/01/2016minha estante
Qual é o seu preferido dele?




Jp Mathielo 30/09/2014

Leitura de grande conteúdo, super rica !!!
Nos sentimos como se estivéssemos literalmente vivenciando diversos períodos históricos de grande importância nos últimos séculos, tais como a Revolução Francesa, Revolução Industrial, primeiro jogos olímpicos da era moderna, quebra da bolsa de Nova York e crise Americana de 1929... Sempre acompanhado de um personagem muito interessante.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



MM 05/01/2019

Gostei muito deste romance!
A maestria com que John Boyne narra os 256 anos de vida, contados através do personagem Matthieu Zéla, é fluida e interessante; e realmente me fez "viajar" junto com o protagonista. Permeada de personagens e fatos históricos, o que poderia tornar a história confusa e enfadonha (o que, confesso, senti em alguns poucos momentos, por conta do excesso de detalhes); a escrita simples, porém, não simplória, e o desenho dos demais personagens e situações que vão surgindo, é crível o suficiente, ao ponto de me pegar, em alguns momentos, em dúvida do que seria ficção ou realidade. Só não dei 5 estrelas porque permaneci com algumas dúvidas ao final, o que, de modo algum tira o seu mérito; pois, como leitor e alguém que também se arrisca no universo da escrita ficcional, acho válido deixar alguns fios soltos para estimular ainda mais a imaginação do leitor. Vale muito a leitura!
comentários(0)comente



Graciano 09/06/2014

Leitura fácil e fluida
O livro é de leitura fácil, os capítulos de (em média) 20 páginas passam rápido. Achei algumas das condutas e atitudes dos personagens de tempos passados um pouco incomerciáveis. Quero dizer, agindo em 1800 como se age hoje, com audácia e enfrentamento incomuns para uma sociedade de classes da época. A partir do meio para final do livro as diversas histórias começam a fechar e as tramas se resolvem. Embora algumas partes pareçam improvisadas, como se o livro tivesse terminado de forma abruta. Claro que a justificativa utilizada pelo autor é bem aceitável. Outro ponto que desgostei foi uma certa propensão a violência, vários personagens são assassinados ou tem mortes violentas.
Considerando que foi o primeiro romance de John está muito bom.
comentários(0)comente



50 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4