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Assassin's Creed: Bandeira Negra Oliver Bowden




Resenhas - Bandeira Negra


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ATHOS 15/11/2016

achei muito ruim a historia, pensei que era sobre assassins creed, o protagonista nem sabia que era assassino direito, no fim das contas o livro se trata de historias de piratas do caribe.
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Raphael 05/09/2016

O Mais fraco da série
Esse livro é o que considero o mais fraco da série. Não gostei da forma de diário do livro, e não tem praticamente nada dos Assassinos nele, somente a vida de um pirata que usa o manto de Assassino. E os Templários e Assassinos, considerados como grupos secretos, quase todos no livro conhecem eles, perdeu um pouco do charme dos primeiros livros, aonde realmente os personagens agiam como Assassinos.
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Rosana 26/08/2016

Razoável
Achei um livro razoável apesar de não gostar de historias contadas como se fosse um diário, mas de todos da serie que li confesso que esse foi o mais fraco.
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vortexcultural 07/08/2016

Por Dan Cruz
A série Assassin’s Creed teve sua estreia nos videogames em 2007 e desde então não parou mais de crescer. Ao todo, foram lançados 15 jogos com a marca, entre os principais e os spin-offs. Não bastando saturar o mercado de games, outros produtos foram licenciados pela desenvolvedora Ubisoft, como histórias em quadrinhos, curta-metragens e livros. Lançado pela Editora Record no selo Galera Record, Bandeira Negra é a novelização do quarto game da série (ou décimo, contando todos os outros paralelos). Felizmente, não é preciso para o leitor ter conhecimento prévio algum sobre o jogo, pois o livro funciona por si só. Escrito por Oliver Bowden – pseudônimo de Anton Gill, também autor dos outros livros da série – o livro nos conta a história de Edward Kenway e como ele se tornou um pirata.

A história começa em 1711, em Bristol, Inglaterra. Kenway, um criador de ovelhas, vê-se apaixonado por Caroline Scott, a jovem e linda filha de um rico mercador. Para poder sustentar sua amada, acaba obrigado a servir como corsário. Assim, começa sua vida de aventura que em breve o tornaria um verdadeiro pirata. A narrativa em primeira pessoa, em certos momentos, torna a leitura um tanto quanto cansativa. Kenway está, certamente, contando sua história a alguém que não é o próprio leitor, uma vez que a certa altura revela o ano de nascimento de seu ouvinte. Isso acaba sendo um problema, pois, não gera identificação nem com o personagem-narrador, nem com o ouvinte. A ação, por vezes bastante complexa, acaba por se tornar enfadonha em determinados momentos, principalmente por se referir a termos náuticos – comuns em histórias de piratas – sem revelar alguma descrição do que se trata.

Esse parece ser um problema recorrente nos livros da série. Para ser considerado um romance histórico, faltam descrições dos termos, objetos, ambientações, expressões, etc. Talvez para contar a história de forma mais fluida, o autor não se preocupe tanto com essas descrições, mas dificulta a vida do leitor, que precisa de alguma ferramenta de pesquisa caso queira entender melhor o que está sendo contado. Uma pequena lista traduzindo esses termos ao fim do livro seria uma excelente ideia que infelizmente não foi utilizada.

Leia a crítica completa no Vortex Cultural.

site: http://www.vortexcultural.com.br/literatura/resenha-assassins-creed-bandeira-negra/
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Thalita Branco 29/02/2016

Resenha ~ Assassin’s Creed: Bandeira Negra - Oliver Bowden
Em Assassin’s Creed - Bandeira Negra conhecemos Edward Kenway, um jovem de 17 anos, criador de ovelhas, bebedeiras e confusões, que teme terminar como o pai: dono de uma fazenda. Edward se apaixona por Caroline, filha de um importante comerciante da cidade. Mas a ânsia de Edward não é consumada com o casamento, e cada vez mais ele deseja se aventurar por terras distantes a fim de fazer fortuna e dar a esposa a vida de regalias que ela merece.

Edward aceita então o trabalho de corsário, uma espécie de pirata que ataca e saqueia com o aval da Coroa Britânica. Sua vida marítima vai bem até que se vê obrigado a se tornar um pirata de verdade e acaba em uma ilha com Duncan Walpole. Sendo obrigado a assassinar o homem, Edward lhe toma o seu manto, uma carta e um estranho objeto. Duncan é esperado em Havana, com a promessa de uma grande recompensa, assim Edward se faz passar por ele em busca de sua fortuna. De brinde descobre sobre os Templários, o Observatório e o Credo dos Assassinos.

Edward Kenway é um anti herói extremamente carismático. Faz o que faz em busca de dinheiro, gosta de encher a cara e de olhar o traseiro de moças voluptuosas. Ao mesmo tempo em que trata sua tripulação com respeito e jamais deixa os amigos na mão. O livro é narrado em primeira pessoa como se ele estivesse contando a história a alguém, dando a impressão de ser ao próprio leitor.

Só não espere grandes novidades em relação ao jogo. Gostei que toda a parte da Abstergo foi ignorada. O começo e o final do livro tem um excelente desenvolvimento, mas algumas passagens do meio são exatamente iguais. Não que seja ruim, já que eu esperava fidelidade, mas a narrativa em si poderia ter sido melhor desenvolvida e não deixada da forma em que ficou, como um ctrl c + ctrl v da narrativa original. Seria interessante ver alguns eventos e personagens de forma mais aprofundada.

Já havia notado em alguns outros livros do Grupo Record uma impressão com letras meio borradas. Mas em Bandeira Negra, além dos borrões, existem palavras com letras mal impressas e pontuação faltando, como hifens e travessões, o que incomodou bastante a leitura.

Ainda assim gostei muito de Assassin’s Creed - Bandeira Negra. Virei fã da franquia e estou bastante curiosa para ler os demais livros da série. Edward Kenway, jundo do Capitão, Jack Sparrow, entrou para o meu hall de piratas favoritos.

site: www.entrelinhasfantasticas.com.br
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Millis 18/01/2016

Quando uma capa é melhor que o conteúdo...
Essa série me lembra o filme os mercenários, um grande elenco para uma história com enredo muito fraco... Ainda insisto em ler... Mas como disse, as capas são muito boas.
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Ana P. Maia 14/01/2016

Bandeira Negra - The Queen's Castle
"Que o inferno que você encontrar seja obra sua."
Yo ho, yo ho, a pirate's life for me ♪




Foi inevitável cantarolar essa frase em várias passagens do livro... Sempre gostei de piratas, e um dos meus melhores contos era sobre piratas – o conto se perdeu no tempo –. Vamos ao que interessa: Edward Kenway. Acho que todos os protagonistas são um pouco ou muito inconsequentes, malandros e mulherengos. Edward está num patamar acima dos outros... A vida de criador de ovelhas nunca lhe fora grata, mas com o tempo se tornou um fardo impossível de suportar. Olhando para o cais e dele para o mar, o jovem sabia o que queria. E procurou por isso. Ou antes, com alguma dificuldade foi imposto que nunca mais voltasse a Bristol ou a situação seria ainda mais penosa para si e os seus.
Não se importando com as feridas que deixara par trás, buscaria a sua fortuna como corsário e então voltaria para consertar as coisas e se vingar – parece que vingança é um ato recorrente na vida dos assassinos –. O que ele não imaginou foi a trégua entre ingleses e espanhóis e o fim da sua curta carreira. Como a maioria dos que viviam do corso, Edward se viu com poucas esperanças que não fossem algo como erguer uma bandeira negra no seu navio e buscar livremente por seus dobrões de ouro. O que seria da vida de alguma pessoa normal sem um Templário para atrapalhar? Não seria diferente aqui, com eles mais uma vez querendo dominar o mundo e disseminar a “sua forma de verdade”.
E então o nosso querido Edward, teve como mestre nada mais nada menos que Edward Tratch, o que para variar me fez ficar imensamente feliz. Não só pela presença desse pirata renomado, mas de todos os outros! Eu já sabia a maioria da história deles e recomendo para os leitores futuros: procurem saber, as informações dão uma visão bem privilegiada das personalidades da maioria dos personagens reais apresentados por Oliver.
Por mais que ele pense em voltar para casa, acaba afundando sempre nas garrafas de rum... Não é um bom exemplo e não é um assassino, ainda.
Menos foco na vingança, maior ênfase no misterioso Observatório. Edward empreende várias viagens para enfim encontrá-lo, ser traído por alguém que não esperava e se ver à deriva com um inimigo. Mas lembre-se, tudo sempre pode piorar. E piora!
De todas as mortes, senti umas poucas. Mas a dela, como doeu, daquelas que você sente como se fosse alguém querido há muito tempo e que fazem os cantos dos olhos ficarem úmidos. Acho que vi mais sangue nesse livro do que no outro. Mas não me incomodou, em certos momentos eu mesma fiquei com vontade de matar os personagens sob muita tortura!
Sigamos em frente. Algumas palavras para mãe de Edward: espero que você morra lente e dolorosamente.
Ninguém merece ouvir determinadas palavras, por maior que seja a sua culpa ou o seu rancor para com ele. E aquelas deveriam ter ficado para sempre trancadas bem fundo na mente, não pairando no ar como praga.
Há fatos surpreendentes no final, e cheguei à conclusão tendo lido o segundo livro da série Assassin’s Creed (fora da ordem) é que os protagonistas não ficam realmente felizes no fim... Ou assim me pareceu.
Quando acabei o livro, me peguei analisando a mudança de personalidade do Edward, tudo ao seu redor se transforma, mas mais do que isso, ele é outra pessoa no final. Alguém capaz de lidar com problemas impensáveis antes, de buscar por paz e finalmente fixar-se em terra firme. Em um lugar que passará a chamar de lar.
Personagem preferida de longe é a Mary Read, acompanhada bem de perto pela Caroline e Anne Bony. Elas são confiantes, fortes e mulheres muito a frente de seu tempo.

Mesma recomendação do livro anterior: “para os fãs dos games e para os não fãs que tenho certeza que se converterão.”

site: http://booksandcrowns.blogspot.com.br/2013/12/assassinss-creed-bandeira-negra.html
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SID 11/01/2016

Um ponto de vista diferente!
Um livro escrito em forma de diário do nosso Capitão Edward Kenway abordado de maneira completamente diferente. Para quem está acostumado com os outros livros já lançados focados mais na ordem dos Assassinos, pode se surpreender ou até mesmo se decepcionar.
Mostrando a história de um jovem ganancioso que não visa nada que não seja apenas a riqueza para poder sustentar a sua amada esposa e se tornar "um homem de qualidades" se tornando então um corsário.
Depois de se ver forçado a virar um pirada junto com Barba Negra, ele assume a identidade de um Assassino chamado Duncan Walpole e passa a não só conhecer as ordens dos Assassinos e Templários, mas também a fazer parte dessa guerra entre essas ordens.
No decorrer de toda a história é perceptível a mudança de caráter do nosso personagem que vai aprendendo sobre a ordem e tentando corrigir vários erros do passado.
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Volnei 29/05/2015

Bandeira negra
Como o livro VI este também foge das histórias mostradas nos primeiros volumes . À partir deste livro abandonei por completo a leitura desta série.

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/
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Carlos 28/04/2015

Decaindo
De todos os que li, foi o mais fraco.
Não joguei os jogos da série, acompanho apenas os livros, mas, se continuar nesse ritmo, nem os livros merecerão atenção.
Os primeiros (que versavam especificamente sobre os Assassinos) foram excelentes. O penúltimo (Renegado) embora um pouco diferente (por mostrar mais a ótica Templária) também agradou bastante.
Mas este último (Bandeira Negra), pessoalmente, achei muito fraco. Quando começa a ficar interessante, o livro acaba.
Sei que é baseado no jogo... e até deve ter sido divertido o jogo, com todas as estripulias no mar, mas, como livro, deixou muito a desejar.
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Naiane 20/12/2014

De bêbado a Assassino !
A história é focada em um homem que por seu sonho de se tornar importante no local onde vive resolve se tornar corsário, onde começa as suas histórias que passam de homem bêbado para corsário, pirata, ladrão de identidade e por fim Assassino. Porém entre essas mudanças de identidade ele vive muitas aventuras em busca de dinheiro, de se tornar um homem de qualidade até por fim ir atrás do Observatório. Descobrindo mistérios relacionados a um utensilio que vai além da compreensão de muitos ele se vê em diversas enrascadas que fazem da história uma cativante leitura. Fácil de ler e compreender a série Assassin's Creed eu recomendo com absoluta certeza de que além de histórias, você aprende e se interessa por conhecer a famosa história de templários e seus inimigos(Mesmo que eu esteja do lado dos Assassinos rsrs). Sem deixar de comentar a capa digo que essa foi a que mais me encantou, em alto relevo, está muito linda deixando minha estante com uma cara ainda melhor!
É muito fácil se tornar fã dessa série, assim como eu me tornei!
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Lael 27/11/2014

Um Assassino Pirata
Esse livro é emocionante. Além de contar muitos fatos reais, também nos dá uma excelente idéia de como era a realidade pirata. Coisas como rum, dinheiro e mulheres, assim como a sujeira, o fedor, etc. Além disso, a história do próprio Edward é envolvente: Ele não é só um babaca cego por dinheiro. Ele sofreu muito na vida e isso acarretou no seu próprio amadurecimento, que nós notamos desde o começo, até o fim. Enfim, uma excelente história.
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Mickael 24/11/2014

Tragédia da família Kenway
Excelente livro que narra a origem da importância dos Kenway para o mundo, assim como o início de sua tragédia. Tudo começa com a inquietação e ambição do jovem Edward que deseja mais do que sua simples vida no campo. Aventura-se nos mares até tornar-se um dos mais temidos piratas de sua época. Nesse processo, é claro, o personagem tem uma série de perdas que moldam o seu caráter. É uma história fantástica, tão boa quanto o game. Vale a pena ser lido.

site: http://homoliteratus.com/assassins-creed-assassinos-na-literatura/
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Acad. Literária 21/10/2014

RESENHA - Assassin's Creed - Bandeira Negra
Resenha originalmente postada pelo Blog Academia Literária DF

Edward Kenway, filho de Bernard Kenway e Linette Kenway, um jovem impetuoso, ambicioso, tão habilidoso com as mulheres quanto era com a cerveja, via-se numa vida sem pretensões, tendo que ajudar nos negócios do pai um criador de ovelhas. Preso num mundo ao qual não pertencia. Certo dia, em mais uma de suas bebedeiras, impelido a ajudar uma dama que seria alvo de três homens ("Um destino pior que a morte"). Depois de uma bela surra, por conta da desvantagem numérica, fora salvo pela jovem e linda Caroline Scott, filha de Emmett Scott, um rico mercador que negociava chá. O jovem Edward logo se apaixonou por ela, mas um abismo os separava. Ela era rica e ele, pobre. Sem ter condições de sustentar sua paixão pela moça, ele se vê num beco sem saída. Até a chegada de um recrutador. O homem oferece uma chance a ele de virar Corsário. Bucaneiros a serviço da Coroa, que são autorizados a fazer saques contra os inimigos da Rainha Ana.
Depois de pensar muito a respeito do pedido, eventos se desenrolam que acabam por fazê-lo abraçar a vida de Corsário, para que no futuro, ele possa voltar e dar a sua amada a vida de luxo e riqueza a que ela estava acostumada. Não que ela quisesse isso. Caroline estava feliz em ser como ele, mas seu orgulho de homem falou mais alto que a razão, sua vontade de se aventurar virou seu combustível e um atentado que marcaria sua vida o fizeram embarcar em um navio para o mar aberto. No entanto, nem sempre os planos que traçamos dão certo e o destino acaba por transformar o jovem Kenway em inimigo da Coroa, algo que ele jamais planejara para si, algo que ele repudiava com todas as forças, algo que poderia separá-lo de sua amada para sempre.

Edward Kenway tornou-se um pirata.
O Livro começa contando a história de Edward quando ele tinha apenas 17 anos. De como ele conheceu Caroline, como se apaixonou e como colocou na cabeça que queria dar uma vida melhor para a mulher pela qual tinha se apaixonado perdidamente. Esse início me desagradou, pelo simples fato de que ele se parece muito com o início da vida de Ezio Auditore, protagonista de outros títulos da franquia Assassins Creed. Um jovem, caçador de brigas, que tem uma família rival, gosta de uma donzela rica, quer se casar com ela, mas acontece algo terrível com sua família, o que o obriga a trilhar outros caminhos diferentes daquela vida que ele tinha antes. Acho que poderiam ter feito um passado diferente para o Edward e não somente reciclar um já utilizado, com alterações aqui e ali.

O livro fica muito interessante depois que ele entra para a tripulação do Emperor e aprende as minúcias que a vida nos mares requer. Ao contrário de Ezio ou Altair (outro membro da Irmandade de Assassinos), Edward não tinha qualquer pretensão de se tornar um assassino. Tudo se resumia a saquear, ficar rico e voltar para Caroline. Isso o levou à vida de Corsário, que inevitavelmente o levou à vida de pirata, depois impostor (vocês vão ter de ler para entender essa) e depois Assassino.
Como sou fã de histórias ambientadas num plano mais real, usando-se de elementos trazidos do que de fato aconteceu ou acontece no mundo com a adição de algum elemento feérico, acompanho a série Assassins Creed desde o primeiro livro e Assassins Creed Bandeira Negra, sexto volume da série, não difere dos outros, sendo esta também uma viagem histórica ao passado. Uma aula de história, onde seu professor é o livro e seu dever de casa é pesquisar sobre o que de fato aconteceu na época retratada.

Para mim, foi um entrave o uso excessivo de sinônimos. Acredito que alguns sejam necessários devido à época em que a trama se passa, mas por conta deles tive de parar mais vezes do que posso contar com os dedos das mãos para pesquisar palavras que fugiam do meu vocabulário habitual. Demorei mais tempo do que pretendia lendo o livro por conta das pausas didáticas. Como já conhecia um pouco de termos náuticos, essa parte não foi um problema tão grande e agora posso até me arriscar a entrar em um navio pirata e me fazer de entendido do assunto (ao menos um pouco entendido).

Se você, leitor, nunca leu algum livro que aborda termos náuticos e de como era a comunicação entre os marinheiros na época da história, não conhece as lendas da era de ouro da pirataria e tem dificuldade com palavras mais pomposas, sugiro que leia este livro com o Google aberto, ou ao menos um dicionário por perto. O livro é recheado de termos náuticos. Bombordo, estibordo, proa são só alguns exemplos simples. O autor se utiliza muito de palavras difíceis para dar continuidade ao texto. Um leitor não acostumado vai demorar um pouco mais para terminar de ler esse livro (se quiser saber o que as palavras significam). E, claro, o livro é uma caminhada pela história como qualquer outro da série. Personagens ícones de sua época (que realmente existiram) podem ser encontrados nas linhas escritas pelo historiador Oliver. Barba Negra, terror dos sete mares, é um dos maiores exemplos dessa trama, assim como Stede Bonnet, Willian Kidd, Charles Vane, Cálico Jack, Anne Bonny e Mary Read. Ah, cuidado para não se confundir, o nome verdadeiro do Barba Negra é Edward Thatch, o mesmo primeiro nome do protagonista: Edward James Kenway.

Bowden, dessa vez, faz uso do narrador em primeira pessoa. Edward conta sua própria história a um ouvinte não revelado. O uso desse recurso é tão presente, que às vezes o leitor pode imaginar Edward falando com ele enquanto lê sobre suas aventuras. "Sim, sim, sei o que você está pensando. E sim, sim, eu me senti meio culpado por isso. Mas não culpado demais". Pág. 39.

A fluidez da narrativa não fica livre de pausas, já que o autor (e a pessoa que traduziu a obra para o português) usa muitos sinônimos na obra. Edward vai sendo construído à medida que a história se desenrola, não há história de outros personagens, apenas o que Edward descobre e conta ao ouvinte é revelado no livro. O uso de datas nos mantém atentos à linha temporal da história, tanto que, se o leitor mais interessado desejar, pode procurar registros históricos da época e encontrar fatos que realmente aconteceram, alterados de forma a dar espaço ao protagonista e toda a batalha entre a ordem dos Assassinos e os Templários. Apesar de fazer parte de uma série, este livro não estabelece uma relação de sequência direta com os outros títulos (podendo ser lido separadamente dos outros). Os acontecimentos do livro se passam muitos anos antes da história de Connor ( protagonista de Assassins Creed Renegado, 5º livro da série, 3º jogo da franquia), neto de Edward acontecerem. O que os une é a eterna luta de Assassinos e Templários, esses últimos, ávidos pelo controle do mundo a seu modo.

Assim como nos outros livros da série, os acontecimentos se passam rapidamente. Uma hora, vemos o protagonista com certa idade ou contando alguma coisa que aconteceu com ele em determinado ano; nas páginas seguintes já se passaram meses ou até mesmo anos desde o último acontecimento. Alguns leitores podem estranhar essa linha de acontecimentos veloz que o autor nos apresenta e até achar que tudo não passa de preguiça de escrever mais, porém não é bem assim. O livro foi adaptado de uma franquia de jogos eletrônicos. Seria muito complicado ambientar o jogo inteiro dentro das páginas do livro. Alguns acontecimentos passaram rápidos demais no livro, pois no jogo, há uma série de missões secundárias que podem ou não preencher essa lacuna deixada pelo livro. Outro entrave é escrever TUDO o que aconteceu com o protagonista em todos os anos que ele descreve suas aventuras. Alguns momentos não precisam ser lembrados porque não há nada de muito importante neles. Essa é uma característica do autor. Contar sobre toda uma vida, em um único volume.

A série Assassins Creed foi transportada para as páginas por Oliver Bowden, um dos pseudônimos utilizado pelo historiador, escritor e gamer Anton Gill, que também adota o pseudônimo Ray Evans. Filho de mãe inglesa e pai alemão, este inglês nasceu em Ilford, Essex no ano de 1948. Especialista na História Renascentista, Gill já escreveu muitos títulos entre ficção e não-ficção. Antes de dedicar-se à literatura e a história, Anton Gill trabalhou no Royal Court Theatre, em Londres, no Conselho de Artes e também na TV BBC. Casado, vive em Paris, França, com a mulher.

Devido ao fato de a obra ser baseada numa franquia bem sucedida de jogos para vídeo game, o livro é extremamente indicado para os leitores que já puseram as mãos em sua versão dos consoles. Uma imersão diferente sobre uma mesma história. Trocar os controles pelas páginas do livro pode acabar se tornando um vício a mais para o jogador/leitor. Para aqueles que não interagem muito com vídeo games, não se preocupem, não é preciso jogar para ler. Tudo está muito bem explanado nas páginas do livro. Também recomendo para aqueles que adoram pesquisar sobre histórias antigas e personagens lendários de suas épocas.

A série Assassins Creed é sem dúvida um épico de seu gênero.

site: http://goo.gl/q10vMp
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Gabriel 12/09/2014

Muito bom
Segundo livro que li inteiro, muito bom recomendo para que curte avenura é o livro certo.
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