Imperfeito

Imperfeito Robson Gabriel
Robson Gabriel




Resenhas - Persuasão


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Xandy 28/07/2020

Quando li sobre esse livro achei que seria mais um romance besta, porém ele é bem pesado e diferente de outros livros com temática gay. Ao meu ver, ele mostra de uma forma crua e realista a realidade que muitos homens passam para se assumir e isso é ao mesmo tempo chocante e necessário, pois nos faz pensar que nem sempre tudo é lindo e colorido como achamos.
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Clarinha ð 25/06/2020

Realmente eu amei esse livro, o jeito que o autor usou as palavras, sem nada genérico ou muito repetitivo, eu amei.
É muito interessante ressaltar que o autor também demonstra MUITO sentimento nesse livro, não existe uma parte que você vai ler e achar monótono, até por que você realmente entra no embalo junto com o personagem principal e sente nem que seja um pouquinho do sofrimento que ele sente.
O livro termina com um final muito inesperado, que ainda estou tentando digerir e sinceramente meus parabéns ao autor e eu não vejo a hora de ler o próximo livro.
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Rodrigo_Random 21/02/2020

Bom... não odiei.
Foi difícil encontrar as palavras pra descrever esse livro, e não sei se escrevo isso de forma positiva.
Não costumo criar expectativas com um livro, logo, não criei nenhuma com esse, mas o livro inteiro me deu um mix de sensações, e, infelizmente, quase todas foram ruins. Inúmeras coisas me incomodaram no livro: erros de revisão, personagens odiáveis, diálogos irreais, romance superficial.
Os diálogos do livro soavam sem emoção e não consegui me conectar com as falas ou com o que eles diziam pois parecia superficial demais. Eu não conseguia "entrar" na história e sentir o que eles tentavam transmitir. A revisão do livro também deixou passar alguns erros que deixaram a leitura confusa, me fazendo "sair" da história (e já estava difícil de entrar nela) para tentar entender se ainda estava lendo um diálogo ou um pensamento do protagonista.
Tentei a todo custo, mas não consegui me conectar com o protagonista, pelo contrário. Eu me identifiquei com ele em relação às dúvidas, sobre a descoberta da sexualidade e a confusão em sua mente, mas chegou num ponto da história que eu não achava mais que a história iria evoluir, pois o protagonista fazia uma merda atrás da outra e não parecia aprender ou entender o que falavam pra ele. Durante toda a leitura eu quis entrar na história só para xingá-lo, estapeá-lo e dizer "Para com isso, sua gay branquela!". Se era a intenção do autor criar um protagonista tão odiável quanto os "vilões"... conseguiu. Foi um dos piores protagonistas que já vi. Extremamente homofóbico, hipócrita e machista. É "compreensível", visto a confusão em sua mente a bola de neve que suas mentiras criaram, mas não acho justificável. Apesar de uma das personagens ser uma pessoa horrível e desprezível, ele simplesmente se refere a ela como "vagabunda" e a chama de "vadia malcomida", e em outro momento ele olha para uma garota que não fez NADA para ele e diz que tem vontade de deixar o "rostinho bonito" dela todo marcado. Tipo... oi? Rihanna, corre aqui! Para piorar, a tentativa do autor em criar um romance também pareceu muito forçado, raso, irreal e fantasioso demais. A cena da primeira vez que eles se viram pareceu muito uma cena de... bom, de um livro. Não pareceu real, pelo contrário. A relação deles também não pareceu linear e gradativa, apenas forçada. Bernardo, que tinha tudo pra ser o melhor personagem (depois da Luana, claro) também se mostrou bastante hipócrita e confuso, chegando a julgar Daniel por uma atitude e logo depois fazer a mesma coisa, sem sequer se desculpar por isso ou refletir se a atitude dele foi certa.
Outra coisa que me incomodou foram os esteriótipos desnecessários dos personagens. Um dos personagens é gay assumido e afeminado, e ao invés do autor utilizar isso positivamente e torná-lo um personagem incrível e que poderia ajudar o protagonista a melhorar como pessoa, ele fez do personagem alguém invejoso, irritante, cheio de esteriótipos e totalmente odiável.
O autor também pecou MUITO na construção dos personagens, e isso desencadeou as outras coisas que me incomodaram na história. Os personagens simplesmente não tinham personalidade lineares, e isso ficou perceptível não uma ou duas vezes, mas várias e várias vezes no decorrer da história. Os personagens agiam e falavam coisas que não condiziam com o que eles falavam ou faziam (literalmente) uma página antes. Vários momentos eu parei e voltei só pra confirmar a confusão que foi isso, como por exemplo, o autor descrever uma cena num vestiário, com os personagens pelados no chuveiro, e depois um dos personagens dizer que nenhum homem o viu pelado... Tipo... Como assim?!
Foi um livro com muitas coisas que me incomodaram. A todo momento de raiva eu tentava pensar "Tudo bem, o personagem está agindo assim por causa disso e disso e disso", mas após quase 200 páginas, eu me perguntava "Ok, mas quando isso vai mudar?".
Achei que o final foi um pouco rápido demais, além de ter sido previsível. Senti que o autor podia ter desenvolvido mais as últimas páginas, visto que tinham uma carga emocional MUITO grande. Mas, de qualquer forma, achei que o final foi muito bom, me despertou (infelizmente só nas últimas 20 páginas) empatia pelo protagonista e consegui sentir e imaginar o que ele estava passando, visto que, infelizmente, é uma realidade que pessoas LGBTs vivenciam. Espero que a continuação mostre uma evolução não apenas do autor, mas também dos personagens e da história.
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geovanelemme 06/03/2018

Uma história surpreendente
Imperfeito te dá a visão menos explorada de autoconhecimento enquanto homossexuaal. Dan é um jovem que luta contra seus desejos, e acaba se tornando uma pessoa amarga e agressiva.
Robson 11/03/2018minha estante
Obrigado pela resenha, querido




Carol 11/12/2017

Adorei!
Resenha feita originalmente no blog Virando Amor

Dan está terminando o ensino médio e, no meio disso, está num período complicado com relação a aceitação de sua homossexualidade. Por toda sua vida, ele nunca se sentiu bem por esconder seu eu verdadeiro, mas ele não consegue aceitar de jeito nenhum que, pra ser feliz e livre, ele precisa começar a aceitar que é ok gostar de garotos. Quando ele entra pra faculdade e conhece pessoas novas, seu plano de viver uma mentira pelo "bem das pessoas ao seu redor" é abalado.

O livro mostra de um jeito bem real e honesto o autodescobrimento de Daniel, porque realmente não é fácil se assumir homossexual quando vivemos num mundo preconceituoso, mas e quando você mesmo não consegue se aceitar? Quando você mesmo é o homofóbico e tem pensamentos de que, o que você sente, é algo vergonhoso e não deveria acontecer?

Esse preconceito não parte somente dele e vemos também o quanto ele é rodeado de pessoas intolerantes, sua própria mãe demonstra que não gostaria de ter um filho gay, e obviamente, contribui mais ainda para seu medo de assumir crescer.

Recebi em parceria com o autor ao participar do booktour do mesmo e gostei bastante, mas achei algumas situações forçadas, como quando o garoto do nada chegou perto de Dan e o acusou de não assumir gay sendo que ele tinha literalmente acabado de o conhecer.

Dan é um personagem que me irritou profundamente em diversos momentos, e creio que tenha sido a intenção do autor, pra mostrar de verdade como é uma pessoa que fica nessa prisão de não ser quem é de verdade. Quando ele tratava as pessoas ao seu redor de qualquer jeito, usando quando bem entendia, isso me irritava.

O autor mostrou muito bem o caminho pra libertação, entre erros e acertos. Ele tinha "motivações" pra finalmente se assumir, mas no fim, a coragem e decisão de mostrar ao mundo quem é de verdade, fica somente em suas mãos.

O livro é bom e tem uma grande carga dramática, e super recomendo pra quem quer ler um livro LGBT com bastante drama e com um final surpreendente que te faz querer a continuação, Inquebrável, com urgência!

site: http://www.virandoamor.com/2017/12/resenha-imperfeito.html
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mimiconta_ 03/11/2017

virou pássaro e criou asas
Quando acabei de ler esse livro foi como se tivesse havido uma explosão que me causou uma surdez e paralisia momentânea. Chocada! Pensava comigo: caramba! 😱Ainda com os olhos marejados. O autor @robsongabrielaut foi de uma delicadeza ímpar ao narrar de forma suave e intensa, o exato momento em que Dani, que se julgava imperfeito, sentiu-se perfeito, sagrado, virou pássaro e criou asas... Livre pra voar! A história sobre um rapaz (assim como muitos) que se recusa a assumir sua homossexualidade por medo. Medo de magoar aqueles a quem ele ama e que o amam; medo da incompreensão, rejeição e da violência. É comovente... Me envolveu! Vale muito a pena! Mesmo.
Robson 10/11/2017minha estante
Maravilhosa




Fábbio - @omeninoquele 27/07/2017

Amei demais!
"Vivo em uma caixa de pregos, onde me rasgo e sangro para manter uma falsa imagem intacta..."

Narrado em primeira pessoa, em Imperfeito conhecemos Daniel, um garoto no fim do ensino médio que se descobrindo para a vida está com todos aqueles dilemas que nós todos passamos nessa fase, mais que é tão importante, porque é isso que vai nos definir na fase adulta.

Daniel é jogador de futebol do time da escola, é popular, bonito mais é muito inseguro quanto a sua sexualidade, e basta um beijo para que o que ele achava ser e sentir mude de uma hora para outra e as coisas a partir daí só piorem.

Depois que ele entra na faculdade de jornalismo e se depara com Bernardo, um garoto que ele havia encontrado e que jamais acharia que ia ver de novo as coisas mudam completamente.

O que se passa depois é um misto de insegurança, os amigos o abandonam, um amor que começa a nascer por Bernardo e uma sequência de coisas que levam o garoto a tomar atitudes bem diferentes daquelas que nós esperamos que ele tome, mais ao mesmo tempo, bem plausível para a idade dele.

Daniel tem medo de ser quem realmente é, e acaba como ele mesmo diz, vestindo uma máscara para não "decepcionar" as pessoas, sendo que com essa atitude ele só acaba sustentando uma mentira que vai ferindo-o cada vez mais.

Tive raiva de algumas decisões dele, ao mesmo tempo que o compreendia muito bem pelo que ele estava passando. Não é fácil sentir que é diferente, uma vez que as pessoas te impõem a ser de um jeito desde que nasceu. Percebi isso muito dentro da família dele, com algumas atitudes de seus pais.

A narrativa criada por Robson Gabriel é leve, jovem e trata o assunto como a maioria das vezes é, sem muito do romance que a gente está acostumado a ver nesses livros do gênero. Gostei do personagem Daniel, achei ele muito real e tudo o que ele sentiu e passou, creio que muita gente também viveu e vive por aí.

O livro não tem um final, e muito do que aconteceu nesse livro fica sem resposta, o que me deixa um pouco apreensivo para o próximo livro, quero descobrir o que vêm depois de tudo o que se passou em Imperfeito.

site: https://www.instagram.com/p/BXBr4O8hrGx/?taken-by=omeninoquele
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Douglas 11/06/2017

Recomendo
Imperfeito é uma história de autoconhecimento com um personagem que cativa o leitor nas entrelinhas. Uma narrativa que esmiúça o medo e a insegurança diante do preconceito. Um romance LGBT que precisa ser lido.
Robson 13/06/2017minha estante
Que coisa maravilhosa




Maravilhosas Descobertas 24/05/2017

IMPERFEITO, DE ROBSON GABRIEL

Daniel narra sua própria história em Imperfeito. Um garoto que era popular na escola, participava do time de futebol e que tinha seu grupo de amigos e que vê sua vida mudar rapidamente quando se forma e está prestes a iniciar seu primeiro ano na faculdade. Ainda quando no ensino médio, certas coisas aconteceram e fizeram com que Daniel questionasse coisas das quais ele sempre foi certo, mas demorou muito para que ele aceitasse o que estava acontecendo e deixar de ver aquilo tudo como apenas uma fase.

Depois de beijar seu amigo Andy, Daniel entende que gosta mesmo de garotos, mas por diversos motivos, não se sente seguro em se abrir sobre isso, o problema é que esse segredo começa a afetar o protagonista de diversas formas negativas. Mesmo começando a faculdade, Daniel continua guardando o segredo e as mentiras vão acumulando de tal maneira, que outras pessoas passam a ser afetadas. Agora o garoto precisa tomar decisões e lidar com as consequências do mundo de mentiras que criou.


Robson Gabriel aborda o tema com uma visão bem real e pé no chão, o que é um ponto super positivo. A narrativa em primeira pessoa também é muito bem trabalhada e não permite que o autor se canse, querendo ler tudo de uma só vez.

Honestamente, não vi praticamente nenhum ponto negativo na história, meu único problema foi Daniel, ou melhor, suas decisões imaturas e egoístas. Eu entendo que a situação dele é delicada e os motivos pra ele decidir guardar tais segredos são totalmente claros e compreensíveis, mas não concordei com muita coisa que ele fez. Acho que a partir do momento que ele percebeu que suas mentiras estavam afetando outras pessoas também, ele devia ter ao menos tentado fazer as coisas de outro modo, mas não, ele continuou mentindo mais e mais e acabou deixando tudo ainda mais complicado.

Mais pra frente, entendemos que tudo foi necessário para direcionar o leitor aos momentos finais, E QUE MOMENTOS FINAIS!!! Então sim, Imperfeito é um livro incrível que mostra muito bem como é a vida de um garoto que se descobre/aceita homossexual e que deveria ser lido por todos. Robson Gabriel nos encantou com a narrativa que criou, e nos deixou desesperados pela continuação, Inquebrável, que está por vir.

site: http://www.maravilhosasdescobertas.com.br/2017/05/imperfeito-de-robson-gabriel.html
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Fernando - @ExploradorLiterário 07/05/2017

Imperfeito se trata de uma narrativa em primeira pessoa, onde Robson Gabriel nos traz uma história sobre descobertas, sexualidade, auto aceitação e turbilhão de emoções, sobre o amadurecimento e sobre a vida.
O livro retrata a história Daniel jovem inteligente, popular, jogador do time de futebol do colégio, que acabara de terminar o ensino médio e irá começar a vida acadêmica no curso de Jornalismo devido a sua paixão pela literatura. Durante o ensino médio, Daniel passou por algumas situações que fizera perceber que era diferente dos outros garotos, mas ele achava que era apenas uma fase ou alguma confusão interna, não aceitava esse desejos que atormentava. Porém em uma festa que ele dá em sua casa para encerrar um ciclo junto com seus amigos, um episódio com Andy, Line e Bia , algo dentro dele explode e ele começa uma luta interna que só existe uma saída.

"Dizem que para sabermos do que gostamos de verdade, precisamos experimentar de um pouco, mas ei me recusei a acreditar nisso - tinha medo de acreditar, para falar a verdade. E se eu tivesse gostado? Estaria perdido pro resto dessa minha vidinha medíocre."

Após a festa até o início das aulas ele conhece Bernardo que identifica sem ao menos conhecer que ele vive em uma briga interna. Daniel se sente constrangido com o episódio e acaba descontando nos amigos os seus meios e anseios devido aos seus preconceitos de quem ele é. Com início das aulas ele não se aceita, e começa a machucar terceiros por ser imaturo e egoísta, e acredita que conseguirá viver uma vida com mentiras. Porém, a vida é uma caixa de surpresas, e ele vê que o destino prepara uma boa lição para ele, Bernardo o garoto que conheceu é seu veterano na faculdade, isso mexe com Daniel, que irá ter que aprender pelo amor ou pela dor, mas isso só depende dele e de mais ninguém.
Durante a trama, vivemos todos os sentimentos do protagonista, o mesmo não sabe lidar com todas as questões dentro de si mesmo, além disso Daniel se mostra uma pessoa sem personalidade devido que o mesmo liga muito pra opinião alheia, ele não sabe posicionar sua opinião, mesmo sabendo que é diferente vive de conceitos e medos imposto pela sociedade, muito momento nosso protagonista se mostra uma pessoa egoísta, violenta e que acredita resolver tudo com violência. .

Às vezes, tudo que precisamos é rir das coisas que acontece conosco para perceber que nem tudo está perdido, que ainda há esperança."

Robson traz este livro para pensar sobre como é difícil o crescimento, se não formos se desconstruindo sobre todos preceitos que temos no nosso interior e que temos que lutar para sermos nós mesmo, e buscar a felicidade. O autor conseguiu tirar de mim com a leitura um misto de sentimentos, pois em alguns momentos entendia Daniel e torcia para que ele se aceitasse, porém em outros momento eu tinha raiva dele, achava ele um babaca, achava as atitudes mesquinhas e que me envergonha, porém as suas últimas atitudes me enche de orgulho. Recomendo esse livro, pois ele nos coloca a refletir sobre a vida, e sobre o preço que temos que pagar para ser feliz.

site: http://srexploradorliterario.blogspot.com.br/2017/05/imperfeito.html
Robson 09/05/2017minha estante
Seu lindo




Matheus.Souza 09/02/2017

Mal escrito, mal desenvolvido
Eu estava cheio de expectativas pra esse livro mas ele acabou sendo uma grande decepção. Os personagens parecem não ter personalidade lineares, a cada momento têm reações que não condizem com ao que eles teriam feito de acordo com como tinham se comportado em momentos anteriores. Os diálogos são fracos, o desenvolvimento do romance muito pobre e superficial. Fiquei contando as páginas pra acabar. Ainda tem muitos erros de digitação, está sem pontuação no fim de algumas frases e confusões como a mesma frase em dois pedaços distintos do texto sendo um claramente uma confusão.
Andre.Luiz 04/05/2017minha estante
Nossa não fui só eu quem. Concordo contigo em tudo.
E o fim??????? Que fim foi aqueleeeeee???? Não da juro.


Eduardo 10/04/2018minha estante
Até que enfim um comentário honesto. Se tu achou este ruim, leia a continuação dele..


Matheus.Souza 24/05/2018minha estante
melhora?


Eduardo 24/05/2018minha estante
Consegue piorar.


Ale - @ale.ferreira.69 31/08/2020minha estante
Melhor resenha! :D




Raffafust 25/09/2016

Confesso que tive medo de ler o livro e não gostar. Calma, nada que o desabonasse, mas sobre o tema LGBT eu sou super fã de David Levithan e o Robson é meu amigo, já pensou criticar livro de amigo? Mas....depois do primeiro capítulo e com o livro lido em praticamente um dia, posso afirmar que o autor não só me surpreendeu positivamente como também deixou aberta a minha vontade e a de todos que leram o livro depois do final bafônico.
Vamos à história: Daniel ama jogar futebol e tem 15 anos, tem uma namoradinha mas ainda não sabe do que gosta. Sim, ele nunca transou com ela e depois de ter trombado em Eric durante o jogo de futebol ficou realmente na dúvida de seus gostos. Para piorar, Eric o segue até o chuveiro do vestiário querendo algo mais, aquele moreno lindo, alto, bonito e sensual poderia ser a solução dos seus problemas? Não por enquanto, ele prefere dizer não e enganar a si mesmo.
Pula pra o fim do ensino médio, Daniel está então com 18 anos, em uma das milhares de festas que vai com seu grupo ( Andy, Line e Bia) ele acaba beijando Andy, que pede para ele se libertar mas ele continua afirmando que gosta é de meninas. Por mais que seu corpo diga outra coisa.
Na faculdade ele vai continuar lutando contra suas vontades, mas ao conhecer Bernardo, um gatíssimo que até lembra a Branca de Neve, e que é professor de Sociologia - está aí um ótimo motivo para não acabar com a matéria, rs por favor governo, deixa ela ficar! - os dois vão trovar olhares e Daniel vai tentar mais uma vez se desvencilhar do que ele sente vontade.
É nessa que vai acabar se envolvendo com Ingrid, uma moça que vai se apaixonar por ele sem saber do que seu namorado curte de verdade. O autor teve a sensibilidade que esse tipo de livro pede, o de mostrar ao mundo o como tempos de adolescente já são complicados, imagina para quem gosta do mesmo sexo? São cruéis, nem todos tem a mesma receptividade ao se assumirem, seja com os amigos, seja com a família. Daniel sofre com isso e acaba por tentar negar o que é magoando as pessoas ao seu redor, mesmo que essa não seja sua intenção.
Ao leitor cabe torcer para que o mundo dele e de muitos que passam por isso seja mais justo, mais compreensivo e menos julgador.
Não posso contar mais nada, só pedir que leiam, e pedir ao meu querido amigo autor Robson que nos dê a continuação, vai ter né?


site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2016/09/resenha-imperfeito-astralcultural.html
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Blog Stalker Literária 14/09/2016

Resenha pelo blog Gordinha Assumida
Sabe aquele livro que você não dá nada pra ele, mas acaba se tornando uma leitura que você quer indicar pra todos na rua, e principalmente para pessoas preconceituosas? Então, esse é o livro.

Antes de começar a resenha, eu gostaria de ‘contar’ que eu sou uma pessoa de cabeça muito aberta com a questão da homossexualidade, e passo dias com raiva quando escuto um discurso preconceituoso com relação a isso, ainda mais vivendo em uma família de evangélicos, e trabalhando para uma pessoa evangélica. Toda discriminação, todos os discursos sem base de conhecimento nenhum, de como se ‘ser gay, ser lésbica’ fosse uma forma de se rebelar, que se ela entrar na igreja Deus vai curar ela, de como Deus criou homem e mulher e blá blá blá, me irrita em um ponto que prefiro sair de perto da pessoa pra não sair em um bate boca, como já sai várias vezes com minha mãe e não adiantou em nada.

Mas em fim, agora com vocês sabendo como me sinto com esse assunto, devem ter uma ideia de como esse livro mexeu comigo, e que eu queria mesmo, de verdade, que todos que tem seus discursos homofóbicos pudessem ler esse livro para entender um pouco o que se passa na cabeça de um homossexual, e ver como é triste viver se escondendo e tentando se encaixar no modelo padrão da sociedade.

Imperfeito foi uma leitura que escolhi sem saber do que se tratava do tema, mas quando fui adicionar depois ao Skoob, pude perceber que foi uma ótima escolha, daquelas que abre mais sua mente e te coloca no lugar do personagem, fazendo com que você sinta todas as suas dores e dúvidas.

Daniel é um exemplo pra família, é um jogador de futebol, um garoto estudioso e que adora ler, mas nunca sentiu uma forte atração por mulheres, mesmo já tendo namorado muitas. Quando ele beija Andy, seu amigo, ela acaba percebendo que gosta mesmo de homens, e que isso pode ser um verdadeiro problema. Ainda mais quando ele vê um garoto na rua apanhando por isso.

Um dia ele está andando pela cidade, e encontra um rapaz lindo, Bernardo, que lhe diz que não há problema nenhum em ser gay, que ele será mais feliz se aceitar isso, mas será que vai ser mesmo?

O garoto cogita várias vezes contar para seus pais, para poder parar com essa farsa que criou, essa confusão que está sua vida, onde ele fuma, bebe e se machuca todos os dias, para aliviar essa pressão que lhe estão impondo, mas ao ouvir sua mãe conversando com uma amiga, seu coração se despedaça mais, e ele percebe que nunca será aceito do jeito que é.

"-Sabe Tereza, - minha mãe faz uma pausa. – Eu preferia ter um filho bandido, do que ter um filho gay. Isso é uma vergonha!"

Todo o medo, todas as situações que ele se mete só para poder se esconder, tentar ser aquele garoto ‘normal’ que gosta de meninas, é de cortar o coração, pois vemos todo seu sofrimento, toda a mudança de personalidade, de um garoto jovem e alegre para um estressado e distante, onde tudo é motivo para que ele exploda.

O ‘final’ do livro é triste, emocionante, e um pouco ‘esperado’, pois vemos o resultado de se assumir, e que era realmente do jeito que ele imaginava: nada fácil. Toda dor que ele passa, violência, humilhação, confesso que fiquei com muita raiva, pois fiquei com aquele sentimento: como as pessoas podem ser tão cegas, tão preconceituosas e tão violentas até com quem elas conhecem? Tudo é tão surreal, é uma escolha que não tem nada a ver com você, que não vai mudar em nada a sua vida, somente a daquela que é homossexual, mas ainda assim as pessoas tendem a se comportar como se fossem uma aberração ter uma ‘coisa’ dessas por perto.

Em fim, eu recomendo muito essa leitura, pois ela nos abre mais os olhos ainda para o quanto é difícil se assumir em um país em que o preconceito é passado tão livremente em todos os canais de televisão, onde as pessoas simplesmente pregam a violência ao invés de o amor.

Agora é esperar o segundo livro, o qual não vejo a hora de ler para ver como Daniel irá viver após ter contato a todos a sua opção, e ter passado pelo que passou.

"Sei que isso pode ser difícil e estranho, - continuo, a voz calma e direta. – Mas eu preciso que vocês saibam. Eu sou gay. E eu peço desculpa por isso."

site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2015/09/imperfeito-robson-gabriel-1.html
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