1Q84

1Q84 Haruki Murakami




Resenhas - 1Q84


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soso 02/01/2018

Saindo da Cidade dos Gatos
O velho ditado popular "tudo que é bom dura pouco" pode ser facilmente aplicado aqui, no fim do terceiro e último livro da trilogia 1Q84.
Quando começamos a história de Aomame e Tengo, lá no volume 1, nem nos damos conta mas já nos encontrávamos embarcando na "cidade dos gatos" juntamente com os protagonistas. A diferença é, justamente, que para saírmos dela não nos é necessário subir uma escada de emergência de uma Rodovia Metropolitana nipônica congestionada (e ainda por cima calçando um par de saltos e com um conjunto de blazer e minissaia de Junko Shimada, rs).
O único aspecto negativo que consigo citar nesse último livro fantástico de Murakami é o fato de que muitas perguntas continuaram sem respostas, mesmo após o fim do enredo. Não sei se por objetivo do autor ou por preguiça, mas certamente não por falta de atenção. Nunca antes li uma escrita tão detalhada e que se importava tanto com cada personagem criado. É quase uma relação paternal.
Fiz questão de anotar em um bloco de notas todas as perguntas que, a meu ver, permaneceram sem respostas. Minha vontade é lotar a caixa eletrônica da secretária de Murakami com spams, até alguém me responder.
Mas, em suma, colocando em linhas gerais, "1Q84 - volume 3" foi tão poderoso e bem-escrito quanto os dois primeiros volumes da trilogia, e fico muito triste em ter de despedir-me de um universo tão maravilhosamente fantástico quanto esse. Vai ser difícil achar uma obra deste nível em minhas leituras futuras.

O próximo trem que sai da "cidade dos gatos" parte agora mesmo. Tome muito cuidado para não perdê-lo!
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Nana 02/12/2014

Acho que quanto maior a expectativa, maior acaba sendo a decepção e deve ter sido isso o que aconteceu com esse livro. Achei o primeiro da trilogia fantástico. O segundo eu comecei a sentir que tinha começado a ficar meio arrastado e repetitivo - enjoei de ler tantas descrições de algumas cenas em especial -, mas tinha começado a responder alguns mistérios, e isso foi muito interessante.
Agora o terceiro foi pura enrolação. Teve o final clichê e super romantizado, depois de ficar o livro inteiro repetindo descrições. Não achei de todo ruim as perguntas sem respostas, mas às vezes isso me dá a impressão que nem mesmo o autor sabia para onde estava indo com a história e deixou tudo em aberto para dar uma de cult. Sou bem mais a favor de histórias em que tudo é amarrado, sem deixar pontas soltas. Mas se fosse apenas isso, eu ainda recomendaria a trilogia sem problema nenhum. O problema mesmo é que estava longe de precisar de três livros. Em dois, no máximo, a história estaria completa e perfeita, sem enrolações.
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victormramalho 26/01/2015

Um enorme desapontamento
Quando você começa a ler 1Q84 e se depara com o mundo que está sendo criado diante de você, é apenas impossível parar de ler, uma vez que é a sensação do imprevisível que rege a história.

O primeiro e o segundo livros funcionam muito bem no sentido de apresentar os personagens, o mundo onde foram parar e as consequências dos atos realizados naquela realidade paralela. Aomame até consegue me cativar.

Mas o terceiro livro é um espetáculo de mau desenvolvimento. Uma história ótima, que (como sempre disse) desaponta em estilo, desenvolvimento e ritmo. Os personagens parece que, em vez de se desenvolverem, implodem e se tornam ainda menos desinteressantes do que outrora chegaram a ser. Isso pra nao falar de Ushikawa, que talvez tenha sido a coisa mais sem noção dessa história toda.

A narrativa termina repleta de pontas soltas e com um vazio na minha alma por ter esperado tanto de uma história e ter sido recompensado com quase nada.
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isa.dantas 27/10/2016

O ritmo se perde um pouco no terceiro livro. Não sei se Murakami acertou ao incluir um terceiro personagem como "protagonista" nesse volume. Ainda assim, como um todo, a trilogia é um belo tributo à 1984.
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Patrícia 08/10/2014

Um mundo paralelo assim como nosso
Embora eu tenha lido inúmeras resenhas sobre este livro ter deixado a desejar nos mistério (afinal, quem são o Povo Pequenino? Qual é o porquê daquilo tudo?) eu pessoalmente não me importei. Eu não desejei ao terminar a leitura que houvesse uma resposta.
1Q84 desde o começo me prendeu de uma maneira estranha. Digo, não ao começar a lê-lo, mas no exato momento que visualizei-o numa estante numa feira de livro qualquer. Eu procurava por um título bom, então vi o primeiro volume na minha frente e a capa atraiu-me. Comprei sem dó do dinheiro gasto e sem hesitar. Algo estranho de minha conduta - levando em consideração livros.
Então martelou na minha cabeça a culpa de "eu comprei um livro pela capa. Isso não foi nada bom". Iniciei a leitura. Ah, como o alívio jorrou em mim.
O primeiro volume me jogou num mundo de ar fino e levemente frio, o segundo me proporcionou inúmeras dúvidas, o terceiro acalentou-me na luz alaranjada. Tudo recebi com inúmero apreço. Admirei a conduta de Tamaru até o fim.
Como já deixei claro, as perguntas não necessitavam respostas. Sabe, no mundo em que você lê esse meu texto, nem tudo terá explicação - e nem deve. Assim como o nosso, não teria sentido saber de tudo se mesmo os personagens do livro não sabem-o. A resposta para sua pergunta não está dentro de você, mas em outro. Mesmo assim, ela não deixa de existir.
Mesmo que você não saiba.
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Jullia 28/01/2016

"Nunca se esqueça de que as coisas não são o que parecem ser.”
A leitura da série toda me transportou para uma esfera muito fora da realidade, mas que, simultaneamente, tornou-se aos poucos o meu mundo real. Por mais maluca que toda a história seja, é inegável a conexão fortíssima que sentimos ao ler. Não importa se há uma ou duas luas, aquele torna-se também o nosso mundo.
Todos os personagens são muitíssimo bem construídos. Não importa o que eles façam, a empatia acontece. Nós entendemos os personagens e o porquê de suas atitudes, seus desejos.
O que o Murakami traz é algo muito humano e sincero. Por mais distante que muitas vezes se faça da realidade aquilo é humano, é a verdadeira essência do homem contemporâneo. É tênue a linha que separa 1984 de 1Q84.
Os livros trazem uma riqueza cultural muito grande. Você sabe o que eles estão cozinhando, as músicas que estão ouvindo, os livros que estão lendo, os filmes que assistem.
Mostra-se presente a questão feminista, que por sinal muito bem explorada. Uma assassina profissional é contratada para matar homens que maltratam as esposas. A velha de Azabu com a sua lindíssima história e sua personalidade forte, serena e determinada, luta junto com Aomame por um objetivo nobre.
Além de tudo isso, há o amor maluco e inexplicável entre Tengo e Aomame. Quando eu digo inexplicável é porque tudo aquilo parece muito plausível e sem sentido, simultaneamente. Consegue se fazer admirável e crível. Apenas um aperto de mão e todo o sentimento ali compartilhado, forte o suficiente para durar 20 anos.
O livro acaba e simplesmente deixa um vazio em você. São 1280 páginas de pura conexão. Quando acabei, fiquei olhando para o nada, sem saber o que pensar, o que achar, o que dizer. A única palavra que descreve o sentimento é: vazio.
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Lucy 03/02/2015

decepciona...
O author realmente nos cativa com seu jeito de escrever, seus mistérios e romance...
O livro 2 já nos cansa um pouco, pois se estende sem revelar nenhum segredo e mantendo o romance também só na promessa...
Mas foi o final do livro 3 que me fez sentir decepcionada...
Muito pouco - ou nada - dos mistérios foram esclarecidos.. foram jogados de forma 'acredite se quiser' e o momento do encontro - final da história romântica - também me pareceu da mesma forma.. acredite se quiser...
O livro não seria ruim.. se fosse um conto. Certamente a historia foi esticada e com certeza bastaria um livro se os pensamentos dos personagens não se repetissem e se fatos banais do dia a dia nos fossem poupados.
Uma pena. O livro parecia cativante e original....
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Juci 23/01/2014

Nunca mais vou largar a sua mão
Amei os outros dois volumes da trilogia (principalmente o segundo), mas preciso admitir que o volume final me decepcionou um pouco. Gostei do foco na relação entre Aomame e Tengo, mas ao mesmo tempo o autor colocou personagens importantes e queridos (como a senhora de Azabu e até mesmo Fukaeri) como meros figurantes (a senhora nem mesmo aparece diretamente no livro, é apenas citada), e ficaram muitos fios soltos na história, que deixam o leitor um pouco frustrado. Enquanto o segundo volume respondeu vários mistérios do primeiro, o terceiro ignorou as perguntas que foram feitas nos livros anteriores e focou principalmente no romance do casal principal (isso, pelo menos, se resolve, como era esperado). Mantenho meu carinho pela trilogia e acho que a escrita do Murakami continua incrível; e apesar da pequena frustração ainda aproveitei bastante a leitura e a recomendo para quem gostou dos primeiros volumes.

No meu perfil também tem a resenha do primeiro volume da série.
Juci 23/01/2014minha estante
[SPOILER dos livros 2 e 3] Ah, e o que foi aquilo do povo pequenino saindo da boca do Ushikawa e fazendo uma nova crisálida de ar? Acho que o autor quis fazer algo estilo Alien, mas não sei se deu certo. Não teve nem de perto o mesmo impacto da primeira vez que o povo pequenino fez isso, no segundo livro, saindo da boca da garotinha (aquilo me arrepiou de tanto medo)...


Lucas 09/08/2014minha estante
Essa parte do povo pequenino saindo da boca da garotinha me arrepiou tb! haha não de medo, mas de suspense. Fiquei tipo, meu deus, preciso saber o que é isso!




Fatima.Aparecida 31/05/2018

Ma-ra-vi-lho-so
Para quem ama uma boa história é uma história bem contada. Para quem quer uma leitura q o tire desta realidade e o surpreenda. Para quem quer sair do lugar comum!
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Valério 24/08/2015

O desfecho, enfim
Nas avaliações que escrevi para os dois primeiros volumes da saga, já havia manifestado que a nitidez com que notei a tentativa do autor de estender o texto para ter 3 livros ao invés de um. Há uma repetição desnecessária de descrições e de acontecimentos. Muitas vezes, voltei para ver se não era efetivamente uma cópia do texto anterior. Além disso, há muita coisa que aparentemente o autor criou imaginando ter uma explicação mais detalhada à frente, mas que não aconteceu.
Assim, entendo a opinião de alguns de que o livro não teve um desfecho, por ter ficado muita coisa sem explicação.
Entendo, o que não quer dizer que concordo. Algumas histórias não precisam de muita explicação. Mas a história se concluiu. Tudo bem que a história não terminou com um "E foram felizes para sempre". Ainda bem.
Termina o drama, mas o futuro fica em aberto. Não se sabe nem se os problemas foram ou não resolvidos de todo.
Por fim, a história é original, diferente. Algumas das fantasias me pareceram muito infantis, juvenis, no máximo. Como existir um "Povo pequenino".
Ainda assim, a leitura valeria a pena, ainda, caso não se gastasse 3 livros e mil páginas para contá-la. Não que eu não goste de livros extensos. O melhor livro que já li em toda a minha vida tem perto de 4 mil páginas e dois dos mais fantásticos, logo após, tem em torno de 2.000 páginas, cada. Mas são 2.000 ou 4.000 páginas recheadas de muito conteúdo, de grande profundidade e que deixam a impressão de serem poucas páginas. O contrário do que acontece com 1Q84. Gastou-se demais para se contar de menos.
Talvez Murakami deveria se inspirar mais em Marguerite Duras, em seu livro "O Amante", ou talvez na célebre frase atribuída a Voltaire: "Peço desculpas se escrevi um texto longo. É que não tive tempo de escrever um curto"
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Biblioteca Álvaro Guerra 30/08/2018

Volume final da trilogia 1Q84. Em um ano próximo a 1984, dois personagens repletos de segredos e envolvidos em tramas obscuras tentam sair de uma realidade implacável: o mundo de 1Q84. No último volume da trilogia Haruki Murakami, os protagonistas Tengo e Aomame continuam presos ao mundo paralelo de 1Q84, ?onde coisas estranhas podem acontecer?. Eles precisam escapar não só dessa terrível realidade alternativa, em que duas luas pairam no céu, mas também da ameaça do chamado Povo Pequenino e de um sinistro grupo religioso em busca de um acerto de contas. E terão em seu encalço um implacável detetive, que se aproxima cada vez mais do esconderijo de Aomame, enquanto desvenda a real conexão entre ela e Tengo. Conforme 1Q84 caminha para uma resolução, acompanhamos o incerto destino se fechar ao redor deles. Aomame e Tengo não sabem se finalmente irão se encontrar, ou se serão encontrados antes. Com milhões de exemplares vendidos no mundo e uma legião de fãs, 1Q84 é um romance cosmopolita. Entre as referências, Murakami rememora George Orwell, a música ocidental e elementos da cultura pop. Ao costurar trechos de suspense, violência e distopia com momentos de nostalgia, amor e união, o escritor japonês alcança na trilogia o ápice de sua criatividade literária.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/978-85-7962-264-9
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Adriana 01/08/2016

Não é para qualquer um
Avalio como 4**** pelo conjunto da obra, não por livro.
Entendi que o Vol 1 foi a introdução, o Vol 2 a A ação 3 o Vol 3 a conclusão.
Na conclusão propositalmente o autor deixou fios soltos, ou melhor, sutilmente disse que continuaria tudo igual...
E não explicou o que aconteceu com determinados personagens porque eram secundarios e ele não viu importancia, ou seja, a vida segue...
Muito bom
Recomendo, embora ache que esse livro não é para os fracos... e haja imaginação!!!!.
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leonel 05/12/2018minha estante
essa é a explicação mais lógica que eu já vi:
https://www.quora.com/What-is-the-meaning-behind-the-book-1Q84-by-Haruki-Murakami
mas é em engRish.


06/12/2018minha estante
Caraca, achei bem interessante essa teoria de que 1Q84 seria o subconsciente do Tengo. Faz muito sentido! Principalmente a questão do cobrador da NHK. UAU!


leonel 07/12/2018minha estante
O hardboiled wonderland é mais ou menos isso só que ele deixa claro na história.




Kelvin 06/05/2016

O livro incompreendido
Bom, claramente algumas pessoas aqui não entenderam este livro, ou melhor, não entenderam esta trilogia. A primeira (e talvez mais constante) crítica que fizeram é sobre o ritmo do livro, que pode ser um trunfo ou uma desvantagem de 1Q84, dependendo do leitor, não é necessariamente algo negativo. Ao recapitular todos os fatos ocorridos nos três livros, fiquei com a nítida impressão de que não aconteceu tanta coisa assim, especialmente no segundo e no terceiro livros. Isso, contudo, não é algo ruim. Murakami imprime este ritmo lento à história para que possamos experimentar uma quase completa imersão neste rico universo inventado por ele. A prosa de Murakami, diferente de muitos prosas que eu já li, é deliciosa. Você lê, lê, lê e não se cansa. Arrisco-me a dizer que até quem criticou o ritmo lenta da narrativa não conseguiu interromper a leitura até chegar à última página.

Sobre "o livro não explica tudo, deixa pontas soltas". Está mais do que na cara que não era o objetivo do Murakami, escrevendo um livro de realismo fantástico, revelar todos os mistérios. Ele deixa isso nítido na passagem "se você não é capaz de entender alguma coisa sem explicações, significa que continuará não entendendo, apesar das explicações". O livro é inteligente e o leitor tem que prestar mais atenção aos detalhes. Mesmo sendo um livro longo e descritivo, você percebe que não há informação desnecessária, que os fatos estão interligados. Pessoas, lugares, acontecimentos e ideologias. O autor expões opiniões diferentes e aborda alguns tabus da sociedade, deixando ao leitor um convite para pensar e tirar suas próprias conclusões. Enfim, tentem ver o livro com outros olhos, sem encará-lo como uma literatura fast food de suspense e ficção científica. Não é um livro do Dan Brown, é um livro de um autor cult que precisa de uma avaliação cuidadosa.
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Aécio de Paula 10/02/2019

1Q84 - 3° volume
Um mundo onde pairam duas luas no céu do Japão. E como os personagens do livro viverão com isso. Este é o mundo criado pelo Haruki Murakami que me tornei fã do seu estilo de escrever. O livro é cheio de enigmas. Os personagens são bem trabalhados pelo autor. Mas da trilogia eu gostei mais do segundo volume. Desse terceiro esperei um final eletrizante, mas não foi. Recomendo a série.
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