Azul é a Cor Mais Quente

Azul é a Cor Mais Quente Julie Maroh




Resenhas - Azul É A Cor Mais Quente


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Enrico 10/12/2013

Muito mais do que um romance.
Quando ouvi falar sobre essa história, não estava entendendo o porquê de muito estarem elogiando ela. O máximo que eu tinha visto era uma sinopse do filme, e depois tinha pensado: "Por que é que estão falando tão bem disso?".
Pois bem. Li uma crítica sobre o filme (que tinha recebido nota 10/10 por sinal), e foi aí que eu me interessei. Na crítica falava que a história era muito profunda, e que os personagens eram muito bem construídos. E eu gosto de histórias assim.
E foi aí que eu tive o meu primeiro contato com a HQ. Não tenho nem palavras para descrever o quanto eu me encantei com essa simples história da garota de cabelos azuis.
Se você apenas ler a sinopse, que nem eu tinha feito anteriormente, talvez possa achar que é uma coisa simples. Apenas um amor homossexual.
Só que vai muito além disso. Não é apenas um romance entre duas meninas. É um romance entre duas meninas que é extremamente bem aprofundado, que resolve mostrar ao leitor como é a personalidade de cada uma delas.
Clementine (que no filme, se chama Adéle)é uma daquelas personagens femininas que te encantam. Ela representa o medo que o ser humano sente sobre si mesmo, sobre suas inseguranças e desejos. E isso é representado pelo homossexualismo, porque ela sente medo de estar afim de uma menina, e não sabe ao certo como lidar com isso.
Emma também é uma personagem totalmente incrível. Você se apaixona pelo jeito dela, e como ela é carinhosa com Clementine. As duas praticamente se completam.
Finalizando, "Azul É A Cor Mais Quente" é uma história que merece muito reconhecimento pelo seu conteúdo. Não é só um romance lésbico. É uma obra para ser apreciada.
nahara 11/12/2013minha estante
onde você comprou a HQ? não encontro em lugar nenhum!!


Enrico 11/12/2013minha estante
nahara, não comprei a HQ ainda, embora ela já esteja a venda. Eu li ela pela internet.


Nara 19/12/2013minha estante
Gostei da sua resenha, mas só uma dica linguística mesmo: tente não usar a palavra "homossexualismo", era a palavra usada quando essa condição era tratada como doença, inclusive pelos órgãos psiquiátricos. Quando finalmente ficou evidente de que não se tratava de um caso patológico, foi adotado o termo "homossexualidade" :)


Gleanne 09/01/2014minha estante
Enrico, onde você baixou o hq?


Raposo 20/01/2014minha estante
Li a versão em inglês baixada no 4shared. É só procurar lá Blue is the warmest color pdf. =-)


Jess 21/01/2014minha estante
Clementine, ou Adèle, é o tipo de personagem que dá pra se identificar, sentir, apaixonar. Ela demonstra suas inseguranças por meio de gestos, olhares. É magnífica.


Bianca 05/02/2014minha estante
Nahara, vende na livraria Cultura =]


Ju 01/08/2015minha estante
vende na saraiva também


Marilia.Costa 18/12/2016minha estante
Nossa eu concordo plenamente com tudo o que você expôs, principalmente a parte em que você diz "Ela representa o medo que o ser humano sente sobre si mesmo, sobre suas inseguranças e desejos.", é exatamente essa a minha visão sobre o livro e sobre as duas. Eu assisti o filme e passei meses á procura do livro até que a Saraiva disponibilizou o HQ, confesso que fiquei um pouco triste com o final dos dois (filme e livro), mas, ficou aquele sentimento de que a vida é assim mesmo, não do jeito que a gente quer, mas do jeito que tem que ser... Enfim, eu amo essa historia


Amanda 22/07/2017minha estante
Homossexualidade*, porque ser gay não é doença.


marcosjosebr 16/09/2020minha estante
Sim esse é uma ótima HQ, superou minhas expectativas, muitas reflexões sobre preconceito, resiliência e liberdade de escolhas.




Mah 19/08/2020

Obra bonita
Gostei de ler Azul é a cor mais quente, mas não fixou em minha memória, acho que por conta do final trágico clássico, principalmente do cinema lgbt+. Me decepcionou por conta deste detalhe, fora isso é um romance de altos e baixos, real.
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Karina_ 12/05/2020

Lindo
A obra é linda, tanto história em si quanto as ilustrações, me emocionei muito com o desfecho.
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BC 31/12/2013

O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima... mas reanima.
Tomo a liberdade de escrever um comentário que mescla a história do filme com o livro, mas com destaque maior para o filme.

No domingo (29/12/13) li o livro e percebi a delicadeza da história de uma adolescente que sente medo ao se descobrir interessada por outra garota e, ainda assim, de algum modo tenta se aceitar e aceitar o amor incomensurável que sente.
Descobrira o livro ao acaso, depois de ouvir falar do filme, que fui hoje, segunda (30/12/13), conferir se era mesmo bom. Tamanha minha surpresa: se fosse comparável, o filme é melhor! Como não é, pois se tratam de mídias diferentes e como tal devem ser tratados, ambos levam a nota máxima.
O filme, para mim, mostra mais a ideia de que às vezes quem ama é obrigado a guardar seu amor desmedido em uma caixinha e deixá-lo escondido no mais fundo e escuro espaço de seu coração, visto que nem sempre é possível esquecê-lo por completo. Mesmo doendo-se por dentro, quem ama deve "se virar" como puder para conseguir suportar a dor de um amor que deixou de ser correspondido. O que diz no livro, de que o amor "nos destroça", fica bastante claro no filme.
Diferentemente do livro, o filme mostra como a protagonista tenta lutar para suportar a dor do amor perdido e, ao mesmo tempo, o desejo de reconquistá-lo. Deixa claro também que a separação não foi algo provocado apenas por um dos lados, mas pelos dois, pois não houve o diálogo necessário e nem mesmo compreensão suficiente de ambas. Apenas insinuações, mentiras e raiva.
O que difere em ambas as história é a forma como as moças são separadas de vez: no livro é uma fatalidade e o reconhecimento de um amor desmedido; no filme apenas o começo de "uma nova fase" na vida.
Tanto uma quanto a outra história conseguem tratar com muita delicadeza as agruras que podem provocar o amor nas pessoas, mas sob pontos de vista diferentes, a meu ver. Nenhuma das duas histórias diz que o melhor seja "não amar", mesmo porque não amar é buscar não viver a vida em sua plenitude. É melhor amar e sofrer sem ter vergonha de si [email protected]
Enfim, a história retratada pelo filme e pelo livro não é uma militância LGBT (ou seja qual for a sigla), mas, sim, sobre uma história de amor. Esse amor que não tem fronteiras e nem mesmo escolhe gênero, pois amar é humano e independe de quem é ou pode vir a ser seu/sua parceiro/a. O importante é amar sinceramente.

"... O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e vivemos. Se nós não existíssemos, ele não existiria. E nós somos tão inconstantes... Então, o amor não pode não o ser também.
O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima... mas reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos..."

Azul é a cor mais quente - Julie Maroth - p. 157.
Jess 21/01/2014minha estante
Poxa, cara. Eu adorei sua resenha a respeito tanto do livro quanto da HQ. Eu me identifico demais com essa história, sinto-me exatamente como Clementine, Adèle, Jessica, ela é muitas.
Apesar de ainda não ter lido a HQ, já nutro um sentimento profundo em relação a ela. Maroh soube expressar e explicar como o amor é. É intenso, profundo, às vezes duro, mas sempre se ergue.




Dan 26/09/2020

O impacto do amor
Essa é uma HQ sobre um amor de conexão à primeira vista. Tenho lá minhas ressalvas sobre esse tipo de amor, amor aparente, amor de olhar mas a autora conseguiu por uma profundidade enorme em tudo. O traço é vivo, cada cor ou tom usado, cada olhar, cada detalhe muito bem colocado.
Me faltam as palavras para descrever essa obra. Sabe quando até os erros parecem tão humanos que você não consegue criticar? As sombras e olhares, cada palavra...
Tive que me segurar para não devorar esse livro, para economizar as páginas.
Ah, e não tem como não se apaixonar pela Emma.
Jessica.Jerusa 26/09/2020minha estante
Amooooooooo não troco por nada


Dan 26/09/2020minha estante
Perfeito demais ????




Duda 19/10/2020

Azul é a cor mais quente
Recomendo demais a HQ!

Uma ótima opção para sair de uma ressaca ou mesmo para começar com os quadrinhos, apesar de todas a polêmica (por causa do filme), vale muito a pena dar uma chance e conhecer a história. Além do romance entre as duas garotas, a graphic vai falar muito sobre o preconceito sofrido, a aceitação e a busca por sobreviver sendo o que se é em uma sociedade daquela época. (Apesar das cenas tristes, sério me emocionei) é o tipo de HQ de aquecer o coração, tendo um assunto muito válido para se discutir!!
Su 20/10/2020minha estante
Nossa eu amo essa HQ, é meu xuxu kkkjkk O filme a gente finge que não existe..




Brisa 06/06/2020

Comecei e quando vi já estava terminando, é uma leitura super fluida e que toca em assuntos importantes. Gostei e é mil vezes melhor do que o filme, eu até chorei no final.
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nicole e. martins 09/08/2020

"O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos"
Esqueçam aquela bomba de filme e leiam essa história extremamente sensível e delicada. É muito além de um romance.
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M. P books 01/10/2020

Não costumo ler histórias em hq, nem com o tema que o livro traz. Mas Para quem gosta é uma ótima história.
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Yuri Hollanda 11/12/2013

Azul é a Cor Mais Quente
Peguei essa HQ para ler, ao ver os elogios para sua adaptação homônima para o cinema, que chega hoje no Brasil, e sinceramente, fui com os dois pés atrás em relação a essa obra pelo simples fato de subestimar obras desse tipo. Obras Indies costumam ser bastante divergentes em opiniões, e na maioria das vezes eu não consigo me aprofundar no sentimento que o filme quer passar, embora entenda a mensagem. Daí se originou meu pré-conceito.
Porém, não foi algo tão ruim assim que me deparei na HQ de Azul é a Cor Mais Quente, da estreante Julie Maroh. Fui pesquisar e vi que ela já ganhou vários prêmios por essa obra. Parabéns pra ela. Foi merecido.

Enfim, a história se passa em três fases da vida de duas garotas, focando na principal e retraída Clementine, que aos 15 anos de idade começa a descobrir seus sentimentos por Emma, uma outra menina dos cabelos azuis estridentes. Já viu que a HQ já começa a tocar num assunto que não deveria mais ser discutido como algo novo, mas ainda é? Pois é, e isso é explorado não de forma política ou educativa como muitas obras que desse tema são, mas sim de uma forma delicada, muito madura, e principalmente, do ponto de vista mais amoroso possível.

Acho que o principal diferencial dessa HQ foi a coragem de em 2010 a autora ter escrito por um meio bastante esquecido hoje em dia, Grafic Novel, um tema como homossexualidade. Quase 4 anos se passaram, e ainda há bastante preconceito com esse assunto na sociedade em que vivemos hoje, imagina em 2010, quando tema estava começando a ganhar voz realmente.

Enfim, eu gostei bastante da história, acho que conseguiu passar a emoção necessária para que o leitor, que ainda tenha certo distanciamento com esse tipo de tema, se apronfunde mais. Porém não é um livro para qualquer um. Tem que ter certa maturidade, pois ambas as principais tem personalidades e pensamentos diferentes sobre os sentimentos que estão vivendo. Uma é mais coração, a outra é mais físico, ou seja, resultam em várias e várias páginas de conteúdo adulto.

Por fim, Azul é a Cor Mais Quente, discute temas delicados que vem em decorrência da homossexualidade, como o bullying, família, amigos, e tudo isso que a gente está cansado de ver. As vezes, pode-se até achar que é 'só mais uma' história sobre o assunto, mas acho que vai um pouco além disso. Acho que foram poucas vezes que li ago que aborda esse tema de uma forma única, e sem medo de expressar os sentimentos de cada personagem. É uma obra sem qualquer pudor, ou hesitação. Sem papas na língua, como o amor deveria ser.

"Somente o Amor salvará o mundo. Porque eu teria vergonha de amar?"

Para mais resenhas, acesse:

site: www.EstanteNerd.com
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Jao 26/04/2020

A cor mais bela
Cuidado e beleza são as palavras que descrevem esse livro (hq). O cuidado é pela forma cautelosa e sabia com a qual ele foi escrito, desenvolvendo os personagens a medida certa para que nos venhamos a nos cativar e gostarmos deles, e contando uma história forte e necessaria. Já a beleza é pela incrível arte com a qual é desenhada, com traços q puxam para um lado mais realista, mais puro, sem aquela coisa cartoonesca que é mais comum na maioria das HQs , e isso acabou caindo como um luva para essa história, pois os traços o fazem lembrar a todo momento que você aquilo n se trata de um mundo fantástico, ou de um conto de fadas, mas sim de uma história "real" crua, bela, e pesada. O livro tá mais doq recomendado
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Lari | @_laracassi 13/05/2020

Azul é a cor mais quente
Conta história de uma mulher que precisava vencer o preconceito da própria sexualidade e da sociedade. O HQ está bem fiel, envolvente, emotivo e com uma ilustração maravilhosa.
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Tonho 23/03/2020

Um Turbilhão De Sentimentos.
Eu vi primeiro o filme, não estava esperando muita coisa dele, mas me apaixonei de um jeito, que assisti umas 5 vezes seguidas, e olha que são 3 horas de filme!
Peguei a HQ e comecei a leitura, e cara.. Que livro foi esse SENHOR!
Diferente do filme, o foco do livro não é o sexo em si, e sim o amor, o auto descobrimento, a insegurança, o amor próprio, etc...
É um livro muito delicado, mas ao mesmo tempo muito forte. Eu com certeza indico pra todo mundo essa maravilha, e como chorei com esse final!
Neide.Braga 23/03/2020minha estante
Quero muito vê o filme. Não sabia que tinha HQ e agora já quero muito também. ???


Tonho 23/03/2020minha estante
Nossa leia e assista PF! Kk


Neide.Braga 23/03/2020minha estante
Vou fazer isso.




Gabi 28/04/2020

Emocionante
Eu achei o casal muito amorzinho e os questionamentos sobre a sexualidade são bens interessantes. Adorei!
arthemis 29/04/2020minha estante
Um dos meus livros (hq?) favoritos




evelyn 07/08/2014

Resenha do Livro Azul É A Cor Mais Quente
Sabe aquele filme que estava por todo lugar há um tempinho atrás, sobre duas garotas, uma delas de cabelo azul? Então. Ele foi inspirado na Graphic Novel Le bleu est une couleur chaude, escrita e desenhada pela francesa Julie Maroh.

Anos 90. Lille, França. Logo nas primeiras páginas já recebemos parte do peso da história: Clémentine morreu. Não me xingue, não é um spoiler! É a partir de sua morte que começamos a fazer parte de tudo. Através de uma carta deixada (cof cof COF P.S: Eu Te Amo) para sua esposa Emma, Clémentine nos apresenta seus diários, nos quais narrou toda a sua história, não só a de amor, mas a de amadurecimento, descobertas, inseguranças, negações e aceitações.

Azul não é só a cor mais quente, é a única cor que vemos nas lembranças compartilhadas de Clémentine e Emma, destacando o que realmente importa em seu passado em comum. O azul dos cabelos de Emma, o azul dos olhos de Emma O azul da frieza, do estranhamento, se tornando o azul que acolhe, conforta, aquece.

Antes de filosofar, vamos lá: Aos 15 anos, Clémentine é como a maioria dos adolescentes: não sabe ao certo quem é, o que quer, pra onde vai. Aquele conflito com nós mesmos e com o mundo, tudojuntomisturado. Você já teve 15 anos, lembra como é. Eu era um porre aos 15 anos! Ok, eu sou até hoje. Mas ser adolescente é uma coisa chata. Essa situação já é um drama por si só, e quando Clémentine finalmente consegue entender seus desejos e como eles a formarão como pessoa, ainda temos o agravante da aceitação. Não só a dos outros, mas dela própria.

Sem entender o porquê não conseguir se sentir como as outras pessoas, sentir as alegrias e vontades em um relacionamento com um garoto, Clémentine se incomoda. E esse incômodo toma forma quando cruza com Emma. Mesmo de relance, a rápida troca de olhares entre as duas na travessia de pedestres é o suficiente para gravar a imagem da outra garota na mente de Clémentine. E essa imagem a assombra. A atenção de Emma por alguns segundos despertaram um interesse até então desconhecido para Clém, que por sua vez desperta a imediata incompreensão, medo e rejeição de tais pensamentos. Ela se sente perdida, sem ter com quem conversar sobre, com medo do preconceito e da rejeição.

Clém define que há algo diferente, novo, assustador. Tão intimidante que ela não tem coragem de desenvolver essa curiosidade e desejos a princípio, e muito menos de falar sobre isso com alguém. E é cerca de um ano depois que um segundo episódio ocorre. Uma amiga, enquanto comentava com Clémentine sobre outras garotas da escola e sobre a própria, a beija. E a reação de Clém é demais! Ela volta para a casa com um sorriso enorme, passa a noite em claro, ansiosa, feliz. Nunca que eu vou conseguir dormir esta noite, meu coração parece que vai explodir! Eu quero tanto que amanhã chegue logo. O que eu esperava, finalmente, aconteceu.

Não vou ser chata e contar o resto. Mas o que acontece aumenta ainda mais a pequena chama dentro de Clém, e ela já não pode esconder de si mesma o que sente. E isso a leva a uma conversa muito legal com seu amigo Valentin onde ela aprende um pouco mais sobre aceitar seus desejos, a entender o que acontece, tendo a chance de finalmente desabafar com alguém. Um pouco menos de um ano se passa até que Valentin a leva a uma balada gay. Mas os acontecimentos da noite e seus passos a levam até o outro lado da rua: um barzinho para o público lésbico. E quem ela encontra lá? quem??? QUEM???

Cabelos azuis! Emma. Ela parece reconhecê-la, mas em outro momento da história dá a entender que ela só a reconhece mais tarde, fiquei confusa. Enfim, o importante é que Emma se aproxima de Clém, mesmo tendo namorada. E ali tem início a amizade das duas. Na verdaaade, as duas se enganam que é só amizade por muito tempo, pra evitar as consequências de suas escolhas. Há uma afinidade imediata, uma atração mútua, desde o primeiro instante. E logo no começo da amizade, quando Emma vai visitá-la na escola e suas amigas a julgam por andar com uma lésbica. Para elas, é uma indecência, uma perversão, uma doença. E consequentemente é como Clementine acaba se sentindo, mais uma vez se fechando em suas dúvidas, receios e medos. A raiva e a negação, a frustração que acaba sendo descontada em Emma. E aí vem outra conversa muito legal! :)

E é aqui que, para mim, a história realmente começa. Onde a luta de Clémentine em aceitar a si mesma ganha proporções extras, mesmo com toda a certeza de seus sentimentos por Emma. E Emma que, por sua vez, não está pronta para largar tudo por alguém que nunca pensou na possibilidade de se assumir. Essa amizade maquiada é confortável e conveniente para não enfrentarem de vez suas decisões, mas começa a se tornar insuportável para ambas. A decepção de Clémentine em não conseguir refrear nem suprir seus sentimentos, e o medo de Emma em se entregar a alguém que a abandone depois, quando a curiosidade passar. É quando ela decide parar de esperar tanto pelas coisas acontecerem para não ter que se responsabilizar por suas ações que ela dá um grande passo em direção à felicidade de ambas.

Claro que como é de se esperar, elas ficam juntas. Mas é difícil. Aliás, tudo foi muito difícil entre as duas. Se apaixonar, o mais importante, foi fácil. Mas a falta de coragem as leva para mais um tempo sem assumir o romance, pela culpa de Emma em terminar com a namorada para ficar de vez com Clém. É doloroso ver o quanto as duas se atrapalham em meio a tanto sentimento, sem saber ao certo o que fazer com ele. Mas é lindo ver como juntas, vão tentando chegar a algum lugar, com os meios que podem.

Não bastassem as dificuldades e conflitos da aceitação perante a sexualidade, há os problemas próprios de qualquer relacionamento, que são apresentados e tratados com delicadeza e realidade. Como aprendemos em Closer, o amor nunca é suficiente. Há a insegurança, a angústia em depender de outra pessoa, não se bastar em si mesmo. A busca por aceitação e o constante medo da rejeição. A alegria e o peso da cumplicidade, a luta em se entregar e deixar-se pertencer ao outro, sem proteções e orgulho, completamente vulnerável. A falta de compreensão diante a grandeza do sentimento, e o poder do outro sobre o que nos fazer sentir. A vontade de agradar, e por medos, falhar. Onde encontra-se consolo, aceitação e confiança há também a suspeita, incompreensão, solidão. O amor, por melhor que seja, vez ou outra dói. Inexplicavelmente.

Tudo isso causa uma pressão muito grande sobre as duas, que acabam se perdendo em algum ponto entre o amor e as consequências dele. Não somos perfeitos. E o que falta, na maioria das vezes, é a comunicação. No caso de Emma e Clémentine, há a necessidade não suprida de realmente entender as dificuldades enfrentadas por ambas, e os descontentamentos e confrontos que isso causa.

Em paralelo a história das duas, também nos é mostrada a história de Emma depois da morte de Clémentine. De como ela ainda tem que enfrentar o preconceito irracional do pai de Clém, além da dor da perda e da culpa. É impactante parar para pensar em quantos pais da clém existem por aí. Em quantas alegrias são condenadas como torturas por serem sentidas.

E o filme? Eu não gostei, não tanto quanto a graphic novel. No filme, o nome Clémentine foi substituído por Adèle, o nome da atriz que a interpretou. Mas não foi só o nome que mudou, para mim é uma personagem completamente diferente. Senti uma descaracterização da personagem. Adèle não conseguiu me passar o esforço, a luta de Clém em aceitar a si mesma, os conflitos internou que sofreu, o amor que sentiu. Clémentine é um desenho, que conseguiu ser, PARA MIM, muito mais expressivo do que a atriz, que não me passou emoção nenhuma. Não me julguem, o filme foi muito bem aplaudido pela crítica, foi bem polêmico Mas minha antipatia com a Adèle foi imediata. Principalmente pelo detalhe de ela mastigar de boca aberta! Hahahahah! Juro, essa bobeira me incomodou demais. Sou tonta a esse ponto. E também achei que o filme deixou partes importantes de lado para apelar em outros aspectos. Não foi uma escolha completamente ruim, foi impactante, e deu resultado. Mas eu senti falta de muitos aspectos deixados bem claros na graphic novel. Talvez minha indisposição inicial com a atriz tenha atrapalhado o julgamento. Vou assistir de novo daqui um tempo, e ver se agrego opiniões mais positivas. É sempre assim, só vou entender tudo e gostar de verdade lá pela terceira vez que assisto. Depende muito da época, da atenção que consigo depositar no filme, das percepções do momento.

Azul é a Cor Mais Quente é uma linda e trágica história sobre o amor, em todas as suas formas. Dessa vez, a culpa não é das malditas estrelas. A culpa é da ignorância, da intolerância. Da incapacidade de entender o amor como um sentimento livre, involuntário e independente de gênero.

Obrigada pela lição, Julie Maroh. Foi uma leitura comovente, real, bela, triste, sensível, intensa e impactante. Sim, tudo isso e mais um pouco.
Sharon 21/07/2015minha estante
Evvz, achei a mesma coisa que você sobre o filme. Mas não acho que foi a atriz não, mas sim o diretor que caricaturalizou a Clem, transformando ela numa quase garota objeto sem profundidade. Foi uma pena =(


evelyn 15/02/2016minha estante
é verdade, Sharon, fiquei com tanta birra da atriz que não pensei por esse lado, haha! preciso assistir a mais filmes dela pra ver se é cisma!




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