Fausto

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Resenhas - Fausto


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Marcelo Dakí 22/05/2016

Evitem a edição da Otto Pierre Editores!
A segunda parte de Fausto contida nessa edição não é o texto integral. Contém alguns trechos da obra original, mas na maior parte são apenas comentários do editor/tradutor. Menos de 20% do texto da segunda parte dessa edição foi escrito por Goethe D:
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Shirlei 31/03/2016

Fausto
Revela a decadência do espírito humano que se deixa seduzir pelo mal. Fausto possui todas as ciências do mundo, mas revela-se insatisfeito com o conhecimento que já tem, buscando ser mais sábio e de melhor aparência, faz um pacto com o Demônio. No final a redenção católica está presente na contemplação da Virgem Maria, a Mater Gloriosa, que intercede pela alma de Fausto, que escapa às mãos de Mefistófeles.
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Luciano Luíz 30/07/2015

É comum escritores se basearem em fatos históricos (ou seriam lendas em alguns casos) para dar vida a sua ficção. Usando de personagens que realmente existiram em algum século. Geralmente pessoas vivas ou mortas recentemente também entram nesse esquema.
Ao que tudo indica existiu um Dr. Fausto que vendeu a alma ao Demônio em troca de sabedoria, conhecimento profundo e tudo o mais que desejava...
Aí devido a essa história, diversos escritores ao longo do tempo foram criando suas versões faustianas. Mas a que se consolidou de maneira imortal, foi a de GOETHE.
FAUSTO é um poema épico em duas partes. Na primeira, vemos a relação do protagonista (e antagonista?!) com Mefistófeles, um dos muitos demônios. Nosso personagem faz seu acordo (ainda que de forma nada clara) e assim o cotidiano vai indo e nada vemos dele usar a tal sabedoria. Apaixona-se por uma bela moça, e então quer fazer de tudo para com ela viver. Assim pede ao diabinho que lhe dê uma força... e aí me pergunto onde foi parar o pacto...
Ela, Margarida, tem seus segredos, e por isso teme que não possa vir a ter um amor real. Seu irmão não gosta de Fausto logo a primeira vista e então um assassinato ocorre. Mais tarde Margarida é presa devido a maternidade e Fausto aparece junto na cela graças ao poder de Mefis...
Aí termina a parte um.
Depois temos uma quase nova saga, onde visitamos um palácio que de uma forma a dar a melhor interpretação, se oculta no Inferno, e lá, Fausto com seu amigo, está pronto a tecer uma guerra, onde conta até com o apoio de Helena de Troia.
Próximo do fim, três poderosos cavaleiros são convocados para lutar ao lado dos nossos heróis (vilões?!) contra todo aquele poderio...
Até que vemos Fausto velho, e os anjos arrebatando sua alma...
Finis...
Bem, O poema em verdade é uma peça teatral, com um teor de erudição extremo. Não é uma leitura fácil. Exige tempo e dedicação. Não com relação a dicionários, mas sim, a interpretação. A quantidade de informações que as entrelinhas ocultam são muitas, e dessa forma pode deixar leitores e leitoras bem ocupados.
Lembro que em 2009, eu estava indo ao Banco do Brasil, mas tinha uma fila enorme. Aí fui na livraria procurar algo que pudesse me levar pra longe do tédio da espera. Vi a edição de FAUSTO. Já ouvira falar, mas nunca me interessara de fato. Catei o pocket e me mandei pro banco. Mas de alguma forma, a leitura não fluiu com prazer naquele ano. E somente agora em 2015, o fascínio apareceu. Valeu o investimento e a espera na estante.

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804?pnref=story
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Fabio Ross 23/03/2015

Dica de leitura: Fausto (Faust. Alemanha. 1775).
Sinopse: Num passeio, Fausto encontra um cão preto, que o segue até em casa; o cão se transforma em Mefistófeles.

Nota (0-10): 6.

Puxa, vou falar mal de uma das obras mais importantes do mundo... Então, começo justificando por que não simpatizei tanto com “Fausto”. Goethe satiriza a sociedade alemã de sua época, da qual eu não tenho nenhum conhecimento; e há muita influência de Shakespeare, autor que nunca li nada para entender tais referências. Nestes casos, a falha é minha! Mas há muitos pontos em que a continuidade do enredo é “estranha”. Como no “Quadro XIV”, em que Fausto questiona Mefistófeles, em um tom jamais anunciado. O texto sugere essa reviravolta, mas foi abrupto demais. Tais “quebras” narrativas ocorrem várias vezes. O enredo não é ruim, porém. O arrependimento do homem, que fez péssimas escolhas, é bem retratado. Mefistófeles ajuda; divertido, irônico, sagaz, é o personagem mais interessante. Não é a toa que “Fausto” é um clássico. Não gostei tanto, mas a obra tem méritos, e merece respeito.
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Valério 28/11/2014

Épico
A luta entre o bem e o mal. Somente por isso, já me animei para a leitura.
Fausto, um sábio de seu tempo, em uma disputa entre Deus e o diabo para ver quem ganha a sua alma.
E toda a história contada em forma de poesia. E tão bem escrita, tão perfeitamente contada, que dá vontade de aprender alemão para ler em sua língua original (se já é bom em português, mesmo sabendo que poesia traduzida nunca reproduzirá o texto em toda sua grandeza original, sua musicalidade, suas figuras de linguagem e seu humor característico de cada língua).
Há trechos memoráveis, empolgantes.
Contudo, há que se ter já uma boa bagagem literária, eis que é uma leitura nem um pouco fácil. Muito pelo contrário. Exige um vocabulário vastíssimo e concentração. Só assim para extrair do livro toda a grandeza que o permeia.
Extasiante leitura.
Uma das grandes obras primas da literatura mundial, sem dúvida.

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Felipe Pimenta 18/08/2014

Resenha das partes I e II
Fausto é a obra-prima do poeta alemão Goethe.Baseado em uma lenda medieval, revela a decadência do espírito humano que se deixa seduzir pelo mal. Fausto possui todas as ciências do mundo, mas revela-se insatisfeito com o conhecimento que já tem. Goethe reproduz em seus versos todo o ambiente universitário, científico e pseudocientífico da Alemanha do século XVIII. Fausto buscando ser mais sábio e de melhor aparência, faz um pacto com o Demônio, encarnado na figura de Mefistófeles. Mesmo tendo feito o acordo, Fausto ainda deseja mais. Certo dia caminhando em uma rua, ele vê a bela Margarida (Gretchen), uma jovem de apenas 14 anos. Apaixona-se imediatamente, e pede a Mefistófeles que o ajude a conquistar para ele. Esse então se insinua para a vizinha de Gretchen, Marta, que é uma amiga e protetora da jovem, e aos poucos ganha confiança das duas, permitindo a Fausto que este se aproxime de Gretchen. A jovem gosta desde o início de Fausto porque ele a trata como uma princesa em suas palavras, o que ela acha estranho, uma vez que é de origem humilde. Apesar de todo esse encantamento, ela percebe que Fausto é negligente em relação à religião, e ao mesmo tempo desconfia e sente antipatia por Mefistófeles, vendo em sua figura algo de negativo. Fausto deseja muito ficar a sós com Gretchen, mas a presença da mãe da menina no apartamento das duas atrapalha os planos dele. Induzido por Mefistófeles, Fausto dá à mãe da menina através desta um aparente sonífero, pensando em apenas adormecê-la para ter momentos íntimos com Gretchen, mas o Demônio havia dado a Fausto um veneno mortal. A mãe de Gretchen morre, porém ela não culpa Fausto. No meio do poema existe um capítulo chamado “A Noite de Walpurgis”, que é dos pontos altos da história. Nesse momento, Fausto e Mefistófeles confirmam o pacto perante toda uma congregação de bruxas. Adiante, Margarida pressente estar grávida, o que naqueles tempos significava tornar-se uma pária, uma vez que não era casada. O irmão de Margarida, Valentim, fica enfurecido por saber disso. Ele era um militar com forte sentimento burguês e de honra. Em uma noite, Fausto e Mefistófeles vão fazer uma serenata para Margarida. Valentim ouve e desafia Fausto para um duelo. Esse, com o auxílio de Mefistófeles, mata Valentim.Margarida desce para ver o irmão agonizante. Valentim, ao invés de dizer palavras consoladoras para a irmã, amaldiçoa Gretchen por seu comportamento supostamente devasso. Levada pelo desespero, Gretchen pratica o infanticídio e é levada à Justiça. Fausto desespera-se e culpa Mefistófeles. Esse apenas replica dizendo que Fausto agiu livremente e ele nada tem a ver com todo o drama. Fausto visita a Margarida na prisão e tenta fazer com que ela fuja, porém ela se recusa a fazer a vontade de Fausto. Gretchen, como fiel católica, deseja expiar a sua culpa. Diz que entrega Deus a sua alma. Mefistófeles ao ouvir as palavras cristãs da boca de Gretchen grita: Sentenciada! Os anjos recebem a alma de Gretchen que se salva, mas a Fausto, Mefistófeles grita que é dele e apodera-se da sua alma. O poema termina com uma história de salvação. O poema Fausto lembra a história bíblica de Jó. Assim com esse, Fausto era tido como um exemplo pelos anjos de homem íntegro, porém o Demônio diz ao coro dos anjos que mesmo esse pode se perder. Se no drama de Jó o personagem bíblico diz que seu amor a Deus é maior do que o desejo de adorar o conhecimento e as riquezas do mundo, em Fausto, o personagem mais valoriza o amor de si do que a Deus. Como dizia Santo Agostinho, existem os homens que mais amam a si próprios do que a Deus e desejam fundar a cidade terrestre; e existem os homens que desprezam a si mesmo e ao mundo, e querem fundar a cidade de Deus. O poema de Goethe é belo e imortal. No fim da vida, Goethe fez uma sequência conhecida como Fausto II. Essa parte é cheia de alusões à mitologia grega. Revela também o interesse de Goethe pelo mundo financeiro, pois descreve Mefistófeles tentando introduzir o papel-moeda na corte do Sacro Império Romano, fazendo um papel semelhante ao do escocês John Law, que no século XVIII provocou uma crise financeira de enormes proporções na França. Karl Marx era profundo conhecedor do poema de Goethe, e gostava especialmente da segunda parte por causa dessas discussões econômicas. Nesse segundo poema, a Idade Média se encontra com a Antiguidade clássica com os diálogos de Fausto e Helena. Goethe faz várias alusões (irônicas) aos escritores e poetas do Romantismo alemão que valorizavam aspectos medievais e sombrios da história e arquitetura europeias. A política também está presente por causa dos acontecimentos na França revolucionária. Goethe acompanhava com atenção a decadência dos nobres franceses e no Fausto II ele faz alguns personagens encarnarem dessa nobreza que não mais existe. Todo o conhecimento dos processos de alquimia e da pseudociência alemã de seu tempo é reproduzido no Fausto II. Goethe estudava com afinco esses assuntos, de maneira que esses conhecimentos dão um aspecto curioso à obra. No final do poema, mais uma vez a redenção católica está presente na contemplação da Virgem Maria, a Mater Gloriosa. Esta intercede pela alma de Fausto, que escapa às mãos de Mefistófeles. Fausto e Gretchen estão unidos novamente no Céu.

site: http://felipepimenta.com/
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Braguinha 07/08/2014

Bom no teatro, péssimo na literatura
O diálogo entre Mefistófeles e seu cliente. O diabo querendo comprar uma alma. O livro não é atraente literariamente falando porque está todo esquematizado para teatro. É como ler o roteiro de uma peça.
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Valerie 29/07/2013

frustrante...
Sinceramente, muita gente idolatra esse livro e eu achei que iria gostar, até assisti a versão de Murnau, mas achei bem cansativa... e olha que eu gosto de filmes mudos, mas a versão não me cativou... pensei que ao ler o livro, a minha opinião mudaria, mas foi ainda pior. Goethe foi um dos maiores autores da literatura alemã e eu era louca pra ter a chance de ler as obras dele. Escolhi Fausto e Os sofrimentos do jovem Werther. A oportunidade de ler Fausto surgiu numa eletiva que paguei na faculdade, sobre História da literatura gótica e de horror do século XIX. Ganhei a versão da Martin Claret de um amigo meu, e tínhamos que ler pra resenhar e entregar a professora na semana seguinte... Não sei se a pressão de ter que ler em pouco tempo, resenhar e tentar entender obra tão complexa contribuiu pra aumentar minha frustração, mas a verdade é que pensei, pela 1ª vez na vida, em desistir no caminho. A história em verso me pareceu bastante confusa, cansativa e extenuante. Se fosse em prosa, talvez eu tivesse gostado, não sei... eu não tenho hábito de leitura em verso, e com Goethe, minha experiência foi bem insatisfatória.
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Matheus 09/01/2013

Fausto foi o livro que mais me moldou. Tive o privilégio de lê-lo sob o teto do Goetheanum, obra arquitetônica de Rudolf Steiner, homem que foi guardião dos arquivos de Goethe e seu grande admirador. Steiner desenvolveu toda uma ciência humanística, a antroposofia, - que inclui pedagogia, arquitetura, agricultura, música, desenho e religião - a partir de Goethe, principalmente baseando-se na filosofia contida em Fausto, e tive o imenso prazer de ser educado em uma escola com a pedagogia criada a luz desta filosofia, a pedagogia Waldorf.

Cada página do livro é uma lição de vida ou uma ilustração da natureza humana. Fasto é a obra que melhor descreve o ser humano em sua essência, mostrando nossas tentações, nossos desejos de grandeza, nossos pecados e nossas conquistas. Toda o obra é brilhante. Já no prólogo percebe-se sua grandeza, mas há algo de especial no último ato da peça que faz com que seja impossível não rever sua filosofia de vida ao término do livro. Meu livro de cabeceira, Fausto tourou-se meu código moral. É uma das obras mais influentes no nosso tempo.
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Gabii 12/12/2012

Em verso...
Épico alemão, “Fausto” conta a história de um médico que imprudentemente - é claro - vende a alma ao diabo, como agravante ele se apaixona e ainda ferra com a vida da amada. A edição que eu li é da Martin Claret - é eu sei, eu soube depois de comprar o livro, da série de “problemas” que essa editora tem - e ela nos é apresentada em verso, o que tornou a leitura um pouco cansativa, e às vezes sem nexo comparada a outros livros de complexidade semelhante como, por exemplo, “A Divina Comédia” que eu tive sorte de ler em prosa.
As partes mais interessantes, que são os delírios por quais ele passa, são também de difícil compreensão uma vez que você precisa possuir de antemão conhecimento sobre o folclore e cultura alemã.
Mesmo assim eu o indico por ser digamos, um “estimulante” para nos interessarmos mais pela cultura de outros países, que na maioria das vezes resultam em coisas que são apresentadas como novas, mas não são.
Eis o trailer do filme adaptado a partir do livro, e que em 2011 foi o grande vencedor do Festival de Veneza.

Visitem:
http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com
Curtam também:
https://www.facebook.com/EmBuscaDeLivrosPerdidos
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Literatura 19/10/2012

Aqui está o que talvez seja a maior obra literária já vista pela humanidade, trata-se do poema grandiosamente criado por Goethe. A história assustadora e encantadora de Fausto.

Eis aqui um trabalho árduo realizado por Goethe, pois o poema começou a ser trabalhado na juventude do autor, e teve sua primeira parte publicada em 1808. Porém, a segunda parte foi ao público após a morte do poeta. Uma obra onde o grande Goethe trabalhou durante toda a sua vida, não poderia ser menos do que um grande espetáculo.

O livro é todo em versos, contado como uma peça de teatro, apesar da primeira parte ser pequena, a segunda faz com que o livro seja grande. A linguagem é extremamente rebuscada, causando muito desconforto para os que não estão familiarizados com leituras tão antigas, podendo ser necessário o uso de dicionários regularmente durante toda a história. Apesar de difícil, ninguém deveria morrer sem antes ler.

O protagonista, um brilhante homem, dotado de um conhecimento vasto e admirado, o grande Dr. Henrique Fausto. Um homem inteligentíssimo, que desperta o respeito da comunidade em que vive, devido à sua mente incrível. Apesar disso, Fausto sente um enorme vazio, se sente pequeno, sente uma insatisfação terrível com a vida e com o tempo em que vive, achando que seus conhecimentos são poucos e que nada poderá suprir o seu vazio. Certo dia, um demônio aposta com Deus que pode conquistar a alma de Fausto, que até então é tido por Deus como um servo leal. O diabo em questão é Mefistófeles, uma criatura astuta e com um senso de humor único.

O diabo se apresenta e propõe um acordo, que o doutor aceita. Uma aposta que vale a alma de Fausto. Basta que Mefistófeles lhe dê conhecimento, prazeres e tudo o mais, até suprir dele o vazio, então, assim como o demônio serviu ao homem na terra, Fausto deverá servir ao diabo assim que passar para o outro lado.

Veja a resenha completa no site:
http://www.literaturadecabeca.com.br/2012/10/literatura-cult-fausto.html
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Jaque 11/07/2012

Incrível
Li esse livro há alguns anos e é fantástico, me senti absorvida pela história. Muito bom, quero relê-lo.
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Lilian 01/07/2012

Divertidíssimo
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ucy 04/02/2012

Meio pesado, mas Goethe é certamente um mestre.
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