Até o dia em que o cão morreu

Até o dia em que o cão morreu Daniel Galera




Resenhas - Até o Dia em Que o Cão Morreu


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Sara Felippi 10/03/2013

Maravilhoso!
SINOPSE DO LIVRO: Depois de alugar um apartamento vazio no centro de Porto Alegre, um homem de cerca de 25 anos gasta os dias olhando a cidade pela janela, bebendo cerveja e caminhando pela vizinhança. Até que um cachorro aparece em sua porta, e uma modelo chamada Marcela entra em sua vida. O impasse do narrador também tem um caráter particular: a dificuldade de escolher entre um cotidiano cheio de privações, mas sem riscos emocionais, e as possibilidades infinitas dos afetos. É aí que o mundo se torna mais complexo e interessante. É aí, também, que as paixões cobram seu preço. Com um estilo minimalista e em algumas passagens virtuosístico, Galera conduz o leitor com um vagar nada gratuito: em suas pequenas acelerações e grandes pausas, é como se Até o dia em que o cão morreu reproduzisse o tempo interno do seu personagem ? a lenta evolução, quase despida de acidentes, até que suas certezas iniciais comecem a esmorecer. As últimas páginas, narradas por Marcela, iluminam com sutileza o instante em que tudo pode estar prestes a mudar. É então que,numa história tão marcada pelo signo da morte, a vida enfim dá o ar de sua graça.

MINHA OPINIÃO: A obra de Daniel denota a solidão de um personagem que prefere manter-se afastado das pessoas ao seu redor. Sem objetivos,amigos e/ou vida social, O personagem vaga pelas ruas de Porto Alegre sem um rumo qualquer a fim de ver o tempo livre passar.Na verdade,o livro apresenta um confronto entre a vontade de viver e a ilusão de que viver sem nada é suficiente.

Ao ler essa grande obra,deparei-me com um personagem central apático e sem expectativas. Para ele,a vida e as pessoas se tornaram previsíveis demais e ''sem graça''. A vida adulta é vazia e sem inovação.Logo, a presença de um cachorro e uma mulher na vida desse homem traz a ele a oportunidade para ele se entregar à vida e às relações sentimentais.

Outro ponto que me chamou a atenção é sobre a possibilidade e/ou a presença da morte que traz mudanças à vida do personagem.Logo,o final dessa história demonstra o poder da ambivalência na literatura.

A capa e a revisão ficaram ótimas.A narrativa e a história contada pelo autor
são espetaculares. Leitura super recomendada!
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Dose Literária 20/02/2013

mas com o tempo assumi que naquela fase da minha vida não conseguiria fazer nada. Foi um tanto surpreendente quando encontrei felicidade nisso. p. 34
Não podemos dizer que o Brasil vive de passado em termo de cultura. Felizmente há muita coisa acontecendo, principalmente em termos de Literatura. Temos muitos escritores produzindo bons livros, entre eles Daniel Galera.

Até o dia em que o cão morreu nos conta a história de um cara, nos seus 20 e poucos anos, que resolveu abandonar o conforto do lar (mesmo que ainda conte com ajuda financeira do pai) para viver sozinho em um apartamento. Formado em Letras, ele vive de pequenos bicos, sem emprego fixo. Leva uma vida bastante solitária, até que um cão entra por acaso em sua vida. Há também a presença de Marcela, que não é sua namorada, mas está sempre por perto. (Continue lendo... http://www.doseliteraria.com.br/2012/01/resenha-ate-o-dia-em-que-o-cao-morreu.html)
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e.duardo 16/12/2012

A cada coisa que leio do Galera tenho a impressão de que ele está sempre te contando uma piada; as coisas vem chegando de pouquinho em pouquinho e, de repente, estão lá. O que não quer dizer que você vá conseguir conectar todas as pontas no final, o que não quer dizer que esse final não possa ser abortado sem você conseguir antecipar.

Bom livro, mesmo me lembrando bastante o Barba Ensopada de Sangue em alguns (talvez por isso).
Laíssa 07/10/2015minha estante
Tive a mesma impressão: muito parecido com o Barba Ensopada de Sangue. Mas não deixa de ser tão bom quanto. Virei fã do Galera.




flavinho 19/04/2012

um livro que parece ser menos do que é
Acho que comprei o livro pela bela capa e pelo título.
iniciei a leitura devagar, como a própria narrativa propõe, levando o leitor de encontro com o vazio da ambientação e da vida do protagonista.
E o num piscar de olhos vc é envolvido neste vazio, magistralmente preenchido por um texto ágil, seco e ao mesmo tempo cheio de emoção.

Uma boa leitura. Fiquei bem impressionado!
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Tito 04/12/2010

Sobre aquele vazio que se sente quando já é tarde demais para morrer jovem.
Mariana. 02/08/2011minha estante
Tito Tito..adoro tuas resenhas haikai. Perfeito.




Tiago Ceccon 02/11/2010

Biográfico, tão biográfico...
Não posso dizer que minhas expectativas fossem baixas. Já havia assistido a versão cinematográfica (Cão Sem Dono) há algum tempo e achado ela apenas razoável, mas quando fiquei sabendo do livro, com essa capa instigante e o genial título, tive a impressão de que deveria ser ótimo.

E como é bom ter uma expectativa atingida! Comecei a ler as primeiras páginas despretensiosamente pra espantar o tédio da noite e quando cheguei ao final, algum tempo mais tarde na mesma noite, tinha a vista embaçada e os olhos úmidos, tanto pelo sono quanto pela epifania literária. Não pude evitar a sintonia com o protagonista... talvez por sofrer das mesmas chagas de adolescência tardia porto-alegrense tão desvalorizadas nas resenhas aqui abaixo.

Está tudo ali, no livro. Todo sentimento de cansaço, produto da pós-modernidade forçada que respiramos. Desde o respeito quase místico pela natureza, encarnada nas tempestades e nos animais ("[...] sobreviventes de uma era remota, seres de outro mundo."), até o ódio destrutivo para com os produtos midiáticos corrompidos, passando pela total inércia contemplativa de tardes e noites tediosas olhando para o universo além. Todo o espectro de filosofias (ou pseudo-filosofias, como bem queiram os intelectuais de plantão) que parece regir as gerações do pós-tudo histórico.

Não posso reduzir a palavras o que essa obra me transmitiu, mas posso deixar minha sincera recomendação a todo e qualquer cidadão de Porto Alegre: procure lê-la. E o convite a tal experiência se estende a qualquer pessoa de mente ampla e capacidade empática razoável. Estou certo de que, para essas pessoas, não será em vão.
Ana Menuzzi 14/05/2013minha estante
Falou tudo!




cieto 28/09/2010

O livro conta a história de um rapaz de 25 anos que nada sabe da vida ainda (ou nada quer saber), formado em letras, porém sua vida se resume em dormir até a hora que quiser, fumar, beber e todas as coisas típicas de adolescentes. No entando ele um dia encontra um cão na Praça da Alfândega e decide "adotar" o animal. E o enredo vai se desenrolando em torna das histórias do cão e também de sua "namorada" (que aparece tres vezes por semana e ele a manda embora, mas ela sempre volta, ou seja, uma guria pra ele fo*** e ela ir embora).

Até o dia em que o cão morreu, acaba caindo na mesmisse de todos os livros em que contam vida de adolescentes, no caso, um adultescente de 25 anos, quem lê pensa que a vida dos jovens adultos é so drogas e sexo, o que na realidade não é, existem outras coisas na vida além disso. A narrativa tem um diferencial muito interessante, ora é rápida e objetiva, ora é mais detalhada, fazendo com que as partes "chatas" sejam mais rapidas e as "legais" mais intesas e detalhadas.

Enfim é um livro que vale a pena tirar uma hora para ler e também por não ter nem 100 páginas, tornando-se uma leitura leve e rápida.

obs: se você não gosta de livros com linguagem e conteúdo sexual, não recomendo a leitura deste.
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