Até o dia em que o cão morreu

Até o dia em que o cão morreu Daniel Galera




Resenhas - Até o Dia em Que o Cão Morreu


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Jéssica 24/02/2020

Até o dia em que o cão morreu
Li em poucas horas, mas me surpreendeu.

Não sabia o que esperar da história e mesmo com um personagem tão apático eu não conseguia ir fazer outra coisa. Ele conseguiu me fazer sentir diversas coisas diferentes ao longo da história - desde raiva e frustração até identificação.

Quando chegou ao final eu ainda queria saber mais sobre ele e o que ele decidiu.
Lucas Brandão 24/02/2020minha estante
O final do livro é aberto?


Jéssica 24/02/2020minha estante
Sim, Lucas. É aberto e me deu um pouquinho de desespero por não saber a decisão.


Lucas Brandão 24/02/2020minha estante
Quero ler depois de ler sua opinião. Tô intrigado, preciso saber quais são as necessidades dessa decisão que seja-lá-quem-tem-que-tomar-uma-decisão


Jéssica 24/02/2020minha estante
Eu fiquei assim exatamente por não saber o que esperar do personagem.
Espero que goste!


Lucas Brandão 25/02/2020minha estante
Espero gostar! Valeu, lerei sim e em breve!




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Cilmara Lopes 24/12/2017minha estante
Interessante essa possibilidade.


Rosania 06/01/2019minha estante
Tive essa mesma impressão..


Bárbara 02/02/2019minha estante
Eu adorei (e adotei) essa sua hipótese. ?


Pamela Bianchi 21/05/2020minha estante
Ohhhh, uma boa interpretação! Ata as duas pontas do livro!




David Atenas 20/03/2017

Fraco, como quase toda obra do Galera
Está certo que, quando se faz uma obra autobiográfica (ou um roman à clef), geralmente se pega parte do que se viveu, ou seja, tanto Galera quanto sua vida devem ser bastante sem graças... "Foi o que teve pra hoje".
Dispensável.
Bárbara 20/08/2017minha estante
Está de brincadeira...


David Atenas 20/08/2017minha estante
Tanto não estou que perdi meu tempo falando sobre o livro.
Engula que nem todos gostam deste que é um dos autores brasileiros mais superestimados de todos os tempos.


Bárbara 07/04/2018minha estante
Meses depois vejo este comentário ''acalorado''.

Não vou engolir nada, querido. Tu tens uma opinião que eu discordo. Eu tenho uma opinião que tu discordas. Simples. Sem deglutição!


David Atenas 28/01/2019minha estante
E o que tu tem pra dizer é "está de brincadeira", e ainda tem a cara de pau de tornar a discutir?
Na boa, vá procurar um panelão de arroz pra cozinhar. E ENGULA que nem todos gostam do Galera. Abra bem a boca, sorva e engula! :)




Nena 13/02/2016

Não gostei! A história é boa (com exceção da carnificina promovida pelo avô dele com os animais), mas é mal escrita e isso acabou desmotivando a leitura.
O bom é q foi um livro curto, li em um dia, assim não cai no tédio. E tbém não gastei com ele, tem o PDF na internet. Na primeira página é possível identificar a região do país em q o autor pertence, devido as gírias e sinceramente não gosto de ler algo com "sotaque". Nada contra o sotaque do sul, mas gosto de imaginar a voz dos personagens dos livros q leio e não vir com elas prontas. Um livro q VC decide como quer q acabe. Adoro autobiografia, mas essa não rolou. Simplesmente não curti!
coisascaoticas 05/10/2016minha estante
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David Atenas 28/01/2019minha estante
Tem razão, quanto ao sotaque, e algumas particularidades que ele e sua trupe de nerds barbudos diz, como "fiadaputa".


Gizele 09/03/2019minha estante
Gente, Desculpa minha ignorância mas não entendi o final , alguem me explica?




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Aninha 23/10/2020minha estante
A prova que qualidade não tem a ver com o número de págs? ?


Pedro Luiz Viegas 23/10/2020minha estante
Certamente!




Nanda Lima 25/07/2015

O primeiro romance de Daniel Galera
MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA


Este foi o primeiro romance e segundo livro de Daniel Galera (o primeiro foi uma coletânea de contos), escrito quando o autor tinha apenas 23 anos e publicado em 2003 pela editora que ele mesmo fundou, ‘Livros do mal’. Em 2006 Galera foi para a Companhia das Letras com a publicação de ‘Mãos de Cavalo’, e a editora republicou ‘Até o dia em que o cão morreu’.

A minha leitura das obras de Galera foi na ordem da mais recente para a primeira. E essa, de certa forma, foi uma forma interessante e inusitada de acompanhar a evolução do autor. Neste livro, percebe-se que a maturidade da escrita já estava ali, mesmo que o escritor tivesse apenas 23 anos – minha idade – ao criá-lo. A sutileza de algumas descrições (como a da vista no apartamento do protagonista ou da beleza da Marcela) contrastando com a crueza da descrição do ato sexual, por exemplo; a construção psicológica dos personagens secundários, que se dá lentamente para, de repente, explodir em um rompante de revelações nada triviais; e os objetos, seres (neste caso, um cão) e paisagens que são sempre símbolos de emoções, valores e mudanças de paradigma para o protagonista.

Aliás, Galera sempre escreve sobre mudanças e sobre pessoas que saíram de sua zona de conforto para viver uma nova vida, seja de forma deliberada e abrupta (como em ‘Cordilheira’), ou como resultado de um longo processo de autoconhecimento e descoberta de novas facetas do mundo (como em ‘Mãos de cavalo’).

‘Até o dia em que o cão morreu’ é uma leitura rápida, agradável e cheia de camadas, mesmo em sua simplicidade. Fala sobre a apatia diante da vida e as difíceis escolhas das novas gerações, que vivem perdidas em um mar de possibilidades, sendo que muitas vezes não agarram nenhuma; sobre a construção da intimidade entre duas pessoas, principalmente quando uma delas é “fechada” e difícil; sobre o que é sucesso, o que significa ser bem-sucedido e a busca incessante por; e sobre como o distanciamento emocional e a fuga podem ser insustentáveis para uma pessoa.


VEREDITO


Uma obra madura escrita por um jovem escritor em começo de carreira; que alterna momentos frenéticos com outros de extrema placidez; que soa crua e quase ofensiva mas também poética; fácil e rápida de ler e difícil e complexa de absorver. ‘Até o dia em que o cão morreu’ é esse pequeno caleidoscópio e poço de contradições que se completam para formar um livro que vale muito a pena ser lido, como qualquer obra que Daniel Galera tenha escrito. Eu simplesmente me tornei fã do escritor.

Recomendado!

Nota
4/5

site: www.umaleitoraassidua.blogspot.com
Osmar 25/07/2015minha estante
Sou louco pra ler "Barba ensopada de sangue". Tá na minha estante há um bom tempo, tô só esperando o momento certo.


Nanda Lima 25/07/2015minha estante
Tem resenha dele no meu blog. Excelente livro, o primeiro que li do Galera.

www.umaleitoraassidua.blogspot.com




Tiago Ceccon 02/11/2010

Biográfico, tão biográfico...
Não posso dizer que minhas expectativas fossem baixas. Já havia assistido a versão cinematográfica (Cão Sem Dono) há algum tempo e achado ela apenas razoável, mas quando fiquei sabendo do livro, com essa capa instigante e o genial título, tive a impressão de que deveria ser ótimo.

E como é bom ter uma expectativa atingida! Comecei a ler as primeiras páginas despretensiosamente pra espantar o tédio da noite e quando cheguei ao final, algum tempo mais tarde na mesma noite, tinha a vista embaçada e os olhos úmidos, tanto pelo sono quanto pela epifania literária. Não pude evitar a sintonia com o protagonista... talvez por sofrer das mesmas chagas de adolescência tardia porto-alegrense tão desvalorizadas nas resenhas aqui abaixo.

Está tudo ali, no livro. Todo sentimento de cansaço, produto da pós-modernidade forçada que respiramos. Desde o respeito quase místico pela natureza, encarnada nas tempestades e nos animais ("[...] sobreviventes de uma era remota, seres de outro mundo."), até o ódio destrutivo para com os produtos midiáticos corrompidos, passando pela total inércia contemplativa de tardes e noites tediosas olhando para o universo além. Todo o espectro de filosofias (ou pseudo-filosofias, como bem queiram os intelectuais de plantão) que parece regir as gerações do pós-tudo histórico.

Não posso reduzir a palavras o que essa obra me transmitiu, mas posso deixar minha sincera recomendação a todo e qualquer cidadão de Porto Alegre: procure lê-la. E o convite a tal experiência se estende a qualquer pessoa de mente ampla e capacidade empática razoável. Estou certo de que, para essas pessoas, não será em vão.
Ana Menuzzi 14/05/2013minha estante
Falou tudo!




Tito 04/12/2010

Sobre aquele vazio que se sente quando já é tarde demais para morrer jovem.
Mariana. 02/08/2011minha estante
Tito Tito..adoro tuas resenhas haikai. Perfeito.




e.duardo 16/12/2012

A cada coisa que leio do Galera tenho a impressão de que ele está sempre te contando uma piada; as coisas vem chegando de pouquinho em pouquinho e, de repente, estão lá. O que não quer dizer que você vá conseguir conectar todas as pontas no final, o que não quer dizer que esse final não possa ser abortado sem você conseguir antecipar.

Bom livro, mesmo me lembrando bastante o Barba Ensopada de Sangue em alguns (talvez por isso).
Laíssa 07/10/2015minha estante
Tive a mesma impressão: muito parecido com o Barba Ensopada de Sangue. Mas não deixa de ser tão bom quanto. Virei fã do Galera.




Zeka.Sixx 24/11/2016

"Tarde demais para morrer jovem"
Uma novela curtinha e muito bem amarrada sobre a apatia de uma geração. O cenário de Porto Alegre ajuda a dar um toque especial ao livro. Primeiro livro que li do autor e gostei bastante!
Bia Mansur 26/02/2017minha estante
Mesma sensação.




flavinho 19/04/2012

um livro que parece ser menos do que é
Acho que comprei o livro pela bela capa e pelo título.
iniciei a leitura devagar, como a própria narrativa propõe, levando o leitor de encontro com o vazio da ambientação e da vida do protagonista.
E o num piscar de olhos vc é envolvido neste vazio, magistralmente preenchido por um texto ágil, seco e ao mesmo tempo cheio de emoção.

Uma boa leitura. Fiquei bem impressionado!
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Dose Literária 20/02/2013

mas com o tempo assumi que naquela fase da minha vida não conseguiria fazer nada. Foi um tanto surpreendente quando encontrei felicidade nisso. p. 34
Não podemos dizer que o Brasil vive de passado em termo de cultura. Felizmente há muita coisa acontecendo, principalmente em termos de Literatura. Temos muitos escritores produzindo bons livros, entre eles Daniel Galera.

Até o dia em que o cão morreu nos conta a história de um cara, nos seus 20 e poucos anos, que resolveu abandonar o conforto do lar (mesmo que ainda conte com ajuda financeira do pai) para viver sozinho em um apartamento. Formado em Letras, ele vive de pequenos bicos, sem emprego fixo. Leva uma vida bastante solitária, até que um cão entra por acaso em sua vida. Há também a presença de Marcela, que não é sua namorada, mas está sempre por perto. (Continue lendo... http://www.doseliteraria.com.br/2012/01/resenha-ate-o-dia-em-que-o-cao-morreu.html)
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Pedro Bastos 05/06/2013

A imprevisibilidade como ferramenta de leitura
"Até o dia em que o cão morreu", primeiro romance do escritor Daniel Galera, trata da estória não tão original de um adulto jovem e de suas questões de vida. Trancafiado em um apartamento minimalista, o personagem é desprovido de qualquer vaidade ou desejos supérfluos. Vive com o que pode, e é isso aí - ou melhor, vive com o que consegue complementar com os trocados mensalmente oferecidos pelo seu pai. Quem vê de fora, sua relação com o mundo chega a beirar o medíocre, especialmente no tocante à namorada e ao seu animal de estimação. Objetivo, despudorado e introspectivo, o protagonista, no entanto, tem um lado psíquico bastante delicado, mas embrutecido por suas experiências e meios de vida.

A narrativa de "Até o dia em que o cão morreu" é conduzida pelo próprio personagem principal, que aglutina sua prosódia e diálogos durante todo o discurso, sem o indício de travessões ou qualquer outro sinal que revele a separação entre o pensamento e a fala. Esta técnica, norteada por Daniel Galera de forma admirável, propicia um sentido de continuidade de leitura que conduz o leitor a devorar as pouco mais de 90 páginas do romance em questão de horas - menos, até, dependendo da voracidade de quem lê.

A interação dos personagens é um aspecto interessante em "Até o dia em que o cão morreu" por tratar das relações afetivas sob um outro ponto de vista, diferentemente dos filmes românticos ou da visão "tradicional" do amor e do afeto. O sexo é compartilhado com o leitor sem muita cerimônia, aproximando-o da dinâmica em que o personagem está submetido, ora suja, ora complexa diante de tanta simplicidade.

"Até o dia em que o cão morreu" descumpre os padrões das narrativas clássicas pela sua esquematização e pelo seu conteúdo. É este um dos grandes trunfos do livro: dispor da imprevisibilidade como uma ferramenta de leitura.
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Raquel 25/02/2021

Para ler de uma única vez, como uma mordida grande demais para caber dentro da boca.

Um personagem sem nome, sem vontade, sem ambições e sem sonhos. Um retrato de apatia, de depressão e de auto isolamento, mas também, da busca por um relacionamento significativo.

O personagem é um homem de 25 anos, formado em letras, fluente em inglês e russo e definitivamente depressivo. É visceralmente fácil de se relacionar. O distanciamento, do mundo, das pessoas, o cansaço, o cotidiano imutável, o vazio do apartamento ecoa com o vazio da vida.

É um livro sobre o empurrão de sair da zona de conforto, de sair da segurança emocional e arriscar, mesmo que você vague tão sem rumo quanto o personagem.
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aline naomi :) 27/09/2014

Muito bom!
Primeiro vi o filme "Cão sem dono", que foi baseado neste livro. Adorei. Aí fui ler o livro e também gostei muito. Fiquei fã do Daniel Galera!

"Até o dia em que o cão morreu" é uma história de amor estranha, mas ainda assim uma história de amor. O legal é que não é clichê, não há aquele romantismo exacerbado e meloso.

Recomendo o livro e o filme!
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