A Comédia Mundana

A Comédia Mundana Biajoni
Biajoni




Resenhas - A Comédia Mundana


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Tatiana 02/07/2016

A comédia mundana, de Luiz Biajoni
Há muito tempo não lia nada que me surpreendesse tanto nem me tirasse da zona de conforto como o livro A comédia mundana, de Luiz Biajoni, da Chiado Editora. Ao ler os comentários sobre a obra no site da Editora Chiado, logo percebi que se tratava de um livro forte. O título sugerindo, talvez, uma relação de intertextualidade como A comédia humana, de Balzac, livro do qual gosto muito. Solicitei o livro à editora, que o enviou gentilmente. A primeira impressão não chegou a ser uma surpresa, mas a comprovação de que, como mostra o site da editora, veja AQUI, a capa é muito bonita. Já sabia que o livro é composto por três novelas policiais (sacanas) que podem ser lidas separadamente sem nenhum prejuízo na compreensão do texto. Então, eis que abro o livro no sumário e tenho a primeira surpresa: o nome das novelas.

A comédia mundana, de Luiz Biajoni
Sim, surpreendi-me com a linguagem crua do autor, e nessa surpresa, percebi que precisaria sair da minha zona de conforto para fazer essa leitura, pois já não sabia muito bem o que esperar da obra. Obviamente, aceitei o desafio, já que cá estou resenhando o livro. E querem saber de um segredo, que só contarei a vocês? Amei ler A comédia mundana! É simplesmente impossível desgrudar da leitura. São quinhentas e poucas páginas que passam voando. Sim, há sexo e muitos palavrões no livro, mas em nenhum momento isso se dá de forma apelativa, ao contrário, cada palavra dita e cada ação praticada pelos personagens são absolutamente necessárias à coerência interna da obra.

As três novelas iniciam-se da mesma forma: alguém anuncia que fará uma cirurgia. Na primeira, Virginia diz ao namorado, Luiz, que operará as hemorroidas para que eles possam continuar fazendo coisas de que gostam muito; na segunda, um grande empresário da cidade, casado e pai de uma menina, comunica ao namorado que fará uma operação de troca de sexo; e na terceira, Carol avisa à mãe (a Virgínia da primeira novela) que fará um procedimento de recomposição da virgindade. Embora possa dar a impressão de que o foco do livro é o sexo, garanto que não é, ao menos não só isso. Na verdade, a questão toda é o poder: o poder da imprensa marrom, o poder do mais forte sobre o mais fraco, o poder de quem usa a fé para manipular, o poder do dinheiro, dos vícios, da chantagem e, claro, o poder de quem usa o sexo como forma de alcançar os seus objetivos.

A comédia mundana, de Luiz Biajoni

Na primeira novela, além dos conflitos amorosos de Virginia e Luiz (entre outros envolvidos, como o Dr. Julio, Luciana e Ana), a história gira em torno de um estupro, praticado por Santos e outros dois garotos, menores. Virginia, que trabalha em um jornal cuja ênfase é dada para notícias policiais, é chamada para auxiliar o experiente jornalista Geraldo Assis na cobertura da matéria. No desenrolar da narrativa, vamos vendo como pessoas acima de qualquer suspeita podem ter o seu lado sombrio, o que, aliás, acontecerá também nas outras duas novelas. Na seguinte, Descobrimos que um personagem da novela anterior tem uma relação homoafetiva com um empresário (aquele da troca de sexo) que morre no início da história. Na sequência, há uma sucessão de crimes que deixam a cidade em polvorosa. Por trás dos crimes, uma mulher rica, linda e sedutora, porém amarga por não ter conseguido conquistar o único homem a quem realmente amou. A terceira e última novela acontece alguns anos depois. Virginia tem uma filha adolescente que parece ter puxado à mãe no que se refere ao furor sexual. A menina fica noiva de um pastor da igreja evangélica que a família frequenta, por interesse, claro, pois a família do pastor é rica, graças aos donativos dos fiéis. O que Virginia e a filha não sabem é que o pastor é gay e tem um relacionamento homoafetivo, além de ser traficante. A menina e o pastor casam-se e um crime acontece. Em meio a essa trama, conhecemos um desejo de vingança por abusos cometidos no passado de um dos personagens.

A obra é repleta de críticas sociais, do início ao fim. Mas muito mais do que isso, é uma crítica à natureza da humanindade, eu diria até que as três novelas policiais sacanas de Luiz Biajoni fazem um raio X da alma humana, mostrando o que ela possui de pior e, em alguns momentos, de melhor também. A narrativa possui um ritmo dinâmico e os personagens conseguem nos envolver. Aliás, a construção dos personagens é feita de forma primorosa pelo autor, fazendo com que, por vezes, fiquemos penalizados por algo que ocorra com um determinado "vilão". Para ser mais exata, eu diria que Biajoni simplesmente subverte a noção que temos de herói e de vilão. Apesar de entender que para algumas pessoas não seja muito agradável uma leitura em que as palavras (e as verdades sobre a sociedade em que vivemos) sejam ditas de forma tão crua, recomendo a leitura de A comédia mundana para todos que apreciem uma obra verdadeiramente crítica, que vá ao cerne da natureza humana, sem nenhum medo ou falso pudor, uma obra, enfim, verdadeira.

site: http://leituras-compartilhadas.blogspot.com.br/2016/05/a-comedia-mundana-de-luiz-biajoni.html
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Marcia 16/06/2016

Muitas Sacanagens. :)
Olá pessoal tudo bem com vocês?
Hoje trago uma resenha do livro Comédia Mundana recebido de cortesia pela Editora Chiado, um tanto inusitado. rs

Quem me conhece sabe de meus gêneros literários. Agora imaginem eu lendo um livro literalmente obsceno e quando digo obsceno não é só por palavras de calão mas também pelas histórias , embora há décadas ouvimos ou lemos na mídia, principalmente “aquelas” que ganham dinheiro com a desgraça dos outros. “Jornais e programas que se espremer verte sangue”.
Contudo apesar da pornofonia gostei muito do livro. Me lembrou bastante Nelson Rodrigues e não estou fazendo comparações. Luiz Biajoni provavelmente se inspirou nas realidades de histórias de quando era repórter de crime, tendo presenciado ou feito cobertura, além do que, todo brasileiro sabe que está atolado nessa grande novela marrom há tempos.

A princípio logo que li os títulos das novelas me senti incomodada, mais que isso fiquei assim \o/ E agora?

Não tinha lido a sinopse na internet e não tem no livro, fiquei pensando se escrevia os nomes das novelas ou não. optei por dizer afinal somos todos adultos. E a vergonha está mais nas histórias de corrupção que qualquer cenas de sexo ou “palavrões” contidos nessas três histórias.

Sexo Anal – Uma novela marrom

Buceta – uma novela cor de rosa

Boquete– Uma novela vermelha

Passado o choque segui a leitura e gostei bastante. Ao finalizar a leitura os palavrões foi o que menos me chocou.

A primeira novela conta a história de Virgínia jovem, jornalista que se delicia com as descobertas de seus prazeres sexuais e também vive um momento importante profissionalmente. Ela trabalha para um jornal e é escalada para cobrir um caso de estupro com um dos jornalista “feras” do jornal. E a trama segue com muitas sacanagens nos relacionamentos, na política, na polícia e na cidade.

A segunda parte é uma sequencia e trata de mudança de sexo, travestis e corrupção. Traz novos personagens e embora seja mais romântico ainda é carregado de violência e abuso de poder mostrando ao leitor como o ser humano pode ser tão tacanho e se vender por tão pouco.

Por fim nessa parte final e não podia faltar nesse antro de abuso de poder, traz a igreja através de um pastor de meia idade, homossexual, cocainômano e que precisa casar com uma virgem, pra poder tomar conta dos negócios do pai, sob o pretexto de que seu filho possa ser o “salvador”. Mas está apaixonado por um ex presidiário que toma conta de uma casa de prostituição e tem uma sede de vingança pelo jornalista Assis o “fera” da primeira novela e nesse final traz Virgínia e sua filha que nesse caso vai ser a tal virgem, mesmo que essa virgindade seja comprada rs
Assis que durante a trama sofre um atentado que o leva a cadeira de rodas terá nesse desfecho seu último furo.
É minha gente! É a vida como ela é, com suas alegrias, tristezas e misérias. Um mundo onde cada um é por si.

site: http://www.mundoliterando.com.br/a-comedia-mundana-de-luiz-biajoni/
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Marcia 16/06/2016

Muitas Sacanagens. :)
Olá pessoal tudo bem com vocês?
Hoje trago uma resenha do livro Comédia Mundana recebido de cortesia pela Editora Chiado, um tanto inusitado. rs

Quem me conhece sabe de meus gêneros literários. Agora imaginem eu lendo um livro literalmente obsceno e quando digo obsceno não é só por palavras de calão mas também pelas histórias , embora há décadas ouvimos ou lemos na mídia, principalmente “aquelas” que ganham dinheiro com a desgraça dos outros. “Jornais e programas que se espremer verte sangue”.
Contudo apesar da pornofonia gostei muito do livro. Me lembrou bastante Nelson Rodrigues e não estou fazendo comparações. Luiz Biajoni provavelmente se inspirou nas realidades de histórias de quando era repórter de crime, tendo presenciado ou feito cobertura, além do que, todo brasileiro sabe que está atolado nessa grande novela marrom há tempos.

A princípio logo que li os títulos das novelas me senti incomodada, mais que isso fiquei assim \o/ E agora?

Não tinha lido a sinopse na internet e não tem no livro, fiquei pensando se escrevia os nomes das novelas ou não. optei por dizer afinal somos todos adultos. E a vergonha está mais nas histórias de corrupção que qualquer cenas de sexo ou “palavrões” contidos nessas três histórias.

Sexo Anal – Uma novela marrom

Buceta – uma novela cor de rosa

Boquete– Uma novela vermelha

Passado o choque segui a leitura e gostei bastante. Ao finalizar a leitura os palavrões foi o que menos me chocou.

A primeira novela conta a história de Virgínia jovem, jornalista que se delicia com as descobertas de seus prazeres sexuais e também vive um momento importante profissionalmente. Ela trabalha para um jornal e é escalada para cobrir um caso de estupro com um dos jornalista “feras” do jornal. E a trama segue com muitas sacanagens nos relacionamentos, na política, na polícia e na cidade.

A segunda parte é uma sequencia e trata de mudança de sexo, travestis e corrupção. Traz novos personagens e embora seja mais romântico ainda é carregado de violência e abuso de poder mostrando ao leitor como o ser humano pode ser tão tacanho e se vender por tão pouco.

Por fim nessa parte final e não podia faltar nesse antro de abuso de poder, traz a igreja através de um pastor de meia idade, homossexual, cocainômano e que precisa casar com uma virgem, pra poder tomar conta dos negócios do pai, sob o pretexto de que seu filho possa ser o “salvador”. Mas está apaixonado por um ex presidiário que toma conta de uma casa de prostituição e tem uma sede de vingança pelo jornalista Assis o “fera” da primeira novela e nesse final traz Virgínia e sua filha que nesse caso vai ser a tal virgem, mesmo que essa virgindade seja comprada rs
Assis que durante a trama sofre um atentado que o leva a cadeira de rodas terá nesse desfecho seu último furo.
É minha gente! É a vida como ela é, com suas alegrias, tristezas e misérias. Um mundo onde cada um é por si.

site: http://www.mundoliterando.com.br/a-comedia-mundana-de-luiz-biajoni/
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Sempre lendo 19/04/2016

Porcaria do início ao fim
Se pudesse salvar este livro - ainda que seja impossível - ficaria apenas com a parte narrada sobre o trabalho no jornal, e só.
O enredo é pobre com personagens desnecessários, a temática sexual é machista e totalmente esdrúxula.
Certamente o autor quis chocar quando lançou primeiramente os três livros com títulos questionáveis e agora com o volume único nada fez para melhorar...
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Torpor Niilista 10/11/2015

Uma narrativa policial e sacana de tirar o fôlego: A comédia mundana, de Luiz Biajoni
A comédia mundana é um livro composto de três novelas ao longo de suas pouco mais de 500 páginas. Escrito por Luiz Biajoni e publicado pela Editora Chiado, traz uma narrativa bastante fluida, e que apesar do tamanho, pode ser concluída em pouco tempo. Trata-se na verdade, de 'três novelas policiais sacanas', como o próprio autor denomina...


Em Sexo Ana* - uma novela marrom, Virgínia namora Luiz, e diz que vai operar as hemorroidas depois de uma boa transa com seu namorado. Mas algo muito estranho e indevido acontece quando ela vai a um consultório médico e seu namoro acaba indo por água abaixo... Virgínia trabalha numa redação de jornal e logo tem a chance de participar de um caso de estupro e morte envolvendo dois menores e um tal de Santos. Nesse paralelo, Luiz conhece um amigo [também Luiz] do escritório onde trabalha e que tem uma filha, Luciana. Há também Ana, uma amiga de Virgínia que vive dando em cima dela mas ela foge da garota como o diabo foge da cruz. Mas precisa desabafar o que houve com alguém, e ela escolhe Ana...


Leia mais no blog...

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2015/11/uma-narrativa-policial-e-sacana-de.html
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Di 01/07/2015

Over, chato e chulo.
Over, chato e chulo.
Tenho medo deste livro. Medo de um livro que trata a violência de maneira tão nojenta.
Vulgar ao extremo.
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Fabio Shiva 04/04/2015

Espetacular!!!
Fiquei vidrado na leitura e só consegui largar o livro ao final da última página. Luiz Biajoni é o criador de um estilo único, muito próprio, capaz de capturar completamente o leitor em sua trama! Para quem não conhece ainda esse talentoso autor brasileiro, vou tentar dar uma ideia de sua criatividade: imagine que a máquina de fusão genético-molecular do filme “A Mosca” é utilizada para misturar as essências de Rubem Fonseca e Nelson Rodrigues... o monstro resultante seria mais ou menos parecido com o Luiz Biajoni!

“A Comédia Mundana” é um tijolo de 480 páginas que apresenta em um só volume a trilogia que o próprio autor chama de “Três Novelas Policiais Sacanas”. Os títulos falam por si:

“SEXO ANAL – uma novela marrom”

“BUCETA – uma novela cor-de-rosa”

“BOQUETE – uma novela vermelha”

Só por lançar livros com esses títulos o autor já havia conquistado a minha admiração e simpatia. E o melhor de tudo é que o conteúdo não decepciona, muito pelo contrário, surpreende ainda mais favoravelmente! A “sacanagem” do Biajoni não é um fim em si mesma, visa a forte crítica social, a exposição cruel das mazelas de nossa sociedade atual. Lendo esse livro lembrei de uma música que fiz ainda criança com meu irmão Fabrício Barretto, chamada “Rap do Palavrão”:

“Se te ferem os sensíveis ouvidos a sonoridade de um xingamento, aprenda:

Buceta não é palavrão – fome é!

Caralho não é palavrão – pobreza é!

Porra não é palavrão – palavrão é prostituição! Palavrão é marginalização!”

Biajoni é o arauto de um mundo triste e sombrio, onde a pornografia é banal e o amor é interdito. Vergonha para nós, humanidade, que esse mundo criado por ele seja tão parecido com o mundo real!

Viva a Literatura Brasileira!

site: http://caligoeditora.com/catalogo/sincris/
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Oscar 04/05/2014

Livro excelente!
As 3 novelas se cruzam e entrelaçam, passadas em um pequena cidade do interior. Clima reinante de pulp fiction.
Sexo, muito sexo! sacanagem no melhor sentido da palavra, humor negro, ótimo diálogos, ótimas descrições. Porradas bem dadas nos políticos, nos exploradores da fé alheia, na mídia, nos corruptos, na polícia.
Geraldo Assis é um personagem incrível, legítimo anti-herói tupiniquim.
Que venham novos livros desse promissor autor!
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lfcardoso 18/04/2014

Ninguém é santo
Três pelo preço de uma! O livro reúne três novelas policiais que têm como cenário uma cidade corrupta do interior paulista. Lá ninguém é inocente, todos escondem algo podre dentro de si. Os habitantes da cidade não têm escrúpulos quando querem satisfazer seus impulsos sexuais ou realizar suas ambições. Os títulos das histórias são excêntricos e podem chocar os mais puritanos: “Sexo anal – Uma novela marrom”, “Buceta – Uma novela cor-de-rosa” e “Boquete – Uma novela vermelha”.
Curiosamente cada uma das novelas começa com um personagem comunicando a outro que vai operar alguma parte do corpo. Nas três histórias, o procedimento médico indica que uma grande mudança está próxima de acontecer. Não apenas o corpo do personagem sofrerá mudanças, mas também seus sentimentos, sua vida familiar e sua condição sócio-financeira, entre outras coisas. Por exemplo, na novela “Buceta”, dois homossexuais veem na operação de mudança de sexo a chance de assumirem seu romance e viverem realmente como um casal. Já em “Sexo anal”, novela que abre o livro, uma operação de hemorroidas coloca a jovem jornalista Virgínia em um complicado triângulo amoroso.
Ao contrário de certas autoras best-sellers, Biajoni não usa o sexo de forma apelativa ou para enrolar o leitor. É na intimidade das quatro paredes que o leitor descobre o lado oculto e sombrio dos personagens. Na cama, os personagens revelam medos, traumas, ambições, preconceitos e mentiras, além de usarem o sexo como forma de humilhação, manipulação ou dominação. Na novela “Buceta”, a sedutora e perigosa empresária Monique Kurtz usa o sexo para dominar e manipular os homens poderosos e influentes da cidade. Já o marido Carlos, dominado e humilhado pela esposa, não consegue mais se sentir qualquer tipo de atração sexual por Monique. Carlos tenta compensar sua frustração com drogas e travestis.
Talvez alguns crimes presentes no livro possam parecer absurdos, mas não me surpreenderia se Biajoni dissesse em alguma entrevista que se baseou em casos reais para escrever suas novelas. A realidade consegue ser mais estranha e absurda do que a ficção. Vai dizer que nunca deu uma olhada naqueles famigerados jornais que “pingam sangue quando são espremidos”? Há um monte de histórias absurdas lá. E a última novela do livro, “Boquete”? É difícil imaginar um pastor gay utilizando a igreja como um ponto de tráfico de drogas. Todavia, não é impossível. Coisas piores são cometidas em nome da fé e dentro dos templos, basta haver fanatismo e um líder religioso sem escrúpulos.
Entre os vários personagens presentes no livro, o repórter policial Geraldo Assis é um dos que mais se destaca. Lendo as três novelas, o leitor acompanha a ascensão e a queda do personagem, além das tragédias e perdas que ele terá que superar. Visto como uma espécie de herói local, o repórter está muito longe de ser um santo. Geraldo cometeu alguns crimes no passado. Além disso, ele gosta de agredir e humilhar os criminosos. Para piorar, Geraldo trabalha para um jornal sensacionalista, que explora a dor e a miséria das pessoas. Segundo Beto, dono do jornal, os “leitores só querem saber é da miséria humana”.
O estilo de Luiz Biajoni é envolvente e viciante. O leitor irá devorar as quase quinhentas páginas em dois ou três dias. Nada de experimentações vazias ou de linguagem metida a vanguardista com floreios soníferos. O autor usa linguagem ágil e coloquial. Há também a presença de humor nas histórias, o que facilita a abordagem de certos assuntos, principalmente os ligados ao sexo.
E para encerrar uma curiosidade sobre a bela capa do livro. A mulher que aparece atirando em um homem, este está na contracapa, é Brigitte Montfort. Ela é protagonista da série de espionagem ZZ7, publicada no Brasil entre os anos 1960 e 1990. Brigitte é uma espiã a serviço da CIA na época da Guerra Fria. As ilustrações das capas da série foram feitas pelo artista José Luiz Benício, que fez mais de 300 cartazes de filmes, incluindo pornochanchadas e filmes de "Os Trapalhões". A Brigitte que aparece na capa de "A Comédia Mundana" também é obra de Benício.

site: http://www.literatsi.com/resenha/livro/comedia-mundana/
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