Filhos do Éden

Filhos do Éden Eduardo Spohr
Eduardo Sphor
Eduardo Shpor




Resenhas - Paraíso Perdido


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Nicole 13/02/2016

O Maravilhoso Mundo de Spohr

Denyel e Ablon no mesmo livro!!!! É muita testosterona junta! (hehehehe)

Bom, comecei a ler o livro ano passado, mas, devido a alguns contratempos, só pude terminar hoje. Esse é o legítimo livro que tu quer terminar, mas ao mesmo tempo não quer que termine pois é o último da saga, e quando tu termina pensa: "poxa, devia ter lido mais devagar!!"

Mas é inevitável, tu devora o livro assim que o começa.

Lembro quando comprei A Batalha do Apocalipse, nunca fui muito fã de histórias bíblicas e fiquei com um pé atras, mas comprei igual. Ficou semanas pegando poeira na minha estante até eu tomar coragem para tirar do plástico e começar a ler. E, alguns dias depois, tornou-se meu livro preferido, e depois disso ainda li mais umas três vezes (e 'to doida pra ler de novo, mas esta emprestado, o que, aliás, faço direto, recomendo pra todo mundo que conheço). Ablon se tornou meu personagem preferido. Até eu conhecer o Denyel, daí o general acabou ficando em segundo lugar.


Como coloquei no título dessa resenha "O Maravilhoso Mundo de Spohr", assim que tu começa, esquece quem é, onde esta, de onde vens, para onde vais (hehehe), e consegue te dedicar de corpo e alma à leitura (bom, pelo menos eu consigo, coisa que é rara).

Vou dedicar um parágrafo ao Denyel, que se tornou meu personagem preferido, de todos os livros que já li. Denyel tem uma personalidade que cativa qualquer um. "Canalha mentiroso" (como o próprio se denomina), fanfarrão, sarcástico mas ao mesmo tempo consegue ser altruísta, constantemente se sacrificando pelos amigos e os colocando em primeiro lugar. Denyel conseguiu o topo da minha lista de personagens preferidos.

Pois bem, o Spohr consegue unir, em um único livro, as crenças bíblicas, mitologia grega e nórdica (tem o Loki!!! Não o Tom Hiddelston, o Loki!!) e tudo muito bem coerente e bolado.
As obras do Spohr me lembram um pouco um dos meus filmes preferidos: Bastardos Inglórios, do Quentin (Fucking) Tarantino, onde os personagens têm histórias diferentes, personalidades diferentes, missões diferentes, mas quase todos têm o mesmo objetivo, e tudo culmina num "gran finale" onde tudo faz sentido.

Kaira e Urakin, desobedecendo às ordens do Arcanjo Gabriel, vão em busca de Denyel e acabam por ir parar em Asgard, onde encontram o dito cujo. Em Asgard, o tempo passa de uma maneira diferente, ou seja, lá, décadas já haviam se passado desde que ele chegara, e agora tinha a confiança da rainha Sif, e havia se tornado Capitão.
Tudo se sucede em acontecimentos de tirar o fôlego, meus momentos preferidos nessa parte do livro são quando Denyel derrota o Níðhöggr e quando o Urakin toma posse do Mjölnir, o que significa que ele tem honra o bastante para possuir o martelo do falecido Thor.
E, depois que eles ajudam a rainha Sif e suas Valquírias a retomar o controle de Bifrost, Kaira e Urakin já têm seu meio para voltarem a Haled na companhia de Denyel, e retomar sua antiga missão: destronar Metatron.

Vou me obrigar a dedicar também um parágrafo ao antagonista da história. Metatron é um personagem que, para mim, foi ambíguo. Por vezes o considerei doido de pedra, mas também não pude negar que ele estava certo na maior parte do tempo. Porém, todo o poder e responsabilidade a qual Yahweh deixou em suas mãos, levaram o sentinela a perder a razão e a cometer atos duvidosos, contrariando o amor que ele dizia ter pela humanidade.

Os acontecimentos sucedem em lugares distintos, e também em tempos diferentes, mostrando o Ablon antes de se rebelar contra a tirania do Arcanjo Miguel, e como três dos sentinelas mais poderosos foram derrotados, e o encarceramento de Metatron, milênios atrás, tudo isso em paralelo a atual saga de Kaira, Urakin e Denyel (que mais uma vez deixou a equipe, para depois retornar com todo o estilo que só ele possui), e que também contou com o apoio de Yaga e mais tarde de Inanna.

Uma pena que, por delegarem suas missões em épocas diferentes, Denyel e Ablon não tenham se encontrado, gostaria muito que isso tivesse acontecido. Mas quem sabe numa próxima, né, Mestre Spohr, hein?! ;D e talvez até uma luta entre eles. (Eu iria pirar!!!)

As obras de Spohr se tornaram minhas favoritas (juntamente de Harry Potter e também as Crônicas de Gelo e Fogo).

Resta esperar que, agora o Spohr escreva uma (SPOILER ALERT!!!!!!) saga protagonizando a filha de Kaira e Denyel. (E, talvez, quem sabe, não haja um milagre aí em que o Denyel possa voltar a ativa :D )

Os meus sinceros agradecimentos a esse incrível autor, por nos proporcionar leituras tão culturalmente ricas (nem consigo imaginar o quanto ele deve estudar e pesquisar para escrever), e por criar personagens tão fortes e cativantes. Nota 10 para Paraíso Perdido.
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Silvio 21/10/2015

Como 69 pessoas já leram e 39 estão lendo um livro que ainda não foi lançado?
Como assim, alguém me explica? E já tem até gente trocando....como?
Jhully 21/10/2015minha estante
querendo saber também


Geovana 29/10/2015minha estante
Já está em pré-venda '-'


Daniel Pinheiro 29/10/2015minha estante
Pré-venda, eu já recebi o meu


Rafael Snow 16/12/2015minha estante
é pelo motivo de a Roda já ter girado, pessoas leram no passado mas ainda não foi lançado nesse tempo, mas já li também e é muito show!!!!




Leandro 18/08/2015

até que enfim rs
quando será lançado o terceiro livro sera?
Vick 18/08/2015minha estante
31/10, segundo o blog dele


Edy 03/09/2015minha estante
E umas 50 pessoas já leram? Como assim???!


Leidy 11/09/2015minha estante
Já está em pré-venda, e não ta caro não...
Já garanti o meu


Jonne 13/09/2015minha estante
Estou na espectativa.. =D


Caio.Caieras 27/09/2015minha estante
é realmente bom galera?


D4RTHJ3D1 15/10/2015minha estante
Ele falou que será dia 31/10, qualquer data anterior é cilada Bino


Rosana 04/11/2015minha estante
O meu chegou 28/10 e já estou lendo...bom demais


Mulder 17/11/2015minha estante
Tinha os outros dois livros
O 1º Filhos do Eden Herdeiros de Atlantida e o Segundo Filhos do Eden Anjos da morte ( esse infelizmente não consegui concluir)
Estou super ansiosa para Ler esse.
Ja esta na minha lista.




Luiza 16/11/2015

Filhos do Éden Paraíso Perdido
Kaira, Ukarin e Ismael, em sua busca por Denyel, acaram presos em uma cidade lendária e forçados a lutar contra ecaloths. A contenda resultou na destruição da cidade e os três anjos caíram no rio Oceanus, cujas águas interligam, pelo que entendi, todos os mundos.

É assim que Kaira e Ukarin chagam a Asgard, o lar das Valkírias e de todo o panteão nórdico. E é lá que, para a minha total alegria, está Denyel. A regressão do coro à Haled, no entanto, esbarra em um problema: Bifrost, a ponte que conecta a terra dos deuses à Midgard está sob domínio dos inimigos de Odin e de Thor.

Resolvida a primeira contenda, a missão de Kaira, isto é, encontrar e matar Metratron, é retomada. Aliados inesperados (e improváveis até) se juntam à causa e, quando a derradeira batalha é iniciada, mano, sai de perto, porque épico chega a ser eufemismo perto da coisa toda.

Novamente, temos algumas frentes distintas de narração: uma acompanha a jornada de Kaira, outra mostra a jornada de outros dois anjos, Ablon e Ishtar em sua missão de prender (ou matar) Metratron, muito antes do segundo cataclisma e do dilúvio que quase destruíram os homens. Foi Ablon que prendeu O Primeiro Anjo no Cárcere do Medo, de onde ele escapou no primeiro livro desta trilogia. Há ainda uma frente de narração que acompanha o próprio Metratron, embora essas sejam uma parte bem pequena do livro.

Paraíso Perdido encerrou a trilogia com chave de ouro, e apenas reforçou meu carinho e meu favoritismo por Eduardo Spohr.

(Veja resenha completa no blog Os Livros de Bela)

site: http://www.oslivrosdebela.com/2015/11/filhos-do-eden-paraiso-perdido-eduardo-spohr.html
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Carol Lima 17/11/2015

Estrada para o Paraíso Perdido
PRELÚDIO:

É bem engraçado quando olho para trás e vejo como cheguei a esse universo. Era 2012, e avistei um marca página na livraria, que continha até mesmo uma breve sinopse no verso. O livro em questão? A Batalha do Apocalipse. Pensei ser de uma tremenda coincidência me interessar por um livro com tal assunto numa época a qual ainda se acreditava que seria o fim do mundo. Minha mãe me viu tão empolgada com aquela sinopse e o tema, que acabei ganhando-o como presente de Natal. Fiquei em choque por ver a quantidade de páginas, mas tudo fluiu perfeitamente quando comecei a leitura. Terminei em uma semana, se bem me lembro. Tornou-se meu livro favorito de todos os tempos.

Procurei outros livros do autor, e me deparei com Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida. Corri (literalmente) à livraria mais próxima de casa, e achei um exemplar, bem como um marca página deste. A escrita havia mudado um pouco, e, na minha opinião, para melhor. Estava mais dinâmica, e rapidamente me vi torcendo por estes novos personagens (ainda assim, sentindo falta de Ablon e Shamira). Terminei rapidamente, e fiquei extremamente feliz quando Anjos da Morte, segundo livro da trilogia FdE, ficou em pré-venda. Novamente, corri para adquirir meu exemplar.

Ele chegou pouco antes da sessão de autógrafos no Rio, então só comecei a lê-lo após o evento. E, assim como os anteriores, li em pouco tempo, já à espera de Paraíso Perdido. A escrita havia ficado mais adulta, e continuava bem dinâmica, além de historicamente bem interessante. Este tornou-se, então, meu livro favorito da saga. Ainda nesta época (no final de 2013), acabei lendo a Edição Especial de ABdA, que ficou simplesmente sensacional.

Após certo tempo de espera, eis que chega o último livro da trilogia Filhos do Éden, e finalmente irei falar sobre ele (sei que já estão nervosos, à essa altura).

RESENHA:

Chegou o dia. Fui à livraria, adquiri meu exemplar, e calhei de terminar logo minhas leituras pendentes para adentrar mais uma vez o mundo de anjos e demônios, e acompanhar a jornada de Kaira, Denyel e Urakin uma última vez.

A história agora conta com outras mitologias, abordando-as de forma coesa com o conjunto da obra. Foi bem interessante a forma a qual fora mostrada a mitologia nórdica, por exemplo, uma de minhas favoritas. Do passado ao presente, o ritmo da história nunca se perde, sempre um servindo de auxílio ao outro. E, mais uma vez, a escrita conseguiu se tornar ainda mais adulta, o que é muito bom.

O trabalho dos personagens continua louvável, e Denyel figura como meu personagem favorito de toda a saga, sendo o mais desenvolvido e carismático de todos. A sintonia do grupo principal é forte, mais ainda nas cenas de batalha, onde a conexão deles é praticamente vital. Os celestes tem suas motivações bem definidas, ligando com o que viria a acontecer a eles em A Batalha. O grande inimigo do livro me pareceu uma figura ambígua; certas vezes concordava com ele, em outras, não. De início isto me confundiu um pouco, mas fiz uma analogia com Magneto, clássico inimigo dos X-Men, o qual mantenho o mesmo pensamento acerca de sua natureza.

As cenas de batalha continuam com alto nível de descrição, chegando num ponto o qual ponderei como que seria legal ver isso num filme ou série (até imaginei algumas destas como cenas de anime). A grande maioria é de tirar o fôlego, o que me fez ler madrugada adentro.

Sem dúvidas, de toda a saga, Paraíso Perdido bate de frente com Anjos da Morte, e é extremamente injusto escolher o melhor, por mais que pense imediatamente no último livro quando alguém me pergunta. Ao término da leitura, novamente em pouco tempo, fica a sensação de despedida. A vontade de querer saber cada vez mais dos personagens reinou em minha mente, de forma que me flagrei pensando acerca de certos acontecimentos do livro.

Nota: 10

Texto pós-créditos (?): Teremos a Enciclopédia Visual da saga em 2016, isso é certeza, mas será que um dia iremos retornar ao universo com uma aventura inédita?
Fabricio Zak 22/12/2015minha estante
Parabéns, Carol!

Levou um baita prêmio do Spohr e isso é fantástico.
Fiquei logo ali e acho que só o reconhecimento que ele tem pelos fãs é digno de dar orgulho por conhecer e curtir demais o trabalho dele.
Esse último volume tá, sem surpresa alguma, maravilhoso como sempre, mas temos algo em comum: Anjos da Morte também é meu favorito.

Que venham mais!


Carol Lima 22/12/2015minha estante
Agradeço muitíssimo, Fabricio! =D

Sim, a atenção que ele dá é sensacional. Concordo totalmente.

Ai, que legal! *-* Fica bem difícil classificar qual o melhor entre os dois.

Isso aí!




Albert Lucas 18/11/2015

Eu não mereço ser assassinado
O que aprendi com os livros de Eduardo Spohr foi a não
me apegar aos personagens. Desde de Sieme e agora isso.
Mais um personagem querido morre, sem spoiler kkk.
Nesse último livro descobrimos quem construiu e para que servem os
monólitos. Mostra como Metraton foi capturado, nos é revelado a origem de
Kaira. Yaga reaparece, Levih também, e um demônio conhecido do primeiro livro também.
Não perca tempo e leia logo O Paraíso Perdido. E Eduardo, não seja tão sádico, pare de matar.kklk
Moiseis.Freitas 18/07/2016minha estante
Entao voce nao leu GOT haha




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Diego 25/03/2017minha estante
Sensacional!!!




Júlia 23/12/2015

Cenários espetaculares com personagens meia-tigela.
Em meus não tão longínquos tempos de guria retardada, tive o prazer e a sorte de pôr minhas patinhas numa edição capa dura com capítulos extras e parcialmente ilustrada de A Batalha do Apocalipse.

Morram de inveja. Rá!

...

Ou não. Acho que aquela edição foi vendida numa escala maior da que eu imagino...

Mas me deixem aqui vivendo a ilusão de que sou melhor que qualquer um de vocês, beleza?

Enfim.

Qual não foi minha surpresa quando me dei conta que existiam mais livros do mesmo universo. Devorei 'Herdeiros de Atlântida' e 'Anjos da Morte'. Mas, estando eu com uma carga literária maior - ou "seje", numa mais nova condição de guria retardada superior - senti que havia algo errado com esses novos livros e não sabia dizer o quê com exatidão.

Aí veio Paraíso Perdido e eu finalmente descobri.

Acho que a melhor forma de descrever minhas impressões durante todo o livro seria a de um filme carregado de 'scenery porn' em que os atores meia-tigela arruinaram tudo.

Mas por que atores meia-tigela? Bem, os diálogos não estavam lá muito bons. Não eram nem um pouco naturais e basicamente só exposição. Certos momentos eu me perguntava se não estava com um roteiro decupado de um episódio daqueles animês chulézentos oriundos da 'Shonen Jump' ao invés de um livro.

Mas não eram só as falas, as personagens não se moviam! Maior parte da comunicação entre seres humanos não é verbal, é corporal! Pelo amor do guarda! Eu só conseguia imaginar dois bonequinhos estáticos mexendo a boquinha e só. Única cena em que isso não aconteceu foi no diálogo com Lúcifer, em que eu pude imaginá-lo andando ou gesticulando enquanto despejava mais exposição.

(Tio Lulú ftw).

Outra coisa: maioria esmagadora das personagens são unidimensionais. Se alguém me perguntar o que acho de alguma delas a única coisa que eu posso dizer é o seu papel na história e algumas características físicas, só.

A impressão que eu tive é que toda a energia do autor ficara focada na construção do mundo – que, aliás, dou meus sinceros parabéns a Eduardo Sporh nessa parte – ao invés das personagens, que só servem de alavanca de enredo. Eu pessoalmente prefiro estórias focadas nas personagens e não no mundo e, por considerar isso um estilo e não um erro, resolvi dar uma subidinha na minha nota.

Enfim, termino aqui minha birrinha infantil.

E, diga-se de passagem, todo aquele “arco” do Ablon foi desnecessário.

Que caiam paralelepípedos sobre mim!
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Robs 31/12/2015

Simplesmente incrível
Um final épico para uma trilogia sensacional.
Melhor coisa ver personagens de Batalha do Apocalipse como Ablon, Ishtar e Orion.
O tipo de livro que você começa a ler e se prende cada vez mais a cada capítulo.
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Victor Burgos 01/03/2016

O Fim da Saga
Lançado no final de 2015, “Filhos do Éden: Paraíso Perdido” é o livro mais novo de Eduardo Sphor, e o final da trilogia Filhos do Éden. E como todo fim de trilogia, essa obra tem vários pesos nas costas: se sustentar sozinho, fechar a história com um clímax memorável, amarrar as pontas soltas dos outros volumes e fortalecer as conexões entre as obras anteriores. Manter todas essas bolas narrativas no ar não é uma tarefa simples.

Para sanar essas questões, o autor adotou uma solução peculiar: ele criou uma trilogia dentro de uma trilogia. Pois “Filhos do Éden: Paraíso Perdido” é separado em três partes quase independentes, tão diversas umas das outras que cada uma delas podia ter sido um livro. A primeira delas “O Crepúsculo dos Deuses”, é dedicado a explorar as terras míticas de Asgard e as aventuras de Denyel e cia lá; “Antes do Diluvio”, acompanha a caçada de Ablon aos sentinelas em uma terra antiga e “Viagem ao Centro da Terra” mostra a conclusão da jornada de Kaira para impedir Metatron de dominar o mundo.

“O Crepúsculo dos Deuses”, teria sido um bom livro de alta fantasia. Continuando o gancho de “Filhos do Éden: Anjos da Morte”, aqui vemos a Anja Elemental Kaira e seu guarda costas chegando a Asgard com o intuído de trazer Denyel, um querubim amargurado, de volta à terra para um conflito final com Metatron. E, como não podia deixar de ser, em questão de minutos eles se veem no meio de um conflito entre os malignos gigantes e os bondosos deuses nórdicos que precisa ser solucionado para que eles possam retornar. Com seus dragões, artefatos mágicos, gigantes, florestas temperadas, anões, rainhas, valquírias e confrontos maniqueístas entre as forças do bem e do mal, tem ares de Alta Fantasia. Individualmente, essa história é bem escrita, tirando aquele trope chato dos forasteiros que resolvem em uma semana a bronca que estava atormentando os locais há milênios. Mas quanto olhada no conjunto, o conflito nas terras vikings não tem basicamente nenhuma ligação com a linha principal além de “justificar” uns 3 ou 4 Deus ex Machinas no clímax do livro. Certo, há algum crescimento dos personagens aqui, mas nada que não podia — e me arisco a dizer, devia — ter acontecido no mundo mortal.

“Antes do Diluvio” (e parte de “Viagem ao Centro da Terra”) mostra como Ablon conseguiu capturar Metatron milênios antes dos eventos do primeiro livro. Essa parte é um verdadeiro exemplo de antropofagia nerd, contendo protagonistas sobre-humanos saídos de animes shonen, antagonistas lovecraftianos, um clima de idade do bronze mítica saída de histórias espada e feitiçaria em uma narrativa difícil de classificar. Por esclarecer algumas motivações do vilão e justificar a adição de um personagem ao grupo no final, essa narrativa é um pouco mais ligada à narrativa principal. Mas não sem engane. “Antes do Diluvio” é mais um prelúdio para “A Batalha do Apocalipse” do que qualquer coisa. Pois aqui vemos como Ablon, após conhecer as ambiguidades do mundo material, começou a dar nome aos socos se tornar mais humano e a se questionar se talvez, mas só talvez, os governantes do céu não têm intenções tão boas para com a humanidade.

“Viagem ao Centro da Terra”, por fim, é uma história de fantasia urbana.. Ele conclui a jornada da anja elemental Kaira e amarra as pontas soltas deixadas ao longo dos outros dois livros. Kaira parte rumo ao esconderijo de Metatron no submundo enquanto Denyel viaja até a Europa buscar a ajuda de antigos aliados. Não posso entrar em detalhes sem revelar demais sore o enredo mas confesso que achei o combate exércitos no final desse trecho desnecessário, e as reviravoltas previsíveis – e pior, convenientes.

Como dito antes, essas três linhas narrativas são tão diversas e impendentes que na prática “Filhos do Éden: Paraíso Perdido” é uma trilogia de um só livro. Infelizmente, isso não é um elogio. Há algo de quimérico nesse livro. Suas partes são fortes por si sós, mas não se encaixam. “Filhos do Éden: Paraiso Perdido” é menor que a soma das suas partes. Mas ao menos Eduardo Sphor conseguiu evitar que uma das partes do livro ficasse atrofiada em relação às outras, como aconteceu em “Filhos do Éden: Anjos da Morte”. Suspeito que essa mistura de linhas narrativas tenha sido uma forma de dar adeus a esse universo, uma forma de explorar mais algumas facetas dele antes de apagar as luzes.

A construção de personagens é competente: apesar de não ter nada que se equipare ao “Denyel de Anjos da Morte” em termo de complexidade, ele não cai na armadilha de caricaturar seus personagens. Os heróis têm defeitos, os vilões têm virtudes e o todos possuem motivações tridimensionais. Vale ressaltar, inclusive, que esse livro possui uma forte presença feminina.

Do ponto de vista técnico, a prosa de ‘FdE:PP” é competente, porém me incomodou mais do que em qualquer outro livro Sphor. Há dois grandes fatores envolvidos nisso. Em primeiro lugar, o texto tem uma mania de se “auto-spoilear”, dizendo qual serão as consequências das ações dos personagens antes da hora — frases como “Mal sabia ele que seria traído” que ironicamente acabam roubando o suspense de diversas cenas. Além disso, o livro tem o costume de concluir descrições em três linhas de palavras solitárias. O que é irritante.

Ineficaz.

Quebra-clima.

Repetitivo.

Outro problema é que diversos diálogos me soaram diversas vezes sem emoção. E aproveitando, dou meus sinceros elogios aos Trolls de Asgard. Não é qualquer troglodita que consegue manter a eloquência após ter os olhos destruídos por uma bola de fogo.

Paraíso Perdido funciona bem como uma elegia ao “Sphorverso” e uma despedida (Certo?) aos fãs da série, mas sua falta de coesão narrativa rouba um pouco do brilho desse livro. Mas bem. Que venham outros mundos de Eduardo Sphor!

site: http://blogcinefilosreview.blogspot.com.br/
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Acad. Literária 29/12/2015

RESENHA - Filhos do Éden: Paraíso Perdido
Metatron.
O Rei dos Homens sobre a Terra. O primeiro anjo.
O nome esquecido, que muitos julgavam uma lenda perdida, volta a ameaçar a hegemonia dos poderosos arcanjos.
Há muito tempo, os Sentinelas, guardiões da Terra, se opuseram a destruição promovida pelos arcanjos, que ameaçava a existência da humanidade. Perseguidos como criminosos, seu líder foi preso e depois de muitos séculos, ao fugir de seu cárcere, finalmente seu plano secreto entrou em ação. Corria o boato de que ele enlouquecera, pois seu plano, de algum modo, poderia fazê-lo retomar seu santuário perdido e o firmaria como único e soberano deus sobre o mundo. Para impedi-lo, uma trégua foi estabelecida nos sete céus e heróis foram convocados para tentar pará-lo. Antes da grande batalha do Armagedon, antes do fim do Sétimo Dia, Arcanjos e Sentinelas vão se enfrentar pela última vez.
O prêmio dessa terrível batalha é o domínio sobre a terra.
Paraíso Perdido, terceiro e último volume da série Filhos do Éden, do autor Eduardo Spohr, traz à tona a caçada a Metatron, o anjo que desafiou abertamente os poderosos arcanjos e colocou em prática seu plano que ameaça a soberania dos gigantes sobre a Terra, a fim de recriar, a sua maneira, o Paraíso Perdido.

Eu peço, de antemão, desculpas aos nossos leitores, pois por mais que eu tente, não conseguirei passar aqui todas as sensações e emoções que vivi lendo a obra de Spohr.
Acompanho seu trabalho desde 2010, quando o livro "A Batalha do Apocalipse" foi relançado pela editora Verus. Naquela época, eu tinha esse livro como uma das melhores obras nacionais que eu li na vida. Porém, muito por ser sua obra de estreia, sentia que "poderia ter sido mais" e muitas pontas soltas haviam ficado sem respostas e como o livro é uma história fechada, ficou aquele sentimento de "esta faltando alguma coisa". Felizmente, veio o anúncio de "Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida" e com ele a confirmação de uma trilogia na qual o autor voltaria a explorar o vasto cenário criado, já que o desfecho de tudo já havia sido contado. Novos heróis, novas paragens, novos inimigos, novas batalhas e antigas perguntas até então sem respostas vieram à tona para tudo ser esclarecido de uma vez por todas nessa obra que resenho para vocês.

O livro é dividido em três grandes partes. Na primeira parte, depois dos eventos do livro "Anjos da Morte", Kaira reencontra Denyel e descobre que o anjo exilado tinha se adaptado bem (até bem demais) nas terras Asgardianas. O plano da Ishim era usar a lendária ponte Bifrost para retornar ao mundo físico, porém, Denyel joga um balde de água fria ao contar o que aconteceu em Asgard no decorrer dos séculos (sim, séculos) que ele viveu por lá. Bifrost estava sob o controle de um terrível inimigo e cabia a eles encontrar uma solução para o problema.

No passado, Ablon, a mando de Miguel, começou sua caçada ao sentinela Metatron. Muito diferente daquele Ablon visto em "A Batalha do Apocalipse", numa época anterior ao Dilúvio (35 mil anos A.C.), ele era conhecido como "Vingador" e servia cegamente as ordens dos Primogênitos como um verdadeiro arauto dos céus. Nesse período, Ablon pouco sabia sobre a humanidade e podemos acompanhar a fagulha do símbolo que ele se tornaria no futuro e também saber como alguns laços de amizade apresentados em ABdA foram criados, como sua amizade com Orion, sua relação com Ishtar e seu primeiro encontro com Nathanael.

Na terceira parte, as histórias começam a se intercalar e finalmente podemos entender como as pontas soltas deixadas pelo autor nas obras anteriores se conectam. Sobretudo nos eventos que culminaram na batalha final, descrita em "A Batalha do Apocalipse". Tudo isso nos faz perceber o porquê do autor ter despendido tanto tempo na escrita dos livros, já que eram muitas as perguntas que os leitores tinham a respeito de como a trilogia se conectaria com a primeira obra e o porquê de certas coisas terem acontecido na mesma. Infelizmente, qualquer coisa que eu diga a respeito disso, será um spoiler, então, vou deixar o entendimento para quem for ler as obras.
Em todos os livros, algum personagem, ou mesmo o narrador cita as "Guerras Etéreas", que foram as campanhas militares organizadas por Miguel para liquidar com as "falsas religiões". A presença dos deuses etéreos (ao menos para mim) fizeram falta nos volumes anteriores. Alguns eram mencionados, outros fizeram parte da narrativa em algum momento, mas nada tão importante para os rumos da história em si. Meus anseios foram atendidos nesse livro, pois como em nenhum outro antes, as entidades etéreas estão presentes com força na obra e alteraram muitas vezes o curso da história. A começar pelas lendas nórdicas, que tomam toda a primeira parte da narrativa. Estão presentes também seres descritos na mitologia grega; o mito em torno da cidade perdida de Atlântida; as grandes civilizações antediluvianas; os seres feéricos que povoaram o imaginário dos europeus na idade média; entre outros.

O autor volta a usar nesse volume as narrativas fantásticas que o tornaram famoso. Bebendo de inspirações que, imagino eu, vão de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu-yu-Hakusho e tantos outros animes com suas cenas de combates que desafiam qualquer lógica da realidade na qual vivemos. São essas narrativas que dão à obra o tom épico no qual muitos leitores de fantasia se identificam. As histórias de homens e mulheres capazes de fazer coisas inimagináveis como soltar fogo pelas mãos, voar, levitar objetos com a mente, destruir rochas com os punhos e até mesmo, para os mais "apelões", destruir cidades inteiras, manipular o tempo e espaço, cortar átomos e tudo o mais que podemos imaginar como "impossível".

E por fim, como não falar dos aprendizados. Os anjos são seres que, em teoria, são superiores à raça humana, no entanto, quanto mais eles permaneciam na Terra, mais eles aprendiam sobre a vida. E essa foi a forma que o autor encontrou para passar aos leitores importantes lições que podem ser facilmente aplicadas ao mundo real. Amor, amizade, carinho, respeito, lealdade, admiração, dor, raiva, medo, perdas, morte, nossas escolhas... As vivências dos personagens são tão fortes que vez ou outra o leitor acaba por se identificar com elas. E esse é, na minha opinião, o grande trunfo do universo criado pelo autor. As escolhas, essas narradas em suas obras, poderiam muito bem serem as nossas escolhas.

Eu não tenho nenhuma crítica em relação ao livro. Eu só tenho a agradecer ao autor por ter criado uma serie tão sensacional. Tudo o que nós, leitores e fãs passamos desde o lançamento do primeiro livro até a última página de Paraíso Perdido valeram a pena. Essa talvez seja a resenha mais carregada de emoções que eu já escrevi desde que comecei a fazer críticas de obras literárias. E não a toa, pois ao terminar esse livro, um vazio enorme se fixou em mim. É ruim se despedir das pessoas que, mesmo que fictícias, trouxeram algo de importante para nossas vidas. Há alguns ganchos para histórias paralelas. Não são pontas soltas, mas promessas veladas de novas aventuras. Quem sabe em um futuro, vocês poderão ver aqui, leitores, mais uma crítica da obra de (na minha opinião) um dos maiores autores de fantasia do Brasil.

A obra é narrada em terceira pessoa, com uma relação temporal truncada, mostrando as ações de Kaira e seus amigos no presente e as ações de Ablon no passado, com dois interlúdios para Metatron. O ritmo da narrativa pode ser um tanto penoso para alguns. Isso porque o autor usa muitos sinônimos e suas descrições de criaturas, cenários e lutas podem ser mais complicadas de se formar no imaginário para os leitores que não estão acostumados a ler fantasia. Sem falar nos nomes, principalmente na primeira parte. Para quem não conhece as lendas nórdicas, melhor preparar um caderninho de anotações, pois o autor explora com muita profundidade os vários mitos nórdicos. Os personagens estão excepcionais e mesmo aqueles "emprestados" de outras narrativas estão muito fieis àquilo que representam e até mesmo aqueles que pouco fizeram nos outros volumes (e que alguns talvez nem lembravam mais) tiveram sua parcela nesse último livro. A revisão está impecável, sem erros aparentes. A formatação está ótima, mas as letras são muito pequenas (provavelmente para caber mais em menos folhas) e isso pode atrapalhar um pouco, especialmente para quem lê no transporte público. No início do livro há um sumário, logo em seguida uma apresentação do autor, algumas informações básicas sobre os sete céus, os arcanjos e os personagens que são mencionados no livro. Ao final, um epílogo, um apêndice e a linha temporal do universo criado pelo autor. A capa é maravilhosa e chama atenção pelo cenário abandonado, adicionando mais profundidade ao título.

Eduardo Spohr nasceu em junho de 1976, no Rio de Janeiro. Filho de um piloto de aviões e de uma comissária de bordo, teve a oportunidade de viajar pelo mundo, conhecendo culturas e povos diferentes. A paixão pela literatura e o fascínio pelo estudo da história o levaram a cursar comunicação social. Começou a trabalhar em agências de publicidade, mas acabou, gradualmente, migrando para o jornalismo. Formou-se pela PUC-Rio em 2001 e se especializou em mídias digitais. Trabalhou como repórter do Cadê Notícias, StarMedia e IG, como analista de conteúdo do IBest e depois como editor do portal Click21. Participante regular do NerdCast, o podcast do site Jovem Nerd, é consultor de roteiro e ministra o curso "Estrutura literária: a jornada do herói no cinema e na literatura", nas Faculdades Hélio Alonso (Facha), do Rio de Janeiro.

Recomendo este livro primeiramente a todos os fãs do autor. Depois de todos esses anos, a conclusão de tudo irá satisfazer até mesmo aqueles que por um momento, lá no passado, duvidaram da capacidade do autor de escrever um épico da fantasia. Leiam. Cada segundo valerá a pena. Para os amantes de uma boa fantasia, aqui está uma obra que faz jus a capacidade que todos temos de imaginar, de sonhar e quem sabe, se aventurar (não é mesmo, RPGistas?). Aos fãs de mitologias. Nessas páginas, como em nenhum outro volume, vocês terão o prazer de viajar nas histórias dos heróis nórdicos, das tragédias gregas, dos mitos atlânticos, dos períodos antediluvianos, da própria feitura do cosmo. E por fim, aos que acreditam no potencial da literatura nacional, Eduardo Spohr entrega o que há de melhor no atual momento que vive a literatura brasileira.

Se me permitem, quero fechar essa resenha fazendo uma breve analogia: Eduardo Spohr, no princípio dos tempos, foi um guerreiro. De espada e escudo em mãos, foi derrotando os inimigos até chegar ao desafio final. Após uma feroz batalha, Spohr triunfará e finalmente pode dividir os espólios daquela peleja com seus leitores e “A Batalha do Apocalipse” nasceu. Depois, já bem treinado e aventurado, um campeão dos céus, ele nos apresenta “Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida”. Uma vez mais, o gigante venceu desafios e virou uma lenda entre os que escutavam e liam sobre seus feitos. De todos esses prélios nasceu “Filhos do Éden: Anjos da Morte”. E, ao final do sétimo dia, pouco antes das sete trombetas irromperem no Armagedon, Eduardo ascendeu à deidade e disso nasceu “Filhos do Éden: Paraíso Perdido”, imortalizando assim, sua sublime criação no coração dos leitores.
Obrigado, Spohr.



site: http://academialiterariadf.blogspot.com.br/2015/12/resenha-filhos-do-eden-paraiso-perdido.html
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Matheus Cunha 15/12/2015

E assim encerra...
O livro mais esperado da trilogia Filhos do Éden.
Todos os livros convergiram para essa sinergia de ação, drama, paixão e morte!
E assim encerra... O legado da Batalha do Apocalipse.
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Fernandokg 16/12/2015

Um final sensacional para uma saga épica
Lembro desde o tempo da Batalha do Apocalipse quando o Spohrverso me fez sonhar com Querubins, Ofanins e Anjos Renegados. Eduardo Spohr consegue nesse livro finalizar uma saga que me arrebatou completamente. Impossível tentar resenhar ela sem spoilers. Só gostaria de deixar aqui minha intenção de dividir essa experiência com todos os leitores. Muito obrigado Eduardo! Nos vemos na próxima!
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